Home TVEpisódio Crítica | Supergirl – 3X08: Crisis on Earth-X, Parte 1

Crítica | Supergirl – 3X08: Crisis on Earth-X, Parte 1

por Guilherme Coral
132 views (a partir de agosto de 2020)

– Contém spoilers.

Grande mistério o porquê dos produtores por trás do Arrowverse decidirem gastar um episódio de cada uma das séries desse universo, totalizando quase quatro horas de exibição, apenas para desperdiçar o primeiro deles quase que completamente nesse quarto crossover entre os seriados da CW. Crisis on Earth-X, Parte 1 conta, sim, com alguns importantes acontecimentos para o desenvolvimento dessa história, mas eles são cercados de elementos plenamente fillers, mascarados de desenvolvimento de personagens, quando, na realidade, nada mais que preenchem o tempo de exibição do capítulo, como se não tivessem como estender a trama principal ao longo desses quatro episódios.

A trama é iniciada logo na Terra-X, um universo paralelo no qual o nazismo se estendeu por todo o planeta. Péssimo CGI e um preguiçoso design de produção tomam conta desse cenário, que basicamente consiste em muitas bandeiras nazistas e alguns holofotes em tomadas noturnas, perdendo a oportunidade de explorar a megalomania do Nacional Socialismo, que se espelhava em Roma na sua arquitetura – não vemos um prédio sequer que explore esse visual. Logo aqui já vemos um arqueiro e uma mulher que voa, ambos mascarados, impedindo um grupo de pessoas a fazer sabe-se lá o que. Desde já, o roteiro de Robert L. Rovner e Jessica Queller começa a tratar o espectador como um ser de suma estupidez, visto que é mais do que óbvia a identidade desses dois personagens de rostos ocultados e vozes distorcidas – “mistério” esse que é mantido até o nada expressivo cliffhanger.

Corta para outras dimensões e vemos todos se preparando para o casamento de Barry Allen e Iris West, que tem como convidados os protagonistas do Arrowverse, naturalmente. O que vemos, a partir daí, nada mais é que pura enrolação, enquanto assistimos interações entre os variados personagens da CW, com algumas boas pitadas de humor – de fato, o único elemento que impede que desliguemos a televisão ou pulemos logo para a parte dois. O que efetivamente prejudica nossa imersão é que tais interações não irão impactar em nada, já que eles sequer compartilham a mesma série e os que o fazem, terão cenas repetidas (ou bem próximo disso) posteriormente.

Quando a ação, enfim, aparece, já nos encontramos nos minutos finais e o que segue ocorre da maneira mais previsível e desinteressante possível: cada um dos heróis lutando contra seus correspondentes da Terra-X. Chega a ser engraçado como Barry some durante boa parte desse conflito, ponto que somente pode ser explicado pela ausência de sua contraparte em cena. Trata-se de um grande banho de água fria, já que, excetuando alguns momentos em câmera lenta ou de Supergirl socando a vilã para o além, nada realmente ocorre – até mesmo o tiroteio soa extremamente artificial, não atingindo ninguém de fato, passando a impressão de que os nazistas simplesmente estão atirando contra as paredes.

Para piorar, o capítulo soa extremamente fragmentado, pela maneira burocrática como oscila entre os diferentes focos e personagens, isso sem falar nas muitas elipses inseridas ao longo da narrativa. Tal característica invariavelmente afeta nossa percepção de tempo, fazendo com que tudo soe mais longo do que efetivamente é – sinceramente, mais de uma vez perguntei-me se esse não seria um episódio duplo de Supergirl ou se eu já estava vendo a segunda parte do crossover.

Dito isso, interminável pode ser a melhor palavra que define essa parte um do evento anual do ArrowverseCrisis on Earth-X inicia, pois, da pior forma, com um grande filler do qual poucas informações importantes podem ser extraídas. Com muita enrolação e pouco do que verdadeiramente importa, em outras palavras, os inimigos nazistas, teria sido melhor se pulássemos direto para a parte dois, nos poupando de uma profunda e quase intragável perda de tempo, que tem como único ponto positivo algumas boas pitadas de humor.

Supergirl – 3X08: Crisis on Earth-X, Parte 1 — EUA, 27 de novembro de 2017
Direção:
 Larry Teng
Roteiro: Robert L. Rovner, Jessica Queller
Elenco: Melissa Benoist, Mehcad Brooks, Chyler Leigh, Jeremy Jordan,  Chris Wood, David Harewood, Stephen Amell, Victor Garber, Jesse L. Martin,  Emily Bett Rickards, Caity Lotz, Tom Cavanagh,  Dominic Purcell,  Candice Patton, Franz Drameh, Danielle Panabaker,  Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Grant Gustin
Duração: 43 min.

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37 comentários

David Moura de Oliveira 10 de agosto de 2018 - 21:00

Se tem algo que merece uma estrela é essa crítica.

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João Henrique Fonseca 13 de dezembro de 2017 - 18:19

a galera ta putassa com a crítica desse episódio kkkkkk, discordo de agumas críticas desse site, tipo essa, achei o ep bom, e tenho a impressão de que vcs pegam um pouco no pé das séries da DC tirando gotham, mas em geral são críticas muito boas

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João Henrique Fonseca 13 de dezembro de 2017 - 18:19

a galera ta putassa com a crítica desse episódio kkkkkk, discordo de agumas críticas desse site, tipo essa, achei o ep bom, e tenho a impressão de que vcs pegam um pouco no pé das séries da DC tirando gotham, mas em geral são críticas muito boas

Responder
planocritico 13 de dezembro de 2017 - 18:25

Tem gente que fica irritada com críticas negativas de suas séries e filmes favoritos e levam para o lado pessoal. Confesso que nunca entenderei isso.

Sobre pegar no pé de séries da DC, não é bem isso. O problema é a CW e sua fábrica pasteurizada de Barrados no Baile com super-heróis. Se você olhar, outros materiais da DC além de Gotham, como Preacher e Lucifer são elogiados aqui, além de iZombie e Legends of Tomorrow da própria CW. The Flash também tem recebido boas críticas do nosso crítico atual (Giba Hoffman). Os problemas se resumem a Arrow (eu não perdoo aquela porcaria) e Supergirl…

Abs,
Ritter.

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João Henrique Fonseca 14 de dezembro de 2017 - 21:54

Arrow depois da segunda temporada e supergirl são realmente ruins, mas é oque vc falou, o ruim que todo mundo gosta, e creio que vcs são bem rigorosos, como por exemplo a segunda temporada de arrow, mas eu entendo o critério utilizado nas críticas do site

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planocritico 14 de dezembro de 2017 - 22:02

@disqus_e0764rfoIT:disqus , tentamos ao máximo ser imparciais, mas a verdadeira imparcialidade não existe. Sempre um pouco do gosto pessoal acaba vazando para as críticas. O que realmente importa é que haja lógica entre o que está sendo escrito e a conclusão e parece que você já percebeu que, pelo menos na maioria das vezes, tem. Mas é da discordância que nascem as melhores conversas!

Abs,
Ritter.

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Gabriel Filipe 23 de novembro de 2019 - 14:40

Realmente, eu tenho um gosto por escrever críticas e a imparcialidade total nn existe, qdo fiz minha crítica da 5° temporada de The Flash em um site que tenho, mesmo tentando ser o máximo imparcial, aql série me deixou com tanta raiva que ser tornou quase impossível vazar um pouco da opinião

planocritico 13 de dezembro de 2017 - 18:25

Tem gente que fica irritada com críticas negativas de suas séries e filmes favoritos e levam para o lado pessoal. Confesso que nunca entenderei isso.

Sobre pegar no pé de séries da DC, não é bem isso. O problema é a CW e sua fábrica pasteurizada de Barrados no Baile com super-heróis. Se você olhar, outros materiais da DC além de Gotham, como Preacher e Lucifer são elogiados aqui, além de iZombie e Legends of Tomorrow da própria CW. The Flash também tem recebido boas críticas do nosso crítico atual (Giba Hoffman). Os problemas se resumem a Arrow (eu não perdoo aquela porcaria) e Supergirl…

Abs,
Ritter.

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Matt 10 de dezembro de 2017 - 15:09

Toda parte de relacionamento foi chato pra caramba. Trazer a Alex que já se tornou uma personagem insuportável em Supergirl, cheia de mimimi e sempre com cara de bunda (diferente da primeira temporada onde ela era a mais badass de todos os personagens) pro Crossover só pra vê-lo ficar cheia de mimimi, com cara de bunda de novo é um tiro no pé, tá louco.

Discordo do CGI, talvez você tenha assistido em hdtv e num tela de 15 polegadas, mas vendo pela televisão num web-dll 1080p os efeitos foram bem decentes para uma série de tv.

Responder
Matt 10 de dezembro de 2017 - 15:09

Toda parte de relacionamento foi chato pra caramba. Trazer a Alex que já se tornou uma personagem insuportável em Supergirl, cheia de mimimi e sempre com cara de bunda (diferente da primeira temporada onde ela era a mais badass de todos os personagens) pro Crossover só pra vê-lo ficar cheia de mimimi, com cara de bunda de novo é um tiro no pé, tá louco.

Discordo do CGI, talvez você tenha assistido em hdtv e num tela de 15 polegadas, mas vendo pela televisão num web-dll 1080p os efeitos foram bem decentes para uma série de tv.

Responder
Rafaela Oliveira 30 de novembro de 2017 - 11:06

KkKK pare de implicar com a supergirl, a série mais fofinha hj na tv

Responder
Luiz Santiago 30 de novembro de 2017 - 20:47

LOL

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tucananet 30 de novembro de 2017 - 02:15

Discordo da crítica, gostei muito dessa primeira parte, e das outras tres tb, e curti a forma que foi mostrada a interação entre os personagens , muito melhor que começar a invasão do nada sem estabelecer uma situacao.

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H-Alves 29 de novembro de 2017 - 21:21

Oxe o episódio foi ótimo.

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Filipe Arruda 29 de novembro de 2017 - 14:08

Que critica idiota, o Crossover foi muito bom, natural o primeiro episódio ser focado na história. Engraçado que primeiro critica a história não contada “sabe-se la fazendo oq” depois critica que contaram história d+. hahaha… Critica desings de prédios que mal aparecem, só no inicio pra mostrar como o mundo ta… que besteira. Depois vem com “roteiro de Robert L. Rovner e Jessica Queller começa a tratar o espectador como um ser de suma estupidez”, quem disse que essa foi a intenção? óbvio que eles sabiam que todos iriam saber e quem eram. hahaha critica bem mal feita, procurando besteiras pra digitar, forçando em vários pontos. Entrei aqui aleatório e já vou sair, muito forçado, uma das piores criticas que já li em toda a vida, criticou por criticar. Lembre-se é uma sério de heróis, o objetivo foi alcançado que é o entretenimento.

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planocritico 29 de novembro de 2017 - 15:17

“Uma das piores críticas que já li em toda a vida.”

Aposto meu iate novo que, se fosse exatamente a mesma crítica, só que com elogios no lugar de comentários negativos, você estaria como um pinto no lixo de felicidade.

Para usar seu próprio e inspirado adjetivo, idiota é achar que se alguma coisa “entreteve”, então ela é boa.

Abs,
Ritter.

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Philippe Seabra 29 de novembro de 2017 - 19:04

TURN DOWN FOR WHAT

Responder
Luiz Santiago 29 de novembro de 2017 - 19:52

Quando eu li essa sambada do Ritter a musiquinha veio na hora na minha cabeça!

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Nelson Alexandre Renner Soares 29 de novembro de 2017 - 09:41

quanta besteira o crossover foi muito bom

Responder
Régis Valker 29 de novembro de 2017 - 09:20

ainda bem que parei com todas essas series…

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Rilson Joás 28 de novembro de 2017 - 21:22

Acho que até o momento está sendo melhor que o crossover do ano passado, mas é uma baita de uma oportunidade desperdiçada. MEU DEUS! Eles tem ouro nas mãos e não sabem o que fazer. Crises e mais crises pra se inspirar (além do Foice e o Martelo) e eles nos vem com draminhas.

Pelo menos as piadas estão no ponto certo. É a única coisa que salva o Arrowverse.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2017 - 11:51

Sem dúvida melhor do que aquela porcaria que foi Invasion!, mesmo assim, como você bem disse, uma BAITA oportunidade desperdiçada.

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 28 de novembro de 2017 - 22:08

Supergirl tá pior que Arrow pqp!

Responder
Sem Filtro 28 de novembro de 2017 - 19:53

Essa foi a última crítica sua que leio nesse site,antes eu até curtia suas críticas,mas depois dessa da pra perceber o quanto detesta as séries da DC-CW porque não faz sentido algum sua crítica,todos os sites de crítica que acompanho,só falaram bem desse episódio,dai leio sua crítica e parece mais uma opinião de um hater !

Responder
Ruqui 29 de novembro de 2017 - 11:12

Precisa acompanhar sites melhores e não o clubecw.com

Responder
FunkyReaper Cat 29 de novembro de 2017 - 12:28

Concordo, esse site já deixou de ser bom a tempos , ótimo crossover

Responder
Luiz Santiago 29 de novembro de 2017 - 13:47

Essa foi a primeira crítica sua que eu desleio nesse site, depois eu até vou curtir suas críticas, mas antes dessa não dava para perceber o quanto você ama as séries da DC-CW porque faz todo sentido sua crítica, todo site de crítica que acompanho só fala mal desse episódio, daí leio sua crítica e mais parece uma opinião de um fanboy!

Responder
planocritico 29 de novembro de 2017 - 11:52

É cada uma… Velho não é feliz, então… Interessante… Então eu, com meus 900 anos, sou um miserável depressivo…

HAHHAHAHHAHAHAAHAHHA

Abs,
Ritter

Responder
Fabio Gomes 11 de março de 2018 - 11:39

A velhice é muito estigmatizada, pode ver que ‘velho’ hoje é um adjetivo que só se usa para objetos, para pessoas se usam eufemismos como ‘idoso’, ‘terceira idade’ etc,

Responder
Luiz Santiago 28 de novembro de 2017 - 18:11

PIOR que eu vou ter que assistir essa bosta por causa da merda desse crossover cocozento.

https://uploads.disquscdn.com/images/777c7d9695fc3ff0483cd5d843e61630e818f82b1aaed1a2463e9ce2c9b4cee7.jpg

Responder
Fabio Gomes 11 de março de 2018 - 11:41

Será que eles vão seguir insistindo nesses crossovers anuais? O único resultado prático é uma semana de pausa nas tramas de cada seriado, trocadas por uma forçação de uma história em comum entre personagens que às vezes nem são da mesma dimensão, tipo a Supergirl.

Responder
Fabio Gomes 11 de março de 2018 - 11:41

Será que eles vão seguir insistindo nesses crossovers anuais? O único resultado prático é uma semana de pausa nas tramas de cada seriado, trocadas por uma forçação de uma história em comum entre personagens que às vezes nem são da mesma dimensão, tipo a Supergirl.

Responder
Mateus 28 de novembro de 2017 - 18:44

Dessas séries aí só LoT eu curto pq o resto…Por Rao!

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