Home TVTemporadas Crítica | She-Ra e as Princesas do Poder (2018) – 1ª Temporada

Crítica | She-Ra e as Princesas do Poder (2018) – 1ª Temporada

por Ritter Fan
297 views (a partir de agosto de 2020)

Como é muito bem abordado na 1ª temporada da sensacional série documental Brinquedos Que Marcam Época, He-Man e os Mestres do Universo foi uma linha de brinquedos de ascensão meteórica graças à então bem-sucedida estratégia – já usada em outras ocasiões – de se criar uma animação para atiçar o imaginário das crianças e fazê-las implorar a seus pais a aquisição de bonecos (ops, figuras de ação!), veículos e castelos desse universo mágico inspirado em Conan, o Bárbaro. Lançado em 1983 e continuando até 1985, com nada menos do que 130 episódios (em duas temporadas), a série animada gerou um spin-off em 1985 que introduzia outro planeta e outra linha de personagens baseado no retcon que afirmava que o príncipe Adam tinha uma irmã gêmea, a princesa Adora, que fora sequestrada logo depois de nascer pelo vilão Hordak, cujo principal pupilo era ninguém menos do que o próprio Esqueleto. Nascia, então, She-Ra: Princesa do Poder (poucos sabem, mas ela é co-criação de ninguém menos do que do versátil J. Michael Straczynski, que também se envolvera com He-Man), que duraria até 1986, com 93 episódios em duas temporadas, série obviamente imaginada para ser o He-Man para meninas.

He-Man teve outras duas séries animadas, uma tecnicamente em continuidade com a série original, apesar de ser completamente diferente e que teve vida até longeva, com 60 episódios ao longo de 1990 e batizada de As Novas Aventuras de He-Man e a outra, doze anos depois, um reboot muito similar ao original que sobreviveu até 2004, mas com apenas 39 episódios. She-Ra, porém, permaneceu no vácuo por mais de 30 anos depois do fim de sua série, ganhando um reboot somente agora, em 2018, pela DreamWorks Animation Television, a mesma produtora responsável por trazer Voltron de volta, também pelo Netflix. Capitaneada por Noelle Stevenson, autora de quadrinhos assim como Straczynski (Nimona, Lumberjanes, os Fugitivos, dentre outros), a repaginada na personagem oitentista é contemporânea, mas sem perder a essência da série original.

Em linhas gerais, a mitologia da personagem é mantida quase que integralmente. Adora (Aimee Carrero), uma capitã da guarda do vilanesco Hordak (Keston John), tem seus olhos abertos para o mal que ele inflige ao planeta Etérea e, ao descobrir uma misteriosa espada mágica, transforma-se na super-poderosa princesa She-Ra, passando a lutar ao lado do bem, notadamente com a princesa Cintilante (Karen Fukuhara) e do guerreiro Arqueiro (Marcus Scribner). O que obviamente foi retirado de sua origem é sua conexão com He-Man, já que a série se sustenta sozinha. Inteligentemente, porém, Stevenson não nega a possível existência de He-Man, inclusive mantendo as menções a Grayskull (na frase de transformação “pela honra de Grayskull”) e Eternia (aqui e ali, como parte da mitologia dos chamados Primeiros, povo misterioso que colonizara Etérea há milênios) que, apesar de ficarem aleatórias até o fim, não atrapalham de verdade a história e até apresentam mistérios a serem resolvidos em temporadas futuras. Em outras palavras, aos puristas, calma, pois Adora ainda pode ser a irmã de Adam. E, se acabar não sendo, isso não é motivo para vocês cometerem seppuku.

E as mudanças visuais nos personagens também não, pois também nesse quesito a reimaginação da showrunner funciona bem. Estão presentes toda a iconografia original e toda a simbologia dos personagens, incluindo – e talvez especialmente – seus uniformes. Sim, She-Ra usa um short de ginástica por baixo da saia e muita gente pode querer bater a cabeça na parede por causa disso. De minha parte, só peço que escolham uma parede bem dura e rugosa para machucar de verdade (e/ou leiam esse artigo aqui). Afinal, essa mudança estética, apesar de não ser a coisa mais necessária do mundo (qual é o problema de She-Ra mostrar as pernas?), é um detalhe insignificante no todo.

