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Crítica | True Detective – 3ª Temporada

por Ritter Fan
800 views (a partir de agosto de 2020)

  • Leia, aqui, as críticas das demais temporadas.

Em 2014, Nic Pizzolatto encantou o mundo com a 1ª temporada de True Detective, estrelando Woody Harrelson e Matthew McConaughey. Todo mundo queria mais histórias detetivescas vindas da mente do showrunner e, sem demoras, já no ano seguinte, a HBO providenciou a 2ª temporada, desta vez estrelada por Colin FarrellTaylor Kitsch. A proposta de antologia resultou em uma história estruturalmente completamente diferente e muita gente saiu desapontada da experiência. Isso deixou True Detective na geladeira por um bom tempo.

Mas Pizzolatto e a HBO são insistentes e, quatro anos depois, lançaram a esperada 3ª temporada, desta vez inspirando-se na aclamada 1ª, ou seja, usando uma narrativa não-linear que nos carrega do presente, com entrevistas com a polícia, para o passado, por meio de flashbacks que começam a apresentar crimes terríveis. Mas, para não ficar apenas um “copia e cola” estrutural, o showrunner lida não com dois, mas sim com três (principalmente) linhas temporais e um protagonista que, em uma delas, sofre dos primeiros sinais de Alzheimer, tornando a memória um dos temas centrais da temporada. Dessa forma, ele é bem-sucedido em empregar frescor narrativo mantendo um bom grau de familiaridade com a história original, ainda que o novo caso seja mais “simples” e “mundano” do que aquele que os detetives Rust e Marty lidaram.

No entanto, o que realmente importa na nova temporada é o protagonismo de Mahershala Ali como o detetive e ex-fuzileiro/rastreador no Vietnam Wayne Hays em Arkansas, na região dos Ozarks. Curiosamente, a 3ª temporada de True Detective acabou no mesmo dia em que o ator levava seu segundo Oscar em três anos por Melhor Ator Coadjuvante e, ao que tudo indica, ele é um candidato forte para abocanhar um Emmy e um Globo de Ouro em futuro próximo por seu trabalho triplo aqui. Ali teve que criar e recriar seu estoico personagem em três momentos temporais diferentes – 1980, 1990 e 2015 – convencendo-nos dos efeitos do tempo sobre ele e o que ele faz é absolutamente inebriante.

Começando em 1990 e, depois, lidando com os três momentos em que o detetive Hays, de formas diferentes, investiga o mesmo crime – o desaparecimento de dois irmãos, uma menina e um menino em uma tarde de 1980 -, a narrativa exige um detetive novato nos anos 80, outro experiente, mas desgostoso, nos anos 90 e um senhor aposentado e com problemas de memória nos anos 2000. Se a temporada fosse filmada ao longo de 35 anos – como se fosse um Boyhood criminal – talvez o resultado não fosse tão incrível. Ali erige meticulosamente seu personagem e é um mestre ao estabelecer as conexões necessárias para que não haja solução de continuidade entre o Hays que vemos em 1980 e o de 2015, algo que as transições temporais de Jeremy Saulnier, Daniel Sackheim e do próprio Pizzolatto, que formam a trinca de diretores, conseguem amplificar, por vezes quase criando “paradoxos”.

Os trejeitos corporais de Hays velhinho são de fazer cair o queixo, assim como os momentos em que Ali, com apenas um olhar, transmite a mensagem de que o personagem, agora, esqueceu-se de tudo. Chega a ser assustador, especialmente contrastado-o com a versão oitentista de Hays, altivo, mas quieto e extremamente detalhista e inteligente. A sutil abordagem do ato de envelhecer é um dos triunfos dos roteiros.

Mas, apesar de Ali ser, do começo ao fim, o centro das atenções, não podemos simplesmente nos esquecer de Stephen Dorff como Roland West, parceiro de Hays, já que a temporada também lida com a força de uma amizade ao longo de várias décadas. Sim, é uma amizade inquieta, cheia de problemas, mas os laços que Hays e West criam são inegáveis e Dorff entrega um trabalho digno, ainda que naturalmente fique à sombra do de Ali. Na verdade, diria até que o papel foi construído com o objetivo de ficar “abaixo” do de Ali, mas não como um demérito, e sim para criar um equilíbrio de personalidades, mas sempre de maneira deferencial a Hays, já que é ele que se mostra o grande detetive aqui usando suas habilidades de caçador e rastreador durante a guerra. Fechando a quadra principal de atores, há Carmen Ejogo como Amelia, uma professora de primário que se torna interesse amoroso de Hays em outro relacionamento hesitante dada a personalidade do detetive e Scoot McNairy como Tom Purcell, pai das crianças desaparecidas, com o ator tendo espaço para sua melhor e mais sofrida performance até agora.

