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Crítica | The Flash – 5X10: The Flash & The Furious

por Giba Hoffmann
156 views (a partir de agosto de 2020)

– Há spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

E lá vamos nós! O episódio dessa semana de The Flash exemplifica muito bem como se desperdiçar o momento de retorno do hiato para fisgar novamente os espectadores e oferecer fôlego novo para as tramas da alongada temporada. O início do capítulo já oferece os prenúncios da embromação: desperdiçando o gancho narrativo mais interessante deixado por What’s Past is Prologue, a sequência encaminha de forma pouco empolgante a conversa entre Thawne (Tom Cavanagh) e Nora (Jessica Parker Kennedy) no futuro, optando em deixar a trama em suspenso por tempo indeterminado. Retomar um cliffhanger de forma anticlimática não é nenhum pecado televisivo, mas em se tratando de um gancho planejado para perdurar por um mês no imaginário do público, a saída acaba sendo o começo de uma retomada preguiçosa para o seriado. Logo após, somos levados por uma sequência desajeitada de explicações mequetrefes para justificar a ausência repentina de um terço do elenco. Oh-oh, vai ser um daqueles, certo?

O que segue é um desfile de subtramas catatônicas, característico dos episódios filler da série. O roteiro tenta construir temáticas forçadas do zero, e lança ideias sem grande preocupação com seu desenvolvimento. Nunca se sabe qual subtrama será abandonada e qual se tornará a nova obsessão de algum membro do Team Flash, o que sabota a construção de tensão dramática ao longo da narrativa.

Após mais de 100 episódios sem demonstrar qualquer angústia a respeito de seus poderes (muito pelo contrário, inclusive), Cisco (Carlos Valdes) decide se tornar um defensor ávido da cura meta-humana. A premissa em si não é o problema, e inclusive se alinha bem com as motivações centrais do big bad da temporada, Cicada. O problema é a forma preguiçosa e forçada com que a subtrama tenta se erguer do nada em poucos minutos de tela. Posso estar enganado a respeito de Cisco (confesso que não me lembro de todas as viradas do personagem ao longo do tempo, que costuma ser um alvo preferencial desses dramalhões de última hora), mas o fato é que os diálogos preguiçosos não convencem em nenhum momento, resultando em um conflito sem peso entre ele e Caitlin (Danielle Panabaker) – o qual já se encaminha para uma resolução parcial ao final do capítulo.

No outro fronte, temos um dos julgamentos mais absurdos já retratados na história da televisão. Após o juiz cumprimentar a promotora de justiça e perguntá-la casualmente sobre o filho em meio à sessão, temos uma série de interrupções e irrompes dramáticos fora de lugar por parte das testemunhas e profissionais envolvidos. Cecile (Danielle Nicolet) mostra empatia em relação à  supervilã mequetrefe Maga do Tempo (Reina Hardesty). OK, e…? Minutos antes de dar seu depoimento como cientista forense, Barry (Grant Gustin) declara que precisa se ausentar para parar um simples roubo de carro, do qual nada parece indicar se relacionar com presença de qualquer “fator meta”. “É uma Lambrorghini!” – esclarece ele. OK Barry, nesse caso você está mais do que justificado! Após uma cena de perseguição mediana (que não fica à altura do trocadilho do título do episódio), Flash acaba sofrendo efeitos colaterais após atingir o carro infundido com meta-tecnologia.

Com o protagonista encarcerado e oficialmente fora de circulação, nosso foco recai sobre Nora e sua perseguição fervorosa em relação à Maga do Tempo. Cecile e Iris (Candice Patton) tentam mostrá-la que é preciso sempre se dar uma segunda chance e pegar leve com pessoas que criam tufões de relâmpagos sobre civis (“Um relâmpago é mais quente que a superfície do Sol!” é um dos contra-argumentos éticos de Nora. Meu Deus, o que eu estou assistindo?), mas Nora parece decidida a não dar trela para vagabundo, e quer ver a jovem arrependida no xilindró. Em meio a esse dramalhão preguiçoso, a coisa mais relativamente interessante é a supervilã estreante, Fantasma de Prata (Gabrielle Walsh), cujo superpoder é o uso de um meta-controlinho de alarme de carro. Quando isso é o ponto alto de seu capítulo, você está com problemas.

O intento central de todo esse martírio vai tomando forma no terceiro ato: no fim das contas, trata-se de mais um dos capítulos “lição do dia” para Nora, que decide enfim dar uma segunda chance a Thawne. Se o cliffhanger que mostrou o encontro dos dois sugeria que ela já estivesse agindo sob orientação do arqui-inimigo do Flash, tudo o que o capítulo faz é dar um enorme e desajeitado mortal carpado narrativo apenas para pousar exatamente no ponto em que tínhamos sido deixados da primeira vez: Nora age de acordo com os conselhos de Thawne. Ah, e Cisco e Caitlin vão desenvolver uma cura para os meta-humanos porque eles precisam de alguma coisa para fazer no restante da temporada… A única adição minimamente interessante é a de que Thawne se encontra não apenas preso, mas sim aparentemente aguardando sua execução. Tarde demais, The Flash!

Preguiçoso e redundante, The Flash & The Furious comete os crimes de desperdiçar o ótimo título em um episódio no qual o personagem titular mal aparece e de sub-utilizar um aparente protótipo do batmóvel que consiste em uma fusão entre uma caranga setentista, decoração em neon anos 2000 e um tablet genérico chinês. Isso sim deveria ter sido o foco de todo o episódio, ao invés da jornada de Nora em direção ao ponto de partida!

The Flash – 5×10: The Flash & The Furious — EUA, 15 de janeiro de 2019
Direção:
David McWhirter
Roteiro: Kelly Wheeler, Sterling Gates
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Danielle Nicolet, Tom Cavanagh, Jessica Parker Kennedy, Reina Hardesty, Gabrielle Walsh
Duração: 43 min.

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18 comentários

Carlos Daniel Costa 6 de março de 2019 - 03:34

O episodio foi realmente uma bagunça completa:
Joe sumiu e a desculpa foi uma merda (No final a cecilie falou que ia parar não sei aonde e foi parar no tibete (?) quer dizer que joe saiu do páis? e agora a cecillie pode livremente se teleportar pra onde quiser?).
Que porras de vilas são essas? Uma tem uma motivação completamente tosca (roubar um opala velho) e a outra em um momento está arrependida, no outro está querendo destruir tudo de novo, ai ela se arrepende de novo?
Por que diabos não procuraram uma solução pra ajudar o Flash em vez de deixar ele 24 horas preso naquela porcaria?
E por que a iris não faz mais associações livres? estou com uma puta saudade :(.

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Lucas 3 de fevereiro de 2019 - 20:32

A única coisa interessante do episódio é saber que a Waynetech “existe”, porq até então parecia so haver uma empresa de alta tecnologia

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Laís S. 22 de janeiro de 2019 - 00:46

Eu ri de desespero só em ler o título.

Episódio bem porco com todos os arcos forçados demais. Que porra de vilãs são aquelas? Nada fez sentido. Nora tá chata pra caramba e não me convence essa lição recebida em apenas um episódio.

Sinceramente, tô assistindo no automático e tô zero curiosa pra saber da relação entre Nora e Thawne. Não há justificativa pra continuar com isso além de que eu gosto de sofrer.

Só quero que alguém mate minha curiosidade sobre o porquê de Thawne estar com a cara de Wells. Isso é o que faz menos sentido.

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Isac Marcos 18 de janeiro de 2019 - 19:21

“The Flash & The Furious comete os crimes de desperdiçar”… nosso sagrado tempo! Show de o que não fazer num episódio de retorno. Uma estrela e meia é generosidade!

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Sr. Eobard Thawne 18 de janeiro de 2019 - 06:21

Mais fraco que leite com pera

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Vitner Santos 17 de janeiro de 2019 - 23:05

Episodio com o flash reverso não tem como ser ruim

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Elton Miranda 17 de janeiro de 2019 - 23:05

essa série ainda existe?

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Renato Martins Moreira 17 de janeiro de 2019 - 20:46

Não vejo mais desde a terceira temporada, a serie não me prendia mais, e pelo jeito não melhorou =/

Pergunta: vai rolar crítica de You e Sex Education?!! Ambas da Netflix, gostei bastante delas e queria saber a opinião de vocês!!

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Flavio Batista 18 de janeiro de 2019 - 17:29

Cara eu e minha esposa, simplesmente adoramos You!

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Junito Hartley 17 de janeiro de 2019 - 20:27

Abandonei essa “serie” no final da 3 temporada e so entro pra ver a nota e vejo que fiz bem em largar essa bomba.

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Flavio Batista 18 de janeiro de 2019 - 17:29

Achava q era so eu q fazia isso hahaha

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Rickzinho 19 de janeiro de 2019 - 00:23

fiz bem de nem COMEÇAR essa bomba

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Gabriel 17 de janeiro de 2019 - 18:14

Crítica é crítica né, mas na minha opinião achei um dos melhores episódios dá série, gosto de episódios mais calmos, mas só esse começo arrepiou todas as partes do meu corpo, foi sensacional

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Lucas Casagrande 17 de janeiro de 2019 - 17:17

Cada vez que venho aqui ler uma critica dessa série só me orgulho de mim mesmo de ter largado dela na terceira temporada, só a primeira salva e ainda assim naquelas

Essas séries da CW são nojentas

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Josué de Morais 21 de janeiro de 2019 - 22:27

Viu Legends of Tomorrow (esquece a toxica primeira temporada) dali para frente foi só alegria, boa parte dos eps ganham 4+ estrelas aqui no plano crítico

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Josué de Morais 17 de janeiro de 2019 - 16:44

Podem me matar >.>
Mas achei esse episódio legal >..>
Daria 3 estrelas >…>

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JpauloR 17 de janeiro de 2019 - 13:39

abandonada na temporada 2 kkkk.

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Luiz Santiago 17 de janeiro de 2019 - 13:21

Cada vez melhor essa série, hein!

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