Home TVEpisódio Crítica | The Flash – 7X11: Family Matters, Part 2

Crítica | The Flash – 7X11: Family Matters, Part 2

por Luiz Santiago
1104 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

Como já dizia um poeta pouco conhecido aí, “tudo bem quando acaba bem“. Mas na realidade, existem alguns diferentes níveis de “acabar bem“, não é mesmo? Vejam esse episódio, por exemplo. Graças aos céus, os roteiristas conseguiram encerrar, sem colossais problemas narrativos, o arco das Forças da natureza que ganharam vida através de Iris e Barry. Algo que inicialmente pareceu bem lírico, bonito; então depois se tornou um pesadelo em camadas, à medida que descobríamos novas Forças e a relação complicada que tinham entre si e com Barry.

O maior problema desse arco todo foi também o grande agravante na resolução do drama: Nora, a Força de Aceleração. No fim das contas, optaram por dar a ela uma saída redentora, de aprendizagem diante do que é novo e por aí vai. Para ser honesto, é um caminho compreensível dentro da série. Já vamos pela 7ª Temporada do show e sabemos muito bem como as coisas andam nele… e em basicamente tudo o que a CW produz. De minha parte, penso que se a produção de um programa investe em metade de uma temporada desenvolvendo o aspecto vilanesco de uma personagem, seja ela quem for, esse período deve ser compensado com algo muito maior que um simples clichê de aprendizado.

Só por esse ponto, Family Matters, Part 2 perde muito de seu vigor, uma vez que Nora não só foi a grande causa-guia daquilo que vimos ao longo dos últimos episódios, como também assume um importante papel nesse desfecho. Isoladamente (grifo para esta palavra!), é um desenvolvimento bom, pois o texto não joga simplesmente a personagem redimida e nós, espectadores, que lidemos com isso. Há uma lógica interna aqui. Todavia, considerando o processo e principalmente o fato de sabermos que tudo “se resolve” nesse capítulo, chegamos totalmente preparados para algo importante e terminamos com o básico do básico. Pelo menos o investimento na pós-produção valeu boas cenas, com os efeitos especiais que couberam bem às cenas em que apareceram e deram aquele sabor de “quase finale” que costumamos experimentar no fim de arcos seriais.

Fico me perguntando por que escolheram resolver o draminha de Frost justamente aqui. Mas admito que o peso das cenas com ela, para o conjunto, apareceu como um complemento inofensivo. A despeito da vergonha alheia que foi a luta dela contra o crush vilão (um pouco melhor que a primeira, mas ainda assim…), acabamos aceitando o momento como parte dessa primeira fase da temporada. Na didática e corrida aparição final, ela explica o que aconteceu e eu não pude deixar de rir. Sua condenação impedia a possibilidade de condicional, sob qualquer circunstância. Mas cá está: uma circunstância que cavaram para que ela conseguisse a condicional do Estado. Outra coisa que temos que aceitar, mas é desagradável, porque acumula-se naquela lista de coisas que poderiam levar mais uns 10 minutos de cenas melhor escritas criando algo minimamente mais inteligente e menos contraditório com a própria série para avançar com um drama qualquer de uma personagem dentro da série.

Com Frost “na rua” novamente, o time deve ganhar uma cara mais divertida. Cisco, que anda a pura melancolia em pessoa (um horror, não acham? Um personagem tão bom, tão cheio de vida, terminar assim…), não tem ajudado muito nos momentos de riso dos episódios, então Frost vem oferecer essa necessária quebra, o que é bom. Segue o medo da má administração de tantos personagens em cena, mas… que fazer? Em The Flash, diferente de LoT, há um costume de trabalho com o elenco picotado, com alternâncias que nem sempre funcionam, mas que se tornaram a identidade do programa. Agora é torcer para que a saída de Cisco e a chegada dos rebentos de Barry e Iris tragam um novo enredo cheio de vida, com a menor dose de melodrama possível. Já tivemos a nossa Maria do Bairro do ano. Pois agora, que venham os refrescos.

The Flash – 7X11: Family Matters, Part 2 — EUA, 25 de maio de 2021
Direção: Chad Lowe
Roteiro: Thomas Pound
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Danielle Nicolet, Kayla Compton, Brandon McKnight, Jesse L. Martin, Victoria Park, Michelle Harrison, Carmen Moore, Sara Garcia, Sara Garcia, Ennis Esmer, Christian Magby, Jon Cor, Leanne Buchanan
Duração: 43 min.

Você Também pode curtir

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais