Crítica | The Big Bang Theory – 12X13: The Confirmation Polarization

Contém spoilers.

The Confirmation Polarization pode até comprometer um pouco das suas possibilidades cômicas no arco de Amy (Mayim Bialik) e Sheldon (Jim Parsons), mas consegue apresentar uma problemática com verdadeira cara de última temporada, carregando-se através de um competente estofo dramático que promete amarrar pontas ainda incertas. Sheldon sempre foi um personagem que pensou em si acima de todos os outros “seres humanos” ao seu redor, contudo, pelo menos esse era o status quo do co-protagonista do seriado até a chegada de sua atual esposa, Amy. O casamento acabou sendo um gigantesco passo, no entanto, um possível sacrifício é ainda maior.

The Big Bang Theory esteve investindo, na primeira metade dessa temporada, em uma narrativa sobre teorias científicas para chegar justamente ao ponto que chega, em vista da possibilidade do casal, com a confirmação de que estavam corretos sobre um certo embasamento teórico desenvolvido por eles, ganhar um Prêmio Nobel. A construção mostra-se cuidadosa, porque o auge do enredo é muito mais relevante para a definição de um personagem concluindo um arco do que um mero adereço para uma conclusão pomposa proposta à série. Sheldon corre riscos de ter o nome de sua esposa completamente retirado dos possíveis receptores desse prestigiado prêmio.

Tão cuidadosa foi essa construção que, episódios atrás, a situação era inversa, pois Amy que estava ganhando prestígio, em decorrência de suas inúmeras entrevistas sobre a teoria do casal – que ninguém entende e continuará sem entender. O que Sheldon poderá fazer diante dos pensamentos egocêntricos de uma dupla de cientistas fracassados que comprovaram a tese dos personagens pelo mero acaso? Sean Astin e Kal Penn enfim participam da série The Big Bang Theory, mas em papéis extremamente odiosos, embora um pouco cômicos até. O asco do público por esses retratos do fracasso personificado é impulsionado por boas atuações auto-depreciativas.

Já Penny (Kaley Cuoco) e Bernardette (Melissa Rauch) envolvem-se em um complemento a essa narrativa principal, que também relaciona-se a uma decisão consideravelmente importante, porém, aqui parte de uma premissa muito mais engraçada que emocional. Uma proposta secundária correta e coerente é mais que suficiente para essa ser uma digressão que não causa estragos profundos na visão geral sobre o episódio. O grande problema é Jim Parsons, provando novamente não ter uma muita aptidão para extrair sentimentos de situações complicadas como essa. O que sobra é o roteiro colocando em sua boca a coragem de “se sacrificar” por sua esposa.

The Big Bang Theory – 12X13: The Confirmation Polarization – EUA, 17 de janeiro de 2018
Criação: Chuck Lorre e Bill Prady
Direção: Mark Cendrowski
Roteiro: Steve Holland, Maria Ferrari, Tara Hernandez
Elenco: Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Mayim Bialik, Melissa Rauch, Kal Penn, Sean Astin
Duração: 20 min.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.