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Crítica | The Expanse – 1ª Temporada

por Ritter Fan
1834 views (a partir de agosto de 2020)
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Começarei a crítica com um comentário pessoal até para agradecer aos leitores aqui do site que pediram a crítica de The Expanse, série que, confesso, apesar de não ter passado exatamente em branco, não tinha intenção específica de abordar. E o agradecimento é devido, pois, desde que o fenomenal reboot de Battlestar Galactica acabou, eu não me sentia tão satisfeito com um série de ficção científica no estilo realista (ou hard sci-fi), que extrapola de maneira crível a tecnologia hoje conhecida. E isso com base apenas nesta 1ª Temporada, pois evitei ver as seguintes antes de redigir a presente crítica. Foi uma surpresa e um prazer descobrir que, apesar dos problemas, a série, baseada na coleção de romances e contos ainda sendo escritos por James S. A. Corey (nom de plume da dupla Daniel Abraham e Ty Franck), cria um fascinante universo com que o espectador pode identificar-se facilmente.

Bem, talvez o “facilmente” seja uma liberdade poética minha, fruto da tal empolgação. Afinal, apesar de minha crescente alegria ao mergulhar na série, não pude deixar de notar a frieza e a distância iniciais dos blocos de protagonistas, com personagens e histórias que exigem um certo esforço e perseverança para ganhar fluência e familiaridade. A temporada inaugural, composta de 10 episódios, não só mantém o mistério central escondido a sete chaves até o último minuto, como também o revela apenas parcialmente. E, nesse processo, pelo menos metade da temporada é empregada para estabelecer a razoavelmente complicada história desse futuro sombrio, o que pode — mas não deveria — afastar muita gente.

Situando-se 200 anos no futuro, quando o Sistema Solar foi colonizado pela Terra, somos atirados em meio à narrativa sem maiores detalhamentos e vamos aprendendo aos poucos as minúcias do funcionamento desse “Universo”. Assim como os grandes vértices desse futuro se passam na Terra, no cinturão de asteroides e em Marte, a temporada é quebrada em três grandes bolsões, um em Ceres, asteroide do cinturão onde vivem os Belters (belt é cinturão em inglês, daí o nome), terráqueos alterados fisicamente por gerações vivendo sem gravidade; outro na Terra comandada por uma versão mais robusta das Nações Unidas e outra no espaço aberto, com a tripulação da nave coletora de gelo Canterbury. Marte em si não aparece na temporada, ainda que os marcianos — também terráqueos que colonizaram o planeta — apareçam com frequência.

Há um estado de Guerra Fria entre a Terra e Marte, com o cinturão de asteroides ficando no meio, substancialmente como a força trabalhadora que extrai ricas matérias-primas explorada pelos dois planetas. Existe, ali, uma evidente insatisfação com essa exploração, algo que serve de berço ao nascimento de um grupo separatista (visto como terrorista pela Terra e por Marte) chamado OPA, sigla em inglês de Aliança dos Planetas Exteriores.

O importante é que os três bolsões ou núcleos narrativos caracterizam muito bem cada um dos três lados da história, com representantes bem definidos em cada um deles. Em Ceres, há Josephus “Joe” Aloisus Miller (Thomas Jane), um detetive corrupto da força policial privada local que recebe a missão de localizar o paradeiro de Juliette “Julie” Andromeda Mao (Florence Faivre), uma herdeira que desaparecera e que vemos no misterioso preâmbulo do primeiro episódio. Nesse lado da temporada, a pegada é noir com toques cyberpunk, muito na linha da abordagem dada a Rick Deckard, em Blade Runner.

