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Crítica | Spider-Gwen #1

por Handerson Ornelas
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A recente série do Homem-Aranha, The Edge Of Spider Verse, provavelmente foi uma das mais comentadas da Marvel no ano passado. A série que reuniu heróis aracnídeos de diversas dimensões gerou frutos e ideias bem divertidas, originando então a recém lançada, Spider-Gwen. A série começa com o fim da saga Spider-Verse e se passa em uma realidade onde a famosa antiga namorada do aranha, Gwen Stacy, foi picada pela aranha radioativa, se tornou uma heroína chamada Mulher-Aranha e quem morreu sob sua responsabilidade foi Peter Parker.

A primeira edição deixa claro que a série não será transgressora, mas que pode ser um bom entretenimento. É interessante ver um universo do aranha bem diferente, onde papéis foram invertidos e Gwen se tornou a heroína perseguida pela polícia, que sofre com as mentiras de J.J. Jameson e ainda viu seu amado Peter Parker sucumbir. Além de outros pontos divertidos, como a personagem ser baterista de uma banda onde Mary Jane é vocalista, o grupo feminino de rock’n roll The MaryJanes. Mas tirando a figura feminina exaltada, a verdade é que a edição não mostra sinal de enredo inovador. Não há nada de diferente por trás da trama mostrada, onde a Spider-Woman se vê perseguida pela cidade como o clássico Homem-Aranha era. E outros momentos, como a luta entre a heroína e o abutre também provam isso. Uma sequência mais que batida, cansada de ser vista por quem já viu o aranha lutar contra o vilão (quem não cansou de ver o herói jogar teia nos olhos do abutre?).

A arte cartunesca de Robbi Rodriguez é eficiente e mostra o clima descompromissado da série. De tudo, seu maior mérito com certeza é o ótimo e diferente visual da heroína, que mesmo com o amplo número de spider versos, possui características próprias e passa longe do machismo (bem pelo contrário, deve agradar bastante até as leitoras). Um grande mérito da edição está nas cores de Rico Renzi, que com um visual bem colorido e técnico consegue ajudar bastante na história.

Apesar de alguns problemas, se trata de uma ideia bem legal, isso é inegável. Um dos exemplos de que a Marvel merece levar méritos por ter ideias quase impensáveis em alguns momentos. E a iniciativa recebeu retorno positivo, o que é importante e foi salientada em um texto ao final da edição, onde o editor Nick Lowe agradece ao público pela recepção da ideia. Várias artes foram feitas por fãs, bom nível de vendas para a primeira aparição da personagem (Edge Of Spider Verse #2) e até o hit fictício Face It, Tiger do The MaryJanes que virou realidade nas mãos da banda Married With A Sea Monsters. Nick tem razão, e por mais ressalvas que a série possa ter, é uma ideia que vale a pena.

No player abaixo você confere a música Face It Tiger do The MaryJanes, tocada pela banda texana Married With A Sea Monsters.

Spider-Gwen #1 (EUA – 2015)
Roteiro: Jason Latour
Arte: Robbi Rodriguez
Cores: Rico Renzi
Letras: VC’s Clayton Cowles
Data de publicação (EUA): 25 de fevereiro de 2015
Editora: Marvel Comics

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8 comentários

Anônimo 6 de outubro de 2018 - 11:30
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Luiz Santiago 15 de janeiro de 2016 - 06:52

Mandou bem, pagode! E eu ri muito com a sua frase “quem não cansou de ver o herói jogar teia nos olhos do abutre?”. ahahahhaha

Essa primeira edição realmente entretém, mas está longe de ser AQUELA coisa.

Ela chega a ser genérica demais em alguns pontos, algo que, como você comentou comigo lá no grupo, já melhora na edição #2. Vou terminar de ler as edições e finalizar o volume ainda hoje. A ideia é realmente promissora e esse universo pode ter coisas interessantes para mostrar.

Uma coisa que eu achei legal foi a interação, nessa realidade, com outros personagens conhecidos desse universo, como o Murdock, na “anteriormente” e mais pra frente, o Foggy. Curti.

E a arte é tão legal! A luta com o abutre, apesar de ser meio patética na narrativa, é tão legal nos desenhos! 😀 Aguardo agora para ver o que você acha do restante.
Abs!

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Handerson Ornelas. 20 de janeiro de 2016 - 00:59

hahahahaha valeu, Luiz! Então, terminei de ler o arco todo, a crítica sai em breve. Já te digo que achei satisfatório, mas ainda assim, bem genérico.

Te espero nos comentários da crítica quando sair. Abração!

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Luiz Santiago 20 de janeiro de 2016 - 01:23

Com certeza aparecerei lá. Já terminei o arco. Mas só digo o que achei na próxima crítica. hahahaha

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Erik Blaz Dos Santos 13 de março de 2015 - 16:35

Nossa, não sabia que tinham feito a música .______________.

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Handerson Ornelas. 17 de março de 2015 - 05:29

Sim, Erik! E ficou um punk rock garageiro sensacional! haha 🙂

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Tairon 4 de março de 2015 - 01:16

Cara, concordo em partes, li e gostei bastante, quero ver o que pode ser mudado no universo aranha sem tirar a ideia.

E tenho que “discordar” na parte de ser inovador, pois como primeira revista ela deve ter que atrair os leitores do Aranha (usando coisas básicas e comum [atirar teia nos olhos do Abutre]), para que então comece a mostrar sua verdadeira proposta.

Eu realmente espero que você esteja errado nisto, pois se for só uma revista com o(a) Aranha mulher, (pessoalmente) acharei fraco e sem graça e repetitivo.

Ótimo texto.

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Handerson Ornelas. 4 de março de 2015 - 17:26

Obrigado pelo comentário, Tairon! Essa foi minha impressão apenas sobre a primeira edição, eu também sinceramente espero que a série mostre que estou errado e que me surpreenda com coisas novas. Continuarei seguindo a série pra ver o que ela pode oferecer…

Grande abraço!

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