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Crítica | Superboy #3 e 4 – Novos 52

por Luiz Santiago
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Temos aqui as reviews para a revista Superboy, integrante do mix Novos Titãs & Superboy de agosto e setembro/2012, publicadas aqui no Brasil pela Panini. Elas integram o universo dos Novos 52 da DC.

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Superboy # 3

Está complicado definir alguma coisa para essa revista do Superboy. Inicialmente eu tinha gostado do título, me parecia algo que se bem trabalhado geraria uma história e tanto. Mas na edição passada o pior aconteceu e a revista apresentou sinal de prematuro cansaço. Um flashback solto no meio da história foi o pior representante dessa “nova cara” e me parece que Lobdell, que tem feito trabalho muito mais digno em Novos Titãs, não emplaca à frente desse jovem chato da família Super.

De todo modo, esta terceira edição apresentou uma melhora em relação ao número passado, mas ainda está longe de fixar-se em uma linha satisfatória de acontecimentos. Aqui, Superboy fica às voltas com pensamentos e perguntas sem resposta sobre seus poderes, sobre o que ele é, como usar todos os seus truques e poderes, esse tipo de coisa. Basicamente vemos Lobdell marvelizando a existência do garoto clone* e essa interiorização duvidosa é um passo para que um ponto de ruptura aconteça no que até então tínhamos dado como certo: a humanidade (ou não) do Superboy.

O Templário parece que vai ter que se lidar com “coisas muito interessantes” nas próximas edições, pois o caminho não parece muito seguro para ele e seus planos mirabolantes para com o jovem Super. Tanto Rose Wilson quanto a grande e única surpresa da revista, Caitlin Fairchild, a ruiva, se mostram verdadeiramente ativas pela primeira vez. Como eu disse, houve uma melhora no campo narrativo dessa edição, e caso Lobdell resolva desenvolver esse lado de conspiração em torno da N.O.W.E.R.E., pode-se dizer que há uma luz no fim do túnel da chatice.

* Se você quer ler uma história realmente BOA sobre um garoto clonado leia Punk Rock Jesus.

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Superboy # 4

Chega até ser engraçado que o Superboy tenha o mesmo destino que o Superman (em algumas histórias ou pelo menos em tese): defensor de uma ideologia X que muitas vezes vai contra outros heróis ou vigilantes, como acontece no clássico Batman – O Cavaleiro das Trevas.

A fastando a Dra. Caitlin “Red” Faichild, Lobdell apresenta uma nova personagem, o Centerhall, uma espécie de Nick Fury dando uma de bonzinho e que aparentemente quebra com os modos de ação do Templário, o megalomaníaco que sempre apostou no Superboy como uma super-arma. Nesta edição o jovem clone passa a caçar meta-humanos e entregá-los ao este novo controlador.

O que mais me incomoda nesse título é que ele parece uma maré, subindo e descendo em pontos muito específicos, o que dificulta demasiadamente a análise e a formação de uma opinião sem meandros. De qualquer forma, não tem como defender uma publicação dessa. Tomemos como exemplo o casalzinho que já tinha aparecido na edição passada, Miss Attigan e Mr. Bryce, uma espécie de Bonnie & Clyde na versão meta-humana. O modo como eles apareceram, praticamente numa citação en passant, tenta ser remediado aqui com sua incursão na história, tornando-os as primeiras caças do Superboy. Mas a cadência de acontecimentos em torno da aparição da dupla e o que ela desencadeia é tão canhestra que chega a ser constrangedor.

Mais uma vez reafirmo o meu espanto para com Scott Lobdell, que em Novos Titãs faz um excelente trabalho e nesse revista emprega um estilo de luta do protagonista consigo mesmo, quadros e quadros de pensamento, ações sem grande poder de conquista do leitor e poucos pontos elogiáveis. A promessa do crossover com os Novos Titãs se realizou mesmo, quando temos o embate do Superchato com a Moça Chatinha justamente na virada do ano, como pudemos ver na Edição # 4 dos Novos Titãs.

Estamos agora em um ponto que nem sei o que esperar da trama. Vamos ver as interações entre as revistas. Quem sabe Lobdell não acerta a mão de vez em Superboy. Mas eu não espero isso. Minha Caixa de Pandora está fechada para esta revista.

Em tempo: a arte de R.B. Silva e Rob Lean não deixa de ser interessante nas duas revistas (compensando o descaso artístico da Edição #2), mas não há nada de extraordinário. O que realmente não gosto deles é qualquer desenho de ambientes que usa de muita tecnologia. Parece cartoon! É realmente muito naif (no sentido de ser ingênuo mesmo). A diagramação de página tem obedecido o ritmo vai-e-vem do roteiro, mas devo dizer que há bons momentos em ambas as edições.

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