O que é mais significativo é que os personagens, em sua maioria, são adolescentes ou adultos muito jovens, mais jovens em aparência do que na animação original. Essa parece ser uma irritante tendência geral, já que, nos quadrinhos, até personagens que eram para ter mais de 40 anos de idade parecem, hoje em dia, adolescentes impúberes (vide Tony Stark só para começo de conversa), quase como se crianças fossem “adultofóbicas”. Independente disso, porém, o que é realmente bacana no design do reboot de She-Ra é que cada personagem tem seu tipo de corpo. Nada de pegar apenas uma forma de se desenhar determinado personagem e trocar o penteado e o uniforme para criar outro. Foi assim em He-Man e foi assim em She-Ra, mas a nova animação preocupa-se muito em criar verdadeiras e cuidadosas identidades visuais para todos. Nem todas as mulheres são Barbies e nem todos os homens são fisiculturistas. Aliás, a grande verdade é que ninguém é assim, nem mesmo Adora que, apesar de ser muito parecida com sua versão dos anos 80, tem traços mais humanizados. Cintilante, por sua vez, é mais baixinha e gordinha e Arqueiro é um jovem com diâmetro de bíceps normal. E, mais bacana ainda, Adora, quando se transforma em She-Ra, torna-se uma mulher de dois (ou mais) metros de altura, que se destaca de todos à sua volta, algo raro de vermos em animações, especialmente com protagonista feminina.

Em termos de recriação de cenários, vemos o mesmo contraste original, com o lado de Hordak (aliás, excelente repaginada visual neste personagem que quase não aparece) caminhando mais pelo lado cyberpunk, sombrio e pesado e o lado das princesas todo colorido e alegre. É maniqueísta até a raiz do cabelo e pessoalmente não gosto do quão genérica é a Floresta dos Sussurros (assim com era genéria no original, vale lembrar), mas faz parte de uma animação focada em um público ainda de tenra idade, ainda que a tentativa de se reunir um visual mágico e tecnológico simultaneamente (tecno-mágico?) seja muito interessante e bem bolada, com até mesmo a Espada da Proteção parecendo um chip de computador e o Castelo de Cristal uma versão “digital” da Fortaleza da Solidão do Superman de 1978 (Esperança da Luz, a I.A. de lá com voz de Morla Gorrondona, é a encarnação mais, digamos, realista, do Jor-El de Marlon Brando).

Talvez a grande modificação e a verdadeira melhor parte da temporada seja o detalhamento do relacionamento de Adora com Felina (AJ Michalka), sua colega de Horda. Para começar, Felina, no lugar de ser uma humana normal que se transforma em uma pantera roxa, agora é, basicamente, uma gata/tigresa/leoa antropomorfizada, com direito até a um olho de cada cor. Ambas cresceram juntas sob a tutelagem de Sombria (voz de Lorraine Toussaint – também otimamente repaginada) e sempre competiram entre si. Ou melhor, Felina sempre competiu com Adora, mesmo sem que Adora percebesse. Quando Adora abandona a Horda sem nem mesmo se despedir, Felina se ressente, mas também vê oportunidade de crescer, o que cria uma relação de amor e ódio entre ela e Adora que perdura ao longo de toda a temporada, com um subtexto bem discreto que dá a entender algo maior entre as duas do que só amizade, elemento mais concretamente visto no baile de formatura no castelo da princesa Gélida. Mas tudo fica apenas na sugestão.

Aliás, esse subtexto é algo muito bem feito e merece um destaque aqui. Sempre tive problemas com obras que jogam em nossa cara a questão da inclusão (seja ela qual for) e que se vendem dessa maneira. Claro que essa matéria – inclusão, representação – precisa ser abordada até que ela não seja mais “necessária”, mas uma coisa é abordar a questão de forma marretada na narrativa e outra, bem diferente, é trabalhá-lha organicamente, como parte natural de toda a contextualização. Os próprios formatos diferentes de corpos, que tratei mais acima já é uma bem-vinda maneira de se lidar com a questão, mas o lado LGBTQ da coisa, tão (bobamente) criticado em Voltron, ganha uma roupagem  que alguns paranoicos podem até ver como insidiosa, mas que não é, na verdade. As pequenas e discretas indicações – como é o caso da já citada sequência do baile, com Felina usando uma roupa mais masculina e fazendo para Scorpia, ex-princesa e agora vilã da Horda de aparência também mais masculinizada, além das princesas Netossa (Krystal Joy Brown) e Spinnerella (a própria Noelle Stevenson), que fazem pontas – serão somente detectadas por espetadores mais velhos. As crianças (e seus pais), tenho certeza, não verão nada para levantar as sobrancelhas ou para correr para as colinas em pavor.

Mas nem tudo funciona na temporada. Para começar, ela demora a engrenar de verdade, com os três primeiros episódios chegando às raias do cansativo para estabelecer uma relação de confiança entre Adora de um lado e Cintilante e Arqueiro de outro. Há, como o título bem indica, a tentativa de se dar importância a um grupo de princesas, com She-Ra sendo apenas uma delas. Mas, convenhamos que isso fica na tentativa. Ainda que vários capítulos sejam dedicados à arregimentar as princesas de Etéria debaixo de uma mesma causa, isso acaba ficando em segundo ou terceiro plano, levando àquele típico fechamento de temporada que é um grande e previsível clichê. E, como se isso não bastasse, as princesas em si são pouco inspiradas, a começar pela própria She-Ra, que ganha pouco desenvolvimento. Em sua “versão Adora”, a personagem é um pouco melhor, mas, mesmo assim, somente em oposição a Felina, essa sim uma personagem bem desenvolvida. Cintilante e Arqueiro são os típicos sidekicks histéricos e repetitivos. No quesito princesa, o único efetivo destaque é mesmo Mermista (Vella Lovell) a versão comicamente rabugenta da Pequena Sereia, pois a outra que ganha alguma projeção, Entrapta (Christine Woods), chega a ser tão chata quanto Cintilante. Outro problema que realmente incomoda é a saída e entrada de personagens na medida da conveniência do roteiro, como por exemplo a Madame Rizzo (Grey Griffin) que entra e sai sem que tenha uma função minimamente útil e Ventania, o cavalo transformado em unicórnio alado que, depois de ganhar asas e chifre, toma chá de sumiço para reaparecer no último episódio apenas como um deus ex machina falante (voz de Adam Ray). Talvez tenham sido episódios demais para história de menos, não sei, mas não foi uma jornada tranquila e sem momentos do tipo “cadê o botão do fast foward?” como se poderia esperar.

She-Ra e as Princesas do Poder é uma bela reimaginação (palavra que costuma me dar calafrios) da série original. Respeitosa com o material fonte, mas atualizando-a para os anos 2010, a nova Princesa do Poder mostra que não precisa de seu irmão bárbaro musculoso para ficar de pé e que sabe lidar com questões contemporâneas sem precisar alardeá-las aos quatro ventos. Há um futuro promissor para a defensora de Etérea, mesmo que suas amigas de título fiquem aquém do esperado (mas quem sabe não melhoram?).

She-Ra e as Princesas do Poder – 1ª Temporada (She-Ra and the Princesses of Power, EUA – 13 de novembro de 2018)
Desenvolvimento: Noelle Stevenson (com base em criação de  Larry DiTillio e J. Michael Straczynski)
Direção: Adam Henry, Jen Bennett, Stephanie Stine, Lianne Hughes
Roteiro: Noelle Stevenson, James Krieg, Josie Campbell, Sonja Warfield, Katherine Nolfi, Rich Burns
Elenco: Aimee Carrero, Karen Fukuhara, AJ Michalka, Marcus Scribner, Reshma Shetty, Lorraine Toussaint, Keston John, Lauren Ash, Christine Woods, Genesis Rodriguez, Jordan Fisher, Vella Lovell, Merit Leighton, Sandra Oh, Krystal Joy Brown, Noelle Stevenson, Morla Gorrondona, Grey Griffin, Adam Ray
Duração: 24 min. por episódio (13 episódios no total)

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25 comentários

planocritico 11 de dezembro de 2018 - 16:26

Obrigado, @disqus_ZMtFC1obwd:disqus !

É uma animação bem boa mesmo. Essa galera que não suporta novas versões de suas obras “queridinhas” são chatos demais… Eu nem mais os levo em consideração…

Abs,
Ritter.

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Anônimo 2 de dezembro de 2018 - 19:34
Responder
planocritico 23 de novembro de 2018 - 14:25

Sim, sim., mas a questão vai além de obras especificamente voltadas ao público infanto juvenil. As HQs da Marvel, por exemplo, já não tem mais adultos que se parecem adultos. São todos basicamente muito jovens mesmo quando estamos falando de gente como Tony Stark e Bruce Banner.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2018 - 15:13

Obrigado, @SwordArt97:disqus !

