Home TVTemporadas Crítica | Star Trek: Série Original – 1ª Temporada (Jornada nas Estrelas, 1966 – 1967)

Crítica | Star Trek: Série Original – 1ª Temporada (Jornada nas Estrelas, 1966 – 1967)

por Luiz Santiago
387 views (a partir de agosto de 2020)

Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para explorar novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações… audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve. Assim o público foi apresentado, pela primeira vez, a Star Trek, no dia 8 de Setembro de 1966. A série, esboçada por Gene Roddenberry dois anos antes, teve produção da Desilu e seu episódio piloto, A Gaiola, foi submetido à NBC, rede que exibiria o programa, mas foi rejeitado. Após um novo piloto encomendado, Onde Nenhum Homem Jamais Esteve, e a aprovação da emissora, a grande jornada, definida por seu criador como um “vagão de trem para as estrelas”, foi oficialmente iniciada.

Grande fã de ficção científica, Roddenberry baseou-se em clássicos literários do gênero (destaque para o mestre A. E. van Vogt); na dinâmica do cinema de faroeste e em filmes como O Dia em que a Terra Parou (1951) e Planeta Proibido (1956), para estruturar a ideia geral do programa. Uma das colocações do autor era que Star Trek deveria ir no caminho oposto à leve Perdidos no Espaço. Sua intenção era realizar uma série que fosse, de fato, um produto de ficção científica e utilizasse não apenas o aporte imaginativo do gênero, mas também o seu lado da ciência, incluindo no roteiro, sempre que possível, indícios de descobertas estelares ou resoluções que eram matemática, física ou quimicamente corretas.

Mesmo depois de ter que retirar a atriz Majel Barrett do cargo de Primeira Oficial e colocar Leonard Nimoy no lugar, Roddenberry não desistiu de tornar a Enterprise um lugar inclusivo e, a partir daí, fazer com que as missões dessem destaque a personagens de etnias, nacionalidades e culturas completamente diferentes. Da equipe oficial nesta 1ª Temporada, temos como protagonistas o Capitão James T. Kirk (William Shatner, o Ego da nave, aglutinando as decisões que passam pela luta entre seus interlocutores mais frequentes); o Doutor Leonard “Magro” McCoy (DeForest Kelley, uma espécie de ID da nave, com emoções sempre à flor da pele); e o Primeiro Oficial Spock (Leonard Nimoy, o Superego da nave, uma espécie de “pai natural”, completamente lógico em suas ações e decisões).

Mesmo considerando que a aparência dada ao personagem de Nimoy tivesse um sentido de inclusão para outras espécies na série — princípio de convivência e respeito com o que é diferente, um dos motes de Star Trek, desde o seu início — outra tríade de personagens assumiu muito bem esse lado, mantendo bandeiras sociais importantes nos anos 1960, período da Corrida Espacial, com picos de medo da Guerra Fria e recrudescimento de ações preconceituosas vindas como resposta às lutas para igualdade social e de direitos que tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos e da Europa. Desse modo, há um significado muito grande quando vemos em cena personagens como Sulu (George Takei, o Piloto e Comandante de Armas de ascendência asiática em uma série americana, em plena Guerra do Vietnã); Uhura (Nichelle Nichols, a Oficial de Comunicações, um posto importantíssimo para uma mulher negra na década-chave da luta pelos direitos dessa comunidade nos EUA — a atriz até tentou desistir do papel, mas foi persuadida a ficar por ninguém menos que Martin Luther King); e até Scott (James Doohan, o Engenheiro Chefe escocês, representando uma parte das raízes da Terra do Tio Sam).

Juntar essa equipe em uma série sci-fi com tantos episódios (29, nessa temporada, com 50 minutos de duração, cada um) não foi fácil, e para que isto se mantivesse coerente, houve um forte investimento em temáticas reflexivas, que serviam como “peças morais” do século 23, que é quando essas aventuras ocorrem — com algumas exceções de viagens no tempo ou paradoxos, a exemplo do excelente Amanhã é Ontem (1X19) e do inesquecível e emotivo A Cidade à Beira da Eternidade (1X28).

A despeito do mirrado orçamento destinado à série, o desenho de produção e a direção de arte conseguiram entregar uma temporada visualmente fascinante. Comecemos pelo reconhecimento do trabalho de Matt Jefferies, o aviador e artista mecânico que projetou o desenho da Enterprise e a maioria dos painéis e espaços de seu interior. Ao lado de seu irmão John Jefferies, Matt foi o responsável pelo carro-chefe do aparato visual de Star Trek, uma vez que a maior parte dos eventos aconteceriam dentro da nave. Aparelhos como fasers, comunicadores e todo o fantástico espaço tecnológico da Sala de Comando ganharam vida a partir de seu trabalho (o último citado, desenvolvido a partir de um desenho do diretor de arte Pato Guzmán).

Os três primeiros episódios da temporada, O Sal da Terra, O Estranho Charlie e Onde Nenhum Homem Jamais Esteve servem como introdução geral do programa ao espectador, mostrando basicamente tudo o que precisávamos saber para seguir assistindo. Poucas adições marcantes seriam feitas até o fim deste primeiro ano, mas, dentre elas, destacamos a que ocorreu no estupendo A Semente do Espaço (1X22), que nos apresenta pela primeira vez o icônico Khan (Ricardo Montalbán, em uma interpretação para aplaudir de pé) e discute política e governos ditatoriais a partir do fascínio que boa parte das civilizações têm em relação a esse tipo de “Líder Supremo”.

A partir de Tempo de Nudez (1X04), existe uma mudança temática mais intensa nos roteiros. Os temas tratados vão se tornando cada vez mais complexos e ameaçam de maneira mais palpável os tripulantes da Enterprise. Já a esta altura, estamos acostumados com a mudança dos uniformes (na Série Clássica: amarelo para postos de comando; azul para postos de ciências, e vermelho para operações/segurança), criados pelo figurinista da série, William Theiss, que também faria o guarda-roupa original dos Romulanos (com primeira aparição em O Equilíbrio do Terror [1X14], episódio que apresenta um tocante discurso contra o preconceito e uma visão não-maniqueísta dos vilões); Klingons (com primeira aparição em Missão de Misericórdia [1X22], episódio que discute pacifismo e belicismo, problematizando mais uma vez a guerra, agora a partir do princípio de ação de seus comandantes); e Vulcanos, pré-apresentados desde que a aparência de Spock foi explicada, ainda no piloto.

Mesmo nos capítulos com direção mais frouxa e roteiro não tão bem trabalhado, o espectador conta com cenários e tramas que chamam a atenção, de modo que não existe, nesta temporada, um único momento que se possa classificar, realmente, como “dispensável”. Claro que teríamos um resultado melhor se alguns capítulos trouxessem um rumo diferente em seu desenvolvimento ou finalização, mas é sempre possível interpretar ou tirar alguma coisa muito boa dessas aventuras, vide O Ardil Carbomite (1X10), que explora a dificuldade de comunicação e problemas de primeiro contato entre culturas/raças distintas; o desfecho do arco dos Talosianos, em A Coleção – Parte 2 (1X12); e o bem chateante O Fator Alternativo (1X27), o episódio mais fraco da temporada, que ainda assim, consegue levantar em seu “blablabla-científico” uma discussão sobre altruísmo, condenação eterna por um bem maior e Complexo de Cassandra.

Ao longo da temporada, a mentalidade fértil e exigência de Gene Roddenberry para com a série foi aparecendo nas escolhas que ele fez ou orientou os roteiristas a fazerem, como apresentar a ideia literária e filosófica do duplo em O Inimigo Interior (1X05); disfarçar a prostituição e o tráfico de mulheres em um quase conto de fadas em As Mulheres de Mudd (1X06), temática que ganha um aspecto diferente logo a seguir, na primeira oposição entre homens e máquinas, no episódio E as Meninas, de Que São Feitas?; falar sobre ética médica, bioética e limites de certas pesquisas em O Punhal Imaginário (1X09), temática mais ou menos visitada anteriormente em Miri, com pinceladas de O Senhor das Moscas e impasses da terapia genética; ou criticar a extrema confiança no computador e deixar-se alienar por ele a ponto de se tornar insensível, como vemos no excelente Um Gosto de Armagedom (1X23).

Sabendo que não existia limites ou tempo para visitar e explorar alguma coisa, Roddenberry pedia que os roteiros fossem centrados na máxima de “contar uma boa história; uma história inteligente” e a partir daí, algumas doses de exagero e [quase] ciência eram adicionadas a dramas que divertiam e discutiam muitos temas ou homenageavam algumas pessoas, como é o caso do Shakespeariano A Consciência do Rei (1X13) e o Suntzuniano O Primeiro Comando (1X16); ou visitavam certas linhas de pensamento, como a mecanização e burocratização da Justiça em Corte Marcial (1X20); a sátira do “vilão cativante”, Trelane — William Campbell em uma excelente atuação e claramente se divertindo muito no papel –, em O Senhor de Gothos (1X17); o retorno à ideia de que somos precoces em julgar pela aparência e querer eliminar, por medo, qualquer coisa que não conhecemos, em O Demônio na Escuridão (1X25) e, por fim, a dificuldade de se resolver dilemas morais quando há algum elemento passional em jogo, justamente no finale da temporada, Operação: Aniquilar! (1X29).

A 1ª Temporada de Star Trek é extremamente divertida de se assistir. É verdade que há momentos sonolentos e roteiros com resoluções que nos fazem rir, tamanho nível de ingenuidade da coisa, mas como já afirmamos anteriormente, mesmo nesses casos, existe algo maior e mais interessante em jogo do que apenas o erro em evidência. O fato de os episódios não terem uma continuidade narrativa (mesmo os que fazem parte de um arco, podem facilmente ser vistos de forma isolada) facilita um acompanhamento mais esparsado, sem comprometer o entendimento geral dos eventos. Ao chegar no último episódio, o espectador está de tal forma envolvido com a dinâmica das viagens estelares e com o formato de “pensar coisas do nosso século em uma série sobre o futuro” que parte imediatamente para a viagem seguinte, para o próximo lugar onde homem algum jamais esteve.

Notas individuais dos episódios

Aqui estão disponibilizadas algumas informações sobre os episódios desta 1ª Temporada de Star Trek. Na coluna da esquerda, a classificação por ordem de exibição, o título original e a data estelar (de início e fim) da trama. Na coluna da direita, os títulos dos episódios em português, o principal cenário onde se passa, a possível indicação de um arco e a nota que eu atribuo a ele.

1X00

The Cage

A Gaiola

Planeta Talos IV / Arco: The Talosians, 1 de 3

1X01

The Man Trap

1513.1 — 1513.8

O Sal da Terra

Planeta M-113

1X02

Charlie X

1533.6 — 1535.8

O Estranho Charlie

Planeta Thasus, em direção a Colony 5

1X03

Where No Man Has Gone Before

1312.4 — 1313.8

Onde Nenhum Homem Jamais Esteve

Planeta Delta Vega

1X04

The Naked Time

1704.2 — 1704.4

Tempo de Nudez

Planeta Psi 2000 / Arco: Polywater Intoxication, 1 de 2

1X05

The Enemy Within

1672.1 — 1673.1

O Inimigo Interior

Planeta Alfa 177

1X06

Mudd’s Women

1329.8 — 1330.1

As Mulheres de Mudd

Planeta Rigel XII / Arco: Harry Mudd, 1 de 3

1X07

What Are Little Girls Made Of?

2712.4

E as Meninas, de Que São Feitas?

Planeta Exo III

1X08

Miri

2713.5 — 2713.3

Miri

Planeta Terra

1X09

Dagger of the Mind

2715.1 — 2715.2

O Punhal Imaginário

Colônia Penal do planeta Tantalus V

1X10

The Corbomite Maneuver

1512.2 — 1514.1

O Ardil Corbomite

Região inexplorada pela United Federation of Planets

1X11

The Menagerie, Part I

3012.4 — 3012.6

A Coleção – Primeira Parte

Starbase 11 / Arco: The Talosians, 2 de 3

1X12

The Menagerie, Part II

3013.1 — 3013.2

A Coleção – Segunda Parte

Starbase 11 e Talos IV / Arco: The Talosians, 3 de 3

1X13

The Conscience of the King

2817.6 — 2819.8

A Consciência do Rei

Planeta Cygnia Minor

1X14

Balance of Terror

1709.2 — 1709.6

O Equilíbrio do Terror

Romulan Neutral Zone, próximo aos Postos Terrestres 2 e 3

1X15

Shore Leave

3025.3 — 3025.8

A Licença

Planeta semelhante à Terra na região de Omicron Delta

1X16

The Galileo Seven

2821.5 — 2823.8

O Primeiro Comando

Formação Murasaki 312, em direção a Makus III

1X17

The Squire of Gothos

2124.5 — 2126.3

O Senhor de Gothos

Planeta Gothos

1X18

Arena

3045.6 — 3046.2

Arena

Posto de Cestus III e região espacial 2466 PM

1X19

Tomorrow is Yesterday

3113.2 — 3114.1

Amanhã é Ontem

Planeta Terra, Sistema Solar

1X20

Court Martial

2947.3 — 2950.1

Corte Marcial

Starbase 11

1X21

The Return of the Archons

3156.2 — 3158.7

A Hora Rubra

Planeta Beta III

1X22

Space Seed

3141.9 — 3143.3

A Semente do Espaço

Espaço Profundo / Arco: Khan Noonien Singh 1 de 2

1X23

A Taste of Armageddon

3192.1 — 3193.0

Um Gosto de Armagedom

Planeta Eminiar VII

1X24

This Side of Paradise

3417.3 — 3417.7

Este Lado do Paraíso

Planeta Omicron Ceti III

1X25

The Devil in the Dark

3196.1

O Demônio na Escuridão

Planeta Janus VI

1X26

Errand of Mercy

3198.4 — 3201.7

Missão de Misericórdia

Planeta Organia

1X27

The Alternative Factor

3087.6 — 3088.7

O Fator Alternativo

Planeta não nomeado

1X28

The City on the Edge of Forever

?

A Cidade à Beira da Eternidade

Planeta não nomeado / Planeta Terra

1X29

Operation — Annihilate!

3287.2 — 3289.8

Operação: Aniquilar!

Planeta Deneva Prime

Star Trek: Série Original – 1ª Temporada / Jornada nas Estrelas (Star Trek: The Original Series) – EUA, 1966 – 1967
Criador: Gene Roddenberry
Direção: Marc Daniels, Lawrence Dobkin, James Goldstone, Leo Penn, Harvey Hart, Vincent McEveety, Joseph Sargent, Robert Butler, Gerd Oswald, Robert Sparr, Robert Gist, Don McDougall, Joseph Pevney, Michael O’Herlihy, Ralph Senensky, John Newland, Herschel Daugherty
Roteiros: Gene Roddenberry, George Clayton Johnson, Samuel A. Peeples, John D. F. Black, Richard Matheson, Robert Bloch, Adrian Spies, S. Bar-David, Jerry Sohl, Barry Trivers, Paul Schneider, Theodore Sturgeon, Oliver Crawford, Fredric Brown, D. C. Fontana, Don M. Mankiewicz, Carey Wilber, Robert Hamner, Nathan Butler, Gene L. Coon, Don Ingalls, Harlan Ellison, Steven W. Carabatsos
Elenco principal: Leonard Nimoy, William Shatner, DeForest Kelley, Nichelle Nichols, James Doohan, Eddie Paskey, George Takei, Grace Lee Whitney, Sean Morgan
Duração: 29 episódios de 50 min.

Você Também pode curtir

37 comentários

David Telio Duarte 23 de outubro de 2020 - 13:13

Uma série à frente de seu tempo em diversos aspectos, a começar pelas críticas sociopolíticas subentendidas em seus episódios. E passando, claro, pela antevisão de tudo que temos de tecnologia em nossas mãos hoje. Basicamente nos faltam apenas o teletransporte e o o scan manual do McCoy com resultado na hora….:-)
Parabéns pela crítica.

Responder
Luiz Santiago 23 de outubro de 2020 - 19:33

É impressionante o quanto essa série apresentou coisas tecnológicas que encontrariam pares na realidade. E claro, as críticas sociopolíticas, o que torna tudo ainda melhor! Que bom que gostou do texto, @david_telio_duarte:disqus. Tem o texto de A Gaiola separado aqui, depois dá uma passada por lá também.

Responder
Fábio 21 de julho de 2017 - 15:47

Luiz, só por curiosidade: tem plano de resenhar as outras duas temporadas?

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2017 - 15:57

Tenho sim! Eu até comecei a ver a 2ª Temporada, acho que já vi uns 5 episódios, mas botei na geladeira de novo por conta de um montão de outras coisas na lista hahaha

Responder
Fábio 21 de julho de 2017 - 18:11

Entendo! Só posso imaginar o tanto de coisas que você tem de assistir para fazer crítica.
Se for contar as outras gerações, os filmes, as HQs, os documentários, Star Trek é um universo quase tão vasto quanto o de Dr. Who e Star Wars.
Estou começando a ver a terceira temporada. Como estou assistindo aos poucos ao longo de muito tempo, tenho dificuldade em comparar a qualidade das temporadas, mas minha impressão é que ela só melhora. Quando tiver tempo vale a pena!

Responder
Luiz Santiago 21 de julho de 2017 - 22:30

Esse é o tipo de série que eu posso dar um tempo, mas não consigo abandonar. Adoro esse Universo de sci-fi com cérebro (DW é minha série favorita…) e Star Trek certamente proporciona isso. Eu percebi uma melhora em relação à 1ª Temporada já nos episódios iniciais da 2ª! Se melhora ainda mais, estou bem feliz!

Responder
Kajisan1 . 18 de abril de 2017 - 23:14

Só faltam 2 episódios pra eu terminar a 1ª temporada, mas na minha opinião, os episódios 0, 2, 6, 8 e 17 são os piores. Poderiam sair da temporada que não fariam a menor falta.
O episódio 0, aconselharia a ser pulado, já que é retrocontinuado nos episódios 11 e 12.
No caso dos episódios 2 e 17, eu acho que o rítmo do 2º episódio é muito parado, e enquanto que o episódio 17 é até legalzinho, o final o estraga completamente, pois a resolução foi praticamente idêntica a do episódio 2! A diferença é que no caso do Charlie, foram os seres do planeta que o buscaram, enquanto que no caso do Trelane, foram os pais dele. Porém, em ambas as resoluções, são seres com poderes que beiram a onisciência.
Episódio 8: O Kirk com aquela criançada e a falta de rítmo do episódio… putz…
O episódio 25 tbm é bem fraquinho, mas acho que ele que explicar algo sobre como devastamos outras culturas sem dó e nem piedade no nosso caminho para o progresso, expansão econômica e territorial. Fico imaginando se o roteirista quis fazer uma analogia com a matança de índios no passado…

Responder
Luiz Santiago 18 de abril de 2017 - 23:58

Caramba. Olha que curioso: dos que você considera os piores da temporada eu sequer achei apenas “ok”, gostei MUITO de todos! hahahaha essas diferenças de percepção são ótimas.

Particularmente gosto muito de “The Cage”. Acho, inclusive, que conhecer esse episódio ANTES é importante, porque amplia o significado daquele evento com os telosianos.

Já as suas outras observações, consigo entender essa visão, embora o episódio da Miri e O Demônio na Escuridão também tenham me agradado. Mas eu consigo entender porque alguns elementos deles te incomodaram.

Responder
Kajisan1 . 6 de maio de 2017 - 13:46

hahahaha
Então, na verdade eu gostei do “The cage”, sério mesmo, mas
fiquei muito p da vida quando vi a forma como manusearam esse episódio em “The Menagerie”. Eu já sabia que esse episódio havia sido retrocontinuado, mesmo antes de assistir a série, mas eu achei que só mostrassem alguns eventos a mais depois da saída da tripulação lá daquele planeta, não que alterariam o desfecho do episódio em si! Muito merda o destino do capitão Pike.
E eu gostei do episódio “o fator alternativo”, e nem de longe acho ele o mais fraco xDD Só achei estranho que não explica como o Lazarus sobreviveu depois do fim do povo dele, e como diabos a versão dele do nosso universo positivo sabia da existência do outro cara e, além do mais, só ele sobrou também, o que implica que aconteceu alguma merda com o planeta dele!(Mas não foi o universo inteiro do outro lado? Então, como… ah… confuso pra diabo!). A explicação do porquê o cara ficou louco da cabeça também é mal dada: “ah, ficou louco, pq soube do universo negativo e da existência de outro eu dele”. Ô explicação ruim, sô! No mais, o final dele é bem amargo e inquietante. Ficar eternamente preso num lugar onde o tempo não passa, junto com uma duplicada fdp sua como companhia? Eu deixaria o mundo se ferrar, tá louco… xD

E eu já posso dizer que os dois últimos episódio finais foram bons, mas o “A Cidade à Beira da Eternidade”, obviamente, é disparado o melhor. E, sem dúvida, merecia ser o último episódio dessa temporada.

Caramba, também não posso esquecer de dizer o quão gata é a Grace Lee Whitney, que interpretou a oficial Janice. Meu Deus, que mulherão O.O Foi uma pena ela não continuar no elenco T_T

Responder
Luiz Santiago 6 de maio de 2017 - 14:03

Também queria que ela continuasse no elenco!!!

Responder
Kajisan1 . 6 de maio de 2017 - 22:55

Pelas 3 exclamações, senti a sua angústia e desespero rsrs
Li num site, acho que foi na wiki mesmo, que ela disse que o Roddenberry tentou investir na loira, mas ela pulou fora hehehe
Falando em beldades, a série Star Trek tá cheia delas. A própria atriz que fez a Vina do “The cage” é linda de morrer, uma boneca.

Luiz Santiago 6 de maio de 2017 - 23:09

HAUAHUAHUAHAUHAUA pegou no flagra! 😀

Pois é, a série sempre trouxe muita gente que a gente quis que ficasse. Conforme os episódios iam passando, eu me perguntava: de onde sai tanta gente bonita? ahhahaha

Victor Silva 4 de junho de 2017 - 15:33

Assistiu a 2 e 3 temp tmb? Quais eu devo pular,pra assistir todas séries é uns 700 EP,assistir TD n dá, vlw!

Responder
Luiz Santiago 4 de junho de 2017 - 15:56

Não pula nenhum não, man! Vê na ordem! Sem pressa, dá sim! haahahahaah

Responder
Victor Silva 4 de junho de 2017 - 16:09

Corajoso hein kkkk daki a uns anos acaba então, tô vendo o ep 1 agr,ainda bem q tem TD na netflix😎

Responder
Luiz Santiago 4 de junho de 2017 - 16:16

AHHAHAHHHA eu dou o exemplo de Doctor Who. Eu comecei a ver a Série Clássica em outubro de 2012!!! Este ano completa 5 anos e eu to quase terminando (são 26 Temporadas, eu tô na 24ª). Mas eu fui sem pressa nenhuma, só curtindo a série aos poucos… um dia tem que acabar!

Victor Silva 4 de junho de 2017 - 16:31

Coincidência vc tocar nesse assunto, eu pesquisei bem a pouco tempo a diferença entre Doctor who e star trek,já q os 2 são ficção, sobre espécies e blá blá blá,e gostaria saber se vc pode me dizer a diferença,e tmb se essas séries são mt slice of life ( tipo dia-a-dia ) vlw

Luiz Santiago 4 de junho de 2017 - 23:34

Doctor Who engloba mais elementos de Fantasia e tem uma sequência mais orgânica em termos de personagem-guia, já que este é o Doutor, e é o mesmo personagem regenerado em vários corpos diferentes. Star Trek possui um elemento de aventura mais procedural. DW possui vários arcos dentro das temporadas, isso quando não é uma temporada com um único tema.

Possuem, mas não são Slice. São séries de exploração da Terra e do Espaço (e no caso de Doctor Who, através do tempo, também).

Italo Bandeira 7 de fevereiro de 2017 - 12:02

E pensar que com um início tão “despretensioso” o grande Gene Roddenberry construiria uma franquia tão impactante e maravilhosa, portanto temos de reconhecer que a série original trouxe inúmeras contribuições para o gênero sci-fi que perduram até hoje.

Da minha parte sinto vergonha em dizer que dormi assistindo ‘The Cage’ xD … ainda assim a série tem muitos episódios memoráveis, gostei bastante do episódio com o Nômade e aquele outro envolvendo uma espécie de nave viva que perseguia fontes de energia as destruía.

Responder
Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2017 - 00:11

Tem episódios aqui que são cansativos mesmo. Mas a série é sensacional. E bastante inteligente. Gosto de como os roteiristas sempre procuraram fazer algo dentro da ficção científica mas com um tom de humanidade, crítica ou provocação que sempre impressionam.

Responder
Italo Bandeira 8 de fevereiro de 2017 - 10:52

Devo estar sofrendo de uma mal que assola muita gente que não acompanhou esse época, fobia com efeitos especiais de outra década xD … mas sem zueira agora, sempre gostei dessas críticas que a série (e suas continuações) trazem consigo.

Vou aguardar ansiosamente as análises das temporadas seguintes bem como de ‘Enterprise’ e ‘Voyager’ 🙂

Responder
Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2017 - 19:52

Você já viu a clássica toda? Eu comecei a segunda temporada, mas to vendo a passos de tartaruga…

Responder
Italo Bandeira 8 de fevereiro de 2017 - 10:52

Devo estar sofrendo de uma mal que assola muita gente que não acompanhou esse época, fobia com efeitos especiais de outra década xD … mas sem zueira agora, sempre gostei dessas críticas que a série (e suas continuações) trazem consigo.

Vou aguardar ansiosamente as análises das temporadas seguintes bem como de ‘Enterprise’ e ‘Voyager’ 🙂

Responder
Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2017 - 00:11

Tem episódios aqui que são cansativos mesmo. Mas a série é sensacional. E bastante inteligente. Gosto de como os roteiristas sempre procuraram fazer algo dentro da ficção científica mas com um tom de humanidade, crítica ou provocação que sempre impressionam.

Responder
Italo Bandeira 7 de fevereiro de 2017 - 12:02

E pensar que com um início tão “despretensioso” o grande Gene Roddenberry construiria uma franquia tão impactante e maravilhosa, portanto temos de reconhecer que a série original trouxe inúmeras contribuições para o gênero sci-fi que perduram até hoje.

Da minha parte sinto vergonha em dizer que dormi assistindo ‘The Cage’ xD … ainda assim a série tem muitos episódios memoráveis, gostei bastante do episódio com o Nômade e aquele outro envolvendo uma espécie de nave viva que perseguia fontes de energia as destruía.

Responder
Isaac 11 de setembro de 2016 - 15:18

A essência do personagem Trelane, foi utilizada depois no seriado Star Trek The Next Generation, para compor o personagem Q (John De Lancie).
No episódio A Semente do Espaço, o Kirk derrota o Khan da mesma forma que o Spock derrota o Khan em Além da Escuridão.

Responder
Luiz Santiago 11 de setembro de 2016 - 16:58

É interessante olhar esses pontos e ver o ciclo que a série faz, retomando coisas do cânone e levando para outras produções desse mesmo universo.

Responder
Luiz Santiago 11 de setembro de 2016 - 16:58

É interessante olhar esses pontos e ver o ciclo que a série faz, retomando coisas do cânone e levando para outras produções desse mesmo universo.

Responder
Isaac 11 de setembro de 2016 - 15:18

A essência do personagem Trelane, foi utilizada depois no seriado Star Trek The Next Generation, para compor o personagem Q (John De Lancie).
No episódio A Semente do Espaço, o Kirk derrota o Khan da mesma forma que o Spock derrota o Khan em Além da Escuridão.

Responder
Lucas Andrade 11 de setembro de 2016 - 14:10 Responder
Luiz Santiago 11 de setembro de 2016 - 16:56

Algumas eu já tinha ouvido falar sim.

Responder
Luiz Santiago 11 de setembro de 2016 - 16:56

Algumas eu já tinha ouvido falar sim.

Responder
Lucas Andrade 11 de setembro de 2016 - 14:10 Responder
Guilherme Coral 8 de setembro de 2016 - 18:33

Cara, que crítica fantástica! Ainda não terminei a temporada, mas do que eu vi, você falou exatamente o que penso.
Acho muito interessante para nós, que assistimos a série clássica de DW, ver essa daqui para enxergar como, apesar de feitas na mesma época, são essencialmente diferentes – cada uma com seu charme particular.

Responder
Luiz Santiago 9 de setembro de 2016 - 08:35

Valeu, man! Foi uma crítica difícil de fazer, porque eu tenho muita dificuldade pra analisar séries desse tamanho. Dá uma agonia! Agora, isso que você levantou é muito interessante mesmo. Ver essas séries, a forma como as coisas se colocam, os efeitos, os temas, a maneira como exploram a ficção científica… Sensacional!

Responder
Luiz Santiago 9 de setembro de 2016 - 08:35

Valeu, man! Foi uma crítica difícil de fazer, porque eu tenho muita dificuldade pra analisar séries desse tamanho. Dá uma agonia! Agora, isso que você levantou é muito interessante mesmo. Ver essas séries, a forma como as coisas se colocam, os efeitos, os temas, a maneira como exploram a ficção científica… Sensacional!

Responder
Guilherme Coral 8 de setembro de 2016 - 18:33

Cara, que crítica fantástica! Ainda não terminei a temporada, mas do que eu vi, você falou exatamente o que penso.
Acho muito interessante para nós, que assistimos a série clássica de DW, ver essa daqui para enxergar como, apesar de feitas na mesma época, são essencialmente diferentes – cada uma com seu charme particular.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais