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Crítica | The Walking Dead – 2X05: Chupacabra

por Iann Jeliel
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Chupacabra

  • SPOILERS do episódio e da série. Leiam aqui as críticas das demais temporadas, games e HQs. E aqui, as críticas de Fear the Walking Dead.

De longe Chupacabra é o episódio que menos propriamente avança a história nessa primeira metade de segunda temporada, mas não deixa de cumprir um papel importante no acúmulo de tensões e no tradicional desenvolvimento de personagens. Isso porque, é um episódio que meio que promete, uma intensificação na busca por Sophia (Madison Lintz), parecendo que finalmente vai engrenar para esse lado, na perspectiva otimista da coisa. Ora, como pensar diferente? Afinal Daryl (Norman Reedus), quase perde a vida duas vezes para conseguir encontrar um brinquedo de pelúcia que indica um paradeiro próximo – mal sabíamos que seria bem mais próximo do que imaginávamos –, ou seja, está perto. Essa falsa sensação de esperança, gerava numa primeira vista, uma falsa sensação de progresso, reivindicado, por um não progresso que iria para frente não na concretude da história, mas como dito, nos seus aspectos pessoais.

São poucos movimentos, mas eles trazem mudanças perceptíveis, de novo, naquele aspecto rotineiro em jogo. Rick (Andrew Lincoln) e Hershel (Scott Wilson) tem um novo desentendimento quando um de seus filhos, Jimmy (James Allen McCune) sai para ajudá-los na busca e Daryl pega sem avisar um dos cavalos, que ainda foge para piorar a situação. Enquanto isso, Maggie (Lauren Cohan) e Gleen (Steven Yeun) continuam numa tensão sexual estranha. É ambíguo se ela gostou ou não do sexo no episódio passado, mas independente disso, como Dale (Jeffrey DeMunn) comenta ao coreano, que é bom que Hershel não saiba do acontecido, pois a expectativa, seria justamente esse aumento de tensão na permanência dos personagens ali, consequentemente da eficiência pela busca por Sophia. Hershel até reforça isso comentando com Maggie rapidamente, para não se envolver tanto emocionalmente com eles – no caso, o grupo de Rick. Há propriamente, nenhum avanço de desconforto, mas implante para novas situações desconfortáveis, num clima interno visado por múltiplos desconfortos.

Obviamente, o mais evidente no episódio é do triangulo Rick, Shane (Jon Bernthal) e Lori (Sarah Wayne Callies). Gosto muito da sequência inicial, mostrando antes do apocalipse o início da conexão emocional entre os talaricos, para mais tarde, novamente refletir na angústia consequencial, cada vez mais desgastada por ambos, seja Lori com a gravidez sem poder ou na dúvida de contar para Rick, seja Shane que pela primeira vez confronta diretamente o Rick ideologicamente com as suas tomadas de decisão. A cena inclusive, é uma das minhas favoritas da temporada, começando despretensiosa falando sobre os amores da adolescência dos amigos, passando para um subliminar verde de Shane sobre a situação atual com Lori e entrando na discussão de fato, onde há um desentendimento pacífico, mas desestabilizador para Rick no momento emocional referente. É o pontapé de um embate prestes a ficar cada vez mais direto.

Falando nisso, é preciso destacar a cena de ação do episódio, protagonizada por Daryl, no seu primeiro momento mais motherfocker da série. O personagem, tropeça e cai em precipício cima da própria flecha, que atravessa a sua barriga, tenta escalar o morro dessa forma, cai novamente e enfrenta dois zumbis assim e sozinho, matando-os com direito a usar a própria flecha que estava em sua barriga. É uma cena e tanto, com direito ao “retorno” de Merle (Michael Rooker), como uma alucinação que promove mais desenvolvimento ao personagem, conflitando o seu caráter bonzinho e comicamente de fácil acreditador – a história hilária que ele conta do Chupacabra que dá o título ao episódio –, que basicamente o colocou naquela situação, afinal ele só se estropiou porque estava procurando a garotinha. Ainda vale mencionar, sua outra quase morte ao chegar todo lascado na fazenda, a parecer um zumbi, fazendo Andrea (Laurie Holden) não pensar duas vezes e atirar em sua cabeça, pegando só de raspão, numa ótima cena de tensão, que como qualquer outra nesse momento em que a vulnerabilidade era alta, podia resultar em fatalidade, mas resulta numa belíssima cena de Carol (Melissa McBride) reconhecendo as ações do caipira.

A verdade é que assim como Save the Last One, Chupacabra beneficia sua construção inteiro muito para o gancho final. A descoberta do celeiro cheio de zumbis é o estopim para todo aquele círculo de tensões explodirem no futuro próximo e certamente ele melhora o episódio como um todo, nos deixando maluco para saber o que vai acontecer.

The Walking Dead – 2X05: Chupacabra | EUA, 13 de Novembro de 2011
Diretor: Guy Ferland
Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick, Angela Kang
Elenco: Andrew Lincoln, Jon Bernthal, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Jeffrey DeMunn, Steven Yeun, Chandler Riggs Norman Reedus, Melissa McBride, Irone Singleton, Madison Lintz, Lauren Cohan, Michael Rooker, Emily Kinney, Scott Wilson, Jane McNeill, James Allen McCune, Adam Minarovich
Duração: 42 minutos

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