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Crítica | “The Game” – Queen

por Luiz Santiago
259 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

… E um novo capítulo começou.

Depois de News of the World e Jazz, dois álbuns-ponte entre a fase operística e a fase pop/disco do Queen, a banda finalmente abraçou o novo estágio com um disco que já começa diferente na capa (o quarteto parece ter saído de um ensaio new wave) e segue com diferenças no caráter geral das canções, no uso de sintetizador — pela primeira vez na história banda, agora em seu 8º disco — e na linha musical mais próxima das “faixas de rádio” do início dos anos 1980. Uma avalanche de mudanças que também tinha correspondente no relacionamento entre os músicos, como veremos adiante.

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Brigas e Exílio Fiscal
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Como se sabe, Jazz foi o primeiro álbum do Queen a ser gravado fora do Reino Unido, em estúdios na França e Suíça. A escolha não partiu do grupo e nem foi por uma questão técnica ou estética, mas sim financeira. Devido a altíssima arrecadação, os impostos que eles pagavam no RU eram enormes. Uma forma de driblar isso era gravar fora do país e emendar o período de gravação com a turnê do referido álbum, apenas com eventuais retornos “sociais” à Terra da Rainha. A estratégia funcionou bem para as finanças mas deu o pontapé para uma fase de brigas que quase fizeram com que o Queen acabasse. Várias vezes. E isso continuou com a gravação de The Game (co-produzido por Reinhold Mack) inteiramente realizada em Munique, na Alemanha Ocidental.

As dissenções começaram durante as gravações de Jazz, que de alguma forma isolou os músicos e acirrou brigas em relação ao estilo das canções que deveriam ou não constar no disco. Ainda durante a turnê de Jazz, algo parece ter acontecido entre John Deacon, Brian May e Roger Taylor, algo que fez com que os dois últimos ficassem mais irascíveis em relação a tudo o que o baixista propunha. Existem inúmeras “lendas urbanas do rock” especulando o que aconteceu, mas isso não importa. O que importa é que o já recluso Deacon se tornou ainda mais quieto, mantendo apenas com Freddie Mercury o mesmo relacionamento de antes.

Durante os três últimos álbuns de estúdio da banda, The Miracle (1989), Innuendo (1991) e Made in Heaven (1995), os ânimos se acalmaram, mais por consideração do trio a Freddie Mercury, que já havia anunciado a doença para eles; mas o momento era outro, em todos os sentidos. Todavia, independente do que se especula ou se diz a respeito do relacionamento da banda, eles tiveram uma convivência X de 1970 (quando o Queen foi criado) até meados de 1978. Daí para frente, não só a música mas também a dinâmica interna do grupo mudaria bastante.
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Excesso de Coisas

No final dos anos 1970 o Queen era A BANDA de rock. Ricos, absurdamente famosos e admirados ao redor do mundo, o quarteto conseguiu colocar de lado as divergências pessoais — apesar de tudo, eles continuavam amigos, é preciso lembrar isso — e trabalhar muito. A gravação de The Game veio em uma onda de excesso de coisas para o grupo, como vocês podem ver no pequeno esquema abaixo, que compreende apenas os eventos entre os anos de 1979 e 1980.

  • jan/mar, 1979 — gravação da turnê europeia de Jazz;
  • abr/mai, 1979 — turnê japonesa de Jazz;
  • jun, 1979 — lançamento de Live Killers (turnê europeia de Jazz);
  • jun/jul, 1979 — gravação de The Game – 1ª parte;
  • jun/jul, 1979 — gravação de Flash Gordon – 1ª parte;
  • nov/dez, 1979 — turnê Crazy (Jazz), pela Grã Bretanha;
  • fev/mai, 1980 — gravação de Flash Gordon – 2ª parte;
  • fev/mai, 1980 — gravação de The Game – 2ª parte;
  • jun, 1980 — lançamento de The Game;
  • jun/set, 1980 — turnê norte americana de The Game;
  • out/nov, 1980 — gravação de Flash Gordon – 3ª parte;
  • nov/dez, 1980 — turnê europeia de The Game;
  • dez, 1980 — lançamento de Flash Gordon.

Com tudo isso em mente, não é de espantar os ânimos à flor da pele — Brian May chegou a sair pelo menos duas vezes do estúdio dizendo que ia abandonar de vez a banda — ou os descontentamentos com composições dos colegas — Roger Taylor xingou John Deacon e Another One Bites the Dust de todos os nomes possíveis, pois não concordava com a presença da faixa no disco –, situações que não impediram The Game ser o álbum mais bem vendido internacionalmente do Queen e tivesse uma recepção geral melhor que a de Jazz. E aqui estava, depois de dois discos-ponte, o Queen efetivamente no pop rock, funk, disco music. Um “Queen para tocar na rádio”. Mas um Queen que continuava sensacional.

LADO A
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Abrindo com Play the Game, composta por Freddie Mercury e com letra que representa muita coisa da visão de amor que o músico tinha à época, um cenário que voltaria a visitar mais ou menos na mesma atmosfera em It’s A Hard LifeYou Don’t Fool Me, o disco marca novo território em questão de segundos. A introdução da canção é um conjunto de glissandos descendentes no sintetizador e címbalos tocados em reverso que aumentam de volume e caem em um território bastante familiar para Mercury: o solo de piano com ecos de Death on Two Legs gerando uma ótima balada. A progressão do coro é clichê, mas a execução é perfeita e bem harmonizada, com excelente participação de May e Taylor.

Na sequência temos Dragon Attack, uma lembrança de Brian May dos discos anteriores, investindo em diversas sessões rítmicas e dando oportunidade para John Deacon e Roger Taylor brilharem em seus instrumentos, o que não era muito comum nas canções de May até então. Deacon volta quebrando tudo em uma composição própria, Another One Bites the Dust, a “música da discórdia” do álbum. Para desespero de Roger Taylor, que simplesmente a odiava, a faixa foi um hit imenso e chamou a atenção até de Michael Jackson, que encontrou o Queen no camarim, durante a turnê americana de The Game em Los Angeles e insistiu para que eles a lançassem como single.

A composição da linha do baixo para Another One Bites the Dust foi inspirada em Good Times (1979) de um grupo de disco/black music chamado Chic. Não há sintetizador aqui. As palmas, ruídos e instrumentos foram gravados pelos próprios músicos e tocados em diferentes velocidades, ordem e distorções para gerar a produção incrementada que temos ao final, um dos experimentos mais icônicos do Queen nessa nova fase e o segundo aceno para o futuro Hot Space (o primeiro foi Fun It, curiosamente, uma música de Roger Taylor).

A outra faixa de Deacon em The Game é a quase sessentista Need Your Loving Tonight, um pouquinho de retorno ao passado, com o baixo e a bateria no básico e pequenas quebras e pontes que dão o charme da faixa. Como todas as composições do baixista, é uma música facilmente digerível, simpática e com forte apelo radiofônico.

Este Lado A se encerra com a lendária Crazy Little Thing Called Love. Há várias versões para a origem da canção, todas com alguma pegada de fantasia, mas sempre com duas coisas em comum: Mercury teve a inspiração do nada e ela foi gravada “às pressas”, antes que Brian May chegasse ao estúdio e começasse a querer complicar os arranjos. Posteriormente, o guitarrista gravou as frases da guitarra, com o solinho típico de rock dos anos 50 e início dos 60 — a composição é uma homenagem a Elvis Presley — adicionadas na mixagem. Merecidamente, este se tornou o principal single do disco e uma das canções mais lembradas da banda.

LADO B
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Taylor realmente queria marcar território dentro do rock e nunca deixar os fãs da banda esquecerem qual era a “verdadeira missão” do Queen. Rock it (Prime Jive) é uma prova disso. A música tem vocais de abertura feitos por Mercury e na sequência Taylor assume as estrofes. É uma das harmonias mais simples do Queen e uma canção que se encaixa muito bem em The Game, apesar de olhar “para fora” da proposta-eixo do disco. E quase como um “complemento moderno” para esta abertura do Lado B, temos a provocativa Don’t Try Suicide, de Freddie Mercury, com seus versos de arranjo rock-blues que carrega uma série de especulações sobre quem (e para quem) foi composta.

Mesmo antes de conhecer de verdade a discografia do Queen eu ouvia comentários bastante negativos em relação a Don’t Try Suicide, devido a óbvia provocação da letra. Não quero fazer um julgamento ético-moral do compositor e nem de quem não gosta da faixa pelo que ela diz, mas me pergunto se esses indivíduos levam em consideração o artista que a produziu e o tipo de “mensagem/provocação” que ele quis fazer aqui. Não se trata de uma música que condena o ato do suicídio nem nada disso. É um rock de humor negro.

Sail Away Sweet Sister (To the Sister I Never Had) é uma balada de Brian May com forma simples e modulações tonais no coro e na ponte entre as estrofes, com um rico eixo harmônico e uma letra tocante. É uma das minhas favoritas do disco, tanto pela beleza musical quanto pelo significado da letra, que pode ter duas interpretações, ambas consideradas pelo compositor (a da irmã biológica e a da ‘amiga-irmã’, emulando o maior lamento de uma friend zone da história do rock). A pedido de May, Freddie Mercury toca o piano nesta canção, salientando a sua forma “martelada” de acompanhar baladas, acrescentando bom compasso rítmico à faixa, completado por um excelente coro e pela voz suave de Brian May na liderança.

A penúltima canção do álbum, Coming Soon, é uma das mais fracas de Roger Taylor, apesar de ter uma execução intricada aqui. Talvez por ter sido iniciada durante a gravação de Jazz e terminada a fórceps para The Game, a faixa esteja deslocada aqui. Há alguns bons momentos, mas o todo não é interessante. O sintetizador volta, de maneira breve, durante o coro de agudos meio metálicos. Mas nós nos esquecemos rapidamente dessa pisada em falso quando chegamos à última faixa, Save Me, mais uma balada clássica de Brian May.

Eu tentei achar informações para qual instrumento-base Save Me foi composta, mas não encontrei. Minha curiosidade vem da enorme combinação que o escopo harmônico da faixa tem para guitarra e piano, ambos em execução aqui e ambos em perfeita harmonia. O interessante é que ouvindo às pressas, trata-se de uma música de métrica simples, mas não é não. Tente ouvi-la com atenção (e com headphones) para entender o que eu estou dizendo. As alterações entre a introdução, as pequenas estrofes e o coro são anomalias sensacionais e mostram um domínio pleno de Roger Taylor na bateria e de Brian May na estrutura geral da canção.

Diferente e admirável, The Game marcou a entrada do Queen nos anos 1980. É um álbum que carrega a marca de sua época e que incorpora inúmeros elementos caros à banda, mas completamente metamorfoseados nessa nova fase. Às vezes um fã pode se perguntar: e se a minha banda favorita (ou uma banda que eu admiro muito) mudasse a linha diretiva de sua produção musical mas sem perder a excelência na execução? No caso do Queen, The Game e todos os álbuns posteriores respondem a pergunta. Se alguns deixaram de admirá-los por conta disso, centenas de outros fãs se aproximaram deles justamente por esse novo estilo. E é assim que a música evolui: arriscando e impondo mudanças.

Em tempo: para este álbum também foi gravada uma canção de Roger Taylor chamada A Human Body, mas ela não entrou para o lançamento final, ficando apenas no lado B do single Play The Game.

***

Nota sobre fontes: eu traduzi trechos de informações em entrevistas com os membros da banda para diversas redes de TV e rádio ao longo dos anos; compilei informações técnicas específicas expostas no livro Queen – História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos, de Phil Sutcliffe (e também de encartes de CDs, documentários de DVDs e livros que acompanham os boxes Especiais da banda); trouxe diversas informações sobre decisões ou discussões de bastidores, processo de criação das músicas, uso específico de instrumentos, descrição de cenas da produção dos discos, estilos ou comparações entre canções de diversas Eras da banda através de um processo criativo de caráter biográfico do documentário Queen – Days of Our Lives e também de artigos em diversas páginas ligadas à banda, aos estúdios e principalmente aos produtores dos discos.

Aumenta!: Crazy Little Thing Called Love  e  Another One Bites the Dust
Diminui!: Coming Soon
Minhas canções favoritas do álbum: Sail Away Sweet Sister  e  Save Me

The Game
Artista: Queen
País: Reino Unido
Lançamento: 30 de junho de 1980
Gravadora: EMI, Parlophone
Estilo: Rock, Funk, Disco Rock

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26 comentários

Felipe Garcia Bittencourt 2 de fevereiro de 2019 - 13:53

Na fase setentista do Queen o álbum que eu mais gosto é o “A night at the opera” e na década de 80 “The game”. Obs: Comecei a ouvir “news of the world” eu estou gostando muito, era o único album da década de 70 que faltava eu ouvir.

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Luiz Santiago 2 de fevereiro de 2019 - 14:36

“News” é fantástico também! Eu sou fanzaço da banda, então sou suspeito pra falar hehehehehehe

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Luiz Santiago 25 de maio de 2018 - 20:17

É interessante você fala isso do Taylor. Eu também acho um pouco disso dele. É que ele era experimental mesmo, com os dois pés na coisa do sci-fi, máquinas, misturas tecnológicas na mesa de produção… e isso torna algumas faixas dele um pouco difíceis de digerir, outras ruins mesmo, pelo menos para o meu gosto.

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Gabriel 25 de maio de 2018 - 18:06

The Game é um album excelente, tem sintetizadores, porém são muito bem utilizados, (como em Play The Game) e não como em Hot Space que os caras meteram sintetizadores em absolutamente TUDO (única exceção seria Under Pressure).
A minha preferida é Need Your Loving Tonight (Tem um estilo bem parecido com os Beatles esta música), mas eu não posso deixar de citar Save Me, Another One Bites The Dust, Sail Away Sweet Sister e Dragon Attack.
Como em Jazz, as únicas músicas não boas assim são as de Taylor, que na minha opinião era o compositor mais fraco do grupo.

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José Raulino Luiz 6 de outubro de 2017 - 12:11

Eu amo de paixão os discos do Queen, mas dentre todos eles o meu preferido é o “The Game” de 1980. O motivo é que este foi o primeiro disco deles que eu comprei. Lembro como se fosse hoje. Eu, adolescente, entrando numa loja de discos [verdadeiro templo] e comprando o meu primeiro “LP” de rock. A emoção já começava pela capa com uma foto deles vestidos de jaqueta de couro e fazendo posse. Tem coisa mais rock and roll do que isso? Um álbum que poderia muito bem estar num Best Of da banda, por que só tem músicas boas. Na época, [por que hoje ele e reverenciado], os críticos detratores escreviam para depreciar que este disco só servia para tocar em bailinhos. De fato era impossível ficar parado ouvindo este disco. Eu lembro que nos bailes a galera que não conhecia a música “Rock It [prime jive]” começava a dançar agarradinho bem na introdução que começava lenta com o vocal de Freddie e depois explodia na voz do Roger. Era uma cena divertida. E que explosão. Na época eles começaram a usar sintetizadores e o efeito que esse instrumento causou nesta música foi no mínimo arrebatador. “Crazy Little Thing Called Love” era tão boa para ouvir como para dançar e/ou cantar. “Alguma dessas coisas você tinha que fazer”, por que era impossível ficar indiferente com uma música tão divertida como essa. Baladas? Tinha muita: “Play The Game, Sail Away Sweet Sister, Save Me”, está última incrivelmente linda. E claro, a música que lançou o Queen para a estratosfera: “Another One Bites The Dust”, não que eles já não estivessem lá, claro…
Sobre “Coming Soon”, eu acho que a voz do Freddie e o instrumental do Queen estão todo lá explodindo da melhor forma possível, o Roger é que não estava muito inspirado quando escreveu a letra. I guess.

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Luiz Santiago 6 de outubro de 2017 - 13:32

Esse disco é tremendo. É perfeitamente compreensível por que te marcou tanto, além da parte afetiva, claro. Este é um disco cheeeeio de boas surpresas. E achei interessante o que você comentou sobre Coming Soon. Acho que vou ficar com a falta de inspiração mesmo. Concordo com esse ponto. 😀

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Fernando Taveira 29 de dezembro de 2015 - 19:38

Eu amo este álbum! Crazy Little Thing Called Love é demais! Save Me é melódica e emocionante, Rock It (Prime Jive) é enérgica, Dragon Attack tem uma sonoridade (acho que pelo baixo) que me encantou na primeira vez que ouvi! Isso sem falar em Another One Bites the Dust, que só de ler o nome já me veio a batida na cabeça!!
Outra que eu gosto é Play the Game. O falseto de Freddie é muito bom! Heehe

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Luiz Santiago 29 de dezembro de 2015 - 19:51

Another One Bites the Dust faz todo mundo dançar e ficar marcando a linha do baixo com a cabeça ou qualquer outra parte do corpo. Não conheço nenhum roqueiro que não tenha feito isso algumas vezes. Deacon arrebentou nessa!

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paulo ricardo 5 de agosto de 2015 - 20:20

Luiz , curioso p saber quantas estrelas tu vai dar p Hot Space , comprei em 82 quando saiu e era muitoooooo fã do Queen , fiquei decepcionado e larguei a banda , tbm eu tinha só14 anos ,depois fui n RIR em 85 e virei fã novamente ! Só p te ver o que um disco ruim é capaz de fazer heheheheheheheh

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Luiz Santiago 6 de agosto de 2015 - 18:19

Estou me segurando para não ouvir novamente Hot Space. O pior é que ouço o disco pelo menos umas 5 vezes e diversos momentos, antes de escrever a crítica. Imagine só ter que ouvir Hot Space inteirinho pelo menos 5 vezes! hahahahahahaha

Ainda falta escrever a crítica de Flash Gordon, que estou ouvindo com paciência e curtindo demais! Em seguida tem Hot Space. Espero ser surpreendido dessa vez. Porque as minhas lembranças de quando conheci o disco não são nada boas.

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Pop.Renan 4 de agosto de 2015 - 22:49

Se em NOTW o Queen começou o flerte com essa linguagem mais pop, The Game foi a consumação perfeita. Até porque considero o News… como o último da fase de pompa e circunstância.
É pena que eu viajo nas partes técnicas da review porque eu não entendo de teoria musical (#frustrado).
Mas o trecho que vc menciona “que uma banda muda a linha diretiva musical sem perder a excelência” é o grande trunfo do Queen. Há riscos, claro, mas é isso uma das definições do artista. A busca pelo novo.
Ah, e eu gosto de Coming Soon. E game over! RS!
Abs!

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Luiz Santiago 5 de agosto de 2015 - 14:42

De fato, esse é um disco que apesar de trazer mudanças, mostra a qualidade da banda que estava por trás. Não é uma obra-prima, na minha opinião, mas é um grande disco.

Apareça nas outras críticas de álbuns do Queen também!
Abraço.

Responder
abacatemortífero 4 de agosto de 2015 - 00:09

Excelente crítica. Acho estranho quando dizem “fase pop”, sendo que o Queen nunca foi uma banda que seguia uma fórmula.Mesmo nos discos anteriores tinham músicas com uma pegada mais suave e os discos posteriores da “fase pop” tinham músicas mais pesadas. Isso era uma das coisas que considerava mais legal no Queen, era que nunca sabíamos oque poderia vir no próximo álbum, sempre era uma surpresa, diferente de bandas que seguem uma linha mais confortável e repetem a mesma fórmula de sucesso. No mais considero esse um bom disco, mas não entra entra na lista dos meus discos favoritos.

Responder
Luiz Santiago 4 de agosto de 2015 - 09:37

Eu também acho estranho classificar “fase pop”, mas acabei fazendo e adotando essa nomenclatura porque é a que mais ajuda a analisar as mudanças pelas quais a banda passou desde o seu primeiro álbum. Acho que o “pop” aí se liga mais ao alinhamento deles às canções mais comuns na época… Mas concordo com você que não é uma banda que se acostumou no território confortável… Por isso amo tanto o Queen! 😀

Responder
Augusto 3 de agosto de 2015 - 23:04

Só 4 estrelas, Luiz? Como assim? hahaha. Gosto bastante de The Game, não é o melhor do Queen, mas é muito bom, adoro Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites the Dust, Save Me, Play the Game, Rock It e Need Your Loving Tonight (minha favorita, adoro as canções do John Deacon).

Agora, Coming Soon é tão legal, como você não gosta?

Responder
Luiz Santiago 4 de agosto de 2015 - 09:35

Não consigo gostar de Coming Soon! E olha que eu já ouvi tanto essa música, pra ver se gostava dele pela milionésima audição, mas não rola. Acho-a fraca. Não é uma canção ruim, mas não está na minha lista de “melhores” ou “favoritos”! 😀

Responder
paulo ricardo 3 de agosto de 2015 - 19:54

Bela resenha Luiz ! Engraçado q mesmo The Game sendo o inicio da fase pop da banda é ótimo ! N sei se vc acha q é o último álbum clássico deles ? Obs . N considero Made in Heaven c álbum oficial e sim de sobras !

Responder
Luiz Santiago 3 de agosto de 2015 - 20:31

Isso é verdade. Tem bastante gente que não gosta deles a partir desse álbum. Eu continuo gostando, e muito!

Levando em conta a ideia de “álbum clássico” mesmo, eu diria que o último deles nessa categoria foi “Jazz”. Já vejo “The Game” dentro de uma proposta completamente diferente. Mas eu entendo sua pergunta. Porque os álbuns seguintes ainda acrescentariam outras camadas a essa nova fase… E se for olhar por esse lado, não saberia responder… Porque tem “Innuendo”!

Sobre “Made in Heaven”, mesmo depois de tantos anos, ainda não tenho uma opinião completamente formada. Prometo que até chegar o momento de escrever a crítica vou pensar bastante e chegar a um consenso comigo mesmo. 🙂

Responder
Filipe Isaías 3 de agosto de 2015 - 13:52

Acho que eu já tenho um álbum preferido do Queen! A minha música favorita, Another One Bites The Dust, tem baixo e percussão perfeitos, além de ser usada pra treinar profissionais de medicina a fazer a massagem cardíaca no ritmo certo. Queen salvando vidas!

PS: gostei pra caramba de Coming Soon hahaha.

Abs.

Responder
Luiz Santiago 3 de agosto de 2015 - 15:14

Queen salvando vidas!!! É isso aí! 😀
Mas Another One Bites The Dust é mesmo uma música sensacional. Uma música sensacional! Se você fosse classificar os álbuns deles até agora, @filipeisaias:disqus, como ficaria? To curioso!

Responder
planocritico 3 de agosto de 2015 - 17:01

Tomara que não confundam e usem We Will Rock You como treinamento de massagem cardíaca… 🙂

– Ritter.

Responder
Luiz Santiago 3 de agosto de 2015 - 20:26

Aí seria o Queen matando vidas! hahahahaha

Responder
Filipe Isaías 3 de agosto de 2015 - 17:38

Tá aí (em ordem de preferência):
1. The Game
2. A Night At The Opera
3. Jazz
4. News of The World
5. A Day At The Races
6. Queen
7. Sheer Heart Attack
8. Queen II
Por enquanto…

Abs.

Responder
Luiz Santiago 3 de agosto de 2015 - 20:26

Muito bacana sua lista de favoritos até agora da banda! Vamos ver como vai ficar essa lista até o final! 😀

Responder
Marcos Antonio Ferrari 2 de agosto de 2015 - 19:04

Eu gosto de coming soon!!! rsrs

Responder
Luiz Santiago 2 de agosto de 2015 - 19:32

hahahaha, gostos diferentes, @marcosantonioferrari:disqus! Isso é bastante comum em música. Para mim, no entanto, é a mais fraca do disco. 🙂

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