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Crítica | The Outsider

por Ritter Fan
1261 views (a partir de agosto de 2020)

Hoje em dia é assim, mal um livro chega às livrarias e ele já é comprado para virar filme ou série. Com a concorrência acirrada de serviços de streaming, essa tendência – que sempre existiu – só foi se aprofundando, com mergulhos em catálogos profundos. E é óbvio que, quanto mais famoso o autor, mais intensa é a disputa por suas obras. Stephen King, que basicamente sempre teve seus livros muito cobiçados por Hollywood, gerando inúmeras adaptações, lançou The Outsider (publicado no Brasil simplesmente como Outsider, em inglês mesmo, mas sem o artigo) em maio de 2018 muito provavelmente com todos os direitos já vendidos no estilo “porteira fechada”. O resultado disso foi a produção e lançamento de uma minissérie homônima em curtíssimo espaço de tempo e como encomenda da normalmente muito exigente e cuidadosa HBO e comando de Richard Price, romancista e roteirista americano com trabalhos em séries do mais alto pedigree como The Wire, The Night Of e, muito recentemente, The Deuce.

A minissérie em 10 episódios não é agradável de se assistir. O tema principal que a perpassa – como lidamos com a dor da perda -, algo catalisado pelo brutal assassinato de um menino cujo corpo é encontrado na floresta que rodeia Cherokee City, na Georgia (o romance, que não li, se passa em Flint City, Oklahoma, um dos raros de King fora do Maine) ganha uma inclemente roupagem lúgubre e pesada que afasta qualquer esperança de um mistério que pode ser encarado de maneira descompromissada. A atmosfera cinza salpicadas de um tom verde doentio já desde seu início deixa o espectador inquieto, com a fotografia emulando o magnífico trabalho do gênio Roger Deakins em Os Suspeitos, de 2013, com o mesmo resultado: criar uma espécie de beco sem saída visual, daqueles que percebemos logo de cara existir e que já automaticamente torna a narrativa mais exigente de envolvimento efetivo.

Essa característica da série é amplificada pela qualidade de seu elenco. Ben Mendelsohn vive o detetive Ralph Anderson que, depois de recolher provas inequívocas, prende Terry Maitland (Jason Bateman) sob suspeita de assassinato, o que desencadeia uma série de eventos que fazem a minissérie transitar de uma obra procedimental para o sobrenatural, ou seja, aquilo que marca grande parte das obras de Stephen King. Mas muito mais importante do que a natureza mista da narrativa é a forma como Mendelsohn vive seu torturado personagem, um homem que não só precisa encarar aquilo que acabou de fazer, como também lidar com a morte de seu filho, vítima de câncer, algum tempo antes. A dor que Anderson sente é palpável em cada olhar, em cada palavra que ele solta e, mais ainda, a dor que ele acaba infligindo por agir como acaba agindo espalha-se como uma epidemia que toma de assalto todos os envolvidos. A força do trabalho do ator, que interage muito com a também excelente Mare Winningham, que vive Jeannie, esposa de Ralph, é impressionante, provavelmente seu melhor trabalho dramático até agora.

Orbitando em seu redor, há uma constelação de outros atores e atrizes muito eficientes em seus respectivos papeis, mas nenhum deles comparável à presença de Cynthia Erivo como Holly Gibney, personagem típico de King originalmente introduzido chamada Trilogia Bill Hodges e que é usado, aqui, como o elemento humano de transição da série de uma obra policial para uma obra sobrenatural. Usando suas capacidades especiais, é Gibney que começa a entender os padrões nas provas contra Terry Maitland e também nas que diretamente o exoneram e que criam o grande conflito do começo da história. É também ela que passa a acreditar que há algo mais nos acontecimentos do que “apenas” um assassinato, aos poucos exigindo de Anderson e dos demais personagens – e de nós, por tabela – a crença de que há algo inexplicável ocorrendo. Erivo constrói sua personagem com maestria, de certa forma transformando-a em uma analista imparcial do que pode ou não estar acontecendo ali e ao poucos convencendo-nos de que essa estranha personagem tem sim lugar em uma obra que, em um primeiro momento, tem uma cara completamente diferente.

