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Crítica | Velozes & Furiosos 7

por Melissa Andrade
586 views (a partir de agosto de 2020)

  • Leiam, aqui, as críticas de todos os filmes da franquia.

E chegamos ao fim. Bem, pelo menos com o elenco que conhecemos já que tiveram algumas baixas na equipe, tanto no roteiro quanto na vida real, infelizmente.

Com a ficha limpa e de volta para os Estados Unidos, é hora de retomar a vida e seguir como se nada tivesse acontecido. No entanto, Letty continua tendo dificuldade em se adaptar, pois não conseguiu recuperar a memória. E Brian, apesar de amar Mia e o filho, sente falta da adrenalina das missões e rachas. Para o azar deles, a calmaria acaba rápido quando um estranho pacote parado na varanda da casa explode quase os matando. Dom recebe uma ligação misteriosa de um homem que diz que vai vingar o irmão e começa provocando o acidente que matou o Han. Hobbs que já havia encontrado o tal homem antes e acaba hospitalizado, informa a Toretto que se trata de Deckard Shaw, irmão de Owen Shaw que eles detonaram metade da cidade de Londres tentando capturar. Reparando que a missão é bem mais perigosa do que as anteriores, Dom acaba mandando a irmã e o sobrinho para um local seguro (não querendo repetir o sequestro do filme anterior quando ele não acreditou na ameaça) e acaba recebendo a ajuda de um Agente secreto, sem nome, com poderio militar, que lhe propõe uma troca: ele vai atrás de um hacker que criou um programa de espionagem incrível e ele permite que Dom use o programa para encontrar Shaw. Com toda a equipe reunida é hora de criar um plano para conseguir resgatar o hacker do local inacessível em que se encontra e isso só será possível pelo ar. Assim dá início a última jornada de Toretto e companhia em Velozes & Furiosos 7.

Antes de mais nada é preciso entender que esse filme, assim como toda a franquia, acabou transcendendo enquanto filme de ação, pois deixou de ser apenas um longa sem um roteiro muito relevante, para se tornar um filme família, com personagens cativantes e divertidos que enfrentam problemas juntos e são leais uns aos outros. O intuito desde o início sempre foi de divertir o público e nesse quesito, nunca falhou, então, não tem razão esperar por algo além disso.

E essa questão da família pesou bastante com o falecimento repentino do ator Paul Walker, deixando no ar a dúvida de como os produtores finalizariam o longa. Eles puderam contar com a Wetta, equipe de efeitos especiais do Peter Jackson e digitalizaram o rosto do falecido ator em quatro cenas, para ser precisa. Foi um trabalho bem feito, mas os espectadores mais atentos conseguirão reparar quando é o próprio ou não. Felizmente, não é nada que atrapalhe a trama.

Ainda falando dos atores, eles se dedicaram com mais afinco a esse filme, possivelmente pelo laço emocional com a trama e a atmosfera de despedida. Roman continua fazendo uma boa dupla com Tej e parece melhor inserido no roteiro, com piadas hilárias e atuações dignas de um quadro do SNL. Aliás, o filme inteiro possui bons diálogos de comédia que inclui também o Hobbs e que prometem arrancar risos do público. Porém, o foco dramático do longa gira em torno da relação de ambos os casais. Letty e Dom estão se estranhando, pois a moça não consegue recuperar a memória e Mia tem medo que Brian esteja entediado com a vida de casado. No meio de tudo isso tem cenas de ação para lá de mirabolantes com carros que voam com e sem para-quedas, explosões e perseguições em estradas sinuosas e muita pancadaria frenética.

Com nomes como Ronda Rousey, Dwayne Johnson, Vin Diesel e Jason Statham, podem esperar coreografias de embate incríveis que contam com truques de câmera bem elaborados para não deixar ninguém piscar durante a luta. Os duelos são corpo a corpo e fica bem difícil dizer quem vai ganhar antes que a lute termine. A melhor é a briga entre Michelle Rodrigues e a lutadora Ronda Rousey trajando vestidos longos de gala. A coreografia que foi arquitetada de forma primorosa deixou o duelo bem visceral e passou longe do sensual apesar dos trajes. Palmas.

