Home TVEpisódio Crítica | The Walking Dead – 10X16: A Certain Doom

Crítica | The Walking Dead – 10X16: A Certain Doom

por Iann Jeliel
5340 views (a partir de agosto de 2020)

A Certain Doom

Esta jornada… sua jornada… deve ser completada. Não só para você, mas para todos nós aqui e aqueles que nós deixamos para trás. Devemos tentar. Isso é o que nos trouxe tão longe. E isso é o que eu quero lembrar. A Certain Doom A Certain Doom A Certain Doom

Rei Ezequiel A Certain Doom

  • SPOILERS do episódio e da série. Leiam aqui as críticas das demais temporadas, games e HQs. E aqui, as críticas de Fear the Walking Dead.

No fim das contas, a pandemia trouxe um lado benéfico para definir o destino de The Walking Dead. Se por um lado assustou a série adiar sua season finale por não estar pronta dentro de três semanas de sua exibição, por outro a decisão de adiá-la talvez tenha sido a melhor que os produtores da série tomaram nos últimos anos, quando pouco se criou, mas se “consertou”. Desde a sétima temporada, em que o arco do Negan (Jeffrey Dean Morgan) foi postergado erroneamente por duas, a série assinou seu decreto de crise. Crise de audiência, decrescente conforme cada nova enrolação inserida, que provocou uma crise interna de recursos orçamentários e de personagens, com a saída de vários membros de peso do elenco principal – Carl (Chandler Riggs), Rick (Andrew Lincoln), Maggie (Lauren Cohan) e Jesus (Tom Payne). A nona temporada até conseguiu organizar o caos deixado pelas duas anteriores com sucessivas renovações, mas no fim, quando tinha que entregar seus efeitos práticos nessa temporada, recuou novamente sobre um novo pano de fundo, mas ainda enrolativo, dentro de dramáticas pouco substanciais e circuladas de promessas de um futuro que a série não tinha mais recursos para entregar em longo prazo.

Episódio adiado e Coronavírus cessando as capacidades produtivas, as criativas puderam finalmente ser pensadas com clareza. Será que valia a pena arriscar mais uma nova vida da série? A resposta nesse contexto é evidente. Por mais que defenda a tese de que pouquíssimas séries chegaram a 10 anos de existência ainda com tantas ferramentas dramáticas que as sustentassem substancialmente por mais tempo, é preciso saber o momento de encerrar um ciclo, especialmente se esse ciclo já não tem nem mais quem o iniciou, ou seja, talvez essa hora já pudesse ter passado para The Walking Dead, mas este episódio dá um fio de esperança que a série ainda tem sua última cartada. Sei que parecem contraditórios esses argumentos, visto que a season finale não é mais este episódio e que a série ainda terá mais seis episódios para terminar a temporada. Contudo, mesmo não sendo um episódio de fechamento, há um fechamento – até para não ser sacana com o público – da ameaça dos sussurradores, de modo prático, objetivo e que ainda valorizou e deu um beijinho sobre o potencial desperdiçado com esses vilões.

Mesmo que a sensação final ao pensar nesse arco como um todo é de que eles nunca foram esse desafio tão grande quanto prometiam – logo, não precisavam ter demorado quase duas temporadas para se resolver, tipo o Negan. O episódio consegue centralizar os seus baixos recursos para compensar a promessa numérica com a periculosidade ao que importa, sem precisar matar ninguém prejudicial no processo. Parece algo simples, mas é um feito deveras louvável vindo de uma série que já não conseguia oferecer essa sensação de ameaça sem apelar para perdas sentimentais práticas, mesmo em seus grandes episódios ao longo desses anos complicados. Existiram as exceções no meio do caminho, inclusive na própria temporada com Squeeze, mas naquele episódio e em outros, a sobrevivência vinha mais dos perigos do cenário do que exatamente de suas fontes primárias, os zumbis. Aqui não, toda execução do plano que precisava passar no meio de zumbis é conduzida de uma forma verdadeira, a câmera e os personagens se jogam no mar de mortos como se a vida deles realmente dependesse disso.