Indo além dos atores, a direção de arte é mais uma vez excepcional, algo que, claro, é marca registrada da HBO como um todo e de True Detective em particular. O cuidado com a reconstrução dos ambientes e a diferenciação entre eles é estupenda, assim como a cidadezinha onde o crime acontece, um daqueles lugares desesperançosos, lúgubres e que vivem ao redor de uma grande empresa que não são exceção na chamada middle America. Essa ambientação e e essa atmosfera dão azo ao sempre presente sub-texto de preconceito racial da temporada. Ele fica ali, debaixo da superfície, volta e meia vindo à tona de diversas maneiras diferentes, com o detetive Hays muito consciente dessa opressão, mas sem jamais colocar o problema como algo a ser resolvido, mas sim como um “fato da vida”, o que torna tudo ainda mais doloroso.

Como disse mais acima, o caso em si é mais mundano, bem menos interessante, por si só, do que a abordagem macabra da 1ª temporada ou a politicagem e corrupção da 2ª. Mas, como lida com crianças, é fácil prender nossa atenção, mesmo que a resolução efetiva seja desapontadoramente didática, literalmente com uma conversa bem explicadinha em torno de uma mesa, em um momento anti-climático que esvazia um pouco o poder da narrativa. No entanto, uma coisa deve ficar clara: há uma lógica boa para a história e os esforços de Hays e West ao longo das décadas não se perdem. É apenas uma resolução extremamente preguiçosa que nos leva a um epílogo que, confesso, até agora não sei se realmente gostei. Não entrarei em nenhum spoiler aqui, mas os momentos finais da temporada, apesar de mais uma vez assombrarem pela atuação de Ali, tiram um pouco da atmosfera pesada que a narrativa vinha construindo, o que pode ser visto como algo que fere de morte o espírito quase niilista da série como um todo.

A 3ª temporada de True Detective joga seguro ao voltar para uma estrutura narrativa familiar e talvez até esperada por quem adorou a 1ª e detestou a 2ª temporada, mas isso elimina um pouco da ousadia que Pizzolatto vinha mostrando. De toda forma, no final das contas, o que fica de verdade em nossa mente é a atuação incomparável de Mahershala Ali. O resto é detalhe.

True Detective (Idem, EUA – 13 de janeiro a 24 de fevereiro de 2019)
Showrunner: Nic Pizzolatto
Direção: Jeremy Saulnier, Daniel Sackheim, Nic Pizzolatto
Roteiro: Nic Pizzolatto, David Milch, Graham Gordy
Elenco: Mahershala Ali, Stephen Dorff, Carmen Ejogo, Scoot McNairy, Ray Fisher, Mamie Gummer, Josh Hopkins, Jodi Balfour, Deborah Ayorinde, Lonnie Chavis, Rhys Wakefield, Michael Greyeyes, Jon Tenney, Brett Cullen, Sarah Gadon, Emily Nelson, Brandon Flynn, Michael Graziadei, Scott Shepherd, Michael Rooker, Steven Williams
Duração: 480 min. aprox.

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76 comentários

sergio.tsi 18 de abril de 2019 - 12:58

Adorei a temporada, recomendo.

Responder
planocritico 18 de abril de 2019 - 15:33

É muito boa mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Eloísa 10 de março de 2019 - 21:47

O final da terceira temporada me decepcionou um pouco, eu esperava um desfecho mais chocante e que valesse o meu tempo. Senti que o Nic Pizzolatto fez o seu público de idiota e isso não é nada legal. Não posso reclamar das atuações, porque o Mahershala Ali está perfeito (diferente de sua performance travada em House of Cards)! Por falar em aspectos técnicos, acredito que essa temporada superou até a primeira (que eu também não morro de amores), mas a história no geral, apesar de superar a antecessora, deixou-me descontente.

Responder
planocritico 10 de março de 2019 - 23:34

Acho um pouco demais dizer que ele fez o público de idiota. O que ele fez foi entregar algo diferente das duas temporadas anteriores em termos de desfecho. Eu não gostei tanto, mas foi uma boa temporada no final das contas, tão boa quanto a segunda (mas por razões diferentes) e um pouco abaixo da primeira, que ainda continua sendo a melhor para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
Eloísa 11 de março de 2019 - 00:26

Foi o que eu senti ao terminar a temporada, é apenas uma expressão para representar o meu descontentamento com o desfecho da história.

Responder
planocritico 11 de março de 2019 - 14:24

Eu entendi seu ponto. Desfechos são normalmente os elementos narrativos que mais ficam na memória e, quando alguém se sente trapaceado, é comum que isso derrube todo o filme ou série.

Abs,
Ritter.

Responder
cleverson magno 8 de março de 2019 - 13:17

Gostei muito da série como um todo, gostei dos evocamentos tênues dos “paradoxos” temporais que vc citou, mas foram breves; isso poderia ter sido mais explorado, como houve umas citações de Einstein e tal (sobre a relatividade do tempo), acho que isso entrelaçaria com a atmosfera-temporal da série. Acho que muitos estavam esperando um final mais ousado ou diria estrondoso como da 1ª temporada, não sei o que poderia ter atrapalhado a ousadia de Pizzolatto, talvez o formato de 8 episodios, ou talvez até diria que esse formato que é a quintessência da série… Mas fica relativo. O final foi coerente, mas meio óbvio… Queria saber sua opinião sobre o epilogo, aquela onde Ali está na floresta como soldado… Parabéns pela critica e até mais séries boas!

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:54

Coerente foi, mas ficou explicadinho e bonitinho demais. Não estraga a experiência, mas poderia ter sido diferente.

Sobre o epílogo dele na floresta, para mim é o personagem de Ali sendo engolido pela memória, ou melhor, pela perda de memória dele e perdendo o que faz dele uma pessoa completa. Eu vi ali uma pegada bem pessimista e triste mesmo em relação ao avanço do Alzheimer.

E obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
SpartaCartman 7 de março de 2019 - 02:42

não gostei daquela explicação mastigadinha no final, poderia ter deixado subententido a garota estar viva e casada.

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:43

Eu já não gostei de antes disso, quando o cara de um olho só explica tudo para eles…

Abs,
Ritter.

Responder
Barbara Pocay 6 de março de 2019 - 16:42

Gostinho de “meh” esse final, mas vale a pena pelas atuações, principalmente do
Mahershala Ali. O cara destruiu!

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:42

Sem dúvida destruiu!

Abs,
Ritter.

Responder
bre.ribeiro 6 de março de 2019 - 03:34

Jornada incrível! Nem me incomodou o final de novela… Se é disso que precisa pra ter audiência e mais temporadas (afinal eu acho que a maioria gosta mesmo é de final explicadinho), podem fazer inúmeras temporadas de true detective assim!

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:36

É uma forma de se ver. Se a troca vale a pena, então que seja assim!

Abs,
Ritter.

Responder
FabioRT 4 de março de 2019 - 11:01

True Detective é sobre os personagens…os crimes são segundo plano…quem espera o contrário vai se decepcionar. Muito bom …como sempre (incluindo a segunda temporada). Abraços

Responder
planocritico 4 de março de 2019 - 14:29

Sim, sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Igniz 3 de março de 2019 - 13:24

Assisti a terceira temporada e fiquei impressionado com o Mahershala Ali. Em razao da performance dele, assisti Green Book, filmaco. Excelente ator. Devo dizer que ja é um dos meus preferidos.

Responder
planocritico 3 de março de 2019 - 14:21

O Ali é impressionantemente bom demais da conta!

Abs,
Ritter.

Responder
Maitê 3 de março de 2019 - 10:28

A princípio, fiquei furiosa com o final da temporada. Era como se eu tivesse perdido meu tempo com a série ou ainda como se toda uma vida (de investigações) tivesse sido inútil, sem sentido para a dupla de investigadores. Mas, a seguir pensei melhor, e achei bem apropriado. Não fazia mais diferença, afinal dentre as pessoas afetadas pelo desaparecimento não havia sobrado ninguém para saber a verdade, então para mim o final passou a fazer sentido. Atuações brilhantes, mas a de Scoot McNairy é digna de muitos prêmios, na verdade, foi ele quem me fez continuar com a série que a princípio achei bem cansativa.

Responder
planocritico 3 de março de 2019 - 14:21

Gosto dessa abordagem do epílogo. Melhora substancialmente a experiência!

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael 5 de março de 2019 - 00:34

Foi a sensação que eu tive. “Who cares?”. Todo mundo ali teve a vida destruída, o tempo não volta e quase todos já morreram.

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:29

Nós nos importamos como espectadores e, ao entregar o conto de fadas, a temporada se trai.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael 9 de março de 2019 - 22:42

Coloco no sentido quem entre os personagens ainda vivos na história que se importa com o que aconteceu de verdade? Acho que essa foi a maneira da série de dizer naquele momento nada mais importa no que diz respeito a resolução do crime. E por outro lado, série que achou o final um conto de fadas? Aquela que foi a Julie não tinha a mínima ideia de quem ela era de verdade e de tudo que a verdadeira família dela passou. Esse final é muito mais agridoce do que de fato um final feliz. Feliz pra quem afinal? Pra mim foi inclusive uma grande ironia, nada do que aqueles investigadores fez durante mais de 30 anos serviu pra nada, somente espalhou tristeza, dor e sofrimento, e esse final não redimiu absolutamente ninguém, somente acentuou a irrelevância das ações deles, terminando com a Julie nem sabendo que ela era a Julie. Pra mim isso é pura ironia, não tem nadinha de feliz. Pra ninguém. E ainda por cima, o único policial que descobriu a história real nem ao menos sabe que descobriu, como pode isso ser um conto de fadas? Isso considerando que o final onde ele encontra a Julie seja verdadeiro e não devaneio da mente dele, uma vez que o memento onde ele “descobre” pra onde ir foi totalmente um insight meio Sherlock Holmes, podendo ser apenas uma criação mental onde ele idealiza uma resolução pra história que é convenientemente aceitável pra justificar tudo que eles passaram. E após essa resolução, ele finalmente está pronto pra ir embora na cena final, que provavelmente é uma forma metafórica de mostrar a passagem dele pro outro plano.

