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Crítica | The Boys – 2X05: We Gotta Go Now

por Ritter Fan
3846 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas da 1ª temporada e demais episódios e, aqui, de todos os quadrinhos.

Usando as filmagens de Dawn of the Seven, paródia de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, com direito a muita destruição, “versão de Joss”, e, claro, filtro, só que sépia e não azul, como pano de fundo para toda a narrativa, We Gotta Go Now é o segundo episódio seguido focado quase que exclusivamente no desenvolvimento de personagens, mas que, diferente do excelente Nothing Like it in the World, não tem a mesma noção de cadência narrativa. Com a história dividida essencialmente em dois núcleos, de um lado Starlight, Tempesta e Capitão Pátria, além de um pouco de Trem Bala e, de outro, os Rapazes lidando com Black Noir, com uma subtrama abordando Kimiko e Francês, o capítulo parece esticar demais a narrativa, sem realmente trazer valor intrínseco para cada minuto de projeção.

De longe, a linha narrativa mais interessante é que a lida com o Capitão Pátria tendo que lidar com sua queda de popularidade, algo agravado por uma ação não sancionada em que ele, ao liquidar com um super-vilão, acaba matando um inocente, com tudo devidamente gravado em vídeo e distribuído mundialmente. Recusando ajuda de Tempesta, ele tenta emendar o soneto, mas, claro, mete os pés pelas mãos em um momento que revela – em uma sequência de “sonho molhado”, por assim dizer – toda sua psicopatia assassina. Encurralado, ele precisa correr, com o rabo entre as pernas, para a mestre em manipulação de mídia social, com resultados imediatamente positivos e sexualmente quentes, se é que me entendem, solidificando algo que já vinha dizendo em outras críticas: os dois podem até se estranhar, mas era óbvio que havia uma atração doentia por trás de tudo.

Somente esse aspecto do episódio já traz muito para se pensar, com a pensamento de rebanho que nós temos ao acreditar em e seguir memes, manchetes de jornal e outras construções midiáticas sem um mínimo de bom senso ou tentativa de procurar a verdade. E não, não. Não achem que isso é característica do espectro político “representado” por Tempesta, porque simplesmente não é. E também não achem que as fake news foram inventadas ontem, ou nesse século ou até no século passado. Mentiras jogadas ao ar por todos os lados interessados em nos manobrar e que são compradas avidamente por nós, o povo, existem desde que o mundo é mundo. As mídias sociais só universalizaram e tornaram evidentes algo presente em nosso cotidiano desde sempre. E é maravilhosa a maneira como o roteiro de Ellie Monahan descortina esse aspecto sem precisar de didatismos exacerbados e usando a crítica social como forma de impulsionar efetivamente a história e os personagens.

Da mesma forma, o roteiro lida muito bem com um aspecto delicado: a forma como o discurso politicamente correto é manobrado pela mídia e pela indústria do entretenimento não como uma causa, mas sim como um produto, como algo a ser vendido porque dá dinheiro, não porque é intrinsecamente importante. Esse é o caso da maneira como a bissexualidade de Rainha Maeve é tratada. Aliás, bissexualidade não! Homossexualidade, pois bissexualidade não vende tão bem! E, claro, homossexualidade entre duas mulheres precisa que uma delas faça o papel de homem, vestindo-se e agindo como tal. Esse tipo de abordagem eminentemente monetária de pautas sócio-políticas vitais está constantemente ao nosso redor e poucos realmente percebem a manipulação perniciosa que está por trás delas. E, antes que alguém venha com pedras nas mãos em relação ao meu comentário aqui, leiam e releiam e entendam o que eu escrevi. Novamente The Boys vem para mostrar que, em meio aos seus hilários e muito bem-vindos exageros, há fortes e corajosos comentários sociais e políticos.