Essa vulnerabilidade é construída ao longo de todo o episódio, parece banal, mas foi o que fez The Walking Dead ser luxuosa em seus tempos de glória e oferecer um ponto de vista em que os personagens sentiam que tinham algo a perder, e que você realmente testemunhasse o perigo que trazia essa sensação a eles. Greg Nicotero volta à boa forma de dirigir episódios decisivos e conduz a experiência do mar de mortos com tremenda destreza, uma claustrofobia instaurada imagética e sonoramente, com os barulhos dos zumbis tomando conta do ambiente, e a tela preenchida com eles no melhor que os efeitos práticos da série tinham a oferecer, palpáveis, grotescos e presentes. Um preenchimento espacial preciso matura a ideia de que algo possa acontecer e que, mesmo que não aconteça, esse domínio de timing é suficiente para nos colocar numa atmosfera de grandiosidade, mesmo que a série não esteja totalmente presente visualmente.

Falo isso porque a figuração da temporada é um problema, não há a quantidade de sussurradores que deveria, assim como não há a quantidade de pessoas dos cinco reinos ali, mas aqui isso pouco importa, porque não é a guerra que constrói a grandiosidade, ela não está nos números, e sim nos pequenos momentos conduzidos de forma grandiosa e valorizada. O retorno de Maggie é gratificante nesse sentido, é a série puxando tudo o que resta de importante para se juntar novamente e iniciar o fim, que precisa ter o seu melhor disponível, “vibe” Padre Gabriel (Seth Gilliam), que só pela disposição de sacrifício e proteção ao que restou já evoluiu um pouco mais como personagem. Por isso também que Carol (Melissa MacBride) e Lydia (Cassady McClincy) não começam uma nova relação de maternidade, cada arco individual se preenche com o que havia sido produzido, uma salva a outra, literalmente e simbolicamente, na belíssima cena do penhasco, que seria ainda melhor se a temporada inteira fosse pensada para esse momento. Independentemente de pensar ou não, funciona porque, como dito, é a série se valorizando dentro do que tinha, levando Negan, Beta (Ryan Hurst) e Daryl (Norman Reedus) num duelo rápido, mas com movimentos tão plásticos quanto poéticos, visto o embate particular de cada um envolvido. É a redenção de que Negan precisava, é o momento que Daryl deveria ter tido, é a morte que Beta merecia.

E essa convergência de recursos fica muito clara e parece que finalmente tem aonde ir, no gancho deixado com Eugene e sua jornada para Stephanie, e com Virgil (Kevin Carroll) encontrando Connie (Lauren Ridloff) empoeirada da caverna. Não fica tão clara ainda a temporalidade entre as cenas, mas dá para supor que elas acontecem antes da ação principal e, de algum modo, o retorno de Maggie será a ponte da primeira, e Virgil uma ponte para que no futuro os outros encontrem aqueles esquecidos para desdobramentos finais. Lógico, com a instabilidade do universo The Walking Dead é bem possível que essa ideia e sensação passada se esvazie ao longo dos próximos episódios, mas só dentro desse hiato de meses sem um episódio, há uma transformação considerável de maturidade para um fim, que diante de seu anúncio, tinha mais é que estar presente. Ainda haverá 30 capítulos até lá, fora a confirmação do derivado de Daryl e Carol (o que preocupa de algum modo), e a sensação dada por este episódio não só é promissora como bem muito bem entregue dentro dele. Resta saber se esse novo hiato de um ano para pensar o que fazer do encerramento do ciclo será devidamente bem pensado, para ser igual e sequencialmente bem executado, como foi este início do fim.

The Walking Dead – 10X16: A Certain Doom | EUA, 04 de outubro de 2020
Direção:
Greg Nicotero
Roteiro: Jim Barnes, Eli Jorne, Corey Reed
Elenco: Norman Reedus, Melissa McBride, Christian Serratos, Josh McDermitt, Seth Gilliam, Ross Marquand, Khary Payton, Ryan Hurst, Jeffrey Dean Morgan, Callan McAuliffe, Eleanor Matsuura, Cooper Andrews, Nadia Hilker, Cailey Fleming, Cassady McClincy, Lauren Ridloff, Dan Fogler, Kevin Carroll, Paola Lázaro, Kenric Green, Angel Theory, Avianna Mynhier, Kerry Cahill, Nadine Marissa, Karen Ceesay, Lauren Cohan, Alex Sgambati, Briana Venskus, Gustavo Gomez, Anthony Michael Lopez, Anabelle Holloway, Antony Azor
Duração: 45 min.

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34 comentários

Felipe Brandon 19 de outubro de 2020 - 09:37

Eu só vi esse episódio agora, achei muito bom. Pena que houveram muitos percalços nessa segunda metade da temporada. Acho que fazem o roteiro nas coxas e alteram quando querem, então já viu.
Sobre os eps extras eu não sei o que esperar. Pode sair algo muito bom, porém pode sair algo tão ruim que eu tenho até medo de pensar no que virá.
No mais, espero que ao menos o final da série seja realmente digno de final.

