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Crítica | Samurai Jack – 5X10: CI

por Guilherme Coral
402 views (a partir de agosto de 2020)

Episódio e temporada:

estrelas 5,0
Contém spoilers. Leiam, aqui, as críticas das demais temporadas.

Foi uma longa jornada para Samurai Jack, tanto na trama quanto para a série em si, que, depois de treze anos ganhou uma nova temporada, com o objetivo e nos mostrar o fim das aventuras do samurai no futuro. CI nos entrega justamente isso em um episódio focado quase que exclusivamente na história e não nos personagens (como foram muitos desse quinto ano). Digo quase pois, nos minutos finais Genndy Tartakovsky e Bryan Andrews nos lembram de que estamos nessa segunda e última fase da jornada, resgatando, subitamente, um de seus principais temas: a paz espiritual.

Derrotado por Aku, que dominara Ashi, Jack se vê preso na fortaleza do vilão, que faz um livestream para todo o mundo cantando sua vitória, mostrando a clássica abertura narrada por ele próprio, uma clara homenagem a Mako, dublador do vilão, que falecera há alguns anos. Nesse momento, todos aqueles que Jack ajudara ao longo dos anos assistem a tragédia do samurai e correm para o seu resgate. Do Escocês até os Woolies, todos atacam o mestre da escuridão, enquanto o próprio protagonista tenta conseguir sua espada de volta. Entre ele e sua lendária arma, porém, se encontra Ashi, que luta para se livrar do domínio do demônio.

CI certamente é um capítulo recheado de fan-service, mas estamos falando do series finale, não trazer elementos do passado de volta seria praticamente um erro, ignorando toda a jornada de Jack. A presença desses aliados de Jack mostra, de uma vez por todas, que todos aqueles episódios nos quais ele salvara e ajudara indivíduos aleatórios não foram meramente fillers, tudo aquilo levou a esse ponto, possibilitando que o guerreiro retornasse ao passado para destruir Aku. Com uma jogada de mestre, Tartakovsky e Andrews valorizam tudo o que veio antes, sem se esquecer do futuro da série, criando uma mistura homogênea de tudo o que assistimos ao longo desses anos.

De início fiquei verdadeiramente preocupado em relação à duração do capítulo – afinal, o samurai precisaria, ainda, retornar ao passado para derrotar seu arqui-inimigo. Dito isso, CI, em alguns pontos, soa ágil, mas não ao ponto de estragar sua narrativa. Os roteiristas sabiam que esse era o único caminho possível e não perdem tempo com questões desnecessárias e, em muitos pontos, todo o episódio soa como uma despedida aos diversos personagens que conhecemos no seriado, seja o Escocês, com sua gaita de fole mágica ou a própria Ashi, que nos entrega um triste final, que se encaixa perfeitamente com o que vimos durante essa temporada.

Mesmo a batalha final, que se resolve em poucos instantes, não poderia ser diferente. Vale lembrar que Aku, de fato, jamais tivera qualquer chance contra Jack e sua espada, ele trapaceava, fugia e, claro, chegou a mandar o guerreiro para o futuro a fim de fugir da morte. Com Ashi utilizando os poderes de Aku contra ele, ao criar o portal do tempo, vemos a cartada final contra o vilão, simbolizando sua derrota absoluta, com sua própria magia o vencendo. O retorno para o passado se transforma, portanto, em quase um epílogo e o demônio já estava derrotado, em todos os sentidos, nesse momento, só restava a Jack empregar o golpe final e Tartakovsky torna esse momento inesquecível não só pelo que ele representa em si, como pela divisão da tela que tanto marcara a série desde o seu princípio.

Depois de tudo isso, tamanhas foram as tragédias vividas por Jack que, na sequência de seu casamento, até estranhamos que tudo está dando certo. A direção de Tartakovsky brinca com isso, empregando planos longos, que atrasam o esperado final feliz, o qual, de fato, não vem da maneira como esperávamos. Ao ver sua amada desaparecer, Jack inicia uma solitária meditação abaixo de uma árvore e seu ânimo é levantado por uma joaninha que pousa sobre o seu dedo, lembrando-o de Ashi, mas, também, o lembrando que o mal que se alastrava sobre o mundo fora derrotado. As cores que se espalham pela tela refletem a aceitação do protagonista, sua paz de espírito. Ele enxerga a beleza sem se esquecer daqueles que o ajudaram a conquistar isso.

É nessa paz que somos deixados no finale de Samurai Jack, com apenas Jack e a natureza em tela, se contrapondo ao futuro tecnológico no qual ele ficara preso por tanto tempo. O guerreiro, finalmente, pode descansar, sabendo que salvara o mundo, ainda que à custa de sua amada e preciosos amigos, que jamais existirão. Nos créditos finais, enfim, não escutamos a clássica melodia dizeno “got to get back, back to the past”, mostrando, de uma vez por todas, que ele cumprira sua missão. Simples e conciso, CI prova ser mais uma obra de arte de Genndy Tartakovsky e Bryan Andrews, que nos entregaram uma temporada irretocável, o final digno dessa série, que certamente permanecerá em nossas memórias como uma das melhores animações já feitas.

Samurai Jack – 5X10: CI — EUA, 20 de maio de 2017
Direção:
 Genndy Tartakovsky
Roteiro: Genndy Tartakovsky, Bryan Andrews
Elenco: Phil LaMarr, Tara Strong,  Greg Baldwin, John DiMaggio, Rob Paulsen, Mako, Jeff Bennett, Daran Norris, Grey DeLisle, Tom Kenny
Duração: 22 min.

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31 comentários

O Homem do QI200 15 de outubro de 2019 - 22:40

Grande Tartakovsky, que desenho fenomenal, ano vai, ano vem e eu não canso de assistir essa obra de arte. Eu acho incrível como esse desenho pode ser tão bom. O que falar dos personagens, cada um com sua personalidade e ambos cativantes, maior exemplo disso é o Aku, que mesmo sendo o grande vilão, ele é simplesmente carismático demais, o cara é hilário mesmo sendo mal. Apesar do final ser excelente, me deixou muito triste, o Jack não merecia perder seu amor. Seja com histórias fechadas, aleatórias ou de forma linear, esse desenho não erra. É uma maravilha e acho um pecado greve não assisti-la. Já até encomendei uma camisa personalizada do desenho.

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Matheus Fagundes 28 de agosto de 2018 - 16:56

O episodio XXXII, S03E06. Deixou uma ponta aberta, não?

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O Homem do QI200 4 de maio de 2021 - 02:45

É o episódio que tem um portal em que vemos o Jack mais velho? Se for, a história disso aí é vista nas HQs.

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Matheus Fagundes 5 de maio de 2021 - 01:24

Que massa. Não sabia que tinha HQs do Samurai Jack. Também não sabia que aquele cara barbudo era o Jack.

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Mallagueta Pepper 7 de julho de 2017 - 17:38

O final foi bom, adorei o desfecho e a solução pro Jack voltar ao passado. Mas a morte de Ashi foi tão clichê e previsível que decepcionou bastante. Por um instante achei que fossem fugir desse lugar comum, mas me enganei.

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Carlos Dimitrís 14 de junho de 2017 - 19:31

o grande problema foi o tempo poderia ter usados 2 episodios pra fazer o episodio final mas preferiu corre tudo no ultimo episodio. contudo o final era o esperado mesmo o jack voltando ao passado e derrotando o aku.

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Saulo Henrique 26 de maio de 2017 - 19:28

Escorreu uma lágrim..digo, uma joaninha pousou no meu rosto, rapaz. Poderoso final!

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Tulio Pereira 25 de maio de 2017 - 00:39

Obriga grande guerreiro, como um verdadeiro Samurai cumpriu com o seu dever, Samurai Jack você nos deu o exemplo sincero de altruísmo e de desapego, fico triste, mas também alegre, afinal o mal foi derrotado, não se preocupe Jack um dia encontrara sua mulher novamente. Um final digno de uma lenda!

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Sprot 23 de maio de 2017 - 18:20

Nossa que episódio incrível, amarrou todas as pontas, todos os personagens envolvidos …. FOOOODAAAAA demais!! Melhor série de desenho que já vi!!!!

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Junito Hartley 23 de maio de 2017 - 01:37

Cara eu so vi essa temporada de samurai jack e com esse final eu fiquei bem triste, imagine a galera que vem acompanhando a anos, enfim, foi bem duro a Ashi sumir bem no casamento mais faz sentido ela ter sumido e que bom que o jack aceitou e que ele tenha seu descanso merecido.

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Mirai trunks 22 de maio de 2017 - 17:02

Um otimo final para uma otima serie
mesmo nao gostando de alguns pontos desse episodio como a batalha final meio apressada e a morte da ashi(maldade Tartakovsky….)gostei do final,a ultima cena e muito linda mesmo,da vontade de pendurar em um quadro

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Lionel Novaes de Freitas 22 de maio de 2017 - 16:52

Ainda emocionado. Achei que jamais veria o final. Mas está ai, e estou satisfeito. Vida longa ao Jack, e que Tartakovsky possa nos trazer também o final de Bionic Tytan.

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Marcos Rivera 24 de dezembro de 2017 - 23:33

Puts…. podre crer… acabarem c o Bionic Titan foi um chute no s….

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Icaro Cardoso 22 de maio de 2017 - 16:33

Ótima crítica!!
Aguardei ansioso pelo desfecho da série, que apesar de trágico, reflete aquilo que o Jack era, um personagem que buscava seu objetivo com muitos sacrifícios…
Fim épico! Digno do estilo único da série! Mas, se ele terminasse feliz com a Ashi eu não ia achar ruim… 😀

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Philipe Santos 22 de maio de 2017 - 14:38

Parabéns pela crítica, foi muito bem elaborada.

Fiquei um pouco chateado pelo Jack não ter ficado com a Ashi, mesmo que preso no futuro, mas com ela.

Achei até que a série quis mostrar em certo ponto em que o mal exalta as coisas boas, por exemplo as amizades e o amor de jack( ashi) só ocorreram por causa de aku, meio que um equilíbrio entre bem e mal.

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Manolo Neto 22 de maio de 2017 - 13:34

P*ta que o pariu que episódio sensacional. Quando vi que tinha 22m fiquei receoso que fosse tudo muito rápido, mas foi rápido mesmo em me fazer chorar e me deixar emocionado.

Eu não assisti Samurai Jack na época, comecei a ver por causa das críticas aqui e não me arrependo.

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Guilherme Coral 22 de maio de 2017 - 13:40

Final sensacional para um desenho sensacional! A série toda vale ser assistida e reassistida!

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Flávio Leão 22 de maio de 2017 - 11:44

Sei lá, ele tinha o direito de acabar com a “mocinha”, a cara se fudeu por um tempão para negarem pra ele a única coisa que ele quis só pra si. Deve ser meu lado manteiga falando =/ Mas vc está certo, uma das melhores animações já feitas.

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Guilherme Coral 22 de maio de 2017 - 13:40

Hahaha ele merecia, mas é aquele negócio, nem todos temos o que merecemos. Ao menos ele ficou em paz com isso.

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Victor 21 de maio de 2017 - 21:36

Oi, ótima crítica, concordo em grande parte. Fiquei surpreso como o episódio conseguiu se utilizar bem dos 22 minutos padrões que tinha, conseguiram enfiar até um monte de fan-service! Só achei corrida a interação do Jack com o fantasma do Escocês. Já em relação aos últimos seis minutos do episódio, eu tenho sentimentos muito conflitantes. Por um lado, achei belíssimo, e corajoso, mas ao mesmo tempo ele me deixou com um gosto MUITO amargo na boca.

Eu entendo e acho foda os simbolismos e rimas (e ironias, até) da Ashi ser apagada da existência logo antes de subir no altar, mas acho excessivamente cruel com um personagem com uma trajetória tão trágica quanto a do Jack (por mais que seja por isso mesmo que esse final se encaixe bem).

Além disso, achei muito BIZARRO que em nenhum momento o episódio tem uma cena abordando um conflito sobre as consequências dessa viagem no tempo. O Jack simplesmente vai pra cima do Aku, sem parar pra pensar que, se ele destruir o Aku no passado, a Ashi, o Escocês, e todas as pessoas/criaturas que ele conheceu vão deixar de existir também. E ele não parece ter sentido muito remorso por ter apagado os amigos que ele fez no futuro. Sei lá, esperava alguma hesitação por parte do Jack, depois de tudo o que ele passou.

Eu concordo que a melancolia é que torna o final desse episódio (e da série) tão bonito, e ele de certa forma engrandece a série como um todo, mas sei lá. Acho que depois de um hiato de mais de dez anos, e todo o sofrimento que o personagem passou, eu preferia um final mais feliz e piegas (o Jack abdicar do passado pra reconstruir o mundo do futuro com a Ashi e os seus aliados) do que esse pra fechar a série. Fico de dedos cruzados pra que a equipe criativa decida fazer um final alternativo/feliz/piegas/não-canônico pros extras dessa temporada, por mais improvável que isso seja.

Enfim, não sei dizer se eu gostei realmente da forma como a série foi encerrada, mas eu concordo que foi um final digno. (esse comentário foi mais desabafo mesmo rs)

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Guilherme Coral 22 de maio de 2017 - 13:42

Mas aí a gente tá pensando com uma mente atual. O jack é um cara do Japão Feudal, ele jamais pensaria nesses desdobramentos de viagem no tempo ou coisa assim. Além disso, salvar o mundo do Aku é mais importante que isso tudo. E a meditação embaixo da árvore foi justamente isso, ele triste por tudo isso ter sido apagado.

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Victor 22 de maio de 2017 - 20:49

Acho que o Jack consegue sim entender pelo menos o básico da viagem no tempo. O Jack sabia que voltar pro passado e matar o Aku iria “desfazer o futuro que é Aku”, então pela lógica ele deveria saber as outras consequências dessa ação. Mas, eh.