E mesmo com tantas cenas de ação vai ser quase impossível não se emocionar com a homenagem inserida de última hora ao Paul Walker. Vin Diesel na pele do Toretto diz belas palavras para o amigo que acabou se tornando seu irmão dentro e fora das telas.

Velozes & Furiosos 7 é sem a menor sombra de dúvida o melhor filme da franquia. Foi encerrado com chave de ouro e algumas lágrimas.

P.S: Assistir ao filme em 3D é extremamente desnecessário, assim como o recurso em si. Não faz muita diferença.

Velozes & Furiosos 7 (Furious 7 – EUA/Japão 2015)
Direção: James Wan
Roteiro: Chris Morgan
Elenco: Paul Walker, Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodrigues, Gal Gadot, Sung Kang, Tyrese Gibson, Ludacris, Luke Evans, Elsa Pataky, Dwayne Johnson, Lucas Black, Kurt Russell, Nathalie Emmanuel, John Brotherton, Jason Statham, Tony Jaa, Djimon Hounson, Noel Gugliemi, Ronda Rousey, Iggy Azzalea, Miller Kimsey, Charlie Kimsey, Eden Estrella
Duração: 137 min.

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16 comentários

Jason Mota 11 de fevereiro de 2019 - 22:27

Sem dúvidas, o melhor filme da franquia!

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Paulo 12 de abril de 2017 - 14:49

Melissa, quais são as cenas com o rosto do Paul digitalizado? As últimas, da homenagem, certamente…vc sabe dizer quais outras?

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Sostenes Toty-y 5 de abril de 2015 - 02:16

Não sei se esse filme seria tão impactante sem o fato que ocorreu com o Paul, mas o filme teve tantas sutilezas de detalhes e dialogos para no final encerrar com uma das cenas mais fortes que eu já vi em toda minha vida, entregando para o publico e para o próprio Paul a mais linda despedida do cinema.
O Filme pode até não ser a Oitava Maravilha do Mundo, pode estar repleto de mentiras e situações impossiveis, porém ele se comunica com a Vida Real, e quando digo Vida Real, quero dizer a realidade de verdade onde as pessoas que amamos partem nos restando somente as lembranças. E esse é o trabalho de um bom filme, se comunica com a vida real e nos entreter. Este filme fez isso!
E todos nós nos encontraremos um dia.

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Melissa Andrade 6 de abril de 2015 - 00:44

Belas palavras @sostenestotyy:disqus e os filmes de ação estão aí para isso mesmo. Nos mostrar que o impossível pode sim acontecer. E não sei se o impacto da morte do Paul Walker deu uma visão maior ao filme. As pessoas iriam assistir esperando uma bomba de qualquer jeito e tiveram um filme incrivelmente divertido. Pensa nele sem a cena final. Funciona ainda assim certo? Então. As pessoas assistiram mais pelo lance de família criado por um elenco que trabalha junto há 10 anos.

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ronny 4 de abril de 2015 - 10:50

no cinema mais proximo so tinha em 3D, odeio ficar com eles oculos na cara, pois ja uso oculos de grau, se tirar eles,nao vejo direito,um por cima do outro,fica horrivel.

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Melissa Andrade 4 de abril de 2015 - 19:08

Entendo seu problema @disqus_qCI0XtXvm0:disqus. Realmente horrível.

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jcesarfe 3 de abril de 2015 - 16:27

O filme ficou muito bom mesmo, bem fechado (não precisaria de um oitavo, mas como é de dinheiro que falamos…). Mas discordo quanto ao 3D (apesar que aqui na minha cidade ou era 3D ou nada), ele casa muito bem com várias cenas onde as inversões de câmera dão uma mobilidade vertiginosa a ação, diferente da maioria dos filmes que fazem o 3D apenas para atirar coisas sobre os telespectadores, aqui vemos ela sendo usada para dinamizar ações inserindo até 5 camadas de cenas e permitindo visualizar uma cena mais completa (diria até que é um dos melhores usos do 3D que já vi, nada pirotécnico).

