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Crítica | Superman – O Filme (Versões de Cinema e Estendida)

por Ritter Fan
704 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Superman – O Filme não foi o primeiro longa cinematográfico baseado em super-heróis, mas foi o responsável por iluminar o caminho que levaria a indústria cinematográfica ao estado atual em termos de adaptações de quadrinhos, para o mal ou para o bem. E, por incrível que pareça, esta conturbada produção comandada por Ilya e Alexander Salkind e Pierre Spengler, que tinha tudo, mas absolutamente tudo para dar errado, é, até hoje, em minha opinião, o melhor filme de super-heróis já feito (e notem que, apesar de ser leitor veterano de quadrinhos, jamais gostei do Superman!).

Afirmação exagerada? Bem, se olharmos para a crescente oferta de filmes deste sub-gênero que há por aí, é certamente algo polêmico de se dizer, mas Superman – O Filme, captura à perfeição o espírito do personagem e o espírito dos quadrinhos em geral, ofertando aos espectadores uma experiência de tirar o fôlego e que merece ser apreciada em todos os níveis.

Para começo de conversa, temos a produção em si que, como mencionei, foi complicada ao extremo. Diversos roteiristas trabalharam no texto, dentre eles, famosamente, Mario Puzo, autor e co-roteirista da Trilogia O Podersoso Chefão, cuja visão fez o filme enveredar fortemente para o lado camp ou brega. Somente quando Richard Donner, egresso de A Profecia, foi contratado como diretor (a escolha inicial era Steven Spielberg, mas vários outros foram cogitados antes, como Francis Ford Coppola, William Friedkin e até mesmo Sam Peckinpah) é que o filme como o conhecemos hoje começou a realmente tomar forma, já que ele trouxe a reboque Tom Mankiewicz para reescrever o roteiro e retrabalhar os conceitos. Infelizmente, porém, Mankiewicz teve o crédito de roteirista negado pelo sindicato e Donner o creditou como “consultor criativo” apenas.

Seguiu-se a isso a escolha do ator que viveria Clark Kent/Superman, que primeiro seria alguém conhecido (como Robert Redford, Burt Reynolds e até mesmo Sylvester Stallone), mas cuja dificuldade acabou levando à seleção de Christopher Reeve, ao mesmo tempo o primeiro nome a ser sugerido (e rejeitado) e o último, quando foi finalmente contratado. Marlon Brando, que já estava à bordo desde 1975 com um salário altíssimo e participação na bilheteria garantida, já era o nome certo para Jor-El e assim ele fez história com o cachê mais alto se levarmos em conta o tempo de tela (algo como oito minutos).

Além disso, a ideia do orçamento sem precedentes para a época – 55 milhões de dólares – era filmar Superman e Superman II de uma vez e assim foi feito até certo ponto, quando Donner começou a brigar com os Salkind com 75% do segundo filme completo e o primeiro já basicamente pronto. Essa história, sozinha, já mereceria um artigo, mas esse não é o objetivo aqui. Basta dizer que Donner, apesar de ter sido mantido como o diretor do primeiro filme, foi defenestrado no segundo.

Como, então, seria possível imaginar que o longa sairia do jeito que saiu, não é mesmo?

O grande trunfo está em Christopher Reeve, creio. O saudoso ator, então com 26 anos e tendo na carreira participação em três séries de TV e uma ponta em um longa-metragem, encarnou o herói de tal maneira que ele se tornou o personagem. Reeve tem sua imagem gravada no imaginário popular como o Superman e o Clark Kent perfeitos e jamais realmente superados. Muitos, com o olhar mais cínico de hoje em dia, considerarão sua atuação como bobinha, até mesmo ruim, mas uma cena, tenho certeza, se analisada com calma, enterrará esse raciocínio canhestro que já ouvi e li por aí várias vezes. Logo após o voo de Superman com Lois Lane (Margot Kidder), Clark chega no apartamento da repórter para levá-la para jantar. Quando ela vai se ajeitar e sai do aposento, Christopher Reeve faz o inimaginável: de Clark Kent ele se transforma em Superman diante dos nossos olhos, sozinho, sem truque de câmera, sem efeitos visuais. É o ator camaleônico comprovando que sim, Clark Kent pode esconder sua verdadeira identidade atrás apenas de um par de óculos. Notem como o ator, com costas arqueadas como Clark Kent, fica ereto e portentoso segundos depois, ao mesmo tempo em que tira o óculos e deixa seu rosto à mostra. É quase inexplicável o que acontece naquele momento, mas é quase tudo que se precisa saber sobre o trabalho de Reeve.

O outro aspecto que é necessário salientar é sua incrível capacidade de verdadeiramente nos convencer que um homem pode voar. Não, não revirem os olhos e pensem. O filme foi produzido na segunda metade da década de 70, depois de Star Wars, obra que liderou a mudança do conceito de efeitos especiais. Mas Star Wars é um filme que se passa há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante e problemas nos efeitos são disfarçados pelo contexto alienígena sem regras terrenas. Superman, por sua vez, se passa na Terra, sendo sujeito às nossa regras. Um homem voando em nosso meio é como um letreiro neon no meio de uma rua escura. Dói os olhos. Mas, de alguma maneira inexplicável também, Christopher Reeve, trabalhando com os magos dos efeitos especiais da época (que testaram diversas técnicas ao longo de meses, sem resultado), conseguiu uma postura pendurado por desconfortáveis cabos que nos leva realmente a aceitar que voar é normal se você estiver vestido com um vistoso uniforme azul e vermelho.

Mas Richard Donner é outro grande responsável pelo que vemos nas telas. Com o roteiro trabalhado por Mankiewicz criando três atos muito bem separados, Jor-El enviando seu filho de Krypton para a Terra, o bebê aterrizando, sendo adotado e vivendo em Smallville até o fim da adolescência e, finalmente, Superman em Metrópolis, Donner estabeleceu ou criou três filmes distintos dentro de um só. No primeiro, de ficção científica, vemos os avisos apocalípticos de Jor-El sendo ignorados por seus pares e o pai tomando providências para dar uma chance ao filho pequeno. No segundo, de chegada da maturidade, vemos um típico filme passado nos anos 50 e, finalmente, no terceiro, vemos uma aventura super-heroística. Cada ato desses forma pequenas partes que, no todo, correspondem à clássica Jornada do Herói, ou Monomito, conforme Joseph Campbell. Vemos o chamamento para a aventura, a ultrapassagem de obstáculos, os desafios, o abismo, o renascimento e a transformação do personagem em uma narrativa que não tenta se apressar, não faz uso de cortes rápidos e que realmente desenvolve o personagem criando elipses que permitem a perfeita compreensão de todas as fases de crescimento do Superman, do nascimento até a transformação final em salvador da Terra.

Aliás, é particularmente interessante como a correlação com Jesus Cristo é presente no roteiro e no design de produção. Para começar, é curioso como uma criação de dois artistas judeus, por produtores de origem judaica acabou carregando essa temática de forma tão bela e tocante. Desde a imponente figura de Jor-El que poderia ser equiparada com a de Deus (e que expulsa o General Zod/Lúcifer de Krypton/Paraíso, passando pela nave que leva o pequeno Kal-El para a Terra em formato de estrela (a estrela de Belém), até sua adoção por um casal que não pode ter filhos (Maria e José), sem esquecermos da figura do salvador em si que Superman acaba representando, tudo mostra a forma deliberada como o roteiro trabalha a simbologia cristã não tão metaforicamente assim.

E como ameaçar encerrar a presente crítica sem falar da magnífica trilha sonora de John Williams? O mago das trilhas talvez tenha criado um dos mais potentes motivos musicais super-heroísticos da história do cinema. A música tema não sai da cabeça de quem a ouve e sua associação com Superman é imediata e inevitável. É o uso da música na sequência em que Superman revela-se para o mundo que a torna emocionante como é, quando vemos o herói agarrar Lois Lane e o helicóptero em pleno ar, depois de trocar a roupa em uma porta giratória. Como Williams sempre faz, ele distribui leit motifs para cada personagem principal ou para situações, como o tema de Kripton, a morte de Jonathan Kent, a Fortaleza da Solidão, o tema romântico de Superman com Lois Lane ou a música jocosa, mas sinistra que caracteriza Lex Luthor (Gene Hackman) e sua gangue.