Olha, essa série do Del Toro está na minha lista desde que ela foi lançada e eu nunca consegui ver. Fiquei com preguiça pela quantidade de episódios, mas eu sei que um spin-off será lançado agora e eu renovei minha vontade de ver! Só não posso dar um prazo.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 22 de novembro de 2018 - 18:31
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Wagner 22 de novembro de 2018 - 18:01

Eu já comentei com você sobre ter uma crítica sobre Caçadores de Trolls algumas vezes ehueheueheuhe
Eu amei. Ao lado de Voltron, é uma das minhas favoritas da Netflix.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2018 - 18:45

É verdade, @disqus_FQxmlZ5D0B:disqus ! Mas a falta de tempo é atroz!!!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2018 - 14:24

Meu ponto não é sobre esse ou aquele reboot. Eu tenho uma posição bem mais ampla e peremptória sobre reboots e remakes: ELES NUNCA SÃO NECESSÁRIOS. O original já está lá. Deixem ele quieto e CRIEM outra coisa. Não precisamos de um quarto Nasce Uma Estrela, de um quarto He-Man (se resolverem fazer) e não precisamos de uma segunda She-Ra. Que inventem outra coisa. Que usem a imaginação.

Remakes e reboots existem, eu sei, mas eles não existem pela arte e sim SOMENTE pelo dinheiro. É a tentativa de se ganhar em cima de um público “embutido” em relação ao original. Nada errado nisso, pois ganhar dinheiro é bom e é o que move o mundo e eu faria o mesmo se estivesse dentro da indústria (sim, sou hipócrita). Mas o problema é que, hoje, isso é a regra, não a exceção.

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 22 de novembro de 2018 - 14:43

He-Man teve 3 animações? Achei que só tinha a primeira e a dos anos 2000.Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy. ——– Mensagem original ——–De: Disqus Data: 22/11/18 13:24 (GMT-03:00) Para: mjfilho33@gmail.com Assunto: Re: Comment on Crítica | She-Ra e as Princesas do Poder (2018) – 1ª Temporada “Meu ponto não é sobre esse ou aquele reboot. Eu tenho uma posição bem mais ampla e peremptória sobre reboots e remakes: ELES NUNCA SÃO NECESSÁRIOS. O original já está lá. Deixem ele quieto e CRIEM outra coisa. Não precisamos de um quarto Nasce Uma Estrela, de um quarto He-Man (se resolverem fazer) e não precisamos de uma segunda She-Ra. Que inventem outra coisa. Que usem a imaginação.
Remakes e reboots existem, eu sei, mas eles não existem pela arte e sim SOMENTE pelo dinheiro. É a tentativa de se ganhar em cima de um público “embutido” em relação ao original. Nada errado nisso, pois ganhar dinheiro é bom e é o que move o mundo e eu faria o mesmo se estivesse dentro da indústria (sim, sou hipócrita). Mas o problema é que, hoje, isso é a regra, não a exceção.
Abs,
Ritter.”

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planocritico

Meu ponto não é sobre esse ou aquele reboot. Eu tenho uma posição bem mais ampla e peremptória sobre reboots e remakes: ELES NUNCA SÃO NECESSÁRIOS. O original já está lá. Deixem ele quieto e CRIEM outra coisa. Não precisamos de um quarto Nasce Uma Estrela, de um quarto He-Man (se resolverem fazer) e não precisamos de uma segunda She-Ra. Que inventem outra coisa. Que usem a imaginação.Remakes e reboots existem, eu sei, mas eles não existem pela arte e sim SOMENTE pelo dinheiro. É a tentativa de se ganhar em cima de um público “embutido” em relação ao original. Nada errado nisso, pois ganhar dinheiro é bom e é o que move o mundo e eu faria o mesmo se estivesse dentro da indústria (sim, sou hipócrita). Mas o problema é que, hoje, isso é a regra, não a exceção.Abs,Ritter.

11:24 a.m., Thursday Nov. 22

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Big Boss 64:

Sobre a necessidade desse reboot existir, pra mim precisava, Ritter. Se eu já não gostava da She-Ra antiga na infância, agora que envelheceu nem chego … Read more

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planocritico 22 de novembro de 2018 - 15:01

Foram três. Entre essa duas aí que você apontou teve outra em 1990 em que o He-Man vai para outro planeta e usa calça comprida e trança. Essa aqui:

https://uploads.disquscdn.com/images/e11d7a7417a8408717d8a74de6b087250cedfb1bd4ad7ad379e8cd44ed6253ec.jpg

Abs,
Ritter.

