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Crítica | The Terror – 1X06: A Mercy

por Ritter Fan
100 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios e, aqui, a crítica do livro. 

Com muita propriedade, Karen Han, redatora do Vulture.com, escreveu o seguinte na abertura de sua crítica de A Mercy (aqui, no original):

O elenco de The Terror é tão cheio de talentos que é quase criminoso. A série é basicamente uma garagem cheia de carros de luxo que nós só podemos acessar por uma hora a cada semana, pelo que é impossível registrar com propriedade cada personagem na duração de apenas um episódio.

É exatamente assim como eu me sinto a cada maldito episódio da série. Tenho à disposição uma coleção de carros maior e melhor do que as de Bruce Wayne e Tony Stark juntos e mal tenho tempo de dar uma volta no quarteirão com cada um deles. Chega a ser torturante e, ao mesmo tempo, absolutamente enriquecedor. Ninguém, absolutamente ninguém do elenco está ali no automático, vivendo seu personagem sem que sintamos por trás seu sua hierarquia, seu passado e, claro, seu tormento e não há espaço hábil para o desenvolvimento de cada um deles de maneira que seria a ideal.

Estranhamente, porém, não quero dizer com isso que acho que a minissérie deveria ser mais longa do que é. Bons showrunners comandam boas equipes de roteiristas que sabem ser cirúrgicos em seus textos e é este exatamente o caso desta produção da AMC, mais uma entre tantas do canal que já merece figurar no panteão das melhores dos últimos 10 anos (olhem para trás e enumerem a quantidade de séries brilhantes que têm o logo da empresa nos créditos). E não, não acho um exagero essa afirmação mesmo considerando que ainda faltam quatro episódios para ela acabar, pois o esmero do elenco, design de produção, fotografia e direção basta para deixar isso muito claro, como já afirmei nas críticas anteriores.

Feita a devida “rasgação” de seda de praxe sobre a série em geral, cabe ressaltar um aspecto negativo em A Mercy que me incomodou especialmente por ser a base para o grande momento do episódio: o enlouquecimento do Dr. Stanley, vivido por Alistair Petrie. Sua natureza estoica, mas absolutamente desagradável como médico-chefe da expedição já havia ficado clara desde o primeiro episódio, algo mais claramente materializado pela forma como ele sempre trata o sempre simpático e solícito Dr. Goodsir, começando por sua recusa em endereçá-lo como “doutor” e continuando com sua postura de nariz em pé para absolutamente tudo que seu colega faz e diz. Mas é lógico que sua postura pretensamente nobiliárquica e “superior” fica ainda mais evidente no tratamento dos marinheiros subalternos tanto em conversas prosaicas (que ele evita sempre que pode) quanto – e especialmente – no tratamento médico frio e distante ministrado por ele.

No entanto, sua entrega drástica ao desespero e desesperança, catalisada pelo diagnóstico do Dr. Goodsir sobre o envenenamento por chumbo causado pela comida enlatada (graças às suas experimentações com o macaquinho do finado Sir John) não me pareceu algo identificável, mesmo em retrospecto. Que fique claro, porém, que não estou cobrando, aqui, um desenvolvimento que mostrasse o Dr. Stanley caminhando em direção ao precipício ao longo dos episódios. Nada disso. Mas os sinais para esse seu traço, para essa sua fraqueza ficaram talvez escondidos demais debaixo de sua distância e do razoavelmente pouco tempo de tela que ele teve. Não que um mergulho radical nas profundezas da psiquê precise de sinais claros para que ela seja justificada no mundo real, lógico, mas, narrativamente, teria sido mais suave se esse niilismo assassino e auto-imolador do Dr. Stanley tivesse sido precedido de algumas pistas ao longo dos episódios anteriores, de forma a tornar toda aquela desgraça algo que pudéssemos, em retrospecto, afirmar que era realmente algo possível de acontecer.

De toda maneira, dois elementos em A Mercy apontam para o drama na neve: o depoimento de Blanky para o capitão Fitzjames sobre a expedição anterior de que fez parte, liderada por Sir James Ross e a conversa entre Collins e o Dr. Stanley. No primeiro caso, ouvimos um relato assustador do “mestre do gelo” do Terror sobre a negritude da alma humana em situações limítrofes. É, sem dúvida, um prelúdio do que está por vir, mas algo em particular que ele afirma se sobressai e se encaixa no que veríamos logo adiante. Blanky diz, a certa altura, que o homem às vezes é movido por “uma escuridão que não pode ser navegável” (tradução livre). Esse ponto de interrogação que ele coloca sobre a motivação do Homem dá um pouco de estofo à transformação do Dr. Stanley.

No caso de Collins, o discurso é mais direto, já que, procurando o Dr. Goodsir, ele acaba confidenciando ao médico-chefe que ele vem tendo pensamentos estranhos, que ele não controla. Estamos falando da primeira metade do século XIX e a psiquiatria era um ramo ainda em desenvolvimento e, como tudo em seu começo, era mal visto pelos médicos “de verdade”, o que é a exata reação do Dr. Stanley ao prescrever um singelo “vá a festa se divertir que tudo passará”. Claro que a ironia é muito presente ali, já que Stanley simplesmente não consegue cogitar ter problemas semelhantes aos de Collins, mas essa recusa em sequer imaginar algo assim é um fator que, se não contribui para o que acontece, pelo menos narrativamente estabelece um contexto.

O fogo em si é também irônico, pois morrer queimado em pleno frio polar mortal  e ainda por cima fora do claustro dos navios é tão provável quanto morrer pela queda de um meteoro, provando que a presença do Tuunbaq é quase que apenas alegórica, como uma encarnação mais palpável do elemento “horror” que prescinde completamente da criatura monstruosa. Ela aliás, se faz presente brevemente no ritual de Lady Silêncio, em que ela finalmente faz efetivo jus ao apelido. Outro “monstro” que converge para o baile de máscaras imaginado como ferramenta para levantar a moral das tripulações, é o próprio Capitão Crozier, depois de duas semanas confinado em sua cabine lutando contra os efeitos de sua distância do vício e sendo cuidado por um extremamente zeloso Jopson que também tem sua história pregressa cuidando de sua mãe para ilustrar e criar a conexão devida entre os personagens.

O fenomenal do episódio é como vemos o baile a partir do ponto de vista de Crozier, com muita estranheza, muita comida, muita liberdade, algo que fortemente contrasta com tudo o que tivemos na série até agora, no primeiro momento de felicidade dos marinheiros e também dos oficiais. Vê-se o esmero com que as tendas foram erigidas e vê-se o quanto meses e meses de reclusão no frio absurdo sendo ameaçado por um monstro leva a uma tentativa coletiva de catarse que, porém, não vem completamente. A câmera é hipnótica, por vezes confusa, mas nuca aleatória. Sergio Mimica-Gozzen cria um ambiente ao mesmo tempo claustrofóbico e libertador, que desnorteia, mas que faz sentido. É como entrar na representação física de uma viagem lisérgica.

Mas a catarse do grupo é cortada primeiro pelo discurso de Crozier anunciando que eles abandonarão o navio para começar uma jornada de nada menos do que 800 milhas até o continente, viagem essa que certamente seguirá o padrão da expedição de Sir James Ross narrada por Blanky, ou seja, com escaleres sendo puxados até certo ponto e com um grupo voltando para pegar outros escalares e fazer o mesmo percurso novamente, efetivamente duplicando a milhagem. No entanto, o horror começa a ganhar formato quando Lady Silêncio, ensanguentada, chega na festa, para surpresa de todos, servindo como mero prenúncio de algo muito mais terrível, o fogo iniciado pelo Dr. Stanley.

Continuando com a câmera quase documental, o diretor coloca o espectador no meio da confusão organizada que se segue, ao passo que o roteiro de Vinnie Wilhelm inverte o papel até então estabelecido para Cornelius Hickey, que não muito antes havia dado vazão à sua curiosidade mórbida ao tocar no cérebro exposto do cabo Heather, algo que também prenuncia horrores maiores. De vilão mais evidente, porém, ele passa a salvador e, mesmo assim, de maneira suja e difícil, já que ele é obrigado a esfaquear o Dr. McDonald, na tentativa desesperada de abrir a lona, algo que, no processo, coloca Goodsir como o único médico remanescente.

Repararam na quantidade de automóveis espetaculares que tivemos a oportunidade de dirigir por segundos ao longo de apenas um episódio? Chega a ser sufocante e desesperador querer mais e não termos. A Mercy só perde pontos pela forma como a radical queda do Dr. Stanley é abordada, mas tudo ao redor funciona como uma Ferrari que acabou de sair de sua fábrica em Maranello.

The Terror – 1X06: A Mercy (EUA – 23 de abril de 2018)
Desenvolvimento: David Kajganich (baseado em romance de Dan Simmons)
Showrunners: David Kajganich, Soo Hugh
Direção: Sergio Mimica-Gezzan
Roteiro: Vinnie Wilhelm
Elenco: Jared Harris, Tobias Menzies, Ciarán Hinds, Paul Ready, Ian Hart, Adam Nagaitis, Edward Ashley, Matthew McNulty, Christos Lawton, Liam Garrigan, Ronan Raftery, Nive Nielsen, Tom Weston-Jones, Greta Scacchi, Sian Brooke, Alistair Petrie
Duração: 46 min.

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43 comentários

PABLO 18 de setembro de 2019 - 13:30

Estou finalmente acompanhando a série, mesmo depois de terminada, bem devagar, um episódio por dia, pra dar tempo de apreciar esse belo espetáculo. E suas reviews são excelentes como sempre, trazendo sempre uma perspectiva ou um complemento interessante.

Ah, se The Terror influenciasse novos produtos na televisão!

Fiquei curioso quanto a sua afirmação ”olhem para trás e enumerem a quantidade de séries brilhantes que têm o logo da empresa nos créditos”. Lembro de Mad Men e Breaking Bad logo de cara, mas fiquei curioso, quais são as outras que você coloca nesse panteão?

Responder
planocritico 18 de setembro de 2019 - 14:20

Obrigado, @disqus_QPx1jgrxLh:disqus !

Sobre as séries da AMC, além de The Terror, Mad Men e Breaking Bad, tem:

– Better Call Saul
– Halt and Catch Fire
– Preacher
– The Killing (até a terceira temporada)
– Humans

E isso sem contar com a minissérie The Night Manager.

Abs,
Ritter.

Responder
PABLO 18 de setembro de 2019 - 16:20

Nem lembrava que BCS era da AMC, mas já vi TNM e The Killing. Sempre tive vontade de ver Halt and Catch Fire e acompanho uma outra, Lodge 49 que é muito divertida.

Animei um pouco para começar a ver Halt and Catch Fire agora.

Responder
planocritico 18 de setembro de 2019 - 16:50

Halt and Catch Fire é sensacional. Se interessar, fiz as críticas das três primeiras temporadas aqui: https://www.planocritico.com/tag/halt-and-catch-fire/

Ainda estou devendo a crítica da última!

Abs,
Ritter.

Responder
Hugo 29 de abril de 2018 - 11:43

Noooooossa! Essa série é boa como chocolate com morango! Chocolate amargo é claro, com uma boa dose de avelã. Minto, é bem difícil dirgerir The terror, assim como The handmand’s Tale. Mas, no fim de cada episódio a imersão causada me deixa malzão.
Ritter sou seu fã!

Responder
planocritico 29 de abril de 2018 - 17:14

Obrigado, @disqus_LJsezlY5Fi:disqus !

Mas essa série realmente é uma maravilha! Adorei sua comparação culinária.

Abs,
Ritter.

Responder
Hugo 29 de abril de 2018 - 11:43

Noooooossa! Essa série é boa como chocolate com morango! Chocolate amargo é claro, com uma boa dose de avelã. Minto, é bem difícil dirgerir The terror, assim como The handmand’s Tale. Mas, no fim de cada episódio a imersão causada me deixa malzão.
Ritter sou seu fã!

Responder
Rafael N Motta 27 de abril de 2018 - 10:40

Desde o terceiro episódio só consigo achar versões dubladas, mesmo em dias diferentes não acho a legendada. Você consegue o episódio legendado? O dublado sinto que perde-se muito da espetacular interpretação dos atores da série. E parabéns pela ótima critica.

Responder
planocritico 29 de abril de 2018 - 21:31

Obrigado!

Eu vejo simultâneo no canal AMC em inglês, sem legendas. Dublado não dá…

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael N Motta 27 de abril de 2018 - 10:40

Desde o terceiro episódio só consigo achar versões dubladas, mesmo em dias diferentes não acho a legendada. Você consegue o episódio legendado? O dublado sinto que perde-se muito da espetacular interpretação dos atores da série. E parabéns pela ótima critica.

Responder
Huckleberry Hound 25 de abril de 2018 - 16:31

Aquela cena da “Lady Silence” com o Tunbaaq foi como se tivesse vindo de um pesadelo…

Responder
planocritico 26 de abril de 2018 - 05:00

Foi mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 25 de abril de 2018 - 16:31

Aquela cena da “Lady Silence” com o Tunbaaq foi como se tivesse vindo de um pesadelo…

Responder
João Marcelo Villanova 25 de abril de 2018 - 00:30

Que diabos… fico eu aqui resmungando: Sai a crítica do The Flash mas não a do The Terror. Ô raiva… rsrsrs
Que série meus amigos…. que série. Mas confesso que a cada término de episódio tenho que me recompor um pouco pois o tormento e angustia transmitidos pelas atuações do elenco.. é pesado!

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 01:03

Nada. Aqui The Terror sai no dia seguinte que passa o episódio da TV. Foi ao ar na segunda, terça já tem crítica!

Mas é mesmo. O elenco é de deixar qualquer um de queixo caído.

Abs,
Ritter.

Responder
Talles Henrique 25 de abril de 2018 - 00:11

Estou gostando muito da série, mas estou com uma dúvida, ela será completamente encerrada na 1ª temporada ou ainda haverão mais?

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 01:02

@disqus_DCJqXVLxHJ:disqus , ela acaba completamente nessa temporada. É uma minissérie na verdade que chegou a ser anunciada como sendo uma série de antologia. Se for antologia mesmo, a próxima história será diferente.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 01:02

@disqus_DCJqXVLxHJ:disqus , ela acaba completamente nessa temporada. É uma minissérie na verdade que chegou a ser anunciada como sendo uma série de antologia. Se for antologia mesmo, a próxima história será diferente.

Abs,
Ritter.

Responder
Talles Henrique 25 de abril de 2018 - 07:22

Muito obrigado pela explicação e parabéns pelas otimas materias !

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 09:10

Disponha e obrigado!

– Ritter.

Responder
Talles Henrique 25 de abril de 2018 - 00:11

Estou gostando muito da série, mas estou com uma dúvida, ela será completamente encerrada na 1ª temporada ou ainda haverão mais?

Responder
Leo Martins 24 de abril de 2018 - 21:45

Aparentando ser alguém de límpida consciência até que não fora mais, vejo no Dr. Stanley um tipo de degradação diferente, aquela que se esgueira e se mostra quando é tarde demais para tentar impedir seu ato de aparecer. Talvez a mais perigosa de todas para uma expedição como essa. Da minha perspectiva, foi uma escolha assertiva esconder qualquer mudança exterior do Dr. Stanley.

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 01:03

É, sem dúvida, uma forma de encarar a mudança do Dr. Stanley!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de abril de 2018 - 01:03

É, sem dúvida, uma forma de encarar a mudança do Dr. Stanley!

Abs,
Ritter.