Superman – O Filme, é um marco na Sétima Arte. É o filme de super-herói que se mostrou muito além de seu tempo, muito maior até mesmo do que a mística em torno de seu personagem-título. É uma obra-prima ainda sem precedentes de uma era talvez mais simples, mais inocente, mas não menos interessante.

Versão estendida

Quando Superman – O Filme foi lançado na TV americana, um corte de mais de três horas foi montado para valorizar o produto. Este corte, infelizmente, não está disponível comercialmente [atualização: o corte de 3 horas finalmente foi lançado ao final de 2017 e aqui está a crítica], mas, apenas outro, supervisionado por Richard Donner, que insere diversas cenas originalmente filmadas, mas deixadas de lado por diversos motivos.

Esse corte estendido acrescenta parcialmente apenas uma pequena história paralela em que vemos o conselho kriptoniano enviar um “executor” para impedir Jor-El de continuar seus experimentos para transportar seu filho para fora do planeta. A sub-trama, razoavelmente desnecessária, acaba sem resolução clara nessa versão. Uma adição muito bem vinda é no momento em que Clark Kent, ainda adolescente, usa seus poderes para impressionar os valentões de sua escola, correndo mais rápido que um trem. Lá dentro, vemos uma menina que acena para Clark e descobrimos que ela é Lois Lane, o que cria um excelente movimento circular no roteiro. Mais interessante ainda que isso é notar que seus pais, presentes no trem, são vividos por Kirk Alyn e Noel Neill, respectivamente o primeiro Superman e a primeira Lois Lane de carne e osso, que debutaram no serial original de 1948)

Outra adição de monta se dá quando Superman invade o esconderijo de Luthor. Antes de derrubar a porta de metal, ele é atacado sucessivas vezes pelo vilão, primeiro com uma metralhadora, depois com um lança-chamas e, finalmente, com um raio congelante. Ainda que seja divertido ver Superman enfrentar de maneira impassível cada uma dessas ameaças, fato é que a sequência não adicionada nada que não seja tempo ao filme.

Em linhas gerais, apesar de inócuas, a versão estendida só tem realmente valor para os fãs do filme, ainda que a cena da pequena Lois Lane e seus pais tivesse que ter sido mantida no corte que foi ao cinema que não pela revelação em si, mas pelo menos pela homenagem aos atores originais.

Superman – O Filme (Superman – The Movie, EUA – 1978)
Direção: Richard Donner
Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman, Robert Benton, Tom Mankiewicz
Elenco: Marlon Brando, Gene Hackman, Christopher Reeve, Ned Beatty, Jackie Cooper, Glenn Ford, Margot Kidder, Phyllis Thaxter, Marc McClure, Valerie Perrine, Maria Schell, Terence Stamp, Jack O’Halloran, Jeff East, Sarah Douglas, Diane Sherry Case
Duração: 143 min. (versão de cinema), 150 min. (vesão estendida)

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42 comentários

Isaura Luiza Paramysio 20 de maio de 2020 - 23:42

Realmente um março da história do cinema e ainda mais quando o assunto é o “gênero super herói”.
E que atuação perfeita do Reeves, convence que Clark e Superman são “pessoas distintas”
No meu caso eu apenas não gostei muito do final, Terra girando de trás frente…
Também não gostei desta versão do Luthor, não me agradou mas sei que isto é coisa e não defeito do filme.

Responder
planocritico 22 de maio de 2020 - 17:16

Também não sou fã do final, mas o resto do filme é tão maravilhoso que eu nem ligo!

Abs,
Ritter.

Responder
Mera Rainha de Atlântida 20 de dezembro de 2018 - 21:35

Acabei de assistir e concordo que a melhor versão cinematográfica do Superman,quase tudo funciona, o roteiro tem ótimos diálogos, os atores são muito carismáticos e os efeitos mesmo que datados ainda funcionam e não me incomodaram em nada. Os únicos problemas que me incomodaram foi a motivação do Lex Luthor pra todos os eventos do terceiro ato, eu fiquei pensando que se ele não tivesse envolvido o Superman em nada, teria atingido o seu objetivo. Outro ponto questionável foi a volta no tempo do Clark apesar dos avisos do Jor-El, não sei se isso é explorado nas outras sequências mas achei bem ué. Devo ressaltar que o longa é bastante emocionante, aquela cena dos pais dele logo no início foi muito emotiva.