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Big Boss 64 22 de novembro de 2018 - 17:04

Pela imagem, não parece tão ruim. O que houve?
——– Mensagem original ——–De: Disqus Data: 22/11/18 14:01 (GMT-03:00) Para: mjfilho33@gmail.com Assunto: Re: Comment on Crítica | She-Ra e as Princesas do Poder (2018) – 1ª Temporada “Foram três. Entre essa duas aí que você apontou teve outra em 1990 em que o He-Man vai para outro planeta e usa calça comprida e trança. Essa aqui: https://uploads.disquscdn.com/images/e11d7a7417a8408717d8a74de6b087250cedfb1bd4ad7ad379e8cd44ed6253ec.jpg
Abs,
Ritter.”

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Foram três. Entre essa duas aí que você apontou teve outra em 1990 em que o He-Man vai para outro planeta e usa calça comprida e trança. Essa aqui: https://uploads.disquscdn.c…Abs,Ritter.

12:01 p.m., Thursday Nov. 22

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He-Man teve 3 animações? Achei que só tinha a primeira e a dos anos 2000.Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy. ——– Mensagem original ——–De: Disqus … Read more

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planocritico 22 de novembro de 2018 - 17:51

Nada. Teve 60 episódios, mais do que o reboot seguinte até, como eu mencionei na crítica.

Mas esse He-Man de calças é MUITO ruim… Pior ainda que o original…

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 22 de novembro de 2018 - 00:29

Sobre a necessidade desse reboot existir, pra mim precisava, Ritter. Se eu já não gostava da She-Ra antiga na infância, agora que envelheceu nem chego perto. Essa nova animação já funcionou por me fazer acreditar que os personagens são vivos e não bonecos que falam. Conseguiram atualizar a mensagem sem apelar pra estereótipos atuais (e se eu tivesse uma filha, deixaria ela assistir She-Ra todos os dias).

Responder
Anônimo 21 de novembro de 2018 - 19:33
Responder
planocritico 21 de novembro de 2018 - 16:03

Eu sempre digo que trocaria todo e qualquer reboot ou remake por obras originais. Sei que isso é ser mais realista do que o rei, mas é o que sinto. No entanto, como disse, eles existem, então eu tenho que me adaptar e não ficar choramingando.

Eu fui cria dos anos 80, então cresci com aquele bando de porcaria clássica: Transformers, G.I. Joe, He-Man, She-Ra, SuperAmigos, M.A.S.K., Homem-Aranha de 1981, SilverHawks, Rambo (!!!) e coisas assim. Nunca tinha visto Voltron até o ótimo reboot do Netflix. Por outro lado, também me alimentei de um monte de clássicos que continuaram muito bons: Caverna do Dragão, DuckTales e outros mais antigos da Hanna-Barbera que passavam incessantemente na TV aberta (a única que existia). Nos anos 90 eu já era um bem jovem adulto, então só consigo me lembrar positivamente de X-Men e Gárgulas mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2018 - 15:54

Obrigado, @MatheusWhite:disqus ! Foi sem dúvida uma 1ª temporada bem positiva que abre ótimas oportunidades futuras, especialmente se as demais princesas ganharem mais destaque, pois elas ficaram apagadas aqui (com exceção da Cintilante, claro, que, de tanto destaque, acabou irritante, he, he,he…).

Abs,
Ritter.

Responder
MatheusWhite 21 de novembro de 2018 - 15:38

Eu amei a animação. Reboot é algo que realmente acaba com minhas expectativas, mas assisti She-ra e fiquei muito feliz com o resultado. Acho que para uma primeira temporada a animação teve um saldo muito positivo, afinal destina-se ao público infantil de uma geração completamente diferente da que acompanhou o desenho original. Os personagens mais humanizados também me agradaram demais, assim como as sutilezas tornam a série mais atual e menos engessada. Enfim, amei sua crítica.

Responder
Cícero Bernar 21 de novembro de 2018 - 14:36

Eu adoro quando apresentam antigas animações em novas versões para outras gerações. Apesar da She-Ra não ser da minha época, eu assistia e conhecia e gostei muito dessa roupagem. Os tempos mudam, as crianças são outras e é para elas que essas séries são destinadas.

Para os adultos saudosistas o material fonte estará lá disponível para sempre, quando desejar (e, diga-se de passagem, esse pessoal só gosta de reclamar porque NUNCA revê a série antiga e uma reimaginação não vai atrapalhar em nada sua nostalgia).

Gostei das pinceladas de inclusão de representação LGBTQ. É preciso mostrar que essas pessoas existem e aqui é tratado não como uma grande alegoria, mas sim como um relacionamento como qualquer outro (como deveria ser).

Mais movimento, mais cor e mais contwxto, pelo menos pra mim. Ansioso para mostrar para os meus priminhos e priminhas para, assim, apresentá-los um dos ícones das animações de TV.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2018 - 14:42

Eu sou da época dos He-Man e She-Ra originais e eu os assistia. Nunca tive amores por nenhum dos dois e, revendo alguns episódios recentemente, é patente como eles eram e continuam sendo ruins. Péssimas (des)animações e histórias soltas, sem continuidade, com movimentação tosca. Claro que o saudosismo muitas vezes fala mais alto, mas daí a usar o saudosismo para desmerecer uma tentativa nova de se abordar material antigo de sucesso são outros quinhentos.

Minha crítica em geral é mais ampla: acho que reboots são desnecessários. Simplesmente não deveriam existir. Mas eles existem, então temos que conviver com eles e julgá-los. E essa nova She-Ra é um bom exemplo de reboot bem pensado.

Sobre o lado LGBTQ, é exatamente isso. A série trata tudo de maneira absolutamente natural, algo bem raro em tempos do exagero do politicamente correto.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 21 de novembro de 2018 - 12:53

Recomendo. Confesso que apesar da boa história, não vi uma “necessidade” para o reboot. Sim, valeu a pena ter visto, porém não é o tipo de série que eu falaria ASSISTA ISSO AGORA!!!, como falo sobre Voltron por exemplo (é sério, esse vocês tem que assistir AGORA e fica o jabá pra última temporada, que estreia em dezembro)

E lá vem #textão

Quanto à série, o visual do ambiente é bem bonito, digassi di passagi
Tem relações bem desenvolvidas, tem personagens muito bons (apesar de algumas motivações bem superficiais) e uma história bem legal também. Os seis últimos episódios são praticamente interligados com os anteriores, deixando a série bem menos “episódica”. E mesmo quando há a “trama do episódio”, tem consequências mais a frente.

Falcão do Mar MELHOR PERSONAGEM. A interação dele com a Cintilante e com a Serena são as melhores e o trio principal tem uma dinâmica muito boa. Felina não fica pra trás e aquele episódio sobre o passado dela com Adora é bem bonitinho.

O ponto negativo pra mim são algumas cenas de ação. Várias delas são até que bem fluidas, mas o defeito acontece principalmente quando a She-Ra tá em cena (vai ver o tamanhão dela pesou na hora de animar eheuhue). Tem hora que chega a ser bobo, ela jogando coisas e encarando. Sério, o segundo episódio até irrita com aqueles movimentos travadões. E o episódio da Entrapta foi osso de assistir, parecia que não andava de jeito nenhum.

Apesar de ter toda uma mitologia muito boa por trás da personagem título, é bem pouco abordada (mas é primeira temporada, então dá pra relevar). A Adora é muito mais interessante e, caso seja interesse de alguém, não precisa apelar pra “lacração”.

Quanto ao tão discutível visual da She-Ra, vi que o real problema está em seu rosto e não no corpo. A própria Cintilante foge do padrão de um “corpo feminino com curvas para mostrar que é feminino” e funciona muito bem. De início me incomodei com o fato dela crescer horrores depois de se transformar, mas nem me liguei quando fui ver a série. Ela tem uma transformação muito bonita, mas “estraga” quando focam em seu rosto.

Me irritei com o episódio final, porque a Rebelião é burra kkk E tem umas paradas que caem do céu só pra ajudar no roteiro. A parte do Ventania, por exemplo, poderia muito bem ter um início quando a She-Ra o transforma pela primeira vez. Ele poderia falar ali mesmo (ou dar indícios disso) e não surgir com essa habilidade em um momento crucial. Outra são as duas princesas que ficam em Lua Clara e ninguém dá atenção, sem contar que uma delas tem poderes ótimos para ajudar a rainha a proteger o cristal e nem assim o fez.