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Iann Jeliel Pinto Lima 19 de outubro de 2020 - 11:58

Sim, concordo que o caminho até ele foi bem duvidoso, principalmente os episódios 12, 13 e 14. Nunca dá para confiar totalmente em The Walking Dead né? Mas vamos torcer pelo melhor, tanto para os episódios extras, quanto para o final da série.

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JC 15 de outubro de 2020 - 15:33

Que episódio excelente….porque todos os outros não poderiam ser assim? heheehehe
Cada vez mais enxergo que vai acabar exatamente como na HQ, claro com as devidas faltas de personagens.
Mas tá se encaminhando certinho.

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Iann Jeliel Pinto Lima 17 de outubro de 2020 - 00:03

O que me da raiva é que eu sei que The Walking Dead mesmo sem recursos pode entregar um episódio assim toda semana, só não entrega porque não quer hahaha

Esse começou a encaminhar bem mesmo.

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S0mBRa 13 de outubro de 2020 - 17:02

Boa tarde, não sei onde pedir, mas vai ter crítica de Fear twd 6º temporada?

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planocritico 14 de outubro de 2020 - 10:03

Vai sim. Sairá toda quinta-feira aqui nos site para manter equilíbrio entre as séries que acompanhamos por episódio.

Abs,
Ritter.

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Raniere Mendes 11 de outubro de 2020 - 07:12

Bem que poderiam fazer destes 6 últimos episódios uma temporada curtinha como a primeira. Algo que por mais que influenciasse os acontecimentos posteriores, fosse contido em si; porém da forma como a série está se arrastando já a algum tempo, acredito que devem correr atrás do próprio rabo nestes episódios finais.

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Iann Jeliel Pinto Lima 13 de outubro de 2020 - 13:03

Não é uma má ideia mesmo, e não acho que esteja totalmente descartável até ter uma confirmação mais direta.

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King 13 de outubro de 2020 - 13:03

A primeira temporada não tinha uma trama grande e cheia de coisas aqui e ali, era apenas uma história de um grupo pequeno tentando sobreviver num apocalipse zumbi. Por conta disso, seis episódios caíram como luva. The Walking Dead hoje já se tornou uma série com muitas coisas acontecendo, muitos personagens indo e voltando e elementos sendo apresentados e só 6 episódios não parece uma decisão muito certa de fazer um final, Game of Thrones tá aí como exemplo.

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Iann Jeliel Pinto Lima 14 de outubro de 2020 - 12:19

Acho eu, que ele não quis dizer a temporada final, mas sim uma nova temporada com menos episódios. Acho que poderia, se diminuíssem a quantidade de episódios por temporada, com ainda 31 episódios para o fim, dava mais 6 temporadas curtas e que poderiam ter bastante tempo investido para saírem ótimas. Mas é algo meio fora de cogitação, infelizmente.

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Luan Sousa Santos 10 de outubro de 2020 - 08:51

Certo, esse não é o final da temporada, mas os outros 6 vão sair nas próximas semanas? Porque se não vão eu não vejo muito sentido nisso.

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 10:45

Não. Vão sair ano que vem. Porque? Acho que para arrumar a casinha.

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King 13 de outubro de 2020 - 13:03

Nem gravados foram.

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Fernando Iland 10 de outubro de 2020 - 08:51

Achei um bom episodio, porem nao bom o suficiente para suprir o que toda temporada foi em questao de perda de tempo, eu via os episodios mexendo no celular, só acho que foi o unico episodio bom da temporada, tambem nao tem como esperar menos do ultimo episodio, naquela cena do grupo se camuflando nos zumbis,pessoal foi corajoso de só colocar sangue na roupa, e andar quase que olhando dentro da cara dos zumbis, e claramente o Negan nao estava nem um pouco preparado para peitar o Beta, uma luta que poderia ter durado mais um pouco.

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 10:48

Não, não foi suficiente, mas isoladamente esse e o nono, são episódios excelentes. Isso da roupa é curioso, mas não me incomodou, acho que dentro da situação ali, ficou plausível ainda e deixou tudo mais tenso. Sobre o Negan, ele foi meio que no foda-se mesmo e achei a solução de quebrar a luta, um bom anti-climax.

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samuel marques 9 de outubro de 2020 - 15:13

Ótimas lembranças dos bons tempos que a série já teve, saudades de uma fazenda e uma prisão, The Walking Dead foi uma série que me marcou muito(como esquecer do choque que levei quando vi meu querido Glenn morrer), mas uma coisa é certa, The Walking Dead já não é mais a série que foi um dia, perdeu muitos personagens importantes e boa parte dos que ficaram não conseguem ser tão bons quanto, não me importo mais tanto assim com os personagens, sem contar também que é um número gigante de personagens, um mais desinteressante que o outro, a entrada dos Sussurradores foi uma boa adição no inicio(principalmente por causa da ótima atuação da Samantha Morton), mas não mostraram a que veio no resto de sua passagem, no geral o que quero dizer é que a série já deveria ter acabado, que bom que já anunciaram o fim, pois como eu disse, eu amo essa série e adoraria que terminasse com um fim digno(atrasado, mas digno), no mais quero agradecer por ter conhecido essa série incrível, sempre me lembrarei dos bons momento.
Ps. A série nem acabou e já estou me despedindo kkkk

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 08:51

Cara, concordo inteiramente. Tanto que (SPOILER) terminar World Beyond, vou trazer críticas por episódios das primeiras temporadas que faltam no site, em preparação para o fim. Se ele não for digno, eu pelo menos farei dignidade, a essa série que também amo bastante.

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Sussurrador 10 de outubro de 2020 - 08:51

A nona temporada foi incrível Os Sussurradores eram mais assustadores e sinistros do que nunca já a décima achei inferior mas ainda com ótimos episódios é bem melhor que a sétima e oitava e eu considero esse episódio um fim o próximo já devia contar como décima-primeira!

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 10:45

Ainda tem mais 6 episódios, mas acho que minha opinião não mudará, essa é a temporada mais fraca de The Walking Dead por enquanto, mais do que a 8° e 7°.

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Edp 9 de outubro de 2020 - 15:13

Eu assisto a série mais por apego emocional do que pela qualidade e agora que anunciaram que só tem mais uma temporada, estou no modo nostalgia.

Achei o episódio mais ou menos, logo de cara vi a duração e pensei, opa, muito curto para um episódio importante.

“eles nunca foram esse desafio tão grande quanto prometiam”, interessante, eu acho eles os melhores vilões e o que me causaram mais impacto, inclusive pq mataram Tara, Jesus, Enid, que ninguém liga, mas eu gostava bastante, mas no final é bem isso mesmo, embora a galera não sabia que eram poucos, né? Pq aí eu penso, quando Daryl resgatou a Lydia e o HenryZzz poderia ter voltado com geral, matado os sussurradores e pronto.

– bem bolado a Lydia avisar o povo do arco quem era sussurrador, essa sim, foi uma boa solução pra dar cobertura pra quem saiu do prédio..
– eu ri com o Daryl dizendo vamos voltar lá e matar todo mundo, tipo a noite ainda, pq não fizeram isso antes rs? Aliás, ele ou a Lydia fazer isso, ok, o resto huahu
– eu esperava pelo menos 1 min de luta entre Beta e sei lá, podia ter uma surpresa, coloca o Aaaron pra matar ele.
– eu achei engraçado o pessoal saindo do prédio de cara limpa, nem passando sangue e vísceras na cara, mas taí um ponto de saturação de história talvez, o maior obstáculo que é viver num mundo zumbi, foi superado, já se sabe como viver com eles e evitar ser mordido.

– Padre Gabriel ainda vivo, torci para que a baixa do episódio fosse ele, ainda não, infelizmente.

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 08:51

Ótimas colocações. Ainda não entrei no modo nostalgia inteiramente, mas o sentimento é esse mesmo, acho que a série colocou esse descanso para poder ir fechando os ciclos aos poucos e valorizando o que construiu no emocional.

– Gosto de como esse episódio meio que assume isso que os sussuradores não são essa bola toda, e aí vem a solução do Daryl, vamo matar todo mundo agora mesmo, porque não?

– As mortes que citou pra mim estão entre as mais sem peso da série, foi literalmente só fazer a limpa nos chatos (as estacas). Já a morte de Jesus foi ótima, na época me deu um gostinho de que vinha negocio grande, uma pena que não foi bem assim.

– Concordo, as soluções são bem criativas nesse episódio. A da caixa de som valorizando aquela galeria que eles encontraram temporadas atrás, foi uma boa sacada também.