No espaço aberto, há James “Jim” Holden (Steven Strait) primeiro imediato do Canterbury e, depois, hesitante capitão do Rocinante, nave marciana que ele e seu pequeno grupo acabam usando (lembranças fortes aqui de Firefly). O caminho de Jim e sua tripulação segue uma linha em que eles praticamente não têm escolha que não tentar entender o que afinal aconteceu na Canterbury, algo que inadvertidamente transforma Jim em uma ferramenta que coloca a Terra e Marte em rota de colisão, esquentando a Guerra Fria. É nessa “parte” da temporada que os elementos clássicos do hard sci-fi se fazem mais presentes, com o uso constante de tecnologia “possível” e perfeitamente crível, com especial destaque para as movimentações das naves e funcionamento dos trajes espaciais.

Finalmente, na Terra, há Chrisjen Avasarala (Shohreh Aghdashloo), subsecretária adjunta das Nações Unidas que faz de tudo em seu poder – inclusive tortura – para evitar uma guerra entre os dois planetas. Aqui, vemos a ficção científica de pegada política e utópica, com essa Terra do futuro sendo o paraíso cobiçado e invejado pelos habitantes do cinturão e de Marte.

Perdoem essa “sinopse” enorme acima, mas ela era necessária para estabelecer as bases para a crítica em si. Primeiramente, fica evidente a ambição e o escopo da série, que bebe de diversas fontes diferentes e aborda a ficção científica de três maneiras diferentes, algo por si só complexo e potencialmente alienante, já que força o espectador a acostumar-se não com uma, mas com três narrativas substancialmente diferentes.

Além disso, o tangenciamento e entrelaçamento das histórias não é direto e demora a acontecer de verdade. O preâmbulo misterioso com Julie Mao é um elemento de coesão, claro, mas nem de longe o único, com as ações de cada núcleo influenciando o outro de maneiras diferentes sem que os personagens sequer precisem interagir. Mas há que se ter paciência para chegar ao ponto em que a história caminha mais naturalmente na cabeça do espectador, já que os roteiros – ainda bem! – fogem o quanto podem do texto expositivo, exigindo atenção e a conexão de pontos entre cada elemento e entre cada novo personagem que vai sendo introduzido organicamente na narrativa. Pode ser uma tarefa exaustiva não pela complexidade intrínseca, mas sim pela quantidade de informações jogada na telinha.

Além disso, há o “fator personagem” aqui. Joe, Jim e Chrisjen não são exatamente empáticos e agradáveis. A não ser que nos fiemos nos atores — falo de Jane e Aghdashloo, claro, já que Strait é um ilustre desconhecido –para criar algum grau de simpatia, o que nos resta em termos de personagens é um emaranhado desagradável e antipático que complica muito mais do que facilita o conforto com a temporada. Particularmente, gosto de personagens dessa natureza, mas mesmo eu tive dificuldade de “comprar” as motivações de Joe e especialmente de Jim, tarefa um pouco – só um pouco – mais simples em relação a Chrisjen, considerando o magnetismo da atriz.

Mas essas caracterizações não são aleatórias. Ao contrário, elas são da natureza da série, já que o cinismo impera e não há heróis, apenas sobreviventes e aqui incluo até a diplomata de Aghdashloo. Não são pessoas feitas para serem simpáticas, com cada uma com histórias críveis por trás que aos poucos vão sendo desveladas para estabelecer as conexões necessárias e para justificar determinadas atitudes. Apenas Joe é Joe, um homem definido pelo seu local de nascimento e que embarca na investigação de corpo e alma, doa a quem doer, por uma razão que nem ele consegue identificar direito, talvez um desejo muito escondido de fazer algum tipo de justiça que faça jus à sua profissão.

A direção de arte é espetacular em cada detalhe, dos designs das naves e equipamentos, passando pelos figurinos e desaguando em uma computação gráfica que, não hesito em dizer, estabelece um novo padrão televisivo como Battlestar Galactica o fez em sua era. Tal qual BSG e Firefly, que seguem a tendência inaugurada com mais vigor por Star Wars, The Expanse faz todo o esforço para não só passar a impressão de absoluta veracidade, como também de um universo “vivido” em que nada que especificamente não deva ser é belo e novinho em folha. A cor branca ou qualquer outra mais alegre e forte não existem na temporada fora do núcleo da Terra – notadamente nos belíssimos figurinos étnicos de Chrisjen – e mesmo lá são dosadas e cirúrgicas, passando a impressão geral de um mundo frio e distante como seus protagonistas, com uma nuvem negra ameaçadora no horizonte.

Os diversos cenários, como toda Ceres, a gigantesca nave Mórmon em construção (há um tímido, mas interessante subtexto religioso perpassando a narrativa) e os demais interiores de naves, notadamente a Rocinante, são espartanos ao limite, com muito metal não polido à mostra, muitos vazamentos e muita simplicidade. Não é, vejam bem, uma questão de economia cenográfica, mas sim uma exigência do espírito do que a série nos quer passar. Esse futuro é tecnológico, mas nem tanto, já que não há viagens interestelares, motores de dobra, teletransportes ou armas de raio ou botões mágicos que resolvem problemas aleatórios e isso é uma escolha deliberada que alicerça a humanidade que vemos em um momento evolutivo que mescla avanços com fragilidades, espelhando muito bem o período de evolução tecnológica da Guerra Fria que já vivemos.

A fotografia, assim como os três núcleos, esforça-se em criar diferenças visuais que, porém, mantém a unicidade desse universo. Em Ceres, a abordagem mais sombria evoca diretamente os filmes noir, com uma atmosfera suja e cores esvaídas que chocam com o pouco de ostentação que é mostrado. No espaço, temos um trabalho de câmera inspirado que funciona como a versão podre e niilista do balé especial de Stanley Kubrick em 2001 – Uma Odisseia no Espaço, desnorteando-nos e ratificando o realismo de tudo que é mostrado. Na Terra, os planos costumam ser mais gerais em cenários externos e internos amplos, com cores que saltam aos olhos fazendo com que o planeta ganhe a conotação de Paraíso invejado por todos que lá não vivem. Com isso, o trabalho fotográfico ajuda a tornar mais fácil a identificação de cada vértice narrativo, evitando o uso constante de tomadas padrão pra estabelecer os locais de ação, ainda que elas existam.

Considerando as três histórias paralelas e a riqueza de detalhes, é uma felicidade notar que os roteiros conseguem, em grande parte parte, manter a coesão da temporada. Novamente há que se fazer as ressalvas de que a “curva de aprendizado” do espectador é triplicada e de que metade dos episódios é usada para a aclimatação ao universo adaptado dos livros pelos showrunners Mark Fergus e Hawk Ostby. No entanto, se houver essa aceitação, a amarração funciona muito bem mesmo que toda a temporada pareça muito mais um prelúdio, uma introdução ao que estar por vir do que qualquer outra coisa.

Para alcançar seu objetivo, porém, os roteiristas tomam atalhos que por vezes incomodam, como o uso de coadjuvantes, especialmente no núcleo noir de Ceres, que aparecem e desaparecem de acordo com a conveniência narrativa do momento, servindo de Deus Ex machina ou, apenas, de oportunidade para um breve diálogo expositivo aqui e ali. Da mesma forma, como somos apresentados a novas tecnologias, os textos pseudo-científicos, aqui mais presentes no núcleo espacial de Jim Holden por intermédio da McGyver de plantão Naomi Nagata (Dominique Tipper), por vezes atravancam a fluidez narrativa.

Finalmente, há a questão do final. Não entrarei em detalhes, pois quero manter a crítica sem spoilers, mas o pouco do segredo que nós é revelado parece descambar para um lado um tanto quanto genérico e “padrãozão” de séries sci-fi. Como não assisti às temporadas seguintes, é ainda muito cedo para afirmar, mas senti aquele leve dissabor do desapontamento depois de uma jornada para lá de interessante por esse futuro tenso, noir e realista.

