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Crítica | True Detective – 2ª Temporada

por Ritter Fan
490 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

Séries em formato de antologia são arriscadas por natureza. A primeira temporada sempre estabelece o tom e o espectador, meio que naturalmente, acaba esperando mais do mesmo na próxima, mesmo sabendo que a história seguinte será diferente e com outros personagens. É perfeitamente natural. E perigoso, muito perigoso.

Por isso considero Nic Pizzolatto e a HBO corajosos em sua proposta de uma antologia com temporadas ligadas única e exclusivamente pela temática policialesca, mais nada. Não há repetição de atores, situações e nem mesmo discretas piscadelas a eventos anteriores.

O showrunner, depois de pegar o mundo de surpresa com a 1ª temporada de True Detective, seu primeiro trabalho original para TV (antes ele só escrevera dois episódios de The Killing), não chega nem de longe a fazer algo que sequer resvale em seu trabalho anterior. E falo de conteúdo aqui, não de qualidade. Sim, trata-se de uma história de polícia, mas esperar um semblante de similaridade com a temporada anterior é pedir para se frustrar. Pizzolatto navega águas novas, começa do zero e se arrisca, exatamente como todo showrunner deveria fazer sempre, saindo da zona de conforto de seu próprio sucesso e mexendo fortemente no status quo até mesmo – principalmente, diria! – das expectativas de seus espectadores.

Assim, para que realmente seja possível assistir a 2ª temporada de True Detective, é necessário despir-se um pouco do que foi visto anteriormente e começar de novo. Claro, comparações são inevitáveis, mas também injustas. Pizzolatto sabe disso e, aparentemente, não liga.

A nova temporada começa lenta, em um episódio de estabelecimento das personalidades-chave: dois detetives e um policial de forças policiais diferentes da Califórnia e um gângster bem-sucedido que, como Michael Corleone, quer tornar legítimos seus negócios escusos. A convergência literal dos quatro personagens vem com o assassinato de Ben Caspere, uma espécie de gerente metropolitano.

Mas há um quinto “personagem” importantíssimo na série, um que permeia cada segundo da projeção: a cidade fictícia de Vinci (gerenciada por Caspere), nas imediações de Los Angeles, uma espécie de vala comum para onde tudo que é ruim e que é rejeitado pelas demais cidades ao redor vai. Imigração ilegal, jogos de azar, dejetos tóxicos, prostituição. O que você quiser há em Vinci em profusão, que funciona como uma poderosa crítica sócio-política a várias cidades do mundo e particularmente ao emaranhado de sub-cidades que entremeiam o centro-sul do estado da Califórnia, nos EUA. Vinci, assim como seus pares da “vida real” existem para dar vazão ao progresso disfarçado das metrópoles a caminho de um futuro às custas de muita exploração e muita morte direta e indireta. É absolutamente fascinante ver Pizzolatto colocar essa questão tão relevante dentro de uma estrutura narrativa dramática disfarçada de trama policial. Isso, por si só, já mereceria a atenção dos espectadores mais cínicos.

É lógico que o foco em Vinci e na complexa rede política que envolve municípios concorrentes e também o estado da Califórnia – representados pelos três policiais, Raymond “Ray” Velcoro (Colin Farrell), detetive de Vinci, Antigone “Ani” Bezzerides (Rachel McAdams), detetive de Ventura e Paul Woodrugh (Taylor Kitsch), policial da California Highway Patrol – dá contornos muito mais ambiciosos à temporada e exigem um grau de exposição maior aos roteiros, algo que inexiste na primeira. Isso, por si só, causa estranhamento e, de fato, é a razão para uma certa lentidão nos três primeiros episódios.

Essa vagarosidade, ditada pela história, vale frisar, impede que a temporada alce voos muito altos em sua primeira metade. Há um foco grande no desenvolvimento dos personagens, cada um com sérios traumas antigos, todos de certa forma relacionados com sexo. Velcoro assassinou o estuprador de sua mulher e potencial pai de seu filho e, a partir desse evento em seu passado longínquo, viu sua vida desandar. Bezzerides é uma mulher forte que se esconde atrás do sexo e de uma memória reprimida de infância. Woodrugh luta contra quem ele é com todas as suas forças, jogando-se em um relacionamento que não quer de verdade e sofrendo demais com isso ao ponto de ser um suicida em potencial. E, finalmente, temos o gângster que mencionei, Frank Semyon (Vince Vaughn), que deseja mais do que tudo ter um filho com sua mulher (Jordan, vivida pela bela Kelly Reilly), mas não consegue.

Decididamente, a primeira metade da temporada chega a se perder com monólogos filosóficos longos, com debates que correm atrás dos próprios rabos e não chegam a lugar nenhum. Pelo menos não em si mesmos. A jogada de Pizzolatto é de longo prazo e não “satisfaz” o espectador a cada final de episódio, o que provavelmente levou a alguns a fortemente criticarem a série. É que, realmente, assistir True Detective – pelo menos essa temporada – de maneira seccionada, episódio por episódio, tentando analisar cada um deles pode facilmente levar à conclusão apressada de que o showrunner perdeu a mão e isso é perfeitamente compreensível. Vendo o conjunto completo, porém, a coisa muda de figura quase que completamente, ainda que, se comparada com a 1ª temporada (injustiça inevitável!), a segunda seja realmente inferior.

Os dramas pessoais de cada um da quadra principal ganham profundidade quase novelesca, ainda que eles sejam interessantes. Há um tom fatalista que Pizzolatto imprime a cada curva, a cada nova e pequena revelação sobre o passado de cada um, com Velcoro e Semyon, por terem uma relação de longa data, ganhando maior foco. Mas o lado pessoal desses cabisbaixos e difíceis personagens espelham eficientemente a putrefação de Vinci e o que a cidade representa. Intolerância, preconceito, manipulação, violência, incapacidade de fugir. Tudo isso é a cidade e também Velcoro, Semyon, Bezzerides e Woodrugh.

Quando, então, há a alteração do status quo na metade da temporada (não é uma reviravolta, apenas realmente uma mudança de enfoque), depois de um belamente coreografado e incrivelmente violento tiroteio, Pizzolatto realmente engata sua narrativa e tira a série do que, com má vontade, poderia ser chamado de torpor. Ele embaralha as cartas um pouco e reestabelece a narrativa principal, inserindo novas situações e arriscando novamente ao exigir sobremaneira da memória do espectador, com nomes e situações obscuros citados a todo momento. Digo obscuros, pois eles estão lá. Foram mencionados antes, abordados anteriormente pelo roteiro. Mas quando eles reemergem, é tanto nome que parece novo, tantos detalhes que são trazidos à tona que é quase necessário começar a rabiscar um gráfico para não enlouquecer (tive que rever alguns episódios para realmente colocar meu cérebro em ordem).

E isso é bom? – o leitor pode me perguntar. Tenho para mim que sim. Didatismo é interessante em alguns casos, mas é chato. Somos todos adultos e Pizzolatto joga um jogo proibido para menores. Ele não está lá para nos ensinar o be-a-bá. Ou melhor, o be-a-bá foi ensinado na primeira parte e, na segunda, ele já exige que os conhecimentos sejam aplicados em sua plenitude. E o resultado é que tudo se fecha, tudo se encaixa como um jogo de Tetris bem jogado, mas que quase chega ao limite, tenho que admitir. Se alguém tinha alguma dúvida de que o capítulo de encerramento seria como foi, então definitivamente não estava assistindo a mesma série que eu.

As atuações são um capítulo à parte. E o destaque, pelo menos para esse crítico, fica com Vince Vaughn. Ator mais conhecido por seus papeis em comédias (Com a Bola Toda, Penetras Bons de Bico só para citar dois), aqui ele é um assombro. De um homem seguro de si e com um brilhante futuro a sua frente, nós o vemos – em razão do assassinato de Caspere, que dá início a uma bola de neve que o afeta assim como coloca os três policiais na investigação do caso – ter que voltar ao que fora, um homem que comanda sua equipe no dia-a-dia, com operações mundanas como boates, prostituição, tráfico de drogas e serviços de “proteção”. Suas economias de uma vida inteira de bandidagem sumiram de uma hora para outra quando seu negócio de aquisição de lotes de imóveis ao longo de uma futura linha férrea desaparecem completamente junto com Caspere e ele se vê desnudo, humilhado e Vaughn faz essa transformação com maestria, realmente deixando o espectador com pena dele.

Colin Farrell também está muito bem, pois a história de seu personagem se entrelaça com a de Vaughn, o que lhe garante mais tempo de tela e, por consequência, diversos momentos para trabalhar os ângulos de policial desgraçado, marido traído e pai ausente de um filho problemático. Ele é o retrato da decadência.

Kitsch e McAdams são eficientes também em seus papeis, graças a um roteiro que não os esquece e que erige passados críveis e dilemas morais interessantes para cada um deles. No entanto, inevitavelmente, a narrativa exigiu sacrifícios e eles acabaram tendo menos oportunidade de mostrar seus talentos. A impressão de conjunto causada por todos eles, todavia, é muito acima da média, com personagens humanos e, como tais, fundamentalmente falhos.

Nic Pizzolatto acertou mais uma vez com sua série. A segunda temporada de True Detective pode não ser tão boa quanto a primeira, mas ninguém pode acusar a produção de não ser ousada, de não desafiar o espectador, de não mexer com expectativas. Ah, se toda série fosse assim…

Obs: Para não dizer que absolutamente tudo – menos a temática geral – é diferente nessa temporada, Pizzolatto escolheu Nevermind, de Leonard Cohen como música de abertura e ela funciona como uma espécie de sucessora espiritual da canção da abertura anterior, Far From Any Road, de The Handsome Family, quando sincronizada a uma abertura de silhuetas emoldurando imagens da temporada de maneira semelhante, mas diferente ao que vimos antes. Dá vontade de ouvir e ver a abertura em loop indefinidamente, não?

True Detective – 2ª Temporada (EUA – 2015)
Showrunner: Nic Pizzolatto
Direção: Justin Lin, Janus Metz, Jeremy Podeswa,  John W. Crowley, Miguel Sapochnik, Daniel Attias
Roteiro: Nic Pizzolatto, Scott Lasser
Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch, Vince Vaughn, Kelly Reilly, Ritchie Coster, Afemo Omilami, Michael Irby, Leven Rambin, Abigail Spencer, Lolita Davidovich, James Frain
Duração: 480 min.

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87 comentários

Marcio Belfort 27 de maio de 2020 - 08:08

Esta temporada de fato ficou com cara de novela mexicana.
Roteiro confuso e arrastado. Verdadeiro samba do afrodescendente doido.
No final as pontas fecham mas com situações bem forçadas.
O rastreador colocado no carro do Ray até um cego conseguiria ver. Precisam aprender com o Mike do BB/BCS.
O capanga mexicano querendo o terno do Frank também não deu pra engolir.
Até os nomes dos personagens não ajudaram. Velcoro, Bezzerides, Woodrugh.
Enfim, vou para a 3a temporada esperando que seja melhor.
Abraço, Ritter

Responder
planocritico 27 de maio de 2020 - 12:16

Eu discordo. Gostei bastante da temporada.

Abs,
Ritter.

Responder
Isaac 20 de janeiro de 2019 - 00:28

Ritter, haverá critica da terceira temporada?

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2019 - 17:57

Sim, assim que ela acabar.

Abs,
Ritter.

Responder
FabioRT 10 de janeiro de 2019 - 10:51

O maior problema desta temporada é que a grande maioria das pessoas quer mais do mesmo. Eu acho que é uma temporada muito injustiçada. Dizem que a terceira terá uma estrutura parecida com a primeira..isso para mim é meio que um balde de água fria…pois eu esperava algo mais arriscado da HBO…mas vamos esperar….
Ansioso para que comece !

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2019 - 07:34

Concordo! Todo mundo esperava algo “igual” e, ao se depararem com algo diferente, torceram o nariz.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de maio de 2018 - 04:10

@supramaty:disqus , que bom que você teve essa visão da temporada. Eu a achei muito boa e é uma pena que tanta gente tenha detestado…

Abs,
Ritter.

Responder
SUPRAMATY 22 de maio de 2018 - 19:10

Recentemente resolvi assistir de novo as duas temporadas, e percebi que esse segunda não é tão parada como muitos afirmam. Pelo contrário, achei ela no mesmo nível -de novo, acabei de assistir as duas em seqüência.
Só há uma diferença, essa eu achei que tem uma pegada mais forte pro lado Noir.
Posso estar errado, mas senti que Nic Pizzolatto estava testando quem dizia ser agora fã da série, e deu uma temporada só para esse aspecto.
Espero que a terceira faça mais sucesso para os fãs poderem ter mais algumas temporadas.

Responder
Thalita Magalhães 10 de maio de 2016 - 15:47

Otima temporada, assistam até o final!!!!
Depois de 5 meses enrolando finalmente terminei!!!!!!!!! Admito que no final fiquei sentida, acabei me apegando hahahaha. Depois do 5ep eu assisti tudo em sequência, a seria da um giro e assume outra atmosfera.
Para assistir essa temporada você precisa desapegar/esquecer totalmente a primeira, dificil eu compreendo, pois enquanto você estiver esperando por algo parecido que se passe na mesma atmosfera da primeira temporada você não assistirá mais do que o 2 ep.
Essa temporada é uma critica direta aos eua, esses pequenos distritos que se formam, a corrupção etc e outras coisa que estamos acostumados a ver como prostituição, trafico de pessoa, drogas etc. É totalmente diferente de qualquer outra serie e requer uma certa memória para entendimento total dos fatos narrados, o que me faltou um pouco e cheguei a ficar perdida em certas partes hahahaha, mas não critico isso e sim aprecio porque assumir a responsabilidade de produzir algo com essa carga e realizar um otimo trabalho são para poucos e Nic Pizzolatto cumpriu isso muito bem!
A minha critica vai para os primeiro episodios, quem não?, mas pelo fato de que eu acho que Pizzolatto poderia trabalhar um pouco mais com a aproximação com o público e talvez retirar um pouco, retocar, os diálogos para um acolhimento melhor do público.
Eu fiquei triste com a morte do Paul hahahah, achei que Taylor Kitsch cumpriu bem a interpretação do seu personagem, todo o elenco deu otimas atuações mas se teve alguma que me incomodou em certo momento foi a do Vince Vaughn, não me convencia sempre desse seu lado bad guy. Enfim eu espera um final um pouquinho menos tragico mas já era esperado as morte!

True Detective me conquistou por completo e com certeza esta na minha lista de série preferidas, aguardando a tão famosa 3 temporada!

Responder
planocritico 10 de maio de 2016 - 23:00

@disqus_AD6AdsdRLz:disqus, é isso aí. Essa temporada exige que esqueçamos da primeira e embarquemos na premissa. Depois de 3 episódios, ela engrena e aí a coisa vai que é uma beleza.

Concordo totalmente com seus comentários, ainda que eu esperasse e quisesse o final trágico, pois, para mim, era a única saída possível.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 10 de maio de 2016 - 23:00

@disqus_AD6AdsdRLz:disqus, é isso aí. Essa temporada exige que esqueçamos da primeira e embarquemos na premissa. Depois de 3 episódios, ela engrena e aí a coisa vai que é uma beleza.

Concordo totalmente com seus comentários, ainda que eu esperasse e quisesse o final trágico, pois, para mim, era a única saída possível.

Abs,
Ritter.

Responder
Thalita Magalhães 10 de maio de 2016 - 15:47

Otima temporada, assistam até o final!!!!
Depois de 5 meses enrolando finalmente terminei!!!!!!!!! Admito que no final fiquei sentida, acabei me apegando hahahaha. Depois do 5ep eu assisti tudo em sequência, a seria da um giro e assume outra atmosfera.
Para assistir essa temporada você precisa desapegar/esquecer totalmente a primeira, dificil eu compreendo, pois enquanto você estiver esperando por algo parecido que se passe na mesma atmosfera da primeira temporada você não assistirá mais do que o 2 ep.
Essa temporada é uma critica direta aos eua, esses pequenos distritos que se formam, a corrupção etc e outras coisa que estamos acostumados a ver como prostituição, trafico de pessoa, drogas etc. É totalmente diferente de qualquer outra serie e requer uma certa memória para entendimento total dos fatos narrados, o que me faltou um pouco e cheguei a ficar perdida em certas partes hahahaha, mas não critico isso e sim aprecio porque assumir a responsabilidade de produzir algo com essa carga e realizar um otimo trabalho são para poucos e Nic Pizzolatto cumpriu isso muito bem!
A minha critica vai para os primeiro episodios, quem não?, mas pelo fato de que eu acho que Pizzolatto poderia trabalhar um pouco mais com a aproximação com o público e talvez retirar um pouco, retocar, os diálogos para um acolhimento melhor do público.
Eu fiquei triste com a morte do Paul hahahah, achei que Taylor Kitsch cumpriu bem a interpretação do seu personagem, todo o elenco deu otimas atuações mas se teve alguma que me incomodou em certo momento foi a do Vince Vaughn, não me convencia sempre desse seu lado bad guy. Enfim eu espera um final um pouquinho menos tragico mas já era esperado as morte!

True Detective me conquistou por completo e com certeza esta na minha lista de série preferidas, aguardando a tão famosa 3 temporada!

Responder
Marcia Castro 4 de abril de 2016 - 14:09

Apesar do final (que odiei) adorei o restante da série. Achei irretocável e realmente Vince Vaughn e Colin Farrel me agradaram mais, embora todos estejam muito bem. Concordo com a crítica, não dá pra comparar com a primeira temporada (ponto fora da curva na história dos seriados). Quanto ao final, ok, tudo se desenhava para aquilo. Mas meu lado que gosta de finais felizes torceu muito para que pelo menos o Ray escapasse. Mas isso sou eu. Parabéns pela crítica.

Responder
planocritico 4 de abril de 2016 - 15:26

Obrigado, @marcia_castro:disqus!

Realmente, não havia como o final caminhar para ser feliz. A série toda impedia isso completamente. Mas que bom que gostou da temporada, mesmo odiando o final.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 4 de abril de 2016 - 15:26

Obrigado, @marcia_castro:disqus!

Realmente, não havia como o final caminhar para ser feliz. A série toda impedia isso completamente. Mas que bom que gostou da temporada, mesmo odiando o final.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcia Castro 4 de abril de 2016 - 14:09

Apesar do final (que odiei) adorei o restante da série. Achei irretocável e realmente Vince Vaughn e Colin Farrel me agradaram mais, embora todos estejam muito bem. Concordo com a crítica, não dá pra comparar com a primeira temporada (ponto fora da curva na história dos seriados). Quanto ao final, ok, tudo se desenhava para aquilo. Mas meu lado que gosta de finais felizes torceu muito para que pelo menos o Ray escapasse. Mas isso sou eu. Parabéns pela crítica.

Responder
Marcos Rodrigues 29 de janeiro de 2016 - 15:38

2ª Temporada chata…

próximo…

Responder
planocritico 29 de janeiro de 2016 - 17:18

Mas conseguiu chegar até o final pelo menos?

Abs,
Ritter.

Responder
Marcos Rodrigues 18 de fevereiro de 2016 - 15:46

Parei no segundo episódio… Boring

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2016 - 17:17

Bem, seu nível de tolerância me parece baixo demais, mas ok. A série passa a decolar de verdade a partir do 4º episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
João Pedro Rocha 5 de janeiro de 2016 - 22:58

Vi até a metade, teria parado antes mas me falaram que a partir do 4° episódio ficaria melhor, já nessa crítica o pessoal diz que a partir do 5°. Sobre os episódios que, achei a série horrível, péssima. Personagens nem tão legais e Frank Semyon, que acho que é a razão por eu ter odiado tanto essa metade da série.O personagem já é o vilão, já é chato e quem faz ele é um dos atores que mais odeio, como se isso não bastasse, ele é o personagem que mais aparece na série, com cenas longas e chatas, que são sempre a mesma coisa, que é ele ou falando sobre negócios e dinheiro ou falando com a mulher dele sobre o filho que eu não dou a mínima, fica até parecendo que ele é o personagem principal. Odiei tanto ele que pulava as cenas dele, tirando as com Velcoro. Sobre os outros personagens, todos eles são problemáticos e que mais uma vez não ligo para os problemas deles, Tirando os do Velcoro, foi o único em que eu até gostei. Enfim, não sei se continuo a ver e se isso vai melhorar, disseram que o final é bem surpreendente, talvez isso seja bom. Tem muitas séries que eu ainda não vi, e o tempo gasto em series é muito grande. O que vocês acham? Continuo ou paro ?

Responder
planocritico 6 de janeiro de 2016 - 12:09

@joopedror:disqus, não gosto de dizer para ninguém parar de ver nada. Acho que só é possível ter uma visão completa ao final e a série nem é tão longa assim e, como disse, achei sensacional.

Mas, em razão de seus comentários, talvez você já tenha começado a assistir predisposto a não gostar ou esperando demais que a temporada fosse parecida com a primeira. Então, REALMENTE, talvez seja o caso de parar.

Abs,
Ritter.

Responder
João Pedro Rocha 6 de janeiro de 2016 - 13:10

Obrigado por responder Ritter.
Acho que vou parar de ver a série mesmo, mas quem sabe eu termine ela. Como eu disse eu não vi muitas séries, na verdade vi poucas, mas das que eu vi, a 1° temporada de True Detective foi a melhor (na minha opinião), gostei muito dela, tanto dos personagens, quanto da abertura, do último diálogo, do suspense, de tudo. Por mim a série continuava assim por um bom tempo, mas essa 2° temporada é totalmente diferente, achei que até ficaria parecida, mas não tem nada a ver. Enfim, no momento estou vendo Mr Robot, que eu estou gostando muito, vi alguns comentários que a série fica meio parada, mas como gostei dos personagens com certeza vou terminar. Não sou muito bom para escolher séries. Quando eu terminar Mr Robot e quem sabe True Detective, gostaria de começar outra. Você poderia me indicar uma ? Que não seja Breaking Bad, Demolidor e GOT (que não vi, mas já li os livros e não consigo ver a série).

Responder
planocritico 6 de janeiro de 2016 - 14:47

João Pedro R., é um prazer ajudar.

Cara, não sei que tipo de série você gosta, então fica difícil sugerir algo. Em linhas gerais, tente nossa seção de séries criticadas por temporada aqui do site: https://www.planocritico.com/category/tv/temporadas/

Pessoalmente, sugeriria as seguintes séries, entre clássicas e recentes:

– A Família Soprano – máfia
– Luther – policial
– Into the Badlands – artes marciais
– Continuum – ficção científica
– Deadwood – faroeste
– Justified – faroeste moderno
– Ray Donovan – drama/máfia
– The Wire – policial
– Dexter – serial killer
– Mad Men – para mim, a melhor série da última década

Sobre ter lido os livros, que livros você leu de Breaking Bad e Demolidor? As séries não são baseadas em livros (a do Demolidor é baseada no personagem dos quadrinhos apenas). E são duas séries sensacionais, absolutamente imperdíveis.

Abs,
Ritter.

Responder
João Pedro Rocha 6 de janeiro de 2016 - 14:57

Cara, valeu muito.
Me interessei mais por A família Soprano, Mad Men e The Wire. Mas pretendo ver todas. Sobre os livros, eu estava me referindo somente a Game of Thrones rs. Acho que ficou meio confuso, Breaking Bad e Demolidor eu já vi as séries. Porque sempre que vou ver Got, eu sinto saudades de ler os livros e não consigo ver, acaba que eu nem leio, por ser muito grande e nem vejo a série rsrs, mas vou ver a série para que eu relembre o que aconteceu nos livros, para eu me preparar para o novo livro. Brigadão pela ajuda!!

planocritico 6 de janeiro de 2016 - 15:04

Acho que com essas três não vai ter erro. Considero The Wire a melhor série que vi na vida, Mad Men a segunda melhor (quase empatada) e A Família Soprano, apesar de não estar no meu top 10, ainda é um clássico que simplesmente precisa ser assistida por ter sido ela a que revolucionou a TV.

Abs e divirta-se!
– Ritter.

Daniel Barros 14 de janeiro de 2019 - 17:07

Buscando séries para assistir resolvi dar uma olhada e ler os comentários e parei para responder por conta da Mad Men…
Masterpiece…

planocritico 17 de janeiro de 2019 - 09:45

Sim!!!

– Ritter

Luiz Gustavo Bezerra 17 de setembro de 2015 - 05:55

Terminei de ver a segunda temporada há uns minutos. Crítica muito boa, acho essa série genial, ao meu ver, destinada a um público mais culto, ou ao menos de muito bom gosto. Gostaria de deixar uma questão “no ar”; se o Frank não tivesse discutido, os mexicanos matariam ele mesmo assim? Como aconteceu com Hank, em Breaking Bad? Sei que ele estava no meio do nada, mas acho que ele conseguiria sair de lá se não tivesse levado a facada. Enfim, sei que ao molde que a série foi criando (se assemelhar com a realidade), seria necessária a morte dele, mas deixo essa questão em aberto…

Responder
planocritico 18 de setembro de 2015 - 02:05

@luizgustavobezerra:disqus , que bom que gostou da série (e da crítica!). Sobre a questão dos mexicanos, é difícil responder, pois eles estavam com raiva de Frank e talvez fizessem o que fizeram de qualquer jeito. Afinal, como você bem colocou, também acho perfeitamente possível ele atravessar o deserto se estivesse inteiro.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Bublitz 17 de maio de 2020 - 18:42

Ele poderia ter sobrevivido, mas quando pediram o terno dele, ele lembrou dos 3,5 milhões em diamantes no bolso do paletó. Ele não entregaria aquilo, nem que tivesse que tomar uma facada.

Responder
Eduardo 8 de setembro de 2015 - 01:28

Ótima crítica Riiter.
Agora algumas perguntas,
Quem era o bebê na cena da venezuela?
Quem matou Davis?
Afinal, Chad era ou não filho de Ray?
As papeladas que Bezzerides tinha era o suficiente para incriminar toda aquela organização mafiosa dos Chessanis?
E os diamantes que estavam no paletó de Frank?

Responder
planocritico 8 de setembro de 2015 - 19:45

@disqus_CnX9rkepoU:disqus, obrigado. Sobre suas dúvidas, vamos lá:

1. O bebê é o filho de Ray com Bezzerides.

2. Quem é Davis?

3. Sim, Chad era filho de Ray. Não reparou no resultado do DNA que aparece ao final?

4. Não sei se é suficiente para incriminar todo mundo, mas, se o repórter a quem ela contou fizer o trabalho dele, a vida dos bandidos ficará bem complicada.

5. Foram levados pelos Mexicanos, não? Ou ficaram lá com Frank no deserto?

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 25 de agosto de 2015 - 20:21

Temporada sensacional. Claro, não é do nível da primeira, mas também fica difícil comparar. A primeira, na minha opinião, é uma temporada com o primeiro plano sendo os problemas e o relacionamento de dois policiais bem diferentes, enquanto a investigação fica só de plano de fundo (tanto que muita não coisa não é explicada). Já a segunda achei que foi totalmente uma série policial como primeiro plano (por isso é complicada, confusa, igual uma investigação de máfia realmente é) e a vida dos policiais como plano de fundo.

E esse último episódio dá uma dissertação enorme de tanta coisa que se pode discutir! (SPOILERS) O fato de só as mulheres sobreviverem e estarem esperando por seus pares no momentos que estes morrem, o fato do teste de paternidade dar positivo e tantas coisas mais…

Excelente crítica!

Responder
planocritico 26 de agosto de 2015 - 15:27

Valeu, @handersonornelas:disqus. Não se pode comparar de maneira absoluta temporadas de séries cujo propósito é contar histórias diferentes, com personagens diferentes. É como comparar dois filmes do mesmo gênero dirigidos pelo mesmo diretor. São coisas diferentes e vivem sozinhas.

E você tem razão sobre o foco maior na politicagem e investigação versus vida dos policiais. Na segunda temporada, a complexidade vem da máquina estatal corrupta ao redor dos personagens que são, apenas, peões em uma engrenagem muito, mas muito maior do que seus dramas pessoais.

Abs, Ritter.

Responder
André de Oliveira 18 de agosto de 2015 - 00:34

Sinceramente, ver essa nota para essa temporada de True Detective é uma lástima. É inevitável comparar esta com a inesquecível primeira, e esse papo de “quem quer mais do mesmo vai procurar em outro lugar” é tão preguiçoso quanto o roteiro dessa segunda temporada. As comparações são inevitáveis e fazem parte. É óbvio que ninguém era ingênuo o suficiente para esperar um repeteco da primeira, mas o que Pizzolatto fez é de uma discrepância tão grande de qualidade que chega a ser assustador.
Uma história confusa, exagerada, enrolada, forçada. É quase inacreditável o fato de que esta é uma criação do mesmo Pizzolatto da temporada passada. Com a mão bem mais pesada – não necessariamente de forma correta -, Nic criou bons personagens, mas parecia, muitas vezes, não saber o que fazer com eles. O roteiro beirou, também, a contradição e inverssomilhança mais de uma vez. Bezzerides foi construída durante toda a temporada como uma mulher forte, independente e uma das mais interessadas na investigação. No season finale, foi reduzida à mediocridade de ser a mulher que fica esperando notícias do amado – não vou nem entrar no mérito desse romance que não tem fundamento algum. Paul Woodrugh, coitado, moscou a temporada inteira, foi desenvolvido porcamente e terminou morrendo. Quando morreu, foi inacreditável, ninguém se importou, não fez a menor diferença, foi completamente esquecido no finale… Mal parecia que um protagonista tinha morrido. Lamentável. Ray, um dos melhores personagens e a atuação que salvou TD do fiasco completo, teve um final tremendamente forçado e de mão pesada. E o que dizer de Frank? Personagem errado em todos os sentidos, com problemas desde a concepção, mal construído, mal interpretado, de motivações e ações duvidosas, de diálogos insuportáveis. O charlatão Vince Vaughn ficará marcado como um dos piores mafiosos que já passaram pela televisão. Que tragédia.
Sem falar na falta absurda que Cary Joji Fukunaga fez para a série. Cadê aquela direção única e incrível a que estávamos acostumados? NENHUM diretor entregou o que a série merecia. NENHUM. Mesmo as sequências que eram para ser os grandes momentos da temporada – como a do tiroteio e da casa onde aconteciam as orgias -, tiveram uma direção tão sem graça que acabaram se tornando tão esquecíveis quanto a morte de Woodrugh.
Sinceramente não entendo que argumentos poderiam justificar essa nota. As comparações são, sim, inevitáveis e completamente saudáveis. O que ficou parecendo, ao final, é que Pizzolatto teve um ano para entregar uma série para a HBO e, sei lá, quando faltava um mês pro prazo terminar ele se tocou de que não tinha nada pronto, aí saiu escrevendo qualquer coisa e saiu isso aí.
Que os espíritos de Rust e Marty perdoem-no.

Responder
Carlos Bruno 13 de novembro de 2015 - 02:51

Acho que todo seriado tem algumas falhas, mais presumir que a segunda temporada de True Detective foi um fiasco, que que isso cara?
Na season finale, a Ani ficou como uma donzela, certo.
Woodrugh teve menos tempo em cena e uma história não tão bem elaborada que os outros, certo. (afinal é uma injustiça imensa, porque todos os atores ganharam o mesmo pagamento né? kkkkk ai ai)

Ok, vamos ter uma mudança de assunto.. Na minha opinião, todo filme, seriado, novela e etc tem que ter um público alvo, certo?
Meu Malvado Favorito ? Crianças.
Vampire Diares ? Meninas.
E chegando em True Detective, na minha opinião de novo,o público alvo são homens de todas as idades (isso é o público alvo, não quero dizer que uma mulher não possa gostar do seriado), enfim o seriado foca mais no Ray e no Frank, Ray é um homem que se importa especialmente com seu filho, mostra como um ”homem” deve ser em muitas situações, Frank é o cara que chegou no sucesso, é ambicioso, um gangster muito mais inteligente que metade dos empresários do Brasil, agora eu te pergunto.

Como a série iria focar na Ani e no Woodgrugh?
Acho que ninguém precisa responder isso..

Por mais que a série possa ser inteligente e realística, ela precisa ter audiência, e pra mim seu comentário não tem muito fundamento, você citou algumas falhas da série e disse que ela não presta, não levantou um ponto positivo sequer, como o Drama dos personagens serem intrigantes (Sem citar as partes de ação), quem não queria que Ray ficasse com a guarda daquele tetudinho velho? A série é ótima, recomendei pra duas pessoas, as duas gostaram muito da segunda temporada.

Agora, comparando a primeira com a segunda temporada, eu empatei as duas, Rust é um personagem fantástico, mais a trama é relacionada á vida dos personagens e o caso em segundo plano, e na segunda é o inverso, ou seja.. Ela é mais dinâmica, se você perder o foco, tem que voltar no play, enquanto a primeira é mais elaborada, mais lenta.
Resumindo o porquê do empate, o quê falta em uma temporada, a outra tem.

As duas temporadas são geniais e fim.

Responder
planocritico 13 de novembro de 2015 - 11:53

Acho que é um jogo de expectativas como mencionei na crítica. Esperar mais do mesmo é quebrar a cara. São temporadas sem ligação, com estruturas diferentes, com personagens diferentes, com histórias diferentes. Esperar mais do mesmo é contentar-se com pouco. Nic Pizzolatto não se contenta com pouco…

Abs,
Ritter.

Responder
Rods 14 de agosto de 2015 - 10:39

Vi várias pessoas ao longo da série, reclamando. É obvio não dá para comparar com a primeira. Mas todo o conjunto estava muito acima da média. Atuações, fotografia, montagem. Mas concordo que muito nomes da trama, ficaram muito difícies de acompanhar, não precisa ser didático concordo, mas acho que pesou a mão. No final não gostei da Benezzerides, ela passa a série inteira se mostrando uma personagem feminina muito treta, daí de uma hora para outra no final ela engata um romance com o Ray, ele vira seu amor.Ela se transforma no personagem feminino comum a espera do seu amor que vai voltar de algum lugar que ela não pode ir. E depois você descobre que ela teve o filho do Ray? Desculpa mas achei bem forçado, e para piorar ela vira melhor amiga da mulher do Frank?.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2015 - 23:09

Ela se viu em Ray. A conexão foi imediata e dentro da lógica da série. Sobre tornar-se amiga da mulher de Frank, foi conveniência casada com desespero. Era a única opção dela e, de certa forma, o último vínculo dela com Ray.

Abs,
Ritter.

Responder
Vinícius. 14 de agosto de 2015 - 02:49

Faltou na segunda o inusitado das divagações
filosóficas do detetive Cohle e sobrou complicação na trama. Aparentemente
também faltou também um final realisticamente esperançoso, como o da primeira
temporada, com aquela última viajada magistral do personagem de Macconauhey: “só
há uma história, a mais antiga: luz contra trevas. Mas, sabe de uma coisa, há
mais escuridão, mas a luz está vencendo.” Digo isto porque não é muito
agradável que quase todos os bons personagens morram no final e os canalhas
macabros triunfem. Mas o final pessimista é apenas aparente, primeiro porque
Benzerides sobrevive para fazer justiça, segundo porque Frank, o melhor
personagem da série, morrendo andando no deserto, acossando pelos fantasmas do
passado e calando a boca de todos, numa cena antológica, não se entrega antes
que sobrevenha o esgotamento total e irreversível, deixando um belo exemplo.

Responder
planocritico 14 de agosto de 2015 - 12:51

Sim, mas as propostas são bem diferentes. Você, no final das contas, está comparando e esperando semelhanças. Pizzolatto quis justamente fugir disso. Como eu disso, eu também preferi a primeira temporada, mas a segunda é sensacional também.

Sobre o final pessimista, sim, ele é aparente. Há uma luz no fim do túnel e por isso eu acho que ele foi equilibrado. Não havia como, dentro da narrativa construída, os personagens centrais todos sobreviverem. Viraria conto de fadas. Do jeito que ficou, faz perfeito sentido lógico, com a perpetuação da bandidagem, da corrupção. E, como você diz, a morte de Frank foi um momento realmente fantástico.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Reis 14 de agosto de 2015 - 13:10

Eu analisei assim: Frank é um cara que eu até simpatizei, mas não dá pra negar que ele era um bandido cruel. Na logica de morrerem os malvados, fechou.
Ray, eu também simpatizei, mas ele apesar de querer fazer o certo, ao meu ver nunca conseguiu satisfatoriamente. Então outro malvado que morreu.
Essa pode ser meio forçada, mas vá lá: o Paul não queria aceitar ele mesmo e vivia e levava outras pessoas a viverem uma fantasia, que uma hora ou outra ia levar todos para a infelicidade. Desse ponto de vista, apesar das coisas boas que ele fez, também foi um “mal”que morreu.
A Ani acho que seria a única personagem boa, por isso sobreviveu e dela sai um lampejo de justiça, que não é mostrado se funcionou, mas pelo menos ela fez a coisa certa.
Mas o lance legal é que todos os personagens são cinzas, e como eu disse, até os que simpatizamos fazem coisas ruins. Assim como na vida real.

Responder
Ricardo Reis 13 de agosto de 2015 - 13:39

Minha opinião: gostei do que vi. A fotografia, a direção, a atuação de quase todos os protagonistas, mas…o fato de enfocar o drama pessoal de 4 personagens diminui o tempo de desenvolvimento de cada um, assim perdendo a chance de ser melhor explorado. A drama da Ani foi o mais mal desenvolvido creio eu. E concordo que ao citar alguns personagens que não lembramos as vezes da um nó na mente, mas se fosse pra ser didático acho que tbm seria chato e repetitivo.
Ps.: só acho, mas a música da Lera Lynn devia ter sido a da abertura. Eu curto Leonard Cohen, mas aquele som não cativou.

Responder
planocritico 13 de agosto de 2015 - 15:06

@ricardo_reis:disqus, sim, é verdade. Mas foi uma escolha de Pizzolatto e ele sabia disso. No final das contas, não vi grandes prejuízos, pois todas as histórias tiveram bom desenvolvimento (algumas mais do que outras, claro, como salientei na crítica) e fechamentos lógicos.

Abs,
Ritter.

Responder
Vinícius Alexandre 13 de agosto de 2015 - 00:57

O que achei genial nessa temporada foram os encontros do Velcoro e do Frank no decadente bar regado à também decadente música, mas que se encaixava justamente na descrição da cidade de Vinci.
O final me lembrou o filme Onde os fracos não têm vez, não no enredo ou roteiro, mas no objetivo, que deixou muitos revoltados, mas que tem sim sua carga de realidade.

Responder
planocritico 13 de agosto de 2015 - 15:09

@disqus_03Ve92kfxC:disqus, aqueles encontros realmente foram interessantes e gostei também por terem usado esse próprio bar como esconderijo no último episódio. Ficou redondo.

Abs,
Ritter.

Responder
Denis Kellar Tarantino 12 de agosto de 2015 - 22:10

Finale foi excelente superior ao da primeira, A morte do Ray e do Frank foram justificadas e todas a spontas soltas fechadas, quem não percebeu não estava prestando atenção, mexendo em seus smartphones ou pensando na Margot Robbie. Temporada brutal, noir com um desfecho chocante, revelando que por mais que você lute o sistema sempre vai sair impune, Uma série que conseguiu trazer de volta o estudo de personagem como a muito tempo não se via. Aquele desfecho nos fazendo lembrar dos versos do Leonard Cohen na abertura,

“A guerra estava perdida
O tratado assinado

Eu não fui capturado
Eu cruzei a linha
Eu não fui capturado
Embora muitos tenham tentado
Eu vivo entre vós
Bem disfarçado”

“Eu tive de deixar
Minha vida para atrás
Cavei algumas sepulturas
Que você nunca vai encontrar
A história é contada
Com fatos e mentiras
Eu tive um nome
Mas não importa”

Foi de cortar o coração, ver o Ray se despedindo do filho, sabendo que ele 99% pai da criança, a cena do Frank no deserto encontrando a mulher e ela dizendo que ele parou de andar faz tempo…Como disse anteriormente uma temporada de gestos e não de palavras, revendo o final eu dou nota 10.

Responder
planocritico 13 de agosto de 2015 - 15:10

É, @deniskellartarantino:disqus, mais uma grande série dramática da HBO.

Abs,
Ritter.

Responder
GiacomoTasso 12 de agosto de 2015 - 09:16

Parabéns pela ótima crítica, Ritter!
Eu estava relutante no início, porém mais uma vez Pizzolatto conseguiu me fisgar com um ótimo roteiro. As críticas negativas vêm da necessidade de comparação, com certeza. Uma série no estilo antologia não pode ser analisada dessa forma.
(SPOILER) Um comentário que eu queria fazer é sobre a última cena na Venezuela, onde em um primeiro momento achei que o bebê em cena fosse de Frank. Isso já tinha cortado meu coração, mas quando é “revelado” que na verdade seria de Ray, fiquei ainda pior. Pizzolatto é um gênio e essa cena achei muito bem criada.

Grande abraço, Ritter! Mais uma ótima crítica sua!

Responder
planocritico 12 de agosto de 2015 - 16:24

Obrigado, @GiacomoTasso:disqus!

Pizzolatto é o cara. Mesmo que a temporada não fosse tão boa, ele mereceria aplausos por realmente tentar algo diferente. Não é fácil se arriscar dessa forma, especialmente considerando que a primeira temporada foi tão bem recebida.

E a cena do bebê na Venezuela é realmente de cortar o coração. Isso e a revelação do resultado do teste de paternidade do filho de Velcoro!

Abs,
Ritter.

Responder
Denis Kellar Tarantino 12 de agosto de 2015 - 22:13

Foi a mesma coisa comigo e com minha namorada, achamos que era do Frank devido a todo a trama dele, mas não é do Ray u.u cara que lindo, chocante, de cortar os dois corações…

Responder
daniel alves 11 de agosto de 2015 - 21:38

O principal problema dessa temporada é que ela tem como parâmetro a primeira Se não fosse isso, ela não seria tão criticada e massacrada como foi. O final pessimista (e infelizmente realista) foi um excelente encerramento, principalmente o do Frank. E por falar nele, desta crítica só discordo da atuação do Vince Vaughn, que achei no máximo boa, mas ainda assim bem melhor que a do fraco Taylor Kitsch.
PS: vendo a cena final do Frank, bateu aquela saudade de Breaking Bad….

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 22:27

Exato, caro @disqus_g5ktkqHcWJ:disqus. A comparação e a expectativa das pessoas têm gerado alguns comentários negativos sobre essa temporada que, se fosse a primeira, seria adorada provavelmente da mesma forma que foi a primeira. Mas é a vida e faz parte do risco de uma série em formato de antologia.

Sobre Vaughn, acho que ele mostrou contenção e fúria, certeza e dúvida, alegria e raiva, esperança e nihilismo de maneira tão sensacional que ele mereceria uma indicação ao Emmy. Jamais esperaria esse trabalho dele. Mas é tudo uma questão de percepção, claro. De toda forma, estou de acordo que, deles todos, Kitsch é o que menos tem desenvoltura, ainda que o personagem tenha sido escrito de maneira fascinante.

Abs,
Ritter.

Responder
Zero 11 de agosto de 2015 - 08:54

Pela estrutura da serie, ela daria muito melhor se fosse no formato da Netflix, onde a temporada é lançada toda de uma vez. Embora não tenha tido o final que eu gostaria, gostei da temporada. Como você disse Vince para mim foi o ator da temporada, por algum motivo a atuação dele me lembrou o Rei do crime de Demolidor, talvez por ter mostrado o tanto o lado humano quanto o lado sombrio dele, coisa que em gangsters em geral, no cinema ou na tv, ou são pintados como vilões maus e só, ou como gangsters mocinhos. Ah fato engraçado, Velcoro me lembrou a frase de Seu Madruga, “a vingança nunca é plena malta a alma e envenena”.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 12:37

@disqus_t06eADOyNP:disqus, concordo que seria melhor termos a opção de fazer binge watching, mas é um modelo de negócio que a HBO não segue.

De fato, Frank lembra um pouco Wilson Fisk. Ele quer ser bom, mas seu conflito interno o impede. Interessante e perspicaz sua comparação.

Abs,
Ritter.

Responder
AAAAAAAAAAA 11 de agosto de 2015 - 01:46

Levei um puxão de tapete tremendo ao me deparar com o tema e a estória da Segunda Temporada pois, realmente não há comparação a não ser das vinhetas de abertura! Impressionante como me apaixonei pela Primeira Temporada, tudo tão envolvente e por fim se encaixou direitinho como eu esperava. Realmente me perdi na Segunda, confesso, mas True Detective é True Detective, um amor insondável e fiel, lindo e maravilhoso. Minha tristeza ao ver a morte de Woodrugh! Meu persona favorito, uma pena mesmo… Parabéns pela crítica, gostei muito; Ficamos no aguardo da Terceira o/

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 12:31

Gostaria de pedir para que você pare com a criancice de ficar enviando dúzias de mensagens para nós. Colocamos todas no spam e não aceitaremos mais nada seu se continuar assim.

Nós não aprovamos mensagem alguma imediatamente. TODAS passam por análise justamente para evitar imbecilidades.

Abs e passe bem.
– Ritter.

Responder
em correia 11 de agosto de 2015 - 01:26

Confesso que não me satisfaz ver um elenco principal que marca a trama e que me faz aguardar um desenvolvimento presente desses personagens, ser desfeito. De repente, creio que no episódio 06, perdemos Woodrugh, uma das pontas do quarteto, numa emboscada bem previsível. O andamento das articulações do trio restante fez-me aguardar algo melhor elaborado e com resultado favorável ao grupo. Eis que vimos no episódio 08 a morte de Velcoro e do Vince. Terminou, mas desperdicei meu tempo e expectativas.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 01:30

@emcorreia:disqus, mas um final feliz não teria lógica nessa história. A série é fatalista, mostra que tudo é um ciclo e que o bem não triunfa. Se tudo acabasse bem para os protagonistas, a temporada teria traído toda sua estrutura.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo de Souza 10 de agosto de 2015 - 23:14

Eu consegui separar muito bem uma temporada da outra e adorei as duas. Agora, como sempre pesa essa comparação, eu achei as relações pessoais melhores na primeira – os dois protagonistas também ajudaram – mas em compensação, a trama dessa segunda foi muito melhor. Achei demais a season finale de ontem. Gosto quando o final de uma série me obriga a passar um tempo processando tudo que aconteceu enquanto sobem os créditos e foi assim.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 01:31

@disqus_o8qkPhpUZx:disqus, a comparação é inevitável, mas Pizzolatto conseguiu criar duas temporadas ótimas. Escolher a melhor é até difícil.

Abs,
Ritter.

Responder
Wemison 10 de agosto de 2015 - 22:24

Gostei muito dessa tempora, a seu modo. A série tem um divisor águas no episódio do tiroteio. Não supera a primeira, mas possui qualidades suficientes para manter o nível. Trilha sonora excelente e cabulosa, vale ressaltar a excelente música da cantora “Lera Lynn – The only thing worth fighting for.” que se passa em segundo plano de algumas cenas. Série show … que venha a terceira temporada com uma nova abordagem.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 01:31

@disqus_GkuWyW4eOL:disqus, é isso aí, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Diego Igor 10 de agosto de 2015 - 19:47

Deu vontade de assistir depois de ler a critica. Valeu

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 01:32

Veja sim, @disqus_WntGDbV0bk:disqus. E depois me diga o que achou, se puder.

Abs,
Ritter.

Responder
Mateus Leite 10 de agosto de 2015 - 18:48

Gostei muito da série , desde o primeiro episódio . aqui o foco nunca foi a investigação do assassinato de Ben Caspere, mas sim o desenvolvimento dos personagens e mostrar o quão corrupta e podre uma cidade pode ser , tanto que quando chega a revelação sobre o assassino, pouco ligamos . A evolução dos personagens durante a série foi impressionante ! O último e o penúltimo episódio são muito tristes e arrasadores , pois nos importamos tanto com os personagens , que sentimos por tudo o que acontece com eles , pois são personagens perturbados , mas que nos conquistam de uma maneira impressionante . Chegando ao final , com uma fotografia belíssima como sempre , a série acaba com uma esperança de um mundo melhor . Uma visão pessoal de Pizzolato sobre toda essa corrupção que nos atinge , True Detective é uma série perturbadora e que já ficou em minha memória . Ótima crítica , descreveu tudo o que senti sobre a série ! Abcs!

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 01:33

@disqus_MloBeILJo3:disqus, obrigado. Você tem absoluta razão em dizer que a temporada nunca foi sobre a investigação em si, mas sim sobre os personagens e a politicagem que destrói uma cidade.

Pizzolatto não tem medo de desafiar o espectador.

Abs,
Ritter.

Responder
Capitão Frio 10 de agosto de 2015 - 16:14

Concordo com tudo que fora escrito. A primeira considero uma obra prima e nem esperava que as próximas temporadas iriam ultrapassá-lá. Apenas que ousassem e mangassem um bom nível. Foi o que aconteceu, embora com pequenos tropeços pelo caminho. Caro amigo Ritter, gostaria de saber de suas apostas para o Emmy nas categrorias principais. Abr.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 12:42

@capitofrio:disqus, sou péssimo de acertar essas premiações. Vou listar abaixo as séries e os atores que eu gostaria que ganhassem:

– melhor ator em drama: Jon Hamm
– melhor atriz em drama: Robin Wright
– melhor ator em comédia: Jeffrey Tambor
– melhor atriz em comédia: Edie Falco
– melhor série de comédia: Parks and Recreation
– melhor série de drama: Mad Men

Abs,
Ritter.

Responder
Capitão Frio 11 de agosto de 2015 - 14:34

Na torcida para Mad Men!

Responder
planocritico 11 de agosto de 2015 - 15:09

Essa série merece e muito!

– Ritter.

Responder
Pedro Enzo 10 de agosto de 2015 - 15:13

otima critica detalhando bem a temporada mais sem dar spoiler,e concordo que metede desse temporada é uma coisa e a outra metada é outra totalmente diferente e melhor

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 15:29

@pedroenzo:disqus, existe uma versão da minha crítica cheia de spoilers. Aí fui podando para que mais leitores pudessem ler sem medo e até mesmo porque os spoilers não são essenciais, nesse caso, para comentar a temporada. E você tem razão: a segunda metade é bem diferente e melhor do que a primeira. Mas eu vejo a primeira metade como necessária para que a segunda decolasse.

Que bom que gostou da crítica!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Sette Pinheiro 10 de agosto de 2015 - 14:12

Não consegui terminar o segundo episódio…. não gostei =/…

No meu caso não foi um entretenimento que compensasse investir meu tempo… o mesmo aconteceu comigo com sense8…

Quem sabe no futuro….

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 15:27

@leonardosettepinheiro:disqus, isso acontece. Vai de cada um mesmo e também conta muito o momento. Por exemplo, todo mundo fala extremamente bem de Orphan Black. Eu vi um episódio e quase dormi. Vi o segundo só de teimosia e confirmei que não era para mim. Realmente, quem sabe um dia!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 10 de agosto de 2015 - 13:16
Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 15:26

@disqus_pU5C9NFqRo:disqus, tive essa impressão em alguns episódios, mas, depois, olhando para o conjunto, vi que era uma complexidade justificável e necessária. Os policiais e o mafioso são apenas peões em um jogo muito maior e bem interessante.

Abs,
Ritter.

Responder
Samuel Teixeira Santos 10 de agosto de 2015 - 12:35

gostei muito do seu texto e concordo com ele.

A série é, do inicio ao fim, exatamente a frase: “Nós temos o mundo que merecemos”.

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 12:57

@arcanosam:disqus, com certeza!

Obrigado pelo elogio.

Abs,
Ritter.

Responder
Jeronimo Junior 10 de agosto de 2015 - 22:50

“Em um mundo melhor”

Responder
Lucas 10 de agosto de 2015 - 10:43

Por quê meu comentário não está sendo aceito?

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 13:02

@disqus_q3xc0rayPN:disqus, nós lemos e aprovamos cada comentário não ofensivo. Isso não é automático e, dependendo da disponibilidade do crítico, pode demorar entre algumas horas e até um dia normalmente.

Abs,
Ritter.

Responder
José Carlos Camillo 10 de agosto de 2015 - 10:24

Pizzolato me surpreendeu com mais uma narrativa envolvente, totalmente livre da primeira temporada e cuja trama se tornou mais complicada e mais profunda do que a primeira tempora e cujo final, para mim, foi mais justo, mais eletrizante e mais surpreendente do que a primeira. Esta segunda só não foi melhor porque os personagens, embora bons e interpretados por ótimos atores, não foram tão cativantes quanto os da primeira temporada. A direção desta temporada também tentou imitar muito a da anterior, o que me deixou impaciente. Por fim, a primeira temporada foi mais fácil de acompanhar, com uma história mais simples. Mas, enfim, estou aguardando uma terceira temporada porque até agora Pizzolato não me decepcionou.

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 13:01

@joscarloscamillo:disqus, o cara realmente é muito bom contando histórias. Mesmo complicando e muito a narrativa, ele conseguiu desembaraçar perfeitamente a história e concordo: o final dessa é melhor do que o da outra temporada. Mas a 1ª tem um desenvolvimento mais exato, sem se perder em diálogos e monólogos longos. Mas são dois animais diferentes, que deve ser apreciados com suas próprias qualidades e defeitos.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas 10 de agosto de 2015 - 09:54

Falou tudo que eu achei da série, principalmente a parte que se refere ao final. Acho que no quarto ou quinto episódio eu já estava prevendo um final desses.

Para mim a primeira temporada, sem desmerecer as atuações da segunda temporada, foi melhor exclusivamente por causa das atuações devido a Matthew McConaughey estar em um patamar superior e o Woody Harrelson não precisa nem de comentários.

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 12:59

@disqus_q3xc0rayPN:disqus, McConaughey realmente deu um show na 1ª temporada. Ele, aliás, vem se mostrando um estupendo ator.

Abs,
Ritter.

Responder

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