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Crítica | The Expanse – 2ª Temporada

por Ritter Fan
775 views (a partir de agosto de 2020)

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  • Só há spoilers da temporada anterior, cuja crítica pode ser lida aqui.

Existem séries de ficção-científica que pesam muito mais no lado da ficção do que no da ciência e a explicação para isso é simples e objetiva: o sci-fi atiça a imaginação e permite arroubos criativos que, em mãos pouco hábeis, chegam perto de um vale-tudo televisivo e a ciência funciona como uma potencial – e indesejada – âncora para esse voo da imaginação. E de forma alguma quero afirmar que a ficção fantástica, ou seja, aquela que descamba para o lado da fantasia, ou mesmo o chamado soft sci-fi são piores ou melhores do que o hard sci-fi, mas sim que este último é bem mais difícil de encontrar de verdade por aí.

The Expanse, baseada na sempre crescente coleção de livros de James S. A. Corey (pseudônimo da dupla Daniel Abraham e Ty Franck, também envolvidos na produção), parece ter vindo para preencher esse vácuo e alimentar aqueles famintos por uma ficção-científica consistente com uma extrapolação lógica da tecnologia hoje disponível, o que resulta em fascinantes sequências como a do lançamento da gigantesca – e bíblica – nave dos Mórmons, a Nauvoo, que é abordada em minúcias tão impressionantes que considero esse momento o perfeito encapsulamento de tudo que a série representa: extremo cuidado narrativo, design de produção irretocável e efeitos especiais que estabelecessem um novo patamar para a TV e que, arrisco dizer, não fariam feio nas telonas do cinema. E falo sério. Revejam a referida cena de lançamento que parece muito mais longa do que é por sua intercalação precisa com outras sequências de ação em uma montagem paralela que remonta ao que vemos ao final de O Retorno de Jedi, e notem como a câmera vai do plano-detalhe ao plano-geral sempre acrescentando e aprofundando as informações visuais do que, em uma série qualquer, seria algo prosaico e completamente irrelevante. The Expanse é capaz de transformar o trivial em triunfo e esse é um dos grandes diferenciais da produção.

A ótima estrutura de três núcleos da 1ª Temporada é mantida na 2ª, mas, com Miller juntando-se à tripulação da Rocinante ao final da anterior, somos apresentados imediatamente a um novo terceiro vértice que nos permite o primeiro vislumbre de Marte: a equipe de Marines liderada pela beligerante Roberta “Bobbie” Draper (ou somente Gunny para seus colegas, já que ela é uma Gunnery Sergeant), vivida por Frankie Adams. No entanto, a verdadeira fusão de Bobbie ao seio narrativo da temporada não acontece de imediato, mas sim muito aos poucos e de uma maneira inesperada, como parte da pegada fortemente política que é, diria, o mote central do segundo ano da série.

Mesmo com a Rocinante como centro das atenções, com as diversas pontas narrativas sempre convergindo, de uma forma ou de outra, para lá, a grande mudança da temporada dá-se mesmo é com a acentuação do tempero político que coloca Terra e Marte ainda mais próximos de uma guerra, com o Belt (ou Cinturão) no meio tentando obter o máximo de elementos para tornar-se uma força independente, capaz de estancar a exploração de décadas e décadas de seus habitantes e quem sabe, virar a mesa completamente. No entanto, esse foco maior na política é magistralmente catapultado pela trama tecnológica, que serve de pano de fundo para a série, com a protomolécula no asteroide Eros desenvolvendo-se assombrosamente e transformando a rocha espacial em uma espécie de nave viva que ameaça frontalmente a Terra, levando as Nações Unidas, claro, a concluir que se trata de uma arma marciana. 

Com isso, o espaço de Chrisjen Avasarala, vivida pela fenomenal Shohreh Aghdashloo é alargado, com momentos absolutamente brilhantes da personagem, como quando ela enfrenta Sadavir Errinwright (Shawn Doyle também ganhando mais espaço na temporada) para ameaçar o obscuro e fugidio bilionário Jules-Pierre Mao (François Chau, extremamente vilanesco nos poucos minutos em que aparece), responsável pelos experimentos com a protomolécula. E o lado político marciano, apesar de menos pronunciado, também ganha ampla abordagem quando uma delegação vem para a Terra negociar a paz – ou a volta a um estado mais “equilibrado” de Guerra Fria – momento muito bem aproveitado pelo roteiro para desfazer utopias. De um lado, vemos o efeito físico da atmosfera e gravidade terrestres sobre os marcianos e, de outro, aquela imagem da Terra perfeita é destruída com um belo subtexto de explosão populacional e abuso do meio-ambiente que fica apenas como mais um elemento para colorir o complexo pano de fundo da série, como deveria ser. Do lado de Marte, vemos que a reputação do planeta como “coitadinho” ou como uma nação militar cheia de honra e que faz tudo by the book, não é exatamente a completa verdade, o que só acrescenta camadas e mais camadas nessa bela história de The Expanse que podemos sentir em todos os poros como sendo algo que reflete muito bem a história da segunda metade do século XX até hoje em dia.

No lado da Rocinante, a temporada é dividida em dois momentos bem marcados e que, claro, afetam a narrativa como um todo. O primeiro é o final do arco de Eros, com Miller (Thomas Jane ainda mais intenso) liderando uma estratégia enlouquecida para destruir o asteroide e acabar com o sofrimento de todos por lá. Esse é o momento usado pela temporada para explorar o potencial da protomolécula e para nos explicar um pouco mais sobre ela. Esse grande MacGuffin, portanto, ganha em importância, perde em mistério, mas sua presença ainda é, até o final no estilo 2001 – Uma Odisseia no Espaço, substancialmente um artifício narrativo para impulsionar a série, com Naomi muito bem afirmando, bem no finalzinho da temporada, que a protomolécula, agora, “faz parte do jogo sendo jogado” e precisa ser levada em consideração no tabuleiro macro, destruindo a obsessão de Holden de acabar com essa ameaça de origem incerta. 

Mas para o vértice narrativo do Rocinante realmente funcionar nesse ponto da temporada, outro papel ganha extrema relevância: o de Frederick “Fred” Lucius Johnson, vivido de maneira inesquecível por Chad L. Coleman, o pacato Tyreese, de The Walking Dead. Sua presença física combinada com seu comando absoluto da estação Tycho, que constrói a Nauvoo, e, ao mesmo tempo, seu comando se não de toda, grande parte da OPA, grupo taxado de terrorista (não sem razão), mas que, sob sua rubrica, realmente tenta melhorar a vida dos Belters, serve de pedra fundamental para tornar Holden e sua tripulação jogadores de monta nesse quebra-cabeças que ameaça o Sistema Solar. Sem o suporte – e as discussões – de Fred Johnson, a temporada perderia muito, já que deixaríamos de ver um idealismo muito interessante que, de certa forma, combina com o de Holden.

Mas o segundo momento da temporada, que se dá após os eventos relacionados à Eros, é que me força a retirar a meia estrela da avaliação. Não que os eventos em Ganimede não façam sentido, pois mais do que fazem, mas sim pela forma tardia com que o botânico Praxideke “Prax” Meng (Terry Chen) é apresentado na temporada, com mais um mistério envolvendo o desaparecimento de uma pessoa, desta vez sua filha pequena Mei Peng (Leah Jung), pelas mãos de mais um vilão misterioso. Aqui, faltou o cuidado dos roteiristas em trabalhar Prax e Mei de maneira mais orgânica, na mesma linha do que é feito com Bobby, especialmente porque Prax passa a fazer parte do “time Rocinante”, algo que nem de longe é um detalhe. 

Mas esse “segundo capítulo” da temporada coloca Holden e seu grupo diante de uma nova missão de resgate e de busca e destruição que trabalha muito bem o suspense, as manobras espaciais (a pilotagem de Alex é, desde logo, a melhor que já vi em uma série ou filme de ficção científica!) e a relação interpessoal desse grupo nodal para a série. Se na crítica anterior eu apenas falei de relance sobre Jim Holden e mencionei Naomi, Alex e Amos como um “pacote”, estou aqui para reparar meu erro. 

Na 1ª Temporada, a complexidade desse mundo futurista e a antipatia de praticamente todos os personagens tornaram a série mais “difícil” de se ver do que de costume. Nada de heroísmos evidentes, nada de pessoas com personalidades iluminadas e rasas. Mesmo entre a tripulação da Rocinante, havia enormes desentendimentos. E isso continua na 2ª Temporada, só que de uma maneira estranhamente harmônica . Agora que nos acostumamos com cada um, os roteiros inserem desafios para eles e para o espectador. A vontade inquebrantável de Holden de fazer “o que é certo” o cega e o frustra, deixando-o na linha da inocência que esse jogo político todo esmaga sem dó nem piedade. Com isso, seu posicionamento firme ganha ares de obsessão e o personagem começa a perder-se em atos de crescente violência e de completa ignorância aos fatos que o cercam, papel em que o antes inexpressivo Steven Strait mergulha de verdade e extrai o melhor possível.

Sua espiral descendente só é equilibrada pela presença forte de Naomi, que traz Holden de volta à tona, ainda que cada vez com mais dificuldade. Naomi, diria, é a personagem mais fascinante do grupo, pois ela reúne a perseverança de Holden com uma experiência de vida que sabemos que ela tem, mas que ela esconde a sete chaves, deixando-nos entrever apenas detalhes aqui e ali, por intermédio de uma performance contida, mas cheia de significados de Dominique Tipper. E, como toda boa mantenedora de segredos, Naomi atua de forma semi-independente, escondendo informação vital até mesmo de seus colegas.

Naomi também é o ponto de conexão, a âncora moral de Amos, um homem que precisa ser comandado, que tem dificuldade de pensar por si próprio e que tem dolorosa consciência disso. Um personagem que eu jurava que seria raso como o proverbial pires ganha inesperadas camadas que encontram receptividade na atuação que chega às raias da loucura e da raiva incontida de Wes Chatham.

Um tanto quanto “de fora” dessa relação tríplice que abordei acima, mas de forma alguma menos relevante, há o piloto marciano Alex Kamal, vivido por Cas Anvar. Ele toma uma posição interessante na série que ecoa sua posição física na Rocinante, acima (sim, eu sei que isso é relativo no espaço, mas vocês entenderam) dos demais. Ele é o observador de comportamentos e tenta servir como fórmula arrefecedora de ânimos, com uma moralidade estupenda e uma coragem maior ainda. Não é o personagem mais profundo do mundo, mas ele é peça-chave para esse estranho grupo protagonista, diria que quase um Han Solon realista.

É interessante notar como a direção da série não se esquiva em mudar ou, pelo menos, deixar de forçar estilos que não fazem mais sentido. Aquela pegada noir que vimos na temporada anterior e que fazia todo o sentido para a investigação de Miller em Ceres não existe mais. Com o ex-policial como parte do grupo da Rocinante, ainda que mantendo-se em sua cruzada inicial, o lado “sci-fi sujo e vivido” toma conta de vez da temporada, sendo apenas equilibrado pelas relativas utopias da Terra e de Marte (esta última apenas vista por brevíssimos minutos no começo da temporada). Com Ceres sendo “trocada” pela estação Tycho primeiro e, depois, pelos domos destruídos de Ganimede, a pegada mais pura e direta daquela ficção-científica que podemos vislumbrar como um futuro perfeitamente possível é a pedra de toque da temporada.

Evitando entrar em detalhes sobre o “final” para manter a crítica da temporada sem spoilers, a evolução da protomolécula com os eventos em Ganimede e, depois, na Rocinante, podem fazer muitos coçarem a cabeça considerando esse o ponto em que o hard sci-fi abre espaço para algo mais fantasioso. No entanto, particularmente vejo essa evolução como algo natural nessa teia narrativa, justificando a existência do MacGuffin para além do MacGuffin e fazendo o que o título da série dá a entender: uma expansão das fronteiras. Assim como o motor a jato com eficiência de combustível que vemos ser inventado por Solomon Epstein (Sam Huntington) em flashbacks para mais de 100 anos antes em Mudança de Paradigma expande o que a humanidade pode fazer, a protomolécula também. Se sua origem é mesmo extraterrestre e que consequências isso pode ter, isso é ainda um momento futuro. O presente é a quebra de equilíbrio causada pela sua conversão em uma potencial arma e a luta pelo restabelecimento desse equilíbrio ao mesmo tempo em que podemos vislumbrar (e apenas isso) a potencial expansão da humanidade para além do sistema solar. Mal comparando, é como a Terra pré-motor de dobra em Star Trek.

Portanto, mesmo que haja uma espécie de mergulho mais evidente para o lado da ficção-científica padrão no terço final da série pelo sucesso da conversão da protomolécula em algo, digamos, manuseável, a grande verdade é que isso obedece uma lógica interna e de forma alguma parece ser tirado da cartola. Resta saber se esse elemento – e o tal “momento 2001” que mencionei mais acima – não desvirtuará a estrutura básica da série, o que seria um crime. Mas tenho esperanças de que o trabalho certeiro dos showrunners continuará da mais alta qualidade. 

A segunda temporada de The Expanse sedimenta a série como uma das melhores ficções-científicas da TV em muitos e muitos anos e mais uma vez reúne rigor técnico com personagens e situações cada vez mais fascinantes. Uma verdadeira sucessora de Firefly e de Battlestar Galactica que promete muito e tem entregado sistematicamente mais ainda para aqueles ávidos por uma “aventura espacial” de se tirar o chapéu.

The Expanse – 2ª Temporada (Idem, EUA – 1o de fevereiro de 2017 a 19 de abril de 2017)
Showrunners:
 Mark Fergus, Hawk Ostby (baseado em romances de James S. A. Corey, nom de plume de Daniel Abraham e Ty Franck)
Direção: Breck Eisner, Jeff Woolnough, David Grossman, Kenneth Fink, Mikael Salomon, Rob Lieberman, Thor Freudenthal
Roteiro: Mark Fergus, Hawk Ostby, Robin Veith, Naren Shankar, Dan Nowak, Georgia Lee, Daniel Abraham, Ty Franck, Hallie Lambert
Elenco: Thomas Jane, Steven Strait, Cas Anvar, Dominique Tipper, Wes Chatham, Florence Faivre, Shawn Doyle, Shohreh Aghdashloo, Chad L. Coleman, Frankie Adams, Andrew Rotilio, Jared Harris, François Chau, Cara Gee, Terry Chen, Leah Jung, Nick E. Tarabay, Sam Huntington
Duração: 567 min. (13 episódios no total)

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31 comentários

Carlos Bruno 28 de dezembro de 2019 - 11:32

Impossível não se emocionar no episódio em que Eros colide contra Vênus.

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2020 - 22:19

Belíssimo mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de novembro de 2018 - 00:50

Opa! Bela ideia. Vou comprar mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de novembro de 2018 - 18:51

@priscilacm:disqus , muito obrigado MESMO por passar aqui para falar do que achou do livro. Estava na maior dúvida se eu pegava para ler ou não, mas acho que você me ajudou a decidir pelo caminho de ler!

Abs,
Ritter.

Responder
Priscila CM 19 de novembro de 2018 - 23:01

Aproveita Black Friday, está por um preço bom na Amazon. Se lê em inglês compra logo o box com os três primeiros livros da série, me arrependi de não ter feito isso.

Responder
planocritico 27 de junho de 2018 - 05:24

Obrigado! Continue assistindo, pois é uma baita temporada, mesmo que ela acabe descambando mais para aquele lado mais “sci-fi clássico” ao final! Depois, se puder, volte aqui para passar sua impressão geral!

E bons estudos!

Abs,
Ritter.

