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Crítica | Smallville: As Aventuras do Superboy – A Série Completa

por Felipe Oliveira
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Falar de Smallville pode ser um tanto quanto “polêmico”, por despertar certas reações para quem acompanhou a série de alguma forma. A reação pode ser de total desaprovação, ou de enorme apreço pelo que esta série trilhou ao longo de 10 anos e por 217 episódios. O programa criado por Alfred Gough e Miles Millar (dupla por trás também de Homem-Aranha 2 e Eu Sou o Número Quatro) não foi a primeira investida de contar a história do Superman em uma adaptação televisiva, mas foi a que se propôs a narrar a história do Homem de Aço sob o viés de sua adolescência e como aprendeu a usar seus habilidades na cidade fictícia do Kansas. Junto disso, a premissa se misturava com os valores da modernidade para compor ainda mais esses desafios da juventude, sobretudo, para Clark Kent, descobrindo o que era equilibrar a aparente normalidade como alguém que possuía super habilidades. De todo modo, quase 10 anos após seu término, Smallville: As Aventuras do Superboy ainda ressoa seu legado, com ruídos.

Para um seriador que se preze, é que sabido que, ao menos, o episódio piloto tem que mostrar a que veio, afinal, é o responsável por apresentar o universo da série de modo que o telespectador retorne para o próximo capítulo. E Smallville conseguiu este feito. Era 16 de outubro de 2001, a história do Superman adolescente estava pronta para ser exibida na TV com a missão de conquistar o público habituado com as atrações teens da Warner Bros. Television, somando a isso, à legião de fãs de um personagem famoso da DC, e não poderia falhar em convencer. Visto o sucesso de audiência para a emissora, o capítulo comandado por David Nuttler — já experiente em dirigir dramas sci-fi bem como a clássica série Superboy — alcançou este feito. Assistindo ao episódio, fica claro que a pretensão era marcar a estreia com grande empenho técnico, mas também valor dramático. Os primeiros minutos se passaram em 1989, com uma chuva de meteoritos acompanhada da nave que marcaria a chegada de Clark à terra. O ponto chave aqui, foi que a abertura se apresentou evidenciando uma tragédia com grande realismo e comoção. E isso se estende na contemplação da pequena cidade do Kansas, com pessoas simpáticas sendo surpreendidas por meteoritos e fogo, sendo algumas delas, os pais da pequena Lana Lang (Jade Unterman) — e a bixinha vendo tudo —, e depois, Lex Luthor mirim (Matthew Munn) perdendo o cabelo, por conta do impacto causado pela nave caindo no milharal de Martha (Annette O’Toole) e Jonathan Kent (John Schneider), que em meio a desgraça, são recebidos com uma criança, justo quando descobriram que a Sra. Kent não poderia ter filhos.

De alguma forma, o capítulo de estreia de Smallville conseguiu cativar, e muito disso, foi pelo encanto da nostalgia, da alta produção e elementos dramáticos típicos, mas que terminaram casando com a premissa da série, que ousou pelo capricho técnico e agradou pela familiaridade da trama. Foi um bom começo, no entanto, ao tempo que pavimentou como seria o desenrolar da temporada, já mostrava os pontos fracos. Conceber tal investida, foi uma tarefa árdua, mesmo para Tom Welling que não era muito famoso na época, e depois de algum tempo, acabou topando viver Clark Kent nas telinhas. Parte da sua resistência vinha da ideia que tinha da série se tratar de uma versão “adolescente do Superman”, e bem, se ao ler o roteiro do piloto se iludiu com entendimento de algo consistente, o tempo fez dizer que suas impressões estavam certas.

O destaque para esse início, sem dúvidas, estava em um dos melhores aspectos que o programa conseguiu desenvolver e manter empolgante: a relação de Clark e Lex Luthor, somando a performance inesquecível de Michael Rosenbaum encarnando o vilão por sete temporadas. De cara, ficamos com a contraposição de vilão e mocinho, depois que Lex quase morreu em um acidente de carro, mas foi salvo por Clark, o humilde filho dos Kent e que ele passa a nutrir uma obsessão pelo jovem demonstrar características avessas às suas, sem saber que se tratava do futuro Azulão. Mas quando digo que Welling não errou ao desconfiar que a proposta da série seria um retrato teen do Homem de Aço, é porque a produção não poupou em inserir na narrativa muito do que se via em atrações anteriores como Buffy, a Caça Vampiros, Roswell e, principalmente, Dawson’s Creek; neste caso, os impasses amorosos que envolviam um triângulo amoroso, espelhados entre Lana Lang (Kristin Kreuk), a paixão da adolescência de Clark, Chloe Sullivan (Allison Mack) e Whitney (Eric Johnson).

A ideia de envolver características de séries queridinhas entre o público adolescente foi certeira, visto o motivo principal para criação do programa, que era traçar a trajetória de Clark antes de ir para Metrópolis com uma indagação motriz estabelecido: como poderia ser a juventude do Super-Homem?. O desafio nisso, era manter a proposta interessante e fiel no seu intuito, o que foi perdendo o charme, e transformando a boa premissa em algo cansativo.

Os Acertos

Se a base estabelecida traria o Superman antes de sua fase adulta, obviamente, explorariam o surgimento das habilidades. O que bem, foi um dos elementos que conseguiu um alívio cômico fácil aliado a breguice, e até safadeza em alguns momentos, como quando Clark descobre a visão de calor, justo em um dia de clima quente na cidade: sala cheia e fechada para melhor exibição do projetor, e bastando encarar a professora que pingava de suor, seus olhos ferveram causando um incidente em classe. E mesmo tendo 1,90 de altura, com um jeito desengonçado, Tom Welling conseguia transportar os dilemas em torno de Clark com carisma suficiente para segurar a trama em diversos momentos. O fato de desenvolver a descoberta das habilidades junto ao amadurecimento como um adolescente, foi um bom artifício. Parte do panorama do show, defendia muitíssimo o aspecto psicológico por trás dessa trajetória, e tínhamos ali um Clark com grande coração e dimensões que iam além do conhecimento humano, mas que não podia se mostrar como era inteiramente, nem para o amor da sua vida, com a qual idealizava até o primeiro beijo.

Acrescentando ainda mais esses conflitos internos, os roteiristas sabiam quando usar a melhor fonte para compor essa visão difícil para as telinhas: os quadrinhos. Uns até dizem que a grande sacada em Smallville ao longo de 10 anos foi apresentar um pacote completo, percorrendo vários arcos e eventos memoráveis das HQs, ainda que não exalasse qualidade em todos os quesitos, por isso, o show não mediu esforços para inserir as pedras kryptonianas como recurso e construção na personalidade de Clark. Dá para perder as contas de quantas vezes a kryptonita vermelha foi usada, mas o seu uso, sempre se mostrou um deleite narrativo uma vez que representava uma caracterização corrompida do herói, onde quebrava todos seus códigos de ética para abraçar um lado profano, e que se opunha até aos doces pais adotivos.

O trajeto foi longo, mas ao menos, Smallville pode se orgulhar por ter alcançado o mérito de explorar quem era Clark Kent/Superman devoto pela humanidade da versão que expressava um Kal-El ausente de sentimentos, apenas ligado à ideia que veio para conquistar a terra. E esta é a maior dubiedade do Azulão: o que ele representa para terra longe do que o faz humano: seus pais, amigos e a capacidade de amar. Ter essas referências na construção de Clark, se mostrou uma das melhores qualidades com efeitos memoráveis do show, afinal, como não se encantar com o vínculo fraternal do herói com as figuras de Martha e Jonathan? Há exemplos de episódios maravilhosos que contrapuseram o conflito de Clark entre abraçar seu treinamento como o último descendente de Krypton e com missão na Terra e equilibrar a humanidade que o cercava – o que deixarei para outra pauta -, tudo isso dialogando com a proposta de transitar com os aspectos que formam a origem do Superman.

Muito resumidamente, Smallville tinha como papel endereçar os percalços do Super-Homem até chegar ao ápice clássico que conhecemos: maduro, capaz de equilibrar o perfil do Clark atrapalhado, apaixonado por Lois Lane, de coração e caráter cativante, para o herói que deixava o Planeta Diário e voava para salvar o mundo. Mas nada disso veio fácil, e o texto de Gough e Millar, quando não apelavam para a enrolada narrativa, sabia demonstrar essa trilha de maneira emocionante e incrível, como quando Clark aprende a voar. Ora, é o Superman que está em pauta, mas a construção atrelada ao perfil inseguro, em constante conflito para se compreender, entender o passado e abraçar sua grandeza, fazia de Clark o coração e força para esta série que beirava o encanto e desencanto em sua própria história.

Chloe

Clark Kent era o coração da série, e Welling soube honrar esse papel com todas as características que moldaram esse desenvolvimento, mas o protagonista estava longe de ser o melhor personagem aqui, ainda mais por ser o típico principal que irritava. Mas bem, se tem uma coisa que Smallville teve de consistente diz respeito aos personagens, em sua maioria.

Se juntando a Welling como única membro do elenco principal a chegar ao final da série, foi Allison Mack e sua Chloe Sullivan, uma das personagens mais memoráveis e incríveis que uma atração televisiva pôde contar. Escrita especialmente para As Aventuras do Superboy, a personagem teve tanto destaque e importância que foi inserida em algumas histórias dos quadrinhos. Após 9 anos, Mack cogitou sair da série, mas devido ao apelo dos fãs, decidiu participar em alguns episódios da décima temporada, para que o ciclo de Chloe tivesse uma conclusão digna pelo que foi desempenhando. Muito além do triângulo amoroso com Clark e Lana, Chloe era o tipo de personagem que fazia a roda funcionar e conseguia ter seu próprio estrelato e roubar a cena com facilidade. Muitos arcos a colocavam como porto seguro e guia do Superman, porém, os roteiristas tinham a noção de que se tratava de alguém que não poderia se resumir a este tipo de tratamento, até porque seria incoerente e decepcionante.

A origem era do Superman, mas Choe alcançou tamanha importância como peça fundamental que fazia ser vibrante acompanhar sua trajetória que não permitia cair na mesmice.

Lois Lane

O nível de importância de Chloe era tanta que foi a responsável pela introdução de Lois Lane, que na série, eram primas. Ainda na 4ª temporada, quando a personagem surgiu na narrativa, Smallville ainda estava em sua fase de ouro e conseguiu inserir Lois em um momento que os episódios ainda entretiam e transmitiam evolução na premissa de mostrar a adolescência do Superman.

Ao tempo que a narrativa se encontrava no chatissímo impasse entre Lana e Clark, Lois, a destinada a ser um par romântico do herói, dava as caras. O tópico aqui é sobre acertos, e felizmente, desde a primeira aparição de Erica Durance, a atriz provou ter domínio e desenvoltura com a personagem que não estaria ali como mínima introdução como futura parceria de Clark/Superman. A personalidade impulsiva, desbocada, ousada, atrapalhada e persistente da jornalista se fizeram presentes na série, e foi maravilhoso ter Durance desempenhando isso.

Demorou para o que os shippers de casais queriam ver, mas foi cômico e incrível ver como cresceu a relação entre ela e Clark, o típico opostos que se atraem. E para o bem dessa investida, Durance e Welling tinham química, tinham graça, ternura, sarcasmo e paixão para fazer essa união ser bela de ser acompanhada, o que foi muito melhor que muita comédia romântica por aí – impagável toda vez em que Lois chamava Clark de Smallville.

Martha e Jonathan / Lex e Lionel Luthor

Bem como ela, Smallville tinha outro vínculo emocional que fazia o coração aquecer com a leveza e beleza no que exalava através de Martha e Jonathan Kent. A série pode ser qualificada como brega, ruim, desastrosa, conveniente e risível, mas é inegável que mesmo após 10 de seu fim, ela conseguiu fixar como célebre muitas figuras que fizeram parte do seu universo. Talvez por se tratar de uma série, teve mais tempo de causar este efeito e atrair afeição do público do que momentos pontuais nas versões cinematográficas, mas é aconchegante lembrar de O’Toole e Schneider como os pais do Superman.

E para fechar esse tópico de acertos sobre os personagens, outro que ecoa esse efeito definitivo em nossas mentes, é Michael Rosenbaum como Lex Luthor. Já tivemos adaptações, com projeções e representações caricatas, outras que se encaixaram na premissa, mas ainda não há outra interpretação e construção tão sólida – ou melhor – quanto a de Rosenbaum. De novo, a oportunidade e sorte de poder destrinchar os personagens em formato televisivo, pode ter ajudado muito pelo espaço que os roteiristas tinham para explorar um vilão de origem complicada e diversas camadas, e fizeram isso com coerência, assim, ao tempo, pudemos acompanhar com primor o surgimento do que se tornaria um grande magnata e corrupto. Como dito, o personagem durou 7 temporadas no show, e por muito pouco, flertou ali a possibilidade de pesar a mão no que foi desenvolvido tão bem, mas investiram para fazer o possível na imaginação da série momentos emblemáticos dos quadrinhos, e deixo como exemplo, o arco de Lex como presidente dos Estados Unidos.

E não poderia falar de Lex sem citar John Glover encarnando o charmoso e sádico Lionel Luthor. O constante conflito entre pai e filho foi mais um excelente exemplo de transposição dos quadrinhos para as telinhas, e novamente, foi mais um aspecto que Smallville coleciona como aspecto positivo pela chance de ter desenvolvido sem cansar o personagem, e bem, Lionel foi uma figura e tanta, no mínimo icônica. Se Lex tinha a vilania como destino e o papel paterno sendo elemento que impulsionaria isso, Lionel também mostrava outra face de entretenimento pela sua ambiguidade, antagonismo ali, muito bem dosado quando se tratava de causar dúvidas quanto às suas intenções, o que não deixava de ser uma surpresa. Deixo como citação o momento chave e impagável de Lionel fingindo cegueira.

Menções

Vale a menção das várias participações que Smallville conseguiu compor ao universo. Além de Lex e Lionel, a série foi esperta por saber introduzir outros vilões famosos sem parecer diminuir o que tinha alcançado com Lex, sendo eles Brainiac (James Marsters) e Zod (Callum Blue). E antes mesmo do Arrowverse impulsionar os grandiosos crossovers de heróis na CW, Gough e Millar tiveram seu Olivet Queen (Justin Hartley), Bart Allen (Kyle Gallner), Aquaman (Alan Ritchson) e Ciborgue (Lee Thompson Young, falecido em 2013), e que ao lado de Clark, formaram mais uma versão da Liga da Justiça na TV. E apesar de O Esquadrão Suicida contar com dois filmes em 5 anos, Smallville trouxe primeiro e não fez nada feio. E como encerramento, cito Jimmy Olsen (Aaron Ashmore) – sem o detalhe baixo que os roteiristas inventaram.

Também tivemos o Caçador de Marte (Phill Morris), a SJA (Sociedade da Justiça), Slade Wilson (Michael Hogan), a breve participação de Metallo (Brian Justin Green), e claro, a personagem que aprendemos amar: Lena Luthor (Cassidy Freeman).

“Somebody save me…”

Impossível falar da parte boa da série e esquecer do que teve de ruim, afinal, para não ser querida por muita gente, não é só implicância. Depois que assiste tudo e reflete sobre as 10 temporadas, é possível visualizar o planejamento de que as cinco primeiras fases, dialogaram sobre o dilema das habilidades e Clark se entendendo como adolescente e herói e daí avançar para o que foi destinado na Terra. Episódios como o 3×01 – Exíle, com Clark portanto o anel de kryptonita vermelha a fim de aliviar a culpa por desastres causados se inibindo de sentimentos, aponta um exemplo do Azulão sendo chacoalhado por achar que conseguiria ser herói sem o treinamento com Jor-El (voz de Terence Stamp), também, o 4×01 – Crusade, onde Clark encarna Kal-El, e após 3 meses sem lembrar de quem era na Terra, explora todas suas habilidades sem se ater a vínculos emocionais. Já as cinco temporadas restantes, focaram em um tom mais sombrio, onde Clark sairia da sombra que foi batizada de borrão azul e vermelho na oitava temporada – o que ficará para outra pauta. Contudo, as boas intenções não justificam a longa somatória de escolhas ruins da série.

Lá no episódio piloto, muitas emoções marcaram a estreia e ditaram o ritmo, mas tinha ali um recurso que se tornaria peça de comodismo para os roteiristas: os meteoritos. A ideia de que alguns habitantes de Pequenópolis ao serem expostos à Kryptonita verde, adquiriram habilidades meta-humanas, se mostraram divertidas no começo, até inserirem na série o formato procedural, ou como é melhor conhecido, caso da semana. O ponto positivo desse recurso, era o contraponto que trazia entre o meta-humano da vez com o conflito de Clark se martirizar por sentir vontade de ser uma pessoa ausente de super habilidades, onde poderia fazer as coisas temer o que seu corpo causaria, mas por muito tempo, se tornou um elemento cansativo para trama.

E se tratando de personagens, duas ficaram de fora dos selecionados como os melhores: Lana Lang e Kara Kent (Laura Vandervoort). A primeira, de paixão da adolescência de Clark, se tornou um papel que perdeu as principais características que a fizeram importante, uma vez que os roteiristas não sabiam mais onde encaixar enquanto seguravam o suspense de quando Lana descobriria sobre a identidade de Clark. Infelizmente, a personagem caiu num contexto abusivo com herói, nessa de não assumir um compromisso nem de revelar o porquê não poderia, o casal andava em círculos em nada saudável de ser representado. Não sendo pouco, Lana foi ainda mais afetada ao ser colocada em um relacionamento com Lex, em um dos piores arcos. E se com Clark a coisa parecia ser menos grave, com Lex, tudo era mais escancarado e agressivo, física e verbalmente. O disfarce para todas essas fases de decepção, foi moldar uma personalidade empoderada em Lana, mas que não ressoa em outras substâncias além de cenas e frases mecânicas. Ao menos, Kristin Kreuk era ótima, mas Lana não fazia mais sentido.

Se tratando de Kara, os roteiristas não desenvolveram um plot sólido para a personagem além de momentos específicos e à sombra de Clark. O que foi lamentável, visto que a sua chegada na sétima temporada desempenhou uma construção bem mais digna e empolgante do que todo o resto em que Vandervoot participou da série.

Bem como outras séries com duração longa, Smallville sofreu com a síndrome de não saber a hora de acabar. Em média, as temporadas contaram com 21 a 22 episódios, e o que tinham para explorar não era simples, claro, mas nesse tempo que tinham para aprofundar e fazer a trama de maneira significativa, foi se criando uma barriga que mais parecia se apegar em detalhes que não tinham o mesmo impacto do que largar alguns hábitos e evoluir narrativamente. Há inúmeros momentos tão vergonhosos colocados para cumprir a leva encomendada por temporada, que muito facilmente, afastam o interesse do público em acompanhar, uma vez que fugiam muito da premissa que era acompanhar essa origem de acertos e erros – e coisas sem noção – sobre o Superman.

Ainda assim, entre muitos embaraços e borrões, Smallville se fez memorável. A temporada poderia estar na ruindade que fosse, um episódio era o suficiente para causar a comoção e lembrar o porquê valia a pena a série ser assistida. Clark, por muito tempo se assumiu como o Blur, e de forma simbólica e carinhosa, era emocionante ter o tradicional casaco vermelho e jeans azul surrado como representação do uniforme, o que já dosava os pequenos indícios do que ele se tornaria. Por isso, foi também simbólico deixar para o nosso imaginário o Clark correndo para seu voo uniformizado, e como vislumbre, o S de esperança.

Smallville: As Aventuras do Superboy (Smallville, Estados Unidos – 2001 – 2011)
Criação: Alfred Gough, Miles Millar
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Tom Welling, Allison Mack, Erica Durance, Kristin Kreuk, Michael Rosenbaum, Annette O’Toole, John Schneider, John Glover, Justin Hartley, Laura Vandervoort
Duração: 44 min. (Cada episódio – 217 episódios no final)

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