Home TVEpisódio Crítica | Stargirl – 2X03: Summer School – Chapter Three

Crítica | Stargirl – 2X03: Summer School – Chapter Three

por Ritter Fan
1.442 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios.

Estou plenamente convencido que Stargirl só funciona de verdade quando assume a bobagem que é. Courtney procurou sarna para se coçar no primeiro episódio da segunda temporada, achou-a na forma de um fleumático vilão britânico no segundo e, agora, juntamente com seus colegas de equipe, partem para lidar com a ameaça da maneira mais pateta possível, quase que como uma paródia de filmes e séries de super-herói.

Mas, como dei a entender logo no início, considero isso um aspecto positivo, mesmo que eu me irrite um pouco como detalhes como nem sequer uma menção a Jennie. No mínimo dos mínimos, essa pegada Era de Ouro, infelizmente inconstante, é algo que diferencia Stargirl de seus pares da CW. Afinal, não há nada mais surreal do que quatro adolescentes fantasiados andando pela cidade – um lugar mágico, claro, já que ninguém nunca os vê – e, ainda por cima, com um adulto sem fantasia, vale dizer, até o quartel-general do vilão que os convida para sentar para um chá e conversar na maior tranquilidade, até que um infortúnio os leva à pancadaria que acaba em segundos com vitória fácil do Penumbra que vai embora sem aproveitar sua perfeita infusão de ervas.

E isso, claro, vem depois de um flashback para 11 anos antes em que vemos a dura vida de Pat como sidekick no subsolo da Sociedade da Justiça não sendo chamado para a briga nem como reserva, além de sermos apresentados ao espalhafatoso Johnny Trovoada (Ethan Embry) que, claro, em conjunto, funciona como porta de entrada para a abordagem de Mike no presente. O filho de Pat sofre bullying, quer ser um membro da nova SJA e tem seu desejo momentaneamente atendido quando descobre que uma caneta rosa é a “lâmpada mágica” onde vive Yz – ou Relâmpago (voz de Jim Gaffigan, excelente no papel) – o gênio chifrudo rosa que concede desejos que, porém, têm que ser muito especificamente desejados para darem certo.

Todo o desenvolvimento de mais esse super-herói empresta uma dinâmica cômica e divertida ao episódio, valendo destaque para Mike desejando que os valentões “parem” e para a sequência em que o grupo tenta montar um desejo específico infalível para que Relâmpago indique o óbvio ululante, ou seja, que Penumbra está escondido na antiga casa dos Zaricks (onde mais um cara que está atrás de algo que estava na posse de William Zarick se esconderia, não é mesmo?), levando ao já citado conflito por lá. Mas essa abordagem também preludia uma reviravolta sobre Mike que, ao que tudo indica, não vai gostar muito de ter sentido o gostinho de ser super-herói, somente para ter seu brinquedo tirado de sua mão cedo demais (aliás, tivemos também a introdução a jato de Jakeem Williams – vivido por Alkoya Brunson – que em breve deverá ser o novo Johnny Trovoada). Fica fácil ver como Cindy recrutará o jovem para sua nova equipe com a preparação que esse episódio faz.

Mesmo não aparecendo, a ameaça de Eclipso é constantemente sentida, já que o roteiro de Turi Meyer e Alfredo Septién funciona como uma espécie de funil que faz com que toda a narrativa, por mais cheia de fogos de artifício que seja, caminhe para ampliar o foco da temporada neste vilão em particular. Não só descobrimos que Richard Swift está na cidade para achar o diamante negro (só eu que achei que era roxo?), como notamos que ele talvez não o queira por razões egoístas. Muito ao contrário até, tudo leva a crer que o Penumbra quer mesmo é proteger os jovens (e talvez o mundo) da ameaça representada pela encarnação da Ira de Deus, o que o situa como aliado em potencial da equipe adolescente. Claro que não será tão simples e objetivo assim, mas não deixa de ser interessante imaginar uma aliança hesitante entre o vilão que aparentemente matou o Dr. Meia-Noite e a SJA adolescente alguma hora na temporada. Melhor ainda, a ameaça de Eclipso já fica clara para Pat, o que afasta aquela enrolação sobre “quem é o grande vilão” da temporada, ainda que estejamos em seu começo.

Se o espectador estiver no espírito correto, Stargirl funcionará bem, especialmente aqui, neste começo de segunda temporada, que vem trilhando um caminho ainda de apresentação de novo status quo, mas que já é bem melhor do que o mesmo momento no primeiro ano da série. Espero fortemente que essa abordagem mais jocosa e simplista muito claramente tirada da Era de Ouro dos quadrinhos impere de verdade ao longo dos vindouros episódios para justamente evitar o desequilíbrio que foi ano passado.

Stargirl – 2X03: Summer School – Chapter Three (EUA, 24 de agosto de 2020)
Showrunners: Geoff Johns, Greg Berlanti
Direção: Lea Thompson
Roteiro: Turi Meyer, Alfredo Septién
Elenco: Brec Bassinger, Luke Wilson, Yvette Monreal, Anjelika Washington, Cameron Gellman, Trae Romano, Meg DeLacy, Amy Smart, Hunter Sansone, Nick Tarabay, Ysa Penarejo, Joel McHale, Stella Smith, King Orba, Milo Stein, Jonathan Cake, Jim Gaffigan, Ethan Embry, Brian Stapf, Alkoya Brunson
Duração: 42 min.

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