The Expanse cumpre o que promete e entrega uma 1ª Temporada que faz jus ao gênero em que a série está inserida. É bem possível que meu sorriso ao acabar a temporada tenha contribuído com mais meia estrela na avaliação final, mas, por outro lado, pode ser que meu lado exagerado de “crítico chato” tenha tirado meia estrela. Portanto, na média, tudo ficou igual. O que importa é que a ficção científica ganhou um exemplar de respeito e que merece mesmo toda a atenção que vem recebendo.

The Expanse – 1ª Temporada (Idem, EUA – 14 de dezembro de 2015 a 02 de fevereiro de 2016)
Showrunners: Mark Fergus, Hawk Ostby (baseado em romances de James S. A. Corey, nom de plume de Daniel Abraham e Ty Franck)
Direção: Terry McDonough, Jeff Woolnough, Rob Lieberman, Bill Johnson
Roteiro: Mark Fergus, Hawk Ostby, Robin Veith, Naren Shankar, Dan Nowak, Jason Ning, Daniel Abraham, Ty Franck
Elenco: Thomas Jane, Steven Strait, Cas Anvar, Dominique Tipper, Wes Chatham, Paulo Costanzo, Florence Faivre, Shawn Doyle, Shohreh Aghdashloo, Chad L. Coleman, Athena Karkanis, Jared Harris, François Chau, Jay Hernandez
Duração: 433 min. (10 episódios no total)

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60 comentários

Marcus Peterson 6 de agosto de 2019 - 10:45

Cara, não sei se você ainda está respondendo os comentários aqui, já que faz mais de um ano que publicou esse post. Mas é o seguinte: eu assisti somente o primeiro eposídio de The Expanse. Mas tem muitos comentários bons, inclusive seus, sobre Battlestar Galactica.
O que você ou algum leitor me recomendaria: assistir primeiro The Expanse ou Battlestar Galactica?

Responder
planocritico 6 de agosto de 2019 - 13:10

Respondo comentário em todas as minhas críticas, novas ou velhas!

Olha, são duas séries incríveis. Se você quiser acompanhar The Expanse em tempo real, já que a quarta temporada será lançada pela Amazon em dezembro, sugiro ver primeiro Expanse com a devida calma.

Caso contrário, veja BSG, que é uma série já encerrada e que, além das quatro temporadas, tem uma minissérie de 3 horas em duas partes que você precisa ver antes.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcus Peterson 6 de agosto de 2019 - 14:11

Não sabia dessa minissérie, bacana!
Então vou fazer isso, vou assistir à The Expanse e depois assisto à Battlestar.
Obrigado.

Responder
planocritico 6 de agosto de 2019 - 15:18

Só complementando, veja tanto The Expanse quanto BSG com calma, saboreando os episódios. Essas duas séries merecem.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 16 de julho de 2018 - 14:49

Acho que a inteligência artificial do tipo que “conversa” com os personagens, dando opinião e coisa do gênero é muito ficção científica improvável demais para uma série que só se passa 200 anos no futuro, além de ser mais clichê do que o chapéu do Miller. A I.A. do filme está bem discretamente inserida nos smartphones transparentes, nas mesas holográficas, nos comandos de voz que permeiam a série toda e por aí vai.

Sobre o Miller virar “Rambo”, bem, temos que considerar que ele se apaixonou pela menina lá que desapareceu. Ele não tem freios. E ele é badass demais!

Continue vendo!

Abs,
Ritter.

Responder
Renato Silva 16 de julho de 2018 - 14:30

Será que ninguém aí sentiu falta da inteligência artificial, praticamente inexiste? Não dá pra falar em um futuro provável sem isso.

Também não gostei pro caminho tomado nos últimos momentos da 1ª temporada. Miller é o meu personagem favorito, mas achei nada a ver ele sair daquele tipo detetive/blade runner para um rambo do espaço. No geral, curti a série e continuarei vendo a 2ª temporada.

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 15:03

Olha, o primeiro livro pelo menos – Leviatã Desperta – foi lancado em português no Brasil. Não sei os demais. E creio que pelo menos uma boa parte da coleção esteja disponível em espanhol.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 14:58

Obrigado pela sugestão e pelo prestígio, Keith Moore!

