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Crítica | The Gifted – 2X16: oMens

por Ritter Fan
141 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios da série.

O final da segunda temporada de The Gifted deixa muito claro o potencial que essa série tem. Mesmo que ela não tenha sido fenomenal até aqui, em retrospecto é perfeitamente possível afirmar que Matt Nix mais acertou do que errou. Sim, sou o primeiro a reconhecer que a promessa de uma Lorna Dane poderosa nunca se concretizou e que John Proudstar e Jace Turner foram mal aproveitados, mas, quando balanceamos pontos positivos e negativos, os primeiros merecem exaltação: a família Strucker (incluindo e especialmente Caitlin, a única sem gene X) ganhou excelente desenvolvimento, com o legado que o nome carrega pesando sobre as ações do presente e Clarice Fong saiu de uma mutante perdida para uma grande líder, às vezes a única a enxergar as diversas situações com clareza.

E, com oMens, Matt Nix entrega um encerramento que pode ser tanto da temporada quanto da série, já que o arco que lidava com o plano de Reeva de forçar a emancipação de uma nação mutante pela incitação de uma revolta, manipulando os Purificadores por intermédio de Benedict Ryan, chegou ao seu fim. Uma história completa foi contada. E isso é importante em razão do futuro ainda incerto da série, especialmente agora com a aquisição de grande parte da Fox pela Disney e o caminho para a consolidação de todas as propriedades Marvel dentro de um mesmo universo. Portanto, se essa for a despedida de The Gifted, ela foi mais que digna. Se tivermos mais, com a promessa da reconstrução da Resistência Mutante e o de um futuro apocalíptico anunciado pela volta de Blink do mundo dos mortos (pode ser a mesma ou uma versão de outra dimensão, claro), desta vez com suas famosas adagas e de uniforme, então melhor ainda.

Tentando não deixar pontas soltas, o roteiro do próprio Nix parte imediatamente da fúria de Reeva pela defecção de Lorna e Andy, colocando seus Purificadores para exterminar de vez com a Resistência que está toda conveniente e burramente entocada no mesmo lugar, pensando no que fazer. Mas a conveniência narrativa, que conta também não com um ataque bem planejado de Jace e de seus minions, mas com sua escolha por “sitiar” o local, o que faz zero de sentido, paga polpudos dividendos. O primeiro deles é simples, mas muito eficaz, com a chegada stealth das Irmãs Stepford que fazem uso do poder de invisibilidade de Fade para sequestrar Andy e Lauren. Finalmente a telepatia ganha bom uso na temporada, já que a última vez que vimos as três agindo de verdade usando seus poderes foi na espetacular “fuga da prisão” lá atrás em eXploited, há muito, muito tempo. O segundo é, sem dúvida alguma, a redenção de John Proudstar que não só usa a pintura de guerra de sua contrapartida dos quadrinhos como finalmente aceita o codinome Thunderbird e sua herança mutante. De machadinha em punho, ele sozinho atropela os Purificadores que não tem chance diante de sua vingança. Não é a sequência mais bem coreografada do mundo e, novamente, há conveniências narrativas relacionadas com os ataques corporais empreendidos pelos caipiras preconceituosos enquanto eles poderiam simplesmente não parar de atirar e de jogar granadas, mas o que valeu de verdade foi o espírito da coisa, além da entrada de Erg no jogo e o momento em que Jace finalmente deixa às claras novamente seus impulsos suicidas, ainda que sua morte nunca efetivamente tenha me passado pela cabeça.

O interessante desse conflito é que ele catalisa todo o restante do episódio, com as telepatas forçando Andy e Lauren a formar o Fenris e destruir o prédio dos Sentinel Services, esgotando-nos no processo e colocando Esme de uma vez por todas do lado de Lorna. Sem os jovens Strucker no páreo, cabem aos demais invadir o prédio do Círculo Interno, tornando os flashbacks focados em Reed muito óbvios: ele não tem como sobreviver. Sua incapacidade de controlar seus poderes e toda a maneira como ele foi meticulosamente tratado ao longo da temporada só podiam levar a esse resultado e seu sacrifício ressona bem no episódio, mesmo que seu embate com Reeva – graças à forma como os poderes da vilã se manifestam – não tenha sido de encher os olhos. Mas ele foi funcional, lógico e dramático o suficiente para colocar um ponto final na série se for essa a decisão da Disney.

Com uma dose extra de CGI para compensar todos os episódios em que ele não deu as caras, oMens deixa evidente que Matt Nix sabe contar uma história eficiente de super-heróis que não precisa de muitos fogos de artifício ou uniformes espalhafatosos. Focando em seus personagens, ainda que errando em alguns, o showrunner entregou o final que a série merecia ou – cruzemos os dedos – a ponte que esperamos para uma nova fase caso haja renovação.

The Gifted – 2X16: oMens (EUA, 26 de fevereiro de 2019)
Criação e Showrunner: Matt Nix
Direção: Robert Duncan McNeill
Roteiro: Matt Nix
Elenco: Stephen Moyer, Amy Acker, Sean Teale, Natalie Alyn Lind, Percy Hynes White, Coby Bell, Jamie Chung, Blair Redford, Emma Dumont, Skyler Samuels, Grace Byers, Michael Luwoye, Jeffrey Nordling, James Carpinello, Carsten Norgaard
Duração: 45 min.

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34 comentários

Jose Claudio Gomes de Souza 3 de março de 2019 - 20:48

Ritter, me tira uma dúvida, por favor. Os poderes da Reeva afetam humanos ou somente mutantes?

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planocritico 4 de março de 2019 - 00:44

Realmente não sei!

Abs,
Ritter.

Responder
Jose Claudio Gomes de Souza 4 de março de 2019 - 21:42

Pois, é, fiquei pensando nisso por que se afetam apenas os mutantes, bastaria o Reed ter levado a Kate para enfrentar a Reeva. Enquanto essa se preocupasse com o Reed a Kate agiria. Não precisaria ter tido o batido recurso do sacrifício de um em prol dos outros. Enfim, a única coisa que gostei foi o final De Volta Para o Futuro. E já correm rumores sobre o cancelamento da série.

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planocritico 9 de março de 2019 - 19:35

Sim, sim. É que nem o Fade. O cara é invisível. E só… Bastou tomar uns tiros da Caitlin e pronto…

Abs,
Ritter.

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PatoPagode2002 1 de março de 2019 - 18:18

Eu não sei se foi comentado antes já, porém, possivelmente, se houvesse outras duas temporadas, possivelmente teriam em seus títulos – em letra maiuscula – “E” e “N” respectivamente, meio que completando o nome “X-MEN” (Curiosidade nada curiosa hauhauahua). Mas comentando sobre o final, lembrei que se for realmente cancelada, tem como enganchar com o filme Dias de Um Futuro Esquecido, certo? Mas se for o caso, poucos mutantes da equipe restariam (nesse caso, o Thunderbird, a Blink e acho que mais um que apareceu no filme).
Foi muito bom poder chegar novamente em um season finale acompanhando suas criticas Ritter. Sempre que há uma mídia nova da Marvel, a primeira fonte de pesquisa e tua uahauhauau.
Esperando agora por AoS que vai voltar com tudo agora!

Abs,
PatoPagode2002.

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planocritico 1 de março de 2019 - 19:20

Obrigado pelo prestígio, @wendersongarreto:disqus ! É um prazer trocar ideias com os leitores.

Sobre as letras, acho que era esse o objetivo mesmo. Tomara que tenhamos mais uma temporada, ainda que eu ache difícil.

Não tinha pensando, mas gostei MUITO desse encaixe “forçado” com o filme se essa for a última temporada. Gosto de pensar que o Thunderbird e a Blink de lá são os mesmos da série. Fecha um círculo (capenga, mas fecha!).

E AoS volta em maio! Contagem regressiva!!!

Abs,
Ritter.

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Huckleberry Hound 1 de março de 2019 - 10:25

Se tiver terceira temporada por favor tragam Reed Strucker de volta eu gosto mais dele que a Blink e o Jace pode abraçar a escuridão e ser o vilão principal ou vai ficar chorando nos corredores!

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planocritico 1 de março de 2019 - 14:02

Sim, o Jace precisa mesmo ir de vez para o lado sombrio e tornar-se o grande vilão. Mas trazer o Reed de volta seria trair todo o sacrifício que ele fez. Também gosto muito dele, mas pelo menos esse Reed não deveria voltar. Já um Reed de outra dimensão, com pleno controle sobre seus poderes (assim como acho que essa Blink é uma outra Blink) seria bem bacana!

Abs,
Ritter.

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Vanessa Sales 1 de março de 2019 - 09:09

Eu larguei a série no episódio 5. Assisti o último episódio porque da pra ver que provavelmente a série vai ser cancelada. Percebi que não perdi nada largando a série,não houve melhora nenhuma.

Responder
planocritico 1 de março de 2019 - 14:02

Melhorou e muito, mas tudo bem.

Abs,
Ritter.

Responder
Gui Alvim 28 de fevereiro de 2019 - 23:54

Eu gostei bastante, fazia tempo que nada ligado aos X-MEN me empolgava. Como moro no interior e revistas sao difíceis aqui, vou rever a série animada original e seus maravilhosos 76 capítulos. Não acredito na continuidade devido as ações da Disney, mas a esperança e o Wolverine são os ultimos que morrem. Parabéns pela crítica detalhada.

Responder
Leví Vieira 1 de março de 2019 - 00:09

Sou da mesmo situação que vc T_T

Responder
Gui Alvim 28 de fevereiro de 2019 - 23:54

Eu gostei bastante, fazia tempo que nada ligado aos X-MEN me empolgava. Como moro no interior e revistas sao difíceis aqui, vou rever a série animada original e seus maravilhosos 76 capítulos. NaN acredito na continuidade devido as ações da Disney mas a esoeesper e o Wolverine sao os ulúltim que mirrem. ParabePa pela crítica detalhada.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 23:55

Obrigado, @disqus_Qkz70rJwuQ:disqus !

Também não acredito na continuidade da série, mas será uma pena ficarmos sem The Gifted.

Abs,
Ritter.

Responder
Leví Vieira 28 de fevereiro de 2019 - 23:01

Foi muito massa ver a Blink no final do episódio! Lembrei da questão das marcas no rosto dela e passei quadro a quadro pra ver se encontrava algum upgrade, mas não consegui perceber. Talvez seja a mesma Clarice :”)

Queria muito que a série continuasse! T_T

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 23:55

Também queria!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 28 de fevereiro de 2019 - 22:30

Ótima critica. Aquele Blink parece ser outra versão, ela é mais proxima dos quadrinhos usa os cristais no portal e etc. Só não é vilã como tem que ser, o produtor disse que se tiver a terceira ele adaptará parcialmente Dias de Um Futuro Esquecido. Mas acho que cancelam, Disney e Fox se fundirão de vez em maio.

Não gostei da morte do Reed, ele tinha potencial principalmente pelos poderes. Quem deveria ter morrido era a Polaris ou Thunderbird, assim a Disney talvez não cancelassem foi burrice.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:45

Obrigado!

Também acho que aquela é outra Blink.

Mas, sobre a morte de Reed, dramaticamente ela fez bastante sentido. Gostei de terem seguido por esse caminho., mas é claro que fica aquela vontade lá no fundo de ver o personagem dominar seus poderes e tornar um mutante completo.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 28 de fevereiro de 2019 - 22:46

Hm ia esquecendo Clark Gregg confirmou que a sétima temporada de Agents of Shield, agora vai acabar de fato mas com chave de Ouro kkkk depois de tanta apreensão de cancelada ou renovada. AoS se encerram junto com o ciclo das séries da Marvel TV que andam sendo ceifadas, para iniciar o ciclo das séries da Marvel Studios comandadas por Feige, a partir de 2020/2021. Confirmadas Loki, Feiticeira Escarlate e Visão, Bucky e Falcão. Rumores Lady Sif, Nova e Wolverine (Origins).

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 23:55

Nova tinha que ter um filme!

Sobre AoS, fico feliz. Isso mostra que eles têm um plano e tempo para executá-lo à perfeição.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 1 de março de 2019 - 00:09

O Nova teria uma minissérie para introduzi-lo no MCU. Kevin falou que as séries terão impacto no MCU. Não serão como os da Marvel TV.

planocritico 1 de março de 2019 - 14:32

É uma proposta arriscada – ou pelo menos nunca ou raramente tentada – de se introduzir um personagem na TV (ou, tecnicamente, no streaming) para depois fazê-lo migrar para o cinema. Tomara que dê certo, porém.

Abs,
Ritter.