Diria, porém, que, apesar de a “virada” da série não ser brusca, ou seja, não há uma troca de gênero tirada da cartola de Richard Price, ela também não é a mais suave do mundo. A partir da entrada lenta de Gibney no terceiro episódio, a personagem vai alterando nossa percepção do que é a minissérie, assim como quase quem exatamente é o protagonista, já que Anderson fica, de certa forma, no “banco de reservas” por um bom tempo, permitindo que a Gibney de Erivo brilhe. E esse brilho vem com algumas conveniências narrativas, como, por exemplo, na conexão quase que literalmente canina que Andy Katcavage (Derek Cecil) estabelece com ela. Um segurança particular que já fora policial e que se enamora por Gibney em um caso complexo parece uma construção forçada demais que, se espremermos, não agrega muito ao desenvolvimento da narrativa que não seja como um veículo para destacar a personagem ainda mais, como se a mera presença de Erivo não fosse suficiente (e é).

Por outro lado, há um cuidadoso trabalho em trabalhar o sobrenatural como algo que, em retrospecto, faz completo sentido. E não digo isso em relação aos momentos “assustadores” comuns, com presenças estranhas em momentos tensos. Falo mais da forma como King – e também Price – retira inspiração diretamente de Drácula, de Bram Stoker, para esculpir uma excelente versão moderna e torturada do servo Renfield, famosamente comandado pelo Conde. Isso funciona não só como uma quebra de expectativa em relação à função de determinado personagem, como também uma maneira inteligente de se trabalhar esse lado mais fantasioso da história sem descambar completamente para o sobrenatural. É como se a série tentasse – e conseguisse – fincar-se como um meio termo entre a 1ª temporada de True Detective e Outcast, só para usar dois exemplos de obras com atmosferas da mesma natureza, resultando em algo singular e realmente muito interessante.

Como acontece com muitas obras de Stephen King, pode ser que haja gente torcendo o nariz para o final, aqui considerado desde o momento em que ação é deslocada de Cherokee City para uma cidade vizinha até o efetivo encerramento, com um talvez longo demais dénouement. Não sei, porém, como uma série com essa natureza híbrida poderia acabar sem gerar esse possível resultado no espectador que esperava algo mais, digamos, hollywoodiano. Afinal, seguindo a maneira inteligente como os gêneros são misturados, seria um erro dar a preponderância de um sobre o outro e o equilíbrio alcançado foi eficiente, ainda que não particularmente genial ou inesquecível. Mas a grande verdade é que o desfecho, aqui, não importa muito (desgosto profundamente da cena de meio de créditos, mas isso é um detalhe…), pois é a proverbial jornada até lá que realmente faz da série o que ela é. A lugubridade da fotografia, a desesperança das atuações – especialmente de Mendelsohn – e as incertezas sobre o mundo ao nosso redor, além de toda a pegada triste e pessimista que é indissociável do todo formam o grande espetáculo em seu conjunto e tornam a conclusão apenas uma forma de se encerrar uma história de maneira consideravelmente lógica, mas sem fogos de artifício e sem reviravoltas de último segundo.

Stephen King tem sido agraciado, em tempos recentes, com excelentes adaptações de suas obras e The Outsider é, sem dúvida alguma, mais uma delas. Uma minissérie (que espero que fique mesmo só como minissérie) muito bem produzida, com roteiros e personagens bem construídos e com o elenco principal de se tirar o chapéu. Não é uma obra feita para ser facilmente digerível ou para acariciar ou pegar na mão do espectador. A dor da perda ganha uma excelente representação sobrenatural na telinha e a HBO pode gabar-se de acertar no alvo mais uma vez.

