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Crítica | Star Trek (Trilha Sonora Original)

por Lucas Nascimento
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estrelas 5,0

Muitas responsabilidades existiam na hora de rebootar Star Trek para uma nova geração. O filme que J.J. Abrams lançaria em 2009 introduziria um novo elenco, uma nova linha temporal e toda uma nova mitologia para conquistar fãs de longa data e também aqueles que fariam seu primeiro contato – inclusive este que vos escreve. Um aspecto importantíssimo do legado da série de Gene Rodenberry é a icônica música de Jerry Goldsmith para o tema, e ficou nas mãos muito capazes de Michael Giacchino a missão de compor nova música para este novo mundo.

Pessoalmente, já suspeitava estar diante de um filme especial ao ouvir a primeira faixa composta por Giacchino, ainda durante os logos de abertura. Star Trek traz uma percussão lenta que vai crescendo misteriosamente, com as trombetas soprando calmamente como se preparasse o espectador para a aventura. Temos um vislumbre mais épico de sua música em Nailin’ the Kelvin, que traz toda a grande orquestra para uma cena de ação trágica e empolgante, com seus bem vindos momentos de drama, culminando em uma faixa que é Giacchino total, na forma da romântica e triste Labour of Love (ecos fortíssimos de Lost aqui), que move-se com uma progressão de cordas e sopros bem melancólica.

A aventura explode de vez com Enterprising Young Men, quando enfim ouvimos o tema completo do filme pela primeira vez. É uma composição épica, vibrante e que captura um espírito explorador genuíno, sendo inserida na trama nos momentos certeiros. O uso do tema no resgate surpresa da Enterprise e a versão com um coral quase angelical em Nero Fiddles, Narada Burns (durante o clímax) elevam o envolvimento com o longa e reforçam a catarse emocional de suas respectivas cenas. Em poucas palavras, é um tema belíssimo e memorável.

E já que mencionamos seu nome ali em cima, falemos agora sobre o tema do vilão Nero. Nero Sighted traz uma percussão de trombetas pesadas e ameaçadoras, sendo utilizado durante quase todas as principais cenas do personagem. Ainda na mesma faixa, temos um vislumbre de seu lado psicopata e perigoso na forma de uma longuíssima nota de violoncelo, acrescentando suspense e imprevisibilidade às ações do romulano vingativo.

É certamente um dos melhores trabalhos de Giacchino. Além de reinventar com brilhantismo o tema central da série, oferece-lhe uma roupagem moderna e nostálgica durante os créditos finais, ao mesmo tempo em que fornece uma música digna para a empolgante e memorável aventura de J.J. Abrams.

Star Trek: Music from the Motion Picture
Composto e conduzido por Michael Giacchino
Gravadora: Varèse Sarabande
Estilo: Trilha Sonora
Ano: 2009

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