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Crítica | Rick and Morty – 1ª Temporada

por Ritter Fan
667 views (a partir de agosto de 2020)

Reconheço que provavelmente sou o único ser vivo na face da Terra que não achou Rick and Morty essa maravilha toda, mas isso acontece. Talvez tenha sido a expectativa que foi se amontoando em minha mente na medida em que só ouvia elogios sobre a série animada de Justin Roiland e Dan Harmon e, ao mesmo tempo, atrasava a conferência do resultado final. No entanto, olhando em retrospecto, talvez seja apenas o olhar mais distanciado mesmo que tenha resultado em uma análise mais fria de uma série que, convenhamos, diverte em vários momentos, mas não tem nada de realmente muito diferente do que é oferecido aos borbotões por aí. Ah, vale um adendo: não assisti ainda as demais temporadas, pelo que a análise realmente fica circunscrita ao material apenas da 1ª.

Sem dúvida interessante em sua premissa meticulosamente tresloucada que coloca um avô e um neto, um pseudo-Doc Brown, Rick, pareado com um pseudo-Marty McFly, Morty (ambos com trabalho de voz de Roiland), em aventuras multidimensionais, a série começa não muito mais do que como uma espécie de “Reunião Anual da Maior Quantidade Possível de Referências à Cultura Pop”, graduando, felizmente, para algo mais significativo do que isso, com identidade própria, sem dúvida, mas, mesmo assim, ao longo dos 11 episódios que formam a 1ª temporada, um esquizofrênico mergulho em momentos nerds para nerds apontarem para a tela e rirem do quão espertos eles são por identificarem este ou aquele momento. E, antes que me venham com pedradas, eu sou muito nerd. Nerd velho e certamente rabugento, mas nerd de toda forma, então não afirmo isso de forma pejorativa, mas, apenas, aponto que a temporada quase inteira é baseada nessa bengala narrativa, algo que também acontece com a recente Final Space, mas só que lá com uma pegada bem mais coesa.

E quando usei o advérbio de modo “meticulosamente” acima quis dizer exatamente isso. Os roteiros da temporada são cuidadosamente elaborados para que todos os “botões” da nerdice sejam devidamente apertados, que todos as alavancas geek sejam puxadas e assim por diante. Isso vale inclusive para a personalidade doentia de Rick, um cientista maluco, bêbado, drogado, politicamente incorreto e sem nenhuma empatia por qualquer ser vivo, talvez com exceção dele próprio. Seu neto Morty é, para ele, um mero sidekick, uma (in)conveniência que mais atrapalha do que qualquer outra coisa. Lógico que, ao longo da temporada, há uma aproximação maior dos dois e Morty mostra-se mais do que um adolescente bobalhão, funcionando como a proverbial bússola moral ou o mais próximo disso que a pegada “transgressora” da série permite. Mas a relação não vai muito além disso, ainda que a temporada tente colocar em pauta, de maneira débil, a relação familiar, especialmente entre gerações bem diferentes, mas invertendo a lógica do que se esperar de cada uma delas, já que, aqui, o avô é que é “modernoso” e o neto mais, digamos, tradicional.

Ao longo dos quatro primeiros episódios (reparem que são apenas 11…), a temporada fica exclusivamente na estrutura de referências à cultura pop e não consegue desassociar-se disso. Faz sentido, pois, aqui, os showrunners parecem estar sentindo o terreno, testando as águas, mas é um trio inicial que arrisca muito ao não entregar de cara o que a série tem de diferente além do vovô babaca. Mas o problema começa a ser corrigido já no quinto episódio, com a apresentação definitiva da multitude de realidades alternativas e, no quinto, com a introdução dos Meeseeks, é que a temporada realmente mostra a que veio. As criaturas que tem como função apenas servir e morrer resultam não apenas em um episódio muito divertido, mas, também e principalmente, como uma reflexão profunda e crítica severa à raça humana. Servir e morrer. Escravidão “de bom grado” cujo prêmio é a morte. Se visto separadamente, esse momento na série poderia, sozinho, ganhar todos os prêmios possíveis, pois é aí que Roiland e Harmon mostram para que criaram a dupla Rick e Morty.

Mas o melhor é que os perturbadores Meeseeks são seguidos do episódio que nos apresenta aos Cronenbergs (esta aí uma referência espetacular), monstruosidades inadvertidamente criadas por Rick ao criar uma poção do amor para Morty. E, se a multidimensionalidade era apenas mais um artifício narrativo sem maiores consequências, é aqui que a dupla de showrunners mostra que não, que ela faz parte integral do show quando eles fazem Rick e Morty, em questão de segundos e sem pensar duas vezes, deixar a Terra de sua própria dimensão literalmente tornar-se um deserto pós-apocalíptico e “adotar” uma outra Terra igualzinha (só que onde os dois acabaram de morrer de maneira bem violenta) como lar. Se, no capítulo anterior, Roiland e Harmon tiveram minha curiosidade, aqui eles ganharam minha atenção (também sei fazer referências!).

O que se segue a esses dois excelentes episódios não consegue jamais chegar ao mesmo nível, mas certamente mantém a temporada em um patamar de qualidade muito superior aos quatro primeiros capítulos, o que é suficiente para tornar a proposta muito atraente e inteligente que vai além das bobagens referenciais iniciais e que abrem de vez o caminho para um crescendo de loucura que, se não chega a ser algo tão fora da curva como muitos afirmam, certamente colocam a série na direção certa para isso acontecer em temporadas futuras.

O design dos personagens e a animação da série acompanham o estilo moderno de obras semelhantes. Traços simples, mas muito expressivos, uma vivacidade frenética nas sequências de ação e uma variedade impressionante de criaturas exóticas que populam eficientemente a temporada, jamais dando qualquer chance para o espectador piscar o olho sem perder alguma coisa. Rick é particularmente interessante, com um visual doentio e uma voz propositalmente irritante e rouca, mas não da maneira sexy que vozes roucas costumam ser. É como ver um sujeito que acabou de sair do Asilo Arkham depois de terapias particularmente agressivas e alguns meses ao lado do Coringa fazendo uma estranha dupla com seu neto medroso. É um negócio quase abusivo, mas que funciona bem.

Rick and Morty provavelmente recebeu mais aclamação do que realmente merecia, mas a 1ª temporada, apesar de começar de maneira burocrática e pouco inspirada, apresenta pontos altos altíssimos e, depois, normaliza-se como algo realmente acima da média, mas ainda precisando se provar. A reimaginação enlouquecida de Doc Brown e Marty McFly tem futuro, sem dúvida.

Rick and Morty – 1ª Temporada (EUA, 02 de dezembro de 2013 a 14 de abril de 2014)
Criação: Justin Roiland, Dan Harmon
Direção: Justin Roiland, John Rice, Jeff Myers, Bryan Newton, Stephen Sandoval
Roteiro: Dan Harmon, Justin Roiland, Ryan Ridley, Eric Acosta, Wade Randolph, Tom Kauffman, Mike McMahan
Elenco: Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer, Sarah Chalke, Dana Carvey, John Oliver, David Cross, Claudia Black, Richard Christy, Virginia Hey, Alfred Molina, Maurice LaMarche, Aislinn Paul, Cassie Steele
Duração: 242 min.

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45 comentários

Beatriz Lynch 22 de setembro de 2020 - 12:22

Achei meio superestimada, mas hoje em dia é só fazer certas “loucuras” e ser politicamente incorreto que o publico exalta como a melhor coisa do mundo, saudade dos curtas dos Looney Tunes/Merrie Melodies, eram “loucos” mas ao mesmo tempo criativos e mais originais.

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 14:30

Bem por aí…

Já viu os Looney Tunes novos da Warner?

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 16 de junho de 2020 - 14:34

Comecei a assistir hoje, achei o primeiro episódio morno, mas creio que a maioria das séries começam assim, ainda tomando a temperatura do ambiente…a crítica me convenceu a perseverar, gosto de mundos distópicos e de certa loucura e anarquia no tempo/espaço, mas é preciso que isso denote certa inteligência e não apenas criatividade descarrilhada…

Responder
planocritico 16 de junho de 2020 - 15:43

Olha, como mencionei na crítica, para mim a série demorou a “pegar”, o que só aconteceu lá pelo 5º episódio.

Tomara que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 18 de junho de 2020 - 08:32

Estou já na segunda temporada e estou gostando de alguns episódios; alguns conceitos como “A unidade”, fraturas temporais e os diversificados universos são bem bacanas de contextualizar apesar da anarquia da animação, é um desenho que não fica o tempo todo idiotizando as pessoas como os Simpsons por exemplo (só faz isso 70% do tempo – rsrsrs), mas denota certo amor pela ciência, pelo futurismo e pela inesgotável vontade humana de abarcar todo o conhecimento possível, e como somos pequenos e ínfimos perante o que ainda está oculto. Romantizei, é claro, mas gosto da criatividade apresentada até aqui. Por detrás dos palavrões existe inteligência.

Responder
planocritico 26 de junho de 2020 - 19:58

Existe, sem dúvida. Mas ainda não encontrei o brilhantismo todo que muitos dizem que a série tem…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 27 de junho de 2020 - 08:48

Brilhantismo é pouco de exagero, hehehe – Algumas sequências são bem inusitadas, complexas, mas são fatos isolados.

planocritico 27 de junho de 2020 - 10:27

Sim, sim, aí eu concordo!

Abs,
Ritter.

Beatriz Lynch 22 de setembro de 2020 - 12:13

Simpsons >>>>>> Rick and Morty HAHAHAHA

Responder
planocritico 22 de setembro de 2020 - 14:29

Concordo!

– Ritter.

Fórmula Finesse 22 de setembro de 2020 - 15:10

Ah, no conjunto sem dúvida alguma. Mas são bichos diferentes.

Diego/SM 1 de setembro de 2019 - 13:38

Me identifiquei bastante com a sensação da crítica – não achei a coisa mais fantástica do universo (como um camarada que me a aconselhou havia pintado), mas é sem dúvida um negócio “diferente”, divertido e inteligente, e que prende sim o espectador (ainda mais, como mencionado, se esse saca todas, ou algumas, das referências pelo caminho)…
Custei um pouco a criar uma empatia maior no primeiro episódio, mas, como sei que isso acontece muitas vezes no início de uma série (para mim Breaking Bad, por exemplo, a primeira temporada inteira foi só razoável… e depois virou uma paulada), segui tocando e, acho que já no segundo (vi essa primeira temporada aos poucos, ao longo dos meses…), entrei no clima (se não me engano o que tem o Freddy Krueger genérico, não? rss…Muito bom!)… sem dúvida, um bom material, ao meu ver, não para assistir tudo de uma tocada só (até porque gosto de dar um tempinho em produções com enredo um pouco mais elaborado, para ir digerindo aos poucos os conteúdos) para ter nesse sentido, sempre à mão, “por ali”, para dar uma conferida de vez em quando…

Responder
planocritico 3 de setembro de 2019 - 18:15

É bem por aí meu pensamento. Uma boa, não maravilhosa série!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 30 de novembro de 2018 - 01:13

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Perfeita escalação!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 30 de novembro de 2018 - 00:03

Bom…
SOMENTE O PETER CAPALDI (12º DOUTOR) PODE FAZER O RICKY!!!

Responder
William O. Costa 29 de novembro de 2018 - 20:33

Eu não vi a série, já que séries de animação adultas (não em tema, mas em linguagem e estilo) não são muito o meu gosto. Mas gostei muito da crítica. E é interessante saber que, ao menos na primeira temporada, é claro, a série não seja a Oitava Maravilha que muitos afirmam. Vou esperar pelas críticas das próximas pra ver no que vai dar.

Olha, não sei se já viu, mas eu recomendo muito a minissérie de animação O Segredo Além do Jardim (Over the Garden Wall). É possível que acabe te impressionando mais. Não pela parte superficial da história, mas todas as dez camadas que se escondem abaixo dela, e que dificilmente podem ser percebidas antes da segunda vez que a vemos. Não direi sobre o que é, porque qualquer palavra errada e dou spoiler dos plot-twists. É curta, tem somente 10 episódios de 10 minutos cada e é a única minissérie animada de que já ouvi falar (ela não foi cancelada na 1ª temporada como muitas, ela realmente foi escrita como minissérie e até hoje vejo pessoas pedindo uma segunda temporada, embora todos saibam que seria desnecessária). Ela parece infantil quando começamos, mas suas verdadeiras intenções vão sendo reveladas aos poucos. Lá também tem suas referências mas não à cultura pop e sim à literatura clássica e a animações de cerca dos anos 30 e 40, por aí. Ah, Elijah Wood e Christopher Lloyd estão no elenco. Também venceu o Reuben Award de Melhor Animação da TV de 2015, entre outros.
Disse tudo isso porque gostaria muito de ver uma crítica dessa minissérie aqui no Plano Crítico.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 14:26

@filipeisaias:disqus , também entendo perfeitamente sua apreciação pela série. Ela tem uma bela genética, mas não desabrochou ainda para mim.

Espero que as próximas temporadas revelem, para mim, toda essa qualidade que você aponta. Eu acho o niilismo que vemos aqui bom, mas, de certa forma, padrão, nada realmente especial, até porque é bem explícito e nada delicado, chegando às beiras do didatismo em alguns momentos.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 14:24

@rodrigoleuzzi:disqus , a crítica é APENAS da 1ª temporada como o título deixa muito claro. Não fiz uma análise de Rick and Morty e sim de Rick and Morty – 1ª Temporada. Pouco importa que existam temporadas posteriores. Ou eu não posso criticar a 1ª temporada de Simpsons só porque existem outras 20 e tantas?

E essa específica primeira temporada, para mim, é boa, mas não é brilhante como você acha que é. Diferenças de opinião existem e são sadias, O que não é sadio e ver uma laranja e insistir que é uma banana.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Leuzzi 29 de novembro de 2018 - 12:30

Não dá pra se dar uma análise de uma série baseada apenas numa temporada de estreia quando e tem um material maior pra se ver. E como julgar os Simpsons todos pela 1 temporada lançada.
Na minha humilde visão é bem equivocada a afirmação que se vê coisa igual aos borbotões, oque se vê e uma penca de conteúdo mais family friendly somado a umas poucas animações estilo os Simpsons ou southpark.
Rick and Morty brilha por sua falta de pretensão em seguir qualquer uma dessas fórmula prontas e cavar ao longo do tempo sua própria rota pra ter sucesso.
Além disso se continuasse assistindo se depararia com plots mais profundos que com toda certeza a primeira temporada não teve tempo de chegar lá.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 09:51

Que bom que gostou. Levando apenas das temporada em consideração, eu não achei isso tudo.

Abs,
Ritter.

Responder
Andre Luben 29 de novembro de 2018 - 10:23

Então.. a segunda e terceira temporada são melhores que a primeira. Há um amadurecimento tanto na qualidade da animação e nos conceitos “físicos” apresentados. O episódio Pickle Rick da terceira temporada até ganhou um premio de melhor episódio de series.

Entendo sua crítica, mas é o mesmo que avaliar o Breaking Bad pelos primeiros episódios que chegam a dar sono.. RS

Abraço..

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 09:49

Eu vejo esse caos da temporada de maneira semelhante ao combate final de Obi-Wan e Qui-Gon contra Darth Maul, no episódio I. Antes que você me chame de louco, deixe-me explicar: o que todo mundo enxerga como o melhor duelo de sabres de luz da franquia, eu vejo como um balé artificial minuciosamente feito para dar impressão que é espetacular. Em Rick and Morty, esse caos é tão ordenado, tão exato, que ele perde a natureza transgressora na maioria das vezes.

Há destaques incríveis, claro, como os episódios 5 e 6, e a temporada é bem acima do mediano, mas só.

E sim, teremos HoC e Narcos!

Abs,
Ritter.

Responder
MisterTT 29 de novembro de 2018 - 08:12

Como você explicou você ficou no hipe experaes por algo a mais eu pessoalmente já assisti as 3 temporadas achei que o desenho saí da mesmice sempre ser um herói a salvar a todos que tira aquela visão que temos de que alguém vai vim e salvar o dia mas acredite existe um lado escuro assista as outras temporadas sem criar expectativas porque um ou outro falou isso ou aquilo veja com os bons olhos talvez comece a gostar pois eu achei muito bom respeito a sua opinião

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 09:43

Não acho que minhas expectativas atrapalharam tanto assim a experiência não. Eu gostei da temporada, mas a série não me parece particularmente excepcional, pelo menos não aqui nessa primeira temporada. Mas continuarei assistindo sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Davi Fernandes 29 de novembro de 2018 - 07:31

Que bosta de crítica kkkkkk

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 08:58

Obrigado pelo comentário inteligente e construtivo!

– Ritter

Responder
Zezão 29 de novembro de 2018 - 03:29

Como outro comentou, quase tive um infarto quando vê a nota hehe. Lembro que gostei bastante, muito mesmo.

Dentro da nova safra de animações, sem as com o traço CalArt, ela só perde para o Final Space.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2018 - 09:44

Eu gostei bastante, mas não a achei essa cocada preta toda apenas. Pode ser que melhore na segunda temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
Christian Allen 29 de novembro de 2018 - 01:29

O que eu mais gosto nessa série é o lado nonsense e caótico dos episódios, é de se exaltar a criatividade e a demência dos criadores kkkk. Não lembro muito da primeira temporada, mas há um salto de qualidade grande para a segunda e terceira.

OFF: Deixa eu aproveitar a oportunidade para perguntar se haverá críticas das novas temporadas de House of Cards e Narcos 😉

Responder
Andre Luben 29 de novembro de 2018 - 01:26

Série muito boa.. bem acima da média comparada ao que foi lançado nesses últimos tempos..

Responder
Filipe Isaías 29 de novembro de 2018 - 00:00

Cara, eu acho Rick and Morty tudo isso. E parece que sou minoria nos comentários hahahaha. Vou dar a minha visão em relação a série.

Só pra deixar claro, também não acho Rick and Morty o baluarte do entretenimento televisivo, ou a resposta para os problemas da humanidade. Mas acredito que ela é, no meio do entretenimento, o programa que melhor utiliza o seu formato. Explico: Rick and Morty, diferentemente de vários outros desenhos animados, não tem medo do extraordinário. Outros desenhos, como Os Simpsons (que sou muito fã) e Family Guy, parecem comuns, ordinários em comparação, porque eles se prendem a um formato padrão e caxias. Não são sem qualidade, mas não aproveitam o fato de que são desenhos animados. Já Rick and Morty consegue fazer isso muito bem. É um desenho extraordinário.

Você pode questionar se South Park e outros desenhos não fazem a mesma coisa que Rick and Morty. Se comparado a South Park, Rick and Morty não tem tantos momentos adultos. No entanto, ela tem uma outra característica: peso e consequência. É aí que entra o tão falado niilismo (que reconheço que falam como se a série tivesse inventado o conceito). As ações do desenho afetam os personagens. Nas próximas temporadas isso vai ficar mais claro.

