Home TVEpisódio Crítica | The Walking Dead – 7X05: Go Getters

Crítica | The Walking Dead – 7X05: Go Getters

por Ritter Fan
127 views (a partir de agosto de 2020)

  • Observação: Há spoilers do episódio e da série. Leiam a crítica de todas as demais temporadas, dos games e das HQs, aqui. E da série spin-off, Fear the Walking Dead, aqui.

Estamos no quinto episódio da sétima temporada e a escolha narrativa de Scott M. Gimple, apesar de problemas com repetições temáticas e uma exposição talvez exagerada dos Salvadores e de Negan, encontrou um bom equilíbrio. Afinal, diferente dos “cinco-minutos-por-núcleo” que vem irritantemente marcando Game of Thrones, o showrunner elegeu dedicar um episódio por grupo, o que permite desenvolvimento e clareza de propósito. Mas mesmo essa estrutura já vinha pesando e Go Getters consegue ser um saudável meio termo que, espero, seja o mote daqui para a frente.

Com o primeiro episódio Negan-cêntrico, marcando a triunfal entrada do vilão no universo de The Walking Dead, tivemos o segundo inteiramente focado em outros personagens marcantes, o Rei Ezequiel e sua tigresa digital Shiva. No terceiro, foi a vez do QG dos Salvadores e da alimentação canina de Daryl e, finalmente, no quarto, voltamos à Alexandria para ouvir um interminável discurso de Negan sobre como ele é o maior de todos, o chefão, o bam-bam-bam. Era óbvio, portanto, que Hilltop seria o próximo grupo a receber atenção de Gimple.

Mas, deixando de lado o risco de fazer o episódio parecer uma repetição light do anterior, vemos um pouco de Alexandria também, com Rick partindo para procurar alimentos e outras “oferendas” para os Salvadores, iniciando o ciclo semanal imposto por Negan e sua carinhosa Lucille. Já nesses primeiros minutos vemos e sentimos o descontentamento e a rebeldia de Carl que mostra uma coragem irresponsável ao encarar uma missão suicida, usando Enid como um meio para alcançar seu fim e, no processo, criando momentos genuinamente belos e descontraídos entre os dois que culminam com o primeiro beijo deles, beijo esse que também pode ser o último.

Com isso, apesar de Hilltop ser realmente o centro das atenções, a narrativa ganha camadas que primeiro preparam Carl para o que parece ser uma tentativa egoísta de assassinato de Negan e, em seguida, Enid, para formar uma trinca girl power com Maggie e Sasha a caminho de destronar o irritante Gregory de sua posição de liderança do vilarejo fortificado. Falando em Gregory, o ótimo Xander Berkeley volta para seu caricato papel, lembrando-nos do quão desprezível é o personagem que quase entrega Maggie e Sasha para Simon (Steven Ogg), ou melhor, Negan 2 e, no processo, para nossa alegria, perde toda sua bebida.

Mas a grande volta mesmo é a do ninja Jesus (Tom Payne) personagem que, apesar de ser interessantíssimo, havia desaparecido completamente da história há tempos. Parece, porém, que sua presença passará a ser cada vez mais importante, pois ele mostra a que veio ao defender Maggie e Sasha com unhas e dentes e ao bandear-se completamente para o lado delas ao final, planejando colocar a futura mamãe encabeçando Hilltop.

O  que fica evidente é a formação de um pequeno “grupo de elite” sob as barbas dos dirigentes das duas comunidades vizinhas. Gregory e Rick parecem não ter ideia que Rosita, Eugene e Michonne, de um lado, e Maggie, Sasha, Jesus e Carl (e possivelmente Daryl), de outro, estão razoavelmente juntos no propósito de derrubar o Macho Alfa Negan de seu Olimpo do Bullying. Quando (pois não é uma questão de “se”) Ezequiel e o Reino se juntarem à essa equação, a insurreição estará completa e provavelmente, com isso, teremos uma guerra em futuro próximo. O melhor é que Gimple parece estar fugindo do óbvio e fazendo algo “de baixo para cima”, pervertendo as expectativas de que planos salvadores precisam vir dos líderes. Com Rick aparentemente fora de combate pelo momento, os peões estão se movendo no tabuleiro à sua revelia, o que pode gerar histórias muito interessantes como a que provavelmente será no caso de Carl e Jesus a caminho da fortaleza dos Salvadores.

No entanto, Go Getters tem aquele inevitável ar de episódio preparatório. Ele é sim necessário e marcadamente superior ao monótono e repetitivo anterior, mas não deixa de ser uma espécie de rearrumação do tabuleiro para fazer o jogo andar em breve. Se espremermos a essência, não sai muito dali além do que descrevi acima, já que Finlandia aos berros no carro blindado (o detalhe do dedo metálico foi sensacional!) como prelúdio para a chegada de Negan 2 pode até ter sido um momento interessante em si, mas ele foi tão telegrafado para ser usado como a ponte para liderança de Maggie que foi inevitável rolar os olhos na sequência que não trouxe nenhuma tensão. E o dia seguinte, confesso que o bullying de Gregory por Negan 2 deixou-me preocupado por potencialmente ser uma repetição da semana passada. Felizmente, porém, ainda que o episódio tenha dedicado tempo demais para a situação, ela foi indolor e, narrativamente, ajudou na derrocada de Gregory.

Go Getters colocou as peças em seus respectivos lugares e nos apresentou aos demais jogadores equilibrando a narrativa em diferentes grupos com natural mais peso a Hilltop. Agora é aguardar para ver como Gimple jogará os dados e movimentará suas peças.

The Walking Dead – 7X05: Go Getters (EUA, 20 de novembro 2016)
Showrunner: Scott M. Gimple
Direção: Darnell Martin
Roteiro: Channing Powell
Elenco: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Lauren Cohan, Chandler Riggs, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Sonequa Martin-Green, Josh McDermitt, Christian Serratos, Alanna Masterson, Seth Gilliam, Alexandra Breckenridge, Ross Marquand, Austin Nichols, Tovah Feldshuh, Michael Traynor, Jordan Woods-Robinson, Katelyn Nacon, Corey Hawkins, Kenric Green, Ethan Embry, Jason Douglas, Tom Payne, Xander Berkeley, Jeffrey Dean Morgan, Khary Payton, Steven Ogg
Duração: 45 min.

