Crítica | The Big Bang Theory – 12X14: The Meteorite Manifestation

Contém spoilers.

Uma das primeiras piadas de The Meteorite Manifestation já nos comunica de suas intenções enquanto prosseguimento para a narrativa da última temporada de The Big Bang Theory. Sheldon (Jim Parsons) quer os seus amigos conversando acerca do dilema do Prêmio Nobel, que nasceu no capítulo passado, The Confirmation Polarization. Nenhum progresso, no entanto, fora feito e nada pode ser resolvido, apenas esperar. A graça é justamente essa: os espectadores sentam em frente as suas televisões para assistirem um capítulo que preenche o espaço vago entre a problemática que apareceu e a resolução que virá, mas apenas nos próximos episódios do seriado.

A sitcom, no entanto, com o término dos acontecimentos aqui retratados, entra na sua reta final, ou seja, os seus últimos dez episódios. Sério que os roteiristas só conseguiram pensar nessa trama para ocuparem os seus personagens, encaminharem-nos a algum lugar? The Meteorite Manifestation abrange uma varanda inapropriada, que está invadindo a privacidade de Howard (Simon Helberg) e Bernadette (Melissa Rauch), e um meteorito supostamente radioativo, que começa a participar dos pesadelos de Leonard (Johnny Galecki). A majoritária parte do conteúdo em questão tem um infeliz gosto de pressa, encapsulando um sentimento pontualmente genérico.

O que o roteiro apresenta para Parsons, entre um dos acertos presentes por aqui, é interessante. A mudança começa quando Sheldon, perante uma piada feita por Howard, simplesmente ri. O mesmo caso acontece com o funcionário da “zona da zona“, novamente com uma piada. O confronto que o personagem vivencia, em que descobre que o deque dos seus amigos não passou por vistoria, nem autorização para construção, é ouro. Os maneirismos do personagem são colocados em oposição àquilo que suas amizades representam acima de qualquer outra coisa. Ao menos os roteiristas conseguem direcionar alguém para um espaço um pouco novo de exploração.

Mesmo assim, The Meteorite Manifestation se equivoca em praticamente tudo que comenta sobre os medos e inseguranças de Leonard. O seu arco surge abruptamente na temporada, quando a maior parte do seu desenvolvimento abrangia a sua vida pessoal. O absurdismo dos pesadelos não é completamente deplorável, muito pelo contrário, pois realmente consegue margear certa graça. O problema é que é basicamente isso que o episódio possui para contar em relação ao personagem. O meteorito não importa. O laser não importa. Enquanto The Big Bang Theory precisa ocupar os seus episódios com cargas cômicas menores, o fim continuará se aproximando.

The Big Bang Theory – 12X14: The Meteorite Manifestation – EUA, 31 de janeiro de 2019
Criação: Chuck Lorre e Bill Prady
Direção: Mark Cendrowski
Roteiro: Chuck Lorre, Steve Holland, Maria Ferrari, Brian Posehn
Elenco: Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Mayim Bialik, Melissa Rauch, Kevin Sussman, Lauren Lapkus, Brian Posehn
Duração: 20 min.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.