Responder
planocritico 10 de março de 2019 - 00:17

Não é da mente dele, pois ele conversa com ela, toma água da filha e se encontra com o filho em frente à casa. Há interferências narrativas demais para ser apenas um sonho ou um devaneio.

Sobre conto de fadas, como exatamente você tem certeza que ela não sabe quem é? Afinal de contas, o marido dela sabe exatamente quem ela é e poderia ter contado a ela ao longo dos anos. Até mesmo o nome da menininha é Lucy, mostrando que alguma coisa da mãe ela se lembra. E o final é indubitavelmente feliz: ela literalmente escapou da morte, encontrou abrigo depois de sofrer e redenção formando uma família. Não dá sentido à investigação de décadas, é verdade, mas fecha, para ela (e para nós), uma história feliz ou que ficou feliz depois de tanta infelicidade.

E isso sem contar o final aberto em que o filho de Ali guarda no bolso o endereço da Julie.

Abs,
Ritter.

Rafael 10 de março de 2019 - 01:22

Como tu tem certeza absoluta que ele contou? Como exatamente tu pode afirmar que ela sabe (são possibilidades tanto como são possibilidades aquilo que eu sugeri)? E alguém contar significa que ela lembra? Por exemplo, é citado que ela tinha muita confusão pelo longo período sendo drogada, tu pode afirmar que não teve sequelas? Ouvir algo não quer dizer que vá se lembrar ou mesmo ter a real significância de algo. Conheço gente que por uso de drogas ou remédios que não lembra de quantidade significativa da vida dela e se tu conta dessa época, pra ela é como se tivesse falando de outra pessoa. Ouvir uma história e lembrar de ter vivido são coisas muito distantes.

Outra coisa, e desculpe dizer isso: eu coloquei algumas possibilidades e coloquei a minha INTERPRETAÇÃO do final, sempre colocando como algo que pode ser (no caso da visita a Julie) ou como EU senti o final. Na tua resposta tu coloca como INDUBITÁVEL a maneira com tu interpretou e que é diferente do que eu senti. E não fui o único que senti isso, só olhar a mensagem inicial sobre a qual eu comentei, tem pontos em comum com o que eu disse sobre isso. Quando tu coloca como indubitável, está afirmando que tu está certo na tua interpretação e que eu estou errado, cuidado com a arrogância. Reafirmo MEU SENTIMENTO, aquilo pra mim é qualquer coisa menos algo feliz e conto de fadas, a menos que seja um conto de fadas dos irmaõs Grimm na forma original. Não precisamos concordar, mas acho que responder como sendo dono da verdade absoluta uma postura adequada.

planocritico 10 de março de 2019 - 04:47

Vamos lá então: é minha OPINIÃO que é indubitável que o final foi feliz para Julie.

– Ritter.

Elton Miranda 3 de março de 2019 - 08:01

Parabéns ao Pizz, o ùltimo ep conseguiu estragar o tudo que foi construído desde o primeiro Ep. E Outra fiquei decepcionado porque não mostraram como a esposa do Hays morre, ela era tipo a 3 detetive, acho que deveriam ter mostrado. Em fim temporada bem mais ou menos, mas ainda sim um pouco melhor que a 2. Alli carregou essa temporada nas costas, e só por isso Merece 4 estrelas. Parabéns a critica

Responder
planocritico 3 de março de 2019 - 14:21

Sinceramente, não vi necessidade narrativa para aparecer a morte de Amelia.

Abs,
Ritter.

Responder
Samoth Haugen 3 de março de 2019 - 00:31

Decepcionante demais… Final enfadonho.

Pizzolatto acertou em cheio na primeira, deu uma escorregada na segunda, mas ainda assim ficou legal. Nessa terceira perdi o interesse logo no 4 ou 5 episódio.

Queria muito ter gostado.

Responder
planocritico 3 de março de 2019 - 00:39

Mas você só achou o final enfadonho? Deve te tido mais do que só o final para você ter perdido o interesse no 4º ou 5º episódio, não?

Abs,
Ritter.

Responder
Samoth Haugen 3 de março de 2019 - 00:46

Cheguei a metade da temporada e não havia acontecido nada. O Woodard que eu tinha gostado morreu logo, aqueles três moleques apareceram e também não fizeram diferença.

Eu simplesmente não consegui me apegar a nada, nem sequer a algum personagem, antes eu tinha curtido muito o Velcoro, o Rust, o Hart, o Frank…

Acho que é algo mais pessoal meu do que relacionado ao lado técnico da série.

Responder
planocritico 3 de março de 2019 - 00:55

Entendo. Isso acontece!

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 2 de março de 2019 - 22:24

Mais uma bela análise, Ritter.

Gostei demais de vários aspectos dessa season. Assim como em The Killing, eu fico muito mais interessado na abordagem das personagens e como suas vidas são afetadas e destruídas, do que o próprio crime e sua resolução. Cara, o coitado do Tom Purcell, rapaz… pense num personagem sofrido. Acho que foi o mais sofrido da temporada.

Em relação ao crime em si, achei tudo meio bizarro e preguiçoso. Não consegui pensar em nenhum aspecto dele que eu tenha gostado. Motivações e resoluções pífias.

Confesso que Hayes e West foram pra mim, uma dupla quase tao interessante quanto a da season 1. Gostei demais desses dois. A cena do West com aquele cachorro no final, pqp…

Próximas apostas da HBO, GOT em abril e Big Little Lies em julho. A expectativa ta tá la em cima.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 22:33

@disqus_MQyZmw7MOm:disqus , obrigado!

Concordo que o crime em si em True Crime e The Killing é de menor relevância, mas assim como você achei que esse aqui em particular foi simplista demais e, pior, com uma resolução que só faltou ser desenhada. Mas, por outro lado, tem o Mahershala Ali, né. Impossível não ficar hipnotizado pela atuação do cara!

Abs,
Ritter.

Responder
Haroldo Eiji 2 de março de 2019 - 21:01

Achei uma temporada soberba; nem todos os crimes são mirabolantes, as vezes uma série de decisões erradas pode levar a uma tragedia. A temporada teve um clima pesado, tenso e desesperançoso. Atuações sublimes. E o último episódio foi lindo; no fim o Purple encontra a(s) garota(s) – Julie e Becca.
Na minha opinião, no mesmo nível da primeira.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 22:24

O problema, para mim, foi a resolução do crime e não o crime. Foi preguiçosa e simples demais, destoando completamente do resto da temporada.

Achei do mesmo nível que a segunda temporada, mas só por causa de Ali, senão ficaria abaixo.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Gelatti 2 de março de 2019 - 20:50

Rapaz… sei que vão me apedrejar, mas a segunda temporada é bem mais interessante e criativa do que a terceira, que começa muito bem e tem um final bem piegas.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:50

He, he. Não é questão de apedrejar. Em termos narrativos, eu também achei a 2ª mais interessante e ousada. Mas o que, para mim, acaba equilibrando as coisas, é a performance de Ali.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Gelatti 2 de março de 2019 - 21:01

Com certeza, também daria 4 estrelas por causa de Ali.

Responder
JC 2 de março de 2019 - 20:31

Caramba….eu simplesmente amei essa temporada. Não me lembro de ter visto maquiagem tão absurda com os detalhes dos anos que se passaram como essa.

O final é meio anti-climax mesmo, mas é bem pesado se entendermos que ele finalmente descobre o mistério do caso da vida dele….e esquece.

Imagina que louco isso…….achar que nunca solucionou, quando na verdade já o fez.

É pesado.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:32

A maquiagem foi muito boa mesmo.

Já o final, a resolução contada na mesa, o outro detetive vai lembrar. Só mesmo o epílogo fica em algum buraco da memória de Hays, MAS, não sei se você reparou, com um detalhe em aberto, já que o filho dele guarda o bilhete com o endereço…

Abs,
Ritter.

Responder
JC 2 de março de 2019 - 20:40

Eu confesso que fiquei até de re-ver umas partes próximo do fim, algo tirou minha atenção, mas o parceiro dele descobriu o endereço ou só ele?

Sim, eu vi o bilhete na mão do filho 😀

Eu li em algum canto o diretor falando daquele final dele entrando na mata.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:40

@JCnaWEB:disqus , só o Hays mesmo. O parceiro dele está no escuro.

Sobre o final na mata, a interpretação fica aberta. O que o diretor disse dele?

Abs,
Ritter.

Responder
JC 2 de março de 2019 - 20:50

A última cena —e o diretor fez questão de frisar o laço, ao responder perguntas de fãs em sua conta no Instagram— o traz sozinho e fardado, entrando em uma floresta escura talvez no Vietnã. É a mesma cena em que o deixamos no primeiro episódio, onde a doença que lhe leva a memória é revelada, e espelha o mundo que o escritor vê:
Mesmo quando as coisas dão certo, estamos completamente à mercê do imponderável. E isso não necessariamente é ruim

Peguei daqui:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lucianacoelho/2019/03/tentativa-de-encontrar-final-feliz-em-true-detective-e-apenas-ilusoria.shtml

planocritico 2 de março de 2019 - 20:50

Valeu! Faz todo sentido. Meu primeiro reflexo foi mesmo ver a floresta como o vazio que engole Hays, como o Alzheimer que engole sua memória e, claro, tudo o que ele é.

Abs,
Ritter.

sergio.tsi 18 de abril de 2019 - 12:58

Concordo com vc.

Responder
Roberval 2 de março de 2019 - 20:21

Também só não gostei da resolução, se tivesse terminado no ponto em que eles acharam que era o final do caso, teria sido muito melhor. Desesperançoso, mas mais de acordo com desenvolvimento da história, com o clima da trama.
E Ali é fantástico, sem dúvida.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:21

É, o epílogo ficou muito “bonitinho”, mas não estragou a experiência não.

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 2 de março de 2019 - 20:11

Eu achei uma temporada morna e bem regular, no geral. A direção e as atuações são ótimas, mas achei o roteiro simples e monótono demais, fiquei com a impressão de que a temporada seria mil vezes melhor se enxugasse tudo e deixasse em 4 episódios.

Sobre o finale, eu entendo sua opinião, mas achei de longe o melhor episódio da temporada. E eu consigo ver você achar a solução anticlimática, porque ela é mesmo, mas isso me pareceu condizente com a ideia da temporada inteira, que contemplava o ordinário, o mundano e simples. Afinal, quando eles descobriram o que tanto queriam, paira aquela atmosfera de realidade e ordinariedade: o que isso mudava agora? A importância e o impacto do tempo e da memória. Esse é o tema da temporada, concluída de forma excelente – mesmo que eu concorde que a sequência didática pudesse ser feita de outra forma.

Sobre o epílogo, me incomodou apenas o lance do moleque reconhecer a garota e viver feliz para sempre com ela. Me pareceu conto de fadas demais. Porém, achei toda execução final do episódio tão linda que relevei. E, conforme conversei com o Anthonio, ex redator aqui do site, e ele me convenceu, todo esse aspecto “milagroso” e de esperança desse fim conversa perfeitamente com o fim também da primeira temporada, onde Rusty revia seus ideais e contemplava a ideia do milagre e do sobrenatural. É o feixe de esperança que Pizzolato entrega em meio ao niilismo que julgávamos ser regra na série, um golpe que pega desprevenido em ambas as temporadas.

Enfim, sinceramente achei um tanto decepcionante a temporada, com um roteiro monótono demais e que só acelera próximo aos últimos episódios (acredito também que a ideia das três timelines atrapalha no fator surpresa do que pode acontecer e poderia ser usado de forma mais engenhosa e misteriosa). Ainda assim, boa temporada e ótimo finale. Ótima crítica, Ritter.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:12

Obrigado!

Olha, eu já achei o contrário. A jornada toda – os sete primeiros episódios – foi fascinante e no último a temporada desandou na abordagem da resolução do caso e com o epílogo que é bem isso mesmo que você apontou e que destoou do resto completamente. Mesmo assim, gostei muito do conjunto, especialmente da atuação de Ali.

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 5 de março de 2019 - 22:12

Agora diz aí, Ritter, Steven Corff é ou não é a melhor escalação possível para próximo Wolverine? Pqp, o cara é o único possível para o papel, ainda mandou um “You cyclope motherfucker” no último episódio, além daquela briga no bar com o cara o chamando de baixinho.

Eu tive que pausar um episódio e ir para o paint fazer isso aqui. Desde já começo a campanha do cara para Wolverine.

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Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:29

CARA, O QUE QUE É ISSO??????? Não tinha feito essa correlação ao longo da série, mas você tem toda razão. True Detective é Wolverine Begins disfarçado!!!

#DorffparaCarcajuJá

Abs,
Ritter.

Responder
Yuri Alves 2 de março de 2019 - 19:52

A última cena, dele na floresta, me lembrou o final do “Jacob’s Ladder”. Só não sei se a ideia é a mesma. Hehe

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:11

Nossa, não fiz a conexão, mas lembra mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
👈👈 Kodos Otros 2 de março de 2019 - 19:42

Achei extremamente monótona, desinteressante e com excesso de diálogos expositivos, culminando numa pobreza de roteiro incrível e um final totalmente anticlímax.
Deu até saudades da 2a temporada.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:11

Nossa, discordo totalmente.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Jambeiro 2 de março de 2019 - 19:32

Gostei da crítica, está bem detalhada e escrita. Respeito também o posicionamento adotado. No entanto, não concordo em alguns pontos.
Acho um pouco injusto, na verdade, resumir o grande mérito da temporada na atuação de Ali (ainda que realmente tenha sido excelente) ou afirmar que faltou ousadia de Pizzolatto.
Particularmente, vejo a temporada como bem mais profunda do que aparenta, deixando pra trás muitos dos dramas produzidos na tv hoje.
No meu entendimento, o caso do desaparecimento das crianças ficou, propositadamente, em segundo plano o tempo inteiro. Ele é intrincado e ajuda a prender a atenção, mas, no fim das contas, é mais o fio condutor do que, ao meu ver, foi o principal interesse nesses 8 episódios: um estudo sobre relações humanas e importância da memória, em meio as tantas imprevisibilidades da vida e aos efeitos da passagem do tempo. E isso acho que foi muito bem explorado, principalmente pela estrutura narrativa adotada (acompanhando os protagonistas e suas escolhas em três décadas diferentes) e pela densidade fornecida aos personagens (todos cheios de ambiguidades e particularidades).

Responder
J Victor 2 de março de 2019 - 20:02

Concordo 100%. Eu realmente gostei do fim, apesar do didatismo exagerado com o qual ele foi contado. Foi um grande dedo do meio pros fãs chatos que sempre enchiam o saco do Pizzolatto pedindo pra que ele basicamente repetisse a primeira temporada.

No fim das contas, a história toda era bem mais simples e trágica do que o imaginado, mostrando que assim como na vida real, na maiora das vezes histórias desse tipo são apenas consequências de uma série de decisões desesperadas e tristes coincidências e nem tudo está necessariamente ligado a uma grande conspiração além de nossos poderes.

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Rodrigo Jambeiro 3 de março de 2019 - 13:38

Exato. Essa temporada funcionou bastante comigo justamente por deixar um pouco mais de lado tramas conspiratórias e policiais dignas de um livro de ficção (o que tbm não necessariamente é ruim) e se enveredar pelo desenvolvimento de personagens e exploração de temas/situações mais identificáveis com a nossa realidade.

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planocritico 2 de março de 2019 - 20:11

Obrigado, @rodrigojambeiro:disqus !

Olha, acho que não discordamos tanto assim não. Eu não resumi a temporada a Ali, apenas disse que o destaque dado a ele e com o ator correspondendo foi superior a todas as demais considerações. Mas Pizzolatto, de toda forma, ficou longe de apresentar a ousadia das duas primeiras temporadas, que são bem diferentes uma da outra.

Concordo sobre o caso ser usado como fio condutor para uma história pessoal de amizade, mas isso não significa que automaticamente o caso é irrelevante. E eu achei que os roteiristas pisaram na bola na resolução dele, trabalhando-a de maneira bem burocrática e anti-climática. Não que eu esperasse cenas de ação, pois a temporada não pedia isso, mas sim algo um pouco além de uma conversa à mesa.

Abs,
Ritter.

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Rodrigo Jambeiro 3 de março de 2019 - 13:16

Ritter, concordo em relação a resolução do caso policial. Acho que faltou uma melhor transição entre o esclarecimento do caso e o foco no drama dos personagens, algo que eu entendo que ficaria melhor desenvolvido se a temporada tivesse mais uns 2 episódios (fechando em 10, como é tão comum nas séries hoje em dia).

Em relação a percepção da ousadia, creio que isso pode ser um pouco subjetivo também, associado a identificação que cada um teve com as temporadas da série (pois cada uma tem suas particularidades).

No meu caso, enxergo que nesta terceira temporada houve uma aproximação muito maior com a realidade do que nas anteriores. Vejo que houve a intenção aqui de deixar um pouco de lado a trama investigativa (que é o principal ponto atrativo dos que buscam obras de temática policial, a ponto de este ser o grande foco da maioria dos filmes e séries desse tipo) e investir muito mais na exploração da humanidade dos personagens e em temas mais próximos ao nosso cotidiano.

Para efeito de comparação entre as que foram de maior destaque, acredito que enquanto o impacto da primeira temporada vinha em grande parte da hipnotizante construção visual do Fukunaga, rumos da trama investigativa e debate das teorias dignas de H.P. Lovecraft, nesta terceira ele vem sobretudo da proximidade conosco, da identificação com a humanidade e vulnerabilidade daqueles personagens, cheios de ambiguidades e conflitos tão comuns ao que passamos em nosso dia a dia.

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planocritico 3 de março de 2019 - 14:21

Concordo com tudo! E sem dúvida que “ousadia” é uma percepção subjetiva. Nem mesmo tiro pontos da temporada por não tê-la achada tão ousada quanto as demais. Minhas reclamações ficaram mesmo por conta da resolução corrida do crime e, depois, aquele epílogo que confesso que até agora não sei se gostei ou não, então fica naquele limbo…

Abs,
Ritter.

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Rodrigo Rocha Vaz 2 de março de 2019 - 19:09

A terceira temporada é bem sucedida em emular o tom da primeira, sem soar como cópia pura e simples. Pizzolatto até mesmo insinua que os crimes da terceira temporada acontecem no mesmo universo da primeira, o que pode desapontar um pouco quem esperava uma resolução mais bombástica. Se há um ponto em que todas as temporadas convergem é nas relações conflituosas entre os personagens, no minimo tão importantes quanto a solução dos crimes. Nesse ponto, o terceiro ano não decepciona, com destaque óbvio para Ali – com nuances absurdos para cada “versão” de seu personagem -, Carmen Ejogo e, especialmente, Stephen Dorff. Digo, nunca foi um ator que me chamou atenção, mas mostrou seu valor com um personagem que fica cada vez mais interessante dentro da trama. Que venha o 4º ano!!!

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planocritico 2 de março de 2019 - 20:02

Não é mesmo uma cópia, mas houve uma inspiração forte ali, pois a HBO deve ter meio que estabelecido que era para ser assim já que a 2ª temporada foi, infelizmente, mal recebida. Também me surpreendi com Dorff. Ele foi em um crescendo muito interessante da metade para o final da temporada.

Abs,
Ritter.

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Rodrigo Rocha Vaz 2 de março de 2019 - 22:15

Meu problema com a 2ª temporada foi a absoluta falta de conexão ou empatia com Ben Caspere. Convenhamos, um cara desses não faria lá muito falta em qualquer contexto (hehe), ao contrário das vitimas do primeiro ano. Os personagens (não as atuações) não são tão interessantes assim, além de alguns devaneios filosóficos que soam deslocados. Fora isso, eu gosto da coragem de Nic em mudar o foco para algo mais politico e subverter totalmente a expectativa de quem esperava algo na linha do ano um.
ABS…

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planocritico 2 de março de 2019 - 22:24

Foi essa coragem que me deixou empolgado com a segunda temporada e, em seguida, a trama bem complexa me fisgou completamente. Gostei até do Ben Caspere!

Abs,
Ritter.

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Junito Hartley 2 de março de 2019 - 18:58

Achei que do meio pro final essa temporada foi caindo, ela começou bem empolgante, no final a resolução foi meio que sem graça, mas concordo com o que vc disse sobre ali, grande ator, pra mim o ponto alto da temporada foi sua atuação, e a do seu companheiro, a química dos dois tá bem legal, gostei também na atuação da esposa do ali e claro, da maquiagem da série. A 1 temporada ainda é insuperável, e vai ser difícil superar.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:02

A resolução em si foi mesmo sem graça. Diria até que burocrática.

Abs,
Ritter.

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Tanau 2 de março de 2019 - 18:33

Ritter, massa sua crítica! Achei, como li noutra crítica, correto, apenas, o fim da 3a temporada. Mas confesso que achei elegante, dado que as histórias investigativas são essencialmente parecidas. Diferem, contudo, na maneira como são contadas, fotografadas e dramatizadas. Detective Hays, se foi menor que um protagonista, foi bem maior que um coadjuvante e acrescentou muito à temporada. Achei muito boa a season 3 e acho que Pizzolato pode fazer outras temporadas soberbas como a segunda, para não abusar, e desgastar, o formato de linhas temporais diversas . Sou fã de carteirinha dos três momentos até aqui de True Detective.

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 20:02

Obrigado! Não achei, porém, que Hays foi “menor” que um protagonista. Ao contrário!

Abs,
Ritter.

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Huckleberry Hound 2 de março de 2019 - 18:13

Da segunda temporada,só não gostei do final em aberto deixou muitas perguntas sem resposta mas o resto gostei,vou ver essa temporada depois de terminar Sharp Objects

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 18:23

Também gostei bastante da segunda temporada! Depois de assistir a terceira, volte aqui para dizer o que achou!

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 3 de março de 2019 - 21:41

Acabei de assistir 3 episódios,o elenco todo é ótimo,direção,roteiro e fotografia também como esperado de uma série da HBO mas me parece um pouco repetitivo,parece muito a primeira temporada só isso!Se tiver mais temporadas talvez o pessoal devesse parar de criticar a segunda temporada e deixar Pizzolatto tentar coisas diferentes!

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planocritico 4 de março de 2019 - 00:43

Não achei tão repetitivo assim, mas de fato foi a reclamação em relação a temporada anterior que levou a essa escolha estrutural. Eu particularmente gosto muito da 2ª temporada.

Abs,
Ritter.

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Vinicius Maestá 2 de março de 2019 - 17:59

Não assisti ainda, mas tava ansioso pela crítica pasa saber como estava Ali. Está a ponto de se tornar meu ator favorito e pelo jeiti essa temporada de True Detective vai ser para bater o martelo. O CARA É UM MONSTRO!

Responder
planocritico 2 de março de 2019 - 18:23

É um monstro mesmo. Se tudo mais fosse uma porcaria (e não é), a temporada ainda valeria a pena só por causa dele. Pode ir tranquilo e, depois, volte aqui para dizer o que achou!

Abs,
Ritter.

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