– Gosto do anti-climax, seria mais genérico se tivesse a luta. A forma como ele morreu mostra que no mais, Beta era só um capacho mesmo.

– Eu comentei isso em outra resposta aí acima, não me incomodo, eu acho que até deixou a cena mais tensa e dentro do que falou, sim, é bem plausível.

– Acho que foi certo não mata-lo, Hoje é um dos personagens com mais casca, esses que a série tá em falta.

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Eu Apenas 22 de janeiro de 2021 - 23:04

Na sexta temporada tem o episódio que eles saem no meio dos zumbis em Alexandria com a cara limpa também.

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Sussurrador 9 de outubro de 2020 - 15:13

Eu dúvido que o arco dos “Storm Troopers” seja melhor que esse nem na HQ eu gosto mas o último capítulo “A casa na fazenda” encerra a HQ com chave de ouro!

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Iann Jeliel Pinto Lima 10 de outubro de 2020 - 08:51

Esse arco dos sussuradores na série, de modo geral, ficou aquém do que poderia. Tem seus ótimos momentos é verdade, mas até por limitações orçamentarias, podia ser mais grandioso, gosto de como os bons episódios nesse meio, sabem lidar bem com essa grandiosidade minimizada em pequenas ações bem construídas. Nem todas foram assim, mas a ideia geral desse e dos episódios da caverna, da neve, é essa. Sobre esse próximo arco, honestamente ainda não sei o que pensar, preciso saber como será organizado primeiro entre essa e a ultima temporada para opinar melhor.

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Valdir Martins 6 de outubro de 2020 - 22:18

Pensei q ontem era o episódio final da décima temporada.

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Iann Jeliel Pinto Lima 6 de outubro de 2020 - 22:20

Era, mas tem mais 6 episódios para estrear ano que vem, ainda da 10° temporada.

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Biônico no Halloween 6 de outubro de 2020 - 22:18

Olha, minha nota fica 3.5/5 ou 4/5 (7.5 ou 8)

Achei 30 minutos desse episódio simplesmente perfeito, mas aí quando chegou a morte de Beta desandou um pouco, a morte dele foi bem decepcionante, não pelo jeito que ele morreu pq foi muito massa as facadas nos olhos, mas foi rápido demais, levou nem 1 minuto
Eles matando os sussurradores dentro do mar de mortos antes disso foi também rápido e fácil demais (5 pessoas matando tudo? Pf né), eu pensei que fariam uma adaptação da batalha que acontece nos quadrinhos que tem grupos na frente da horda enquanto outros entram pra matar eles na surdina, ficaria bem melhor. E ainda podiam ter incluído assim Rosita, Aaron e uma galera como linha de frente da batalha, dando um papel importante pra eles, e aí poderíamos ter visto mais do ninja também que foi demais, amei demais aquilo. E com Rosita, podiam ter matado no final que não faria falta alguma, e daria mais peso.
Aí depois já tava Lydia (sozinha, o que foi estranho considerando o tamanho da horda, nem Alfa nem Beta nunca guiaram a horda sozinhos, mas passo pano pra isso)
Apesar de gostar muito da cena do penhasco, emocionante e tal com Carol e Lydia, acho que Carol deveria ter morrido mesmo, mas foi aceitável a decisão pelo fato da 11ª temp ser a última, então matar gente importante agora não é uma boa ideia, só achei que não fez sentido os zumbis não atacarem as duas na hora que Lydia segurou a mão dela (porém passo pano pq foi bonita a cena)

No geral, foram 30 minutos perfeitos, e 10 minutos muito corridos que podiam ter sido 30 minutos (ou seja, o episódio deveria ter tido pelo menos 1 hora de duração) + 5 minutos finais perfeitos com um gancho que achei ótimo

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Iann Jeliel Pinto Lima 6 de outubro de 2020 - 22:20

Vamos lá, você levantou vários pontos interessantes.

1) Não vejo como corrido, achei objetivo e que respeita o mínimo de logica nas elipses temporais (algo que a temporada não fez).

2) Foi fácil, porque na prática, os sussuradores nunca realmente foram essa ameaça toda, se ver na temporada inteira, há poucos numericamente, porque parece que a série não tem mais orçamento para fazer grandes batalhas, logo já foi meio que assumido que não teria a epicidade dos quadrinhos, assim pode-se trabalhar mais honestamente dentro das limitações ao invés de prometer algo que não iria cumprir.

