Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Pulp Fiction – Tempo de Violência

Crítica | Pulp Fiction – Tempo de Violência

por Ritter Fan
1649 views (a partir de agosto de 2020)

Sob quaisquer ângulos que se pretenda analisar Pulp Fiction, é inevitável a conclusão de que ele não só foi um dos filmes mais importantes dos anos 90, como também um grande influenciador de uma geração inteira, um divisor de águas cinematográfico, por assim dizer. O estilo inconfundível de filmar que Quentin Tarantino tão bem estabeleceu com o seu Cães de Alguel apenas dois anos antes, amalgamando técnicas variadas em um resultado único e original ganhou uma espécie de clímax antecipado com Pulp Fiction, já que, normalmente, cineastas de renome têm uma curva de crescimento significativa, que pode durar décadas, para chegar a seu ápice. E nem mesmo me atrevo a afirmar categoricamente, passados todos esses anos, que o segundo longa de Tarantino é mesmo seu ponto mais alto, pois eu realmente não saberia mais dizer; todavia, sem qualquer sombra de dúvida, é esse o filme que abriu de vez as portas para o diretor e que também mais profunda e imediatamente imiscuiu-se de maneira indelével na cultura pop, com uma verdadeira avalanche de diálogos icônicos, músicas inesquecíveis e sequências arrebatadoras.

Mas o que faz Pulp Fiction ser Pulp Fiction?

Essa é uma pergunta que pode ter uma miríade de respostas, todas elas válidas. Tenho para mim, porém, que o grande destaque da obra é a forma como Tarantino, que escreveu o roteiro com base em histórias criadas por ele e por Roger Avary, conta três histórias – quatro, se contarmos com a do casal que tenta roubar um diner que abre e fecha a projeção – substancialmente independentes inspiradas no tipo de literatura que o título escancara, em uma complexa estrutura de narrativa não-linear, cada uma com seu próprio começo, meio e fim, mas que dialogam entre si dentro da temática geral do submundo de bandidos em Los Angeles e arredores. Mais uma vez, o cineasta refaz, à sua imagem, o referido recurso da montagem não-linear, algo que ele já havia esboçado em seu primeiro filme, mas que, aqui, faz parte dos alicerces estruturais da progressão narrativa. Vemos um pouco de grandes clássicos inquestionáveis como Cidadão Kane, Rashomon e Annie Hall que se aventuraram por esse caminho, com sucesso indiscutível, mas com uma pegada muito própria, muito pessoal do diretor – talvez possamos chamá-la de “toque Tarantino”, mas que só foi realmente possível graças, novamente, ao trabalho irretocável de sua saudosa parceira de longa data Sally Menke na ilha de edição.

Se alguma coisa, Tarantino resgatou essa técnica, reempacotou-a e reapresentou-a a uma audiência que a recebeu maravilhada, mesmo críticos à época já veteranos. E é perfeitamente possível perceber o quanto isso é verdade ao pararmos para mentalmente enumerar a quantidade de filmes pós-Pulp Fiction que, em maior ou menor grau, fizeram abertamente o uso da mesma técnica, alguns com resultados espetaculares como Amnésia e Cidade de Deus. A transformação – ou, talvez, apropriação – da narrativa não-linear como algo próprio, diria que essa é uma das características mais incompreendidas de Tarantino. O diretor é acusado de copiador, plagiador e todo tipo de sinônimo disso, como se nenhum outro diretor fizesse o mesmo ou como se o próprio Tarantino já não tivesse afirmado que referencia sim obras que gosta em maior ou menor grau. Mas o que o diretor sabe fazer é transformar tudo que copia ou pega emprestado em algo que é facilmente identificável como sendo dele. Sabemos que estamos diante de um filme de Tarantino mesmo que sejamos apresentados à obra lá pela metade. O mesmo se pode dizer de diretores como Woody Allen e Steven Spielberg. Se isso é algo bom ou ruim, não cabe aqui julgar. O que fica evidente é que Tarantino sabe converter o que aparentemente é lugar-comum em sua assinatura e foi isso que ele fez com a narrativa não-linear em Pulp Fiction: transformou o básico em uma estrutura que se desdobra em diversas histórias paralelas e, às vezes, tangenciais, que, ao final, deixam evidente o domínio que o diretor tem sobre a câmera e sobre a montagem, além da sempre presente e sempre perfeita trilha sonora, outro divisor de águas cinematográfico, aliás.

Vejam, por exemplo, o pulo temporal que Tarantino faz no meio do filme, quando vemos o pequeno Butch (como adulto, o personagem vivido por Bruce Willis) recebendo a visita do Capitão Koons (Christopher Walken), que convivera com seu pai quando os dois foram prisioneiros de guerra. Toda essa cena, que conta uma história só com um longo monólogo de Koons em um plano-sequência único, que não se desvia do personagem, tem como objetivo demonstrar para nós a importância do relógio do pai de Butch. Isso acontece já no meio da entrecortada narrativa que Tarantino nos impõe, mas, quando o flashback acontece, nós o aceitamos naturalmente, sem estranheza ou sem nem por um momento deixar de entender o que está acontecendo. Hoje, podemos achar isso algo óbvio e pouco imaginativo, mas tentem transportar-se para 1994, quando Tarantino lançou Pulp Fiction em Cannes quase que como uma obra experimental e recebeu aplausos de pé por longos minutos saindo com a Palma de Ouro. A “identidade tarantinesca” que nascera em Cães de Aluguel, amadureceu talvez até prematuramente aqui, tomando o mundo de assalto.

E não é só isso.

Cada uma das linhas narrativas que populam esse filme em episódios de Tarantino é crivada de diálogos que funcionam como uma expansão do que vimos em sua primeira obra. Enquanto seu primeiro filme tinha diálogos que ficavam circunscritos a um mesmo círculo de pessoas composto por gangsteres ou assaltantes de banco de origem caucasiana, em Pulp Fiction vemos uma profusão de personagens diferentes em dinâmica de dupla (ou quase): o casal de assaltantes amadores que abre e fecha o filme (Tim Roth e Amanda Plummer); a dupla de assassinos Vincent Vega (John Travolta, revivido por Tarantino) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson, revelado para o mundo aqui) em uma missão; o chefão do crime Marsellus Wallace (Ving Rhames) e o lutador de boxe no crepúsculo de sua carreira Butch (Willis) deparando-se com os estupradores Zed (Peter Greene) e Maynard (Duane Whitaker); Vincent Vega e Mia Wallace (Uma Thurman) às voltas com uma overdose de heroína e com o fornecedor de droga Lance (Eric Stoltz) e sua esposa Jody (Rosanna Arquette) e Vincent, Jules, Jimmie (o próprio Tarantino) e o “resolvedor de problemas” Mr. Wolf (Harvey Keitel) lidando com uma desagradável situação envolvendo sangue e pedaços de cérebro espalhados em um carro. Histórias estanques ou semi-estanques costuradas por uma temática única em um filme que as conta fora de ordem, mas as conecta brilhantemente.

