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Crítica | Taxi Driver

por Marcelo Sobrinho
1343 views (a partir de agosto de 2020)

Sou livre para gostar ou não de lagosta à americana, mas, se não gosto dos homens, sou um miserável e não posso encontrar lugar ao sol. Monopolizaram o sentido da vida.

Erostrato, de Jean-Paul Sartre

“É preciso ver os homens do alto” é a frase que abre o conto Erostrato, de Jean-Paul Sartre, presente em O Muro e que narra a trajetória de um homem solitário que resolve sair às ruas e atirar a esmo nos transeuntes. A noção de distanciamento e de certa superioridade megalomaníaca, presente no olhar do protagonista sartreano, é exposta de saída também por Martin Scorsese ao apresentar um de seus personagens mais icônicos – o taxista Travis Bickle. Em 1976, ano de lançamento de Taxi Driver, o nome do diretor norte-americano ainda não ocupava nenhum lugar de destaque no cinema mundial. Seu longa-metragem protagonizado por Robert De Niro alçou os dois a um novo patamar e é considerado ainda hoje um dos maiores filmes não só da carreira de Scorsese mas da própria história do cinema.

O roteiro escrito por Paul Schrader baseou-se em grande medida no romance de Fiódor DostoievskiNotas do Subsolo. Todos os três personagens marginais citados tem em comum a busca da redenção de sua miséria por meio de atos grandiosos, que dêem um sentido real ao seu tormento. Buscam afirmar sua exclusão como uma posição excelsa. Nutrem ódio e ressentimento por quase todos os cruzam seu caminho e, em sua via crucis, tentam encontrar meios de causar uma ferida, ainda que solitária, em tudo o que tanto desprezam. Martin Scorsese enquadra os olhos de Travis no retrovisor dianteiro de seu táxi. Eles brilham de ódio, enquanto as luzes vermelhas das ruas de Nova York tingem o plano-detalhe. É importante não deixar de notar o trabalho do cineasta, junto a seu diretor de fotografia Michael Chapman, com a paleta de cores em Taxi Driver. Nova York surge sem nenhum glamour nem vestígios de romantismo. Ao contrário – a sujeira nas ruas, quase sempre lodacentas, representa a própria degradação dos homens. Se há romantismo no filme, certamente ele está apenas no olhar amargo e inconformado de Travis.

O longa-metragem é uma aula de cinema em muitos aspectos. A trilha sonora compõe o retrato de uma cidade decadente, saudosista de um passado que se degradou e que emula um charme que Scorsese, pelos olhos do protagonista, faz questão de demolir. Os letreiros luminosos de tantas boates e bares são insuficientes para iluminar as ruas escuras e esfumaçadas da cidade. Os bueiros insistem em fumegar seus vapores pestilentos. A direção de Scorsese é inteligente e, nos momentos mais cruciais que se passam dentro do táxi de Travis, opta por enquadrar o interlocutor do taxista sempre por meio do retrovisor. Deixa claro que tudo acontece sob o ponto de vista do personagem principal. O diretor parece nos informar que toda a realidade é moldável aos olhos de quem a vê. Em Taxi Driver, Scorsese já demonstra também a sensibilidade para deixar acontecerem improvisos antológicos. É exatamente isso que Robert De Niro faz na cena em que Travis conversa consigo mesmo enquanto puxa o revólver e pergunta para o espelho: “You talking to me?”.

Betsy (Cybill Shepherd), a executiva por quem o protagonista se apaixona, o define como uma contradição. Algo entre o real e a ficção. O conceito é exato. É possível nos conectarmos a Travis em sua insanidade, megalomania e na descida ao porão de sua existência. É possível compreender facilmente sua repulsa pela decadência que vê à sua volta, que o enodoa e o perturba.  Mas o personagem miserável, insone e noctívago parece só caber mesmo na ficção ou em algum recôndito devidamente domado de cada um de nós. Taxi Driver faz emergir a consciência de que a sociedade só se mantém em funcionamento, cheia de horror e contaminação, como um esgoto a céu aberto, se seus indivíduos negociarem com o real. À medida que o longa-metragem vai se desenvolvendo, uma coisa se torna clara: Travis não está disposto a negociar nada. Ele é a insuportabilidade do real no estado mais bruto, conduzida a uma cena final acachapante e que marca um dos momentos mais impressionantes e bem dirigidos de todos os tempos.

O personagem de De Niro resolve salvar uma jovem prostituta das mãos de seus cafetões. É aterrador o trabalho de Scorsese na cena do trágico tiroteio. Com uma fotografia pesada, quase nauseante, Travis Bickle ataca os homens que exploravam a jovem Iris (Jodie Foster) e o resultado é uma explosão de violência que se tornaria uma marca no cinema do norte-americano. O trabalho de câmera é dos mais inspirados que já se viu – com direito a um cutting on action que simula a propagação do som do disparo do revólver até o quarto da jovem prostituta e a uma decupagem final que refaz o caminho até a saída do prédio, mostrando o rastro de morte deixado por Travis. O trabalho sonoro da cena é também esplêndido, constituído apenas dos sons das armas e dos gritos que ecoam nos estreitos corredores. A edição e a mixagem de som, somadas à trilha sonora de Bernard Hermann, que ressurge apenas nos minutos finais de cena, garantem uma ambientação sonora verdadeiramente infernal. Travis Bickle vai ao coração do inferno nova-iorquino para derrotá-lo em suas entranhas. Ao menos, em seu delírio assassino.

O que mais impressiona em Taxi Driver, mais de quarenta anos após seu lançamento, é notar o fascínio inesgotável da obra entre quaisquer gerações. Em dias em que o amor à humanidade é uma declaração quase que obrigatória, é curioso pensar que um personagem tão avesso a isso, que personifica tanto mal-estar, consiga se comunicar tão bem com todos nós. Travis Bickle lembra, através da direção emotiva e cheia de ansiedade de Scorsese, que uma boa dose de repulsa entre os homens sempre será um ingrediente natural da vida. É algo para perturbar, de fato, os que esperam por um mundo perfeitamente feliz e harmonioso. O filme de Martin Scorsese pode ser muito bem guardado para elucidar nossos piores dias ou para nos salvar de nossas piores tolices.

Taxi Driver – EUA, 1976
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Paul Schrader
Elenco: Robert De Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster, Martin Scorsese, Harvey Keitel, Albert Brooks, Peter Boyle, Leonard Harris
Duração: 114 minutos.

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21 comentários

Gabriel Filipe 1 de fevereiro de 2021 - 09:57

Vi esse filme hj e estou vidrado, ainda mais pq ontem eu vi O Rei da comédia, ent eu tô bem numa vibe Scorcese msm. Eu amo a forma como ele, em ambos os filmes nn deixa nenhuma dúvida de como os protagonistas são pessoas horríveis, ao msm tempo sem impedir q o telespectador tenha agm mínima simpatia por eles. No caso de Rei da Comédia, o Pupkim é um puta narcisista arrogante, mas ele tem camadas suficiente para não o transformar em apenas um personagem detestável e só, nn é um personagem unidimensional. Já nesse filme, o Scorcese não poupa em mostrar em como o Travis Bickle é racista, misógino, homofóbico e com síndrome de herói, mas ao msm tempo, ao por o drama da Iris e tbm em outros pequenos momentos, o filme mostra que ainda existe agm humanidade no Bickle. E acima de tudo, o filme nunca passa pano, glorifica e nem se exime de mostrar o como ele é uma figura patética e que se acha muito melhor do que realmente é (diferente de um filme com um palhaço aí…). E cara… Robert de Niro, QUE ATOR, é uma interpretação que exige tantas sutilezas, nn é uma personagem que tem muitos momentos de explosão, ent ele tem q exibir tudo de maneira sutil e um trabalho bem mais difícil dq ser histérico, ficar gritando a todo momento, ou algo assim

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Nelson Hfilho 18 de novembro de 2019 - 17:08

Há variações na fotografia de acordo com o ritmo do desenrolar do filme, significativamente quanto às luzes, que variam desde a fosforescência penetrante (típica da estética psicodélica), ao vermelho matizado e escuro. Juntamente com a aplicação sonora, no solo de clarinete e dos sons brutais, os primeiros revelam um Travis como que em expectativa, os segundos, remetem à ação, sob a perspectiva sempre do protagonista, do/no/pelo que considera “escória”, “lixo”, na chave da violência. O mais importante, talvez, é o caráter psicótico do personagem, certamente no plano desta desafetação do “real”, que oportunamente o crítico traçou aqui. É uma forma de descolamento do real, que se mostra no seu comportamento não só frente ao meio, como também frente à linguagem. Talvez Scorsese não tenha se dado conta desta faceta, mas já que o roteiro tem como autor Paul Schrader, que “viveu”, no real, a mesma história, é possível ter sido guardado o espaço para esta leitura psicopatotógica. Estando numa condição que o roteirista mesmo descreve em suas memórias como maníaco-depressiva, provocada por seus problemas sentimentais com sua ex-mulher e com a outra relação recente, Schrader tinha sido lançado em uma errância quase suicida pelas ruas de Los Angeles. Durante semanas não fez outra coisa que beber, dirigir e andar, transitando pelos bairros mais sórdidos da capital californiana e comendo nada ou quase nada. Finalmente, teve de ser internado. Foi a espetacular conclusão de uma corrida para a morte, de expiar o seu interior que Travis Bickle escreve sua história, um ano depois.
O filme é fantástico, abre espaço para muitos estudos, a meu ver não somente no campo sob o qual a crítica cinematográfica tem analisado. Pelo menos, no que tenho visto. Obrigado ao autor do Planto Crítico pela ótima análise.

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Vinicius Maestá 7 de abril de 2019 - 07:54

Esse filme me fez quebrar a cabeça se o personagem é racista ou não, mudando de opinião a cada momento. Queria saber a opinião de vocês.

Abraços

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Thatiane Meyer 10 de janeiro de 2020 - 22:44

Eu vi traços de racismo em todos os personagens. Menos na prostutuita de 12 anos. Foi a única.
Traços é racista como todos os outros, mas não se forma escancarada.

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Gabriel Filipe 1 de fevereiro de 2021 - 09:59

Eu nn achei a Betsy racista nn

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H-Alves 23 de setembro de 2018 - 10:51

Excelente filme.

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Célio Aparecido Alves Beserra 2 de setembro de 2018 - 14:30

A cena em que Travis leva a personagem de Cybill Shepherd a um cinema pornô é antológica.
Nesse momento, ainda no início da película, já somos informados de forma a não deixar dúvidas que Travis é um indivíduo condenado, e que alguma coisa muito sinistra há de acontecer…

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Luiz Santiago 23 de julho de 2018 - 22:23

É justamente essa sensação de “contato com a realidade” que sua crítica aponta que eu sinto quando revejo esse filme. Gosto demais da maneira criativa como o diretor realiza o trabalho final, um tipo de acerto de contas (em muitas esferas) do indivíduo com a cidade e da cidade com o indivíduo. É de tirar o fôlego. Adorei sua abordagem, por sinal. Sem aquela muvuca de interpretações que a gente tava falando ainda agora a respeito hehehehehe

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Marcelo Sobrinho 24 de julho de 2018 - 09:57

Muito obrigado, Luiz! É a minha interpretação do personagem mesmo: alguém que não está disposto a negociar com o real, que trava contato com ele, mas para quem o único resultado só pode ser matar e/ou morrer. Tentei trazer esse olhar.

Quanto a essa coisa de pegar uns 50 planos do filme para ficar decifrando a simbologia de cada, realmente não gosto disso. Nem de escrever nem de ler críticas assim!

Abração, meu querido!

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Romão 15 de maio de 2018 - 01:40

Minha cena favorita desse filme é quando o Travis diz que a solidão o persegue em todos os lugares, “nos bares, carros, calçadas, mercados… todo lugar.” Sobre a crítica: bom saber que existem pessoas obcecadas por detalhes como eu kkk

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Cesar Cesar 13 de maio de 2018 - 18:47

Taxi Driver é um dos 10 melhores filmes de todos os tempos. Esse filme tem uma coisa de filme “noir” onde o anti-herói, Travis Bickle, nos mostra sem retoques a vida noturna obscura de New York, mas poderia ser San Francisco ou São Paulo. É comovente a forma como os pais da Easy demonstram seu agradecimento ao final, numa carta cheia de elogios que, sabemos, Travis não merecia. Na verdade Travis transferiu seu ódio assassino para o cafetão, interpretado por Harvey Keitel, uma vez que seu plano de matar o senador Palantine tinha ido por água abaixo. Direção, elenco, roteiro… tudo 10. Esse filme é um “cult” e é quase que proibido deixar de tê-lo na estante de casa. Eu tenho em DVD e BD.

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Marcelo Vargas 10 de outubro de 2016 - 08:45

Assistir e assistir Taxi Driver é um exercício vigoroso para alcançar a tão sonhada maturidade cinematográfica.
Já vi umas 15 vezes, acho…
E a cada vez, tenho certezas…

Responder
Anônimo 27 de fevereiro de 2020 - 21:36
Responder
Marcelo Vargas 10 de outubro de 2016 - 08:45

Assistir e assistir Taxi Driver é um exercício vigoroso para alcançar a tão sonhada maturidade cinematográfica.
Já vi umas 15 vezes, acho…
E a cada vez, tenho certezas…

Responder
Saulo Henrique 4 de outubro de 2016 - 23:58

Olha, parabéns pelo texto. Mesmo lendo agora, sempre descubro algo novo. E descobri mais aqui. Tenho o dvd de luxo com toneladas de extras e é incrível. Mudou bastante minha visão de mundo. Juntando a esse texto fenomenal, scorcese e De niro são uma dupla de artistas que sempre me apresentam algo novo. .feito 100 anos atrás. Ahah. Muito obrigado.

Responder
Saulo Henrique 4 de outubro de 2016 - 23:58

Olha, parabéns pelo texto. Mesmo lendo agora, sempre descubro algo novo. E descobri mais aqui. Tenho o dvd de luxo com toneladas de extras e é incrível. Mudou bastante minha visão de mundo. Juntando a esse texto fenomenal, scorcese e De niro são uma dupla de artistas que sempre me apresentam algo novo. .feito 100 anos atrás. Ahah. Muito obrigado.

Responder
Filipe Isaías 13 de fevereiro de 2016 - 12:15

Vi Taxi Driver recentemente na Netflix do Silvio, e é impossível não fazer um paralelo com Watchmen. A Nova York suja e depravada, o conceito de heroísmo, e a personalidade do Rorscharch parecem ter servido de inspiração ao Alan Moore. Não é a toa que o Travis aparece em Before Watchmen. Excelente análise dessa obra-prima, Matheus. Venho apreciando bastante seus textos. Continue assim! 🙂

Abs.

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Matheus Fragata 14 de fevereiro de 2016 - 12:58

Muito obrigado, Filipe! Ótima comparação aliás!
Abraços!

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Helder Zemo 11 de fevereiro de 2016 - 09:00

esse filme é fantastico, DeNiro é um dos melhores atores que ja passou pelas telas de Hollywood, tao bom que perdoamos suas bombas recentes, é uma pena um ator desse nipe fazendo filmes mediocres, em relação ao Oscar, sei la o que deu na midia americana, talvez por que Rocky que saiu no mesmo ano era um filme mais pra cima, menos depressivo que Taxi Driver, mas enquanto Rocky é um filme excelente, Taxi Driver é genial, parabens ao Scorcese e pela critica que me fez descobrir que o cara do Taxi era o Martin Scorcese (eu nao reconheci aquelas sobrancelhas, como?kkk). Mas eu tenho uma pergunta, sobre o finalzinho do filme, na minha opiniao quebrou um pouco todo o choque da sequencia anterior e seria melhor parar por ali (igual no Scarface que o filme termina na morte do Tony Montana e é uma cena chocante) mesmo na primeira vez que vi, depois na segunda percebi que a intenção era fazer uma continuação, mas o estranho é que o Scorcese nunca fez uma sequencia, estudios querendo finais felizes na era da nova Hollywood? acho que nao, afinal nos anos 70, 80 (fora os do Spielberg e Lucas ne kkk) era comum os filmes nao acabarem com finais felizes, o que vc acha que fez o Scorcese colocar aquela cena final com a Betsy no carro dele? Nao iriam prender o cara por posse ilegal de arma por exemplo? sei que é ficção, mas em um filme tao transparente e realista, nao é meio estranho um final desses?

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Matheus Fragata 11 de fevereiro de 2016 - 10:33

Helder, o sucesso de Star Wars em 1977 foi a pá de cal para enterrar de vez a era autoral dos ano 1970. Era um reflexo do público que abraçou de vez o otimismo dos filmes Lucas e Spielberg. Na verdade, o final aberto de Taxi Driver tem mais a ver com a nouvelle vague do que com o desejo de ter uma continuação. Na época, nunca iriam apostar numa sequencia já que antes mesmo do filme sair, os produtores julgavam que seria um fracasso enorme. Então, investir em uma sequencia era algo muito improvável. Schrader escreveu o roteiro exatamente desse modo em 1970-2. Não há espaço para sequência. O final aberto é o que confere a amargura da obra, já que indica que Travis não está “curado” e que matará novamente. Ele não acaba preso por causa da glorificação da violência cometida por ele, acabou virando herói. Fora que para os policiais, ele fez um favor em eliminar um dos cafetões e traficantes que inundavam as ruas de NY. Isso é justificado até mesmo pelo Scorsese em outras entrevistas. Na primeira vez que assisti, isso não me incomodou.

Olha, a cena final com a Betsy é totalmente aberta para interpretação. Ela vai atrás do cara depois dele ganhar fama e ser alçado ao posto de herói. Mas também pode ser pelo motivo dele ter provado sua masculinidade, deixado de ser o cara patético e sem graça. Virar alguém proativo. O final é bem noir. Ele larga a moça talvez por orgulho ou talvez por ter se reconhecido como uma ameaça para ela. Enfim, é um filme tão forte que trás boas conversas até hoje como vc pode perceber hahaha.

Abraço!

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Helder Zemo 11 de fevereiro de 2016 - 11:06

tem razao, analizando o final da pra dizer que ele é bem poetico e aberto, como se fosse um cara procurando por novas vitimas, apesar de achar que ele morto seria um final perfeito, nao desdenho o final real do filme nao, muito melhor que dirigir na estradinha do por do sol com um voice over irritante como foi em alguns filmes depois (o final do “estudio” de Blade Runner que é borring por exemplo, aproposito Blade Runner seria uma critica pra ter aqui no site, mas a versao do diretor por favor kkk), quanto a Spielberg tem seus pros e contras, enquanto eles foram inicio desse cinema mais comercial, onde o bem na maioria das vezes vence o mal e temos finais felizes mas que fazem muita grana, acabaram com a genialidade de muitos diretores e a busca pelo resultado financeiro agora sempre figura em primeiro plano, a nao ser que voce seja do cinema indie, onde se fazer um bom filme pra que ele seja premiado e conhecido e mais importante, tanto que se compararmos o cinema da Nova Hollywood pra o de agora… ta dificil, cada vez mais filmes sem celebro, ruins que fazem muita grana, sequencias, remakes, prequeals, spin offs etc.. pra sugar ate a ultima gota com uma franquia, sorte nossa que Scorcese, Tarantino, Goddard, Tim Burton, Polanski, o proprio Spielberg e o Ridley Scott que ainda entregam bons filmes ainda existem e tao na ativa, pq quando eles falecerem a situação vai ficar seria, nao vejo um cara da nova geração que fizeram sucesso nos cinemas a partir dos anos 2000 por assim dizer pra suprir esses caras nao, quem seria JJ? Dennis Villeneauve? Rian Johnson? Nicholas Wending Rifn? Guillermo Del Toro? Inarritu? sao otimos diretores, mas…. isso me deixa preocupado com o futuro do cinema, a tempos nao temos um filme sensacional, de explodir cabeças, talvez o ultimo foi Matrix, tiveram excelentes filmes, porem nada desse nivel, algo que é realmente novo, apesar das inumeras influencias e estilos, sera que realmente nao da pra fazer mais nada de novo pq tudo ja foi feito ou ainda da pra fazer algo que seja inovador e sensacional?

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