Tudo isso é atrelado a um roteiro bem simples, o que pede até certo cuidado. Ok, é infantil, mas não desafiem a inteligência das crianças. Voltron – O Defensor Lendário (assista AGORA!) é de classificação indicativa Livre e tem umas reviravoltas muito boas.

Acho que daria no máximo 4 de 5 estrelas, mas 3,5 é bem justo também, devido principalmente a movimentação esquisita em alguns momentos..

E aos mais fervorosos, caso tenham lido até aqui, esse reboot NÃO está estragando a infância de vocês ou muito menos desrespeitando-os (sem contar que muitos não se deram nem ao trabalho de rever a antiga). Caso ainda teimem com isso, experimentem assistí-la novamente (está disponível na Netflix também) e verão como envelheceu mal, assim como a do He-Man.

Vocês enfatizam mais a lembrança que tem da série do que a qualidade em si.
2Bjo

E ótima crítica.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2018 - 14:31

Não existe necessidade de reboots. Nenhum deles. Mas eles existem, então, dentro dessa inevitabilidade, só nos resta dizer se são bons ou ruins mesmo. Esse aqui é o caso de um reboot bacana, bem pensado, bem melhor do que eu imaginava que seria.

E o rosto da She-Ra é um problema? Mas porque??? Parece-me perfeitamente na linha dos demais personagens da série. Só sua altura é que é o diferencial e achei uma jogada interessante, ainda que não exatamente necessária.

E, de fato, a infância de ninguém será estragada. Até porque He-Man e She-Ra (os desenhos originais) eram umas porcarias. E eu sou da época deles, então posso falar de cadeira.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 21 de novembro de 2018 - 15:42

Sobre um reboot ser necessário, é mais relativo e pessoal mesmo (quando algum material de seu gosto merece uma nova roupagem). Nunca fui muito fã nem de She-Ra e nem de He-Man, então mesmo esse reboot tendo muito mais acertos do que erros, não fez diferença pra mim. Não foi tempo perdido, mas não me faria falta.
Em contrapartida temos Voltron. Apesar de não ser minha época, virei muito fã (benditas locadoras de VHS s2) e com acesso a internet bons anos depois, passei a ter uma disponibilidade ainda maior do acervo. Era um material muito bom, mas deixava a desejar certas vezes. Para isso eu via uma necessidade de reviverem a franquia.

Quanto à aparência, eu acho que é o nariz dela, não sei dizer ao certo. Ou talvez aqueles olhos muito claros com aquela mancha ao redor dos olhos
Mas é algo na cara dela sim kkk

E eu sou uma pessoa muito saudosista. Até uns dois anos atrás, vivia baixando desenhos antigos da minha infância e passei por muitas decepções hahaha.
Samurai Warriors, Super Patos, Mortal Kombat e até mesmo Homem Aranha dos anos 90 não são aquela coisa toda. A animação clássica dos X-Men por pouco não fica datada (perde a essência após a Fênix Negra), assim como Sakura Card Captors. Tudo isso foi muito mais infância do que qualidade, mas praticamente ninguém se sujeita a isso. O que resta? Reclamar de como sua época era melhor.

Mas a título de curiosidade, Digimon, Shurato e Gárgulas continuam ótimos hehehe

Responder
ABC 21 de novembro de 2018 - 12:49

Eu até tentei (e admito que a animação é legal), mas não é pra mim.

Sobre a infantilização da fisionomia dos personagens acho que é uma influência dos animes/mangás. Talvez perceberam que o publico alvo se identifica mais cm essas características e assim se fidelizam ao produto.

Saudações.

Ps.: Vai ter crítica das outras temporadas de Last Kingdom (agora distribuida pela Netflix)?

Responder
planocritico 21 de novembro de 2018 - 14:33

Mas mesmo animes podem ter adultos, vide Castlevania. Mas, essa é uma reclamação ampla que tenho e não específica dessa animação aqui.

E sim, teremos críticas de Last Kingdom!

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 23 de novembro de 2018 - 13:36

Eu me referia mais às obras voltadas ao público infantojuvenil terem essa estética, e bocado Castlevania não se encaixaria.

Vou ficar no aguardo da crítica das aventuras de Uhtred.

Saudações.

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