The Outsider (EUA, de 12 de janeiro a 08 de março de 2020)
Desenvolvimento: Richard Price (baseado em romance de Stephen King)
Direção: Jason Bateman, Andrew Bernstein, Igor Martinovic, Karyn Kusama, Daina Reid, J.D. Dillard, Charlotte Brändström
Roteiro: Richard Price, Jessie Nickson-Lopez, Dennis Lehane
Elenco: Ben Mendelsohn, Bill Camp, Jeremy Bobb, Julianne Nicholson, Mare Winningham, Paddy Considine, Yul Vazquez, Jason Bateman, Marc Menchaca, Cynthia Erivo, Max Beesley, Derek Cecil, Summer Fontana, Scarlett Blum, Frank Deal, Dayna Beilenson, Hettienne Park, Michael Esper
Duração: 590 min. (10 episódios)

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64 comentários

JC 2 de fevereiro de 2021 - 13:01

Caraca, quando comecei a assistir, me perguntava como seria a transição para sobrenatural.
Eu gostei bastante. Mas se fosse policial também, seria implacavelmente boa. Que começo brutal de bom.

Sou mais um dos que não gostou do final….achei que se resolveu muito facilmente.
E pra começar minha maior dúvida que permeou o seriado inteiro perante os personagens:

Se o principal problema era ter imagens de vídeo do “clone”, no final todo mundo de repente passa a aceitar que eram duas pessoas iguais em lugares diferentes??? Ué? Isso resolveria o seriado em 3 episódios. Oras. O seriado inteiro era justamente as pessoas culpadas sendo “acusadas” pelo El Cuco, de repente, todo mundo aceita que não eram as pessoas “clonadas”? Não curti…

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2021 - 13:01

Entendo seu ponto sobre o final e sobre a “aceitação” dessa circunstância aí que você escondeu no comentário. No entanto, não achei que isso aconteceu de repente. Houve uma progressão razoável em que nem mesmo o protagonista acreditava e só porque ele é persistente, passou a notar um problema de solução impossível que não chegasse a essa conclusão esdrúxula. Funcionou para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 3 de fevereiro de 2021 - 19:46

Eu entendo que tinha de ter uma saída, mas eu realmente achei que foi estranha demais essa…pois foi um dos fatores principais das dúvidas de todos.
De duas pessoas iguais em lugares diferentes e sendo vistos em vídeos(imagem), que era obviamente iguais, não semelhantes…

Nhé…eu realmente não gostei disso, achei forçado bagaray…..hehehe

Mas o todo da mini-série é sensacional. Realmente uma boa surpresa.

Responder
Rafael Lima 16 de março de 2020 - 14:48

Gostei muito da minissérie. Um elenco muito bem escolhido (especialmente Ben Mendelsohn) uma atmosfera sufocante, e uma construção muito delicada dos personagens. Ainda que a série nunca chegue ao nível alcançado pelos brilhantes episódios iniciais (que estabeleceram uma barra muito alta) ainda é um excelente trabalho da HBO e de Richard Price. Mas ainda que eu entenda que esta era uma minissérie muito mais de personagens do que propriamente de trama, achei que dez episódios foi um pouco de mais. Um ou dois episódios a menos teriam feito bem a série, ao meu ver. Mas no geral, o saldo é extremamente positivo.

Responder
planocritico 17 de março de 2020 - 14:53

Entendo seu ponto sobre a duração da minissérie, mas eu acabei me envolvendo a tal ponto que confesso que não senti essa barriga não.

Você leu o livro, @disqus_wPGYD1xKX4:disqus ?