E, da mesma maneira que essas linhas narrativas mais amplas são focadas, ela abre espaço para lidar tanto com a relação de Starlight com Tempesta, colocando as duas “heroínas” em pé de igualdade e em posições antitéticas, o que certamente renderá frutos mais para a frente, como com a expulsão de Trem Bala do grupo, algo que, ainda bem, não foi esquecido e tratado como fait accompli, mas sim trabalhado um pouco mais inclusive como parte do roteiro do filme dentro da série. É esse tipo de cuidado com todos os seus personagens que também separa The Boys de outras séries do gênero.

Mas a qualidade do lado super-poderoso de We Gotta Go Now não é repetida do lado dos Rapazes. Se é um feito a ser comemorado a introdução oficial de Terror na série – inclusive com a versão light do “fuck it” dos quadrinhos! -, isso se dá em meio a uma trama cansada em que Billy parece querer desistir de tudo em razão do fora que leva de Becca. Digo que é cansada por duas razões óbvias: esse Billy cabisbaixo não é o Billy que a série vem construindo e era mais do que óbvio que Hughie, o derrotado de plantão, reverteria esse quadro com duas palavrinhas aqui e ali. Teria sido melhor pular a fase do “durão tadinho” e focar na ameaça de Black Noir observando tudo a mando de Stan Edgar, definitivamente aproximando o silencioso personagem de sua função primordial das HQs (e que não mencionarei para não comentar possíveis spoilers de outras mídias).

E o conflito em si, que demora interminavelmente para acontecer, é anti-climático na melhor das hipóteses e simplesmente desnecessário na pior. Toda aquela sequência na casa da tia Judy (Barbara Gordon) só serviu para abordar um pouco do passado de Billy, estabelecendo uma comparação entre Lenny, seu irmão falecido, e Hughie, em outro momento que introduz um aspecto importante dos quadrinhos, mas que, novamente, não mencionarei aqui. No entanto, isso poderia ser feito de outra maneira mais econômica e mais inspirada, sem que Billy precisasse usar uma carta da manga para evitar o massacre.

Pelo menos a ação envolvendo Kimiko em sua continuada tentativa de expiar seus pecados foi melhor, com ela primeiro esbanjando seus poderes ao trucidar três bandidos e, depois, na Ingreja, “conversando” com Francês. É bom ver que ninguém fica para trás e que traumas não desaparecem magicamente, ainda que saibamos que a dupla voltará para junto de seus colegas muito em breve, especialmente considerando que já faltam apenas três episódios para a temporada acabar.

We Gotta Go Now não tem a mesma força dos episódios que o antecederam, mas continua sendo um acerto em uma temporada que não parece saber errar. Com Capitão Pátria agora fazendo dobradinha com a nazista-mor Tempesta, não tenho a menor ideia de como essa dupla será parada até mesmo pelo todo-poderoso Stan Edgar, mas certamente estarei à bordo para degustar cada um dos desdobramentos.

The Boys – 2X05: We Gotta Go Now (EUA, 18 de setembro de 2020)
Showrunner: Eric Kripke
Direção: Batan Silva
Roteiro: Ellie Monahan (baseado em criação de Garth Ennis e Darick Robertson)
Elenco:
– The Boys: Karl Urban, Jack Quaid, Laz Alonso, Tomer Capon, Karen Fukuhara
– The Seven: Antony Starr, Erin Moriarty, Dominique McElligott, Jessie Usher, Chace Crawford, Nathan Mitchell, Aya Cash
– CIA: Laila Robins
– Vought: Colby Minifie, Giancarlo Esposito
– Outros: Shantel VanSanten, Cameron Cravetti, Nicola Correia-Damude, Patton Oswalt, Langston Kerman, Jessica Hecht, David Thompson, Jessica Hecht, Elisabeth Shue, Dan Darin-Zanco, Barbara Gordon, Shawn Ashmore, Claudia Doumit, Goran Visnjic, P.J. Byrne, Lynne Griffin, Katy Breier, Greg Grunberg, Lovina Yavari, Lynne Griffin
Duração: 60 min.

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62 comentários

Doc Zumbério 3 de maio de 2021 - 22:09

Achei uma pena o cão não continuar aparecendo.

Responder
planocritico 4 de maio de 2021 - 21:58

Também!