Cada diálogo é cuidadosamente talhado para funcionar com seu personagem e a respectiva interação com o outro personagem. Há de tudo um pouco, além da incrível capacidade de Tarantino de inserir menções à cultura pop a todo momento. As frases sobre as pequenas diferenças entre Europa e Estados Unidos, sobre os “atos medievais” de Marsellus em cima de Zed, sobre a citação da Bíblia que Jules usa antes de matar e diversas outras são, se quisermos, tão vazias de conteúdo quanto repletas de ritmo; ou tão cheias de críticas sociais quanto escolhermos imaginar, mas sem esquecer que diversas delas são retiradas – algumas palavra por palavra – de obras anteriores em mais uma demonstração da capacidade de Tarantino de remixar o que já existe e transformar em algo seu. O resultado é a entrada de todas elas e muito mais na cultura geral de cinéfilos (que muitas vezes nem mesmo sabem que são citações de citações) e, também, de espectadores casuais. E tudo isso casado com uma escolha cirúrgica de canções para cada momento, cada situação, em uma trilha sonora antológica, talvez a melhor do gênero, em mais uma demonstração assombrosa de curadoria musical por parte de Tarantino.

E não podemos esquecer do vasto elenco citado acima. São, em linhas gerais, papeis verborrágicos e com pouca ação – mais uma marca de Tarantino – que exige que algum tipo de conexão imediata seja criada entre o personagem e o espectador, sob o risco de afastamento ou de desinteresse por cada uma das historietas entrecortadas. Não só os diálogos brilhantes dão esse suporte necessário, criando muitas vezes essa ponte entre ficção e realidade (afinal, quem é que coloca maionese em batata frita, não é mesmo?), como cada um do elenco consegue suprir esse espaço com velocidade meteórica, até mesmo Roth e Plummer que talvez tenham a menor – mas não menos significativa – participação em toda a obra.

Não é todo filme que consegue esse tipo de façanha: ser um fenômeno pop em sua própria época e, ao mesmo tempo, ser uma obra que demonstra o mais absoluto controle de câmera e de montagem. Pulp Fiction, com toda sua extrema violência (tem pedaços de cérebro no cabelo de Vince e Jules!), é um deleite para os olhos e para os ouvidos, além de ser instrutivo. Afinal de contas, onde mais você poderia saber que, em Amsterdam, eles servem cerveja em copos de vidro no cinema ou que massagem nos pés sempre tem conotação sexual?

  • Crítica originalmente publicada em 30 de dezembro de 2015, mas completamente remasterizada para republicação no dia de hoje, 05/08/19.

Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA – 1994)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino, Roger Avary
Elenco: Tim Roth, Amanda Plummer, John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Ving Rhames, Rosanna Arquette, Eric Stoltz, Uma Thurman, Christopher Walken, Maria de Medeiros, Harvey Keitel, Duane Whitaker, Peter Greene, Quentin Tarantino
Duração: 154 min.

Você Também pode curtir

126 comentários

Brendo Barbosa 3 de maio de 2021 - 12:01

Ao meu ver, mesmo o Tarantino tendo seus problemas de excesso visíveis em algumas obras (não vem ao caso aqui). Esse filme é extremamente autoral e muitíssimo bem-executado, adoro a narrativa não-linear, e apesar de não ter me marcado tanto quanto Memento do Nolan, a forma em que um acontecimento interfere no outro, subvertendo nossas expectativas e tornando o filme imprevisível é justamente o que torna a obra tão brilhante, os personagens e os diálogos são excelentes, assim como a trilha sonora (que sempre é excelente). Obra-prima, de fato, e top 3 Tarantino, 5,5.

Responder
planocritico 3 de maio de 2021 - 16:29

Concordo sobre Pulp Fiction.

Sobre os excessos de Tarantino, para mim ele são propositais e, portanto, não são excessos. Mas entendo seu ponto.

Abs,
Ritter.

Responder
Brendo Barbosa 3 de maio de 2021 - 17:33

Sim, é proposital. Mas o excesso (seja de diálogos, referências ou estética por substância) sempre vai ser danoso, e ao meu ver, ocorre em alguns trabalhos do Tarantino (não é o caso de Pulp Fiction), não ao ponto de os tornarem filmes ruins, apenas com elementos problemáticos.

Responder
planocritico 3 de maio de 2021 - 18:03

Entendo. Eu costumo achar mesmo os mais problemáticos filmes dele ainda muito bons no mínimo. É um diretor com uma filmografia invejável.

Abs,
Ritter.

Responder
Brendo Barbosa 3 de maio de 2021 - 18:10

Vou dizer que tem um ou outro filme do Tarantino que considero apenas ok. Mas, sim, realmente é difícil pensar em uma obra dele que não seja ao menos acima da média.

planocritico 3 de maio de 2021 - 20:08

O cara é bom!

Abs,
Ritter.

Brendo Barbosa 3 de maio de 2021 - 23:57

De fato.

Beatriz Lynch 25 de maio de 2020 - 15:05

Um dos melhores filmes ja feitos.

Responder
planocritico 25 de maio de 2020 - 15:49

Concordo!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 5 de fevereiro de 2020 - 06:39

Reassisti o filme e fiquei um pouco triste comigo mesmo por não achá-lo a maior maravilha do mundo como eu achava antes. Ainda daria as 5 estrelas, mas caiu no meu ranking do Tarantino.

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2020 - 18:23

Qual é seu ranking do Tarantino hoje?

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 19 de fevereiro de 2020 - 09:41

Então, tava pensando nisso desde quando eu postei o comentário acima e vou manter Pulp Fiction na liderança. Talvez o problema dele ter caído um pouco pra mim se dá por assisti-lo várias vezes e aí acaba perdendo um pouco da graça. Acho que a primeira vez é o que mais importa, e a primeira vez que eu vi esse filme foi uma experiência sensacional. O certo é esperar um bom tempo para assistir de novo e se a sensação não for tão boa é por que tem algo de errado mesmo.
Ranking:
1 – Pulp Fiction;
2 – Bastardo Inglórios;
3 – Kill Bill Vol.1;
4 – Django Livre;
5 – Os Oito Odiados;
6 – Kill Bill Vol. 2;
7 – Cães de Aluguel.

Ainda não assisti os outros dois.

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2020 - 10:38

Ou talvez justamente por você ter assistido várias vezes é que prova que o filme é bom pacas!

Sobre sua lista, interessante a distância entre os dois KB. E um dia ainda te convencerei que H8 é o melhor!!! 😜

E não deixe de ver os dois que faltam!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 19 de fevereiro de 2020 - 10:56

Puts, esqueci de “Era Uma Vez em… Holywood”, estaria em 4° na minha lista. Gosto pra caramba do H8, mas acho que quem tem mais potencial para subir no ranking é o Era Uma Vez. Enfim, é uma tarefa complicada fazer o ranking desse sujeito.

planocritico 19 de fevereiro de 2020 - 11:01

Muito! Fico sempre mudando!

Abs,
Ritter.

Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:08

Esses comentários demonstram o “delírio coletivo” que vivemos hoje. Aquele filme mediano que todo mundo fala “É tão legal”… mas na verdade é um filme mediano.
Brilhante a forma que entrelaça os fatos sem ordem cronol[ogica e excelente elenco. Ponto. O filme se resume a isso. Nada de obra prima. O que tem de novidade em um filme onde tem gangsters, algum humor negro, perseguições… é mais do mesmo, e alguns diálogos dão até sono na forma arrastada que foram conduzidos e deixaram o filme longo. É um filme nota 5, nada além disso.