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lima 17 de março de 2020 - 18:29

Não cheguei a ler o livro não. Mas conhecia a Holly Gibney do livro “Mr. Mercedes” e da série homónima, onde ela é vivida também de forma brilhante pela Justine Lupe. As versões da Lupe e da Erivo da personagem, a propósito, não poderiam ser mais diferentes (li nos comentários abaixo que o Price chegou a cogitar mudar o nome da personagem). Mas fico feliz que não tenha trocado, até por que essa diferença não me incomodou não, pois a Erivo foi excelente e sua atuação se encaixou de forma perfeita dentro da proposta da minissérie e da personagem (Embora, devo confessar, como personagem, prefiro a Holly mais humana de “Mr. Mercedes” do que a Holly mais “mítica” de “The Outsider”)

Responder
planocritico 22 de março de 2020 - 17:01

Sim, sei das “duas Hollys”. Eu não conheço a outra, mas tenho a impressão que também gostaria mais da de Mr. Mercedes, já que esses personagens com “super-poderes” que o King escreve não me descem muito…

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 14 de março de 2020 - 09:42
Responder
planocritico 14 de março de 2020 - 21:11

1. Não. A personagem é a mesma no livro, mas não entre as séries, apesar de compartilharem o nome. A maior prova disso é que a produção de The Outsider queria mudar o nome da personagem justamente para evitar confusão, mas King não deixou.

2. Sim, ele vem se mostrando um excelente diretor!

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael 13 de março de 2020 - 22:29

Seria excelente se fosse reduzido pra seis episódios: tirando os dois primeiros e os dois últimos é um festival de barrigadas pra preencher a história e dodos esses seis capítulos poderiam ser condensados em dois (estourando três) episódios.

Responder
planocritico 13 de março de 2020 - 22:49

Entendo, mas não concordo. Acho que essa série é boa justamente pela jornada que ela se propõe a fazer. Condensando demais perde-se isso e a construção de uma atmosfera pesada.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Teixeira 3 de junho de 2020 - 04:16

Também creio que a série foi boa pela jornada, os episódios iniciais me deixaram curioso, querendo saber o que estava de fato acontecendo e me prenderam de uma forma que no final eu não parava de assistir um episódio após o outro.

Responder
planocritico 3 de junho de 2020 - 11:08

Exato.

Abs,
Ritter.

Responder
Emelson Macedo Martins Pereira 14 de agosto de 2020 - 01:05

Concordo com o Rafael. Série um pouco arrastada. Rumos desnecessárias. Não tinha conhecimento da obra previamente. Transformação forçada da história. Gosto de Stephen King, mas essa série não recomendo pra ninguém, pelo menos por enquanto. Futuramente, tentarei revisitá-la com mais calma.

Responder
planocritico 16 de agosto de 2020 - 03:02

Eu gostei da série justamente pela jornada. Não achei nada arrastada.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 2 de fevereiro de 2021 - 13:01

Também estou surpreso por acharem arrastada, pra mim tudo teve sentido e nenhum filler….foi o tamanho certinho.

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2021 - 13:01

Pois é…

Abs,
Ritter.

Rodrigo 13 de março de 2020 - 17:04

Achei bom o começo, do meio para o fim começaram a forçar muito sobrenatural e acabou se perdendo…

Responder
planocritico 13 de março de 2020 - 18:37

Eu comecei não gostando, mas, no final das contas, adorei o equilíbrio alcançado!

Abs,
Ritter.

Responder
Wfxavier Xavier 12 de março de 2020 - 12:56

Já faz parte para mim, assistir / ler uma obra e vir correndo aqui para ler a critica. Achei que não teria desta serie pois não teve a critica para cada episódio. Fiquei contente de encontrar a critica da temporada. Ótima critica. Ótima minisserie (espero que seja mini). Interssante como consegue-se perceber o DNA do King na narrativa da história. Um enredo que ele sabe trabalhar. Um grupo de pessoas se unindo contra uma presença maligna, invisível a princípio, escondida na escuridão. A maioria das adaptações de king são de obras desse tipo ( “dança da morte”, “langoliers”, “tempestade do seculo”, “apanhador de sonhos”) e por aí vai. No começo achei meio arrastado, mas depois compreendi a necessidade disto para trabalhar os personagens. Só achei a cena pós creditos desnecessária, mas enfim. Foi uma ótima experiencia. Abraços.

Responder
planocritico 12 de março de 2020 - 18:31

Obrigado pelo prestígio!