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109 comentários

Caio Vinícius 24 de novembro de 2016 - 16:42

Acho curioso notar o quanto nossas opiniões divergiram dessa vez! Na minha opinião esse foi o episódio mais fraco da temporada… (Sim, eu gostei do último, com licença)

Responder
Caio Vinícius 24 de novembro de 2016 - 16:42

Acho curioso notar o quanto nossas opiniões divergiram dessa vez! Na minha opinião esse foi o episódio mais fraco da temporada… (Sim, eu gostei do último, com licença)

Responder
planocritico 24 de novembro de 2016 - 17:32

Isso acontece, caro @CocoaGamer:disqus ! Vamos ver se no próximo nossas opiniões voltam a convergir!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de novembro de 2016 - 17:32

Isso acontece, caro @CocoaGamer:disqus ! Vamos ver se no próximo nossas opiniões voltam a convergir!

Abs,
Ritter.

Responder
E.Sercundes! 23 de novembro de 2016 - 13:13

Esse episódio tem um tom interessante, afinal quando o grupo de Rick chegou em Alexandria eles queriam ficar lá, queriam que desse certo. Em Hilltop eles pensam com se… é preciso ficar aqui, não foram recebidos pela bondosa, embora enigmática e política Deanna, mas sim por um carinha asqueroso e quem nem ao menos sabe quem é seu povo. Gente ele achou que a Sasha já era moradora de lá !!! como assim? Um líder de pedra!
A Maggie tem uma espírito muito indomável, vimos isso quando ela falou para o Glenn sobre ele ser uma isca de zumbi !
E o Gragory vai lembrar o nome dela por um tempo…
Achei ótimo !

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:33

Faltou algo para mim, mas certamente foi um episódio interessante e bom. Maggie será, provavelmente, a grande próxima líder, o que é ótimo, pois, para ser sincero, já estava me cansando do Rick arrogante e senhor de si que existia até o final da temporada passada…

Abs,
Ritter.

Responder
André Mozzer 23 de novembro de 2016 - 14:42

Apesar de ter gostado do episódio também tive a sensação de faltar algo, difícil falar de ação quando ainda se vive a dor da perda, mas que faltou alguma coisa ali faltou. Sobre a liderança e arrogância do Rick acho que até o Kirkman deve ter sentido isso e deu essa baita rasteira nele.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 18:50

Também acho. Kirkman deve ter parado e pensando: “hummm, como vou destruir o sujeito?”. E aí fez o que fez…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 18:50

Também acho. Kirkman deve ter parado e pensando: “hummm, como vou destruir o sujeito?”. E aí fez o que fez…

Abs,
Ritter.

Responder
André Mozzer 23 de novembro de 2016 - 14:42

Apesar de ter gostado do episódio também tive a sensação de faltar algo, difícil falar de ação quando ainda se vive a dor da perda, mas que faltou alguma coisa ali faltou. Sobre a liderança e arrogância do Rick acho que até o Kirkman deve ter sentido isso e deu essa baita rasteira nele.

Responder
E.Sercundes! 24 de novembro de 2016 - 15:24

O Rick cristalizou nesse comportamento LÍDER-AUTORITÁRIO-TUDOPODE e agora chega o Negan e mostra que liderar às vezes é diferente, um grupo é forte se bem liderado, mas um grupo mais forte, mais coeso é aquele que se diz ser o próprio líder. E vamos combinar… é assustador quando dizem I’m Negan, mesmo eles sendo qq outra pessoa. A Maggie não, ela terá essa pegada de fazer junto, de dizer faça isso e eu me encarrego de outra coisa, assim ela também cativa o grupo a ponto de transmitir credibilidade sobre ela, veremos isso quando ela bradar: I believe in Rick Grimes !!! Assim como ela confia no Rick Hilltop confiará nela

Responder
planocritico 24 de novembro de 2016 - 15:31

Sim, o “I am Negan” é assustador, pois dá conotação de seita e não tem nada mais assustador do que seitas…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de novembro de 2016 - 15:31

Sim, o “I am Negan” é assustador, pois dá conotação de seita e não tem nada mais assustador do que seitas…

Abs,
Ritter.

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E.Sercundes! 24 de novembro de 2016 - 15:24

O Rick cristalizou nesse comportamento LÍDER-AUTORITÁRIO-TUDOPODE e agora chega o Negan e mostra que liderar às vezes é diferente, um grupo é forte se bem liderado, mas um grupo mais forte, mais coeso é aquele que se diz ser o próprio líder. E vamos combinar… é assustador quando dizem I’m Negan, mesmo eles sendo qq outra pessoa. A Maggie não, ela terá essa pegada de fazer junto, de dizer faça isso e eu me encarrego de outra coisa, assim ela também cativa o grupo a ponto de transmitir credibilidade sobre ela, veremos isso quando ela bradar: I believe in Rick Grimes !!! Assim como ela confia no Rick Hilltop confiará nela

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planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:33

Faltou algo para mim, mas certamente foi um episódio interessante e bom. Maggie será, provavelmente, a grande próxima líder, o que é ótimo, pois, para ser sincero, já estava me cansando do Rick arrogante e senhor de si que existia até o final da temporada passada…

Abs,
Ritter.

Responder
E.Sercundes! 23 de novembro de 2016 - 13:13

Esse episódio tem um tom interessante, afinal quando o grupo de Rick chegou em Alexandria eles queriam ficar lá, queriam que desse certo. Em Hilltop eles pensam com se… é preciso ficar aqui, não foram recebidos pela bondosa, embora enigmática e política Deanna, mas sim por um carinha asqueroso e quem nem ao menos sabe quem é seu povo. Gente ele achou que a Sasha já era moradora de lá !!! como assim? Um líder de pedra!
A Maggie tem uma espírito muito indomável, vimos isso quando ela falou para o Glenn sobre ele ser uma isca de zumbi !
E o Gragory vai lembrar o nome dela por um tempo…
Achei ótimo !

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Thiago_NCO 23 de novembro de 2016 - 11:27

Minha opinião deve ser isolada, mas, eu acho um verdadeiro PORRE cada episódio focar um único núcleo. Espero que, daqui pra frente, adotem essa intercalação do jeito que foi feito aqui.

Responder
Thiago_NCO 23 de novembro de 2016 - 11:27

Minha opinião deve ser isolada, mas, eu acho um verdadeiro PORRE cada episódio focar um único núcleo. Espero que, daqui pra frente, adotem essa intercalação do jeito que foi feito aqui.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:35

@thiago_nco:disqus , tudo em exagero cansa. Os 5-minutos-por-núcleo de GoT me deixa desesperado, querendo desligar a TV e os um-núcleo-por-episódio também tem seus graves problemas. Acho que o 5º episódio achou o equilíbrio e, como disse, espero que continue dessa maneira.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:35

@thiago_nco:disqus , tudo em exagero cansa. Os 5-minutos-por-núcleo de GoT me deixa desesperado, querendo desligar a TV e os um-núcleo-por-episódio também tem seus graves problemas. Acho que o 5º episódio achou o equilíbrio e, como disse, espero que continue dessa maneira.

Abs,
Ritter.

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SuzukaDriver90 22 de novembro de 2016 - 22:36

Tara e Heat no próximo episódio?

Responder
SuzukaDriver90 22 de novembro de 2016 - 22:36

Tara e Heat no próximo episódio?

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 22:53

Parece que sim. Mas confesso que tinha esquecido COMPLETAMENTE dos dois!

Abs,
Ritter.

Responder
E.Sercundes! 23 de novembro de 2016 - 13:08

Eu lembro da Tara às vezes, o Heath nem dá para sentir falta, ele nem se fez importante para causar saudades.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:34

Não lembro nem do rosto do sujeito! HAHAHAHHHAAHAHH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2016 - 14:34

Não lembro nem do rosto do sujeito! HAHAHAHHHAAHAHH

Abs,
Ritter.

Responder
E.Sercundes! 24 de novembro de 2016 - 15:25

hahaha Eu lembro, mas só quando penso: que cabelo é esse do Eugene? ai eu lembro que o Heath é tão ruim quanto

E.Sercundes! 24 de novembro de 2016 - 15:25

hahaha Eu lembro, mas só quando penso: que cabelo é esse do Eugene? ai eu lembro que o Heath é tão ruim quanto

E.Sercundes! 23 de novembro de 2016 - 13:08

Eu lembro da Tara às vezes, o Heath nem dá para sentir falta, ele nem se fez importante para causar saudades.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 22:53

Parece que sim. Mas confesso que tinha esquecido COMPLETAMENTE dos dois!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 22 de novembro de 2016 - 18:03

Para mim este foi o melhor episódio da temporada até agora. Me emocionei com a homenagem de Sasha e Maggie á Abraham e Glenn, além do que toda a ida de Enid e Carl a Hilltop me empolgou (SE BEIJARAM FINALMEMENTE).

Estou começando a me importar com a Sasha e isso é curioso, já que a odiava na temporada passada (mérito do roteiro). Maggie se firmou de vez como a líder do lugar, e posso estar enganado, mas algo me diz que de todos eles ela será a que mais dará trabalho a Negan futuramente…

Abs

Responder
Gabriel 22 de novembro de 2016 - 18:03

Para mim este foi o melhor episódio da temporada até agora. Me emocionei com a homenagem de Sasha e Maggie á Abraham e Glenn, além do que toda a ida de Enid e Carl a Hilltop me empolgou (SE BEIJARAM FINALMEMENTE).

Estou começando a me importar com a Sasha e isso é curioso, já que a odiava na temporada passada (mérito do roteiro). Maggie se firmou de vez como a líder do lugar, e posso estar enganado, mas algo me diz que de todos eles ela será a que mais dará trabalho a Negan futuramente…

Abs

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 19:12

@disqus_Kl3XkcNRYW:disqus , foi bom mesmo. Não foi o melhor para mim, pois me pareceu um episódio de transição. Prefiro o que apresenta o Reino ainda.

De toda forma, estou com você em seus comentários. Maggie muito provavelmente será uma grande badass mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 19:12

@disqus_Kl3XkcNRYW:disqus , foi bom mesmo. Não foi o melhor para mim, pois me pareceu um episódio de transição. Prefiro o que apresenta o Reino ainda.

De toda forma, estou com você em seus comentários. Maggie muito provavelmente será uma grande badass mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Vitorprotto 22 de novembro de 2016 - 12:29

Tambem odeio essa parada de game of thornes fica focando 5 minutos por nucleo em episodios mais tambem um nucleo por episodio as vezes fica maçante na minha opnião 2 nucleos por episodio ta de bom tamanho

Responder
Vitorprotto 22 de novembro de 2016 - 12:29

Tambem odeio essa parada de game of thornes fica focando 5 minutos por nucleo em episodios mais tambem um nucleo por episodio as vezes fica maçante na minha opnião 2 nucleos por episodio ta de bom tamanho

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:29

@vitorprotto:disqus , sim, dois núcleos intercalados por episódio é uma medida boa.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:29

@vitorprotto:disqus , sim, dois núcleos intercalados por episódio é uma medida boa.

Abs,
Ritter.

Responder
Joly81 22 de novembro de 2016 - 11:22

Pessoal ainda não percebeu que The Walking Dead não é uma série de ação. Por isso a insatisfação.

Responder
Joly81 22 de novembro de 2016 - 11:22

Pessoal ainda não percebeu que The Walking Dead não é uma série de ação. Por isso a insatisfação.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:29

Tem muita gente que ainda espera ver zumbis sendo mortos em todos os episódios. Para esses eu digo: assistam Z Nation, que é boa justamente para quem quer isso.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:29

Tem muita gente que ainda espera ver zumbis sendo mortos em todos os episódios. Para esses eu digo: assistam Z Nation, que é boa justamente para quem quer isso.

Abs,
Ritter.

Responder
André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 08:33

Mais um episódio interessante para esta sétima temporada, pensei que iria mostrar a chegada delas na comunidade, assim como no episodio anterior também não mostrou. Corrija-me se estiver errado, Gimple usou quatro episódios para introdução desta nova era para a série. Não que esteja ruim, nunca vimos isso em TWD, vários núcleos e personagens secundários tomando a frente, isso é muito bom. Não sei se é porque ficou muito tempo sem mostrar Hilltop, mas soou como forçada essa nova liderança necessária pra Maggie, mais uma vez Lauren manda super bem, mas parece que falta um pouquinho de capricho na hora de arrumar essas tramas. Pelo jeito teremos muito mais de Jesus e isso é muito interessante, ainda mais que está indo de encontro a Daryl juntamente com o Carl, vamos ver de agora para frente mas até agora personagem bem fraco né, parece que isso vai ser bacana.
Já vamos para o sexto episódio, parece que as coisas vão começar a esquentar hein.

