Crítica | Sounds From a Town I Love

estrelas 3

Após os atentados terroristas em Nova Iorque, em setembro de 2001, a comunidade cinematográfica americana mobilizou-se em uma série de eventos locais para, de alguma forma, ajudar a cidade. Um desses eventos foi o Concert for New York City: Live (2001) que contou com a presença de diversos artistas, além de exibir filmes encomendados a grandes diretores do país que sempre tiveram um bom contato com a cidade, dentre eles Martin Scorsese, Spike Lee e Woody Allen.

A proposta era que os diretores fizessem um curta-metragem que trouxesse algo sobre a cidade de Nova Iorque e os seus habitantes. Woody Allen enviou para o evento o curta Sounds From a Town I Love, um quase literal desfile de muitas de suas personagens pela tela, representando medos e desejos de diversas categorias.

Os planos e a forma do filme são simples: diversos personagens transitam pelas ruas da cidade falando ao celular e a câmera os acompanha por alguns segundos a fim de “pegar” parte da conversa. O espectador é um ouvinte não autorizado aqui. Eis o filme.

O grande impacto está (como sempre, em se tratando de Woody Allen) no roteiro, que trabalha a neurose de diversos novaiorquinos com os acontecimentos daquele momento, além de nos dar algumas informações sobre os problemas e preocupações de suas próprias vidas. O humor é exibido a cada telefonema, que assume, no filme, o papel de um micro-esquete.

Sounds From a Town I Love cumpre o seu papel, que é mostrar a cidade e os seus habitantes, seus medos, suas vidas em algum estado de crise. Diversas etnias, sotaques, e relações com a cidade são mostradas. Como nenhum outro diretor novaiorquino, Allen possui uma ligação quase religiosa com Nova Iorque e qualquer coisa que ele faça sobre essa cidade é digno de ser apreciado. Mais uma (pequena) carta de amor woodyana a essa mágica e gigantesca metrópole. Vale a pena assistir.

Sounds From a Town I Love (EUA, 2001)
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Marshall Brickman, Griffin Dunne, Michael Emerson, Hazelle Goodman, Rick Mowat, Bebe Neuwirth, Tony Roberts, Celia Weston
Duração: 3min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.