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Crítica | “Reputation” – Taylor Swift

por Handerson Ornelas
198 views (a partir de agosto de 2020)

É impressionante como o “formato” cantoras pop vem alcançando uma popularidade inabalável desde o início dos anos 2000. Procure os artistas de maior influência no atual mercado musical e a grande maioria será formada de cantoras pop, ou rappers, isso quando não funcionam como ambas. E Taylor Swift tem sido uma figura de destaque nesse meio, grande parte devido a sua imagem de empreendedora, tomando atitudes bem fortes quanto a sua música (retirada de serviços de streaming, por exemplo) e polêmicas sempre presentes em tabloids. Taylor não é a primeira e nem será a última a sofrer na mão de revistas e papparazis, mas sua personalidade um tanto dramática e misteriosa ao lidar com tais problemas parece motivar ainda mais tal mídia a correr atrás dela.

Após o abandono das raízes country e sua entrada completa no mercado pop no comentado 1989, Taylor segue o mesmo fluxo em seu sexto álbum, Reputation, dessa vez pagando de bad girl e utilizando um discurso de “resposta” aos ataques que sofreu por parte da mídia e ex-colegas artistas. Look What You Made Me Do, primeiro single, é uma resposta com uma lista de destinatários que vão muito além de Kanye West. Vale lembrar que o número de rumores e polêmicas que Taylor enfrentou nos últimos anos é extensa, incluindo um processo judicial que entrou contra um DJ em Denver, alegando assédio sexual.

Acontece que essa “nova” e “bad ass” Taylor, como tenta divulgar em seu novo álbum, é uma caricatura já explorada milhares de vezes dentro do gênero. Look What You Made Me Do e …Ready For It? pegam emprestado bases típicas de hip-hop pra criar um rítmo demasiadamente upbeat e apelar para o impacto. O problema é que tais batidas estão longe de soarem frescas, muito pelo contrário. E pior, a própria cantora não consegue convencer com seu novo papel, cantando quase como se estivesse encarando uma personagem artificial.

Veja a faixa I Did Something Bad, por exemplo, que parece dar quinze passos retrógrados na história do pop. Soa como algo que Britney Spears faria no início dos anos 2000, parecendo ultrapassada demais para um gênero que se preocupa tanto com tendência e momento. Acaba soando apenas com o que realmente é: música pop preguiçosa e de mal gosto mesmo, se aproveitando de um refrão fácil e de uma produção alta e exagerada para ganhar público. O mesmo vale para outras faixas esquecíveis. Ninguém vai lembrar de Don’t Blame Me ou So It Goes, tenha certeza disso. Por sorte, a primeira metade do disco contém o bom chamariz de End Game, que faz um belo uso de upbeats, dessa vez com um teor mais melancólico e um bom revezamento entre os convidados Future e Ed Sheeran (embora ver o britânico tentar bancar o rapper seja um tanto vergonhoso).

Um grande problema é que, diferente do que parte da mídia pode dizer, Taylor não evoluiu em nada como letrista, continuando com características bem medíocres. E aqui eu não digo esperando que ela fuja de seu clássico romantismo, mas que pare de aborda-lo com uma visão tão imatura e piegas. Em um ano que recebemos uma obra como Melodrama, chega a ser ridículo comparar trechos das atuais composições de Taylor à mais recente obra de Lorde. E sim, o paralelo entre os dois discos é perfeito – até mesmo na produção em momentos eles se assemelham – o problema é que enquanto a neozelandesa encara sua vida e relações românticas de forma única, Swift encara tudo como uma duquesa esperando seu príncipe encantado chegar a cavalo. Em resumo, a cantora continua fazendo uma música pouco palatável e cansativa demais para se criar empatia.

Não me leve a mal, há muito o que se aproveitar de material pop em Reputation. Gorgeous é um belo candidato a guilty pleasure. Guilty apenas devido à letra risível de tão fraca (“Você é tão maravilhoso/ Não posso dizer nada na sua cara/ Pois olho pra seu rosto/ E fico tão furiosa”), pois a deliciosa base rítmica obedece a lições que datam desde os anos 60 da escola Brian Wilson de música pop: açucarada, inocente e, acima de tudo, divertida. O mesmo vale para a ótima Getaway Car, faixa onde a cantora canta um velho e mágico clichê da história da música: romances, viagens e carros. De forte pegada oitentista, junto com Dancing With Our Hands Tied é um dos destaques do álbum graças a sua honestidade e seu carismático synthpop, evocando momentos do auge de Cindy Lauper.

That’s Why We Can’t Have Nice Things é uma resposta nada discreta da cantora aos problemas que teve com Kanye West. A letra faz questão de não deixar dúvidas sobre o alvo da faixa, tocando em cada detalhe que circulava como rumor no desentendimento entre os artistas, o que se extende até mesmo à mãe da cantora. E a faixa funciona bem e com bom humor, por mais que a resposta rebuscada de Taylor pareça leve demais frente a acidez babaca dos dois polêmicos versos de Kanye em Famous (“I feel like me and Taylor might still have sex/ Why? I made that bitch famous”). Vale destacar ainda Call It What You Want, um dos poucos momentos que Taylor se sai bem como letrista – ao menos dentro de seus típicos temas white girl problems – assim como flerta de maneira interessante com características de R&B em uma doce performance.

Muitos artistas mergulham em suas vidas, seu cotidiano e experiências para construir um álbum. Contudo, a qualidade do compositor/artista/intérprete e a forma de apresentar sua vida nas canções é determinante para o resultado. Seja Frank Ocean abordando sua vida de maneira misteriosa e com belas referências poéticas, Kendrick Lamar compartilhando seus diversos medos, ou Beyoncé explorando as fraquezas de seu relacionamento, é preciso existir empatia, sinceridade e um mínimo de entretenimento nas composições, de forma que possamos mergulhar na mente do artista. Talvez Reputation nem seja um disco ruim se analisado meramente pela perspectiva pop, mas é algo descartável e supérfluo demais pra tanto drama e publicidade envolvidos.

Aumenta!: End Game
Diminui!: I Did Something Bad

Reputation
Artista: Taylor Swift
País: Estados Unidos
Lançamento: 10 de novembro de 2017
Gravadora: Big Machine
Estilo: Pop

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37 comentários

Rafael Vargas 11 de novembro de 2020 - 22:35

Mesmo sendo um fã asiduo da Taylor, tenho que concordar em partes! Comprei o disco e achei bom, nada além disso. Essa coisa de Badgirl coitada não colou. E sobre nunca se posicionar tb já tava na hora a tempos de ela falar em suas composições, coisa que só viria a acontecer com Lover(2019). Realmente seus melhores trabalhos são os anteriores com o bom e velho Country/Pop, claro não desmerecendo nenhum a partir do 1989. Um gênero q combina e muito com a sonoridade dela e a voz é o alternativo no Folklore, sendo q é o seu melhor em anos em termos líricos e sonoros. E a propósito queremos as críticas dos outros trabalhos dela, pelo menos eu quero hehehe. Tanto dos antigos quanto do Lover em diante. Só leio aqui sobre críticas de discos. Obrigado pelo ótimo trabalho

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Renata L. Teixeira 4 de janeiro de 2018 - 22:40

O negócio da Taylor é que ela pode não ser a artista que faz o pop mais genial e complexo, mas é super único, e pra mim ela tem conseguido inovar sem perder essa essência dela que é tão fácil de identificar na música que ela faz.

Agora, fiquei chocada quando você disse que o Ed Sheeran bancar o rapper era vergonhoso, como se fosse a primeira vez que ele canta rap na vida, sendo que ele fez isso a carreira inteira dele desde o início. A pessoa pode expressar a opinião que quiser numa crítica, mas afirmar algumas coisas sem saber do que ta falando já é outra história..

Responder
Renata L. Teixeira 4 de janeiro de 2018 - 22:40

O negócio da Taylor é que ela pode não ser a artista que faz o pop mais genial e complexo, mas é super único, e pra mim ela tem conseguido inovar sem perder essa essência dela que é tão fácil de identificar na música que ela faz.

Agora, fiquei chocada quando você disse que o Ed Sheeran bancar o rapper era vergonhoso, como se fosse a primeira vez que ele canta rap na vida, sendo que ele fez isso a carreira inteira dele desde o início. A pessoa pode expressar a opinião que quiser numa crítica, mas afirmar algumas coisas sem saber do que ta falando já é outra história..

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Kevin D. 4 de fevereiro de 2018 - 17:46

Não é porque ele já fez que seja bom. A participação dele na faixa é inesquecível, seria muito melhor ter somente o Future.

Responder
Kevin D. 4 de fevereiro de 2018 - 17:46

Não é porque ele já fez que seja bom. A participação dele na faixa é inesquecível, seria muito melhor ter somente o Future.

Responder
Cícero Bernar 6 de dezembro de 2017 - 03:07

Esse álbum é a maior definição de GENÉRICO que já vi nos últimos tempos. E, pelo amor de Deus, Taylor tem praticamente a mídia aos seus pés. Eles amam falar dela e nunca é nada demais. Ela fala como se fosse tão perseguida que nem a Britney nos anos 2000. Menos, porque o que acontece com ela é aquela mesma coisa de qualquer artista famoso. O primeiro single já dizia tudo o que iria vir: um disco medíocre.

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Junior Oliveira 28 de novembro de 2017 - 11:37

Só vim pelas tretas nos comentários e pra dizer que esse crítico aí ó… totalmente parcial e fã da Madonna, por isso esse ódio pelas divas que sucederam o trono daquela asquerosa!

O que dizer de um crítico que deve chorar ouvindo Like a Virgin? SEU BOSTA LIXO PREPOTENTE DO CARALHO! Vou acabar com sua vida na internet! Nosso fã-clube vai perseguir até a última geração da sua família!, inclusive a sua tia de 97 anos internada em decorrência de uma doença degenerativa. VAMOS DESLIGAR OS APARELHOS!

VOU XINGAR MUITO NO TWITTER!

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Handerson Ornelas. 3 de dezembro de 2017 - 00:23

Por favor, alguém dê um prêmio pra esse cara de melhor ofensa do ano.

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Willian Dias Ribeiro 25 de novembro de 2017 - 15:45

O 1989 já foi uma queda considerável na discografia dela, mas foi uma obra de arte perto do Reputation…
Concordo com a crítica, depois de todo o drama com Look What You Made Do e o conceito de abordar a reputação e o lançamento de uma faixa como Ready For It? eu esperava um álbum muito mais pretensioso e ousado… Mas o resultado foi exatamente o contrário… O mais forçado e genérico álbum de todos…
Taylor Swift rapper?

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Bela 22 de novembro de 2017 - 17:29

Olha, como fã a primeira coisa que vou falar é: COMO VOCÊ ACHOU DON’T BLAME ME ESQUECÍVEL? AHHH hahahahahaahah Mas com So it goes… eu concordo, acho que é a única música que eu tiraria do álbum, mesmo gorgeous que tem a letra mais fraquinha, consegue ser melhor que so it goes, mas ok né hahahaha
Enfim, depois do lançamento de LWYMMD fiquei com medo do álbum ser todo shades e farpas, mas graças não foi isso o que aconteceu, e ela entregou um álbum nível Taylor Swift, e eu sei que é difícil a maioria das pessoas gostarem, mas dentro do mundo pop hoje, somente a Taylor faz o que a Taylor faz, e não digo de vendas, mas ela é a artista mais completa da atualidade, pode não ter uma voz potente e WOW, mas vem se superando sempre, e mais uma vez, conseguiu se reinventar, sem deixar de lado a qualidade.
Em questões de composições, acho que nem ela espera conseguir um álbum como o Speak Now e o Red, mas no reputation senti que pela primeira vez ela foi direta sobre o que sente e não precisou de tantas metáforas para se expressar, então eu fiquei bastante satisfeita, mesmo que talvez esperasse mais, mas getaway car, dancing with our hands tied e call it what want tá ai pra mostrar que ela é capaz de criar músicas além de smash hit, e infelizmente, já sei que não serão single, porque ela tem essa péssima mania de deixar as melhores músicas de fora, mas ok. E sobre TIWWCHNT, se ela não tivesse sido tão leve, julgariam o álbum inteiro em cima disso.
Melodrama continua sendo o melhor álbum do ano, mas amei mesmo o reputation, músicas boas, dançantes, cativantes e bem Taylor.

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Helene 22 de novembro de 2017 - 16:13

Achei acima da média, mas nada de tão espetacular assim. Algumas músicas diria que são até descartáveis (estou falando de você, End Game) e outras um tanto infantis, mas a maioria é bastante coerente com a sua nova fase. Ela é uma ótima artista, talvez não genial como os que você citou, mas ainda assim ótima e espero que um dia lance um “Lemonade” sem intenções de ser um hit estrondoso, apenas um álbum sincero.

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GABRIELLY 22 de novembro de 2017 - 06:25

Você não gosta da Taylor só pode, criticou a mesma em 2014,agora em 2017. O CD da Taylor uns dos melhores do ano (junto com Demi Lovato ).

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Willian Dias Ribeiro 25 de novembro de 2017 - 15:40

Se você acha que Reputation e Tell Me You Love Me são os melhores discos do ano então você nem ouviu nem metade do que foi lançado em 2017…

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Edgar 21 de novembro de 2017 - 23:34

Que crítica RIDÍCULA. Sério, você parece que não ouviu o álbum. Comparar I Did Something Bad com uma música da Britney só prova que você não tem noção nenhuma. Além de falar que uma Don’t Blame Me é esquecível. Era melhor nem ter escrito a “critica”.

Responder
Luiz Santiago 21 de novembro de 2017 - 23:59

Que comentário RIDÍCULO. Sério, você parece que não leu a crítica. Comparar as comparações de I Did Something Bad com uma música da Britney só prova que você não tem senso de interpretação nenhum. Além de nas entrelinhas falar que Don’t Blame Me não é esquecível. Era melhor nem ter escrito o “comentário”.

Responder
Gabriel 20 de novembro de 2017 - 23:52

Um dos pontos altos da Beyoncé é a música Halo. A melodia é excepcional e bem bonita. A letra talvez não seja aquela grande coisa, mas eu considero boa também. É minha música preferida e não me levem a mal, música eletrônica só serve pra dançar em festa, escutar em casa ou no carro não é bem agradável. Uma música eletrônica com muita letra dá pra escutar, mas pouca letra e pouca voz já não é a minha cara. Gosto de músicas pop, mas tem umas que são bem descartáveis, a metade delas talvez, em questão das que lançam hoje em dia

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PerTodoSeu 20 de novembro de 2017 - 23:21

Outra crítica que li dizia que Gorgeous é a melhor música do álbum, enquanto Look what you made me do era a pior. Essa Gorgeous é sem sal, não tem altos e baixos, fica na mesma ladainha o tempo todo. Eu não entendo de música, n vou muito além do que os meus ouvidos gostam. E o que eles amaram foi a acidez da letra de Look what you made me do, com aquela batidas e um clipe foda! Não tem como não cantar encarnando uma bitch revoltz vingativa querendo acabar com alguém. Um perigo escutar enquanto se dirige hahaha

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Vicente Ishikawa 20 de novembro de 2017 - 01:20

O que acho curioso em relação a Taylor é o fato que os críticos são extremamente minuciosos, bem destrutivos e ácidos, desprezam seu trabalho de forma bem detalhista, julgam e sentenciam em total menosprezo do seu talento. É como se ela não merecesse ter o que tem, conquistado com seu trabalho. Filosofam sobre suas motivações e inspirações tendendo a diminui-la como artista, sempre com algo como “ela não é original, alguém fez isso antes e melhor” e por ai vai. É bem interessante notar que não o fazem da mesma forma com outros artistas, pelo contrário, abrem bem o leque de tolerância e compreensão. há sempre um clima de exaltação por qualquer coisa que apresentem. Taylor não pode ser irônica e nem brincar, se na tal primeira parte que tanto falam, ela parece ser artificial, é porque é para ser assim, ela encarnou o personagem que as mídias sociais criaram dela, soa falso porque ela não é assim de verdade. O mais estranho é que sempre tem nas criticas o fato dela ser uma garota branca, para que isso? Machismo, racismo ou preconceito mesmo pelo fato dela ser nascida rica e ser bem educada? Taylor deve ser mesmo um pesadelo para todos e ela ri disso agora.

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Gabriel 20 de novembro de 2017 - 23:58

Olha, os críticos dizerem que não gostam das músicas dela e que não gostam do trabalho dela, tudo bem, é opinião. Mas eles quererem destruírem a mulher e acabar com a carreira dela aí já não é legal. É só dizer que n gosta e pronto, acabou! Agora querer destruír ela é uma coisa bem da falta de respeito

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Handerson Ornelas. 21 de novembro de 2017 - 19:34

Nossa, chega a ser risível acharem que críticas querem destruir carreira de alguém. PelamordeDeus, isso é baboseira, crítica nem tem esse poder todo, olha a quantidade de gente no top charts que vão mal de crítica. Falando apenas por mim: fui pra esse álbum com a mente aberta e elucidei inclusive os pontos positivos da obra, mas, em minha opinião, o disco falha pelas diversas razões que apresentei.

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Vicente Ishikawa 22 de novembro de 2017 - 01:36

Claro que críticas não destroem carreiras, bem que tentam mas não tem esse poder, ainda bem. Mas o problema são as críticas que procuram diminuir, desprezar, o trabalho de artistas, criticas que fazem pouco do trabalho do artista, de qualquer artista, incomodam a quem lê, sendo fã ou não. Criticas que comparam artistas de propostas diferentes, ou que comparam artistas de gerações diferentes não levam a lugar nenhum a ser diminuir o artista. Outros artistas podem escrever fora de métrica, fora do compasso, de forma desleixada e rasa que,oh! que artista ousado!. Mas de Taylor exige-se uma profundidade de um Ulisses ou complexidade de uma Odisseia quando a proposta dela é outra, e mesmo assim ela escreve gramaticamente bem com um vocabulário de excelente nível. Opinião de críticos, boas ou más, são importantes serem lidas para se poder formar a própria opinião, mas quando estas começam a esmiuçar os defeitos com uma lupa sempre se respaldando com referencias de outros artistas, só demonstram o quão esnobe é o critico e o trabalho do artista é esquecido.

Responder
Lucas Vaz 21 de dezembro de 2017 - 02:05

Acheiiiii voce… Do tv foco!!! Legal!

Responder
Lucas Vaz 21 de dezembro de 2017 - 02:05

Acheiiiii voce… Do tv foco!!! Legal!

Responder
Felipe 19 de novembro de 2017 - 22:56

Esperava bastante por essa crítica! (Ótima por sinal).
Eu gostei do álbum, não achei espetacular mas achei bom. Eu nunca tive muito interesse na Taylor e apesar de gostar muito dos singles que ela lançava nunca tinha ouvido um álbum completo. Porém depois que ela começou a sofrer hate gratuito por toda a internet e do lançamento de “LWYMMD” (e de ter curtido bastante, um pouco pelo hype também, mas também pela batida que me agradou) fiquei curioso em ouvir a discografia e já fui direto pro 1989 (que pra mim tem a melhor música dela: Blank Space), amei o álbum e fiquei ouvindo durante vários dias (durante minhas partidas de LoL e algumas músicas na playlist). Considerando que ouvi os dois álbuns em um período curto de diferença devo dizer que ao menos nessas ouvidas iniciais (devo ter ouvido o álbum completo umas duas vezes só), eu prefiro o anterior, mas em contrapartida acredito sim que ela tenha de certa forma evoluido, ou “inovado” ao menos em relação a sonoridade que pra mim é bem diferente ao “1989”. Não acho que ela se compare com a Lorde de forma alguma, (até porque “Melodrama” pra mim é o melhor disco do ano) eu tenho plena convicção de como ela é relativamente fraca como artista, me irrito com a falta de posicionamento em sua letras em prol de charts e prêmios (e nessa parte eu concordo total com a crítica, até quando do ela tenta ser “bad ass” e alfinetar alguém ela faz de forma a se vitimizar e soa forçado), mas eu ainda assim acho que ela consegue fazer música boa. Não dá pra não se identificar com alguma das letras, todo mundo já passou por alguma situação ao menos parecida com o que ela canta, e mesmo que não tenha, o que ela faz é divertido de se escutar. Eu não vejo ela como umas excelente artista, mas eu gosto do que ela produz, amo feedar no LoL ouvindo e cantando “LWYMMD”, e é dessa forma que eu encaro as músicas dela, pra se divertir escutando, pra performar em boate, pra chorar pelo boy não correspondido e etc haha. É pop sem se preocupar, e que dá encaixar em qualquer coisa.
P.s: Espero que não seja indicado ao Grammy também, ela não merece.
P.s 2: “Call It What You Want” é minha favorita, sem dúvidas.

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Vicente Ishikawa 20 de novembro de 2017 - 01:26

Não tenha tanta esperança, Grammy é basicamente um premio do mercado musical, se as perspectivas de vendas se confirmarem, e até agora são bem acima da média, com certeza vai ser indicado. e ela vai merecer por isso.

Responder
Willian Dias Ribeiro 25 de novembro de 2017 - 15:50

É óbvio que vai ser indicado, não que mereça, mas o Grammy premia artistas baseando se em vendas…
Prova disso foi o Lemonade ter perdido pro 25…
Talvez eles também se baseiem em cor da pele pra premiar um artista que deveria ser julgado apenas e somente pelo álbum…

Responder
Amanda ♐️ 19 de novembro de 2017 - 21:29

Eu gostei do reputation, mais do que de seus trabalhos anteriores. Não acho que seja genial como dos artistas que você citou acima, Beyoncé, Lorde, Frank e Kendrick, mas é divertido (mesmo que algumas batidas sejam muito altas e agressivas e sangrem um pouco os ouvidos) e romântico (as músicas lentas são as minhas preferidas). Apesar de achar o nível das composições bem inferiores aos de Fearless, Speak Now e RED, ao menos são mais maduras. Acho que ela abraçou mais seus defeitos aqui, conseguiu abandonar seu lado boazinha e finalmente entendeu a dinâmica de relacionamentos adultos e reais. Ao invés de ter pedido para seu date uma promessa de amor eterno, ela só pediu um drink; se conformou em estar sozinha e simplesmente se apaixonou; e entendeu que a pessoa certa é alguém que lida com você após o ano novo, que te ajuda a limpar a casa e te da um remédio para dor de cabeça (ela falou isso em uma das secret sessions), não alguém que você beija à meia-noite.
E eu acho a Taylor uma compositora excelente, mesmo muitas vezes achando suas narrativas meio fantasiosas e fúteis, mas só porque ela me parece com medo de crescer e perder admiradores. Ela nunca se posiciona, nem mesmo quando os extremistas brancos dos estados unidos usaram ela e suas músicas como um exemplo de soberania branca e ela queria processar quem a criticou por não falar nada a respeito. E todo mundo sabe porque ela não falou, para não perder a porcentagem de fãs que compactuavam com aquele tipo de absurdo ou pior, e espero que não, porque ela é um deles.
Talvez a Taylor se importe demais com Grammys, recordes de vendas e visualizações e ser admirada para fazer um material puramente ela, sem tentar se esconder atrás de personagens que ela acha que as pessoas vão gostar e apelar para batidas baratas, nada originais, porém grudentas que ela sabe que serão fácil e rapidamente consumidas. E isso nem é irritante, é triste, e espero mesmo que algum dia ela consiga se desprender disso e ser 100% ela (como a Beyoncé fez em Beyoncé e Lemonade), porque eu realmente acredito que ela é incrível.
PS: ninguém faz música com instrumentos mais não, é?! hahahah parece ser tudo feito no computador… é mais prático? fácil? hahaha
PS: odiei Eng Game em todos os sentidos, batidas e letra, bléhhh
PS: não entendo essa implicância por ela inserir rap e R&B em suas músicas e com o Ed Sheeran e Demi Lovato ninguém fala nada.
PS: não sou fã da Taylor Swift (e nem de ninguém, acho que essa coisa de fã meio doentio), mas acho que existe,sim, uma implicância com ela por parte de muita gente por ela ser tão bem sucedida e poderosa.
PS: mesmo que as músicas da Taylor não sejam uma obra de arte, ela é uma ÓTIMA marketeira hahaha ela sempre faz um plano de divulgação criativissimo hahaha
PS: rindo muito dos fãs dela falando que ela não está divulgando o reputation e que por isso as pessoas não podem falar que ela só faz sucesso por isso, como se divulgar trechos de músicas em jogos de futebol, comerciais de séries de TV, apresentação no SNL, parceria com AT&T e Target não seja divulgar. Não divulgar é o que a Beyoncé tem feito dos seus dois últimos álbuns, mas acho que no caso, ela tem 36 anos, é uma artistas consagrada e já não se importa tanto com chart, grammy visualizações, mas com fazer música de qualidade sobre suas experiências como mãe, esposa e mulher negra.
Meu comentário ficou gigante e tem mais PS que todo, mas ok hahaha

Responder
Vicente Ishikawa 20 de novembro de 2017 - 01:30

Grande mas bem lúcido.
Para mim, Taylor só começou a entrar no esquema de musica digerível e grudento, de fácil consumo do pop, porque não deram o Grammy para o RED, e ainda tiraram sarro dela por isso. Se tivessem dado talvez teríamos outra Taylor hoje em dia. A verdadeira Taylor ainda existe, a melhor evidencia disto é que ela ganhou o premio de melhor canção do ano no Country Music Awards deste ano.