Responder
planocritico 19 de dezembro de 2018 - 15:16

@MatheusEira:disqus , que bom que você gostou do filme!

Sobre a motivação de Lex Luthor, acho que ela funciona bem no jeito cartunesco que ser. Já a volta no tempo, isso é algo que eu reputo como “pegar ou largar”, não tem jeito. Sempre tive problema com esse final, mas confesso que, no cômputo geral, ele é apenas um detalhe em meio a um filme maravilhoso.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de dezembro de 2018 - 18:44

@alisoncordeiro:disqus , esse filme no cinema é uma coisa linda demais. E pode ter certeza que a trilha sonora de Williams é MUITO responsável pela magia do filme. É a combinação perfeita entre música inesquecível, direção precisa e um ator que simplesmente É o personagem em todas as suas facetas.

Abs,
Ritter.

Responder
Alison Cordeiro 4 de dezembro de 2018 - 23:32

Acabo de sair da sessão de cinema que homenageia os 40 anos deste clássico jamais superado do Homem de Aço. Sua crítica é perfeita em todos os pontos, Ritter, como o filme também. Faziam muitos anos que eu não revia o filme, e pela primeira vez enxerguei detalhes que amarram a trama muito bem, assim como explicações importantes da história e outras coisas que não são explicadas, e por serem assim, a tornam melhor ainda. Vemos que nada é por acaso e que Reeve faz da sua atuação um marco difícil de ser superado pelas películas seguintes do Azulão e outras do gênero. Interessante ver todas as referências que foram aproveitadas em todos os demais filmes recentes do Super, uma justa homenagem que eterniza ainda mais este filme, mas ao mesmo tempo cria um mito impossível de superar. Voltei escutando a trilha de John Williams e me perguntando se seria ela a responsável por me fazer acreditar que o homem podia voar ou foram as mãos mágicas de Donner…

Responder
planocritico 9 de agosto de 2018 - 11:27

Realmente é um filmaço.

Já viu a versão estendida e a mega-estendida, esta com 3 horas? Fiz a crítica: https://www.planocritico.com/critica-superman-o-filme-versao-de-3-horas-da-tv/

Abs,
Ritter.

Responder
joão neto neto 8 de agosto de 2018 - 20:34

Nossa. Que filme. Que obra-prima. Super-Homem: O Filme para mim não é somente o maior filme do personagem e do gênero, é também o maior filme que eu já assisti. Por ter marcado minha infância e adolescência assistindo esse filme na Sessão da Tarde. Lembro a primeira vez que esse filme passou no SBT em 2005 se não me engano, e foi magnífico ainda mais com a edição redublada e remasterizada. Tenho um dvd deste filme guardado a sete chaves. E é um grande refúgio dessa realidade díficil em que vivemos. Super-Homem: O Filme foi também o maior trabalho de Christopher Reeve. Sim o verdadeiro Super-Homem. Christopher Reeve é insubstituível !!!!

Responder
samuelramos 19 de setembro de 2017 - 00:31

Clássico, épico, emocionante.. são muitos os adjetivos para definir esse filme. Revejo-o todo ano, pois o Superman é o meu personagem favorito de sempre e sua mitologia foi apenas enriquecida com essa obra-prima. Donner deveria ter continuado, é realmente uma pena. Reeve e Williams dispensam comentários. Talvez o Lex brincalhão e a cena da viagem no tempo me façam coçar a cabeça em alguns momentos, no entanto, não diminuem o prazer de assistir ao melhor filme do Homem do Amanhã. Excelente texto!!!

Responder
planocritico 19 de setembro de 2017 - 15:19

Obrigado!

Olha, esse filme eu adoro de paixão, mesmo tendo que fechar os olhos para a viagem no tempo… Até agora, para mim, não foi barrado em sua sub-categoria de filmes de super-heróis.

Abs,
Ritter.

Responder
Heleno Junior 2 de junho de 2017 - 20:22

Logicamente,o filme está prestes a completar 40 anos e envelheceu em alguns aspectos,mas isso não tira os méritos do conjunto da obra.Superman sempre tem um algo a mais que o diferencia até mesmo dos melhores representantes atuais do gênero.Sem falar que é disparado o mais influente.Tanto que o mais novo representante,Mulher-Maravilha,foi influenciado por esse filme.Sam Raimi,Bryan Singer,Christopher Nolan,todos se inspiraram nele.É indiscutivelmente uma obra-prima.

Responder
planocritico 2 de junho de 2017 - 20:27

Assino embaixo, @heleno_junior:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Alison Cordeiro 21 de março de 2016 - 23:03

Grande Ritter, fantástica crítica, essa estava faltando neste site repleto de preciosas análises sobre filmes, o universo e tudo e o mais. Que posso fazer eu além de concordar? Fui ao cinema ver o filme, ainda criança, e aí você calcula o impacto da película na minha vida. O Azulão se tornou meu herói preferido, e Reeve o maior intérprete do herói em todos os tempos. A construção do filme é perfeita, da Sci-Fi Kripton contrastando com a pacata Smalville, vemos um filme sem pressa de ser contado. A trilha de John Willians cria a tensão e dá o tom certo para as cenas de ação, e os efeitos especiais são muito bem cuidados. O uniforme do Super é vistoso, com o colorido que caracteriza todos os heróis clássicos, com um caimento em Reeve que é impossível não admirar. Vi o filme mais de duas dúzias de vezes, e sempre me emociono com a jornada do herói tão bem contada. O filme é tão poderoso e bem planejado que cria a deixa para o segundo de maneira perfeita, e vemos esta referência depois em Superman o Retorno e o Homem de Aço. Aliás, que pecado não usarem a trilha clássica quando Cavill ostenta o uniforme pela primeira vez… mas isso é outra história. Superman, o Filme, faz jus ao título e nos fez realmente acreditar que o homem podia voar. Parabéns por mais uma crítica inesquecível. Abraços!

Responder
planocritico 22 de março de 2016 - 21:21

@alisoncordeiro:disqus, bacana o relato! Superman nunca foi um herói que tenha gostado de verdade, mas esse filme é uma obra-prima.

Sobre não usarem a trilha clássica em Homem de Aço, eu mencionei isso na crítica de MoS. Uma heresia!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de março de 2016 - 21:21

@alisoncordeiro:disqus, bacana o relato! Superman nunca foi um herói que tenha gostado de verdade, mas esse filme é uma obra-prima.

Sobre não usarem a trilha clássica em Homem de Aço, eu mencionei isso na crítica de MoS. Uma heresia!

Abs,
Ritter.

Responder
Alison Cordeiro 21 de março de 2016 - 23:03

Grande Ritter, fantástica crítica, essa estava faltando neste site repleto de preciosas análises sobre filmes, o universo e tudo e o mais. Que posso fazer eu além de concordar? Fui ao cinema ver o filme, ainda criança, e aí você calcula o impacto da película na minha vida. O Azulão se tornou meu herói preferido, e Reeve o maior intérprete do herói em todos os tempos. A construção do filme é perfeita, da Sci-Fi Kripton contrastando com a pacata Smalville, vemos um filme sem pressa de ser contado. A trilha de John Willians cria a tensão e dá o tom certo para as cenas de ação, e os efeitos especiais são muito bem cuidados. O uniforme do Super é vistoso, com o colorido que caracteriza todos os heróis clássicos, com um caimento em Reeve que é impossível não admirar. Vi o filme mais de duas dúzias de vezes, e sempre me emociono com a jornada do herói tão bem contada. O filme é tão poderoso e bem planejado que cria a deixa para o segundo de maneira perfeita, e vemos esta referência depois em Superman o Retorno e o Homem de Aço. Aliás, que pecado não usarem a trilha clássica quando Cavill ostenta o uniforme pela primeira vez… mas isso é outra história. Superman, o Filme, faz jus ao título e nos fez realmente acreditar que o homem podia voar. Parabéns por mais uma crítica inesquecível. Abraços!

Responder
Anônimo 17 de março de 2016 - 22:54
Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:44

Que legal que gostou da crítica, @disqus_ZMtFC1obwd:disqus Reveja o filme sim. Richard Donner e Christopher Reeve merecem!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:44

Que legal que gostou da crítica, @disqus_ZMtFC1obwd:disqus Reveja o filme sim. Richard Donner e Christopher Reeve merecem!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Casagrande 17 de março de 2016 - 22:54

Cara que critica emocionante, vou rever esse filme só por causa dela, é realmente um marco

Responder
Darth Catra 17 de março de 2016 - 18:20

Podem falar o que quiser sobre The Dark Knight, mas este aqui sim é o melhor filme de super-herói já feito (E isso vindo de mim, que prefiro bem mais a Marvel!). Toda vez que assisto o filme fica cada vez melhor, por mais antigo que seja. E não é uma overdose de CGI e cenas de ação repetitivas à la Dragon Ball que vão desbancar este clássico.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:48

Olha, concordo, @FilipeRoque10:disqus!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:48

Olha, concordo, @FilipeRoque10:disqus!

Abs,
Ritter.

Responder
Darth Catra 17 de março de 2016 - 18:20

Podem falar o que quiser sobre The Dark Knight, mas este aqui sim é o melhor filme de super-herói já feito (E isso vindo de mim, que prefiro bem mais a Marvel!). Toda vez que assisto o filme fica cada vez melhor, por mais antigo que seja. E não é uma overdose de CGI e cenas de ação repetitivas à la Dragon Ball que vão desbancar este clássico.

Responder
Diogo Amorim 17 de março de 2016 - 17:51

Ahh Ritter, esse filme é um clássico né, me deu até vontade de ir lá assistir de novo depois de ler essa crítica.

Eu sou até meio suspeito ao dizer que essa é, de longe, a melhor adaptação de um Super Herói da HQ para o cinema, ou pelo menos uma das melhores, Christopher Reeve é sem igual no papel, sem dúvidas o melhor Superman de todos, uma pena ter morrido. Esse filme da de 10 a 0 em um certo filme atual repleto de CGI e efeitos especiais exagerados sem mais nada a oferecer além disso(Homem de Aço, estou olhando pra você), soube ser grande em sua simplicidade e inocência, e nós devemos agradecer a ele por todo esse sucesso que os filmes de Super Herói tem feito hoje em dia, pois sem dúvidas ele tem uma grande importância nisso. Respeito você não gostar do Superman, mas eu gosto bastante dele, é um dos meus heróis favoritos(na verdade um dos poucos Heróis da DC que eu realmente gosto, porque a maioria…), e esse filme soube ser fiel ao personagem e tenho um enorme respeito por ele, assim como você também tem mesmo não gostando do personagem.

Não chego a considerar o melhor filme de Super Herói de todos os tempos, ainda tenho outras preferências, mas com certeza é um dos melhores e tá no meu Top 5. Qual seria seu Top 5 de filmes de Super Herói Ritter?(Não vamos incluir os dois primeiros filmes da trilogia do Batman do Nolan nessa lista ok, pois nós já chegamos a um acordo de que esses estão em uma categoria elevada).

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 17:00

@disqus_1xfUk6Tw8e:disqus, Superman – O Filme é realmente incrível e um marco cinematográfico.

Meu top 5 não incluindo a trilogia de Nolan?

Olha, eu acho (ACHO!) que seria algo assim:

1. Superman – O Filme
2. Homem de Ferro
3. Capitão América 2
4. X-Men: Primeira Classe
5. Homem Aranha 2 (do Raimi, claro)

Mas fico na dúvida, pois deixar de fora Hellboy, Guardiões da Galáxia, Watchmen, X2 é complicado…

E o seu top 5 sem Nolan?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 17:00

@disqus_1xfUk6Tw8e:disqus, Superman – O Filme é realmente incrível e um marco cinematográfico.

Meu top 5 não incluindo a trilogia de Nolan?

Olha, eu acho (ACHO!) que seria algo assim:

1. Superman – O Filme
2. Homem de Ferro
3. Capitão América 2
4. X-Men: Primeira Classe
5. Homem Aranha 2 (do Raimi, claro)

Mas fico na dúvida, pois deixar de fora Hellboy, Guardiões da Galáxia, Watchmen, X2 é complicado…

E o seu top 5 sem Nolan?

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Amorim 18 de março de 2016 - 18:22

Hahaha, te entendo, confesso que isso também acontece comigo, as vezes eu acabo mudando de ideia depois que revejo um desses filmes, enfim, é complicado se definir com certeza absoluta mesmo.

Mas vou deixar meu Top 5 aqui(baseado no achismo apenas, porque vez ou outra eu acabo mudando de ideia):

1. Homem Aranha 2
2. Homem de Ferro
3. Superman – O Filme
4. Os Vingadores
5. X-men 2

Menções honrosas: Capitão América 2, Guardiões da Galáxia, Watchmen, X-men DOFP, Deadpool, X-men Primeira Classe, etc(tanto filme bom que também merece espaço, vez ou outra eu acabo mudando meu Top 5, porque é impossível ter 100% de certeza). Gostou?

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 19:02

Gostei! Do seu Top 5, eu só não consigo adorar tanto Os Vingadores. Mas veja, eu gosto MUITO do filme, mas não sei se ele entraria nem no meu Top 10. Se você me fizesse essa pergunta no dia seguinte em que eu o assisti no cinema, ele CERTAMENTE entraria no meu Top 3, mas, com o tempo, fui gostando menos dele…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 19:02

Gostei! Do seu Top 5, eu só não consigo adorar tanto Os Vingadores. Mas veja, eu gosto MUITO do filme, mas não sei se ele entraria nem no meu Top 10. Se você me fizesse essa pergunta no dia seguinte em que eu o assisti no cinema, ele CERTAMENTE entraria no meu Top 3, mas, com o tempo, fui gostando menos dele…

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Amorim 18 de março de 2016 - 19:35

Entendo e respeito, e viva a diversidade de opiniões.

Diogo Amorim 18 de março de 2016 - 19:35

Entendo e respeito, e viva a diversidade de opiniões.

Diogo Amorim 18 de março de 2016 - 18:22

Hahaha, te entendo, confesso que isso também acontece comigo, as vezes eu acabo mudando de ideia depois que revejo um desses filmes, enfim, é complicado se definir com certeza absoluta mesmo.

Mas vou deixar meu Top 5 aqui(baseado no achismo apenas, porque vez ou outra eu acabo mudando de ideia):

1. Homem Aranha 2
2. Homem de Ferro
3. Superman – O Filme
4. Os Vingadores
5. X-men 2

Menções honrosas: Capitão América 2, Guardiões da Galáxia, Watchmen, X-men DOFP, Deadpool, X-men Primeira Classe, etc(tanto filme bom que também merece espaço, vez ou outra eu acabo mudando meu Top 5, porque é impossível ter 100% de certeza). Gostou?

Responder
Diogo Amorim 17 de março de 2016 - 17:51

Ahh Ritter, esse filme é um clássico né, me deu até vontade de ir lá assistir de novo depois de ler essa crítica.

Eu sou até meio suspeito ao dizer que essa é, de longe, a melhor adaptação de um Super Herói da HQ para o cinema, ou pelo menos uma das melhores, Christopher Reeve é sem igual no papel, sem dúvidas o melhor Superman de todos, uma pena ter morrido. Esse filme da de 10 a 0 em um certo filme atual repleto de CGI e efeitos especiais exagerados sem mais nada a oferecer além disso(Homem de Aço, estou olhando pra você), soube ser grande em sua simplicidade e inocência, e nós devemos agradecer a ele por todo esse sucesso que os filmes de Super Herói tem feito hoje em dia, pois sem dúvidas ele tem uma grande importância nisso. Respeito você não gostar do Superman, mas eu gosto bastante dele, é um dos meus heróis favoritos(na verdade um dos poucos Heróis da DC que eu realmente gosto, porque a maioria…), e esse filme soube ser fiel ao personagem e tenho um enorme respeito por ele, assim como você também tem mesmo não gostando do personagem.

Não chego a considerar o melhor filme de Super Herói de todos os tempos, ainda tenho outras preferências, mas com certeza é um dos melhores e tá no meu Top 5. Qual seria seu Top 5 de filmes de Super Herói Ritter?(Não vamos incluir os dois primeiros filmes da trilogia do Batman do Nolan nessa lista ok, pois nós já chegamos a um acordo de que esses estão em uma categoria elevada).

Responder
Helder Zemo 17 de março de 2016 - 10:03

Parabens pela critica Ritter, Superman é mesmo um filme que apesar de ser otimista como o personagem (talvez ate em excesso) ainda sim é uma obra prima, bom, o melhor ja foi, sei que vc fara critica do Superman 2, mas o 3, o terrível 4 e o polemico Man of Steel serão criticados tbm?

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:53

@disqus_qqVEa4WRHI:disqus, todos os filmes do Super serão criticados. Ontem saiu a de Superman II, hoje sairá Superman II – corte de Donner, depois o III, IV, O Retorno e Homem de Aço. Tudinho!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:53

@disqus_qqVEa4WRHI:disqus, todos os filmes do Super serão criticados. Ontem saiu a de Superman II, hoje sairá Superman II – corte de Donner, depois o III, IV, O Retorno e Homem de Aço. Tudinho!

Abs,
Ritter.

Responder
Helder Zemo 17 de março de 2016 - 10:03

Parabens pela critica Ritter, Superman é mesmo um filme que apesar de ser otimista como o personagem (talvez ate em excesso) ainda sim é uma obra prima, bom, o melhor ja foi, sei que vc fara critica do Superman 2, mas o 3, o terrível 4 e o polemico Man of Steel serão criticados tbm?

Responder
Capitão Frio 16 de março de 2016 - 23:37

Ritter, minha nossa, sinto que você fez esta crítica especialmente para mim. Sabes muito bem o quanto a esperei.

Não há como não concordar com tudo. Sem dúvidas o melhor filme de super-heróis da história. Reeve é insuperável. E essas críticas em relação à sua atuação realmente… putz… lamentável. Esssa cena descrita por você dele simplesmente passando de Clark a Superman em instantes é de escorrer aquelas lágrimas nerds másculas dos olhos. Digo o mesmo da cena do helicóptero e do final. Me emociono toda vez que assisto. Um marco! Primeiro filme de super-herói que vi.

Mesmo com você não sendo fã do personagem, o respeitou honrosamente e fez o mesmo para com o filme e com os fãs. Agradeço imensamente.

“não faz uso de cortes rápidos”. Eu peguei a referência e o “hate” HAHAHAHAHAHAHAHA por favor massacre o “Homem de Aço” do Snyder o máximo que puder!

PS: A crítica do segundo sai amanhã?

Abr.

Responder
planocritico 17 de março de 2016 - 02:59

Obrigado, @Capit@capitofrio:disqus! Ainda bem que você pegou a referência, hahahahahahaha.

E sim, a crítica de Superman II sai na quinta.

Abs,
Ritter.

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planocritico 17 de março de 2016 - 02:59

Obrigado, @Capit@capitofrio:disqus! Ainda bem que você pegou a referência, hahahahahahaha.

E sim, a crítica de Superman II sai na quinta.

Abs,
Ritter.

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Capitão Frio 16 de março de 2016 - 23:37

Ritter, minha nossa, sinto que você fez esta crítica especialmente para mim. Sabes muito bem o quanto a esperei.

Não há como não concordar com tudo. Sem dúvidas o melhor filme de super-heróis da história. Reeve é insuperável. E essas críticas em relação à sua atuação realmente… putz… lamentável. Esssa cena descrita por você dele simplesmente passando de Clark a Superman em instantes é de escorrer aquelas lágrimas nerds másculas dos olhos. Digo o mesmo da cena do helicóptero e do final. Me emociono toda vez que assisto. Um marco! Primeiro filme de super-herói que vi.

Mesmo com você não sendo fã do personagem, o respeitou honrosamente e fez o mesmo para com o filme e com os fãs. Agradeço imensamente.

“não faz uso de cortes rápidos”. Eu peguei a referência e o “hate” HAHAHAHAHAHAHAHA por favor massacre o “Homem de Aço” do Snyder o máximo que puder!

PS: A crítica do segundo sai amanhã?

Abr.

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