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Crítica | Scooby-Doo Team-Up: Sociedade da Justiça e Família Shazam

por Luiz Santiago
287 views (a partir de agosto de 2020)

O título Scooby-Doo Team-Up surgiu em novembro de 2013 (com data de capa de janeiro de 2014), publicado pela DC Comics em formato bimestral. A saga foi pensada como uma sequência de crossovers onde “mistérios incomuns” são resolvidos por Scooby, Fred, Salsicha, Velma e Daphne + convidados do Universo DC e das séries da Hanna-Barbera, ou seja, basicamente um spin-off sofisticado e em quadrinhos da série Os Novos Filmes de Scooby-Doo, que foi ao ar entre 1972 e 1973. Aqui, trago as reuniões entre o time da Scooby-Doo! Mistério S/A com Sociedade da Justiça e Família Shazam!

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Simply Marvelous

Contratada pelo Tio Marvel e pelo Seu Malhado (Tawky Tawny), a Mistério S/A entra numa jogada perigosa aqui, tentando ajudar a encontrar a Família Marvel. Sabe-se apenas que os poderosos estavam na cola da Sociedade dos Monstros e que desapareceram do mapa. O contato do tigre falante e do Tio Marvel com Scooby e sua turma é inicialmente aceitável e parte para a ação com muita graça.

A história não força uma situação absurda no início e procura colocar em cena coisas que Scooby, Salsicha, Fred, Velma e Daphne podem resolver utilizando suas ferramentas de sempre, em par com o trabalho e raciocínio em grupo. O problema vem pouco depois, quando a Monster Society of Evil aparece e o clichê básico dos vilões acaba levando a história para rumos pouco empolgantes.

A transformação de dois membros da Mistério S/A em “Marvels” não me pareceu uma boa escolha aqui. Sholly Fisch já tinha utilizado algo parecido em Truth, Justice and Scooby Snacks, mas naquela ocasião a transformação foi bem trabalhada pelo roteiro, fazendo parte orgânica da história e sem uma colocação forçada, só para validar mais um cameo na revista, o que é compreensível, mas não significa que é algo bom.

O problema é uma mistura de muitos personagens em cena mais uma história que força uma parte considerável de situações para maximizar o heroísmo. Aí temos algo que é engraçado e simpático em partes, mas que não dá muito espaço para os personagens mostrarem mais de si e fazerem muita coisa ao longo do processo.

Scooby-Doo Team-Up Vol.1 #16 (EUA, julho de 2016)
Roteiro: Sholly Fisch
Arte: Dario Brizuela
Arte-final: Dario Brizuela
Cores: Franco Riesco
Letras: Saida Temofonte
Capas: Dario Brizuela
Editoria: Kristy Quinn
44 páginas

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Victory Through Scare Power

Embora tenha a mesma qualidade geral que a história com a Família Shazam, esta aventura com a Sociedade da Justiça acaba ganhando um impacto emotivo e narrativo maior pelo que ela traz e pelo que ela representa para esse recorte do Universo DC onde transcorre a série Scooby-Doo Team-Up. Inicialmente, minha preocupação era como o grupo da atualidade iria para os anos 1940 e compartilharia uma aventura com a SJA. Mas a passagem de um tempo para outro foi bem feita, tendo um princípio de viagem no tempo que sempre traz aquele charme sem igual para as narrativas.

Estabelecida a mudança de tempo e espaço, outra grande surpresa: as coisas no passado se dividiram exatamente como aconteciam nas história da SJA: contos individuais dos heróis (aqui, times específicos) que lutam batalhas isoladas para, na última parte, enfrentarem juntos o inimigo em comum. Nessa jogada dinâmica — e num dos poucos momentos dessa série que realmente tem bastante texto para ler –, seguimos os cincos times: Pantera (Wildcat), Daphne e Mulher-Maravilha (Hipólita)Átomo (Al Pratt), Fred e Lanterna Verde (Alan Scott); Senhor Destino, Velma e Doutor Meia-NoiteSandman (Wesley Dodds), Scooby-Doo e Flash (Jay Garrick); e por fim, Johnny Trovoada, Salsicha e Canário Negro, com participação especial da Tornado Vermelho (Ma Hunkel).

Aqui, dinâmica narrativa e time são engajantes, mas o inimigo e as justificativas colocadas para vencê-lo são simplesmente risíveis. A questão com a caixa de Pandora parece que vai ter um princípio mais sólido quando Hipólita entra no jogo e começa a falar sobre o alerta que ela deu à desafortunada ‘irmã’, mas o roteiro passa rapidamente por isso e ficamos com os espíritos bobos influenciando pessoas e “fechando” o seu ciclo de ações da forma mais patética possível.

Um bom destaque que precisa ser feito aqui é para a vergonha que tínhamos na Era de Ouro, com a Mulher-Maravilha servindo de secretária para a SJA, algo que é levantado e que Daphne, indignada (com razão), lança as sementes para uma mudança que vemos no final da HQ. Foi uma ótima jogada e uma necessária lembrança de tempos onde uma das personagens mais poderosas dos quadrinhos não lutava de igual para igual no grupo dos homens, porque isso seria “demais”. Ao menos como crítica histórica, a edição tem uma baita relevância!

Scooby-Doo Team-Up Vol.1 #39 (EUA, junho de 2018)
Roteiro: Sholly Fisch
Arte: Dario Brizuela
Arte-final: Dario Brizuela
Cores: Franco Riesco
Letras: Saida Temofonte
Capas: Dario Brizuela
Editoria: Kristy Quinn
44 páginas

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9 comentários

El Dante 18 de maio de 2020 - 20:10

Ah, como são prazerosos esses crossovers cheios de personagens clássicos!
Se não me engano, essas edições Team Up estavam sendo lançadas aqui no Brasil, não?
Sabem se ainda estão?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de maio de 2020 - 00:26

Lançaram essa série por aqui? Tem certeza? Cara, eu não faço ideia. Dei uma procurada por cima e não achei nada não.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de maio de 2020 - 17:20

Na edição da Sociedade da Justiça, cada time formado ganhou uma página com títulos estilizados. Aqui estão eles:

1- Pantera (Wildcat), Daphne e Mulher-Maravilha (Hipólita)

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2- Átomo (Al Pratt), Fred e Lanterna Verde (Alan Scott)

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3- Senhor Destino, Velma e Doutor Meia-Noite

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4 – Sandman (Wesley Dodds), Scooby-Doo e Flash (Jay Garrick)

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5 – Johnny Trovoada, Salsicha e Canário Negro, com participação especial da Tornado Vermelho (Ma Hunkel)

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Responder
Lavínia F. Santana 18 de maio de 2020 - 19:23

Nossa q legal! Tem muitos gibis desses encontros? É fácil encontrar? Eu n sabia q isso existia, tô empolgada p ler.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de maio de 2020 - 00:23

A série já vai bem adiantada sim, são 50 arcos (100 edições ao todo, já que cada arco conta com 2 revistas)! Tem bastante coisa pra ler. Aqui no Brasil, até onde eu saiba, não saiu nada disso não. Mas VOCÊ ENCONTRA GRATUITAMENTE PARA LER PELO COMIXOLOGY!!!

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Lavínia F. Santana 19 de maio de 2020 - 09:00

Q informação maravilhosa, Luiz! Já fui lá nesse site, cadastrei meu perfil e li as 2 primeiras. Acho q vc não leu ainda. Só 😍💗 por vc. Obrigada!!!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de maio de 2020 - 13:18

Essa eu li sim, @lavinferbbsantana:disqus! Li os dois primeiros arcos, na verdade. Eles estão criticados como um grande bloco aqui, ó: Scooby-Doo Team-Up: Batman, Robin, Bat-Mirim e Ace, o Bat-Cão.

Lavínia F. Santana 20 de maio de 2020 - 14:27

Já vou correndo ler!

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 21 de maio de 2020 - 22:21

Divirta-se! Mas só avisando que tem as três histórias lá, viu! Vai que você não leu a terceira também e… pode pegar spoiler.

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