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 26 de setembro de 2020 - 15:20

As cenas na Vought Studios (com seu logo igual o da Marvel kkk) me lembraram Californication, e por mais que são muito diferentes acho que são as maiores escrotices que a tv proporcionou kkk

Tmb acho que a função do Black Noir vai ser a mesma das HQs, mas acho q não terá um certo elemento na série.

Responder
planocritico 26 de setembro de 2020 - 15:21

Não vi Californication. O que exatamente te lembrou a série do Duchovny?

Sobre o Black Noir, é isso mesmo. Acho que a função será igual, mas não a forma como ele será usado. Aquele certo elemento realmente pode não existir na série.

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 26 de setembro de 2020 - 17:03

A escrotidão nos bastidores dos filmes, em Californication ele era roteirista e era bem daquele jeito. Mas em The Boys eles puxam mas pelo lado escroto pra ganhar dinheiro e em Californication era mais de ser imoral mesmo.

Responder
planocritico 26 de setembro de 2020 - 19:22

Ah, bacana. Essa é uma série legado que volta e meia eu penso assistir, mas sempre acabo adiando…

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 28 de setembro de 2020 - 21:27

É divertida, as 4 primeiras temporadas são muito boas, as 4 ultimas são fraquissimas e o final tosco, Showtime neh, nunca vi uma série lá finalizar decentemente kkk

planocritico 29 de setembro de 2020 - 10:31

Já até desanimo se metade da série é fraca…

Abs,
Ritter.

O Arrebatado Cartman 29 de setembro de 2020 - 10:38

Sim, e quando é o fim que é a parte fraca é pior ainda.
Se vc não tiver toc de terminar o que começa recomendo ver só as 4 primeiras, as temporadas funciona individualmente. A quinta da pra ver mas ela é mais abaixo, mas as duas últimas é lamentável mesmo, eles reciclam todas as boas ideias da série até então.

planocritico 29 de setembro de 2020 - 10:39

Eu tinha esse TOC, mas não tenho mais. Me livrei dele!

Abs,
Ritter.

cleverton 26 de setembro de 2020 - 15:20

O nome da atriz que fez a tia do Butcher é realmente Barbara Gordon? kkkkk

Responder
planocritico 26 de setembro de 2020 - 15:22

Sim, é. Eu até fui reconferir porque achei sensacional e é isso mesmo. Mas eu não consegui descobrir a idade dela, pois, pela aparência, ela pode até anteceder sua contrapartida dos quadrinhos!

Abs,
Ritter.

Responder
Robson William 23 de setembro de 2020 - 08:56

Gente do céu… Depois de 3 episódios introdutórios excelentes, tivemos 2 episódios de respiro (até que bem vindos, já que agora vai ser só tiro, porrada e confusão).

Muito curioso pra saber como a Maeve pretende encarar o Homelander de frente, ainda mais agora que ele está junto com a outra membro superpoderosa. Acho que dificilmente eles se enfrentarão (o que é uma pena), mas fica interessante, pois suscita mais perigo.

Só fiquei frustrado com relação às moscas, pois pensei que tivesse algo a ver com o Black Noir (já que ele depende de câmera). Seria um tipo de espionagem interessante… Cenas dos próximos capítulos.

Ahh, e excelente crítica, parabéns!!!!

Responder
planocritico 23 de setembro de 2020 - 09:00

Obrigado, @robson_william:disqus !

Acho que enfrentamentos entre os supers serão pontuais nesse começo de série. Senão a coisa desanda muito rápido.

E bem lembrado sobre as moscas!

Abs,
Ritter.

Responder
BUGU 21 de setembro de 2020 - 12:13

Não sei se isso foi intencional, já que a temporada provavelmente foi filmada antes desse caso vir a público. Mas o que acontece com o Trem Bala se parece muito com o que está acontecendo com o Ray Fischer. Ele não aprovou a “versão do Joss” e queria reescrever suas cenas e suas falas, assim como (supostamente) Ray Fischer fez nos bastidores de Liga da Justiça!

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:14

Não me pareceu intencional, até porque é uma situação extremamente comum em produções, mas o paralelo sem dúvida é interessante.

Abs,
Ritter.

Responder
BUGU 21 de setembro de 2020 - 12:14

E a pequena aparição do Shawn Ashmore? Ele não ia ser o Faroleiro? Pela aparição, parece que não!

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 12:32

Eu vi ele no episódio. Quem ele é, não faço ideia!

Abs,
Ritter.

Responder
BUGU 21 de setembro de 2020 - 16:00

Alguns sites tinham divulgado que ele seria a versão ressuscitada do Faroleiro, o integrante dos Sete que morre e a Starlight entra no lugar. Mas na forma como apareceu no episódio eu acho difícil que seja ele, a menos que mudem completamente a forma como alguns personagens eram ressuscitados na HQ!

planocritico 21 de setembro de 2020 - 16:29

Ah, entendi. Realmente, em princípio seria estranho se fosse ele, mas já mudaram tanta coisa das HQs, que podem mudar isso também.

Abs,
Ritter.

Alexandre Tessilla 21 de setembro de 2020 - 00:58

Eu gostei mais desse episódio do que o anterior, mas concordo que anterior teve um melhor desenvolvimento. É só uma questão de gosto mesmo. E realmente, o Butcher está ficando cansativo. Mas eu tento entender o lado dele: O cara sempre andou pisando em ovos, uma bomba próxima a explodir. Quando mais novo, seu irmão era o seu “pé no chão”. Aparentemente algo aconteceu com seu irmão mais novo que só serviu para piorar o lado violento do Butcher. Depois ele conhece o amor da vida dele, tem uma vida aparentemente feliz, e a Becca sendo o seu “pé no chão”, conseguindo manter o controle dele, por um tempo. Depois ela é aparentemente morta, e o Butcher redireciona toda a sua fúria para caçar esses super-humanos, carregando um preconceito com toda a raça, proporcionalmente a toda raiva acumulada. Depois ele descobre que ela está viva e nem lhe avisou, e ainda têm um filho com o cara que ele mais odeia no mundo, e que ela dá mais valor ao filho (com razão) do que a ele. Sem contar a humilhação que sofreu do Capitão Pátria e o fato dela ter salvo sua vida. Depois ele começa a sentir alguma afeição ao Hughie por ele se parecer com seu irmão, e aparentemente teme perder a única nova pessoa com quem ele se importa. Acho que isso justifica um pouco o comportamento do Butcher. Mas realmente, essa treta com o Black Noir pareceu um filler.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 02:35

Sim, ele carrega traumas pesados no ombro, mas o roteiro não está sabendo lidar muito bem com isso, pelo menos não aqui nesse episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Bruno 20 de setembro de 2020 - 04:29

Esse episódio foi importante pra mostrar um pouco das características do Black Noir, que são regeneração e força absurdas e também, que ele está ao lado/servindo a Vought.

Rapaz, sobre parar Homelander e Tempesta juntos não sei não, a última pessoa que tentou manipular (e claramente é o intuito dela, a não ser que tenha um plot twist muito louco por trás dessa personagem) o homem acabou se ferrando muito bonito.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2020 - 14:42

As características do Black Noir já haviam sido determinadas na cena em que ele acaba com um terrorista um ou dois episódios atrás. Mas o ponto não é o que o episódio faz e sim como ele faz. Achei que toda aquela construção não pagou os dividendos que prometia.

Sobre Homelander e Tempesta, teremos que esperar. Já ficou determinado que, se eles saírem no braço, a briga não vai ser tão fácil assim quanto o Homelander se acostumou…

Abs,
Ritter.

Responder
Allex Costa 19 de setembro de 2020 - 23:42

Esse ep pra mim realmente se destacou com os assuntos politicos como a bissexualidade da maevee o lance da elena ter q se vestir “como homem” pra agradar o publico foi uma critica pesada. A parte do profundo por mais q curta achei bem interessante ver o “Heroi q teve erros mas agr é super bonzinho” e to curioso pra saber qual a treta dessa igreja. Homelander como sempre roubando todas as cenas mas dessa vez n teve como nao perceber a atuação incrivel da Aya Cash, principalmente na cena dela com o A-train. Sobre a parte com o butcher n sei se eu detestei tanto n, achei legal o desenvolvimento sobre o Hughie lembra do irmao do butcher e a tia dele ser traficante, msm eu achando q em relação ao ep anterior eles nao sairam do msm lugar. E diferente do q eu vi aqui em baixo, eu achei mt interessante o Giancarlo parando a briga, sla acho q so sou fanboy dele msm heuheu, mas enfim otimo ep como sempre tomara q a maeve faça um team-up com a galera pra fuder o homelander, q por sinal está a um passo de quebrar psicologicamente ao meu ver.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2020 - 00:43

Eu não detestei a narrativa do Butcher, apenas achei pouco inspirada e anticlimática para toda construção lenta que ela teve. Tudo o que aprendemos ali poderia ser feito de maneira mais efetiva.

Abs,
Ritter.

Responder
Roberthy Souza 20 de setembro de 2020 - 12:09

Pra min esse negócio de política em séries e filmes já beirou o cansativo e genérico mas como essa série é 18+ e não adolescente dá pra assistir!

Responder
planocritico 20 de setembro de 2020 - 14:42

Primeiro que isso não é novidade e é basicamente a função primordial de filmes e séries desde que elas existem. Depois, boa sorte tentando encontrar alguma obra que não seja política…

Abs,
Ritter.

Responder
Robson Luz 19 de setembro de 2020 - 18:31

Os 3 primeiros episódios foram muito bons mas esse meio de temporada tá ficando chato, o núcleo dos “Boys” não desenvolve, os heróis não fazem nada também. Homelander e stormfront tão carregando a série puramente na atuação.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 18:36

Entendo. Mas não consigo concordar. O único episódio menos bom foi esse agora e mesmo assim ele foi muito bom. O anterior foi um dos melhores da série inteira para mim, com ótimas abordagens para cada personagem. Aliás, eu diria que essa série só vem funcionando em razão de abordagens assim, senão seria um desfile interminável de sequências violentas e bizarras feitas para chocar apenas.

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 19 de setembro de 2020 - 17:33

Foi o mais fraco ep até agora, mas mesmo assim é muito bom. Concordo com a crítica.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 17:33

É lindo demais quando o episódio mais fraco de uma série continua sendo muito bom, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 19 de setembro de 2020 - 16:48

Eu tava doido pro capitao patria dar pau na tempesta, mas eis que ele deu o pau nela….. mas nao desse jeito que imaginei kkkkkkkkkkkk

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 17:12

HAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHH

Bem por aí mesmo! Mas o melhor é que ele fez o que ELA queria. Em pouco tempo ele vai estar comendo na mão dela…

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 19 de setembro de 2020 - 16:07

A Tempesta descobriu muito rápido que foi a Starlight que vazou a informação, ou ela jogou um verde?

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 16:35

Não ficou claro ainda como ela sabe de tudo isso, mas imagino que ela tenha seus meios e informantes. Veremos se isso será abordado.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 19 de setembro de 2020 - 18:37

Talvez ela tenha visto o Composto V na bolsa dela quando a Annie escondeu do Trem Bala. Como ela adora cutucar, deixou que as coisas rolassem.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 18:37

O que ficou claro é que Tempesta é muito inteligente e muito manipuladora, provavelmente no nível do Stan Edgar que, infelizmente, aliás, vemos pouco na série. Então, com base nessas premissas, tudo fica mais “fácil”.

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 19 de setembro de 2020 - 15:37

“Black Noir observando tudo a mando de Stan Edgar, definitivamente aproximando o silencioso personagem de sua função primordial das HQs
Gente, tô curiosa!!!!

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 16:35

Não tente descobrir, porque é spoiler pesado! Claro que não necessariamente acontecerá na série o que aconteceu nos quadrinhos, até porque MUITA coisa já foi mudada para melhor, então…

Abs,
Ritter.

Responder
JC 19 de setembro de 2020 - 15:01

Crítica perfeita…eu sempre venho aqui falar que não sei ser crítico, escrever um texto falando de um episódio, mas consigo hoje em dia (tanta séries também…) notar onde se perdeu um pouco o episódio, e foi no mesmo lugar que você achou. Butcher um personagem que tá ficando chato de doer e a casa da tia, foi tudo muito chato. Afe….A resolução do conflito achei meio pé sem cabeça também, mas enfim, vamos lá.

As críticas sociais tão maravilhosas. Faltou você comentar o casamento fake do ômi das guelras !

Me perdi, trabalhei de madrugada e dormi em muitas partes, mesmo voltando, me passei, onde Terror apareceu Ritter?

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:01

Obrigado mesmo, @JCnaWEB:disqus !

O casamento do Aquaman Trash foi sensacional também. Realmente esqueci de comentar, inclusive aquela patacoada de fazer publicidade para a Igreja da Coletividade!

Sobre Terror, cara, vá correndo para 13’30” do episódio para vê-lo (primeira aparição). E a cena continua e, depois, bem no final, do lado de fora da casa da Judy, tem o “fuck it”.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 20 de setembro de 2020 - 07:24

Nossa, eu tava com tanto sono que nem vi que Terror era o cachorro, isso eu vi ahahaahahahahaahhaa

Responder
planocritico 20 de setembro de 2020 - 14:42

Ah! HAHAHAHHAHHAHAA Melhor cachorro do mundo!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 19 de setembro de 2020 - 12:54

Creio que o ponto alto do episódio é o subtexto referente à apropriação de discursos supostamente inclusivos em beneficio próprio ou pautado pela lógica mercadológica. Compramos o discurso de ódio que parece inerente às redes sociais, tornamo-nos cúmplices da “guerra de narrativas” que só serve à desinformação. Não deixa de ser irônico que essa discussão seja posta em prática em um momento em que os haters de plantão atacam a série por mudar o cronograma de exibição. Uma coisa que vem em incomodando nessa temporada é todo esse arco do Billy. O personagem parece não ter evoluído como os demais de seu núcleo. Parte da culpa talvez seja do texto, talvez de Karl Urban que não consegue desenvolver mais camadas em seu personagem como seus companheiros de tela. Por último, mas não menos importante…esse momento “Cinquenta Tons de Pátria” foi hilário. Eu não esperava isso nesse momento. Minha memória visual nunca mais será a mesma HAHAHAHA
Abs

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:00

Sim, a crítica à apropriação dos discursos inclusivos foi muito bacana.

Sobre o Billy, o Urban está muito bem, mas de fato o texto não o está ajudando tanto quanto seus colegas.

Abs,
Ritter.

Responder
David RoPin 23 de setembro de 2020 - 23:25

A obrigação de desenvolver camadas pra um personagem nunca é do ator em minha opinião. Ademais com o resto eu concordo com tudo.

Responder
Alisson Fuly da Silva 19 de setembro de 2020 - 11:25

O Meme comparando o Capitão Pátria com as Torres Gêmeas, pode parecer brincadeira, mas esse tipo de coisa acontece na vida real mesmo, populismo é a pior desgraça do ser humano, e o mais irônico é que quem realmente deveria prestar atenção nesse assunto, nem vai notar.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:01

Sim, sim. Essa ironia é o que há de mais triste…

Abs,
Ritter.

Responder
Philip 19 de setembro de 2020 - 11:15

Além do momento anticlimático do Black Noir, também não curti o “sonho acordado” do Homelander, eu particulamente detesto quando fazem isso

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:01

Não adoro “sonhos acordados”, mas esse foi curto e eficiente, então acabei gostando.

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 21 de setembro de 2020 - 17:31

Eu tbm nao sou fan de sonhos acordados usados apenas pra assustar e totalmente fora de contexto. Mas esse faz todo o sentido, tendo em vista que esta em cena o Homelander, e dada a instabilidade e que ele pode fazer qq coisa, me pegou desprevenido e eu acreditei, por um segundo, que ele tinha mesmo feito aquilo.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2020 - 19:42

Exato.

