Crítica | Doctor Who: The Maltese Penguin (Big Finish Mensal #33,5 – Bônus)

estrelas 4

Equipe: 6º Doutor, Frobisher
Tempo: c. 8162
Espaço: Planeta Xenon (embora não nomeado, sabemos que é o local de origem de Frobisher, portanto, Xenon, que fica na Via Láctea).
Timeline do Doutor: The Maltese Penguin ocorre após os eventos de The Trial of a Time Lord (TV). No universo da Big Finish, a aventura está localizada entre The Holy Terror (#14) e The Curse of Davros (#156).

The Maltese Penguin é uma aventura com um grande número de classificações dentro da Big Finish, algo que pode confundir bastante aqueles que procuram ouvir os áudios dentro de algum tipo de ordem ou cronologia. Quando foi lançado, em novembro de 2002, a produtora o classificou como “33,5”, ou seja, uma mini-aventura lançada juntamente com a principal daquele mês, Neverland (BF #33). Também é comum encontrar as classificações “33B” (ao invés de 33,5); “Subscriber-only #1” ou ainda “Bônus 33,5”. Seja como for, todas essas classificações levam à mesma aventura, esta graciosa trama noir escrita Robert Shearman envolvendo Frobisher e o 6º Doutor.

As raízes culturais de The Maltese Penguin estão nos filmes noir (O Falcão Maltês — filme que inclusive inspira o título desta aventura, só que trocando “falcão” por “pinguim” — Uma Aventura na Martinica, À Beira do Abismo e Pacto de Sangue) e em romances pulp, com direito a femme fatale, música característica dos filmes do gênero, detetive investigando um caso que é muito mais do que parece e uma “interferência externa” que assume a ameaça para boa parte dos envolvidos no caso.

o pinguim maltese

Apesar de termos o Doutor em alguns momentos da aventura, o verdadeiro protagonista é Frobisher, que se recusa a acompanhar o Time Lord e insiste em tentar ganhar a vida como detetive, uma ocupação para a qual parece não ter assim tanta vocação, mas que o fascina. Uma das qualidades do Whifferdill, no entanto, será essencial para este momento de sua carreira: a persistência e e moral incorruptível.

O trabalho de Robert Shearman com as referências noir é absolutamente elogiável, trazendo surpresas e mortes ao longo da história, além de explorar psicologicamente o detetive e alguns personagens à sua volta. Até o Doutor acaba entrando nessa visão do autor, que faz o Time Lord confessar para Frobisher que se sentia solitário e que por isso estava frequentemente pedindo para que o metamorfo voltasse a acompanhá-lo.

O final da história traz um motivo social e outro amoroso que coroam bem este momento da obra, apresentando mais uma fase nas viagens do Doutor com Frobisher como companion.

The Maltese Penguin – Big Finish: Subscriber-only #1 (Reino Unido, 2002)
Direção: Gary Russell
Roteiro: Robert Shearman
Elenco: Colin Baker, Robert Jezek, Toby Longworth, Jane Goddard, Alistair Lock
Duração: 68 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.