Home FilmesCríticas Crítica | Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Com Spoilers)

Crítica | Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Com Spoilers)

por Ritter Fan
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  • Leiam, aqui, nossa crítica sem spoilers.

Shang-Chi ou, como é talvez mais conhecido pelos leitores antigos de quadrinhos, Mestre do Kung Fu, foi criado para a Marvel Comics, em 1973 pela dupla Steve Englehart (roteiro) e Jim Starlin (arte) como parte da estratégia da editora para surfar no breve, mas meteórico sucesso dos filmes de arte marciais daquela década que tem como marco inicial, por assim dizer, a escalação de Bruce Lee como Kato em O Besouro Verde, série de 1966 que, infelizmente, teve vida curta. Usando uma licença que a editora tinha sobre o famoso personagem Dr. Fu Manchu, criado por Sax Rohmer em 1913 e que contribuiu tremendamente para a criação do estereótipo racista dos orientais, mais especificamente dos vilões, a dupla criativa estabeleceu quase que uma espécie de spin-off em quadrinhos que contava como seu filho, Shang-Chi, uma máquina treinada para matar, rebelou-se contra seu progenitor.

Apesar da origem essencialmente racista, é inegável a afirmação de que Shang-Chi é O GRANDE lutador de artes marciais da Marvel Comics que se manteve com publicação solo de seu início até 1983, não só por ser chinês, como por usar seu icônico quimono vermelho e amarelo, parecer-se tremendamente com Bruce Lee e, claro, depender única e exclusivamente de sua técnica para vencer seus inimigos, algo raríssimo até nos dias de hoje quando falamos em super-heróis. O fim da moda de filmes de artes marciais nos EUA levou o personagem a uma condição de coadjuvante nas décadas seguintes, volta e meia ganhando edições one-shot ou minisséries que o repaginaram para a modernidade, especialmente retirando-lhe o tal inesquecível quimono e emprestando-lhe raízes mais místicas.

Foi natural, portanto, que a Marvel Studios demorasse a trazer o personagem razoavelmente obscuro para as telonas, já que a produtora, se formos ser realmente sinceros, é avessa a riscos e estuda criteriosamente aquilo que terá mais chance de agradar ao maior número de pessoas. Mesmo que esse critério leve a decisões inexplicáveis como demorar demais a entregar um filme solo para a Viúva Negra ou mesmo para colocar na lata um filme solo protagonizado por uma mulher, o fato é que, financeiramente, as escolhas fizeram sentido. E o melhor é que, com o tempo, o estúdio bancou obras como Pantera Negra, de enorme relevância para elevar a causa da inclusividade, cujo sucesso, então, abriu as portas para termos o primeiro protagonista asiático em um longa do imparável e cada vez mais expansivo Universo Cinematográfico Marvel.

Operação Remodelação

É mais do que evidente que, dado o estado atual do UCM, o Shang-Chi original, essencialmente um herói urbano sem poderes, dificilmente teria espaço, pelo que uma completa atualização do personagem era necessária para fins de encaixe nesse universo. Vejam que fui cuidados ao dizer “para fins…”, pois seria sim perfeitamente possível  – ainda que inegavelmente mais arriscado (novamente a aversão a riscos entra em foco) criar um longa que permanecesse focado no drama entre Xu Shang-Chi (Simu Liu) e seu pai, o poderoso e misterioso Xu Wenwu (Tony Leung) que é o líder da organização Dez Aneis e que ganhou imortalidade e poderes justamente pela manipulação dos referidos dez anéis (pulseiras, na verdade) que ele achara mil anos atrás. Ou seja, era possível “urbanizar” o longa, sem fazê-lo descambar para a pegada completamente sobrenatural.

Mas, como disse, não havia espaço para isso e a escolha estratégica do estúdio em posicionar Shang-Chi como um personagem poderoso o suficiente para fazer parte de uma futura versão dos Vingadores é perfeitamente aceitável. Pessoalmente, preferiria a versão urbana e sem poderes, mas esse tipo de preferência inamovível é a receia certa para um tipo de imobilidade apreciativa de adaptações que me irrita mais do que aceitar as mudanças impostas ao protagonista. Sim, é bem verdade que Shang-Chi talvez seja o personagem principal de um filme do UCM que mais sofreu alterações radicais se compararmos com sua versão mais conhecida dos quadrinhos, mas a grande verdade é que  a essência do personagem está lá intacta: ele é um lutador marcial que, depois de cometer um ato terrível sob as ordens de seu pai, corta relações com a família e foge para os EUA. Em outras palavras, o conflito familial é da essência do personagem e este foi mantido. Na verdade, foi amplificado até.

Afinal, o preço da fuga de Shang-Chi do seio familiar foi deixar sua irmã Xu Xialing (Meng’er Zhang) desamparada, à mercê de um pai que não liga para ela, o que leva a jovem a fugir para Macau e, lá, criar seu próprio império de lutas clandestinas, com direito a ninguém menos do que o Abominável 2.0 (Tim Roth de volta, ainda que não creditado) saindo no tapa com Wong (Benedict Wong). Além disso, muito ao contrário do que poderíamos esperar, Wenwu, ainda que comece sendo caracterizado como um vilão que só quer poder e mais poder, ganha diversas dimensões extras que criam um personagem trágico, motivado pela dor da perda e do luto que sente pela morte de sua amada esposa e mãe de seus filhos Ying Li (Fala Chen). Portanto, este pode não ser o Shang-Chi que talvez os leitores antigos – como é meu caso – esperavam, mas ele é inegavelmente o Shang-Chi dos quadrinhos revestido da roupagem atual exigida por uma máquina de fazer filmes maravilhosamente conectados chamada Marvel Studios e, vamos combinar, também por grande parte do público que nunca leu e nunca lerá Shang-Chi (eu já disse e vou repetir: filmes de super-heróis não são feitos para fãs de quadrinhos, pois, se fossem, eles não se sustentariam de pé já que nós somos parcela ínfima de quem vai ao cinema) e espera o tipo de escopo mega que a produtora costuma apresentar.

O Tigre e a Dragoa

Apesar de não achar nem de longe que a história de Wenwu se sobrepõe à de Shang-Chi, o grande vilão do longa (ou aquele que deveria ter sido o único grande vilão, mas eu chego lá) é, felizmente, um verdadeiro vilão e não alguém que está ali só para servir de antagonista, sem maiores pretensões, como costuma acontecer com os vilões da Marvel Studios. O maior acerto para se chegar a esse resultado, claro, é a escalação de Tony Leung que automaticamente traz, com sua experiência cinematográfica vasta, aquilo que esperamos de um grande vilão: sutileza.

Sim, ele é imortal e sim, os anéis lhe dão incríveis (mas não tanto) poderes, mas o que realmente faz de Wenwu ser Wenwu é sua tragédia quase shakespeariana. Ele é um personagem que passou a vida matando e dominando para construir uma rede mundial vilanesca que vai ao ponto de dar o pontapé inicial no UCM com o ainda fenomenal Homem de Ferro. Ao encontrar Ying Li, guardiã da entrada do mítico mundo extradimensional de Ta Lo (olha só a mitologia de Shang Chi no cinema pegando emprestada a premissa clássica de Punho de Ferro!), ele encontra seu verdadeiro propósito na vida, deixando seus mil anos de conquistas para trás e dedicando-se à construção de uma família que desmorona quando seu passado retorna à galope e ceifa a vida de sua esposa.

O evento trágico, então, leva a um efeito dominó, com Shang-Chi ainda em tenra idade sendo programado para matar, com Xialing sendo esquecida e com a reconstrução do império da organização criminosa Dez Anéis. Sua fúria leva à derrocada de tudo o que ele e Ying Li construíram e a esperança de que ela esteja viva, materializada pelas “vozes” que passa a ouvir e que, como aprendemos, são parte do engodo de uma entidade sombria trancafiada em Ta Lo, o faz acordar em desespero e insanidade, apostando tudo em uma lembrança do passado que ele, lá no fundo, sabe que não tem volta. Mas a fúria de Wenwu não é uma fúria causada exclusivamente pela morte de sua esposa, mas sim – e principalmente – pelo reconhecimento de que ele é a causa de tudo e o peso insustentável dessa culpa é que o leva a se jogar no abismo.

Essa construção de Wenwu, feita por intermédio de uma montagem não-linear e à conta gotas muito bem trabalhada por Destin Daniel Cretton, é o que faz de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis um filme realmente valioso dentro do UCM e é que me faz reafirmar que, se o longa permanecesse focado nisso, sem dragões voadores em uma cidade mítica, ele seria potencialmente um dos melhores deste universo. O problema é que Wenwu acaba ele próprio ofuscado por um final boss que, se realmente espremermos, não precisava existir.

A Hora do Crush

No entanto, antes de mergulhar nos problemas, deixe-me continuar falando no que há de bom no filme. E a dupla formada por Shaun (he, he, he) e Katy (Awkwafina) sem dúvida merece láureas. Toda a tragédia familiar foi carregada nos ombros de Wenwu, permitindo que Shang-Chi ganhasse uma inusitada – para quem leu os quadrinhos, claro – abordagem com humor e leveza bem ao estilo dos filmes americanos de Jackie Chan, com o protagonista fazendo dupla com Katy, sua melhor amiga e colega de trabalho como manobristas de hotel em São Francisco. A dinâmica entre os atores é muito boa e simpática, com a direção de Cretton tirando o máximo da química entre eles.

E isso é importante para o filme de forma a estabelecer um Shang-Chi distante de suas raízes ao ponto de ele nunca sequer ter conversado com Katy sobre seu passado e sem que ela tenha tido oportunidade de saber que ele é um baita de um lutador. Essas “descobertas” por Katy funcionam como o aporte da carga didática do roteiro de uma maneira mais palatável, o que é catalisado pelo ataque de Punho de Lâmina (Florian Munteanu) e seus minions no ônibus sanfonado, sequência que reputo a melhor de ação do longa (seria a do exterior do prédio em Macau, se ela não fosse tão escura). É bem verdade que esse didatismo nem sempre funciona durante a projeção, pois ele é constante de forma a construir o universo pretendido, e cansativo, criando uma barriga “explicativa” que, quando o espectador acha que acabou, ela só é renovada lá na idílica Ta Lo.

É essa relação muito próxima entre Katy e “Shaun” que justifica a inclusão da personagem em todo o filme, mas não, irritantemente, ela tornar-se mestre de tiro com arco em algo como 24 horas, ainda que ela perca a importância em todo o ciclo que vai de Macau até a chegada na cidade mística. Seu papel é, descaradamente, o do espectador, servindo de “receptora” de flashbacks no começo bem orgânicos que revelam que o manobrista que ela conhece é bem mais do que alguém com quem ela canta karaokê, mesmo considerando que sua permanência na fita depois de certa altura é puro roteirismo raso.

O Clã das Pulseiras Voadoras

Mais do que um filme de artes marciais dentro do UCM, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis funciona como uma bela homenagem aos filmes chineses do gênero, algo que poderia ser terrível se mal feito, mas que fiquei feliz em ver que, muito ao contrário, a produção esmerou-se em capturar. Com exceção da pancadaria em CGI com dragões e a pia da cozinha ao final, todas as demais sequências de pancadaria merecem o devido destaque, com Destin Daniel Cretton realmente fazendo uma espécie de amálgama de subgêneros.