O DNA de King com certeza está lá, mas a execução da série foi particularmente primorosa, bem HBO!

E concordo completamente com a desnecessidade da cena pós-créditos. Mas, paciência…

Abs,
Ritter.

Responder
Betotruco 10 de março de 2020 - 15:50

Ótima crítica, que faz jus à série.

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Uma questão… No final a Holly aparece com um arranhão… Foi do El Cuco?
Se sim, poderia haver consequências, já que ele já está morto?

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 15:59

Obrigado!

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Tudo leva a crer que foi um arranhão do El Cuco e que ele não morre de verdade. Só espero que não inventem de fazer uma continuação para a minissérie por causa disso…

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 10 de março de 2020 - 09:54

Amei The Outsider, gostei muito da sua crítica e acho que ela honra a qualidade dessa joia. O livro é excelente! Recomendo. Já estou no aguardo da adaptação de O Instituto. 😛

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 14:24

Obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 10 de março de 2020 - 09:54

Ainda tenho um livro de King – novo e intocado – na cabeceira da cama, e não consigo começar a ler…
Aí vocês me aparecem com uma nova “sugestão literária” (já que não disponho do HBO) que soa como o canto da sereia.
Morram! rsrsrsr

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 14:24

Não falei nada de livro… Não vem não!!!

HAHAHHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 10 de março de 2020 - 14:40

Eu quero ver quando esse site OBSCURO terá a coragem de fazer a crítica de Messiah, com um Jesus/Maomé vestindo Nike e Adidas vocês não se metem né? Isentões…
rsrsrsrsr

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 14:40

Tem explosões, tiros e mortes, de preferência com cérebros explodindo? Se não tiver, não quero saber…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 10 de março de 2020 - 14:40

Têm um cão sendo assassinado com uma espingarda!!!

planocritico 10 de março de 2020 - 14:40

Só um? No caso de animais, tem que ser no mínimo 20.

Por episódio…

Abs,
Ritter.

Lucas Barros 10 de março de 2020 - 01:49

Puts…demoraram fazer a crítica dessa série hein kkk todo dia entrava no site esperando ver a critica de alguns episódios pra poder conferi-la…agora eu posso assistir kkk

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 14:24

Demoramos? Saiu no DIA SEGUINTE que o último episódio foi ao ar!!! SOCORRO!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Barros 10 de março de 2020 - 15:59

Mas achei que vcs fariam crítica por episódio kkk. A série lembra bastante a 1 temporada de True Detective, o clima, a fotografia, só por isso já me interessei kk. Outra crítica que estou esperando é da série Hunters da Amazon…vai ter?

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 16:13

Nossa regra é não fazer criticas por episódio de minisséries. Ela não é rígida, claro, mas normalmente preferimos fazer a crítica da minissérie completa.

Sim, teremos Hunters em breve.

Abs,
Ritter.

Responder
Sergio Capinã 10 de março de 2020 - 00:19

Estava esperando ansiosamente por essa crítica e tenho que dizer que não decepcionou. Estou tentando ver menos séries por questões de estudo mas a HBO não deixa kkkk
Séries que envolvem mistérios sempre têm minha atenção, já estava de olho nela, agora então não tem como não conferir.

Responder
planocritico 10 de março de 2020 - 14:24

Obrigado, @sergiocapin:disqus !

Tomara que goste da série!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 9 de março de 2020 - 23:19

Confesso que não li o livro, não sou muito fã do King e normalmente gosto mais de suas adaptações do que das obras originais.

Mas a crítica me deu vontade de assistir a essa minissérie, acho que vou dar uma chance, considerando que a leitura do material original não parece ser obrigatória para entender.

“HBO pode gabar-se de acertar no alvo mais uma vez”

HBO é HBO. Melhor canal disparado. Daí os gênios da Warner Bros (com a Time Warner sendo dona da HBO) enviam a série de Sandman, com todo o seu potencial devastador, para… a Netflix, e sob a batuta do “icônico” David Goyer.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:19

Também não li o livro. Pode ir tranquilo na série.

