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Crítica | Rastro de Pavor

por Leonardo Campos
9 views (a partir de agosto de 2020)
Esse é o mote de Rastro de Pavor, lançado em 1996, terror com clima de telefilme que traz mais uma vez, as cascavéis como antagonistas perigosas e mortais. Guiado pelo roteiro escrito em parceria pelo trio formado por Ken Wheat, Joseph Gilmore e Jim Wheat, o cineasta Tony Randel nos apresenta, em Rastro de Pavor, a trajetória macabra dos habitantes de Eden Valley, atacados constantemente por uma horda de cascavéis depois que uma explosão numa montanha desaloja as serpentes mortais que tinham no habitat o seu cantinho para procriação e manutenção da existência distante da vida urbana. Em busca de um novo reduto, os monstros concebidos pelo filme decidem ocupar a cidade. Assim, o horror se espalha que nem um rizoma, com vítimas mortais enfileiradas diante de um arrepiante espetáculo de horror réptil, protagonizados mais uma vez pela cascavel, tão querida quanto as anacondas no circuito do entretenimento cinematográfico.

Serpentes são animais letais, tratados como mágicas e nefastas, conforme um dicionário de símbolos lido há alguns anos, voltado ao nosso imaginário popular diante destes répteis que causam medo e repulsa em muitos, ao passo que fascinam e transformam-se em mistério para outros. Tratadas como demoníacas, as serpentes são seres curiosos por sua representação imortal diante da troca de pele. Além disso, por agir de maneira sorrateira e veloz, elas causam a sensação de horror em muitos que tiveram o desprazer, a depender do ponto de vista, de contemplá-las. Com seu alto grau de periculosidade, as serpentes saem de suas “tocas” para caçar, comer, engolir as suas presas, depois voltam e continuam lá, imóveis diante dos mistérios que circundam as suas existências. Em algumas narrativas cinematográficas, elas são obrigadas a sair de seus esconderijos. Não para caçar, mas por insistência humana.

Esse é o mote de Rastro de Pavor, lançado em 1996, terror com clima de telefilme que traz mais uma vez, as cascavéis como antagonistas perigosas e mortais. Guiado pelo roteiro escrito em parceria pelo trio formado por Ken Wheat, Joseph Gilmore e Jim Wheat, o cineasta Tony Randel nos apresenta, em Rastro de Pavor, a trajetória macabra dos habitantes de Eden Valley, atacados constantemente por uma horda de cascavéis depois que uma explosão numa montanha desaloja as serpentes mortais que tinham no habitat o seu cantinho para procriação e manutenção da existência distante da vida urbana. Em busca de um novo reduto, os monstros concebidos pelo filme decidem ocupar a cidade. Assim, o horror se espalha que nem um rizoma, com vítimas mortais enfileiradas diante de um arrepiante espetáculo de horror réptil, protagonizados mais uma vez pela cascavel, tão querida quanto as anacondas no circuito do entretenimento cinematográfico.

Agora, as autoridades precisam agir e conter o avanço das serpentes, algo que tal como já esperamos, será feito com muita ineficiência, pois interesses escusos impedem que a polícia e os representantes governamentais ajam de maneira efetiva. A comunidade, antes tranquila, precisará de bastante empenho para sair da situação em questão. Acompanharemos um grupo metonímico, família tomada por crises internas e que precisará se reinventar para manter todos à salvo. É neste circuito que somos apresentados ao arquiteto Paul (William Kat), a sua esposa Krista (Shanna Reed) e os enteados Adam (Michael Galeota) e Michelle (Monica Lacy). As serpentes demoram algum tempo para aparecer, o que pode desanimar os interessados em ver tais “monstros” em ação, mas mesmo enquanto não estão expostas na tela, agem com a sua onipresença mortal. As primeiras vítimas, arquétipos do capitalismo, morrem como punição.

Os inocentes caem aos poucos, depois, ao passo que a história avança, num ritmo menos empolgante que a velocidade das cascavéis diaspóricas, animais conhecidos por seu veneno que afeta os sistemas nervoso e central do corpo humano atacado, algo que promove lesões musculares, destrói células sanguíneas, além da proteína da peçonha que causa rápida coagulação, uma devastação para a estrutural corpórea da vítima de uma picada. No mínimo assustador, não é mesmo? Talvez por isso elas sejam sempre “convidadas” para participar como antagonistas em filmes de terror e aventura. Apresentadas pelos efeitos visuais da equipe supervisionada por Lee Bowie, as serpentes que aparecem ao longo dos 90 minutos de Rastro de Pavor são acompanhadas pelo design de som de Roy Baker, setor que ganha complemento da condução sonora de Dan Banks, ambos voltadas ao processo de exaltação musical quando as serpentes estão em cena, arrastando-se com as suas línguas em constante movimento.

Ademais, em seus outros requisitos técnicos, Rastro de Pavor capta os horrores apresentados pela narrativa por meio do uso de câmera subjetiva, uma herança eterna na representação simbólica do monstro desde que Tubarão tornou este ângulo uma das partes da cartilha técnica obrigatória do horror ecológico. Trabalho assinado por Arthur Grant, a direção de fotografia do filme funciona de acordo com as limitações orçamentárias e dramáticas, tal como o design de produção de Bernard Robinson, bem simplório ao construir espaços domésticos e demais ambientes de interação entre os personagens, num enredo muito semelhante ao apresentado pelo telefilme As Cobras Atacam, lançado três anos depois.

Rastro de Pavor (Rattled) — Estados Unidos, 1996
Direção: Tony Randel
Roteiro: Ken Wheat, Joseph Gilmore, Jim Wheat
Elenco: William Katt, Shanna Reed, Michael Galeota, Monica Creel, Ian Abercrombie, Richard Minchenberg, Ed Lauter, Clint Howard, Zack Eginton, Diane Delano
Duração: 90 min.

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