Responder
planocritico 13 de novembro de 2019 - 17:10

Uma pena que ache isso.

– Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 11 de agosto de 2019 - 16:35

Revi o filme hj. É uma verdadeira obra de arte. Dificil falar qual cena é melhor. Tem várias cenas antologicas. E a trilha sonora? Espetacular. Sempre fico na dúvida qual é meu filme favorito do Tarantino: esse ou Bastardos inglorios. Por hj fico com Pulp Fiction.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 18:04

Também tenho dificuldade de escolher a melhor cena desse filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Mozart Neto 9 de agosto de 2019 - 23:45

A aparente aleatoriedade dos diálogos se encaixa perfeitamente com o ritmo da história (fora as falas propriamente ditas, que prendem a atenção mesmo se tratando de temas banais na superfície).

Vou acompanhar mais o trabalho do Tarantino, com certeza

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 17:50

Sim, prendem completamente a atenção!

Abs,
Ritter.

Responder
diogo melo 6 de agosto de 2019 - 18:40

Os diálogos (teses, teorias, não sei bem o que são) são sensacionais, nesse filme. A ponto de você pouco se importar com a história e achar genial o que é debatido. Não consigo lembrar de tudo , mas , por exemplo, 1) se a massagem no pé pode ser considerado algo erótico (até tenho uma teoria que o Tarantino é podólatra e em todo filme ele da uma dica disso) , 2) as diferenças entre roubar um banco e uma lanchonete (acho que é isso) 3) o preço do milk shake, que não passa de leite e sorvete batido no liquidificador e por ai vai…….preciso assistir novamente….hahahahahahhaha

Responder
planocritico 7 de agosto de 2019 - 16:40

@disqus_Xm96mXsnap:disqus , confesso que me pego listando mentalmente esses diálogos maravihosos sempre que penso na filmografia do Tarantino!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 6 de agosto de 2019 - 17:21

ótima crítica o filme é tudo isso mesmo e que trilha sonora, até hoje é difícil eu ficar muito tempo sem ouvir ela no carro.

Responder
planocritico 6 de agosto de 2019 - 18:09

Obrigado!

Também sempre tenho a trilha a mão!

Abs,
Ritter.

Responder
Igor Camilo 6 de agosto de 2019 - 08:52

Meu filme favorito do Tarantas, obra prima!

Responder
planocritico 6 de agosto de 2019 - 17:05

Eu não consigo decidir qual é meu favorito filme do Tarantino!

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 5 de agosto de 2019 - 15:43

Pulp Fiction está no meu top 3 de filmes favoritos.

É incrível como em apenas 2 filmes Tarantino se consolida como um dos melhores diretores da atualidade.

Ansioso para Once Upon a Time in Hollywood

Responder
planocritico 5 de agosto de 2019 - 16:55

Raríssimo de acontecer. Mas o Tarantino é realmente incrível.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 27 de fevereiro de 2019 - 11:33

Vi ontem; baita filme, divertido em seus exageros…exageros? Pior que a ciranda drogas-violência é o retrato de uma época que continua nos dias de hoje.
Mas têm tudo ali: diálogos, estilização da violência, ritmo, cores, música, personagens fdp mas inesquecíveis; Tarantino merece sempre nosso respeito.
Referencial!

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 23:55

Pela primeira vez? Que legal!

Eu ADORO esse filme. De paixão mesmo, sabe?

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 1 de março de 2019 - 10:27

Apenas vinte e cinco anos de atraso – rsrsrsr; e valeu cada minuto. Mas não seria surpresa, todos os filmes que eu vi do Tarantino são maravilhosos, acho sensacional a saga Kill Bill, cada frame do filme.

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 00:59

Muito bacana! Também adoro o Tarantino!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 6 de agosto de 2019 - 17:21

antes tarde do que nunca…. rs

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2018 - 16:32

Pelo menos não tenho pobreza de espírito para sair agredindo o crítico por não ter gostado do que ele escreveu…

– Ritter

Responder
CrazyDany 6 de agosto de 2019 - 18:40

Rsrsrs ain, o crítico não escreveu o que eu queria. Crítico bobão!

Responder
Aline 10 de dezembro de 2018 - 00:55

“As frases sobre as pequenas diferenças entre Europa e Estados Unidos, sobre os “atos medievais” de Marsellus em cima de Zed, sobre a citação da Bíblia que Jules usa antes de matar e diversas outras são tão vazias de conteúdo quanto repletas de ritmo, ao ponto de terem facilmente entrado na cultura geral de cinéfilos e, também, de espectadores casuais.”
Que babaquice. Só um nerd bobão para achar que não há conteúdo nessas citações. Que crítica pobre.

Responder
planocritico 8 de setembro de 2018 - 17:36

Esse filme é espetacular!

Abs,
Ritter.

Responder
George Lazenby 7 de setembro de 2018 - 18:03

vi a duas semanas e VIREI FÃ,ESSE EU RECOMENDO.

Responder
Pulp Fiction Torrent (1994) - Dublado 720p | 1080p Download 26 de agosto de 2018 - 14:49

[…] Não é todo filme que consegue esse tipo de façanha: ser um fenômeno pop em sua própria época e, ao mesmo tempo, ser uma obra que demonstra o mais absoluto controle de câmera e de montagem. Pulp Fiction, apesar de extremamente violento, é um deleite para os olhos e para os ouvidos, além de ser instrutivo. Afinal de contas, onde mais você poderia saber que em Amsterdam, eles servem cerveja em copos de vidro no cinema ou que massagem nos pés sempre tem conotação sexual? FONTE […]

Responder
Pulp Fiction Torrent (1994) - Dublado 720p | 1080p Download 23 de agosto de 2018 - 21:05

[…] Cada diálogo é cuidadosamente talhado para funcionar com seu personagem e a respectiva interação com o outro personagem. Há de tudo um pouco, além da incrível capacidade de Tarantino de inserir menções à cultura pop a todo momento. As frases sobre as pequenas diferenças entre Europa e Estados Unidos, sobre os “atos medievais” de Marsellus em cima de Zed, sobre a citação da Bíblia que Jules usa antes de matar e diversas outras são tão vazias de conteúdo quanto repletas de ritmo, ao ponto de terem facilmente entrado na cultura geral de cinéfilos e, também, de espectadores casuais. E tudo isso casado com uma escolha cirúrgica de canções para cada momento, cada situação, em uma trilha sonora antológica. FONTE […]

Responder
4 filmes obrigatórios para você, apaixonado por música – CLAQUETE TIME 5 de junho de 2017 - 10:48

[…] Sendo um filme dos anos 90, a trilha sonora fica por conta de artistas que estavam em alta na época e você certamente já ouviu pelo menos uma música deles, que são o grupo The Robins e os astros Ricky Nelson, Al Green e outros artistas excepcionais que fazem parte do filme mais violento dos anos 90. A frase “Diga isso de novo! Eu te desafio! Eu te duplo desafio, seu filho da puta”, dita pelo personagem Jules (Samuel L. Jackson) representa muito bem a violência existente no filme. […]

Responder
Gonçalo Enes 28 de março de 2017 - 04:46

Você nao acha a cena da colisao dos carros em “death proof” das melhores cenas de “acidente” de carro que o cinema alguma vez produziu? Será que so eu acho isso? Sinto me solitario. Ah ah! É super realista, chocante e apresentada numa perspectiva de dentro para fora completamente unica e inovadora, acho eu.

