Home TVTemporadas Crítica | The Get Down – 1ª Temporada, Parte 1

Crítica | The Get Down – 1ª Temporada, Parte 1

por Ritter Fan
114 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

The Get Down, a menina dos olhos de Baz Luhrmann, que vem desenvolvendo esse projeto há 10 anos, é, em primeiro e mais importante lugar, uma montanha-russa de sentimentos positivos e excitantes que é capaz de facilmente gerar sorrisos e aplausos genuínos do espectador e até mesmo, digo sem qualquer vergonha, aquela lágrima furtiva de felicidade e euforia que poucas obras conseguem arrancar, apesar de pontualmente mostrar violência e sangue. Não, não é um trabalho sem problemas, mas é uma série (ou uma metade de uma temporada, tecnicamente) que já merece figurar entre os mais ousados trabalhos do ano e, só por isso, precisa da atenção de todos.

Combinando fatos históricos – a corrida eleitoral para a prefeitura de Nova Iorque em 1977 e o famoso blecaute da cidade por 36 horas naquele mesmo ano – com uma história fictícia de amor e de amizade e de descoberta profissional, com alguns personagens reais como plano de fundo, Luhrmann cria um misto de Romeu e Julieta (que ele próprio já adaptara, aqui) com musicais modernos que ele próprio ajudou a criar com sua Trilogia da Cortina Vermelha e com uma história urbana centrada no surgimento do hip hop em suas quatro manifestações: o DJing, o rapping, o break dancing e a arte de rua, além de uma pitada do mundo da disco music em um envelopamento de fábula que só mesmo esse energético diretor e produtor poderia criar.

Sei que um crítico precisa tentar ao máximo ser objetivo, mas uma crítica é, no fundo, uma opinião e uma opinião carrega necessariamente sentimentos pessoais. E devo dizer que há muito não reagia tão bem a uma série. Sim, há exemplos recentes de criações magníficas para a TV, como Mad Men e Breaking Bad, além da recentíssima e incrível Preacher, mas The Get Down fica naquela fronteira entre o mesmerizante e o inexplicável, entre o sentimento puro e a vontade de se libertar (tema, aliás, batido constantemente nos seis episódios disponibilizados), que é impossível trabalhar de maneira puramente objetiva, o que justificam esses meus parágrafos até aqui e adiante.

Marcada por problemas ao longo de sua gestação, com dois showrunners pulando fora e o próprio Luhrmann sendo obrigado a fazer as vezes de controlador da série, The Get Down acabou custando uma fortuna absurda por episódio (10 milhões segundo foi reportado), tornando-se a série mais cara a ser exclusiva do Netflix (com produção da Bazmark Films e Sony Pictures Television), algo que não está exatamente na tela – poucos atores conhecidos, filmagens em locações simples e muito uso de trechos de filmagens antigas da cidade, especialmente do South Bronx -, mas que é explicado pelas complicações, mudanças de rumo, trocas de executivos até finalmente achar seu caminho via streaming em uma escolha acertada – e inédita – em se dividir a primeira temporada de 12 episódios em duas ofertas de seis cada uma, com a segunda prometida para 2017.

Acertada, pois The Get Down é, sem papas na língua, um bombardeio sensorial impressionante. Lembram-se de Moulin Rouge? É como aquele número musical em que Satine é apresentada repetido em loop de frente para trás e de trás para frente o tempo todo. Mas calma, pois a série não é musical no estilo “sair cantando do nada”, que muitos não gostam (particularmente, tenho uma enorme queda por esse tipo de musical, mas não vem ao caso aqui). Todas as inserções musicais por parte de seus personagens são diegéticas e fazem sentido completo dentro da trama que é duas partes música e uma parte política, religião, questões sociais e desafio a valores familiares. Com isso, Luhrmann é capaz de criar algo com enorme força cinética e intensidade que não é o ideal para o binge watching de muitos episódios. Cada capítulo – especialmente o primeiro, de 93 minutos, mas falarei sobre ele mais para frente – cansa o espectador, mas é um cansaço bom, daqueles que se sente depois de alcançar algum objetivo perseguido há algum tempo. É um cansaço que deixa um sorriso no rosto e que faz qualquer um que tenha coração batendo dentro do peito desencostar do sofá e debruçar-se sobre a tela em antecipação ao que vai acontecer.

Portanto, a dose homeopática de seis episódios está na medida exata, que satisfaz sem extrapolar, sem criar uma overdose que poderia ser mortal para a experiência. E o melhor é que houve o cuidado de se fazer um arco completo que, apesar de deixar o gosto de “quero mais”, é suficientemente completo, contando uma história – mais de uma na verdade – com começo, meio e fim.

O primeiro episódio, do tamanho de um longa-metragem, é o único dirigido por Baz Luhrmann e é perfeitamente possível sentir que é mesmo o diretor por trás da câmera. Mas cuidado: o que ele entrega não é exatamente o que a série é. E não, não estou falando isso como algo negativo como foi o caso da outra série musical setentista de 2016, Vinyl, da HBO. Lá, o primeiro e magnífico episódio introduziu uma história que prometia muito, mas que os episódios subsequentes, repetitivos e caricatos, derrubaram. Aqui, a questão é mesmo de estilo. Luhrmann nos introduz a esse mundo underground estruturando sua narrativa descaradamente como um conto de fadas, com a clássica Jornada do Herói como foco principal e com uma mística quase sobrenatural de música, marginalidade, religiosidade e cores, muitas e explosivas cores, seja nos figurinos embasbacantes, seja nas artes de rua, seja na tonalidade ocre do Bronx que ressalta ainda mais sua pegada fabulesca.