A crítica da segunda temporada, aliás, foi ao ar HOJE. Confere lá!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan Oliver 22 de junho de 2018 - 17:10

Opa, correndo agora para lê-la!!!!
Forte abraço e um excelente fim de semana, caro escriba!!!

Responder
Dan Oliver 22 de junho de 2018 - 14:22

Fui um dos que pediram com tanta insistência uma crítica da série pelo PC, e vê-la redigida pelo Ritter é sinônimo de qualidade e embasamento sem superficialidades.
Estou tão apaixonado por esta série quanto fiquei com GoT, guardadas as devidas proporções.
Os autores são geniais, conseguiram entregar uma scifi mixada com vários sub-gêneros (político, guerra, filosófico, sobrenatural). Já estou na temporada atual e posso dizer que está melhor a cada episódio.
Aguardarei ansioso pela crítica das duas outras temporadas!

Responder
planocritico 19 de junho de 2018 - 16:22

Estou no último episódio da segunda temporada e estou em êxtase aqui… Que coisa linda! BSG que se cuide!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 18 de junho de 2018 - 15:51

Sempre me perguntei onde estavam as críticas de The Expanse aqui no Plano Crítico. Valeu a espera, ótima crítica.

Realmente, essa primeira temporada é “difícil” mas altamente recompensadora. Tenho que reconhecer que quase desisti, mas o entusiasmo de outros fãs e portais de sci-fi me motivou a continuar. Ainda bem!

A série só melhora na segunda e na terceira temporada (e vou deixar pra comentar uma coisa específica da terceira quando tivermos a crítica por aqui).

Curioso que li o primeiro livro e achei a série televisiva mil vezes melhor do que o material fonte, em especial no que se refere aos personagens secundários, que não tem personalidade nenhuma em suas versões literárias enquanto são bem melhor definidos na tv.

Responder
planocritico 18 de junho de 2018 - 16:22

Cara, estou que nem um pinto no lixo com essa série… Vi o primeiro episódio quando ele foi lançado e não fui fisgado, mas então diversos leitores me pediram às críticas e eu fui relutante, só embarcando mesmo com o cancelamento pelo Syfy e renovação pela Amazon. Estou acabando a segunda temporada e estou ficando seriamente triste por saber que só tem mais uma pela frente e, depois, uma longa espera pela quarta…

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 19 de junho de 2018 - 07:51

Estou gostando tanto da série que estou pra falar que se continuar assim vai ser minha série “espacial” preferida de todas, suplantando até mesmo Battlestar Galactica.

Abs

Responder
Dan Oliver 22 de junho de 2018 - 14:24

Compartilhamos esse sentido, Ritter! Saberia me dizer se os livros da série foram lançados no Brasil ou em algum país de fala hispânica?

Responder
planocritico 18 de junho de 2018 - 05:28

Pode deixar!

– Ritter.

Responder
planocritico 17 de junho de 2018 - 03:20

Uma baita série mesmo. Estou na metade da segunda temporada e estou reparando a evolução. A primeira sofre um pouco mesmo, mas é que ela precisava “construir” esse mundo complexo e, de fato, não tem os personagens mais simpáticos do mundo…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 17 de junho de 2018 - 03:16

Opa, com uma indicação dessas eu já até coloquei mais para em cima da lista!

Não posso prometer uma data, mas faremos esforço para trazer essas críticas!

Abs,
Ritter.

Responder
Maria BLuiza 18 de junho de 2018 - 00:13

Fico muito feliz!!! Mas sem pressa, levem o tempo que precisarem

Responder
planocritico 17 de junho de 2018 - 03:15

Obrigado pelos elogios e pelo prestígio!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo 16 de junho de 2018 - 10:26

Finalmente estão falando sobre essa série. Peguei ela de bobeira na Netflix e adorei. A Primeira temporada acho meio ”difícil” pois tem muita informação e os personagens não são tão carismáticos mas a segunda e a terceira eleva o nível e considero uma das melhores séries atualmente e que merece atenção.

