Crítica | The Lost Stories 4X04: The Mega

estrelas 2,5

Equipe: 3º Doutor, Jo Grant
Espaço: Londres e Viena
Tempo: Anos 70

The Mega é o episódio final da série de The Lost Stories, lançado pela Big Finish em dezembro de 2013. Com roteiro original de Bill Strutton e adaptado por Simon Guerrier para a BF, o arco é uma longa jornada do Doutor e sua companion Jo Grant para vencer o vilão The Mega, uma espécie alienígena com um motivo de ação completamente diferente daquilo que o Doutor e o espectador pensam a primeira vista.

Há uma rápida introdução dos personagens e, em poucos minutos, temos o motivo catalisador de inimizade entre o Doutor e um certo militar. Vemos então o caso dos protestos nas ruas, um assassinato inesperado e a investigação encabeçada pela UNIT, com o Doutor e Jo a bordo.

Não é difícil gostar da história em seu início. O ambiente de intrigas entre militares e civis, as viagens do Doutor e Jo, as questões morais da dupla protagonista em relação ao Brigadeiro Lethbridge-Stewart, a ação alienígena… tudo isso se torna um interessante chamariz para o ouvinte, que se vê imerso em uma ameaça incomum: um vilão que quer fazer uma guerra para conseguir a paz. Ou pelo menos é o que se põe na mesa a princípio.

THE MEGA

Todavia, com o passar dos episódios, a ação vai nos cansando. Nos vemos em uma sequência burocrática de ações com o Doutor tentando resolver o caso central e milhões de empecilhos no caminho, muitos deles, injustificáveis. Se este era o padrão do roteiro original, Simon Guerrier deveria ter cortado essa tendência na adaptação a fim de dar maior fluidez à trama e não chatear o espectador com tantas idas e vindas, uma dinâmica que se assemelha muito mais aos roteiros da época do 2º Doutor e bem menos a do .

Katy Manning tem um enorme trabalho ao interpretar Jo, o Doutor e fazer parte da narração. Sua personificação de Jon Pertwee não é semelhante, claro, mas nos contextualiza bem na história e é isso que importa (muito embora eu acredite que a Big Finish poderia muito bem contratar um ator que conseguisse imitar bem a voz de Pertwee).

Apesar da chatice do desenvolvimento do arco, a produção da BF é exemplar e finaliza muitíssimo bem o que levantou nesta linha baseada nos roteiros “perdidos” de Doctor Who. A história não é um pérola, nem nada do tipo, mas em geral, entretém e tem sua importância, já que é a única Lost Story com o 3º Doutor.

Penso que a Big Finish poderia terminar a série como começou, com algum roteiro escrito para a era de Colin Baker, o grande deus (que divide o trono com Paul McGann) dos áudios da empresa. Todavia, The Mega deixa um ar de camaradagem, de raridade e até “atualidade” no ar, visto que a trama se passa na Europa dos anos 70 (nos anos iniciais da UNIT) e transparece ser bem mais perto de nós, no século XXI, do que da segunda metade do século XX. Não foi um término perfeito, mas foi ao menos um término regular para uma série excelente.

The Mega está localizado entre The Claws of Axos e Colony in Space.

The Lost Stories – The Mega (Reino Unido, dez, 2013)
Roteiro: Bill Strutton (adaptado por Simon Guerrier)
Direção: Ken Bentley
Elenco: Katy Manning, Richard Franklin, Bo Poraj, Derek Carlyle
Duração: 180 min. (em 6 episódios)

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.