Artur Montenegro 28 de fevereiro de 2019 - 22:16

X3 deve estar se contorcendo no limbo com esse episódio de the gifted. Foi um excelente e emocionante final de temporada, até a trilha sonora estava ótima. Lorna com os efeitos verdes na mão não é o suficiente, é pedir muito pela filha bipolar do Magneto? O sacrifício do Reed foi emocionante, os efeitos estavam bons para o padrão da série. Sobre o final: estamos diante do futuro de DOFP? Seria meu sonho!!! Até os cristais da Blink estavam ali!!! Por favor não cancelem essa série!

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:16

Pois é. Agora eu estou bem apreensivo pelo futuro da série. O que eles mostraram aqui pode ser ouro em temporadas futuras!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 28 de fevereiro de 2019 - 21:48

Olha, se a qualidade da série fosse crescente igual foram esses três/quatro últimos episódios, seria de encher os olhos. Mas ainda sim foi um final satisfatório, apesar de um início desgastante que por pouco não fez eu largar de lado

Sobre o episódio, para mim o melhor da temporada e pelo menos um TOP 5 da série inteira. Gostei da divisão de núcleos e com boas “desculpas” para incapacitarem Lauren e Andy. Eu jurava que a Esme não deixaria os dois usarem seu poder para destruir o prédio do Serviço Sentinela. Confesso que fui pego de surpresa, pois pensei que ela colocaria a mão na consciência antes e broxasse com tudo. Em contrapartida foi facilmente convencida pela Lorna. Ok que ela já estava semi horrorizada com o que foi feito, mas faltou um vínculo aqui para tornar mais sincero. Se a série não desperdiçasse tanto tempo numa “cura” para o Reed, poderiam ter desenvolvido isso melhor, assim como aprofundar a relação das trigêmeas.

Que decepção foi a Lorna. Nem no último episódio conseguiram dar um destaque pra pobre. Poderia jurar que seria a protagonista dessa temporada.
Reeva e seu Círculo Interno formam outro ponto negativo no episódio (exceto pelas Frost). Já estava me dando agonia daquele mutante ficar batendo palmas toda hora.

CAITLIN RAINHA! Amy Acker deu uma baita melhorada nesses últimos episódios. O último diálogo com o Reed e o “funeral” para ele foram muito bem feitos. Adorei ver que ela tinha um estoque de armas kkkkkk Preferia que ela tivesse matado o Jace.

Falando no embuste, apanhou foi pouco. Gostei da sequência de ação do John, apesar de travadona. Em vista do manézão que foi durante a temporada inteira, foi uma mudança repentina muito bem vinda
Gostei muito dos efeitos também. Deu para perceber porque economizaram tanto rsrs. E finalmente Blink com os cristais!!!

Apesar de ainda manterem um gancho, deu para concluir a trama da temporada. Porém até bateu uma pena dela ser cancelada, em vista do potencial que essa série mostrou ter no final.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:16

O momento que a Caitln revela que tem armas (e como ela as tem) foi mesmo hilário. Caitlin muito badass!!!

Infelizmente, a temporada bobeou demais com a Lorna e a tornaram um efeite verde. Mal usou seus poderes. Na luta final contra o Mr. Bate Palmas e Mulher Teleporte, ela não fez absolutamente nada! Teve que a Caitlin fuzilar o Bigodudo Invisível. Caitlin para líder da Resistência Mutante (o poder mutante dela é não ser mutante!).

Abs,
Ritter.

Responder
Edson A. de Araújo 28 de fevereiro de 2019 - 21:35

Ótima crítica. Não poderia concordar mais. Foi um final de temporada eficiente.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:02

Obrigado, @edsonadearajo:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 28 de fevereiro de 2019 - 21:06

Ei, o título do episódio tá escrito errado, sua besta loira tupiniquim.

Luiz, o Zohmmen

Responder
Wagner 28 de fevereiro de 2019 - 21:48

Sem contar que nem se deu o trabalho de colocar o “O” em maiúsculo
Tsc tsc

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:16

Sou um InCoMpEtEnTe!!!

Abs,
rItTeR.

Responder
Luiz Santiago 28 de fevereiro de 2019 - 22:46

Esse tal de Plano Crítico vai de mal a pior. É crítico dando menos de 5 estrelas pra filme de cachorro, é crítico escrevendo título errado… tá por conta do bode esse site…

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2019 - 22:02

Putz, esqueci do agá!!!

Crítica | Dê Guífted – 2X16: Hômis

Abs,
Ritter

Responder
Luiz Santiago 28 de fevereiro de 2019 - 22:45

#PERFEIÇÃO

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