3) Honestamente não senti falta de mortes para dar peso, mais concordo que poderia ter mais gente ali no ápice, tais como Rosita e Aaron que nem lembro se deram as caras no episódio. A própria Maggie e o Ninja não fazem tanto, mas acho que a simbólica deles ali já foi suficiente.

4) Por mim a Carol já tinha ido a algum tempo, mas temos que aceitar sua imortalidade. Então, sempre é bom quando a série quase convence que ela iria embora (e olha, acho que poucas vezes isso foi levado tão ao limite).

5) Não vejo problemas na cena do penhasco, a Lydia carregando os mortos acho bem plausível, bem como os mortos não verem as duas ali escondidas e ainda disfarçadas. Se fosse pra ser chato, era pra ter cobrado já da primeira cena que o pessoal devia tá mais coberto de entranhas.

De modo geral, gostei como foi, curto e grosso. Até entendo quem achou apressado, mas pra mim foi no timing ideal.

Responder
S0mBRa 6 de outubro de 2020 - 22:18

Foi realmente um bom episódio. Na verdade foi muito bom, porém tinha capacidade pra ser PERFEITO se deixassem as narrativas interessantes (como o retorno da Maggie, queria vê-la falar com Carol/Daryl ou ver o Negan junto deles / Duelo do Negan x Beta durar mais que 30s, etc…) com um tempo a mais de tela.
Enfim, um dos melhores eps da temporada ao menos. Twd ainda vive, e eu não estou chocado.
Foi uma temporada empolgante e todo arco dos Sussuradores foi muito bem trabalhada, claro com alguns momentos desperdiçados aqui e ali, mas o saldo da temporada/arco como um todo ainda sai (ao menos pra minha pessoa, em minha opinião): positivo.

(Mas devo dizer que a confirmação do Spin Off do Daryl+Carol estragou toda experiência de medo pela morte de ambos nessa finale, pqp. Foi uma jogada de informação muito mal feita, pq n esperar sair o ep, se o Spin Off só ocorre lá pra 2023/2024?). Só isso que me incomodou a nível de estragar um pouco a experiência de assistir, já havia levado spoiler da própria AMC, foda. Daria nota 4/5.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de outubro de 2020 - 22:20

Meu saldo da temporada ainda é negativo, mas temos 6 episódios para me fazer mudar de ideia. Honestamente não senti falta dessas cenas, acho que a simbólica do retorno de Maggie já suficiente, assim como os abraços dela com o pessoal no final, o duelo Negan e Beta durou o tempo certo (melhor não entregar o massa vei e quebrar a expectativa do que entregar um preguiçoso).

No mais, concordo sobre isso do marketing, é foda. A morte do Rick pra mim por exemplo, quase não teve impacto porque já estava sendo anunciada desesperadamente para chamar audiência. Mas nesse caso, a série QUASE me convenceu de que matariam a Carol e isso por se só é um mérito a parte.

Responder
Glockenspiel Song 6 de outubro de 2020 - 22:18

Curti bastante esse episódio. A parte do penhasco achei maravilhosa, uma bela simbologia do fim do arco dos Sussurradores e ao arco psicológico da Carol.. Aliás achei essa temporada a mais emocionante de todas em termos de humanização. A trilha sonora dessa temporada foi fantástica também. Bela crítica!!

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de outubro de 2020 - 22:20

Gosto muito da cena do penhasco, ela é simbolica inclusive para o que pode ser The Walking Dead daqui pra frente. Sobre a humanização, de um modo geral, acho que ela funciona mais em momentos isolados do que no todo da temporada. Acho que o auge da série nesse sentido, era na 2° temporada.

Responder
Roberval Machado 6 de outubro de 2020 - 22:18

Só descobri que a série tinha voltado (quer dizer, só esse episódio) porque saiu a crítica aqui. Ainda consegui ver na reprise de segunda na Fox. A grande mídia não parece ter dado muito destaque para série, por exemplo, antes era comum ter matérias no Uol sobre expectativas ou críticas dos episódios, nesse não vi nada. Se teve, nem percebi.

Achei um ótimo episódio, mas a série já me cativa mais como antes. Verei até o fim, mas sem a mesma empolgação de antes.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de outubro de 2020 - 22:20

Com o tempo vai se perdendo mesmo, são 10 anos de série, nada é eterno. To contigo, acompanharei até o fim e continuarei defendendo, mas hoje, dificilmente empolga, mesmo nesse episódio que acho muito acima do que vem sendo a média desde a 7° temporada.

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