Responder
vince 16 de junho de 2018 - 02:49

Essa série é muito boa, ela pode ser um pouco massante no início, porém da metade em diante até o último capitulo que assisti dessa terceira é só porrada, tanto que a nota dela só foi subindo cada temporada nos sites de avaliação. pq realmente ela fica cada vez melhor e eu vou a loucura que não tenho como maratonar e tenho que esperar cada semana por um episódio. Na amazon quando sair se for temporada inteira assisto tudo no mesmo dia.

Responder
planocritico 16 de junho de 2018 - 04:08

Sobre a primeira metade, ela realmente exige esforço, mas olhando para trás depois de acabar a temporada, era essencial esse começo mais lento. Funcionou bem no conjunto.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 19:00

Dez episódios e soft reboot? Maravilha! Contem comigo então!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 18:59

Netflix é que nem o cara que chega no final da feira para pegar a xepa…

~ maldade… ~

HAHAHAHAHAHAAHHAAH

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 18:59

kkkkkkkkkkkkkkkk

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 17:04

Se o cara pode, o cara pode. Eu sou até mais generoso: me dá “apenas” 1/3 dessa grana que eu resgato até Casal 20 do limbo das séries!

HAHAHAHAHAAHAHAHAHH

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 17:13

KKKKKKKKKK Eu resgataria 12 macacos, Carnivale, e sei lá mais o que kkkkkkkkkk

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 17:29

Vai fazendo a lista que eu resgato tudo no momento em que essa graninha pouca aí bater na minha conta na Suíça!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 17:32

kkkkkkkkkkkk, Hannibal não poderia faltar. Porque os roteiristas safados ainda me soltam que William e Hannibal não morreram na queda e que a quarta temporada seria os dois como fugitivos e William tentando fazer Lecter não comer humanos. E ao que tudo indica um romance, porque eu shippava demais os dois, mesmo sendo algo doentio kkkkkk

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 17:40

As três que me vem imediatamente à cabeça são: Deadwood, Sarah Connor Chronicles e, claro, Firefly!

Abs,
Ritter.

Stella 15 de junho de 2018 - 17:43

Mas é claro esqueci de Sarah Connor Chronicles amava essa série, efeitos acima da média, e os personagens bastante carismáticos. Firefly só gostei do filme, a série em si não gostei, Deadwood não conheço.

planocritico 15 de junho de 2018 - 17:54

Deadwood é um faroeste bem realista baseado em fatos reais produzido pela HBO. Coisa da mais alta qualidade!

Aliás, acabou de sair: Lucifer renovada pela Netflix!

Abs,
Ritter.

Stella 15 de junho de 2018 - 17:55

Hm interessante verei depois. KKKK coincidência falando de Lúcifer e ele conseguiu. Netflix não esperava porque a mesma disse antes que não estava interessada.

Stella 15 de junho de 2018 - 18:13

Ao que parece Lúcifer terá 10 episódios. E poderá sofrer um soft reboot. Algumas mudanças podem ser feitas, de acordo com o The Hollywood Reporter.

planocritico 15 de junho de 2018 - 16:57

Comeu mosca esse tal de Luiz… HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA

– Ritter.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 16:59

KKKKKKKKKKK Voces nessa disputa de quem escreve primeiro, é engraçado demais. O que tu acha de Lucifer ser resgatado também?

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 17:07

O Luiz é usurpador faixa preta 25o dan. Eu sou faixa branca…

Sobre Lúcifer, confesso que não é uma das séries que eu faria questão de ter de volta. Mas, se voltar, torcerei muito para que seja na estrutura de 10 a 13 episódios no máximo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 16:56

Também estou na segunda temporada. A crítica sai exatamente em uma semana!

Abs,
Ritter.

