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Crítica | Supergirl – 6X03: Phantom Menaces

por Davi Lima
2358 views (a partir de agosto de 2020)

Supergirl

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

 

You’re not useless. You’re resourceful Kara Zor-El/Supergirl (para Myxlgsptinz)

Com uma vibe minimalista Star Trek entre os super-amigos super-heróis, com um “desjogo” familiar pela Lexcorp e com uma reflexão inspirativa, digna da Supergirl, no drama interessantíssimo e sci-fi da Zona Fantasma; esse episódio engata a organização do episódio anterior e valoriza ainda mais a protagonista.

O mistério mais dramático e focado em como vai Supergirl voltar, e como os seus amigos enfrentam a ausência dela, continua. A diferença de A Few Good Women, é que nesse episódio, quanto mais se descobre algo na Zona Fantasma com a Supergirl, mais a ausência dela provoca conflitos, sejam emocionais dos seus amigos, ou com os fantasmas soltos da Zona Fantasma para criar cenas de ação. Além disso, a centralização do drama em Kara, que na última temporada foi periférico, criam outras questões que tornam esse episódio recheado, resolvido e intrigante.

De primeira, o Supercorp, o shipp, se esmorece quando há essa separação espacial e narrativo de Lena e Kara, colocando Lena Luthor para trabalhar com os Super Amigos independente de Supergirl, após negar as artimanhas mortais do jogo de xadrez de Lex Luthor; segundo, os dramas dos marcianos, Caçador de Marte e Miss Marte, que remonta a dinâmica que J’onn J’onzz tinha com Kara na primeira temporada; Alex Danvers tem seu conflito eterno com a sua missão de proteger a irmã Kara, tendo uma boa cena de ação no episódio como resolução dos seus problemas; e talvez a questão mais importante foi colocar Brainiac-5 em ênfase interpretativa do ator Jesse Rath na cena que ele grita “I hate him“, evidenciando mais que nunca o ódio que todo fã tem com Lex Luthor, assim como o personagem tem. Tal ódio nem é algo incondicional, e sim um efeito decidido pelos showrunners de construir um deus ex-machina como Lex nas duas últimas temporadas, e agora tentá-lo destruir com a dupla Lena Luthor e Brianic-5, os super gênios que entregam uma das melhores cenas de drama, sentindo a falta de Supergirl e odiando Lex.

Fora isso, por falar de gênios, agora maléficos, os fantasmas da Zona Fantasma, ameaça principal do episódio, alá A Ameaça Fantasma de Star Wars, congelam bem o suspense do episódio, não ficando só na referência do título. Com uma trilha sonora inspirada de Blake Neely e Daniel James Chan para a atmosfera do perigo, quando Brainiac faz referência a Star Trek III: À Procura de Spock, tudo faz sentido num contexto sci-fi de atribulação. E na volta do sci-fi, além das referências, o melhor de Supergirl também volta, valorizando essa mitologia intergaláctica que sempre diferenciou a série, desde a época que passava no canal CBS (repito).

Toda a trama da Zona Fantasma entra nesse balaio de qualidade, com uma mistura de realismo de atuação, muito bem entregue por Melissa Benoist e com uma ambientação bem desenhada em design em CGI. Zona Fantasma não é só um drama de Kara rever seu pai e sair de lá transformada, e sim um material audiovisual que valoriza a atriz protagonista nessa última temporada, em que ela parece mais dramática, com um arco imponente. A Zona Fantasma durante esses primeiros episódios serve como um descanso necessário para série que tanto subjugou a protagonista a revezes coadjuvantes, e a aparição de uma nova amiga da quinta dimensão chamada Myxlgsptinz, da mesma raça do antigo Sr. Mxyzptlk, parece simbolizar esse toque de mágica da temporada para a protagonista, que ajuda a duende emocionalmente e a duende ajuda Kara fisicamente.

Se no episódio anterior se estabeleceu os arcos na marra, com Supergirl aprendendo mais sobre a Casa de El com seu pai Zor-El e Lena Luthor mais sobre os Luthors, ambas aprendendo mais sobre família, e o arco do meio dos super amigos, encaixado na preocupação entre esses extremos mais dramáticos familiares da história; esse novo episódio abre margens para resoluções sem precisar de imediatismos, em que a diretora Sudz Sutherland pegou o trabalho sacrificial de Jesse Warn e deu progresso belamente nesse episódio. Fica ainda mais claro isso no arco de Lena Luthor, que da água para o vinho voltou ao conceito da personagem que só tem Luthor no nome, seja para desajustar o irmão Lex, seja para não se subjugar a concorrência da LexCorp com o irmão (embora a conversa dela com a Andrea do episódio anterior guarde um mistério).

Agora é esperar a volta de Kara para Terra com seu pai e sua nova amiga da quinta dimensão, enquanto Lex Luthor tenta criar problemas para ele mesmo resolver, novos jogos que Lena Luthor não quer jogar. E o bom de tudo isso, nessa jogada para o próximo episódio, os super amigos estarão prontos emocionalmente para o que der e vier. Entretanto, a calmaria dramática da temporada ainda pode esconder uma cartada dos showrunners com a Legião dos Heróis, a importância de Brainiac-5 e a inspiração de Supergirl além do tempo-espaço.

Supergirl – 6X03: Phantom Menaces – EUA, 13 de abril de 2021
Direção: Sudz Sutherland
Roteiro: Dana Horgan, Emilio Ortega Aldrich
Elenco: Melissa Benoist, Chyler Leigh, Katie McGrath, Jesse Rath, Azie Tesfai, Staz Nair, David Harewood, Jon Cryer, Sharon Leal, Claude Knowlton, Jason Behr, Peta Sergeant
Duração: 43 minutos

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8 comentários

planocritico 16 de abril de 2021 - 21:25

Não acompanho mais Supergirl, mas esse título aí já me deixaria com pelo menos os dois pés atrás…

Abs,
Ritter.

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Davi Lima 17 de abril de 2021 - 00:06

kkkkk faz sentido, starwarsfan!

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Expedito Paz 24 de abril de 2021 - 05:06

bem, nesse caso a ameaça fantasma foi literal hahahaha

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Davi Lima 30 de abril de 2021 - 01:51

kkkkkkkk foi mesmo

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Josué de Morais 16 de abril de 2021 - 12:36

Supergirl está com um caminho interessante para sua última temporada. A ídeia de tirar Kara do circulo geral faz bastante sentido, porque colocou todos os outros membros da equipe para refletirem quem são sem a Kara, ao mesmo tempo em que a Kara tem um desenvolvimento emocional “sozinha”.

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Davi Lima 16 de abril de 2021 - 20:40

Exatamente isso! Até entendo que alguns não estão gostando porque torna a série mais lenta e subdividida em arcos muito bem definidos, o que causa ainda mais um sentimento de pausa na progressão. Mas eu dou mais valor ao que você disse, acho que isso pode ser uma organização dramática dos personagens para criar uma progressão na temporada sem muitas pausas, lá na frente.

É a última temporada, tem que resolver as coisas, última chance disso, e dá um final digno para a protagonista. Eu espero que um começo assim dê calma pros roteiristas pensarem bem o resto.

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Expedito Paz 24 de abril de 2021 - 05:08

Inacreditavelmente, os roteiristas acabaram tendo que se apressar, porque a série foi antecipada devido ao hiato da série do Superman. Com exceção do segundo episódio, que achei um tanto confuso, os outros três ficaram muito bons, pessoal tá tirando leite de pedra dentro das limitações da CW – e nesses dois últimos, a não aparição de certos personagens só fez bem à trama e deixou as verdadeiras estrelas do espetáculo brilharem.

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Davi Lima 26 de abril de 2021 - 00:14

Exatamente! No caso, eles começaram a gravar em outubro, então não sei se eles estão com tanta pressa, mas eles tiveram com certeza que tirar leite de pedra, enxugando muito a trama, e nossa, tirando os excessos da CW.

Episódio 4 achei fantástico. E sim, o episódio 2 foi fraquinho, mas achei uma “pressa” necessária, a chamada objetividade kkkkk que aparece na conveniência. Comentei isso lá no texto do episódio 2.

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