Mesmo considerando que, para meu gosto pessoal, Simu Lu tem um perfil muito diferente do que imaginaria para Shang-Chi (como disse bem no começo, um físico mais esguio como o de Bruce Lee, inspiração original para o personagem, seria minha preferência), ele evoca muito bem Jackie Chan, algo particularmente notável na já citada cena do ônibus sanfonado. A mistura de humor com pancadaria que faz bom uso de atletismo e efeitos práticos, com inevitáveis pitadas de CGI, é como a materialização dos filmes ocidentais protagonizados por estrelas orientais, com a grande jogada de focar em um Shang-Chi em transformação, começando com as técnica duras, violentas e eminentemente mortais ensinadas por seu pai e pelo Agente da Morte (Andy Le vivendo aquele instrutor mascarado que entra mudo e sai calado, mas que parece ter uma história pregressa com o protagonista que, desconfio, ficou pelo chão da sala de edição) e simbolizada pelo punho cerrado e terminando com a leveza e sintonia com o mundo ao redor, simbolizada pela mão aberta, da técnica de sua mãe ensinada em uma infelizmente curta – mas belíssima – sequência com sua tia Ying Nan (Michelle Yeoh).

O gênero Wuxia, tão caro ao Cinema Chinês, é onipresente, desde seu transplante ao Ocidente e o retorno ao Oriente com a lição de Yin Nan, passando pela sensacional sequência de luta/amor/sexo entre Wenwu e Ying Li que parece vir diretamente de O Clã  das Adagas Voadoras, seja no uso de wire-fu, seja na fotografia que privilegia as cores fortes, seja na ambientação quase onírica, em que também notamos a oposição entre força e graça, entre fúria e tranquilidade, exatamente o tom da jornada evolutiva de Shang-Chi ao longo do filme. Sei que parecerei repetitivo, mas esse é outro elemento que reforça minha conclusão que o longa teria só a ganhar se focasse nesse aspecto, além dos conflitos familiares.

Mesmo considerando que a luta no exterior do prédio em Macau é ofuscada pela escolha equivocada de fotografia escura demais, a coreografia merece aplausos pela sua originalidade e pelo feito técnico que é lidar com essa escala de pancadaria em frágeis andaimes. Meng’er Zhang, aliás, faz um belo par com Simu Liu neste quesito, com a atriz conseguindo capturar com mais perfeição ainda a disciplina marcial em suas feições e posturas,  o que me dá esperanças de vê-la com mais destaque em futura continuação, agora como líder de uma nova versão -criminosa ou não – dos Dez Aneis, como a segunda cena pós-créditos revela.

Até mesmo as lutas com elementos fantásticos – notadamente as “dez pulseiras – funcionam muito bem quando justamente há o equilíbrio entre a força bruta e a técnica graciosa (não gosto muito daquele “controle do ar”, mas faz parte do jogo), algo ecoado por Shang-Chi ao final quando ele próprio manipula as armas do pai, desta vez para o bem (interessante o uso expansivo dos aneis para além do filme, como um sinalizador misterioso que leva a especulações mil já que a origem dos anéis dos quadrinhos é, no retcon, extraterrestre. O problema está quando não há o equilíbrio.

A Fúria do Dragão Aleatório

Posso estar sendo chato, mas, a partir do momento em que a Shang-Chi e companhia chegam à Ta Lo e a tia dele começa a introduzir toda uma nova mitologia sobre forças sombrias, dragão protetor, escamas poderosas para explicar as vozes que Wuwen ouve, o longa começou a me perder. A essa altura do campeonato, a revelação de mais expansividade a esse universo pareceu-me o momento em que o filme entrou no automático e passou a lidar exclusivamente com o espetáculo visual para entregar momentos exagerados em CGI que parecem ser a exigência de todo blockbuster moderno.

Na verdade, o ponto exato em que senti isso foi a partir do “batismo” de Shang-Chi no lago de Ta Lo onde ele desperta o dragão do bem. Ali, o filme muda de tom e se torna um aventura descerebrada em que forças do mal aleatórias enfrentam forças do bem que, até poucos momentos antes, tinham outros e muito melhores inimigos. E o maior problema é que essa perna final – que é longa, bem longa – parece realmente solta na narrativa, algo que foi produzido como outro filme, mas colado aqui para excitar crianças de seis anos de idade que não puderam ver Game of Thrones. Veja bem: dragões são sempre divertidos, não interessa em que contexto, mas temos que concordar que Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, pelo menos o que era a proposta inicial, acabou quando uma entidade das sombras capaz de destruir o universo foi introduzida aos 47 do segundo tempo sem nenhum tipo de preparo anterior.