Responder
planocritico 28 de março de 2017 - 15:18

@gonaloenes:disqus , é, realmente, uma sequência MUITO boa, Não saberia dizer se é a melhor já feita, mas certamente é uma das melhores nesse quesito “imersão”.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 3 de janeiro de 2017 - 23:43

[SPOILERS] Minhas partes preferidas são o cara tentando atirar no vincent e no jules sem sucesso, cena hilária, o quadradinho da Mia (rsrsrs) e o Butch escolhendo com qual arma vai matar os etupradores (katana, lógico).

Responder
JJL_ aranha superior 3 de janeiro de 2017 - 23:43

[SPOILERS] Minhas partes preferidas são o cara tentando atirar no vincent e no jules sem sucesso, cena hilária, o quadradinho da Mia (rsrsrs) e o Butch escolhendo com qual arma vai matar os etupradores (katana, lógico).

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2017 - 14:28

As minhas são:

1. A dança de Vincent Vega e Mia;

2. O diálogo inicial entre Jules e Vincent sobre Amsterdam;

3. O assassino “sem querer” do rapaz no banco de trás do carro por Vincent (confesso que morri de rir no cinema na primeira vez que assisti…);

4. A escolha da arma para matar os estupradores com a maior calma do mundo;

5. O final com a carteira Bad Motherfucker.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 4 de janeiro de 2017 - 17:56

3- Eu ri tanto nessa parte, a partir daí a sequência de acontecimentos foi de hilária pra impagável, destaque pra participação do tarantino e o resolvedor de problemas;

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2017 - 18:02

Mr. Wolf! O resolvedor dos problemas mais óbvios do mundo. Sujo de sangue? Tira a roupa e toma banho! Carro emporcalhado? Limpa o máximo e manda para o ferro-velho “amigo”…

Muito bom!

– Ritter.

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2017 - 18:02

Mr. Wolf! O resolvedor dos problemas mais óbvios do mundo. Sujo de sangue? Tira a roupa e toma banho! Carro emporcalhado? Limpa o máximo e manda para o ferro-velho “amigo”…

Muito bom!

– Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 4 de janeiro de 2017 - 18:08

Pena que ele não é nosso presidente.

JJL_ aranha superior 4 de janeiro de 2017 - 18:08

Pena que ele não é nosso presidente.

Gustavo Martinek 26 de setembro de 2019 - 15:17

O papel do Tarantino nessa parte do filme é ótimo…gosto do diálogo que fala mais ou menos: não me venha falar que meu café é bom, eu sei que ele é bom caralho! Aí quando o Wolf toma, ele não elogia, só dá aquela concordada com o olhar hahahahahaha

Responder
djavan 26 de janeiro de 2016 - 14:33

Parabéns pelo excelente comentário , o filme realmente é um fenômeno pop, acabo de ver os 8 odiados que na minha lista pessoal dos filmes de tarantino fica em 4° lugar
4°. Os 8 odiados
3°. Django livre
2° Bastardos inglórios
1° Pulp Fiction
O que vc acha desta lista rsrs

Responder
planocritico 26 de janeiro de 2016 - 18:21

Obrigado, @djavan:disqus!

Cara, difícil colocar em ordem os filmes do Tarantino, pois todos são muito bons e a diferença entre o 1º e 8º colocado seria MUITO pequena. Mas eu diria que, hoje, ela seria assim:

9. À Prova de Morte
8. Cães de Aluguel
7. Django Livre
6. Kill Bill v. 2
5. Os Oito Odiados
4. Kill Bill v. 1
3. Jackie Brown
2. Bastardos Inglórios
1. Pulp Fiction

Mas eu praticamente daria 5 estrelas para os 6 primeiros colocados… 4,5 para o 7º e 8º e 3,5 para o 9º. Ou seja, tá todo mundo embolado…

Abs,
Ritter.

Responder
Left Cartman 5 de agosto de 2019 - 16:08

vou entrar na brincadeira:
1- Cães de Aluguel
2- Bastardos
3-Kill Bill 1
4- Django
5- Pulp Fiction
6- Oito Odiados
7- Kill Bill 2
8- Jackie Brown
9- Prova de Morte (que eu acho péssimo)

Responder
planocritico 5 de agosto de 2019 - 18:27

Minha lista varia pacas.

Mas teremos um ranking na semana que vem aqui no site!

Abs,
Ritter.

Responder
diogo melo 7 de agosto de 2019 - 16:57

eu colocaria true romance nessa lista…Mesmo que não considerem filme do Tarantino.

planocritico 7 de agosto de 2019 - 17:23

Mas aí tem que colocar Um Drink no Inferno também.

Abs,
Ritter.

Gustavo Martinek 26 de setembro de 2019 - 15:25

Eu estou com o outro amigo que curtiu Death Proof, achei muito bom, assisti umas três vezes e acho a fotografia incrível…é que comparar com os outros filmes é sacanagem mesmo, mas se fosse o único filme do Tarantino, com certeza ganhava 4 estrelas do crítico haha

Responder
planocritico 26 de setembro de 2019 - 15:26

Mas quem disse que eu não curti Death Proof? 3,5 estrelas é um notão e eu gosto pacas do filme. Se fosse o único dele, provavelmente manteria todos os meus comentários sobre o filme (lá na crítica), que é o que vale. As estrelas são detalhes.

– Ritter.

Responder
GNewmarks 5 de janeiro de 2016 - 12:40

Nossa Senhora, que critica foi essa? PARABÉNS! O filme que mais assisti (e ainda assisto… umas 300 vezes talvez). A primeira vez foi em 1995 aos 15 anos em VHS. Fiquei hipnotizado, vidrado, chocado. Foi o primeiro do Tarantino que vi… Depois corri para ver Reservoir Dogs. Senti que havia encontrado meu diretor favorito, sempre ansioso por mais um filme. Enfim… Pulp Fiction foi, é, e sempre será uma jornada transcendental aos longínquos campos da sétima arte.

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2016 - 14:27

Obrigado, @disqus_lW6SY9roXG:disqus! Que bom que gostou.

Pulp Fiction também foi meu primeiro Tarantino, mas vi no cinema ainda. Depois corri atrás de Cães de Aluguel e nunca mais deixei de ver alguma coisa feita por ele, seja no roteiro, seja na direção, seja no argumento apenas.

Abs,
Ritter.

Responder
Milton Lopes 31 de dezembro de 2015 - 17:23

Simplesmente o melhor filme do que se pode chamar de cinema contemporâneo, ou além do cinema clássico. Diálogos afiados, personagens inesquecíveis e roteiro perfeito e surpreendente, precisa mais ? Na minha humilde opinião não vi mais nenhum filme com tanta força como foi a explosão Pulp Fction.
Esse site é fantástico, coloca críticas de filmes clássicos e lançamentos com uma paixão de quem realmente gosta de cinema…
Não dá nem para discutir, meu filme favorito !!!

