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Crítica | Supergirl – 6X17: I Believe in a Thing Called Love

Resoluções amorosamente bem dirigidas.

por Davi Lima
1.216 views (a partir de agosto de 2020)

love

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios da temporada.

 

love You need call the future. – Nia Nal disse a Brainic-5

 

Seguindo  o curso dinâmico do episódio I Believe in a Thing Called Love, é preciso ser objetivo em dizer que se não fosse a direção de Jesse Warn esse capítulo poderia ser um desastre. No texto sobre o episódio Rebirth pontuou-se a grande qualidade do diretor em descomplicar os estancamentos da CW, especialmente com problemática quinta temporada de Supergirl. Nessa semana não foi diferente. Chegando perto do final da série os showrunners parecem estar sem ideias, por mais que eles pareçam se empolgar com a história dos totens. Então, apenas um diretor com uma visão ágil e da casa televisiva para conseguir tornar a trama deus ex machina do Lex Luthor do futuro e do amor chegar a ter qualidade de respeito.

Desde a primeira cena, o primeiro plano aberto gravado pela fotografia dentro da sala de treinamento da Torre dos Super-Amigos, já mostra um diferencial em como Jesse Warn corta caminhos para um roteiro empancado. Quando ele usa esse plano aberto evita-se a prolixa montagem televisiva de gravar cada rosto de personagens e suas falas com os outros, além de tirar a atenção da precariedade dos diálogos do roteiro do episódio. Um exemplo ainda mais enfático da qualidade direção é a cena em que o Caçador de Marte e Supergirl conversam na famosa sacada da Torre, tendo um zoom no rosto do ator David Harewood capaz de fortificar o drama da atuação e dispensar a simplicidade do desabafo do marciano. Além desses, há vários outros exemplos durante a metragem de I Believe in a Thing Called Love que o diretor contribui para que a experiência do expectador seja mais prazerosa, em que as próprias cenas de ação são melhores elaboradas, o que não é inesperado diante do histórico de Jesse nas séries da CW ou até outras séries como Spartacus.

Focando mais na história dirigida e menos na direção técnica propriamente dita, a volta de Lex Luthor se assemelha bastante com a da quinta temporada. Ele surgir com status quo diferente, agora mais sério e romântico, parece com toda aquela invenção do Lex do bem, que mesmo parecendo uma ideia diferente complicou ainda mais a vida dos roteiristas para elaborar um cenário investigativo. Agora, com o vilão vindo do século 31, remonta-se a alegria que ficou estática na terceira temporada chamada Legião dos Super-Heróis. Toda vez que Brainic-5 comentava sobre o futuro era uma oportunidade da série se diferenciar e se enriquecer com esse fator mais sci-fi que perdura no personagem verde. Sua preocupação com o que foi mudado no futuro a partir das movimentações do passado é bem mais interessante que a mitologia pseudointelectual dos totens.

I Believe in a Thing Called Love, seguindo a ideia do título, foca no totem do amor, conectando com a volta de Lex apaixonado por Nyxly e as graciosas cenas e bem interpretadas por Azie e Chyler como o casal Kelly e Alex. Tematicamente é essa a junção do episódio, fora o queerbaiting do Supercorp, a imaginação dos fãs com o romance de Kara com Lena. Em geral, pensando nos momentos dramáticos e no uso dos totens é um episódio bem fraco em resolução. Não que seja plenamente desorganizado, mas a inclusão dos totens e o drama de usá-los fica disperso, em vista que os objetos mitológicos não tem em si símbolos além da superfície do conceitual. Quando Caçador de Morte usa o totem da coragem se torna até interessante, porque fazia tempo que o personagem não tinha um mini arco e também porque o ator é bom o suficiente para entregar o drama, e o gancho do episódio de Esme ser marcada pelo totem do amor é relativamente intrigante. Mas não passa disso.  A trama dos totens continua sendo evidências da morosidade que a série tem sido para os showrunners, criando desculpas de progressão do que boas justificativas narrativas para o final da série.

Por isso, por consequência os elogios precisam ser direcionados de maneiras pontuais, como o bom título do episódio em homenagem a música da banda The Darkness, dialogando com a trama de Lex e Nyxly, e a direção Jesse Warn tornando todas as cenas criativas o suficientes para acompanhar o episódio. Com menos cortes na montagem, compreendendo a profundidade de campo da fotografia, com personagens no primeiro e plano e em segundo plano dialogando e tendo dramas imersivos ao mesmo tempo, a direção com certeza é o ponto alto, revelando o nível baixo do roteiro que esses últimos episódios da série estão se dispondo. Claro, os atores ajudam muito. Eles tornam as cenas familiares dos personagens realmente genuínas, até mesmo porque esses momentos festivos, como a comemoração do casamento de Kelly e Alex, parecem ser a interação natural do cast durante os descansos nos intervalos das filmagens. Entretanto, I Believe in a Thing Called Love se resume muito a sua boa direção, como um suspiro forte diante de um roteiro pouco motivador.

Supergirl – 6X17: I Believe in a Thing Called Love – EUA, 19 de setembro de 2021
Direção: Jesse Warn
Roteiro: Dana Horgan, Nicki Holcomb
Elenco: Melissa Benoist, Chyler Leigh, Katie McGrath, Jesse Rath, David Harewood, Peta Sergeant, Nicole Maines, Azie Tesfai, Julie Gonzalo, Staz Nair, Jon Cryer, Robert Baker, Matt Baram, Mila Jones, Keith Dallas
Duração: 43 minutos.

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