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Melissa Andrade 4 de abril de 2015 - 03:33

@jcesarfe:disqus fora as cenas de ação e não foram todas, o 3D poderia ser dispensado. Particularmente não gosto e prefiro, quando possível, não assistir a nenhum filme em 3D. Um e provavelmente o motivo mais agravante para a minha pessoa é que uso óculos. E acomodar um óculos por cima do outro é um problema. Fora a possível dor de cabeça que cenas mirabolantes vão fazer com o meu cérebro. Por isso, prefiro não ver. Nesse caso eu não tive escolha, era 3D ou era 3D. Mas, continuo achando que não fez muito mais ao filme além das cenas de ação e isso, na minha sincera opinião, não é chamar um filme de 3D quando o uso do recurso é apenas em três ou quatro cenas. No fim, usaram mais para profundidade mesmo e por isso, reafirmo, poderia ser dispensado.

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jcesarfe 5 de abril de 2015 - 23:25

Concordo com o que diz, foram apenas em umas 5 cenas mesmo. Mesmo sendo um defensor da tecnologia, que hoje é muito mal empregada, tenho certeza que sobrepor um óculos ao outro deve ser um problemão. O terrível é o fato de não existir outra opção, é 3D ou nada.
Mas ainda creio que o 3D, quando utilizado neste filme, foi bem empregado e fornece outra forma de ver as cenas.

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Junito Hartley 2 de abril de 2015 - 16:53

Quem disse que a franquia foi encerrada? so se foi encerrada com o elenco original, por que o própio diesel ja confirmou o 8.

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Melissa Andrade 2 de abril de 2015 - 23:00

@Junito_Silva:disqus foi justamente o que disse na crítica. Encerra como conhecemos, com esse elenco e essas histórias. Os que virão depois, serão diferentes.

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André de Oliveira 2 de abril de 2015 - 10:00

Mas gente, acho que desde o 4 o Toretto diz que é a última corrida…

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Clark-Rio2 1 de abril de 2015 - 14:56

Serei sincero…não curto carros…e quando assisti ao primeiro FF achei +/-…o segundo me fez odiar a franquia.
O terceiro me interessou por não haver ninguém dos anteriores.
Assisti o quarto por acidente…e curti.
O quinto me fez assistir todos os anteriores novamente e me conquistando pelo empenho nesse filme de mostrar o lado família e de ação visceral.
O sexto é muito bom mesmo.
É uma pena a morte do Paul Walker…em um momento muito gratificante aos envolvidos na franquia e a quem assisti.
Pretendo ver o 7 em sua homenagem e porque é um filme pipoca merecedor de levar meu filho e curtir meu dia com ele e minha esposa.
Obrigado Melissa por saber dar as 4 estrelas mesmo o filme não sendo o tipico “Filme de critico”.
Filmes pipocas merecem estrelas por diversão ou nunca teríamos clássico como Um Tira da Pesada ou Caça fantasmas.

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Melissa Andrade 1 de abril de 2015 - 18:15

Poxa @thierryfgo:disqus seu comentário me deixou extremamente feliz.

Vá sim ao cinema, leve sua esposa e filho porque garanto, sem enrolação, que irão se divertir e como você mesmo disse, eles merecem o prestígio.

E o que seria de nós sem os filmes pipoca?

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Luiz Santiago 1 de abril de 2015 - 04:14

Eitha lele!!! 4 estrelas? Eu nem ia ver esse negócio, mas acho que vou ter que dar o braço a torcer.

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Melissa Andrade 1 de abril de 2015 - 18:16

Mas realmente dê o braço a torcer e vá assistir desprovido de qualquer pré-conceito @luizsantiago:disqus ou não irá gostar do filme.

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