Acho que eu fico mais incomodado com esse final pela minha expectativa. Depois de episódios como o 5×06, que mostrou que as ações do Jack estavam mudando o futuro aos poucos, e o desenvolvimento da Ashi em um interesse amoroso, eu achava que a série estava se encaminhando pra ele ficar com a Ashi no futuro. Sempre que o Jack encontrava um portal do tempo, ele era sabotado pela própria compaixão, pelo Aku, ou pela própria sorte. Achava que iam mostrar que o motivo pelo qual o Jack nunca conseguia voltar é que ele NÃO DEVERIA voltar, e que o passado não pode/deve ser mudado. O Jack alcançaria a paz espiritual ao finalmente aceitar que não tem como voltar pra casa, e ao abraçar uma vida no mundo do qual ele tentava fugir há mais de 50 anos. Quando mostraram o portal do Guardião destruído, tinha certeza que ia terminar assim. Aí no momento em que a Ashi abriu o portal do tempo, eu senti um embrulho no estômago. Mas pelo menos a série terminou de uma forma bonita e diferente.

Ah, pra terminar, um erro de continuidade engraçado (ou retcon?) que eu achei quando reassistí a cena do casamento: quando o Jack resgatou o pai do Aku no primeiro episódio, ele tava esquelético, anêmico, corcunda, e com barba e cabelos brancos. Na cena do casamento, que supostamente se passa pouco tempo depois, a aparência dele é idêntica à dos flashbacks do Jack criança xD

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LG 12 de maio de 2020 - 11:21

Achava que iam mostrar que o motivo pelo qual o Jack nunca conseguia voltar é que ele NÃO DEVERIA voltar, e que o passado não pode/deve ser mudado. O Jack alcançaria a paz espiritual ao finalmente aceitar que não tem como voltar pra casa, e ao abraçar uma vida no mundo do qual ele tentava fugir há mais de 50 anos.

Aí teríamos um novo “Caverna do Dragão”. E Deus sabe que já é duro demais ter um desenho maravilhoso sem final.

Achei que o final condiz com o roteiro. O único “furo”, foi a Ashi não ter desaparecido imediatamente após a morte de Aku (o que faria mais sentido).

PS: Esse comentário foi escrito em 2017, mas Aku me mandou pro futuro, por isso só estou respondendo em 2020. =)

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tales 21 de maio de 2017 - 17:16

admito, a cena da ashi desaparecendo me deixou bem triste, gostava muito da personagem, porém, você realmente não achou o episódio apressado? achei a batalha final bem anti-climática para falar a verdade, depois de anos querendo ver o final de samurai jack, queria algo a mais. Acho que o episódio final deveria ter tido uns 40 minutos para ser desenvolvido melhor. E aliás, notei um erro no episódio, se a ashi é metade aku, como ela conseguiu segurar na lamina da espada do jack?

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Guilherme Coral 22 de maio de 2017 - 13:42

O Aku já segurou a espada do Jack mais de uma vez, tanto nessa temporada nova quanto nas antigas.

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tales 22 de maio de 2017 - 16:45

sim, mas ele já segurou pela lamina em episódios anteriores?

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Emerson Soares 21 de maio de 2017 - 15:20

Finalmente uma conclusão, apesar de ter acha o episódio um pouco apressado, também achei um belo final para a longa jornada do samurai.

Responder
Guilherme Coral 22 de maio de 2017 - 13:42

Belo final mesmo!

Responder
Rafa Silveira 21 de maio de 2017 - 13:42

Episódio lindo demais. Tocante e engraçado.
Morri de rir o Escocês nomeando as filhas. Fiquei surpreso com a Ashi sendo o “portal” para o passado (pensei que iam jogar o Guardião de volta na história por conta do episódio passado). E quase chorei no golpe final em cima do Aku.
A Ashi desaparecendo deu uma machucada no coração, mas a cena final conseguiu dar uma compensada nas coisas. Quero enquadrar e pendurar em casa.

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Guilherme Coral 21 de maio de 2017 - 13:47

Esse episódio juntou tudo o que Samurai Jack tem de melhor. Não conseguiria pensar em um final mais digno para a série!

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Cadê o Yoshi? 22 de maio de 2017 - 04:35

Eu não estranhei o final novela das 8, Guilherme. Depois de tudo o que ele passou, era o mínimo Jack alcançar a felicidade. Mas aí… [choro] vem a morte da Ashi [enxugando as lágrimas] e por mais que seja injusta, fez sentido. E pensar que salvando o mundo, ele perderia o amor da sua vida e os amigos que nunca existiram [choro novamente]. Espero que o episódio não tenha 1 milhão de dislikes. Arigato gosaimasu, Jack-sama.

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