Home TVEpisódio Crítica | Stargirl – 1X12: Stars & S.T.R.I.P.E. Part One

Crítica | Stargirl – 1X12: Stars & S.T.R.I.P.E. Part One

por Ritter Fan
1749 views (a partir de agosto de 2020)

  • spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios.

Realmente acredito que algo como

Ih, esqueci de introduzir o “Trompista”, herdeiro da Violinista que será morta neste episódio. Bora lá fazer uma cena tampão apresentando do nada um novo personagem como fizemos diversas vezes antes, galera!

Foi entreouvido minutos antes da filmagem principal de Stars & S.T.R.I.P.E. Part One começar, mais uma vez demonstrando que o planejamento de míseros 13 episódios em uma temporada inaugural não parece ser lá uma preocupação muito grande dos showrunners desta série. Afinal, não só mais um vilão – uma vilã, no caso – é morto de maneira imbecil na temporada, como ganhamos alguns segundos de mais um vilão adolescente que, se não ganhar uniforme e poderes já no encerramento do primeiro ano (não me surpreenderia nem um pouco), ganhará no começo da próxima temporada e terá gente que defenderá seu “desenvolvimento” dizendo que ele já havia sido introduzido “lá atrás”.

E sei muito bem que este é apenas um pequeno detalhe do episódio, mas a grande verdade é que esta primeira parte de Stars & S.T.R.I.P.E. é um clássico exemplo de filler que não tem nada para dizer, não avança a trama e não apresenta absolutamente nada que o espectador já não soubesse que não seja o tal Trompista e, claro, uma conveniente cabana que faz vez de quartel-general provisório para a Sociedade dos Adolescentes Perdidos da América. Ah, mas o Rick finalmente decifra o código do diário do pai – sério que ele tentou “todos os números que vieram à cabeça dele e que têm relação com o pai” e se esqueceu do ano do carro que ele tanto queria consertar??? – e a Beth, ou melhor, o Chuck escaneia tudo e projeta um holograma do plano secreto e do esconderijo da Sociedade da Injustiça em que, AHÁ, tudo é revelado! Sim, sim, tem isso, mas o único problema é que nós, espectadores, e eles, personagens, já sabíamos disso depois da dedução sherlockiana de Pat no episódio anterior, pelo que esse momento parece mais uma pausa para que tudo fosse didaticamente explicado para a meia dúzia de espectadores que porventura tenham dormido a temporada toda.

Ou seja, com exceção talvez dos cinco minutos finais e, com muito boa vontade em razão unicamente da estética, da cena de teste do Onda Mental dando uma de Professor X localizando mutantes na câmara do Cérebro (supondo que é aceitável testar a máquina pela primeira com a contagem regressiva rolando), o episódio é como um desnecessário e enorme prólogo para o que pode ainda ser uma pancadaria bacana no encerramento (sou otimista, oras!). Novamente o problema da falta de planejamento torna-se evidente, pois não faltavam elementos para serem abordados se eles o fossem de maneira mais equânime ao longo da temporada, sendo uma pena que eles desperdicem um episódio inteiro com banalidades. E olha que eu sinceramente considero que fillers têm seu valor, mas somente quando são bem feitos, claro. O que Melissa Carter recebeu de presente para escrever nesse penúltimo episódio é o equivalente cinematográfico do siri ou do pneu na lama, com o diretor Toa Fraser não tendo muito o que fazer a não ser lidar com duas tentativas de assassinato que são debeladas com facilidade assustadora (mas já digo logo que Mike com a furadeira é muito melhor do que Court com o cajado!), momentos de câmera parada esperando explicações que não acabam mais e, claro, a grande surpresa que deixa clara o plano bonitinho dos vilões que tem um preço, digamos, talvez um pouquinho alto demais e que anula toda a “esperteza” desse momento (como se a manipulação de mentes, mesmo que em tese para o bem, fosse algo legal e/ou moralmente aceitável…).

Era de se esperar que, depois de subir vertiginosamente o nível dramático ao longo de quatro episódios, mesmo considerando desapontador o que veio longo em seguida dessa quadra, pelo menos o capítulo duplo reerguesse a temporada mais uma vez para que ela acabasse com a cabeça erguida. Com disse, ainda é possível que a segunda parte de Stars & S.T.R.I.P.E. traga aquilo que a série já mostrou ter potencial de trazer, mas, mesmo que assim o faça, terá sido muito pouco e muito tarde.

P.s.: Sabe o que pode ser o último prego no caixão da série? Que o grande, cruel e vilanesco Geada, que ficou meio murcho, cabisbaixo e pensativo neste episódio, vire-se contra seus colegas no final, salvando os heróis em um verdadeiro nefarius ex machina.

Stargirl – 1X12: Stars & S.T.R.I.P.E. Part One (EUA, 03 de agosto de 2020)
Showrunners: Geoff Johns, Greg Berlanti
Direção: Toa Fraser
Roteiro: Melissa Carter
Elenco: Brec Bassinger, Luke Wilson, Yvette Monreal, Anjelika Washington, Christian Adam, Trae Romano, Meg DeLacy, Jake Austin Walker, Neil Jackson, Christopher James Baker, Amy Smart, Hunter Sansone, Henry Thomas, Eric Goins, Neil Hopkins, Joy Osmanski, Hina Khan, Mark Ashworth, Nelson Lee, Geoff Stults
Duração: 41 min.

Você Também pode curtir

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais