Home QuadrinhosEm Andamento Crítica | Superboy e Novos Titãs #2 – Novos 52

Crítica | Superboy e Novos Titãs #2 – Novos 52

por Luiz Santiago
113 views (a partir de agosto de 2020)

Essas edições fazem parte da revista Novos Titãs & Superboy de julho/2012, publicada aqui no Brasil pela Panini. Elas integram o universo dos Novos 52 da DC.

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Novos Titãs #2

Roteiro: Scott Lobdell
Arte: Brett Booth
Arte final: Norm Rapmund
Cotação: 4,5/5

Escondidos e Oprimidos! é mais uma edição de apresentação dos Novos Titãs, e a história permanece muito interessante, como na primeira edição. Aqui, a ligação com Superboy é imediata, uma vez que a Momentum quer usar o garoto como caçador de meta-humanos. A corrida para a captura e treinamento de super-poderosos parece letal para os dois lados, e há possibilidades incríveis para serem trabalhadas em cima disso. Scott Lobdell consegue não apenas criar um ambiente de medo e tensão como também logra adicionar momentos de bom humor e alusões libidinosas à história. A revista se torna uma leitura divertida, de constituição e alma jovens, e uma arte simplesmente incrível.

Cassie Sandsmark (Moça-Maravilha) permanece mal humorada e resistente à ideia de Tim Drake (Robin Vermelho) de agrupar jovens com super-poderes. Mesmo assim, ela tem uma dívida moral com o “amigo”, e por isso mesmo permanece por perto, pelo menos nessa edição. A introdução da Rastejadora e da Solstício praticamente preencheu o time dos Novos Titãs. Na próxima edição, a chegada de Bunker (Miguel Barragan, o herói gay criado por Scott Lobdell e Brett Booth), deixará o time completo, pelo menos em sua formação imediata. Há muita coisa boa por vir, caso o roteiro siga essa trilha da fluidez narrativa agradável, que passa de um história para outra tranquilamente, sem carregar demais em apenas um herói e sem deixar abordagens incompletas. Eis aqui uma história que merece as altas expectativas em torno dela.

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Superboy #2

Roteiro: Scott Lobdell
Arte: R.B. Silva
Arte final: Rob Lean
Cotação: 2,5/5

É uma pena que o roteiro de Scott Lobdell não funcione em Superboy tanto quanto funciona em Novos Titãs. Primeiro, porque a ligação com a edição anterior é (mal) feita em um pequeno flashback explicativo, trazendo coisas que já haviam ficado muito claras para o leitor. Houve até uma involução na trama. Não havia necessidade de voltar para o dia do primeiro acidente e mostrar uma sequência de quadros sem sentido algum para a história dessa atual edição. O prólogo ficou solto e sua colocação foi absolutamente inútil. Vindo de um roteirista que sabemos ser talentoso, é algo a se lamentar. A história dá ares de cansaço.

Tenho a impressão de que essa revista tem um período de vida bem curto, e será engolida pela Novos Titãs, afinal, o Superboy já dá ares de independência, e não faz muito sentido ele ter uma aventura em separado, apenas como um vilão indeciso. Ou reformulam o caminho que ele vai seguir, ou assumem o desapego dos leitores em relação a revista. Por hora, é visível o esgotamento de que assuntos importantes trabalhar. Falta uma história forte, e o falshback sem sentido é um exemplo evidente. A arte de R.B. Silva também não ajuda, o que faz a edição ser bastante inferior em relação ao primeiro número, e aumenta ainda mais o desinteresse pela sua continuação. Lobdell tem uma bomba nas mãos…

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