Responder
planocritico 31 de dezembro de 2015 - 19:58

@disqus_GLsw2KoH3E:disqus, esse tipo de declaração “o melhor filme” e tal sempre é perigosa, mas confesso que não tenho como discordar não. Simplesmente adoro Pulp Fiction e realmente é um dos grandes exemplos do Cinema contemporâneo.

E obrigado pelos elogios! Tentamos ao máximos abranger coisas recentes e clássicas, pois sabemos como isso é importante para a formação crítica e o quanto falta de críticas sérias em sites brasileiros!

Abs,
Ritter.

Responder
Marília Balbé 31 de dezembro de 2015 - 15:08

Filmaço do Tarantino!
Demorei para assistir ele, e hoje assisti na Netflix.
Genial, envolvente, intenso, engraçado.. Achei genial várias histórias se conectando do início ao fim.

E o seu texto ficou demais.
Abraço

Responder
planocritico 31 de dezembro de 2015 - 17:15

Hoje? Que legal, @marliabalbe:disqus!!! Realmente um filmaço. E você reparará que o filme vai ficando ainda melhor depois de assistido mais de uma vez!

Obrigado pelo elogio!

Abs,
Ritter.

Responder
Marília Balbé 1 de janeiro de 2016 - 15:55

Tava na minha lista faz muito tempo! Mas finalmente vi. Achei genial.

Acredito que como tu falou a medida que for assistindo novamente vai ficando melhor o filme 🙂

O que tu achou de cães de aluguel?
Abs

Responder
planocritico 1 de janeiro de 2016 - 17:41

@marliabalbe:disqus, acho muito bom também, uma espécie de “tubo de ensaio”, de “treinamento” de Tarantino para Pulp Fiction. Foi um grande começo de carreira, coisa rara de se achar por aí!

Abs,
Ritter.

Responder
Liute Cristian 10 de janeiro de 2016 - 02:57

To contigo. Assistindo pela primeira vez neste momento. Haha

Responder
planocritico 10 de janeiro de 2016 - 03:50

@liutecristian:disqus, depois, se puder, volte aqui para nos contar o que achou!

Abs,
Ritter.

Responder
Marília Balbé 11 de janeiro de 2016 - 09:28

Tamo junto @liutecristian:disqus rs eu demorei, mas sempre esteve na minha lista. Agora é hora de ver os outros do Tarantino 😀

Responder
jv bcb 8 de dezembro de 2015 - 23:58

imprevisível, tenso, engraçado, surpreendente, divertido, interessante, aula de como se escrever diálogos, direção fantástica, atuações excelentes, umas das maiores obras primas da história do cinema.

Responder
planocritico 9 de dezembro de 2015 - 00:44

Bem por aí mesmo!

Disse tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 8 de agosto de 2015 - 19:01
Responder
planocritico 8 de agosto de 2015 - 23:47

Eu até entendo, mas você não indicou o porquê de ter se decepcionado. Afinal, não foi a toa que o filme influenciou uma geração inteira de cineastas e criou (ou popularizou) um estilo. Ele é mais do que apenas mais um filme, é um ícone de uma geração.

De toda forma, seria interessante saber o que você não gostou nele para conversarmos mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 10 de agosto de 2015 - 12:01
Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 12:58

@disqus_vJPAg87a5O:disqus, sugiro dar uma outra chance ao filme dentro de uns 6 meses ou um ano.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Filipe Dos Santos 23 de dezembro de 2015 - 03:02

Eu gostaria de entender o porque desse “aue” com esse filme!, eu
simplesmente esperava muuito mais!, cara pra ser sincero achei meio
bosta, a história não é nenhum pouco interessante! acho que é assim só
pq é tido como “classico” o filme não precisa ser bom todo mundo tem que
pagar de cult e aplaudir!, sinceramente achei muito fraco!

planocritico 23 de dezembro de 2015 - 15:18

Mas e além da história em si? E as atuações, a direção, a fotografia, a montagem, a trilha sonora? Entendo perfeitamente você não ter achado a história interessante (apesar de eu achar que a banalidade como a violência é tratada é absolutamente sensacional), mas acho que é importante ir além da mera história, que, muitas vezes, não é o mais importante em um filme. E, nos aspectos técnicos, Tarantino é brilhante.

E olha, dizer que esse filme só gera “auê” porque ele é tido como um clássico é um erro. Tente olhar para trás e ver o quanto esse filme influenciou o Cinema pop a partir de 94. Há dezenas de filmes que carregam o DNA de Pulp Fiction, o que, por si só, já demonstra que ele foi sim, queira ou não, um marco do cinema.

Abs,
Ritter.

Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:10

Respeita a opnião dele, amigo. Ninguém é obrigado a pensar como você. O filme é médio, nada além disso. Se você achou mais que isso, que ótimo. Tem filmes que as pessoas odeiam e eu adoro.

planocritico 13 de novembro de 2019 - 17:24

E em que ponto eu desrespeitei a opinião dele? Eu não posso contra-argumentar agora? Tenho que dizer amém a todas as opiniões só porque são opiniões?

– Ritter.

CrazyDany 6 de agosto de 2019 - 19:10

Por curiosidade: qual filme você considera excelente?

Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:09

sim, é mediano. Tem muitos filmes melhores. é um delírio coletivo… vc empura e os bobinhos engolem

planocritico 13 de novembro de 2019 - 17:10

“Tem muitos filmes melhores” não é argumento para desqualificar um filme. Analise de forma absoluta, não relativa.

Abs,
Ritter.

Jean Michell 12 de agosto de 2015 - 21:12

Eu preferia não ter lido nada disso, so vi falácias.

Responder
Anônimo 20 de agosto de 2015 - 20:19
Maycon 28 de janeiro de 2018 - 00:52

tb tava numa expectativa doida, a melhor parte do filme é o começo, depois fica chato e no final melhora

Responder
planocritico 28 de janeiro de 2018 - 07:48

Nossa, realmente temos opiniões diferentes. Acho espetacular do começo ao fim!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de janeiro de 2018 - 07:48

Nossa, realmente temos opiniões diferentes. Acho espetacular do começo ao fim!

Abs,
Ritter.

Responder
Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:09

sim, é o famoso ” meia boca”.

Responder
Maycon 28 de janeiro de 2018 - 00:52

tb tava numa expectativa doida, a melhor parte do filme é o começo, depois fica chato e no final melhora

Responder
cristian 7 de agosto de 2019 - 10:48

O cinema do Tarantino é um misto de genialidade e auto referencia dispensável, quando digo dispensável é por que qualquer referencia dentro dos filmes (e são muitas) qualquer dialogo sem importância vira o ápice do cinema só por referenciar o próprio cinema mesmo que não acrescente nada a trama. Fora isso temos que levar em consideração o ritmo, por vezes lento (8 odiados que o diga) e por ser um cinema frio, teatral, temos outros exemplos como os Irmãos Coen, Wes Anderson, um cinema que se você não compra ou não gosta (eu não gosto, me afasta dos personagens) a ideia ou não interage ele não funciona. Pra mim não vejo Tarantino gênio, gosto da sua direção, das trilhas, dos roteiros e principalmente dos diálogos, só penso que tudo isso com um trabalho de montagem mais apurado, cortando as redundâncias, daria um cinema muito melhor, menos Tarantino ? sim, mais no meu caso mais próximo do que gosto.

Responder
planocritico 7 de agosto de 2019 - 14:26

Mas é necessário acrescentar à trama? As auto-referências cinematográficas não podem ter sido usadas para SEREM a trama? Além disso, há as homenagens. Elas também caem na categoria de dispensáveis?

Abs,
Ritter.

Responder
cristian 7 de agosto de 2019 - 15:30

Depende Ritter, até onde uma homenagem não é apenas um aceno aos cinéfilos? uma por filme? duas? uma dúzia a ponto de isso ser a “melhor coisa” do filme como já vi alguns críticos dizerem sobre sua obra. Acho que elas, tanto as referencias como as homenagens são um plus a mais sim, mais podem jogar contra também. Mais esse nem é tanto meu problema com os filmes e sim o ritmo, alguns exageros e a forma teatral.

Responder
planocritico 7 de agosto de 2019 - 16:28

Mas a referência ruim, para mim, é aquela que exige ser reconhecida para funcionar. Se ninguém souber que a roupa amarela e preta da Noiva em KB1 é de Jogo da Morte, isso não muda nada. Se souber, é o tal “plus a mais”. E isso pode ser feito, até onde me consta, sem limites em um filme desde que não atrapalhe a narrativa. E eu nunca me senti atrapalhado pelo caminhão de referências que ele insere em cada filme.

Sobre ritmo, ele é lento. É como os filmes de Sergio Leone. Ou seja, percebo isso como uma pura questão de gosto, talvez até de costume. Teatralidade eu sinceramente não vejo como um problema, pois dois de seus filmes são basicamente teatro, o primeiro e Oito Odiados. Os dois KB são exageros estilísticos puros que exigem teatralidade. Mas Jackie Brown, Pulp Fiction, Bastardos e À Prova de Morte não têm nada de teatral para mim.

Abs,
Ritter.

Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:09

Os diálogos dão até sono. Muito arrastados. não é uma obra prima como os peseudo-cinéfilos afirmam. Abraços.

Grusman Maylay 13 de novembro de 2019 - 17:09

É exatamente isso. É um filme bom, mediano.. o entrelace das idéias fora da linha cronológica, bons atores. Ponto. Não tem nada de genial e obra prima. As pessoas de hoje vivem um delírio coletivo. Faz parte.

Responder
planocritico 13 de novembro de 2019 - 17:09

Eu vi esse filme em 1994 e achei genial em 1994 e continuo achando em 2019. O que são essas “pessoas de hoje”?

E me diga: é bom ou é mediano?

Abs,
Ritter.

Responder
André 25 de abril de 2015 - 01:43

Mais um filmaço de Tarantino, primeiro dele que assisti foi Django Unchained que gostei bastante, ai fui assistir Reservoir Dogs (meu favorito) e que filme foda, e agora assisto Pulp Fiction que é concerteza uma obra prima do cinema “moderno”. Fantástica a fluidez que dá para as cenas, tem muito domínio. E como você disse ele já tem uma assinatura própria, você sabe que é um filme de Tarantino, assim como quando você assiste Scorsese, e isso eu acho massa. Bom assistirei mais filmes dele, o próximo da minha lista é Kill Bill. Gosto muito dos atores com quem ele trabalha como o Harvey Keitel, e gostei bastante da pequena atuação dele diante do Samuel L. Jackson.

Responder
planocritico 25 de abril de 2015 - 02:51

@disqus_zhnW2Xl61y:disqus, Tarantino é genial. Continue assistindo os filmes dele. Os dois Kill Bill são diferentes entre si e os dois são diferente do resto da filmografia dele. Mas são sensacionais, cada um de sua forma.

Depois me conte o que achou.

Abs,
Ritter.

Responder
Karam 8 de março de 2015 - 23:46

Virou modinha “desprezar” o Tarantino… Eu, hein!

A verdade é a seguinte: em cursos de Cinema, se estuda Tarantino. Em aulas de roteiro, se fala em Tarantino o tempo todo. Tarantino é um dos pilares do Cinema Pós-Moderno.

Tarantino é referência, não tem jeito.

Responder
planocritico 9 de março de 2015 - 15:12

@pedrokaram:disqus, deve ser isso mesmo. Realmente não dá para entender. Mas é o que você disse, o cara é referência e ponto final!

Abs,
Ritter.

Responder
tiagohardco 7 de dezembro de 2014 - 20:29

Um dos melhores filmes de todos os tempos. Alucinado, redondo e impactante.
Diversão total.

Responder
planocritico 8 de dezembro de 2014 - 14:48

@tiagohardco:disqus, tem muita gente que acharia essa sua afirmação muito exagerada, mas pode ter certeza de que eu NÃO sou um deles. Não consigo encontrar defeitos nessa obra-prima!

Abs, Ritter.

Responder
Pedro Enzo 2 de dezembro de 2014 - 20:41

simplesmente o melhor filme do tarantino

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2014 - 01:46

Diria que é um dos 5 melhores da década de 90 e isso por baixo… 🙂

Abs, Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 5 de agosto de 2019 - 18:17

Um dos 5 melhores filmes dos anos 90, sendo q 3 deles saíram em 94 (que ano!): Pulp Fiction, The Lion King e Shawshank Redemption!!!

Responder
planocritico 5 de agosto de 2019 - 18:27

Foi um baita ano mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus V. 26 de outubro de 2014 - 00:56

Ah, não…. Esta OBRA-PRIMA merece mais aclamação nesses comentários, respeitando profundamente a opinião dos outros leitores.
Por onde posso começar? Bem, considero esta “cópia” uma das mais
fascinantes assinaturas estilísticas do cinema (não ficando atrás de movimentos
inteiros como o Expressionismo Alemão na sétima arte), justamente por essa
característica, supostamente negativa, de reunir referências da cultura pop. É
uma verdadeira amalgama de ‘tudo o que é legal neste mundo’, um tapa na cara de quem se acha ‘cult’.

“O que há de tão brilhante em Pulp Fiction”? O que não há de brilhante em
Pulp Fiction? – respondo, por mais feio que seja responder uma pergunta com
outra, haha. Os diálogos naturais da forma mais surreal, afinal para quantos de
nós nunca veio a mente sobre o quão sexual é uma massagem nos pés, mas a
questão jamais surgiu em uma conversa?; a trilha hipnotizante (Girl, You’ll be
a Woman Soon é uma das minhas canções preferidas); e a famosa não-linearidade que – sim! – é inovadora aqui. Claro, não foi um recurso criado neste filme, mas o jeito que Tarantino a utilizou, moldando todo um universo em torno
do filme é inédita… Brilhante!

Surgiu o “Tarantinismo”. Fico me perguntando a porcentagem de pessoas que
hoje estudam um curso de artes por interesse criado a partir dos filmes deste
homem.

Por fim, também acho que Pulp Fiction foi injustiçado no Óscar, porém sou muito
parcial para dizer (acredito também que Bastardos Inglórios foi merecedor em
seu ano).

Eita, espero que este comentário tenha somado algo, rs. Valeu, Ritter!!

Responder
planocritico 26 de outubro de 2014 - 03:59

@disqus_3iZ8f1R1FI:disqus, obrigado pelo comentário! Acho que nem preciso dizer que estou com você e não abro. Pulp Fiction é incrível, assim como a gigantesca maioria da filmografia de Tarantino. E eu já mal posso esperar por The Hateful Eight!

Abs, Ritter.

Responder
Ricardo Medeiros 30 de setembro de 2014 - 03:12

Eu acho Pulp Fiction ótimo, mas eu também acho ele super estimado. Do Tarantino eu prefiro Cães de Aluguel. Acho um filme mais intenso, com um final inesperado; o único profissional (Mr. Pink) se dando bem (ou não) hahaha. Apesar de Vincent ser um dos melhores personagens de Pulp Fiction, ele não chega aos pés da loucura do seu irmão, o psicopata Mr. Blonde de Cães de Aluguel.

Já vi várias pessoas reclamando que Pulp Fiction não ganhou o Oscar, mas ao meu ver, não tinha como não dar o Oscar para Forrest Gump e Tom Hanks.

Responder
planocritico 1 de outubro de 2014 - 12:42

Obrigado pelo comentário, @disqus_zLcNyf6T8u:disqus. Entendo seu ponto, mas eu encaro Cães de Aluguel como uma espécie de tudo de ensaio para Pulp Fiction. Não que eu não goste de Cães de Aluguel – eu adoro o filme! – mas apenas considero Pulp Fiction mais impactante, mais redondo.

Sobre Forrest Gump ter ganho o Oscar no lugar de Pulp Fiction, confesso que eu sou um dos que reclama dessa injustiça. Forrest Gump é um filme bonito, com bons efeitos especiais e que impressionou na época, mas, em termos de roteiro, ele é repetitivo, cansativo mesmo.

Abs, Ritter.

Responder
Filipe 18 de julho de 2014 - 23:09

Achei um dos filmes mais super estimados de todos os tempos.

Responder
planocritico 19 de julho de 2014 - 20:07

Filipe, sempre ouço gente dizendo isso de Pulp Fiction e raramente entendo o porquê. Não que você não esteja certo ou que não seja isso mesmo, mas é que fico pensando aqui o que especificamente seria algo super estimado. E algo de que se gosta mais do que deveria? Como medir isso? Pulp Fiction influenciou cineastas, integrou-se à cultura pop e, analisado sob os aspectos técnicos de uma obra cinematográfica, parece-me que é preciso, redondo, do mais alto gabarito em todos os quesitos, como direção, roteiro, atuações, trilha sonora, fotografia e montagem. Talvez o que ele seja, na verdade, é subestimado.

Acho um debate importante esse e espero contar com seus comentários para discutirmos o assunto.

Abs, Ritter.

Responder
Filipe 21 de julho de 2014 - 00:28

Olá,

então, eu decidi assistir o Top 250 do IMBD, esperando bons filmes, e Pulp Fiction está em 5°, e me impressionei, porque não achei nada sensacional no filme. Não gostei do filme, não gostei de como a não lineariedade foi abordada, não gostei do roteiro / história, achei o filme meio sem nexo, simplesmente esperava mais. Achei ele sim super estimado e não consegui entender porquê de ele estar em 5°, talvez, por minha ignorância cinematográfica.

Decidi então buscar críticas na internet sobre o filme, então descobri que as coisas aclamadas do filme são o modo como o Tarantino fez o filme. Porém, ainda acho pouco pra estar num top 5. Uma coisa que me dê essa impressão e também a outras pessoas talvez seja o fato de estarmos vendo o filme em 2014, talvez se tivesse assistido em 1994 não acharia o mesmo.

Outro fato que me deu a impressão do filme ser super estimado é que me parece que as pessoas assistem ao filme já conhecendo o diretor e esperando algo incrível ou peculiar, e por isso achem algo no filme pra chamá-lo de fantástico.

Abraço. 😉

Responder
planocritico 21 de julho de 2014 - 03:10

Não acho que seja caso de ignorância cinematográfica. Particularmente, desgosto tremendamente do Top 250 do IMBD, pois ele tem aberrações como colocar O Cavaleiro das Trevas em 4º lugar, bem acima de Os Sete Samurais, Um Sonho de Liberdade em 1º. E isso só para começar. São coisas tão sem nexo que eu desconsidero completamente a existência dessa lista, até porque listas são sempre fortemente subjetivas e só servem como tópico de discussão, não para guiar alguém a ver filmes (reparem quantos filmes não americanos tem na lista – quase nada e no top 20 só um e para encontrar um filme francês, italiano ou alemão é um sufoco e nenhuma lista séria pode ignorar quase que completamente Truffaut, Goddard, de Sica e Murnau, dentre vários outros).

Mas, independente disso, trata-se de uma questão de gosto e não saberia dizer (lógico) que tipo de filme você mais gosta ou mais costuma ver, mas arriscaria dizer que muita coisa que se faz hoje em dia não seria feita não fosse Tarantino abrindo as portas para uma narrativa diferente, arriscada, episódica e carregada de referências pop.

Apesar de ele não ter criado a montagem não-linear, pode-se facilmente dizer que ele foi quem efetivamente a colocou no mapa e filmes como A Origem, Memento, Cidade de Deus e diversos outros devem muito a Tarantino. Mas Pulp Fiction é muito mais que uma montagem não-linear.

Tarantino soube unir, de maneira quase única, música com referências pop, frases que ele criou que são até hoje repetidas comumente mesmo por quem nunca viu o filme com iconografia imbatível. É algo difícil de explicar e não acho que se relacione com o ano em que se vê o filme. Eu vi no lançamento. Mas até hoje fico impressionado o quanto de Pulp Fiction eu vejo em quase que semanalmente em filmes e séries de TV e quantos jovens veem pela primeira vez o filme e saem maravilhados.

E, se você ainda por cima imaginar que Pulp Fiction foi apenas o segundo filme desse diretor, então a coisa fica mais impressionante ainda. E olha que não estou nem abordando as atuações e as referências cinematográficas dentro do filme.

Abs, Ritter.

Responder
George Cabral 13 de setembro de 2014 - 04:07

Eu também me considero, como o Filipe descreveu, um “ignorante cinematográfico”, porém não no sentido maldoso da palavra. Mas pela falta de conhecimento técnico do assunto, apesar de gostar bastante de filmes.
Também procurei assistir por causa do top 250 do IMDB (não precisamos crucificar o imdb pela lista, já que o ranking é feito de acordo com as notas dos usuários).
Gostei muito da fotografia, das atuações (principalmente de travolta), mas realmente achei a história um pouco sem nexo. E apesar de ser um filme não tão curto, achei que acabou de repente (o que mostra que o filme me prendeu. ponto positivo), mas como se acabasse faltando uma parte (ponto negativo).
Assim como o Filipe, também me perguntei se talvez eu pudesse achar isso por causa da data, mas penso que não justamente por causa de outros filmes antigos que gostei muito, como Silêncio dos Inocentes, O Iluminado, Laranja Mecânica, entre outros.
Com todo respeito Ritter, mas argumentos como “segundo filme” na minha opinião não são relevantes pra considerar um filme bom ou ruim. Pode até servir como justificativa pra um fracasso ou sucesso, mas pra mim ou o filme é bom ou não, independente de quem o fez ou como, ou quanto de experiência o diretor tinha.
Um abraço!!!

planocritico 13 de setembro de 2014 - 15:48

Olá, @georgecabral:disqus! Obrigado por seu comentário. Eu crucifico a lista do IMDB, justamente porque ele é composto do “gosto popular”. Com isso, há aberrações gigantescas e quase nenhum filme não-americano. Simplesmente não consigo levar a sério uma lista que se diz “top” de cinema e que esquece que existem filmes feitos fora dos EUA.

Mas, independente da lista, vamos ao seu comentário e queria começar pelo final. Acho que você interpretou errado o que disse sobre Pulp Fiction ser o segundo filme de Tarantino. Não disse isso para dizer que como segundo filme ele é bom. Muito ao contrário, na verdade. Meu objetivo era dizer que JÁ no segundo filme, o cineasta fez uma obra-prima que influenciaria toda uma geração de cineastas. Quantos diretores podem dizer isso de sua segunda obra?

Sobre a história ser sem nexo, gostaria de mais detalhes do que você entendeu dela. A história – ou, na verdade, as histórias, pois o filme é uma antologia, não uma história só – é fechadinha. Cada segmento tem começo, meio e fim. Claro que você tem que considerar que Tarantino escolheu, por razões estilísticas, dificultar o trabalho dele com uma montagem não-linear, com histórias acontecendo no meio das outras, mas tente remontar o filme de forma cronológica mentalmente e você verá que ele faz absoluto sentido.

Ele conta uma história banal de gangsteres banais. Ele mostra como a violência é lugar-comum, como matar alguém no banco de trás de seu carro é literalmente um acidente de percurso apenas e que tem que ser “resolvido” por alguém como Mr. Wolf. É um submundo pesado visto sobre lentes pop, com diálogos espertos cheios de referência e muita música acompanhando a narrativa.

E ele carrega, também, uma enormidade de outras referências cinematográficas, uma marca registrada de Tarantino, que consegue unificar tão bem as ideias que tudo parece ter sido criado por ele. Como disse mais acima, a direção, roteiro, fotografia, montagem e trilha sonora desse filme são exemplos de como um filme deve ser feito. O mesmo vale para os outros exemplos que você deu, pois O Silêncio dos Inocentes, Laranja Mecânica e O Iluminado também são obras-primas, cada um com seus próprios méritos. No entanto, todos eles são filmes com montagem linear. Pode ser – estou só especulando – que a natureza não-linear e de antologia de Pulp Fiction tenha gerado seu estranhamento.

Abs, Ritter.

George Cabral 14 de setembro de 2014 - 01:39

Não creio que a montagem não-linear me causa estranhamento. Até porque um dos meus filmes favoritos é Amnésia.
A realidade é que de fato, o filme tem suas qualidades indiscutíveis do ponto de vista técnico em praticamente todos os aspectos, mas pra mim, não sei nem como explicar, mas parece que faltou algo.
Em relação ao “segundo filme”, desculpe pela interpretação equivocada. Realmente tinha entendido de outra forma.
E quanto ao IMDb, é a referência que mais utilizo para conhecer e pesquisar novos filmes pra assistir e realmente sinto falta de filmes não americanos, com muito poucas exceções, como Intocáveis que por sinal também é um dos meus favoritos. Mas também não conheço outros sites e gostaria de receber outras sugestões e também de sugerir a vocês criarem um rank de filmes. Acho que seria bem interessante, afinal gostei bastante das críticas do site.
Um abraço!

planocritico 15 de setembro de 2014 - 14:55

George Cabral, em todos os filmes, haverá uma carga subjetiva que será o fiel da balança em termos do quanto a pessoa gostou ou não de um filme. No seu caso, Pulp Fiction não funcionou – pelo menos não tão bem como no meu caso – e entendo perfeitamente isso.

Sobre listas, não digo para você descartar a do IMDB. Apenas a acho muito incompleta. Como você me pediu outras, compilei essas abaixo, que considero bem interessantes:

http://www.darkhorizons.com/news/24705/the-sight-sound-top-250-films

http://www.nytimes.com/ref/movies/1000best.html

http://www.empireonline.com/500/

http://www.totalfilm.com/features/100-greatest-movies-of-all-time

http://www.themovingarts.com/greatest-films/cahiers-du-cinema-100-films/

Havendo dúvidas de como são os títulos dos filmes listados em português, basta digitá-los no IMDB e, em havendo a versão em português, o site indicará.

Sobre nós fazermos uma lista dessas, pode ser, mas consideramos essa missão bastante delicada e sempre hesitamos muito em fazer. Agradeço os elogios e espero que se divirta vendo alguns filmes das lista.

Querendo algo, especialmente discutir alguma coisa do mundo da Sétima Arte, estaremos por aqui!

Abs, Ritter.

Luiz Paulo Franz 30 de junho de 2014 - 04:03

Na boa, abri esse site pra entender o por que de tanta aclamação ao Tarantino, não achei o filme bom, nem ruim, achei algumas partes até idiotas, mas concordo, o filme é diferente, mas isso não quer dizer bom, eu assisti Kill Bill e achei muito idiota o fato de uma mina sozinha matar mais de 100 ninjas, aeh me disseram, você não pode procurar realidade nos filmes do Tarantino, sei lá, pra mim, os filmes dele não são grande coisa não, não entendo por que tanta puxação de saco pra ele!

Responder
planocritico 30 de junho de 2014 - 16:41

Luiz Paulo, uma pena que não tenha gostado tanto. Pulp Fiction vai muito além do roteiro. É uma aula de direção, montagem, fotografia e trilha sonora que, sem nenhum medo de errar, tornou-se um dos padrões pelo qual as décadas seguintes seriam moldadas. Um clássico que, sugiro, você reveja com outros olhos, mais distantes da história e mais focados nos aspectos técnicos, inclusive de roteiro (mas esquecendo a trama por um momento). Tenho certeza que isso, aliado a um entendimento do que Tarantino procurou fazer em seu filme, com referência à dezenas de outros e a todo um estilo “pulp” de filmar, fará com que você aprecie mais a obra. Não precisa amá-la, apenas apreciá-la como uma das grandes e mais influentes obras cinematográficas dos anos 90.

Sobre Kill Bill, acho que você, novamente, está se deixando levar pela ausência de verossimilhança na história sem entrar no conceito do que Tarantino quis fazer. A longa sequência com os Crazy 88 é, pura e simples, homenagem ao cinema oriental dos anos 70. Sugiro que veja filmes chineses e japoneses da época para entender de maneira mais completa o que ele fez, que vai da roupa da Noiva até a sequência na neve.

Abs, Ritter.

Responder
Rafael Oliveira 13 de maio de 2014 - 03:56

Até hoje me surpreendo completamente com o feito alcançado por Tarantino neste filme. Um feito que, por mais que suas obras posteriores tenham sido excepcionais, ele nunca mais conseguiu repetir nas mesmas proporções. Genial é pouco.

E a piada sobre a família tomate ainda é uma das mais hilariantes da vida!

Responder
planocritico 13 de maio de 2014 - 05:22

Concordo. Esse é o Tarantino que o Tarantino ainda não conseguiu ultrapassar! – Ritter.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais