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Crítica | Supergirl – 6X04: Lost Souls

por Davi Lima
2451 views (a partir de agosto de 2020)

Supergirl

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

 

No one’s called me that in decades – Kara Zor-El/Supergirl (para Zor-El, após ele chamá-la de “filha” em kryptoniano)

As séries de TV aberta tem sua média de variação de qualidade de episódios, em que na preocupação exacerbada com o encaixe da programação e os movimentos da série muito dependentes das variações do número do público, o trabalho dos showrunners de organizar roteiros e direções em uma unidade artística sobre demanda sofre instabilização a cada temporada de uma série, entre renovações e perigos de cancelamento. Com uma última temporada certa de Supergirl, garantida de produção de 20 episódios, a impressão que um recorte episódico como esse dessa semana, com plot twist, com mais fotografia de plano holandês e com full sci-fi, o heroísmo e o familiar – os temas em volta da protagonista – ganharão proporções densas de um bom drama consistente ao longo dos próximos episódios.

Entre as reclamações de alguns fãs com o arco parado da Zona Fantasma e a empolgação de outros com endgame do shipp Supercorp (Lena Luthor e Supergirl), as consequências reais do heroísmo envolto de sacrifício do reencontro familiar entre Alex Danvers e Kara Danvers supera qualquer artificialidade dramática, ou distração CW, que a série sempre apresentou desde da quarta temporada. Embora muitos a elogiem, foi nessa temporada também que a protagonista Supergirl foi sendo posta em coadjuvante pelo recheio de tramas. Muito desse episódio Lost Souls bebe do que foi trabalhado na terceira temporada com os mesmos showrunners, em que em sequência de episódios um mesmo tema humanista, de descobrir a humanidade como necessário para o heroísmo, carregou tramas dramáticas em um mesmo set de filmagens da antiga DEO. Mas apenas com um episódio dessa sexta temporada, desenvolvendo uma pressão positiva para o andamento da série para o final, não apenas foi entregue bons dramas no nível da terceira temporada, com Brainiac-5 com distúrbios alimentares pela ausência dos bloqueadores emocionais, Alex precisando escolher entre a irmã e o mundo e Kara voltando cada vez mais para a Casa de El, como há um peso unificado sobre um mesmo plot: salvar Supergirl.

Esse é o conceito básico que une os super amigos e provoca conflito em Lena Luthor sobre o que realmente significa heroísmo. Não é apenas mais um drama em que o personagem se machucou e todos os outros personagens choram de maneira imediata. Já são quatro episódios que Supergirl está presa na Zona Fantasma. Mesmo que a justificativa da trama soe bem mais um ajuste de agenda de gravações com a licença maternidade da atriz Melissa Benoist, que faz Supergirl, parece inegável que um episódio como Lost Souls, fechado em pelos menos três resoluções dramáticas e com um gancho de viagem no tempo para resolver o resgate da protagonista, fosse impossível sem o rearranjo escrito e planejado de uma sala de roteiristas “mais tranquila” do que quer nesse final de série.

A cada episódio, como já foi dito na crítica do anterior, cresce o sci-fi como base narrativa. Se em Phantom Menaces Star Trek e Star Wars estavam postos em referências, agora Brainiac-5 cita certeiramente Ghostbusters como cerne da dinâmica do episódio de caçar fantasmas. Mas e o título do episódio? A referência ao filme de 2000, Lost Souls, de suspense e terror, também não parece aleatório, em que a diretora Alysse Leite-Rogers enfatiza entortadas de câmera, os famosos planos holandeses, que vai causando estranheza, suspense e terrorzinho quanto aos fantasmas da Zona Fantasma que tomam mais forma visual. Existe uma linguagem muito clara na direção do episódio, desde do sci-fi na trama, com problema de Crisálida que junta almas e transforma o mundo em fantasmas, a arma de capturar fantasmas e os flashs da Sonhadora com viagem no tempo; à constituição mais técnica do audiovisual, que ajudam no drama do episódio. Até mesmo uma cena meio videogame, da Miss Marte perseguindo uma alma recém saída de uma pessoa contaminada pelos fantasmas, voando por National City, fica empolgante quando há um plot da história que puxa a um único centro: resgatar Kara Danvers.

Assim, quando há o reverso disso, e é necessário não resgatar Kara Danvers, e ela mesma precisa impedir sua saída da Zona Fantasma para impedir a duende vira casaco chamada Myxlgsptinz, há um impacto não apenas do plot twist como há também o heroísmo empolgante e dramático de Alex sacrificando o encontro com a irmã para salvar o mundo, e Kara da mesma forma. Tudo isso é possível, esse sentimento de consequência, pelo acúmulo de centralizar Supergirl como foco da série nessa última temporada e unificar sua linguagem no sci-fi, que normaliza estratégias mirabolantes heróicas sem parecer tosco.

Enfim, é um episódio sem distrações CW, em que os super amigos se tornam Ghostbusters e ensinam sobre heroísmo e familiaridade que tanto Supergirl ensinou para eles. Deixa a história do Lex Luthor para depois, esquenta ela para o final, seguindo um bom planejamento que valoriza dramas reais e palpáveis dos personagens envolta de Supergirl e do sci-fi. Simbora para a viagem no tempo – vocês ouviram o que Nia Nal, vulgo Sonhadora, disse – e ver o que mais a Supergirl vai enfrentar nesta luxuosa e bem renderizada Zona Fantasma que dá gosto de assistir.

Supergirl – 6X04: Lost Souls – EUA, 20 de abril de 2021
Direção: Alysse Leite-Rogers
Roteiro: Karen Maser, Nicki Holcomb
Elenco: Melissa Benoist, Chyler Leigh, Katie McGrath, Jesse Rath, Staz Nair, David Harewood, Jon Cryer, Sharon Leal, Claude Knowlton, Jason Behr, Peta Sergeant
Duração: 43 minutos

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11 comentários

Danilo Hara 27 de abril de 2021 - 03:39

É impossível este ”Obra-Prima” não chamar a atenção da galera…hahahaha! Sensacional!

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Davi Lima 28 de abril de 2021 - 12:21

kkkkkk eu discordo do termo, não acho que tudo que é 5 estrelas ou hals é obra-prima, mas…

O negócio é que realmente achei o episódio incrível, não é piada não kkkkkk.

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Sussurrador 26 de abril de 2021 - 14:51

Meu Deus,antes de ler eu até achei que fosse uma piada mas essa nota é séria mesmo?Tá melhor que o Flash?Eu aguentei Supergirl até a metade da quarta temporada desse jeito vai me fazer voltar vale a pena passar pelo sofrimento da quarta e quinta temporada?

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Davi Lima 26 de abril de 2021 - 19:07

KKKKKKKKK mds, é porque o episódio realmente foi maravilhoso, mas pela média dos episódios de The Flash (que não assisto) parece está melhor que Supergirl, segundo os textos do Luiz Santiago.

Engraçado você dizer que aguentou até a metade da quarta, quando dizem que é a melhor temporada, mas eu realmente acho mais justo aguentar até a season 3 (porque pelo menos é algo CW mais honesto rsrs, com um drama até legal sobre heroísmo e com a Supergirl como protagonista mesmo).

Sobre The Flash, eu desisti na season 3, então…não faço ideia, mas essa última temporada de Supergirl tá prometendo. Mas…enfim, promessa né. Mas tá bom, ansioso para essa última temporada. Sobre a quarta e quinta temporada…acho que vale, se você souber fazer resumos kkkkkk. Faz uma pesquisa para ver os episódios centrais, vê acelerado (em última caso), por aí. A quarta é boa, mas o final é complicado. E a quinta do mesmo jeito, mas inferior. Tipo, finais mega complicados de aceitar. Mas…dá para assistir com sofrimento aguentável kkkkk.

Em breve vou postar textos das temporadas no site.

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Peter 25 de abril de 2021 - 03:02

Eu nem assisto a série, parei na primeira pq achei muito ruim. Mas fiquei curioso pra ver como esse episódio ganhou 5 estrelas aqui kkkkkkk

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Davi Lima 25 de abril de 2021 - 06:54

kkkkk poxa, a season 1 é a melhor da série. Mas se não gostou, aí fica difícil continuar. Porque do estilo CBS (season 1) para o estilo CW (a partir da seaosn 2)…mei difícil de melhorar. Vai do horário nobre do canal de idosos para o canal de adolescentes.

Mas sim, pois é, o episódio é realmente incrível. Tem uns episódios de Supergirl que valem a pena ver pelo sci-fi ou pela mitologia realista/política, tipo o episódio 4 da terceira temporada (Faithful). Tem na Netflix a série, caso tenha o streaming. Dá para assistir esse sem acompanhar a série. Uma dica kkkkk.

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Guilherme Gomes 24 de abril de 2021 - 16:38

Nossa, essa 6 temporada aparentemente tá boa hein kkkkk eu sempre olho a nota das críticas e até agora não teve nenhum episódio ruim em seu julgamento. Agora me vem esse 5 hals, fiquei ainda mais curioso com a série, Cw tá surpreendendo com suas séries.
Abs,
Guilherme.

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Davi Lima 24 de abril de 2021 - 18:17

Por enquanto kkkk sim! O “pior” foi o episódio 2, mas ainda ficou okay pra bom. Mas esse episódio 4 realmente surpreendeu kkkkk.

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Groot 23 de abril de 2021 - 14:53

Eu vivi pra ver um episódio de Supergirl ganhar essa nota, deu até vontade de continuar a acompanhar, parei na quarta temporada por motivos pessoais e atrasei tanto que fiquei com preguiça de continuar, mas com essa última temporada (e a minha irmã me enchendo o saco), acho que vou dar uma nova chance, esse era meu guilty pleasure kkk

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Davi Lima 23 de abril de 2021 - 16:14

kkkkkkkkk eu realmente achei incrível esse episódio. Essa última temporada realmente parece que vai bem, é o que parece. Dá ouvido a sua irmã dessa vez, é a temporada final mesmo. Dá aquela vista vuada na Netflix da quarta e quinta temporada e já foi.

Compreendo ser sua guilty pleasure. Se eu acreditasse mais nessa expressão eu diria o mesmo.

Responder
Davi Lima 23 de abril de 2021 - 20:14

kkkkkkkkk eu realmente achei incrível esse episódio. Essa última temporada realmente parece que vai bem, é o que parece. Dá ouvido a sua irmã dessa vez, é a temporada final mesmo. Dá aquela vista vuada na Netflix da quarta e quinta temporada e já foi.

Compreendo ser sua guilty pleasure. Se eu acreditasse mais nessa expressão eu diria o mesmo.

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