Home FilmesCríticas Crítica | Toy Story 4 (Com Spoilers)

Crítica | Toy Story 4 (Com Spoilers)

por Gabriel Carvalho
446 views (a partir de agosto de 2020)

“Woody é um brinquedo perdido agora?
Ele não está perdido. Não mais.”

As animações prévias à quarta – e inesperada – empreitada da Pixar Animation Studios por seu universo de brinquedos confirmavam, bem mais do que rompiam, certos sentimentos e questões. A passagem dos personagens, das mãos de Andy para as de Bonnie, garantiria que a estrutura dos brinquedos, “nascidos para serem brincados por uma criança”, se mantivesse. Pois Woody (Tom Hanks), Buzz (Tim Allen) e os outros permaneceriam amados por alguém e amando-o em retorno. O terceiro Toy Story resolvia a jornada dos seus protagonistas, portanto, sem revolucionar muito o esquema em si, respeitando uma certa pureza dos seus passados. Em contrapartida às obras antecessoras, corajosamente rompe-se, em Toy Story 4, preceitos que agora são percebidos por serem um tanto quanto antiquados. Esse é, assim sendo, um epílogo a uma série que não mais pensava em reconfigurar-se, contudo, que transforma-se em uma tetralogia a repensar mais uma vez esse mundo e, inesperadamente, trazer respostas a perguntas que se fazem importantes. Desde a remodelagem de alguns personagens antigos à apresentação de outros, conceitualmente criativos, a animação usa da iconoclastia para resgatar a nostalgia e a retirar de sua conformidade.

Uma enormidade de conceitos são remontados. Primeiramente, os brinquedos, antes, tinham que ser brincados. A jornada de Buzz, no primeiro Toy Story, e a rejeição de Woody aos anseios do Mineiro, em Toy Story 2, eram exemplos disso. O astronauta, no caso, via-se como um patrulheiro espacial de verdade. Já o antagonista da segunda animação da franquia, que possuía os mais importantes questionamentos para a série até então, queria ser exposto em um museu no Japão. O Mineiro tentava convencer os outros brinquedos que ser admirado através de uma vitrine, eternamente, seria melhor que ser manuseado e amado por um tempo, mas depois abandonado. Tais temores antecipados, porém, eram vencidos na animação, retornando na sequência já como parte da realidade dos personagens, prestes a serem despojados em um sótão. O encerramento, contudo, era positivo. Mesmo com a passagem de bastão, as coisas não mudavam em essência. Mas existiam questões em aberto, necessárias para consolidar a construção do universo de Toy Story. E os demais brinquedos, aqueles que, com o tempo, não tornaram-se os favoritos de Andy e se perderam pelo mundo? As suas vidas eram as menos importantes? O que move os brinquedos?

O que move, portanto, alguém como Garfinho (Tony Hale), novo personagem apresentado na obra, construído por Bonnie no seu primeiro dia no jardim de infância? Por que um garfo/colher que serviu exatamente ao que se propunha tem que transformar-se em brinquedo? A premissa do quarto Toy Story consolida-se, em um primeiro momento, com as tentativas repetidas de Woody em convencer Garfinho de que sua existência é mais grandiosa que o descarte. Ao mesmo tempo, o caubói precisa confrontar o crescimento de Bonnie, que tende cada vez mais a escanteá-lo, em prol dos demais. Já a iconoclastia se inicia com o distintivo de xerife sendo retirado e dado a Jessie (Joan Cusack). Por que Woody tem que ser novamente o preferido de uma criança, se Wheezy, RC, Rocky e vários outros personagens, que se perderam com o tempo, não foram? Já que Garfinho não quer ser resgatado, por que Woody tem que resgatá-lo? Perdido em uma estrada para resgatar o amigo do seu desprezo por si mesmo, Woody irá revisitar a sua existência, para compreender melhor o que o torna único. Ele é o herói de uma criança ou um herói de verdade? Ao repensar os personagens, repensa-se o passado. O que move, portanto, alguém como Woody?

O interesse por reconfigurar as antiguidades, nessa quarta empreitada, é presente já no próprio começo da animação. O prólogo transporta os espectadores de novo ao quarto de Andy, mas a passividade perante as brincadeiras é rejeitada para que os roteiristas personifiquem uma tragédia, apenas comentada na animação anterior: o desaparecimento de Betty (Annie Potts). A execução dos primeiros minutos do longa principia um reencenamento agressivo do passado, dando margem ao que a obra sustentará no seu decorrer enquanto mensagem. Em paralelo, reproduz-se um relacionamento dramático nunca antes visto com esse pesar, com esse senso determinista. Em vista de um propósito mais melancólico, Josh Cooley, estreante na direção de um longa-metragem, traz um senso de perda impactante nas imagens iniciais, encobrindo o cenário noturno de muita chuva, prenunciando que as coisas nunca continuam sendo como eram. Quando surge “You’ve Got a Friend In Me“, o cineasta entende uma renovação à missão de Woody e companhia, passando de mão e mão. Os absolutismos são, por sua vez, vistos como ameaças ao que é puro, como o amor entre Betty e Woody, rompido por algum significado existencialista mais ultrapassado.

Muito mais nobre, portanto, ser um brinquedo de uma criança por querer, por achar ser o melhor, do que por precisar ser. Woody, com o encerramento da obra, já conseguiu mudar a cabeça de Garfinho, compreender o quão mais ele poderia ser enquanto ser vivo. Em contraste a uma vida monótona em que existe preso a um armário, mora um chamado por aventura e a possibilidade de viver um grande amor, que Josh Cooley nos convida a ansiar o tempo todo. Por conta do retorno de Betty, com um visual reformado e uma presença mais ativa – particular de uma época que igualmente revê os papéis femininos -, as imagens acentuam o desejo de Woody de ser parte de algo em que sua importância é realmente necessária. Há muita ternura na troca de olhares entre esses dois personagens, o quão contentes eles estão por se reencontrarem outra vez. Justamente por se desprender de amarras e imagens passadas, buscar por alguma coisa melhor, que a animação opta por antagonizar um antiquário, espaço no qual as coisas antigas continuam sendo antigas e não são ressignificadas. Tanto subverte-se questões passadas quanto renova-se os ares, mesclando este drama à concretização de uma aventura espirituosa o suficiente para ser preferida.

Os novos personagens apresentados, assim sendo, conversam objetivamente com a proposta da animação. Duke Caboom (Keanu Reeves), por exemplo, precisa aceitar quem é, contrariando as insinuações mentirosas de uma propaganda. Já o Coelhinho (Jordan Peele) e o Patinho (Keegan-Michael Key) querem ser enfim amados por uma criança, após anos pendurados como prêmio de um parque de diversões. Os determinismos, que impedem esses personagens de serem quem eles querem ser, são problemáticas que precisam ser quebradas. As verdades pessoais são mais importantes que imposições externas. A mesma coisa acontece com Buzz. As vozes interiores, que saem da sua caixinha de voz, são pré-programadas, pré-estabelecidas pelo seu criador. Porém, mesmo com o pensamento da animação sobre as essências dos brinquedos existindo na trama, a presença de Buzz revela uma preguiça do roteiro em resolver narrativa. O personagem encarna a metalinguagem em si, movendo-se por uma voz superior – o roteiro -, que nem sempre funciona e acaba soando coincidente em excesso. Mas o roteiro tem consciência que é menos inteligente na execução do que na conceituação, criando uma piada envolvendo uma chave que brinca com isso.

Ao mesmo passo, o encerramento ao arco de Gabby Gabby (Christina Hendricks), a antagonista da animação, parte também de uma mãozinha dos roteiristas, colocando uma criança perdida exatamente no lugar que precisava estar. Os outros personagens, nessa cena, simplesmente param de correr para observar Gabby encontrando um amor, mesmo que, teoricamente, o tempo importasse. Embora isso ocorra, Gabby sustenta-se em motivações coerentes e que permitem Toy Story 4, em uma outra instância, reafirmar a sua missão enquanto continuação, que ninguém pediu, mas precisávamos. Na retirada da voz do ex-xerife, para permitir uma outra boneca seguir os seus sonhos, é que Woody encontra-se. Um personagem que não precisava ter impedido Lotso de ser triturado, resgatado o pinguim Wheezy da venda de garagem ou colocado os seus amigos para, consigo, irem parar nas mãos de uma nova dona e não em um sótão. Assume-se, com mais veemência e coragem aqui, uma questão que as animações anteriores já prenunciavam: o real significado da existência do caubói. Woody precisa despedir-se dos seus amigos, para que o seu rodeio continue. E, em algum momento entre o infinito e o além, os seus passos ainda se cruzarão.

Toy Story 4 – EUA, 2019
Direção: Josh Cooley
Roteiro: Andrew Stanton, Stephany Folsom
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Annie Potts, Tony Hale, Keegan-Michael Key, Madeleine McGraw, Christina Hendricks, Jordan Peele, Keanu Reeves, Ally Maki, Jay Hernandez, Lori Alan, Joan Cusack, Bonnie Hunt, Kristen Schaal, Emily Davis, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Blake Clark, June Squibb, Carl Weathers
Duração: 100 min.

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25 comentários

Big Boss 64 3 de março de 2020 - 21:53

“Continuação que ninguém pediu.” Ponto.

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planocritico 3 de março de 2020 - 21:53

Por mim, nenhuma continuação existiria. Nenhuma MESMO. Mas elas existem e, para mim, Toy Story 4 é uma terceira continuação muito boa.

Sobre ninguém ter pedido, bem, não é o que a bilheteria do filme indica, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

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Big Boss 64 3 de março de 2020 - 22:26

Usando a variável “bilheteria”? Esperava mais de você, Ritter.

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planocritico 3 de março de 2020 - 23:13

Perfeitamente legítimo, pois não fiz conexão entre bilheteria e qualidade. Falei de qualidade no meu primeiro parágrafo te respondendo: eu achei a terceira continuação muito boa. O assunto qualidade acabou ali.

Aí fui te responder o “ninguém pediu”, o que não tem relação alguma com qualidade e que a bilheteria desdiz diretamente. Se ninguém tivesse pedido, ninguém teria assistido. Se assistiram, é porque tinha demanda. Novamente, NADA a ver com qualidade.

Abs,
Ritter.

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Big Boss 64 3 de março de 2020 - 23:30

😴

Thiago de Melo Costa 16 de julho de 2019 - 06:09

Parabéns pelo, mais uma vez, brilhante texto.
Confesso q sai do cinema com um gosto agridoce, sem saber dizer se tinha amado o filme ou não gostado tanto assim.

Exatamente por ter viajado nas diversas camadas de Garfinho, Woody,Betty e Gannon gabbi. Porém achado extremamente bobo e até desrespeitoso como utilizam e embrutecem Buzz ou sub utilizam os demais personagens anteriores, que eingostaria de ver participando mais.

No fim, me parece que eles tinham conceitos e ideias excelentes, mas não souberam organizar em uma narrativa que mesclasse e funcionasse tão bem quanto às anteriores. Ficando varias vezes repetitiva em tela ou muito expositiva.

E não era que não tinha gostado, é que esses pontos, pra mim, o faziam um filme nota 8 enquanto com o 3 fiquei mal acostumado com um fiome nota 9-10.

Mas todas essas ricas discussões já vale muitooo a existência do filme.

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Gabriel Carvalho 19 de julho de 2019 - 20:37

Tem mais textos aqui no site, para você ler se quiser. Do Handerson e do Ritter.

Valeu pelo comentário e entendo suas questões.

Sobre os demais personagens, eu acho que é uma riqueza especial do “Toy Story 3” essa importância coletiva, “mal-acostumando” a galera. O quarto é bastante diferente nesse sentido e eu gosto das distinções. O primeiro filme, por exemplo, tratava apenas do Woody e do Buzz, com os demais sendo extremamente coadjuvantes. Cada obra tem um discurso próprio.

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quem é alfinete? 13 de julho de 2019 - 23:02 Responder
Gabriel Carvalho 19 de julho de 2019 - 20:31

E vai ter mais ainda… “Star Wars” vem aí no final do ano.

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quem é alfinete? 19 de julho de 2019 - 21:29

não tô animado pra esse

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Gabriel Carvalho 22 de julho de 2019 - 05:01

Eita… Hater de Últimos Jedi?

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quem é alfinete? 22 de julho de 2019 - 09:38

Não diria isso, só não gostei mesmo

Cesar 10 de julho de 2019 - 21:54

Não aguento mais chorar com Toy Story, achei um absurdo, realmente me apertou o peito ver eles se despedindo, me senti como se fosse um deles e não quisesse ver um fora da trupe.
Fiquei feliz pelo Woody, pôde enfim viver o amor sem preocupações, encontrou a felicidade que desde que o Andy cresceu ele já não tinha.

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Gabriel Carvalho 19 de julho de 2019 - 20:31

Jornada de faroeste quase. O caubói encontrando a sua identidade.

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Lucas Cardozo 25 de junho de 2019 - 15:20

Só emoção lendo a crítica e os comentários. :’)

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Gabriel Carvalho 19 de julho de 2019 - 20:31

Emoção do início ao fim, literalmente, entrando no cinema, saindo do cinema e relembrando a obra.

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Jadiel 24 de junho de 2019 - 23:35

Fiquei bastante decepcionado quando esse filme acabou. Subiram os créditos e eu pensei: “QUE?! JÁ?! Pra mim só se passaram 15 minutos.”

Aquela sequência no começo tocando “Amigo estou aqui” me fez chorar. Passei a infância assistindo animações da Pixar e Toy Story era uma das minhas favoritas. Ver aquele “Previously in Toy Story” me fez lembrar das vezes que assistia quando criança. Pra mim o momento mais emocionante do filme.

Minha única ressalva foi por ter sido “só” mais um filme de Toy Story. Muito bom, mas muito comum. Comum dentro dos padrões dos filmes anteriores, claro.

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Gabriel Carvalho 25 de junho de 2019 - 03:01

Não acho nenhum pouco comum, mesmo dentro dos padrões anteriores.

É muito raro uma animação norte-americana de um grande estúdio dar tanto espaço para os dramas dos personagens. A cena que ilustra a crítica, por exemplo, é basicamente Woody caminhando com Garfinho e conversando. Um momento que desenvolve e apresenta drama e, ao mesmo tempo, tem pitadas cômicas muito especiais, que agraciam o conjunto e intensificam o valor emocional no relacionamento entre esses personagens.

No que tange um discurso, “Toy Story 4” desenvolve a sua ideia, que é uma ideia nova e que caminha por lugares nunca antes explorados assim, com muita coesão… Eu acho formidável que o filme não pare a aventura em momento algum para redundar alguma coisa boba, do contrário, sempre adicionando pitadas dramáticas que levam os personagens para outro lugar.

Não prefiro esse filme aos demais, mas, particularmente, acho que é o mais diferente da franquia, porque é o que mais se leva a sério o tempo todo. É o que mais pega a questão existencialista e pensa-a friamente, literalmente sentando num banquinho – Woody e Betty, no caso – e discutindo o que será o futuro, os próximos passos.

Já os demais filmes, em contrapartida, partiam de mal-entendidos como premissas, repensando as jornadas, por sua vez, paralelamente. Aqui, o existencialismo não é paralelo, porém, basicamente o pretexto para o Garfinho ser uma problemática inicial.

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Jadiel 25 de junho de 2019 - 09:56

Olhando por esse lado, sim, é verdade, este é bastante diferente dos anteriores, mas o que quis dizer foi que é comum em sua estrutura de narrativa. Praticamente todos os filmes são sobre “Ó um brinquedo sumiu, temos que resgatá-lo! Vamos bolar um plano mirabolante!” Então nesse quesito acho que Toy Story 4 não fugiu muito da regra.

Mas com certeza a sua temática foi bastante diferente dos outros por ser mais focado no Woody e no seu estudo de personagem. Em questões não abordadas antes, e que nesse o fez muito bem.

Aliás, esqueci de mencionar, excelente crítica, Gabriel. Venho aprendendo bastante com as críticas daqui do site.

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Gabriel Carvalho 26 de junho de 2019 - 13:42

Mas vejo um charme nessa premissa sem mudanças, sobre resgatar outros brinquedos e estar perdido no mundo. Mantém uma certa identidade à tetralogia e, no final das contas, essa é uma premissa muito mais criativa que qualquer “Os Personagens Vão Para as Férias”, “pensamento” que costuma ser pretexto para as sequências de animações de outras empresas – “Carros 2” é simplesmente os carros de férias na Europa. “Toy Story 4” ameaça até ter essa premissa bobona, mas vai só até o meio do caminho.

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Vinicius S Pereira 23 de junho de 2019 - 21:20

Filme incrível não é mesmo? É o famoso não é o que eu queria mas sim o que eu precisava. Não esperava tal subversão de conceitos na saga, mas acho que ela cresceu junto com o público novamente. Sempre considerei Woody e Andy os protagonistas, o 3 fechou com mais do que perfeição o arco dele com os brinquedos e agora foi a vez do Woody. A magia desses filmes continua lá, mais forte do que nunca. Muitos de nós, crescendo com a saga nos identificamos e emocionamos em diversos momentos (e inevitavelmente eu me afogo em lágrimas no final novamente kkkk), enquanto isso as crianças curtem o filme de uma maneira bem mais descompromissada, o desespero de algumas na sala com a saúde do Garfinho era hilário kkkkk. Por fim, por mais que me doa, espero que eles não inventem mais nenhuma continuação, está tudo mais do que bem resolvido.

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Gabriel Carvalho 25 de junho de 2019 - 01:17

Eu sempre pensei que se fossem fazer um novo Toy Story a maneira certa seria assim, abrindo mão de um purismo sobre brinquedos terem que ser brincados. Termina até sendo mais libertador saber que os que se perderam no mundo, nas nossas vidas, estão por aí vivendo aventuras… É bonito.

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Gabriel Pereira 17 de julho de 2019 - 08:55

Outra cosia Gabriel, senti que o Garfinho deixou um gancho pra um possível “tema” pro próximo filme, quando a Faquinha o pergunta do porque ela ter vida, algo assim, e ele diz não saber e a câmera fecha no rosto dele. Talvez seria interessante explicar o porque alguns brinquedos ganham vida e outros não. O caminhão que o Woody usa no parquinho por exemplo, não tinha vida.
O que faz um objeto qualquer ganhar vida ? Sim, já meio que sabemos e talvez nem precise de um filme pra explicar isso, mas creio que isso possa estar mais em discussão em um possível quinto longa.

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Gabriel Carvalho 19 de julho de 2019 - 20:31

Talvez o caminhão parecesse apenas não ter vida, por não ter olhos e tal. Não sei… Pode ser uma possibilidade mesmo.

Responder
quem é alfinete? 13 de julho de 2019 - 23:02

eu seria a favor de continuarem a série de curtas que são bem divertidos, adoraria ver as novas aventuras do woody com a betty e a nova dinâmica no quarto da bonnie

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