Home QuadrinhosEm Andamento Crítica | O Retorno do Messias #1 (2019)

Crítica | O Retorno do Messias #1 (2019)

por Luiz Santiago
752 views (a partir de agosto de 2020)

Começou com a DC Comics anunciando pelo selo Vertigo (antes da notícia de que este seria definitivamente encerrado em janeiro de 2020, passando o manto para o DC Black Label) a criação de uma série tendo Jesus como super-herói. Sim, Ele mesmo. O Cristo. O Nazareno. O Salvador… Pela sinopse oficial, O Cordeiro de Deus viria à Terra pela segunda vez (fora das profecias do Apocalipse) e dividiria um apezinho com Sun-Man, mais um super-herói genérico satirizando o Superman. Tudo nessa história cheirava a ironia e sarcasmo, o que irritou os cristãos ligados ao CitizenGO, que fizeram petição, pressionaram a DC, gritaram e… conseguiram o que tanto desejavam: o projeto foi cancelado.

Comunicados de imprensa posteriormente emitidos por Mark Russell (autor do excelente As Crônicas do Leão da Montanha e do medíocre Flintstones – Vol. 1) e pelo desenhista Richard Pace, diziam que eles não encontraram nenhum problema dentro da DC (editora), nem na chegada nem na saída do projeto, inclusive diante das renegociações sobre os direitos da obra, o que nos leva a crer que partes mais poderosas do conglomerado é que apresentaram maior resistência a esta alfinetada cristã. Mas então Inês já era morta e os artistas seguiram em frente com o material, encontrando o perfeito lugar de ressurreição na pequena editora AHOY Comics… e aqui está, a primeira edição do projeto! Antes de seguir com a crítica para obra, porém, eu devo fazer alguns importantes comentários sobre a ~ polêmica ~ em torno da produção dessa revista, um assunto sobre o qual sempre quis falar aqui no site, mas o timing das coisas que puxariam este assunto nunca foi perfeito para mim. Agora chegou a minha vez.

plano critico adão e eva fruto

 __ Deste fruto não comereis.  /  Eu e meu crush, cinco minutos depois… 

O Silêncio dos Culpados

O real problema em torno de Second Coming foi o inicial silenciamento solicitado por um grupo de pessoas que se sentiram ofendidas quando uma arte (a Nona Arte, os quadrinhos) se propôs zombar de algo que lhes é extremamente importante, ou seja, sua religião. Claro que isto não abre um precedente — porque ele já existe há décadas –, mas reafirma o molengo flan de sensibilidades onde dores individuais ou de um grupo falam mais alto que a liberdade de expressão. Eu penso que a produção artística, qualquer que seja, deve ter a liberdade de existir. Quando a tal obra estiver no mercado, eu posso ir conferir se quiser e fazer tudo aquilo que eu acho que devo fazer: textão na internet, processo legal, vídeo de xingamento, crítica elogiosa, discurso em cima do muro, palmas ou pontapés.

É evidente que defendendo essa posição, eu tenho a plena noção de que constantemente serei bombardeado por todo tipo de exposição artística (pode colocar “artística” entre aspas também, se quiserem) que vai pisotear e escrachar grupos dos quais eu faço parte; pessoas, líderes ou figuras históricas que eu gosto, admiro, sigo ou defendo; ideias que me moldam como pessoa e norteiam a minha visão de mundo. A grande questão é: eu preciso ser honesto e coerente o bastante para permitir e defender que os que querem sacanear tudo isso, possam fazê-lo… para que eu também tenha a liberdade de fazer o mesmo com o que é importante para eles! E sim, todos nós fazemos isso! Mas é impressionante que em cada canto político que a gente olha, há bolhas de indivíduos censurando o escárnio de um lado enquanto fazem a mesma coisa com os símbolos, signos e visões de mundo do outro. A hipocrisia é uma verdadeira desgraça, não é mesmo?

plano critico jesus e sun man second coming

Pô, Jesus, assim não dá!

Fato: o que é importante para algumas pessoas em uma sociedade, não necessariamente é para outras. Claro, todos deveriam respeitar os gostos uns dos outros, mas vamos deixar o papo de mingau-de-aveia-com-flocos-da-Malásia e olhar para o mundo como ele é. No cotidiano, quando enfrentamos contrariedades ou vemos indivíduos, grupos e posturas muito opostas ao que a gente acredita, respeito é a coisa que menos levamos em consideração na hora de nos manifestar. E não precisa descer o nível para isso não! Eu, por exemplo, amo o recurso da ironia, do sarcasmo e da piscadela maldosa que muitas vezes ofendem muito mais do que se eu tivesse fotografando uma orgia de Hipogrifos albinos hermafroditas num quarto cheio de pinturas de um Maomé travesti beijando um musculoso peludo chamado Jamal.

Se excluirmos as ações definidas por lei como manifestações criminosas (questão que exige estudo de caso, mas não vou me estender aqui), temos um mundo inteiro para sacanear. O que devemos ter em mente é: se a gente faz isso, devemos deixar que o outro também faça conosco. E claro, ser inteiramente responsável pelas coisas que falamos, afinal, liberdade de expressão não se resume a fazer o que quiser, jogar o microfone e simplesmente desaparecer como se nada tivesse acontecido. Significa você expressar-se e estar preparado para defender, explicar ou justificar sua posição e receber o revés (da chacota à discordância embasada) que ela vai gerar. Porque se nós temos o direto de sacanear os outros, os outros também têm o direito de rebater com tudo a nossa sacanagem. O que não se deve defender é o silenciamento de uma produção artística que não está infringindo lei alguma. Ela pode ser insensível, imoral, blasfema, desrespeitosa, inútil e mais dezenas de outras coisas negativas que se possa pensar. Mas deixe que ela exista! E então, exerça também a sua liberdade para gritar contra ela.    

plano critico second coming

Levanta tua mão aí igreja e receeeeeeeeeeeeeeeeeeba a vitória do Senhor!

Esta primeira edição de Second Coming começa muito, muito bem. O roteiro de Mark Russell é irônico, explorando questões ligadas a passagens bíblicas que, para a proposta do quadrinho, caem como uma luva. O autor retira o elemento de fé dessas passagens (afinal, não é um quadrinho feito para se ler na catequese, não é mesmo?) e ironiza o sentido da criação do homem e da mulher (amigos de Deus ou destinados à servidão a Deus?), a colocação da Árvore do Bem e do Mal no meio do Jardim do Éden (Deus realmente achou que isso ia dar certo ou ele já sabia que não daria e mesmo assim plantou?) e toda a História da humanidade a partir da visão bíblica, só que mesclada a certas variantes científicas, lembrando en passant a linha de abordagem para esta mesma questão feita por Darren Aronofsky e Ari Handel em Noé. No caminho, ainda encontramos coisas hilárias como o FORMATO dos frutos da Árvore (Richard Pace não perdoa); a cara de Adão descobrindo que tinha pênis e uma piadinha familiar e geopolítica envolvendo Cush, neto de Noé e Nimrod, filho de Cush.

A impressão que o leitor tem é que a HQ será construída de forma cuidadosa, como uma ironia à forma como a Bíblia narra a História do mundo, até chegar no Jesus-herói. Mas não demora muito e os primeiros problemas de ritmo aparecem, assim como a tentativa do autor em ligar esse tipo de abordagem engraçada a uma muito ruim. Toda a ideia para JUSTIFICAR a segunda vinda de Jesus à Terra, para ser super-herói ao lado de um outro super-herói chamado Sun-Man é simplesmente terrível, perdendo o tempo certo das piadas e forçando uma porção de situações que só conseguem dar pequenos quadros de descanso para o leitor, mostrando Jesus em sua primeira saída ao lado do Sun-Man.

E eu que imaginei que este quadrinho seria tão gostoso de se ler quanto o aplaudível mangá Saint Young Men, que mostra Jesus e Buda dividindo um apartamento em Tóquio. Ou tão perturbadoramente fascinante e blasfema quanto a excelente Preacher. Ou que tivesse a inteligência de abordar o mundo contemporâneo frente à figura de Jesus, como aconteceu em Punk Rock Jesus. Ou que abalasse as estruturas das figuras religiosas como Robert Kirkman e Tony Moore fizeram em Battle Pope. No entanto, não há nada disso aqui. Depois do bom começo, Second Coming só tem de bom alguns quadros de Jesus sendo fofo e terminando a HQ com um discurso deslocado, com um único momento emotivo e uma lição moral abruta que não leva a lugar nenhum. Sem contar que a ligação dele com o Sun-Man é simplesmente terrível, à parte o fato do próprio Sun-Man ser igualmente terrível e às vezes engraçado, de tão terrível que é.

jesus e sun man plano critico final

Jesus é muito gente boa!

Quer achincalhar? Manda ver! Mas faça isso bem feito. As religiões e suas mitologias podem nos trazer ótimas histórias em quadrinhos, seja representando a Bíblia tal e qual ela é, seja criando uma ficção para a existência dos Deuses, seja adaptando toda uma mitologia para o mainstream, do norte ao sul da Europa; seja em nosso próprio quintal ou avacalhando o que der na telha, de qualquer lugar do mundo. A única coisa realmente inaceitável nesse processo é querer fazer graça sem saber como. De más histórias, os quadrinhos já estão cheios. Somar uma trama blasfema a esse pacote apenas pelo prazer de irritar os outros é tão patético que não vale sequer a petição dos dodóis da CitizenGO. Se continuar sendo publicada, vai precisar de muito para fazer a coisa dar certo.

Second Coming #1 (EUA, 10 de julho de 2019)
Editora original: 
AHOY Comics
Roteiro: Mark Russell
Arte: Richard Pace
Arte-final: Leonard Kirk
Cores: Andy Troy
Letras: Rob Steen
Capa: Amanda Conner, Paul Mounts
43 páginas

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22 comentários

FINASTERIDO 25 de outubro de 2019 - 18:04

Mark Russel, que nos presenteou com o EXCELENTE Flintstones (uma sátira e uma crítica que expandiu e melhorou a proposta que já era ótima do desenho original) e também fez a pouco inspirada historia do leão da Montanha, de fato ‘pecou’. Acho que o erro primordial neste caso tem a ver com a interpretação que ele fez de Jesus. Ele criou um ser sem muita personalidade, que mais parece um seguidor do que um mestre. Jesus é reduzido ao amor em sua forma simplória e não simples.Não há carisma nos personagens, e isso faz com que as ‘piadas’ soem deslocadas, sem sentido até. Concordo com sua avaliação, e eu esperava bem mais.

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Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 26 de outubro de 2019 - 00:36

Na parte final, para mim, Jesus até tem personalidade. Mas isso não consegue salvar a edição, infelizmente….

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Gabriel 24 de julho de 2019 - 19:02

Se curtiu tanto a primeira edição porque deu apenas 1,5 estrelas? Sobre toda essa polêmica eu sinceramente levo que hqs é apenas entretenimento. Ou seja eu separo na hora de ler (sem se importar com religião).

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 24 de julho de 2019 - 19:28

A resposta para a sua pergunta está na crítica.
Lendo, você verá que eu não “curti tanto” a edição e também verá a construção do argumento que deságua nas 1,5 estrelas.

Sobre sua segunda colocação, também há uma parte inteira da crítica reservada a este tipo de pensamento + debate ampliado sobre essas questões no texto para a HQ.

Boa leitura!

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Big Boss 64 11 de julho de 2019 - 23:10

Duas perguntas:
1. Quem é Inês?
2. Por quê os flocos precisam ser da Malásia?

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 23:10

1 – Inês de Castro, a galega esposa de Pedro I de Portugal, de cuja macabra história vem o ditado popular que eu uso no texto.

2 – Escolha puramente aleatória. Meu cérebro selecionou esse país na hora que eu estava escrevendo, sem nenhum critério particular.

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Big Boss 64 11 de julho de 2019 - 23:43

3. Esse Punk Rock Jesus é bom? Tô interessado.

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 23:44

É bem bacana. Depois dá uma passada lá na crítica pra saber os detalhes que levanto da obra. Mas vale a pena sim.

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planocritico 11 de julho de 2019 - 12:44

Ou seja, muito barulho por nada. Uma pena!

Ah, sensacional o quadro O Silêncio dos Culpados!

Abs,
Ritter.

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 15:15

Valeu, personalidade recessiva! 😀

E é bem isso aí: muito barulho por nada. Pior que esse tipo de coisa, se bem trabalhado, resulta em coisas bem legais… Não foi o caso, infelizmente.

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Fórmula Finesse 11 de julho de 2019 - 15:45

Jesus opera até dos quadrinhos; em que universo paralelo eu iria ler uma vênia do ateu grão-vizir do marxismo cultural (tenho certeza) Ritter para seu contendor Acepipe escola gado parcial?
Glória a Deux!

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 16:20 Responder
planocritico 11 de julho de 2019 - 16:20

Eu fico até com tremelique quando as letras M, A, R e X são usadas nessa ordem em conexão com meu nome sem estarem precedidas por Groucho.

Quero retratação JÁ!!!

Abs,
Ritter.

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Fórmula Finesse 11 de julho de 2019 - 16:45

eu estava a falar com o meu miguxo gado parcial que naum coloca filme de guaxinim falante no topo de uma lista!!!

Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 16:45
Fórmula Finesse 11 de julho de 2019 - 09:30

A ruindade da obra (confio no seu diagnóstico) apenas justifica a tua excelente explanação sobre o silêncio dos culpados; entendo que projetos ruins e mau executados não causam repercussão, efeito ou consequências…eles simplesmente desaparecem com o tempo, devidamente esquecidos.
Se sai uma coisa boa, interessante e intrigante – não importando o tom da apresentação (comédia ou devoção) – então isso serve para tornar o tema ou personagem abordado ainda mais relevante, alarga horizontes e vêm a captar a atenção de pessoas que antes não davam a mínima pelota para isso.
Ainda creio que a maioria preza pela qualidade; agressões gratuitas e exageradas a Jesus e as religiões (não é o caso aqui) podem causar algum barulho mas não vão sobreviver, e não escrevo isso por conta da dimensão histórica – curto muito o Jesus histórico – e mítica do nazareno. Se eu escrever uma HQ sobre Luiz Santiago, avacalhando, exagerando, tecendo coisas irrelevantes, errando nas deixas e sendo pueril, tenho certeza que ninguém irá apreciar.
Deixem a arte respirar, viver, por mais curta que sua vida seja…e sua vida será curta ou longa dependendo da relevância que daremos a ela; boicotar, bater o pé e protestar é o modo mais errado de destaca-lá.
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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 11:38

Maravilhosa tua exposição, @frmulafinesse:disqus. E no meio de tudo isso, tem também essa pergunta que paira no ar: “vale a pena zuar com isso?” ou “vale a pena dar atenção a isto?”. No fim das contas, a liberdade de fazer a coisa não significa que a gente TEM QUE fazer, né. E também concordo contido em relação à permanência da Arte. A História está aí para provar que produções artísticas, independente do tom e intenção, sobrevivem com relevância ao tempo ou ganham posterior atenção se realmente têm algo para mostrar. De outro modo, só servirá de exemplo sobre como não fazer determinadas coisas, não é?

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Fórmula Finesse 11 de julho de 2019 - 14:24

É isso ali mesmo, pensamos de modo bem similar. Só por favor tente esclarecer a assistência o que é esse teu nick esquizofrênico:
ACEPIPE – FOTO DE ESCOLA – GADO – O PARCIAL????????? ahahahahahaha , que bipolaridade monstra (sic) !!!!!!

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 15:15

AHAUHAUHAUAHUHAUHUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUA

Vamos lá:

Acepipe é ironia com bostolices do nosso atual “ministro da educação”.

O gado foi um xingamento de um leitor que achou que estava me ofendendo e me deu um apelo que eu adorei.

O parcial também foi uma “crítica” de um leitor dizendo que eu era parcial e que puxava a sardinha para as coisas que eu escrevia. Claro que adorei.

https://media3.giphy.com/media/u36Ow6jBvWCFW/giphy.gif

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Fórmula Finesse 11 de julho de 2019 - 15:45

ahahaha, a cada adjetivo o nome vai crescendo, vão te confundir com algum herdeiro de antiga monarquia dia desses.

Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 11 de julho de 2019 - 16:20

Pior que é verdade! Pena que o DisqUs tem limite de caracteres para nomes! AHUAHUAHUAHAUAHUAHAU

planocritico 11 de julho de 2019 - 12:44

Ou seja, muito barulho por nada. Uma pena!

Ah, sensacional o quadro O Silêncio dos Culpados!

Abs,
Ritter.

Responder

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