Crítica | The Big Bang Theory – 12X18: The Laureate Accumulation

Contém spoilers.

O episódio dessa semana de The Big Bang Theory, após, novamente, mais um hiato, retoma pontos interessantes da narrativa dessa última temporada da série. Os confrontos entre Sheldon (Jim Parsons) e Amy (Mayim Bialik) contra uma dupla de cientistas que, por acidente, conseguiram provar a teoria de assimetria do casal ganha outras camadas. Em termos de premissa, é a mesma coisa: precisam conseguir apoio no Nobel como teóricos, ao invés dos que provaram vencerem, mesmo sendo fraudes, esse prêmio tão prestigiado. O que é necessário para convencer os outros?

O capítulo, por sorte, conseguirá se aprofundar nesse conflito tão interessante. Surgem novidades, por exemplo, pois os personagem que compõem essa carismática dupla, vivida tão espirituosamente por Kal Penn e Sean Astin, está passando pelos melhores momentos de suas vidas, por conta de serem extremamente simpáticos e sociáveis. Enquanto isso, Sheldon Cooper enfrenta impasses por ter sido tão negativo no passado, tendo criticado arduamente outros vencedores do Nobel.  Está precisando, então, mudar suas perspectivas em relação à visão social.

Como ser gentil? Como usar da gentileza como uma arma? Por que a grosseria, no final das contas, poderá voltar contra você mesmo? The Laureate Accumulation é um episódio que trabalha, com muita competência, as temáticas das aparências. Não é mais questão de ser meramente educado, mas de ser inteligente, coisa que Sheldon sempre prezou. O feitiço voltou-se contra o feiticeiro. Gosto, ao mesmo tempo, de como o capítulo usa de Leonard (Johnny Galecki) como um apoio narrativo. Pois entra numa trama sobre perceber até onde vai a noção do seu querido amigo.

Jim Parsons, em outra instância, promove uma de suas melhores performances cômicas dessa última temporada. Combina-se com uma montagem que, graciosamente, consegue captar as suas expressões, possuindo um decente timing. Em termos gerais, esse é um elenco que convence, em vários escopos que se completam. E até mesmo quando é muito bobinha, colocando já vencedores do Nobel para participarem e interpretarem versões deles mesmos que se importam com “coisas de criança”, a direção consegue extrair muito coração e até conteúdo para o seu desenvolvimento.

Porque The Laureate Accumulation verdadeiramente quer encaminhar os seus personagens para ensinamentos pautados numa sinceridade. Nem que sejam morais por meio das revelações de que outras figuras, antes supostamente inofensivas, também precisam passar por mudanças e estão sofrendo mediante um ambiente estranho. Também é interessante o arco de Howard (Simon Helberg), que, assim como demais personagens, necessita olhar para uma característica sua com outros olhos.  Precisamos ter medo do que abriremos mão com nossas ações mais amedrontadas.

The Big Bang Theory – 12X18: The Laureate Accumulation – EUA, 4 de abril de 2019
Criação: Chuck Lorre e Bill Prady
Direção: Mark Cendrowski
Roteiro: Steve Holland, Adam Faberman, David Saltzberg
Elenco: Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Mayim Bialik, Melissa Rauch, Kal Penn, Sean Astin
Duração: 20 min.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.