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Crítica | Supergirl – 6X05: Prom Night!

por Davi Lima
1727 views (a partir de agosto de 2020)

Supergirl

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

 

But you’re going to my past. Don’t mess it up – Alex Danvers (irmã da Supergirl falando para Brainy)

Não bastando a viagem no tempo como material de sci-fi, que parece crescer a cada nova tecnologia, novos perigos alienígenas e novas missões que exploram as referências estéticas de filmes de ficção científica, os dramas juvenis de colegial apresentados nesse novo episódio de Supergirl também se sustentam no subtexto que o gênero do audiovisual permite. Num episódio que parece spin-off de Legends of Tomorrow, assim como foi The One with Nineties em The Flash, a viagem no tempo é o tempo proveitoso para prosseguir narrativas e desenvolver personagens.

Quase que exclusivamente focado em Nia Nal, vulga Sonhadora, e Brainiac-5, Prom Night! leva os personagens para o ano de 2009, que para alguns pode soar estranhamente próximo e muito antigo, já que se passa uma década antes do presente da série e do espectador. Usando de novo desculpas da Crise nas Infinitas Terras como mudança no passado de Kara e Alex Danvers, em vista que Kenny Li está vivo, algo que seria impossível diante dos fatos apresentados na terceira temporada no sexto episódio chamado Midvale, a cidade que a Supergirl é criada pela família Danvers. Com todas as peças bem postas para uma viagem no tempo bem justificada em poucos minutos pelas explicações nada concisas, mas muito rápidas, de Brainiac-5 no começo do episódio, ele, com stress emocional (que o faz comer o tempo todo), e Sonhadora, a mais jovem integrante dos Super Amigos, sem muitas papas na língua narrativa são os únicos que podem voltar no tempo para o período da juventude das irmãs Danvers para conseguir o DNA de Kara, porque sim. Fica claro, dessa forma, que a tática da temporada de separar os personagens pode ser um método de ajustes dramáticos de relevância para fundamentar aventuras isoladas e conectadas sequencialmente sem nenhuma pressa aparente.

Diante disso, com a base sci-fi exaltada e plenamente justificada, o episódio dirigido pela experiente continuísta Alexandra La Roche, desabrocha a jovialidade do canal CW como linguagem temporal que revela e resolve dramas juvenis como um refúgio necessário para desenvolver personagens e reiterar a irmandade Danvers. A diretora aplica a homogeneidade lúdica e direta da fotografia tremida, da montagem elíptica e do recurso sonoro como efeito dramático. Enquanto a briga entre irmãs, bem atuada por Izabela Vidovic (Kara) e Olivia Nikkanen (Alex) – especialmente Olivia – tem um texto mais realista e a câmera tremida para captar isso, Nia Nal e Brainiac-5 tem o momento de desestresse lúdico com a música de Dolly Parton “9 to 5”. São dois dramas de jovens no final das contas, honestos em agilidade, pensando na quantidade de tempo de cada cena para relacionar os personagens.

O repeteco do drama entre as irmãs, sobre Alex ser responsável e “chata” demais com Kara, não transgride a película de conhecimento dos espectadores sobre a trama entre elas, apenas acrescenta mais alento ao que Alex, no presente, sente com a falta da irmã na Zona Fantasma, e ajuda a série fazer uma autocrítica sobre a maturidade que se tem trabalhado a protagonista Supergirl nas últimas temporadas. Com Nia e Brainiac-5 o drama é novo e resolvido com maturidade, mesmo que forjado em quesitos juvenis. Nia quer falar com a mãe no passado, algo péssimo em viagens no tempo, e Brainiac-5 perde o disfarce na escola de Midvale por usufruir das atividades colegiais como desafogo do seu stress causado pelo seu problema com os bloqueadores emocionais de sua raça alienígena. Ambos os plots tem bases desenvolvidas por irresponsabilidade e apego emocional pouco resistível, muito comum no contexto juvenil, algo que a diretora mantém como gancho para a parte 2 do Prom Night!

Desse jeito, envolta da ênfase do sci-fi nesse episódio de Supergirl, com trilha sonora para a nave da Legião dos Super-Heróis, o cenário de dentro da nave e as piadas com tecnologia 3D pouco popular em 2009, e até mesmo o conflito secundário para dificultar a trama, com aliens azuis caçadores de kryptonianos, o subtexto de tratar a juventude sem desmerecer ou exagerar no drama, utilizando como linguagem harmoniosa para um episódio divertido de viagem no tempo, se eleva como pertencente ao canal CW, utilizando as versões jovens das irmãs Danvers e desenvolvendo os personagens mais relacionados a jovialidade, sem parecer viciado na maneira de abordar a juventude nos modos extrapolados do canal. Isso lembra os bons sons da primeira temporada, pairando bem entre a maturidade do heroísmo de Supergirl e o seu início inexperiente como heroína em meio ao sci-fi da DEO e família da Casa de El. Até mesmo a referência a filme de secretárias é semelhante, em que no último episódio da CBS Cat Grant cita o filme Uma Secretária de Futuro e nesse episódio Prom Night! a música de Nia Nal é original do filme Como Eliminar Meu Chefe com Dolly Parton.

Assim, a continuação Prom Again! promete a finalização da maturação dos personagens e mostrar o que Cat Grant vai afetar na vida da Supergirl em Midvale. Um retcon da primeira temporada? Uma desculpa da Crise nas Infinitas Terras de novo? Ou alteração temporal de consequência forte para um drama posterior, no estilo De Volta para o Futuro? A moda Legends of Tomorrow é bem vinda, e o sci-fi pode aumentar mais de volume que não fica ruim não.

Supergirl – 6X05: Prom Night! – EUA, 27 de abril de 2021
Direção: Alexandra La Roche
Roteiro: Rob Wright, Jessica Kardos
Elenco: Chyler Leigh, Jesse Rath, Nicole Maines, David Harewood, Izabela Vidovic, Olivia Nikkanen, Peter Adrian Sudarso, Eliza Helm, Chris William Martin, Matt Baram, Kate Burton, Winnie Hung, Nik Vasilyev, Anita Wittenberg, Nicholas Wong
Duração: 43 minutos

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4 comentários

Kermit,o Sapo 1 de maio de 2021 - 17:33

sugestão de crítica: O Máskara

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Davi Lima 1 de maio de 2021 - 17:57

podexá!

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Gabriel Filipe 1 de maio de 2021 - 12:02

É, pelo visto a série tá valendo a pena

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Davi Lima 1 de maio de 2021 - 15:09

Kkkkkk essa temporada tá boa mesmo, e preparando bem o terreno, o que pouco acontece nesse método de TV aberta. Porque as vezes, mesmo quando eles tem um tema, precisam enrolar e se perdem no tema.

Se o tema for realmente o q tô pensando que é…tá indo muiti bem.

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