Sobre Sandman, tudo bem que a HBO tem uma qualidade absurda, mas a Netflix tem séries absolutamente espetaculares também. Não subestime o canal de streaming!

Abs,
Ritter.

Responder
Here's Johnny 10 de março de 2020 - 07:59

Já foi dito que a Warner mandou primeiro para a HBO que se recusou a fazer por achar cara demais.

Responder
Danilovsk 9 de março de 2020 - 22:34

Que série incrível! Com ctz uma das obras baseadas em Stephen King que mais me agradaram. Holly Gibney já é uma das personagens do King que mais gosto.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:32

A Holly é bem bacana mesmo! E a série é sensacional.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:32

A Holly é bem bacana mesmo! E a série é sensacional.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 9 de março de 2020 - 19:15

Ainda preciso assistir ao último episódio, mas decididamente, ninguém faz suspenses policiais(e algo sobrenaturais) como a HBO. Elenco, atuações, fotografia, tudo contribui para uma incrível imersão na obra, nos deixando com aquela sensação de querer logo o episódio seguinte, por mais incomoda que seja a vibe da série. Gostei muito de Ben Mendelsohn, suas atuações sempre parecem próximas em termos de tom, geralmente pendendo para o humor cínico, mas aqui ele dá um show de alcance dramático, com um personagem cheio de nuances. Grande obra, que por ser no estilo temporada fechada por acabar sendo “esquecida” daqui algum tempo, como a maravilhosa Night Of, melhor série de 2016, em minha opinião. Espero que esteja errado.
Abraço!!!

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:39

Eu espero muito que a série fique só mesmo como uma minissérie. Será, ao contrário, potencialmente muito mais memorável assim.

Abs,
Ritter.

Responder
serge 9 de março de 2020 - 18:49

gostei da critica, eu gostei da serie ,achei boa ,mas não muito boa faltou algo talvez o ritmo mas nao sei,mas é uma grande adaptação da obra de s.king , o 1 e 2 episodio são os meus favoritos ,a serie começou muito bem mas senti que depois do 2 até ao 8 baixou um pouco de nível , tem a mesma vibe de castle rock, mas melhor construída a nível de personagens e técnico etc. HBO acerta mais uma vez .Esperando ansiosamente por westworld.Vão fazer critica da serie avenue 5 ?

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 18:49

Talvez então você não tenha gostado da transição de “série policial” para “série sobrenatural”, não?

Sobre Avenue 5, sim, teremos a crítica na semana em que ela acabar.

Abs,
Ritter.

Responder
serge 9 de março de 2020 - 20:04

em geral eu gostei da parte policial e parte sobrenatural ,mas acho que a parte policial inicial foi mais impactante para mim,nao sei explicar o porquê,mas aqueles episódios com jason bateman no inicio achei muito bons e depois a parte sobrenatural achei um bom + e os episodios finais achei também muito bons. mas sim talvez.

obg

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:32

Entendo perfeitamente. Quando o lado sobrenatural começou forte, torci o nariz, mas depois a coisa foi indo muito bem.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 23:32

Entendo perfeitamente. Quando o lado sobrenatural começou forte, torci o nariz, mas depois a coisa foi indo muito bem.

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Tessilla 9 de março de 2020 - 16:34

Terminei de ver agora e achei fascinante! Bem colocada a comparação com True Detective e Outcast. Uma pena Outcast ter sido cancelada, o começo é excepcional. Voltando ao Outsider, é uma série sombria que te deixa angustiado e pessimista com o desenrolar da história. Eu diria que essa e a minissérie Tempestade do Século são as melhores adaptações televisivas das obras de Stephen King. A crítica conseguiu captar muito bem a sensação que tive!

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 16:48

Uma pena mesmo Outcast não ter chegado ao final…

E o tom pessimista de The Outsider me encantou, assim como a soberba atuação do Mendelsohn. O cara passa um impressão de “desamparado” que dá vontade de correr para abraçá-lo!

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Tessilla 9 de março de 2020 - 16:49

As atuações são de tirar o chapéu!

Responder
George 9 de março de 2020 - 16:19

Gostei bastante da série.
Ela é meio devagar mas achei proposital, já que els usam essa lentidão pra desenvolver bem os personagens de modo que vocè crie um elo com eles. A série me passou muito bem a dor da perda do Ralph com o relação ao filho. E a Holly então, melhor personagem do seriado.

Só fiquei um pouco decepcionado com o desfecho do monstro porque achei muito rápido. não teve um climax muito legal na minha opinião. Eu queria saber mais sobre a criatura, mas aí não sei se saber tanto seria muito bom também…

Ter acompanhado essa minissérie por essas dez semanas me deixou bastante ligado com esses personagens de modo que senti como se tivesse me despedindo de amigos ao final hahahaha. Algo que não dá pra sentir com as maratonas de temporadas que os streamings me deixaram tão mal acostumado.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 16:48

Eu achei o passo da série espetacular. Devagar e sempre, diria, com excelentes personagens. Mas o meu favorito foi mesmo o Ralph. Gosto de “pessoas comuns” mais do que “pessoas especiais à la Stephen King”, ainda que a Erivo esteja espetacular também como Holly.

Sobre o final, tenho para mim que saber mais seria ruim. Afinal, acho que nem a criatura sabe bem o que ela é.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruce wayne 9 de março de 2020 - 16:19

Eu amei essa série e como ela conseguiu desenvolver tão bem os personagens, e mesmo q a série tenha uma pegada sobrenatural, conseguiram torná-la bem pé no chão, mesmo q eles estejam enfrentando o “el cuco”. Pra mim a melhor personagem foi Holly, amo como ela é estranha, mas uma estranha q faz sentido.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 16:34

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Mas o que você não gostou do final? Daquela ponta em aberto que, ao meu ver, foi completamente desnecessária e que eu espero que não abra para uma segunda temporada, ou todo o tiroteio na boca da caverna e o enfrentamento final do bicho lá dentro?

Abs,
Ritter.

Responder
Bruce wayne 9 de março de 2020 - 16:49

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

O tiroteio foi o q mais me incomodou. Sei lá, esperava uma luta mais “inteligente”.

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 16:49

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Entendo perfeitamente. Achei também meio bobo, mas faz sentido considerando o passado de sniper do Jack. Era o que ele podia fazer para segurar os mocinhos sob as ordens do El Cuco.

Abs,
Ritter.

Responder
Werner Cunha 10 de março de 2020 - 12:52

Eu adorei a serie. Sombria… difícil como você escreveu…Espero q não façam uma 2a temporada, pois não faz sentido continuar…

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER
Achei desnecessário o tiroteio se depois o Jack vai e se mata… mas acho que entendi que morrendo quase todo mundo, só ficou o Ralph e a Holly, então fez sentido… senão ia entrar todo mundo na caverna e seria muita gente rs. Maaas achei bem clichê o pós-credito…

planocritico 10 de março de 2020 - 14:24

@wernercunha:disqus , acho que

SPOILER

SPOILER

SPOILER

o tiroteiro no final fez sentido dentro da história. Agora aquela cenás de meio de crédito foi COMPLETAMENTE desnecessária…

Abs,
Ritter.

Ítalo Gabriel 9 de março de 2020 - 15:45

Ok, tinha minha curiosidade, com essa crítica, tem minha atenção

Responder
planocritico 9 de março de 2020 - 15:54

Vai fundo!

Tomara que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruce wayne 9 de março de 2020 - 16:19

Eu amei essa série e como ela conseguiu desenvolver tão bem os personagens, e mesmo q a série tenha uma pegada sobrenatural, conseguiram torná-la bem pé no chão, mesmo q eles estejam enfrentando o “el cuco”. Pra mim a melhor personagem foi Holly, amo como ela é estranha, mas uma estranha q faz sentido.

Responder

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