(e eu confesso – mas negarei se perguntarem – que eu não só acreditei por um segundo, como eu quis MUITO que fosse aquilo mesmo por um segundo…)

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 23 de setembro de 2020 - 08:56

Lendo seu post, entendi q eu acreditei justamente pq eu queria q aquilo fosse real, na série.
Aí descambaria de vez hahahaja

Responder
planocritico 23 de setembro de 2020 - 09:00

Não seria lindo?

He, he, he…

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 24 de setembro de 2020 - 21:55

Ah, seria! e a treta plantada com sucesso hahahha

Wagner 19 de setembro de 2020 - 09:00

Achei o episódio mais fraco da série até então, mas ainda com muita qualidade. A série é tão boa que a gente sempre espera algo perfeito e quando vem incosistências assim eu cobro mesmo hahaha

Não tenho muito o que acrescentar, pois meus problemas vieram com o núcleo do Billy vs Black Noir. Primeiro que de cara o herói está num telhado bem visível escancarado, o que me incomoda pra quem estava tentando uma abordagem secreta.
O comportamento do Billy foi bem nada a ver. Se todos esses anos ele soubesse que Becca estava viva e daí ela negasse fugir com ele, para mim seria mais compreensível.
E também não faço ideia de como o Hughie adivnhou que o Billy tinha pego uma pelúcia de cachorro, já que o brinquedo fez um som bem genérico.

Agora aos louvores: o lado heroico.
Fim

Como eu queria que aquele pensamento do Pátria matando geral fosse realidade, mas já esperava que não fosse. E eu queria ele e a Tempesta se pegando, mas não desse jeito hahahahahaha
Annie cada vez mais venenosa, mas estou temendo por ela. Creio que mais a frente ela consiga pelo menos um apoio do Trem Bala. Falando nele, sua cena do filme foi tão real que nem parecia que o personagem estava atuando (como no caso da Maeve super desconfortável com suas cenas)

PS: a atriz da tia Judy se chama BARBARA GORDON??? Por um breve momento tive um lapso a respeito do que eu estava lendo.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:01

Sim, também achei o mais fraco, o que não quer dizer muito, pois continua sendo ótimo.

Eu resumiria meu problema com o conflito Billy v Noir da seguinte maneira: muita construção boba para nenhum resultado prático. Ficou parecendo enrolação…

Ao contrário de você, eu queria o Pátria e a Tempesta justamente assim. Dois genocidas super-poderosos juntos? Será muito interessante ver esse desenvolvimento!

E sim, a atriz se chama Barbara Gordon mesmo. Estranho, mas eu tentei achar a idade dela e não consegui, mas DESCONFIO que ela talvez anteceda a criação da própria Barbara Gordon dos quadrinhos, em 1967.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlão das Minas Gerais 19 de setembro de 2020 - 07:48

Obrigado por nos oferecer suas sempre ótimas críticas para degustarmos. Obrigado mesmo. Parabéns . Você é um ótimo crítico e estamos sempre acessando o Plano para ler suas análises em primeira mão. Fica com Deus.

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 15:01

Eu é que agradeço a leitura e elogios, @carlodasminas:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
John Locke 19 de setembro de 2020 - 02:43

Saudações Ritter!!
Também achei bem anticlimático a treta com o Black Noir, ainda mais do jeito que terminou com aquele “acordo” paia…
Meu, a cara de puto que o Homelander faz é impagável hahahaha o ator só melhora a cada episódio.
Ah, fiquei muito curioso sobre o que tu disse do Black Noir…vou me segurar para não pesquisar rsrs

Responder
planocritico 19 de setembro de 2020 - 02:43

O Antony Starr está constantemente incrível nessa série. Realmente um ponto fora da curva, mas com a Aya Cash correndo atrás!

Sobre o que eu dei a entender sobre Black Noir, foge que é potencialmente spoiler brabo!

Abs,
Ritter.

Responder

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