Responder
Leo Martins 24 de abril de 2018 - 21:45

Aparentando ser alguém de límpida consciência até que não fora mais, vejo no Dr. Stanley um tipo de degradação diferente, aquela que se esgueira e se mostra quando é tarde demais para tentar impedir seu ato de aparecer. Talvez a mais perigosa de todas para uma expedição como essa. Da minha perspectiva, foi uma escolha assertiva esconder qualquer mudança exterior do Dr. Stanley.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 24 de abril de 2018 - 20:03

A essa altura, muitos (como eu) já terminaram de assistir. Sem entregar nenhum detalhe, afirmo que a coisa só melhora nos episódios seguintes. Uma obra de raro primor técnico e narrativo, merece figurar no panteão das grandes séries feitas em tempos recentes.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 20:46

@rodrigorochavaz:disqus , contanto que você prometa vir aqui a cada crítica dos episódios comentar sobre o que achou, está perdoado por ter assistido essa maravilha correndo!

HAAHHHAHAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 25 de abril de 2018 - 13:43

HAHA, prometo ficar tão calado quanto Lady Silence (maldade)

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 25 de abril de 2018 - 13:43

HAHA, prometo ficar tão calado quanto Lady Silence (maldade)

Responder
Joly81 24 de abril de 2018 - 19:08

Concordo com a análise a respeito do Dr. Stanley. Sua motivação para aquele ato, ao meu ver, consiste no olhar cético que ele tem acerca das chances de sobrevivência de todos ali, principalmente depois da questão do envenenamento alimentar. Porem, realmente isso ficou muito implícito, quase que numa camada invisivel do texto. Tirando essa questao, esse é um dos episódios de série mais espetaculares que vi nos ultimos tempos. The Terror é uma jóia rara.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 19:21

@olynthooliveira:disqus , às vezes temos que fechar os olhos para uns probleminhas diante da grandiosidade do que está ao redor!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 19:21

@olynthooliveira:disqus , às vezes temos que fechar os olhos para uns probleminhas diante da grandiosidade do que está ao redor!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 24 de abril de 2018 - 20:03

A essa altura, muitos (como eu) já terminaram de assistir. Sem entregar nenhum detalhe, afirmo que a coisa só melhora nos episódios seguintes. Uma obra de raro primor técnico e narrativo, merece figurar no panteão das grandes séries feitas em tempos recentes.

Responder
Paladino da Moralidade 24 de abril de 2018 - 18:26

Parabéns pela critica. Esta serie é simplesmente épica (entra no meu top 5 de melhores series tranquilamente). Nos próximos episódios veremos a derrocada da sanidade, e a humanidade sendo consumida de forma atroz. O que acabara por nos proporcionar alguns dos momentos e diálogos mais emocionantes da serie, juntamente com a redenção de um verdadeiro Capitão Crozier!

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 19:22

Obrigado, @Good_B0y:disqus ! Derrocada da sanidade! Gostei! É bem por aí mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 19:22

Obrigado, @Good_B0y:disqus ! Derrocada da sanidade! Gostei! É bem por aí mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Joly81 24 de abril de 2018 - 19:46

Realmente o que vem adiante é algo memorável, atordoante, inesquecível, angustiante… sao muitos adjetivos. No fim das contas, quando terminamos a serie, fica aquele sabor de ter visto algo singular e com pena de ter acabado.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 20:02

@olynthooliveira:disqus , esse é o mal de sair correndo para acabar a série! Deveria ter degustado com calma como estou fazendo! HAHAHAHHAAHAHHAH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 20:02

@olynthooliveira:disqus , esse é o mal de sair correndo para acabar a série! Deveria ter degustado com calma como estou fazendo! HAHAHAHHAAHAHHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Joly81 24 de abril de 2018 - 20:14

E estou esperando pacientemente sua crítica semanal hehe

Responder
planocritico 24 de abril de 2018 - 20:45

Acho bom, hein? HAHAHAAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

planocritico 24 de abril de 2018 - 20:45

Acho bom, hein? HAHAHAAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Joly81 24 de abril de 2018 - 19:08

Concordo com a análise a respeito do Dr. Stanley. Sua motivação para aquele ato, ao meu ver, consiste no olhar cético que ele tem acerca das chances de sobrevivência de todos ali, principalmente depois da questão do envenenamento alimentar. Porem, realmente isso ficou muito implícito, quase que numa camada invisivel do texto. Tirando essa questao, esse é um dos episódios de série mais espetaculares que vi nos ultimos tempos. The Terror é uma jóia rara.

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