Responder
Maria BLuiza 16 de junho de 2018 - 19:11

Muito bom. Acompanho o Plano Crítico a cerca de dois anos e sempre fico muito satisfeita com as críticas do site. Cada review sempre se preocupa em não apenas tratar sobre a trama do filme em si, mas em também evidenciar as escolhas de roteiro, as atuações, a fotografia,
os efeitos especiais e a direção de cada produção. Afinal são todos esses elementos que juntos formam o produto que estamos assistindo (ou escutando, ou lendo)

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 16:54

Bota surpresa nisso!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 16:53

Foi uma baita recomendação! Obrigado mesmo! No segundo em que a Amazon anunciou o resgate da série eu comecei a assistir. E está sendo incrível.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 16:55

De nada, em mim pode confiar ^^

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 17:12

Só é uma pena que ela só tenha sido salva por luxo de um bilionário porque pode. Não que eu não tenha gostado, mas se não fosse ele acabaria sem final. Infelizmente o realismo da série não agradou a muitos, e a audiência tava muito baixa. Mas o SyFy anda mandando muito bem atualmente.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 17:30

Sim, olhando assim é uma pena mesmo. Tanta série boa que se vai e tanto lixo que chega a 10 temporadas…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 16:52

Bem difícil mesmo no começo, mas quando a coisa engrena, ela vai que é uma maravilha!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de junho de 2018 - 16:51

Foi nesse momento que eu decidi embarcar de vez nessa jornada e estou adorando!

Abs,
Ritter.

Responder
Maria BLuiza 16 de junho de 2018 - 19:05

Aliás, gostaria de indicar Timeless para ter review aqui no Plano Crítico, pois é um seriado muito interessante de assistir e comentar.
Basicamente é uma série sobre viagem do tempo, que consiste na premissa de que 3 pessoas (uma historiadora, um piloto e um soldado) devem trabalhar juntos atrás de um terrorista que roubou uma máquina do tempo e está distorcendo momentos históricos com um objetivo aparentemente desconhecido. Ao longo do tempo, é claro que os protagonistas descobrem alguns elementos surpresas além de perceberem a presença de uma conspiração maior por trás de tudo o que eles estão fazendo.
A série não é a de mais alta qualidade que já vi (sendo honesta…kk). Mas acho que pra quem curte o gênero de aventura, viagens do tempo e história antiga pode ser bem uma boa escolha . E além disso há alguns pontos que ao observar dentro dos padrões da TV aberta americana fazem com que ela seja certamente muito promissora , principalmente com a segunda temporada. No 2º ano,a produção optou por desenvolver melhor as dinâmicas entre os personagens e inserir personagens históricos que são pouco conhecidos do público,mas que tiveram forte importância na história, como por exemplo, Wendell Scott (primeiro piloto afro-americano vencedor de uma corrida automobilística na 1ª divisão da NASCAR- stock car) ou Alice Paul (líder do movimento sufragista feminino americano na década de 20). Tudo isso acabou rendendo algumas atuações um pouco acima da média por parte dos atores e boas críticas especializadas à série.
Mas o que é mais relevante na minha opinião desde o início de Timeless é a abordagem com o máximo de fidedignidade em cada momento histórico, assim como os figurinos e cenários que apesar do limitado orçamento normalmente conseguem retratar muito bem cada período diferente.
Assim, espero ler, se possível, aqui no site, críticas sobre as duas temporadas , já que sei que aqui a avaliação será bem construída e tanto os aspectos positivos e negativos serão bem evidenciados.Ou pelo menos, aguçar a curiosidade

Responder
pabloREM 15 de junho de 2018 - 15:39

Essa e uma das melhores séries do momento. Estou na terceira temporada e ela só melhora de um ano para o outro. Thomas Jane está fantástico. Fico feliz que depois da SyFy ter cancelado, a Amazon foi lá e assumiu a série para a quarta temporada. Acho que foi a primeira vez que vi fãs e celebridades se unirem para pedir a salvação da série. Funcionou.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 16:49

Na verdade sigo o twitter do Jeff Bezos o homem mais rico do mundo 130 bi na conta kkk. Ele disse que salvou a série por gostar dela apenas isto. E Lucifer tem grandes chances de ser resgatada mas não pelo Jeff pessoalmente, os produtores estão conversando sobre.

Responder
Maria BLuiza 16 de junho de 2018 - 18:23

Na verdade, além de The Expanse, um outro seriado que já vi isso acontecendo da união fãs e celebridades foi (e ainda é) Timeless. Ano passado, ele foi cancelado pela NBC e três dias depois de uma campanha fervorosa do público e dos atores a emissora voltou atrás e fez uma segunda temporada. Nesse ano, infelizmente o seriado ainda espera por um status definitivo e enquanto isso não acontece, os atores e escritores se juntaram com o fãs em campanhas nas redes sociais. O twitter oficial dos roteiristas, além de já ter lançado todos os dias cenas deletadas da 2ª temporada da série, agora segue lançando diariamente o script original de uma cena já exibida anteriormente.
Algumas entidades estão ajudando também como o museu Smithsonian, a
Sociedade Histórica de Suffolk-Nansemond (Virgínia) e alguns atores como William Shatner, o capitão Kirk de Jornada nas estrelas (1966)

Responder
Mateus Nascimento 15 de junho de 2018 - 14:37

Fico contente pela sua abordagem feita. É uma ótima serie e linda visualmente, meio difícil de compreender no início, mas do meio para frente fica tudo mais tranquilo.

Responder
Stella 15 de junho de 2018 - 13:29

Crítica excelente. Te recomendei primeiro U.U kkkk. Eu te disse que valia a pena há tempos. É uma série muito realista de como pode ser o futuro dos humanos no sistema solar. Fora a musica de abertura que amo, norueguesa. Mostrando todas as colonias em Ceres, Marte, um asteroide que não lembro o nome. Mas acredito que Enceladus, Ganimedes e Europa vão ser colonizadas também, na vida real em 2200 por ai, mas na série não chegou a isto.

PS: A série foi cancelada pelo canal SYFY, mas foi resgatada pela Amazon pois o dono dela gosta da série. Assim como Lucifer pode ser salva pelo catalogo dela.

Responder
Maria BLuiza 16 de junho de 2018 - 18:06

Verdade Stella, lembro que li a recomendação que você tinha feito a muito tempo atrás aqui no Plano sobre a série. Nunca tinha ouvido falar dela antes. Com as recentes notícias de resgate pela Amazon, a curiosidade me venceu e comecei a assistir. Muito obrigada, para quem gosta do gênero The Expanse não pode faltar na lista

Responder
cristian 15 de junho de 2018 - 13:07

Belíssima surpresa pra qualquer fã de si-fi essa série e apesar dos desdobramentos seguintes não serem tão criativos ainda continua uma bela série na próxima temporada.

Responder
Maria BLuiza 15 de junho de 2018 - 12:01

Nossa.. foi vendo o pessoal nos comentários pedindo por The Expanse que comecei a assistir. Ritter, concordo muito com a sua crítica, essa série foi muito além das minhas expectativas também. Atualmente estou na segunda temporada, e estou gostando demais. Ainda bem que ela irá ter uma 4ª temporada pela Amazon (Syky cancelou com 3 temporadas) Obrigada pela crítica

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Luiz Santiago 15 de junho de 2018 - 11:47

Caralho, que crítica sensacional!!! Eu fiquei animado DEMAIS só em ler isso!

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planocritico 15 de junho de 2018 - 12:56

Cara, vale muito ver. Fiquei muito surpreso e até com vontade de ler os livros (mas aí descobri que são vários e todos gigantes…).

Abs,
Ritter.

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Stella 15 de junho de 2018 - 13:30

Eu recomendei ao Luiz mas ele não fez a crítica ta vendo, quase que tu perde kkkkkk

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