Home TVEpisódio Crítica | The Big Bang Theory – 12X23 e 24: The Change Constant e The Stockholm Syndrome

Crítica | The Big Bang Theory – 12X23 e 24: The Change Constant e The Stockholm Syndrome

por Gabriel Carvalho
232 views (a partir de agosto de 2020)

Episódio 23

Episódio 24

Temporada

The Stockholm Syndrome encerra-se com uma versão acústica da canção de abertura de The Big Bang Theory, série que, depois de mais uma década, enfim chega a sua conclusão. Mas antes, na cerimônia de entrega do Nobel, premissa da temporada inteira, a última coisa dita – um “Obrigado” – expressa basicamente o sentimento dos showrunners nesse encerramento. Sheldon (Jim Parsons) vira-se ao seus amigos e expressa a sua gratidão pelo que eles, com tanto esforço, aturaram todo esse tempo do personagem, conhecido por um comportamento problemático. Ao público, a mesma coisa também, visto que The Big Bang Theory não mostrou uma constância. A resolução do seriado é um grande obrigado aos espectadores que permaneceram fiéis à jornada um tanto esburacada desses personagens. A conclusão relembra passagens anteriores, revê as trajetórias e as mudanças que aconteceram, sempre com nostalgia, mas um senso de continuação.

Mesmo trajando consideráveis diferenças nas propostas narrativas apresentadas, a dupla de episódios combina bem, sendo particulares por um ponto de vista e igualmente complementares noutro. Como encerramento, ambos os capítulos investem a maior parte dos seus tempos no personagem de Sheldon e o seu envolvimento com aqueles que estão ao seu redor. De maneira mais objetiva, os episódios continuam o desenvolvimento que a temporada priorizou: permitindo o personagem, que tornou-se uma espécie de protagonista para o seriado, tornar-se mais amistoso, enxergar mais o próximo. Enquanto The Change Constant tem a ver com o medo do personagem em se ver preso num ciclo de mudanças, sempre desconfortáveis e inesperadas, mas inexoráveis, The Stockholm Syndrome é um ponto de virada. No discurso conclusivo, Sheldon percebe os seus amigos como sendo os mais importantes meios para a tua vitória, o seu Nobel, ter se concretizada.

Os episódios, com essas narrativas coesas que trazem, realmente funcionam em alguns dos seus âmbitos,  principalmente na conversa com os amantes do seriado, embora pegue alguns clichês para sentir-se mais cômodo – como, por exemplo, os pais que não conseguem ficar longe de seus filhos. Porém, ainda reside uma verdade nas intenções expressas pelos roteiristas, mesmo que um pouco bagunçadas, precisando se apoiar muito em referências à nostalgia, que permite as coisas fluírem e encontrar uma sinceridade. Por uma instância, a exposição gratuita que acontece na conversa entre Penny (Kaley Cuoco) e Sheldon, relembrando o que aconteceu nas temporadas anteriores, é fraca. Já por outro, o tapa que Leonard (Johnny Galecki) dá em Sheldon, acompanhado, posteriormente, da surpresa pelo elevador enfim ter sido consertado, são tão engraçados quanto necessários narrativamente, para sustentar o arco do personagem em questão.

Tal sinceridade permite que as incoerências da série, os seus equívocos em termos de transformações, serem um pouco escanteadas. Se pensamos em outras sitcoms, como How I Met Your Mother e Friends, os encerramentos de séries famosas costumam trabalhar com conclusões definitivas, que mudem completamente o status quo dos relacionamentos devidos. Em The Big Bang Theory isso não acontece. Os arcos dos personagens pensam uma alteração no interior daquelas pessoas – sendo sincero, unicamente em Sheldon, usando os demais como auxiliares, pontualmente importantes. Tudo começou com um big bang, mas não chega a terminar com outro. Para além do seriado, os amigos continuarão nos sofás da sala de estar mais conhecida dos últimos anos comendo e se entretendo. Pelo menos eles estarão juntos e é essa unidade, essa importância que um dá ao outro, que possibilita o público se importar mais uma vez com esta série.

The Big Bang Theory – 12X23 e 12X24: The Change Constant e The Stockholm Syndrome – EUA, 16 de maio de 2019
Criação: Chuck Lorre e Bill Prady
Direção: Mark Cendrowski
Roteiro: Chuck Lorre, Steve Holland, Steven Molaro, Bill Prady, Dave Goetsch, Eric Kaplan, Maria Ferrari, Andy Gordon, Anthony Del Broccolo, Tara Hernandez, Jeremy Howe, Adam Faberman
Elenco: Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Mayim Bialik, Melissa Rauch, Kevin Sussman
Duração: 2 episódios de 20 min.

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7 comentários

Massy Andrade 30 de maio de 2019 - 23:42

Final perfeito. Chorei.

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Leon Peixoto Fabri 24 de maio de 2019 - 00:12

Um dos melhores finais de série que já vi. Me emocionei mais do que o final de How I Met Your Mother, que é minha série favorita. Chorei feito uma catarata do iguaçu.

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CrazyDany 21 de maio de 2019 - 23:57

A conclusão foi, de certo modo, bem “familiar”, como você disse com outras palavras, mas não acho que cabia uma mudança profunda no status dos personagens para concluir com a história, porque eles dificilmente fugiriam do que havia sido traçado anteriormente. A verdade é que já não se tinha muito o que fazer com a série. A opção pelo enfoque família, ao invés do universo nerd das primeiras temporadas, limitou muito tbt. Que outra série possa ocupar com qualidade o espaço que ela deixa com sua conclusão.

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Rodrigo Patini 20 de maio de 2019 - 13:47

Adoro quando uma série acaba do mesmo jeito que começa: assim não me faz lamentar por não tê-la assistido… risos

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JC 20 de maio de 2019 - 12:30

Rapaz, eu adorei. Achei um final completamente honesto com o que vinha rolando.
Tudo se encaixou gostoso.

Primeiro seriado que me faz chorar com o conserto de um elevador…..

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Josevando Sousa 19 de maio de 2019 - 23:38

Eu gostei desse final e aqule discurso do Sheldon e da Amy são maravilhosos <3

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Luiz Santi🦎Zilla 19 de maio de 2019 - 19:37

Já acabou, Jéssica?

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