Além disso, ele estabelece o trio principal de maneira muito inteligente, focando em Ezekiel “Zeke” Figuero (Justice Smith), um rapaz que sente vergonha de ser mais culto e mais inteligente que seus pares e que é um poeta por natureza; em sua paixão de infância Mylene Cruz (Herizen F. Guardiola), uma jovem com voz e rosto de anjo que vive em um seio familiar extremamente religioso e cujo sonho é tornar-se cantora de disco e, finalmente, no misterioso artista de rua que deseja ser DJ Shaolin Fantastic (Shameik Moore). Zeke e Mylene formam o casal à la Romeu e Julieta e Shaolin (ou Shao, para os íntimos) é uma figura quase mística que é visto apenas fazendo sua arte, pulando de um lado para o outro e usando impecáveis – e lendários – tênis vermelhos. O universo fantástico, mas galgado na realidade historicamente correta, que Luhrmann cria em pouco mais de 1h30′ é fascinante e fisga o espectador instantaneamente.

E, então, temos os demais episódios. Todos eles, sem exceção, têm muito mais pé no chão e, portanto, estrutura narrativa mais familiar e, talvez, comum. Mas nem por isso eles são menos engajantes. É que a intensidade e ineditismo do primeiro episódio vem com um preço: a pouca caracterização de cada personagem que, por serem tratados mais como arquétipos do que qualquer outra coisa, perdem um pouco da identidade. Somente com os cinco episódios seguintes é que vemos que eles são mais do que aparentaram no começo. Todos têm histórias interessantes – ainda que de certa forma clichê – e há outros personagens coadjuvantes que também ganham destaque e bom desenvolvimento, como o político corrupto local  Francisco “Papa Fuerte” Cruz (Jimmy Smits), tio de Mylene.

Falando nos personagens, há que se abrir um parênteses para a criatividade e o cuidado de Luhrmann com cada um deles. A dupla Zeke e Mylene ganha os holofotes, mas sua história só é o que é pelo que eles têm à sua volta. Zeke tem Shao e seus fieis amigos Boo-Boo (astuto e versátil – vivido por Tremaine Brown Jr.), Ra-Ra (a voz da razão – vivido por Skylan Brooks) e Dizzee (grafiteiro e pensador rebelde – vivido por Jaden Smith), além dos tios com que vive. Mylene tem seu pai, o quase fanático Pastor Ramon Cruz (Giancarlo Esposito) e sua mãe Lydia (Zabryna Guevara), dividida entre a igreja/família e desejos proibidos, além de suas inseparáveis amigas Regina (Shyrley Rodriguez) e Yolanda (Stefanée Martin). Em órbita ao redor desse grupo, há ainda o produtor de discos falido Jackie Moreno (Kevin Corrigan) que vê em Mylene sua chance de redenção, a professora Sra. Green (Yolonda Ross) que faz de tudo para dar um futuro para Zeke e, claro, a figura mítica, mas essa sim verdadeira, de Grandmaster Flash (Mamoudou Athie), um dos pais do hip hop e que também é produtor da série.

Tenho certeza que, olhando a lista de atores citados acima – com exceção de Kevin Corrigan, que fez, dentre outros, Os Bons Companheiros, Giancarlo Esposito, alçado à fama em Breaking Bad, Jimmy Smits, conhecido por NYPD Blue (Nova Iorque contra o Crime) e por ter vivido Bail Organa na Trilogia Prelúdio de Star Wars e, finalmente, Jaden Smith, filho de Will Smith -, todos os demais levantarão sobrancelhas e gerarão aquele ponto de interrogação na cabeça de muitos espectadores. E não é mesmo para menos, pois eles são, em grande parte, ilustres desconhecidos tirados do anonimato pela incrível escalação de Luhrmann e sua equipe.

Acreditem em mim quando digo que todos – até mesmo Jaden Smith – encarnaram seus papeis à perfeição. Justice Smith, egressos de papeis pequenos em séries e no longa Cidades de Papel, faz o papel chave do jovem angustiado por não saber o que é e o que pode ser. Ele sabe, lá no fundo, que é diferente dos demais, mas não tem coragem de suplantar seus receios e os estigmas sociais que pré-estabelecem sua posição no mundo. Quando ele recita seus poemas, é um espetáculo à parte, tamanha é sua tranquilidade e os sentimentos que consegue imprimir em cada verso. Herizen F. Guardiola, praticamente uma estreante, faz a jovem sonhadora que equilibra o pessimismo quase nihilista de Zeke. Sua voz (e ela mesmo que faz seus vocais) é magnífica e sua imagem de rainha do disco em formação é estruturada desde que a vemos pela primeira vez no coral da igreja de seu pai. Mas o personagem que realmente fascina é Shaolin Fantastic, vivido por um dos grandes atores jovens dos últimos anos: Shameik Moore. Tendo brilhado no longa tematicamente semelhante Um Deslize Perigoso (Dope), o ator mostra toda sua versatilidade aqui, fazendo um delinquente cujo maior desejo na vida é aprender com Grandmaster Flash a ser um DJ, o melhor de todos. Mas, para sobreviver, ele tem que jogar em todas as posições, satisfazendo Fat Annie (Lillias White), a mafiosa local que se parece muito com Úrsula, a bruxa de A Pequena Sereia, das mais diversas formas e cumprindo as tarefas mais bizarras para revelar-se para seu mestre. Shameik Moore é, definitivamente, um nome a se ter em mente como possível grande ator a despontar por aí.

Aliás, a relação de Shao com Flash é algo que vale nota pela originalidade do tratamento dispensado por Luhrmann. A relação mestre-aprendiz, aqui, ganha ares de filmes de kung-fu dos anos 70, com direito à trilha sonora típica, além de uma aura realmente mística dada a Flash, como os sênseis de filmes de Bruce Lee ou, mais modernamente, Pai Mei, de Kill Bill. E a escolha é esteticamente muito adequada dada a reverência que Shao sente por Flash e, claro, pela época em que a série se passa, durante o boom de filmes desse tipo.

Já que mencionei estética, o design de produção da série é algo de se tirar o chapéu. Sem esfregar na cara do espectador o estilo de uma década, o trabalho de figurino impressiona pelos detalhes e pelo quanto cada roupa caracteriza seus personagens. O vermelho de Shao – energia pura – contrastado com as cores em tons pasteis de Zeke – dúvida e uma certa linearidade – pulam ao olhos em figurinos que são levemente caricatos, mas cheios de personalidade. O mesmo vale para a reconstrução de época, com o uso de filmagens de arquivo, um leve e bem utilizado CGI e talvez algumas pinturas matte de complementação em tomadas em planos gerais. O Bronx destruído e falido de 1977 salta na tela e empresta o lado lúgubre em que a narrativa mais positiva acertadamente não mergulha, mantendo seu lado positivo mesmo nas situações mais sombrias.

No entanto, o desenrolar das diversas narrativas paralelas da série ganham ares repetitivos. Temos Zeke tentando descobrir quem é e Mylene e Shao tentando realizar seus respectivos sonhos. A congruência das histórias é ótima, mas suas progressões às vezes soam como se estivéssemos assistindo a uma corrida de obstáculos ou como uma gincana. Cria-se uma situação e logo aparece um obstáculo que, então, é ultrapassado, somente para que tudo seja repetido mais uma vez. E outra. E outra. Em apenas seis episódios, Luhrmann consegue abusar do artifício narrativo quase ao ponto de fragilizar sua obra irremediavelmente. Talvez esta seja mais uma razão para sustentar que a divisão em duas partes seja mesmo uma escolha acertada. É de se esperar que o caminho a ser seguido doravante seja diferente, mais desafiador e orgânico, mesmo considerando o tom de fábula que permeia todos os episódios.

Há, também, um certo didatismo exacerbado na narrativa. Cada episódio começa com cenas monocromáticas de um show de rap de um Zeke adulto (Daveed Diggs), em 1996. Nós o ouvimos cantar a situação a que então somos jogados em flashback. Se o artifício funciona perfeitamente bem no episódio de abertura, ele perde sua função nos seguintes, justamente por explicar demais e em minúcias o que aconteceu com nossos heróis no capítulo anterior e como está a situação sócio-política na cidade naquele momento. É que os roteiros trabalham muito bem suas explicações e essa reiteração é desnecessária e cansativa, ainda que leve apenas alguns segundos.

Finalmente, a velocidade da progressão narrativa e a pluralidade de personagens impede a total realização de seus respectivos potenciais. Há pouco espaço para um efetivo desenvolvimento das personalidades principais, o que reflete em uma espécie de freio para o desabrochar de toda a latitude do elenco. Com sub-tramas interessantes, mas em última análise desnecessárias (como a que envolve Papa Fuerte e Lydia), os focos no hip hop e na disco music não ganham o espaço que poderia realmente ganhar, por serem as linhas mestras da série. Talvez seja um problema sensível somente porque não há uma temporada completa para julgar adequadamente, pelo que só o tempo dirá.

Os leitores mais atentos provavelmente indagarão o porquê da nota máxima diante dos problemas que detectei e a pergunta realmente faz sentido. No entanto, The Get Down é um daqueles casos raros em que a emoção atropela a razão, em que os sentimentos falam mais alto e o coração batendo forte abafa as maquinações binárias do cérebro (e olha, isso vem de alguém que simplesmente não gosta de hip hop…). Sim, talvez se um robô estivesse escrevendo a presente crítica, a avaliação final fosse mais baixa (quatro estrelas, talvez?), mas não é – ainda – um robô que escreve aqui e, por isso, foi impossível avaliar com menos do que o máximo. Isso poderá mudar quando os demais episódios forem liberados, mas, agora, neste momento, é isso que me permiti fazer. Nem todo mundo é de ferro, não é mesmo?

The Get Down é série obrigatória. É daquelas que o espectador precisa parar e, muito mais do que apenas assistir, precisa sentir e deixar o bombardeio sensorial tomá-lo por completo. A experiência é realmente incrível e o sorriso no rosto é garantido.

The Get Down – 1ª Temporada, Parte 1 (EUA, 12 de agosto de 2016)
Criação: Baz Luhrmann, Stephen Adly Guirgis
Showrunner: Baz Luhrmann
Direção: Baz Luhrmann, Ed Bianchi, Andrew Bernstein, Michael Dinner
Roteiro: Baz Luhrman, Sam Bromell, Sinead Daly, Jacqui Rivera, T. Cooper, Allison Glock-Cooper, Stephen Adly Guirgis, Aaron Rahsaan Thomas, Seth Zvi Rosenfeld
Elenco: Justice Smith, Shameik Moore, Herizen F. Guardiola, Skylan Brooks, T.J. Brown Jr., Yahya Abdul-Mateen II, Jimmy Smits, Jaden Smith, Giancarlo Esposito, Mamoudou Athie, Yolonda Ross, Kevin Corrigan, Zabryna Guevara, Daveed Diggs, Lillias White, Barrington Walters Jr.
Disponibilização no Brasil na data de publicação da crítica: Netflix
Duração: 390 min. aprox. (6 episódios)

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61 comentários

Luiz Carlos 1 de fevereiro de 2017 - 23:13

Parabéns pela crítica. A série é realmente energética e surpreendente, fazendo com que os pequenos problemas passem despercebidos perto da grandiosidade de produção. Em relação ao primeiro episódio, é preciso confiar no trabalho do diretor e se reservar para as surpresas que virão em seguida. Muito contente após assistir a primeira parte de The Get Down.

Responder
Luiz Carlos 1 de fevereiro de 2017 - 23:13

Parabéns pela crítica. A série é realmente energética e surpreendente, fazendo com que os pequenos problemas passem despercebidos perto da grandiosidade de produção. Em relação ao primeiro episódio, é preciso confiar no trabalho do diretor e se reservar para as surpresas que virão em seguida. Muito contente após assistir a primeira parte de The Get Down.

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2017 - 02:15

Obrigado, @luizcarlosguimaraes98:disqus !

The Get Down é uma série inusitada e bem arriscada, eu diria. Mas quem vai até o film dificilmente desgosta do resultado, que achei brilhante!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2017 - 02:15

Obrigado, @luizcarlosguimaraes98:disqus !

The Get Down é uma série inusitada e bem arriscada, eu diria. Mas quem vai até o film dificilmente desgosta do resultado, que achei brilhante!

Abs,
Ritter.

Responder
Maria Elisa Cananéa 17 de janeiro de 2017 - 12:59

Do mesmo jeito que eu fiquei com um sorriso embasbacado no final da temporada, eu também fiquei ao terminar de ler sua crítica!! Realmente, The Get Down é emoção pura!!

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:23

Obrigado, @mariaelisacanana:disqus !

Agora é torcer para liberarem a segunda metade da temporada logo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:23

Obrigado, @mariaelisacanana:disqus !

Agora é torcer para liberarem a segunda metade da temporada logo!

Abs,
Ritter.

Responder
dudup 28 de agosto de 2016 - 17:42

Para olhos não-apurados, o primeiro episódio parece um pouco banal em seus primeiros 2/3. Os arquétipos são tradicionais e a estrutura narrativa indica caminhos bastante usuais. Porém os quesitos técnicos como figurino, trilha, fotografia e montagem deixam uma verdadeira trilha de jujubas para os apreciadores e persistentes no terço final, quando se explica o título da série. Que momento fantástico!! A série confirma que vai trilhar o caminho de “documentário encenado”, tal qual Narcos e tantos outros. Dito e feito! Grand Master Flash, Kool Herc e tantos outros sendo representados na tela com respeito e admiração, e momentos como a primeira aula do Shao (crayon!) mostram que mais do que entretenimento, é tributo e aprendizado combinados em um belissimo pacote.

Como pessoa que está em seus 40, foi grande apreciador dessa cultura e DJ em sua juventude, não poderia estar mais feliz!

PS: sobre as subtramas, eu acho que Herizen F Guardiola é muito mais parecida fisicamente com o Jimmy Smits do que com o Giancarlo Esposito, e está treta deve estar guardada para futuros episódios, o que vimos ali é só uma ponta

Responder
dudup 28 de agosto de 2016 - 17:42

Para olhos não-apurados, o primeiro episódio parece um pouco banal em seus primeiros 2/3. Os arquétipos são tradicionais e a estrutura narrativa indica caminhos bastante usuais. Porém os quesitos técnicos como figurino, trilha, fotografia e montagem deixam uma verdadeira trilha de jujubas para os apreciadores e persistentes no terço final, quando se explica o título da série. Que momento fantástico!! A série confirma que vai trilhar o caminho de “documentário encenado”, tal qual Narcos e tantos outros. Dito e feito! Grand Master Flash, Kool Herc e tantos outros sendo representados na tela com respeito e admiração, e momentos como a primeira aula do Shao (crayon!) mostram que mais do que entretenimento, é tributo e aprendizado combinados em um belissimo pacote.

Como pessoa que está em seus 40, foi grande apreciador dessa cultura e DJ em sua juventude, não poderia estar mais feliz!

PS: sobre as subtramas, eu acho que Herizen F Guardiola é muito mais parecida fisicamente com o Jimmy Smits do que com o Giancarlo Esposito, e está treta deve estar guardada para futuros episódios, o que vimos ali é só uma ponta

Responder
planocritico 30 de agosto de 2016 - 15:34

@dudup:disqus , não poderia ter dito melhor! Uma grande série de um criador extremamente ousado e conhecedor de música.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 30 de agosto de 2016 - 15:34

@dudup:disqus , não poderia ter dito melhor! Uma grande série de um criador extremamente ousado e conhecedor de música.

Abs,
Ritter.

Responder
Clark-Rio2 26 de agosto de 2016 - 19:42

Ritter,

Eu odiei o primeiro episodio e parei.
Achei edição ruim e o roteiro meio previsível…muitas coincidências.
Eu do Luhrmann…e me decepcionou.
Estou sendo chato em não dar uma segunda chance???

Responder
Clark-Rio2 26 de agosto de 2016 - 19:42

Ritter,

Eu odiei o primeiro episodio e parei.
Achei edição ruim e o roteiro meio previsível…muitas coincidências.
Eu do Luhrmann…e me decepcionou.
Estou sendo chato em não dar uma segunda chance???

Responder
planocritico 26 de agosto de 2016 - 23:37

@thierryfgo:disqus , se você teve uma reação tão forte assim ao primeiro episódio, então dificilmente gostará da série. Mesmo assim, acho que você deveria assistir pelo menos o segundo episódio, pois, como mencionei na crítica, apenas o primeiro tem realmente a “marca” de Luhrmann. Os demais são mais, digamos, “normais” e pode ser que, com isso, você consiga apreciar a história e o que ele tentou iniciar com as doideiras do primeiro. Mas é aquilo: não dou garantias! HAHAHHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2016 - 23:37

@thierryfgo:disqus , se você teve uma reação tão forte assim ao primeiro episódio, então dificilmente gostará da série. Mesmo assim, acho que você deveria assistir pelo menos o segundo episódio, pois, como mencionei na crítica, apenas o primeiro tem realmente a “marca” de Luhrmann. Os demais são mais, digamos, “normais” e pode ser que, com isso, você consiga apreciar a história e o que ele tentou iniciar com as doideiras do primeiro. Mas é aquilo: não dou garantias! HAHAHHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
NOT jason todd 26 de agosto de 2016 - 13:53

Terminei a primeira parte da série neste exato momento e estou sem palavras.Foi algo fantastico de se assistir.Vc sabe que uma serie é boa quando eles conseguem abstrair o Jaden Smith de ferrar com ela.Com destaque para alem de tudo que foi dito na critica e nos comentarios abaixo alguns personagens que realmente surpreenderam como aquele jackie moreno que eu achei que seria apenas mais em golpista e terminou sendo um cara legal,e o tio da Mylene que eu desconfiava desde certo episodio que ele era o pai dela mas meio que confirmaram no ultimo ou eu deixei passar algo em algum anterior.Gostei mto do protagonista e principalmente do Shaolin e seus caratê falso.A unica coisa que realmente me estranha é ver o gus fring pregando em ingreja nos anos 70,mas ainda assim ansioso para a proxima parte e tomara que seja renovada

Responder
planocritico 26 de agosto de 2016 - 23:40

Acho que você não gosta do Jaden Smith… Só acho… kkkkkkkkkk

Mas que bom que gostou da série, @disqus_oVP31CVmL5:disqus ! É um baita trabalho arriscado do Luhrmann que exige um certo estado de espírito para gostar. Mas confesso que adorei cada segundo do que vi.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2016 - 23:40

Acho que você não gosta do Jaden Smith… Só acho… kkkkkkkkkk

Mas que bom que gostou da série, @disqus_oVP31CVmL5:disqus ! É um baita trabalho arriscado do Luhrmann que exige um certo estado de espírito para gostar. Mas confesso que adorei cada segundo do que vi.

Abs,
Ritter.

Responder
NOT jason todd 26 de agosto de 2016 - 13:53

Terminei a primeira parte da série neste exato momento e estou sem palavras.Foi algo fantastico de se assistir.Vc sabe que uma serie é boa quando eles conseguem abstrair o Jaden Smith de ferrar com ela.Com destaque para alem de tudo que foi dito na critica e nos comentarios abaixo alguns personagens que realmente surpreenderam como aquele jackie moreno que eu achei que seria apenas mais em golpista e terminou sendo um cara legal,e o tio da Mylene que eu desconfiava desde certo episodio que ele era o pai dela mas meio que confirmaram no ultimo ou eu deixei passar algo em algum anterior.Gostei mto do protagonista e principalmente do Shaolin e seus caratê falso.A unica coisa que realmente me estranha é ver o gus fring pregando em ingreja nos anos 70,mas ainda assim ansioso para a proxima parte e tomara que seja renovada

Responder
Ricardo Heydersoon 18 de agosto de 2016 - 18:34

Muito boa, a Netflix está se superando. Único ponto negativo é que eu ainda acho o Jaden muito artificial. Pra mim está no topo com a melhores séries atuais. Só eu que estou gostando desse negócio de uns 6 ou 8 episódios por temporada? Meu deus, esse formato é lindo, é incrível.

Responder
planocritico 23 de agosto de 2016 - 16:47

@ricardoheydersoon:disqus , Jaden não tem tanto destaque assim para atrapalhar, eu acho. Já sobre o formato, também gosto de séries curtas. Mas essa temporada tem 12 episódios que serão distribuídos em duas partes de 6. Mesmo assim, acho que ficou ideal, mas seria mais ideal ainda se eles já anunciassem quando a segunda parte será liberada…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de agosto de 2016 - 16:47

@ricardoheydersoon:disqus , Jaden não tem tanto destaque assim para atrapalhar, eu acho. Já sobre o formato, também gosto de séries curtas. Mas essa temporada tem 12 episódios que serão distribuídos em duas partes de 6. Mesmo assim, acho que ficou ideal, mas seria mais ideal ainda se eles já anunciassem quando a segunda parte será liberada…

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Heydersoon 23 de agosto de 2016 - 16:58

Sei lá, acho que dividir uma temporada em duas partes sendo lançadas com uma diferença de um ano pra mim é duas temporadas hahahaha. O Jaden me irrita desde que o pai dele tentava forçar ele em todos os filmes rsrsrs, é mais pirraça minha mesmo. Queria discutir mais sobre a série, mais tenho textos pra ler e resenhas pra fazer, nem devia estar aqui agora rsrsrsrs.

Responder
Ricardo Heydersoon 23 de agosto de 2016 - 16:58

Sei lá, acho que dividir uma temporada em duas partes sendo lançadas com uma diferença de um ano pra mim é duas temporadas hahahaha. O Jaden me irrita desde que o pai dele tentava forçar ele em todos os filmes rsrsrs, é mais pirraça minha mesmo. Queria discutir mais sobre a série, mais tenho textos pra ler e resenhas pra fazer, nem devia estar aqui agora rsrsrsrs.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2016 - 01:31

@ricardoheydersoon:disqus , sim, com certeza parecem duas temporadas, até porque eles foram espertos e esses seis episódios fecharam direitinho um arco. Tomara que não demorem tanto para lançar a outra parte.

Sobre Jaden, entendo perfeitamente sua implicância com ele. Pessoalmente também não gosto do jovem, mas em The Get Down ele funcionou no papel subsidiário “maluco beleza” que ele ganhou.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Heydersoon 23 de agosto de 2016 - 16:59

PS: Gostei da sua critica, como sempre tem seus argumentos e suas opiniões e sempre imparcial.

Responder
Ricardo Heydersoon 23 de agosto de 2016 - 16:59

PS: Gostei da sua critica, como sempre tem seus argumentos e suas opiniões e sempre imparcial.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2016 - 01:29

Obrigado, @ricardoheydersoon:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de agosto de 2016 - 01:29

Obrigado, @ricardoheydersoon:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Heydersoon 18 de agosto de 2016 - 18:34

Muito boa, a Netflix está se superando. Único ponto negativo é que eu ainda acho o Jaden muito artificial. Pra mim está no topo com a melhores séries atuais. Só eu que estou gostando desse negócio de uns 6 ou 8 episódios por temporada? Meu deus, esse formato é lindo, é incrível.

Responder
Junito Hartley 17 de agosto de 2016 - 00:19

Eu estava relutante em ver a serie por achar que era aquele musical que a pessoa sai do nada cantando, mais ai me informei e dei uma chance na serie e gostei de mais, e temos que dar os parabéns pro elenco que na sua maioria como vc disse eram quase que estreante, gostei de todos os personagens, principalmente o shaolin fantastic, puta ator, ja conhecia ele do filme DOPE, e eu ficava sempre esperando ele fazer aquelas danças dos créditos do filme DOPE hehe.

De negativo, fiquei surpreso quando vc disse que essa foi a serie mais cara da netflix, porque achei o CGI fraco, e desafio quem consegue me dizer quantas vezes filmaram o trem passando.

PS: A segunda parte da serie ja foi filmada e so vao lançar ano que vem? Ou vao filmar pra ai sim lança-la?

Responder
planocritico 18 de agosto de 2016 - 12:31

@Junito_Silva:disqus , realmente o Shameik Moore é o grande destaque da série. Mas a dupla “Romeu e Julieta” também funcionou muito bem.

Acho que o valor por episódio leva em conta todo os vários anos de produção da série. Aí tudo fica caro mesmo. Sobre o trem, note que ele tem função narrativa, sendo importantíssimo na história como o veículo de divulgação da arte de rua da parte pobre da cidade para a parte rica da cidade, sendo também justamente o elemento que reúne a “realidade” e a “ficção”.

Sobre a segunda parte, realmente não sei, mas diria que, sob o ponto de vista financeiro, pelo menos as filmagens já devem ter sido feitas, pois fazê-las em dois momentos diferentes encarece demais a produção. O que pode faltar são os efeitos especiais, sincronização da trilha, montagem, ou seja, toda a pós-produção. Depende muito de quando a segunda parte será liberada.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de agosto de 2016 - 12:31

@Junito_Silva:disqus , realmente o Shameik Moore é o grande destaque da série. Mas a dupla “Romeu e Julieta” também funcionou muito bem.

Acho que o valor por episódio leva em conta todo os vários anos de produção da série. Aí tudo fica caro mesmo. Sobre o trem, note que ele tem função narrativa, sendo importantíssimo na história como o veículo de divulgação da arte de rua da parte pobre da cidade para a parte rica da cidade, sendo também justamente o elemento que reúne a “realidade” e a “ficção”.

Sobre a segunda parte, realmente não sei, mas diria que, sob o ponto de vista financeiro, pelo menos as filmagens já devem ter sido feitas, pois fazê-las em dois momentos diferentes encarece demais a produção. O que pode faltar são os efeitos especiais, sincronização da trilha, montagem, ou seja, toda a pós-produção. Depende muito de quando a segunda parte será liberada.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 17 de agosto de 2016 - 00:19

Eu estava relutante em ver a serie por achar que era aquele musical que a pessoa sai do nada cantando, mais ai me informei e dei uma chance na serie e gostei de mais, e temos que dar os parabéns pro elenco que na sua maioria como vc disse eram quase que estreante, gostei de todos os personagens, principalmente o shaolin fantastic, puta ator, ja conhecia ele do filme DOPE, e eu ficava sempre esperando ele fazer aquelas danças dos créditos do filme DOPE hehe.

De negativo, fiquei surpreso quando vc disse que essa foi a serie mais cara da netflix, porque achei o CGI fraco, e desafio quem consegue me dizer quantas vezes filmaram o trem passando.

PS: A segunda parte da serie ja foi filmada e so vao lançar ano que vem? Ou vao filmar pra ai sim lança-la?

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michæl 15 de agosto de 2016 - 16:59

Eu achei o primeiro episódio bem fraco, eu realmente esperava uma série musical onde eles levantam e saem cantando (e apenas hip hop, o que seria incrível) mas a Mylene me ganhou no segundo episódio. A força de vontade dela de querer ser uma cantora e ir contra os desejos do pai (que é um alienado da p***) me prenderam e agora estou quase terminando a temporada. Espero que melhore, há muita coisa acontecendo e eu me perco em meio a tantos eventos mas é boa sim, vale a pena ser conferida.

Responder
planocritico 15 de agosto de 2016 - 18:33

Entendo, mas cuidado ao projetar o que você espera, colocando eventual culpa de não ter suas expectativas cumpridas em algo que a série não é. De toda forma, repare como muitos dos diálogos do primeiro episódio são em versos disfarçados. Não é exatamente música, mas a musicalidade está presente quase o tempo todo. Mas que bom que você começou a gostar depois do segundo episódio.

Quando acabar, volte aqui se quiser para passar suas impressões!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de agosto de 2016 - 18:33

Entendo, mas cuidado ao projetar o que você espera, colocando eventual culpa de não ter suas expectativas cumpridas em algo que a série não é. De toda forma, repare como muitos dos diálogos do primeiro episódio são em versos disfarçados. Não é exatamente música, mas a musicalidade está presente quase o tempo todo. Mas que bom que você começou a gostar depois do segundo episódio.

Quando acabar, volte aqui se quiser para passar suas impressões!

Abs,
Ritter.

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Al_gostino 15 de agosto de 2016 - 11:51

Oi Ritter! Assisti ontem o primeiro episódio e fiquei também um
pouco dividido! A série é excelente e tem muito mais pontos positivos do que
negativos, porém, mesmo tentando entender todo o contexto da época, ambientação
e outros fatores, achei tudo um pouco over e caricato, mostra uma certa inocência
que chega ser cômica como por exemplo o fato do Shao (pelo menos no primeiro
episódio ele É a série) estar sempre correndo e dando cambalhotas a todo
momento (eu e meu filho de 9 anos nos divertirmos demais com essas cenas)….é
muita informação de maneira rápida demais, não há “fôlego”, achei algumas
tomadas repetitivas demais, como sempre mostrar algum prédio pegando fogo ou o metrô
passando a todo momento…claro esses pontos “negativos” que achei trazem muita
originalidade para a série, com certeza estou ansioso para ver o 2º capítulo
hoje….traz muito estilo, realmente é um trabalho para assistir com a mente
aberta.

Vou postar o q eu achei do
restante.

Abraço parabéns pela crítica!

Responder
planocritico 15 de agosto de 2016 - 12:46

Olá, @disqus_RYJJohc0X7:disqus ! Obrigado pelo comentário! Realmente é um primeiro episódio estranho. Mas essa é uma marca clássica de Baz Luhrmann. Não sei se você viu os demais filmes dele, especialmente os da Trilogia da Cortina Vermelha, mas ele adora o exagero e a criação de universo de fábula. Acho que é daí que vem sua impressão de coisa “over” e “caricata” e que você não deixa de ter razão.

Mas, como mencionei na crítica, a série muda já a partir do episódio seguinte e fica mais pé no chão. Eu particularmente adorei o primeiro episódio, mas entendo perfeitamente algum grau de rejeição. No entanto, tenho a impressão que, com a “normalização” da narrativa, você talvez goste mais do resultado.

E não deixe de voltar aqui para deixar suas impressões mesmo não! Em relação ao seu filho, apenas fique atento para alguns momentos mais violentos durante a série. Há algumas mortes (poucas) bastante explícitas. Há menção a sexo também, mas acho que com 9 anos isso vai passar voando pela cabeça dele… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Al_gostino 15 de agosto de 2016 - 14:46

É exatamente isso, há um tom fábula…reparou no começo quando era apresentado o Shaolin Fantastic sem mostrar o rosto dele?
Algumas cenas são impróprias para crianças, meu filho viu a cena da morte e de um garoto fumando maconha (que ele achava que era cigarro e falei que não podia fazer isso, que faz mal pra saúde e etc..)…realmente não é indicado criança assistir, a não ser as cenas
de dança e a maioria que envolvem o Shao

….E nunca me interesse pelos filmes do Baz, mas vou pesquisar melhor e assistir alguns.

Abraço

Responder
planocritico 15 de agosto de 2016 - 15:15

Sim, o começo com Shaolin pulando de um lado para o outro e a câmera focando só no tênis dele é exatamente o tipo de coisa que Luhrmann gosta de fazer.

Sobre os demais filme dele, cara, confesso que gosto muito, mas eu sempre gostei de musicais, sejam no estilo “começa a cantar do nada”, seja no estilo The Get Down que nem é bem um musical. Acho que vale tentar assistir pelo menos Moulin Rouge, que considero o melhor dele.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de agosto de 2016 - 15:15

Sim, o começo com Shaolin pulando de um lado para o outro e a câmera focando só no tênis dele é exatamente o tipo de coisa que Luhrmann gosta de fazer.

Sobre os demais filme dele, cara, confesso que gosto muito, mas eu sempre gostei de musicais, sejam no estilo “começa a cantar do nada”, seja no estilo The Get Down que nem é bem um musical. Acho que vale tentar assistir pelo menos Moulin Rouge, que considero o melhor dele.

Abs,
Ritter.

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Al_gostino 15 de agosto de 2016 - 14:46

É exatamente isso, há um tom fábula…reparou no começo quando era apresentado o Shaolin Fantastic sem mostrar o rosto dele?
Algumas cenas são impróprias para crianças, meu filho viu a cena da morte e de um garoto fumando maconha (que ele achava que era cigarro e falei que não podia fazer isso, que faz mal pra saúde e etc..)…realmente não é indicado criança assistir, a não ser as cenas
de dança e a maioria que envolvem o Shao

….E nunca me interesse pelos filmes do Baz, mas vou pesquisar melhor e assistir alguns.

Abraço

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planocritico 15 de agosto de 2016 - 12:46

Olá, @disqus_RYJJohc0X7:disqus ! Obrigado pelo comentário! Realmente é um primeiro episódio estranho. Mas essa é uma marca clássica de Baz Luhrmann. Não sei se você viu os demais filmes dele, especialmente os da Trilogia da Cortina Vermelha, mas ele adora o exagero e a criação de universo de fábula. Acho que é daí que vem sua impressão de coisa “over” e “caricata” e que você não deixa de ter razão.

Mas, como mencionei na crítica, a série muda já a partir do episódio seguinte e fica mais pé no chão. Eu particularmente adorei o primeiro episódio, mas entendo perfeitamente algum grau de rejeição. No entanto, tenho a impressão que, com a “normalização” da narrativa, você talvez goste mais do resultado.

E não deixe de voltar aqui para deixar suas impressões mesmo não! Em relação ao seu filho, apenas fique atento para alguns momentos mais violentos durante a série. Há algumas mortes (poucas) bastante explícitas. Há menção a sexo também, mas acho que com 9 anos isso vai passar voando pela cabeça dele… 🙂

Abs,
Ritter.

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Al_gostino 15 de agosto de 2016 - 11:51

Oi Ritter! Assisti ontem o primeiro episódio e fiquei também um
pouco dividido! A série é excelente e tem muito mais pontos positivos do que
negativos, porém, mesmo tentando entender todo o contexto da época, ambientação
e outros fatores, achei tudo um pouco over e caricato, mostra uma certa inocência
que chega ser cômica como por exemplo o fato do Shao (pelo menos no primeiro
episódio ele É a série) estar sempre correndo e dando cambalhotas a todo
momento (eu e meu filho de 9 anos nos divertirmos demais com essas cenas)….é
muita informação de maneira rápida demais, não há “fôlego”, achei algumas
tomadas repetitivas demais, como sempre mostrar algum prédio pegando fogo ou o metrô
passando a todo momento…claro esses pontos “negativos” que achei trazem muita
originalidade para a série, com certeza estou ansioso para ver o 2º capítulo
hoje….traz muito estilo, realmente é um trabalho para assistir com a mente
aberta.

Vou postar o q eu achei do
restante.

Abraço parabéns pela crítica!

Responder
Rafael Gardiolo 14 de agosto de 2016 - 15:51

Não sabia que era do Baz Luhrmann! Vou começar a assistir agora. Quanto mais acompanho a carreira dele mais Austrália parece um acidente.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 16:36

He, he. Luhrmann é o mestre da extravagância moderna. O problema de Austrália é que não é um musical. O cara está em seu meio quando faz musicais ou obras relacionadas com música. The Get Down é o Moulin Rouge do hip hop!

Assista e depois me diga o que achou!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 16:36

He, he. Luhrmann é o mestre da extravagância moderna. O problema de Austrália é que não é um musical. O cara está em seu meio quando faz musicais ou obras relacionadas com música. The Get Down é o Moulin Rouge do hip hop!

Assista e depois me diga o que achou!

Abs,
Ritter.

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Rafael Gardiolo 14 de agosto de 2016 - 15:51

Não sabia que era do Baz Luhrmann! Vou começar a assistir agora. Quanto mais acompanho a carreira dele mais Austrália parece um acidente.

Responder
Luiz Cardoso 14 de agosto de 2016 - 13:44

Eu fiquei bem dividido com o primeiro episódio, a estética blaxploitation das cenas de ação não me agradaram (tá, eu entendo que foi proposital, mas me pareceu meio automático), e a trilha sonora, apesar de maravilhosa, podia ter sido editada para que os cortes fossem mais fluidos.

Nada que tire o brilho da série, achei ela sensacional, a maneira como ele trata os problemas da população negra e latina é impressionante e orgânica.

Responder
Luiz Cardoso 14 de agosto de 2016 - 13:44

Eu fiquei bem dividido com o primeiro episódio, a estética blaxploitation das cenas de ação não me agradaram (tá, eu entendo que foi proposital, mas me pareceu meio automático), e a trilha sonora, apesar de maravilhosa, podia ter sido editada para que os cortes fossem mais fluidos.

Nada que tire o brilho da série, achei ela sensacional, a maneira como ele trata os problemas da população negra e latina é impressionante e orgânica.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 14:19

@luiz_cardoso:disqus , acho que Luhrmann quis ir além do blaxploitation. Ele realmente criou – para mim, pelo menos – uma atmosfera de fábula, quase fantasia, no primeiro episódio e o ritmo me agradou muito.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 14:19

@luiz_cardoso:disqus , acho que Luhrmann quis ir além do blaxploitation. Ele realmente criou – para mim, pelo menos – uma atmosfera de fábula, quase fantasia, no primeiro episódio e o ritmo me agradou muito.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Cardoso 14 de agosto de 2016 - 19:14

Isso é verdade. Outro ponto positivo é como ele aborda temas maniqueístas ao redor dos protagonistas, e não como características deles. Exemplo disso no primeiro episódio é a música que Zeke leva para a boate, é a favorita da Mylene e tem uma influencia pesada do Gospel de adoração, simbolizando o divino, mas quando Cadillac vem pra pista desafiando o casal, o que toca é Devil’s Gun, suja e profana. A vantagem de usar outros elementos para explicar a psique dos personagens é que dá pra aprofunda-los em assuntos cinzentos (tipo pilhar a discoteca do cara que te ferrou).

Responder
Luiz Cardoso 14 de agosto de 2016 - 19:14

Isso é verdade. Outro ponto positivo é como ele aborda temas maniqueístas ao redor dos protagonistas, e não como características deles. Exemplo disso no primeiro episódio é a música que Zeke leva para a boate, é a favorita da Mylene e tem uma influencia pesada do Gospel de adoração, simbolizando o divino, mas quando Cadillac vem pra pista desafiando o casal, o que toca é Devil’s Gun, suja e profana. A vantagem de usar outros elementos para explicar a psique dos personagens é que dá pra aprofunda-los em assuntos cinzentos (tipo pilhar a discoteca do cara que te ferrou).

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 20:36

Com certeza. E quando a música composta e cantada por Mylene é alçada a sucesso absoluto justamente diante do público que o pai dela NÃO quer alcançar, com o título dúbio, que funciona tanto dentro da igreja quanto no “inferninho” para aonde Thor leva Rumi? Achei uma jogada clichê, mas que funcionou de maneira brilhante.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 20:36

Com certeza. E quando a música composta e cantada por Mylene é alçada a sucesso absoluto justamente diante do público que o pai dela NÃO quer alcançar, com o título dúbio, que funciona tanto dentro da igreja quanto no “inferninho” para aonde Thor leva Rumi? Achei uma jogada clichê, mas que funcionou de maneira brilhante.

Abs,
Ritter.

Responder
Kevin Rick 14 de agosto de 2016 - 12:49

Ótima crítica. E que série perfeita! Eu não sei nem oque pontuar… Só gostaria de destacar uma cena. A cena em que o Jackie Moreno improvisa a música para o Pastor e ao mesmo tempo o Ezekiel cantando do outro lado da cidade pra provar sua inocência. A forma como essa cena foi conduzida, a qualidade cinematográfica, musical e do elenco. Para mim, foi simplesmente espetacular, uma das cenas mais incríveis que já vi. Mais uma vez a Netflix acerta… E agora que venha Luke Cage, Black Mirror e The Crown! Rsrs

Responder
planocritico 14 de agosto de 2016 - 14:20

@kevin_rick:disqus , essa é mesmo uma séria magnífica ou, ao menos, é o que pintam esses seis episódios. Espero que na próxima parte eles mudem o ritmo, senão periga cair em um certo marasmo.

E concordo com você sobre a sequência que você descreveu. Aliás, há várias montagens paralelas como essa que são realmente incríveis e emocionantes.

Abs,
Ritter.

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planocritico 14 de agosto de 2016 - 14:20

@kevin_rick:disqus , essa é mesmo uma séria magnífica ou, ao menos, é o que pintam esses seis episódios. Espero que na próxima parte eles mudem o ritmo, senão periga cair em um certo marasmo.

E concordo com você sobre a sequência que você descreveu. Aliás, há várias montagens paralelas como essa que são realmente incríveis e emocionantes.

Abs,
Ritter.

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Kevin Rick 14 de agosto de 2016 - 12:49

Ótima crítica. E que série perfeita! Eu não sei nem oque pontuar… Só gostaria de destacar uma cena. A cena em que o Jackie Moreno improvisa a música para o Pastor e ao mesmo tempo o Ezekiel cantando do outro lado da cidade pra provar sua inocência. A forma como essa cena foi conduzida, a qualidade cinematográfica, musical e do elenco. Para mim, foi simplesmente espetacular, uma das cenas mais incríveis que já vi. Mais uma vez a Netflix acerta… E agora que venha Luke Cage, Black Mirror e The Crown! Rsrs

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