Enfim, só expliquei um pouco porque eu gosto tanto de Rick and Morty Entendo plenamente quem não acha o desenho tudo isso, mas eu pessoalmente acho-o maravilhoso.

Abs.

Responder
Handerson Ornelas. 28 de novembro de 2018 - 23:25

Tive um infarto só de ver essa nota.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 23:28

Por pouco eu não dei 3 estrelas…

– Ritter.

Responder
Mr.L 28 de novembro de 2018 - 17:36

Pra mim foi a partir do 5 episódio que a série saiu do status de comédia ácida pra comédia politicamente incorreta, lembro que fiquei boquiaberto com a tentativa de estupro em cima do Morty.

PS: já pensaram em criar um post com momentos “perturbadores” de animações adultas pra quem é mentalmente sã?

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 17:57

Mas eu ainda acho um politicamente correto que não vai até o fim no que se pretende. Apesar de parecer transgressora, ela não é tanto assim para mim.

Sobre o post, poderíamos fazer um top 10 parecido com o que fizemos com Sons of Anarchy: https://www.planocritico.com/lista-top-10-sons-of-anarchy-as-cenas-mais-doentias-da-serie/

Anotamos aqui sua sugestão!

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 28 de novembro de 2018 - 17:35

Nunca pensei que essa crítica seria feita pelo Ritter (que em outras conversas já havia prenunciando não achar a série tudo isso).

É uma das minhas séries animadas favoritas, mas ela ainda está beeeem abaixo de South Park e atualmente prefiro Bob’s Burger.

Saudações.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 17:58

Pois é, eu acabei pegando para fazer. Confesso que tive dificuldades enormes de passar dos quatro primeiros episódios!

E sim, South Park é BEM melhor. Mas nunca vi Bob’s Burger. É realmente bom?

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 28 de novembro de 2018 - 18:19

Não é o estilo de comédia mais escrachada como Ricky and Morty, South Park e Family Guy, mas ela é bem engraçada, lembra um pouco o início d’Os Simpsons.

Saudações.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 18:26

Vou ver se eu pego para ver um dia desses então.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 28 de novembro de 2018 - 14:47

Reconheço que provavelmente sou o único ser vivo na face da Terra que não achou Rick and Morty essa maravilha toda
Prazer, Wagner

Ainda não finalizei a primeira temporada. Pretendo terminar, mas a série não me prendeu e nem sei em que episódio parei rsrs

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 15:11

Muito prazer, HAHAHHAAHAHHAHHA!

Vamos fundar a Associação Interdimensional do “Rick and Morty Não É Isso Tudo”?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 13:07

Não estou sozinho nesse mundo!

Abs,
Ritter

Responder
Flavio Batista 28 de novembro de 2018 - 12:23

Eu tbm n achei tudo isso nao…

Responder
Stella 28 de novembro de 2018 - 11:21

Excelente crítica. Acredito que ela explodiu em sucesso, porque a série tem um certo apelo a nostalgia, ao se inspirar nos personagens de De Volta Para o Futuro. E também pelo fato de ser uma série politicamente incorreta, existem poucas no mercado. Nem o Simpsons é tão polemica como já foi considerada. Foram que tem diversas referencias a ficções cientificas de sucesso, esse ultimo que eu adoro. Foi no episódio 6 que a série me ganhou de vez pelo impacto, não esperava aquele final triste kkkk

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 11:50

Obrigado, Stella!

South Park é a encarnação do politicamente incorreto realmente relevante. O resto, inclusive Rick and Morty, é uma pálida tentativa de se chegar lá.

Sobre Rick and Morty, diria que foi também o sexto episódio que fez essa temporada realmente valer a pena. Foi corajoso o que eles fizeram lá.

Abs,
Ritter.

Responder

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