Responder
Amanda ♐️ 23 de novembro de 2017 - 19:00

Concordo com você. E o foda é que eles não deram para o Red, mas deram para o 1989 que é bem patético, e tiraram do Kendrick Lamar (quem realmente merecia o Grammy de AOTY). Às vezes me pergunto se eles não acharam ela uma criança mimada por ficar remoendo isso o tempo todo e deram para o 1989 para consolar, tipo quando os pais acabam fazendo o que os filhos querem pra não ter que aguentar birra, sabe?! hahahahaha
Enfim, eu acho que ela é uma artista completa, ela compõe (muitas vezes sozinha) as próprias músicas, produz, toca instrumentos e tem uma voz bonita que melhora a cada álbum. Ela é uma peça rara na industria, ela não está ali só porque é o padrão de beleza (alta, magra, branca, loira, olhos claros), rica e hétero, mas também porque ela faz o que muita gente não sabe fazer, além de ser uma excelente compositora, que mesmo sendo infantil e imatura às vezes, ainda consegue ser complexa e genial quando quer (Long Live, State of Grace, New Romantics são alguns exemplos de ótimas composições dela). O que falta mesmo, em minha opinião, é que ela não tenha medo de crescer e que pare de produzir conteúdo pra chart e grammy.

Responder
Willian Dias Ribeiro 25 de novembro de 2017 - 15:59

O RED realmente merecia mais que o 1989, mas de qualquer forma não merecia tanto quanto o Random Access Memories…

Responder
Luiz Santiago 19 de novembro de 2017 - 12:38

SENTENÇAS DA HORDA DA TETÊ-SUSU (vulgo Telha-Sulfite)

1 – Crítico não tem paixão
2 – Crítico não entende nada dessa diva maravilhosa
3 – Haters dessa melhor cantora da todos os tempos não passarão
4 – Canta melhor que ela que eu quero ver
5 – Se não é pra dar 5 estrelas nem deveria escrever

Resumindo: CRÍTICO ARROMBADO BOSTA LIXO PREPOTENTE DO CARALHO.

p.s.: quanta bondade a sua dar 2,5 pra esse disco! Adorei a crítica, mas os pontos negativos tiveram peso bem maior para mim aqui.

Responder
Karam 19 de novembro de 2017 - 17:59

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder
Karam 19 de novembro de 2017 - 18:00

Taylor Swift sucessora de Aretha Franklin

Responder
Amanda ♐️ 19 de novembro de 2017 - 21:37

Tenho paciência zero com fãs de artistas que acham que ninguém pode criticar as músicas deles. Esquecem que música é um produto (tanto que pagamos por eles, nenhum artistas oferece ou produz de graça) e por esse motivo, quem consome tem direito de opinar. Se eu paguei por alguma música ou por qualquer forma de arte, eu vou opinar o que eu quiser, sendo bom ou ruim.

Responder
Handerson Ornelas. 21 de novembro de 2017 - 19:36

HAHAHAHAHA Muito feliz que dessa vez você não esqueceu de nenhum adjetivo de ofensa, Luiz! E adorei as sentenças da horda! Hahaha

Grande abraço!

Responder
Gabriel 19 de novembro de 2017 - 12:11

Handerson eu sou fã de música POP a quase 8 anos… Britney, Perry, Gaga, Rihanna, Beyonce… Gosto muito das grandes divas, mesmo sabendo que elas tem materiais questionáveis, mas Taylor… ahh Taylor

O Reputation vendeu MAIS de 1 milhão de cópias apenas no US em 4 dias. É assustador, se levarmos em conta que discos são artigos de luxo hoje em dia… Marketing, marketing, marketing e muito hype!

Gosto do 1989 e do RED, mas o Reputation não me desceu de maneira alguma. São faixas e faixas girando em torno de um tema infantil, sem nenhuma perspectiva de inovar.

PS: Meu medo é ela ser novamente indicada a Album Of The Year em 2018

Abs

Responder
Handerson Ornelas. 21 de novembro de 2017 - 19:38

Nem me fale dela ser indicada, até hoje as vezes acordo no meio da noite com pesadelos lembrando que 1989 levou o prêmio de To Pimp A Butterfly.

Grande abraço!

Responder

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