Responder
Maria BLuiza 26 de junho de 2018 - 16:02

Adorei a crítica. Ainda não cheguei na 2ª metade desta temporada (forças universitárias me impediram) mas pelo que vi até agora devo concordar com os pontos explanados acima. O fator político empregado em The Expanse se tornou um dos pontos que eu mais estou admirando na série. E outro detalhe que vem me fascinandp é o quanto os personagens principais evoluíram. Como está escrito na crítica, eles passaram de pouco cativantes no começo da 1ª temporada para altamente complexos e capazes de despertar empatia por parte do público. Em especial friso a dinâmica do quarteto Rocinante e entre Holden e Miller
Obrigada pelo texto

Responder
planocritico 26 de junho de 2018 - 04:35

Insista, pois a primeira temporada demora mesmo a engrenar!

Abs,
Ritter.

Responder
Alain Oliveira 25 de junho de 2018 - 20:47

Comecei e parei, mas depois de uma avaliação dessas vou ter que dar o braço a torcer.

Responder
planocritico 24 de junho de 2018 - 04:19

E eu fujo deles desesperadamente! HAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de junho de 2018 - 15:43

Excelente informação, obrigado! Isso significa que ainda tem bastante livro para ser coberto pela série.

Agora me conta, você leu os livros? A série segue bem o que está neles ou eles ainda tem muita coisa que ficou de fora? Falo especificamente desses três aí que você listou como os que cobrem as temporadas até agora. E por favor, não vi a terceira temporada ainda, portanto, sem spoilers!

Obrigado!

– Ritter

Responder
MatMaggi 23 de junho de 2018 - 18:17

Só li o primeiro, mas sempre procuro por spoilers rs

Responder
Priscila CM 16 de novembro de 2018 - 23:09

Eu acabei de ler o primeiro livro, e vou comprar o segundo o quanto antes. Uma obra bem honesta sobre o que se propõe a ser – uma Space Opera – com escrita e desenvolvimento bem dinâmicos e um personagem memorável em particular (Miller). Li num piscar de olhos, de tão bom.

De forma geral a história da série segue bem a do livro, sempre existem as pequenas adaptações feitas pela TV para dar aqueles ganchos e variada na história. Porém uma coisa que me surpreendeu e que não lembro de acontecer em outra adaptação para TV foi uma maior profundidade no desenvolvimento dos personagens – especialmente, dos cinco tripulantes da Rocinante – no seriado. No livro, Holden é o mesmo de sempre, mas o resto da gangue (Naomi em algum grau, mas principalmente Amos e Alex) são pessoas meio genéricas, bastante “gostáveis” e sem conflitos. Alex, coitado, praticamente é uma nulidade, foi o que mais senti a diferença entre TV e livro – no livro ele é um piloto de naves, e só. Toda aquela dimensão de raiva contida do Amos simplesmente não existe no livro. Naomi é uma garota compreensiva e (muito) inteligente. E só. Zero conflitos entre eles. Os personagens da TV se parecem mais com pessoas reais, tem seus segredos e seus embates, e nem sempre concordam uns com outros. Talvez com o desenvolvimento da historia nos demais livros esse aspecto de desenvolvimento das personalidades seja melhor trabalhado. Miller livro e Miller seriado são praticamente os mesmos, Thomas Jane arrasou demais e não consigo imaginar outra face se não a dele durante a leitura.

Responder
Denn 23 de junho de 2018 - 14:41

Excelente crítica. A série é maravilhosa e a sua crítica é incrível. Estou vendo a terceira temporada online e garanto que o nível no mínimo se mantem o mesmo e de longe supera a segunda temporada.
Estou apaixonado pela série e até comecei a ler as HQs que mostram o passado de cada um dos integrantes da Hocinante, além de estar a procura dos livros que a série é baseada para comprar e ler.
Eu não sei nem como descrever o quão incrível essa série é. Muito obrigado pela excelente crítica e visão única que apresentou em sua crítica.

Responder
planocritico 23 de junho de 2018 - 15:45

Obrigado! Também fui completamente fisgado por essa série.

E fique de olho, pois as críticas das HQs sairão essa semana agora, antes da crítica da terceira temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
MatMaggi 23 de junho de 2018 - 09:01

Os livros são expostos na série assim:
Leviathan Wakes: 1×01 – 2×05
Calliban’s War: 2×06 – 3×06
Abbadon’s Gate: 3×07 – 3×13

Fora as short stories que foram adaptadas:
The Butcher of Anderson Station: 1×05
Drive: 2×06

Responder
planocritico 23 de junho de 2018 - 04:37

O negócio é torcer para sair no Netflix, pois, com a aquisição da série pela Amazon, não duvidaria que a terceira temporada saísse por lá…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de junho de 2018 - 04:35

Cara, eu teria feito por episódio se tivesse “descoberto” a série antes. Agora que a terceira temporada está acabando, farei “pacote fechado” mesmo logo quando ela acabar no final da semana que vem. A quarta temporada, se for lançada no esquema semanal, prometo que faço por episódio!

Abs,
Ritter.

Responder
Vanderlei Grzegorczyk 22 de junho de 2018 - 22:57

Com certeza uma das melhores series de ficção aguardando a 3 temporada na netiflix nao aguentei a demora e vi alguns episódios online e parece continuar no mesmo nivel, e execelente critica

Responder
Dan Oliver 22 de junho de 2018 - 18:23

Realmente a série é de tirar o fôlego! Você vai fazer a crítica por episódio na terceira temporada ou pacote fechado, Ritter?

Responder
Stella 22 de junho de 2018 - 15:39

Excelente crítica. O que acho interessante desta série é o realismo e futuro bem possivel de acontecer. Uma futura guerra entre planetas, não creio que aconteceria tão cedo como na série, mas sim no seculo 24 em diante. Uma civilização humana de Marte e independente querendo se desvincular da Terra e com próprios objetivos.

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 15:51

Obrigado!

Realmente, esse realismo todo é fascinante. E mostra que o ser humano quase que se define pela guerra e pela ameaça de guerra, infelizmente…

Abs,
Ritter.

Responder
Dan Oliver 26 de junho de 2018 - 14:36

Por que do século 24 em diante?? Pergunto por curiosidade…

Responder
Stella 29 de junho de 2018 - 23:46

Estou sendo mais pé no chão, é a partir do seculo 22 que a Nasa estimou que teremos a primeira sonda robótica para viagens interestelar. 2109 á 2111. E naves que viajam a 10% da velocidade da luz que viajariam até marte, ou seja mais acessibilidade para os demais humanos. Para uma terceira guerra mundial espacial acontecer, a colonia de Marte teria que ser independente, e possivelmente isso so deve acontecer do seculo 24 em diante, pois durante muito tempo os marcianos serão dependentes da Terra.

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 15:32

Minha maior motivação para escrever a crítica da segunda temporada era que isso me “liberaria” para começar a terceira, já que queria escrever sem contaminação do que vem em seguida!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 22 de junho de 2018 - 15:26

Poxa…eu vi o primeiro episódio quando foi lançado e não gostei!! Vou dar uma nova chance, considerando que Battlestar Galactica está no meu TOP 5 de séries favoritas!

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 15:31

Wagner, aconteceu o mesmo comigo: eu vi o primeiro episódio lá pelo lançamento e não me apeguei. A primeira temporada exige perseverança, mas ela paga dividendos.

E, assim como você, BSG está no meu Top 5!

Abs,
Ritter.

Responder
Jose Robson de Araujo Alves 23 de junho de 2018 - 10:13

BSG forever and ever. The Expanse é muito bom.

Responder
pabloREM 22 de junho de 2018 - 15:14

Estou no meio da terceira temporada e para mim ela só melhora. De todas as séries que assisto atualmente é sem dúvida minha preferida.

Responder
planocritico 22 de junho de 2018 - 13:49

É realmente uma série muito boa! Quando vi o primeiro episódio logo que ele foi lançado, ela não me fisgou. Mas, agora, estou completamente refém dela.

Abs,
Ritter.

Responder
Roberto Honorato 22 de junho de 2018 - 12:39

Eu comecei a série esse mês e já virei fã. Ela tudo que eu gosto no gênero, mesmo com aquela pegada mais rígida nos diálogos, que eu não amo, mas posso perdoar.

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