Responder
André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 08:33

Mais um episódio interessante para esta sétima temporada, pensei que iria mostrar a chegada delas na comunidade, assim como no episodio anterior também não mostrou. Corrija-me se estiver errado, Gimple usou quatro episódios para introdução desta nova era para a série. Não que esteja ruim, nunca vimos isso em TWD, vários núcleos e personagens secundários tomando a frente, isso é muito bom. Não sei se é porque ficou muito tempo sem mostrar Hilltop, mas soou como forçada essa nova liderança necessária pra Maggie, mais uma vez Lauren manda super bem, mas parece que falta um pouquinho de capricho na hora de arrumar essas tramas. Pelo jeito teremos muito mais de Jesus e isso é muito interessante, ainda mais que está indo de encontro a Daryl juntamente com o Carl, vamos ver de agora para frente mas até agora personagem bem fraco né, parece que isso vai ser bacana.
Já vamos para o sexto episódio, parece que as coisas vão começar a esquentar hein.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:28

@andrmozzer:disqus , concordo que Gimple usou os episódios iniciais para introduzir essa nova fase. Diria que os 5 primeiros episódios foram assim. Agora é que a coisa deve andar de verdade, não necessariamente ainda na base da pancadaria e mortes aos borbotões, mas como uma panela de pressão lentamente cozinhando tudo até explodir.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:28

@andrmozzer:disqus , concordo que Gimple usou os episódios iniciais para introduzir essa nova fase. Diria que os 5 primeiros episódios foram assim. Agora é que a coisa deve andar de verdade, não necessariamente ainda na base da pancadaria e mortes aos borbotões, mas como uma panela de pressão lentamente cozinhando tudo até explodir.

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 21 de novembro de 2016 - 23:18

Tem muita gente dizendo que The Walking Dead tá chato,lento e terrível…isso são só impacientes que querem que tudo corra rapidamente ou é verdade?Eu acho que essa gente tá chata…

Responder
Huckleberry Hound 21 de novembro de 2016 - 23:18

Tem muita gente dizendo que The Walking Dead tá chato,lento e terrível…isso são só impacientes que querem que tudo corra rapidamente ou é verdade?Eu acho que essa gente tá chata…

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:52

Chato não está. Mas não está excepcional também. Mesmo assim, até agora, o saldo é bem positivo para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:52

Chato não está. Mas não está excepcional também. Mesmo assim, até agora, o saldo é bem positivo para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
Kevin Rick 21 de novembro de 2016 - 19:47

Eu até que gosto desse modelo de um grupo por episódio, mas só gostei mesmo do que foi feito no episódio do Reino. Todos os seguintes, incluindo esse, eu achei o roteiro meio arrastado e com um Negan muito caricato (Ainda bem que ele não apareceu nesse). Tive a impressão de que a trama poderia ter sido “resolvida” na metade do tempo, entende?

Porém, eu estou feliz em como o Gimple tem trabalhado os personagens que não são do elenco principal. Dwight, Ezekiel, Jesus, Rosita, Gregory, Enid, Simon, Sasha e até mesmo o Spencer foram bem aprofundados. É tão divertido ver isso acontecer, por que todos, com exceção do Spencer, são personagens tão interessantes.

Mas não vou mentir que estou morrendo por um capítulo focado em ação.Rs Eu adoro esses episódios focados no drama dos sobreviventes, porém já faz 4 semanas… Quero guerra e morte!! Kkkkk

Obs: O nome do próximo episódio é “Swear”. Será que já teremos os Sussuradores?

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:54

@kevin_rick:disqus , também gosto dessa estrutura, mas o equilíbrio bacana veio só agora no 5º episódio, mas que infelizmente, no total, não foi essa maravilha.

Mas a série está boa e pode deixar que não faltará violência e morte!

Abs,
Ritter.

Responder
Kevin Rick 22 de novembro de 2016 - 00:59

Pois é, eu concordo que tem esse equilíbrio, porém você não tem achado tudo meio previsível e lento? Eu tenho acompanhado todas as suas críticas dos episódios de TWD e, pelo que eu entendi, sua opinião é bem similar a minha. Em que, o episódio 2 é o melhor. Os episódios 3 e 4 são lentos, repetitivos e sofrem com um vilão muito caricato. E este último trás um bom equilíbrio mas não chega a qualidade narrativa do capítulo sobre o Reino, certo? Por favor, me corrija se eu tiver dito besteira.

Entretanto, eu tenho sentido que a história está previsível. Maggie se torna líder de Hilltop. Se junta ao Reino do Ezekiel, Carol e Morgan, e ao grupo de Alexandria que iniciou um payback com a Rosita, Spencer, Eugene e Michone. Eles enfrentam Negan, que sofre uma rebelião interna causada por Daryl e, provavelmente, Dwight. Rick no meio disso tudo lidera o grupo de ataque que não foi formado por ele, porém ele é o protagonista da série… A guerra acontece e Negan perde.

Talvez eu esteja errado e as coisas se desenrolem de uma forma mais interessante. Mas para mim, o que esses episódios desenharam é mais ou menos isso.

Ao refletir os últimos episódios, tenho me sentido em um filme do Guy Ritchie, enquanto a história tem, claramente, potencial para ser um Tarantino. Minha analogia pode ter sido ruim, mas acho que você entendeu meu ponto. Kkk

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:26

@kevin_rick:disqus , não tenho achado exatamente lento ainda. Mas com certeza tudo caminha de maneira ainda muito previsível e, apesar da regularidade e da qualidade dos episódios, não teve nenhum ainda que realmente fosse uma maravilha. O mais próximo que chegou nesse ponto, para mim, foi o segundo, mas ele ainda tem seus problemas.

A previsibilidade não é exatamente um problema. Gosto quando as séries seguem sua lógica interna, algo que TWD, na temporada anterior, feriu de morte várias vezes. Até agora, nesta temporada, as coisas estão caminhando dentro de uma lógica interna muito boa, que faz sentido.

Sua comparação final, entre Ritchie e Tarantino, é, diria, perfeita! Concordo 100% com ela!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:26

@kevin_rick:disqus , não tenho achado exatamente lento ainda. Mas com certeza tudo caminha de maneira ainda muito previsível e, apesar da regularidade e da qualidade dos episódios, não teve nenhum ainda que realmente fosse uma maravilha. O mais próximo que chegou nesse ponto, para mim, foi o segundo, mas ele ainda tem seus problemas.

A previsibilidade não é exatamente um problema. Gosto quando as séries seguem sua lógica interna, algo que TWD, na temporada anterior, feriu de morte várias vezes. Até agora, nesta temporada, as coisas estão caminhando dentro de uma lógica interna muito boa, que faz sentido.

Sua comparação final, entre Ritchie e Tarantino, é, diria, perfeita! Concordo 100% com ela!

Abs,
Ritter.

Responder
Kevin Rick 22 de novembro de 2016 - 00:59

Pois é, eu concordo que tem esse equilíbrio, porém você não tem achado tudo meio previsível e lento? Eu tenho acompanhado todas as suas críticas dos episódios de TWD e, pelo que eu entendi, sua opinião é bem similar a minha. Em que, o episódio 2 é o melhor. Os episódios 3 e 4 são lentos, repetitivos e sofrem com um vilão muito caricato. E este último trás um bom equilíbrio mas não chega a qualidade narrativa do capítulo sobre o Reino, certo? Por favor, me corrija se eu tiver dito besteira.

Entretanto, eu tenho sentido que a história está previsível. Maggie se torna líder de Hilltop. Se junta ao Reino do Ezekiel, Carol e Morgan, e ao grupo de Alexandria que iniciou um payback com a Rosita, Spencer, Eugene e Michone. Eles enfrentam Negan, que sofre uma rebelião interna causada por Daryl e, provavelmente, Dwight. Rick no meio disso tudo lidera o grupo de ataque que não foi formado por ele, porém ele é o protagonista da série… A guerra acontece e Negan perde.

Talvez eu esteja errado e as coisas se desenrolem de uma forma mais interessante. Mas para mim, o que esses episódios desenharam é mais ou menos isso.

Ao refletir os últimos episódios, tenho me sentido em um filme do Guy Ritchie, enquanto a história tem, claramente, potencial para ser um Tarantino. Minha analogia pode ter sido ruim, mas acho que você entendeu meu ponto. Kkk

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:54

@kevin_rick:disqus , também gosto dessa estrutura, mas o equilíbrio bacana veio só agora no 5º episódio, mas que infelizmente, no total, não foi essa maravilha.

Mas a série está boa e pode deixar que não faltará violência e morte!

Abs,
Ritter.

Responder
Kevin Rick 21 de novembro de 2016 - 19:47

Eu até que gosto desse modelo de um grupo por episódio, mas só gostei mesmo do que foi feito no episódio do Reino. Todos os seguintes, incluindo esse, eu achei o roteiro meio arrastado e com um Negan muito caricato (Ainda bem que ele não apareceu nesse). Tive a impressão de que a trama poderia ter sido “resolvida” na metade do tempo, entende?

Porém, eu estou feliz em como o Gimple tem trabalhado os personagens que não são do elenco principal. Dwight, Ezekiel, Jesus, Rosita, Gregory, Enid, Simon, Sasha e até mesmo o Spencer foram bem aprofundados. É tão divertido ver isso acontecer, por que todos, com exceção do Spencer, são personagens tão interessantes.

Mas não vou mentir que estou morrendo por um capítulo focado em ação.Rs Eu adoro esses episódios focados no drama dos sobreviventes, porém já faz 4 semanas… Quero guerra e morte!! Kkkkk

Obs: O nome do próximo episódio é “Swear”. Será que já teremos os Sussuradores?

Responder
Pedro Luiz De Lima 21 de novembro de 2016 - 19:03

Gostei muito do episódio, e aliás excelente critica Ritter.
Muita gente fala que a temporada está lenta(45 minutos só em um grupo) mas eu estou gostando muito de como eles estão resolvendo as coisas desse jeito,e Maggie lider de Hiltop agora as coisas ficaram interessantes.Só acho que mostrem o Negan resolvendo as coisas agora na carnificina como nas HQs,aliás ele é um personagem em imprevisivel.

Responder
Pedro Luiz De Lima 21 de novembro de 2016 - 19:03

Gostei muito do episódio, e aliás excelente critica Ritter.
Muita gente fala que a temporada está lenta(45 minutos só em um grupo) mas eu estou gostando muito de como eles estão resolvendo as coisas desse jeito,e Maggie lider de Hiltop agora as coisas ficaram interessantes.Só acho que mostrem o Negan resolvendo as coisas agora na carnificina como nas HQs,aliás ele é um personagem em imprevisivel.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:55

Obrigado, @pedroluizdelima:disqus . Não estou achando a temporada lenta. Ela está bem equilibrada, ainda que não tenha ainda apresentado nada de excepcional, com o melhor episódio para mim sendo o 2º, que apresenta o Reino.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:55

Obrigado, @pedroluizdelima:disqus . Não estou achando a temporada lenta. Ela está bem equilibrada, ainda que não tenha ainda apresentado nada de excepcional, com o melhor episódio para mim sendo o 2º, que apresenta o Reino.

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:47

Essa sensação que os núcleos estão convergindo para uma mesma direção, como você mesmo relatou, especialmente através da utilização de personagens secundário é a base de sustentação desta temporada até aqui. Eu até acho que a ascenção de líder para Maggie tende a aproximá-la mais de Rick em termos de postura até porque a Sasha está agindo sem consultá-la, mas o cenário de uma potencial guerra está sendo muito bem construído. E acho que TWD finalmente acertou em investir em diferentes núcleos para costurar a sua temporada. Concordo que a metodologia de GoT é irritante assim como a enrolação de TWD, especialmente na temporada anterior, não levaria a série a lugar nenhum, porém essa idéia de narrativas fragmentadas, cada qual focando em um núcleo tem sido mais efetiva. Lá na frente vamos descobrir se isso não se tornará uma muleta narrativa, forçando a separação dos personagens a qualquer custo, mas por enquanto está muito bem. Gostei da sequência que ilustra a invasão dos zumbis, telegrafada sim, mas eficiente em seu propósito (Sasha sendo ajudado por Jesus, Maggie liderando, Gregory se acovardando, em um simbolismo da própria concepção do episódio). E quando eu vi a sequência do Negan genérico, senti falta do Negan original, mas só um pouco que fique claro, mas de certa forma essa participação ela serviu para mostrar que a verborragia do original só funciona quando utilizada pela pessoa certa, pois o Negan genérico conseguiu ser tão canastrão quanto o próprio Gregory. E chego a apostar que esse Negan genérico, quando o conhecermos de verdade, deve ser um pau mandado do original… kkk

TWD S7 X 05: Go Getters

“Go Getters” é um episódio que serve basicamente para estabelecer o início de uma nova ordem na colônia de Hilltop, estabelecendo Maggie (Laurie Cohan), ainda se recuperando das complicações da gravidez, como uma potencial nova liderança para substituir o covarde e canastrão Gregory (Xander Berkeley) que sequer sabe direito o nome dos moradores da comunidade que preside e que mais uma vez precisou se ajoelhar diante das vontades de uma nova equipe de Saqueadores que veio cobrar seu pedágio habitual, liderados por um Negan genérico e que não tem a mesma volúpia verborrágica do original (a equipe anterior foi dizimada por Rick na temporada passada). É bem provável que o momento político de negação plausível de Hilltop esteja com seus dias contados.

Contando com a providencial ajuda de Jesus (Tom Payne), Maggie e Sasha (Sonequa Martin-Green) veem a oportunidade de permanecer em Hilltop como uma forma de recuperação, preparação e fortalecimento para um possível contra-ataque contra os Saqueadores, porém ambas parecem lidar de maneiras diferentes com relação ao assunto. Enquanto Maggie se posiciona como uma líder carismática e estratégica, mas que não foge do confronto mesmo diante da sua frágil condição de saúde, Sasha parece mais instável e imprevisível, como sugere em seu pedido a Jesus que descubra onde fica a casa de Negan (Jeffrey Dean Morgan).

Dirigido por Darnell Martin, o episódio constrói uma alegoria eficiente durante uma invasão de zumbis à Hilltop, planejada pelos Saqueadores, fazendo com que a música usada como isca sirva de trilha sonora para as lutas corporais de Sasha e Jesus contra os zumbis, enquanto Maggie atua como líder e Gregory se acovarda dentro de sua casa, funcionando como um involuntário alívio cômico dentro do episódio. Se o portão destruído pela invasão é reconstruído em um passe de mágica já que não vemos como isso acontece, mais difícil de entender é como Hilltop e Alexandria são tão próximas geograficamente e este último local nunca fora ameaçado pelos Saqueadores.

O absurdo dessa questão geográfica, que ainda não foi devidamente esclarecido, fica ainda mais evidenciado pela subtrama envolvendo a fuga de Enid (Katelyn Nacon) de Alexandria, ao lado de um cada vez mais teimoso Carl (Chandler Riggs), para reencontrar Maggie em Hilltop. Aqui o roteiro de Channing Powell permite a construção de um clima idílico e simples entre os dois jovens quando resgatam um pouco da inocência perdida durante um passeio de patins, mas que mesmo diante do primeiro beijo, precisam encarar as responsabilidades de suas decisões em um universo nada suave. A metáfora estabelecida pela maneira como os moradores de Hilltop lidam com o luto em um momento tão frágil e sensível dessa experiência tão recente vivida por Maggie e Sasha acaba sendo estabelecida de uma maneira mais sóbria, mesmo com o excesso de simbolismos.

Se Maggie Rhee, com direito a nome e sobrenome, disse ao que veio em um episódio que mais uma vez desenvolve moderadamente um núcleo paralelo dentro do contexto geral dessa sétima temporada, só o tempo poderá dizer o que de fato ela conseguirá realizar assim como descobrir a verdadeira natureza dos planos de Sasha, as consequências da ação de Jesus ao lado de Carl e como eles serão lembrados no futuro.

7.0/10

TOP TWD – SÉTIMA TEMPORADA

TWD S7 X 01 – 9.0/10
TWD S7 X 05 – 8.0/10
TWD S7 X 05 – 7.5/10
TWD S7 X 05 – 7.0/10
TWD S7 X 05 – 7.0/10

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Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:47

Essa sensação que os núcleos estão convergindo para uma mesma direção, como você mesmo relatou, especialmente através da utilização de personagens secundário é a base de sustentação desta temporada até aqui. Eu até acho que a ascenção de líder para Maggie tende a aproximá-la mais de Rick em termos de postura até porque a Sasha está agindo sem consultá-la, mas o cenário de uma potencial guerra está sendo muito bem construído. E acho que TWD finalmente acertou em investir em diferentes núcleos para costurar a sua temporada. Concordo que a metodologia de GoT é irritante assim como a enrolação de TWD, especialmente na temporada anterior, não levaria a série a lugar nenhum, porém essa idéia de narrativas fragmentadas, cada qual focando em um núcleo tem sido mais efetiva. Lá na frente vamos descobrir se isso não se tornará uma muleta narrativa, forçando a separação dos personagens a qualquer custo, mas por enquanto está muito bem. Gostei da sequência que ilustra a invasão dos zumbis, telegrafada sim, mas eficiente em seu propósito (Sasha sendo ajudado por Jesus, Maggie liderando, Gregory se acovardando, em um simbolismo da própria concepção do episódio). E quando eu vi a sequência do Negan genérico, senti falta do Negan original, mas só um pouco que fique claro, mas de certa forma essa participação ela serviu para mostrar que a verborragia do original só funciona quando utilizada pela pessoa certa, pois o Negan genérico conseguiu ser tão canastrão quanto o próprio Gregory. E chego a apostar que esse Negan genérico, quando o conhecermos de verdade, deve ser um pau mandado do original… kkk

TWD S7 X 05: Go Getters

“Go Getters” é um episódio que serve basicamente para estabelecer o início de uma nova ordem na colônia de Hilltop, estabelecendo Maggie (Laurie Cohan), ainda se recuperando das complicações da gravidez, como uma potencial nova liderança para substituir o covarde e canastrão Gregory (Xander Berkeley) que sequer sabe direito o nome dos moradores da comunidade que preside e que mais uma vez precisou se ajoelhar diante das vontades de uma nova equipe de Saqueadores que veio cobrar seu pedágio habitual, liderados por um Negan genérico e que não tem a mesma volúpia verborrágica do original (a equipe anterior foi dizimada por Rick na temporada passada). É bem provável que o momento político de negação plausível de Hilltop esteja com seus dias contados.

Contando com a providencial ajuda de Jesus (Tom Payne), Maggie e Sasha (Sonequa Martin-Green) veem a oportunidade de permanecer em Hilltop como uma forma de recuperação, preparação e fortalecimento para um possível contra-ataque contra os Saqueadores, porém ambas parecem lidar de maneiras diferentes com relação ao assunto. Enquanto Maggie se posiciona como uma líder carismática e estratégica, mas que não foge do confronto mesmo diante da sua frágil condição de saúde, Sasha parece mais instável e imprevisível, como sugere em seu pedido a Jesus que descubra onde fica a casa de Negan (Jeffrey Dean Morgan).

Dirigido por Darnell Martin, o episódio constrói uma alegoria eficiente durante uma invasão de zumbis à Hilltop, planejada pelos Saqueadores, fazendo com que a música usada como isca sirva de trilha sonora para as lutas corporais de Sasha e Jesus contra os zumbis, enquanto Maggie atua como líder e Gregory se acovarda dentro de sua casa, funcionando como um involuntário alívio cômico dentro do episódio. Se o portão destruído pela invasão é reconstruído em um passe de mágica já que não vemos como isso acontece, mais difícil de entender é como Hilltop e Alexandria são tão próximas geograficamente e este último local nunca fora ameaçado pelos Saqueadores.

O absurdo dessa questão geográfica, que ainda não foi devidamente esclarecido, fica ainda mais evidenciado pela subtrama envolvendo a fuga de Enid (Katelyn Nacon) de Alexandria, ao lado de um cada vez mais teimoso Carl (Chandler Riggs), para reencontrar Maggie em Hilltop. Aqui o roteiro de Channing Powell permite a construção de um clima idílico e simples entre os dois jovens quando resgatam um pouco da inocência perdida durante um passeio de patins, mas que mesmo diante do primeiro beijo, precisam encarar as responsabilidades de suas decisões em um universo nada suave. A metáfora estabelecida pela maneira como os moradores de Hilltop lidam com o luto em um momento tão frágil e sensível dessa experiência tão recente vivida por Maggie e Sasha acaba sendo estabelecida de uma maneira mais sóbria, mesmo com o excesso de simbolismos.

Se Maggie Rhee, com direito a nome e sobrenome, disse ao que veio em um episódio que mais uma vez desenvolve moderadamente um núcleo paralelo dentro do contexto geral dessa sétima temporada, só o tempo poderá dizer o que de fato ela conseguirá realizar assim como descobrir a verdadeira natureza dos planos de Sasha, as consequências da ação de Jesus ao lado de Carl e como eles serão lembrados no futuro.

7.0/10

TOP TWD – SÉTIMA TEMPORADA

TWD S7 X 01 – 9.0/10
TWD S7 X 05 – 8.0/10
TWD S7 X 05 – 7.5/10
TWD S7 X 05 – 7.0/10
TWD S7 X 05 – 7.0/10

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Marcelo Garcia 21 de novembro de 2016 - 15:51

Não me recordo se foi o Ritter que fez a crítica do terceiro episódio da temporada. Também não lembro se foi exatamente no terceiro, mas concordei quando li que o Negan já estava ficando exagerado e desgastado já no começo da temporada. Depois a épica aparição no primeiro episódio, nos posteriores ele ficou parecendo um tagarela chato com fome de um púlpito pra palestrar. O jogo psicológico que ele está fazendo não tá legal, na minha opinião, por um motivo: está leve. Se é pra jogar e atormentar, que pegue pesado de verdade. Não a ponto de arrancar cabeças, mas no sentido de humilhar e subjugar mesmo. Essa coisa de sorrisinhos cínicos chegou até o quinto episódio, mas acho que deu. Tenho muita fé nesse personagem como sendo o melhor vilão da série (não acompanho a HQ), então não gostaria que ele se desgastasse à toa e caísse na mesmice.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 16:16

@disqus_hfyULWM4x3:disqus , acho que essa conversa começou no episódio anterior que é basicamente um longo monólog sarcástico de Negan e que eu defendi, assim como você, que o personagem, desse jeito, vai perder a força. Pelo menos ele não apareceu no quinto episódio, ainda que Simon tenha feito as vezes de Negan, mas por bem menos tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 16:16

@disqus_hfyULWM4x3:disqus , acho que essa conversa começou no episódio anterior que é basicamente um longo monólog sarcástico de Negan e que eu defendi, assim como você, que o personagem, desse jeito, vai perder a força. Pelo menos ele não apareceu no quinto episódio, ainda que Simon tenha feito as vezes de Negan, mas por bem menos tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:49

Ele fez as vezes, mas sem a mesma qualidade, o que foi ironicamente divertido. Mas concordo com relação ao Negan, menos é mais.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:58

É interessante como Simon tenta ser o Negan em postura e até em aparência. Mas não é mais que uma sombra do chefe…

Abs,
Ritter.

Responder
André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 07:57

Esse lance do Simon até que ficou bacana, está na cara que é um baita puxa saco, querendo ser o espelho de Negan, mas quando não consegue tal desenvoltura fica um personagem mais divertido. Boa atuação de Steven Ogg.

planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:26

Sim, Ogg está muito bem. Irritante ao extremo, daqueles caras que você tem vontade de socar só de ver…

Abs,
Ritter.

André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 19:04

kkk o semblante do cara já pede uns sopapos

planocritico 22 de novembro de 2016 - 19:09

Ô se pede!

– Ritter.

planocritico 22 de novembro de 2016 - 19:09

Ô se pede!

– Ritter.

André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 19:04

kkk o semblante do cara já pede uns sopapos

planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:26

Sim, Ogg está muito bem. Irritante ao extremo, daqueles caras que você tem vontade de socar só de ver…

Abs,
Ritter.

André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 07:57

Esse lance do Simon até que ficou bacana, está na cara que é um baita puxa saco, querendo ser o espelho de Negan, mas quando não consegue tal desenvoltura fica um personagem mais divertido. Boa atuação de Steven Ogg.

planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:58

É interessante como Simon tenta ser o Negan em postura e até em aparência. Mas não é mais que uma sombra do chefe…

Abs,
Ritter.

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Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:49

Ele fez as vezes, mas sem a mesma qualidade, o que foi ironicamente divertido. Mas concordo com relação ao Negan, menos é mais.

Responder
Vitorprotto 21 de novembro de 2016 - 14:29

gimple ta mandado bem nessa temporada ta regular por enquanto diferente da sexta que caiu de mais a partir do 5 episodio

Responder
Vitorprotto 21 de novembro de 2016 - 14:29

gimple ta mandado bem nessa temporada ta regular por enquanto diferente da sexta que caiu de mais a partir do 5 episodio

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:47

Sim. O negócio é torcer para que continue assim e não caia como a anterior!

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:50

Eu fiquei com um baita receio desse quinto episódio. Na temporada passada a série começou a desmoronar a partir do quinto, naquele fatídico episódio da moto do Daryl. Felizmente, faltam 3 episódio para a trégua de meio de temporada e a série está em um nível bastante digno.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:50

Eu fiquei com um baita receio desse quinto episódio. Na temporada passada a série começou a desmoronar a partir do quinto, naquele fatídico episódio da moto do Daryl. Felizmente, faltam 3 episódio para a trégua de meio de temporada e a série está em um nível bastante digno.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:57

Sim, está. Tomara que se mantenha desse jeito!

Abs,
Ritter.

Responder
André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 16:04

Tem bastante coisa pra acontecer nesses três episódios. Será que vai ter a junção dos grupos até o oitavo? Acredito que terá aquela enroladinha básica.

planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:30

Vamos ver. Acho que é possível que algo unindo as três comunidades muradas seja alinhavado no final da meia-temporada sim.

Abs,
Ritter.

planocritico 22 de novembro de 2016 - 16:30

Vamos ver. Acho que é possível que algo unindo as três comunidades muradas seja alinhavado no final da meia-temporada sim.

Abs,
Ritter.

André Mozzer 22 de novembro de 2016 - 16:04

Tem bastante coisa pra acontecer nesses três episódios. Será que vai ter a junção dos grupos até o oitavo? Acredito que terá aquela enroladinha básica.

planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:57

Sim, está. Tomara que se mantenha desse jeito!

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 21 de novembro de 2016 - 23:20

A sexta caiu mas não acho que foi demais…foi mais uma gangorra!

Responder
Sllaker 21 de novembro de 2016 - 13:17

Assim como o episódio anterior, este foi de preparação onde as tramas foram ordenadas; onde, também, apesar de algumas alterações, as tramas dos quadrinhos foram respeitadas. Relevante notar a ascensão da Maggie como líder e o plano suicida do Carl.

• Foi legal ver a volta da Maggie, Sasha e Jesus e os mesmos em ação defendendo – sozinhos – o local. Que, por sua vez, se mostra bem vulnerável com as pessoas entrando e saindo SEM qualquer tipo de guarda. Erro grave.

• Não entendi muito a “visita” do Simon: era uma daquelas rotineiras como manda o contrato ou foi algo planejado a partir de uma possível suspeita? Não ficou claro pra mim.

• E o que levou o Jesus a creditar toda a sua confiança na Maggie? É algo autêntico ou aconteceu por que é assim que ocorre nas HQs?

No mais, foi um bom episódio, ficando no top 3 da temporada até o momento.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:25

Simon tinha desconfiança sim, tanto que mandou o “carro de som” na véspera para dar uma lição aos hilltopianos.

Jesus sempre confiou na Maggie. E, depois que ela usou o trator para destruir o carro de som, demonstrou que ela é o nome certo para ser a chefe do lugar.

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:53

Eu acho que Simon tinha uma suspeita, especialmente pela participação ou não de Hilltop na morte da antiga equipe de Saqueadores que foi dizimada na temporada passada. Quando Jesus afirma que não é um líder, a reação dele diante da imposição da Maggie acaba sendo natural, ainda mais depois daquele soco bem dado em Gregory.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:53

Eu acho que Simon tinha uma suspeita, especialmente pela participação ou não de Hilltop na morte da antiga equipe de Saqueadores que foi dizimada na temporada passada. Quando Jesus afirma que não é um líder, a reação dele diante da imposição da Maggie acaba sendo natural, ainda mais depois daquele soco bem dado em Gregory.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:25

Simon tinha desconfiança sim, tanto que mandou o “carro de som” na véspera para dar uma lição aos hilltopianos.

Jesus sempre confiou na Maggie. E, depois que ela usou o trator para destruir o carro de som, demonstrou que ela é o nome certo para ser a chefe do lugar.

Abs,
Ritter.

Responder
Sllaker 21 de novembro de 2016 - 13:17

Assim como o episódio anterior, este foi de preparação onde as tramas foram ordenadas; onde, também, apesar de algumas alterações, as tramas dos quadrinhos foram respeitadas. Relevante notar a ascensão da Maggie como líder e o plano suicida do Carl.

• Foi legal ver a volta da Maggie, Sasha e Jesus e os mesmos em ação defendendo – sozinhos – o local. Que, por sua vez, se mostra bem vulnerável com as pessoas entrando e saindo SEM qualquer tipo de guarda. Erro grave.

• Não entendi muito a “visita” do Simon: era uma daquelas rotineiras como manda o contrato ou foi algo planejado a partir de uma possível suspeita? Não ficou claro pra mim.

• E o que levou o Jesus a creditar toda a sua confiança na Maggie? É algo autêntico ou aconteceu por que é assim que ocorre nas HQs?

No mais, foi um bom episódio, ficando no top 3 da temporada até o momento.

Responder
Clayton Lucena 21 de novembro de 2016 - 12:01

Fala Ritter!!!
Ótima crítica!
Gostei bastante do episódio, tudo esta caminhando conforme a HQ!
Achei muito foda o Carl dentro do caminhão (só faltou a metralhadora), quero ver o que vai acontecer já que Jesus esta junto com ele!

Abraços.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:26

Obrigado, @claytonlucena:disqus ! Gimple está seguindo mesmo as HQs. Vamos ver até onde isso vai…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:26

Obrigado, @claytonlucena:disqus ! Gimple está seguindo mesmo as HQs. Vamos ver até onde isso vai…

Abs,
Ritter.

Responder
Clayton Lucena 21 de novembro de 2016 - 12:01

Fala Ritter!!!
Ótima crítica!
Gostei bastante do episódio, tudo esta caminhando conforme a HQ!
Achei muito foda o Carl dentro do caminhão (só faltou a metralhadora), quero ver o que vai acontecer já que Jesus esta junto com ele!

Abraços.

Responder
Diogo Maia 21 de novembro de 2016 - 08:50

Na minha opinião foi o melhor episódio da temporada, mas mesmo assim ainda acho que a sétima ainda está bem aquém do esperado.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:29

Sim, a temporada está aquém do esperado mesmo. Mas pelo menos, até aqui, há uma boa uniformidade nos episódios todos. Vamos ver como a coisa se desenvolve.

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:55

Cara, a sétima temporada está ótima. Só de pensar na sexta temporada, do episódio da moto do Daryl, da fila indiana dos Alexandrinos banhados em estripas, isso me dá arrepio. Acho que a temporada está indo no caminho certo, porém é claro que os dois últimos episódios do meio de temporada, especialmente o últimos precisam ser mais chocantes e contundentes, digamos assim.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:56

Está boa, mas abaixo do que esperava considerando toda a promessa de Negan na série.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 23:56

Está boa, mas abaixo do que esperava considerando toda a promessa de Negan na série.

Abs,
Ritter.

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Thiago Lucio 21 de novembro de 2016 - 17:55

Cara, a sétima temporada está ótima. Só de pensar na sexta temporada, do episódio da moto do Daryl, da fila indiana dos Alexandrinos banhados em estripas, isso me dá arrepio. Acho que a temporada está indo no caminho certo, porém é claro que os dois últimos episódios do meio de temporada, especialmente o últimos precisam ser mais chocantes e contundentes, digamos assim.

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planocritico 21 de novembro de 2016 - 14:29

Sim, a temporada está aquém do esperado mesmo. Mas pelo menos, até aqui, há uma boa uniformidade nos episódios todos. Vamos ver como a coisa se desenvolve.

Abs,
Ritter.

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Diogo Maia 21 de novembro de 2016 - 08:50

Na minha opinião foi o melhor episódio da temporada, mas mesmo assim ainda acho que a sétima ainda está bem aquém do esperado.

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