E, claro, para piorar a coisa toda, não só essa entidade ceifa a vida de um dos melhores vilões do UCM, como é derrotada com uma flecha no pescoço de alguém que segurou um arco pela primeira vez na vida algo como 24 horas antes e alguns socos aqui e ali. Sabe aqueles personagens que são introduzidos unicamente com a função de morrer? É o que acontece aqui, com a diferença mortal de que esse tipo de introdução normalmente acontece mais cedo em filmes e mais normalmente ainda não são em tese tão importantes assim.

Se Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é um ótimo filme de artes marciais inserido no UCM, Shang-Chi e a Lenda dos Dois Dragões é uma fraquíssima tentativa de se trazer fogos de artifício para um filme que já tinha a faca e o queijo na mão para levar o espectador a um final memorável dentro do seio familiar do protagonista. No lugar disso, tivemos uma ameaça exógena à trama que não tem desenvolvimento, não conversa com a história principal e que é extirpada como se fosse apenas uma inconveniência qualquer.

Apontamentos Finais

  1. Aos haters de Homem de Ferro 3, um dos melhores filmes do UCM, que tal a constatação de que o plot twist mais bacana desse universo levou à ponta mais bacana, com a aparição surpresa de Ben Kingsley e seu inesquecível personagem (mesmo que, junto com ela, aquele bichinho de pelúcia feio pacas e mais do que conveniente tenha que ter vindo junto);
  2. O uniforme de escama de dragão de Shang-Chi ficou bem legal, simples e enxuto, especialmente porque ele continuou usando “roupa normal” da cintura para baixo;
  3. Será que Wong é o novo Nick Fury do UCM?
  4. Bacana a nova reunião de Brie Larson com Destin Daniel Cretton lá na primeira cena pós-crédito!
  5. Banner não é mais o Professor Hulk? Será que isso tem conexão com a vindoura série da Mulher-Hulk?
  6. Na minha crítica de Pantera Negra, reclamei que não fazia sentido um membro da realeza com o grau de educação que ele teve permanecer com sotaque carregado ao falar inglês. Muita gente discordou de mim e disse que era importante para não dar a impressão de “colonização” e tal. E agora, meus caros, em que nenhum personagem chinês do filme tem sotaque ao falar em inglês?

Conclusão

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, mesmo tendo remexido radicalmente na origem em quadrinhos de seu protagonista, é um filme de origem muito sólido do Universo Cinematográfico Marvel que coloca Shang-Chi em posição destacada neste começo da Fase 4 e posicionando-o para o futuro deste universo seja na forma de outros filmes solo, seja como membro de equipes. Faltou aos roteiristas – ou talvez mais apropriadamente falando, à produção – a sabedoria oriental de se contentar com o material que eles já tinham em mãos, evitando os arroubos de computação gráfica desconectadas com a trama principal no terço final, mas, no frigir dos ovos, esse é um defeito que, mesmo grave, consigo entender. O que realmente importa é que esse grande e expansivo universo iniciado em 2008 não para de mostrar variedade e de cada vez mais explorar nichos das HQs que dificilmente alguém imaginaria que um dia seria explorados. Que continue assim!

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings – EUA, 02 de setembro de 2021)
Direção: Destin Daniel Cretton
Roteiro: Dave Callaham, Destin Daniel Cretton, Andrew Lanham
Elenco: Simu Liu, Awkwafina, Meng’er Zhang, Fala Chen, Florian Munteanu, Benedict Wong, Michelle Yeoh, Ben Kingsley, Tony Leung, Tim Roth, Ronny Chieng, Andy Le, Brie Larson, Mark Ruffalo
Duração: 132 min.

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