Home FilmesCríticas Crítica | Whiplash: Em Busca da Perfeição

Crítica | Whiplash: Em Busca da Perfeição

por Guilherme Coral
821 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Com apenas mais um longa-metragem em sua carreira de direção, Damien Chazelle aposta outra vez no jazz para compor sua narrativa. Desta vez, contudo, o diretor não nos traz um musical e sim um drama focado em um único estudante de música, um baterista que deseja ser um dos grandes, mais especificamente Charlie Parker. Mas Whiplash vai além de um filme sobre o jazz; trata-se de um olhar intenso e perturbador sobre a dedicação, sobre o que o subtítulo já deixa claro: a busca pela perfeição.

Chazelle já nos coloca de imediato nessa incessante jornada, introduzindo seu personagem, Andrew Neyman (Miles Teller), já em um de seus treinos solitários de bateria. Através de um lento travelling, com uma câmera que se aproxima, ele insere a intimidade que trabalhará ao longo do filme nos posicionando, primeiro à distância e, após, com uma angustiante proximidade. Já é nesta cena inicial que somos, também, introduzidos a Terence Fletcher (J.K. Simmons), o condutor/ professor mais conceituado do conservatório e também o mais rígido. Desde então enxergamos a ânsia de Neyman por impressionar esse homem. Com somente ambos os personagens na sala, somente ao som dos tambores rufando e os pratos batendo, em enquadramentos estáticos, vemos um indivíduo tentando chamar atenção e o outro esperando por algo fora do comum, por um futuro Charlie “Bird” Parker. Ambos saem decepcionados.

A inicial calma do longa-metragem é, então substituída pela correria dada essa ignição inicial e a montagem já deixa isso bastante claro, utilizando uma linguagem de videoclipe para unir a música à imagem. Com cortes sincronizados ao jazz somos fluidamente jogados de plano em plano, de cena em cena, acompanhando a crescente dedicação e loucura de Andrew, que cada vez mais se vê afoito pelo sucesso. Seu desejo de impressionar Fletcher é palpável, enxergamos isso desde os bem-escritos diálogos, que somente se fazem presentes quando realmente necessários, e nas sessões de treino do jovem músico. E são nestas que os já citados closes cumprem suas principais funções: primeiro a de nos identificar com o baterista e seu instrumento, segundo para deixar claro e desconfortante o grau de sua dedicação, que é fisicamente transposta através do suor e do sangue.

Mas nada é o suficiente para o rígido condutor. Fora do meu tempo. Constantemente ele repete, obrigando Andrew a repetir e repetir, por horas a fio, o mesmo trecho da música até conseguir a total e perfeita sincronia. Trata-se de algo imperceptível, um perfeccionismo do professor que deve ser saciado a qualquer custo e seu método de extrair o resultado não é menos gentil que aquele do Sargento Hartman em Nascido para Matar. Por trás das grosserias de Fletcher, contudo, enxergamos claramente seu propósito, o já mencionado objetivo de motivar, de criar um novo ícone. É um personagem caricato e humano ao mesmo tempo e J.K. Simmons nos convence a cada sequência, tirando de nós risadas, raiva e até mesmo doses de entendimento, ao ponto que toleramos, até certo ponto, seus métodos agressivos.

O notável trabalho de Simmons, porém, cairia no esquecimento não fosse sua sutil e angustiante química (ou seria falta dela?) com Miles Teller, que após trabalhos mais voltados para o público young adult, em Divergente, realmente nos impressiona. Sua dedicação que extrapola para o fanatismo é perfeitamente construída ao passo que é deixado clara a mudança em sua personalidade, que vai do jovem músico até um homem obcecado pela perfeição, à imagem de seu tutor. Ilustrando essa progressiva alteração no protagonista temos o aparecimento de sons de bateria, em baixo volume, acompanhando diversas sequências, deixando claro que em sua mente há somente espaço para isso.

E, como se o filme não precisasse de mais motivos para ser amado, Chazelle cuidadosamente cria um impactante e inesquecível clímax, que subitamente acelera o ritmo da obra após um momento de calmaria. Trata-se de uma sequência nada menos que genial, construída apenas por um solo de bateria e a interpretação conjunta de Simmons e Teller, com uma presença homeopática de diálogos. O diretor sabiamente dá o passo final de seus personagens nesse momento, de forma orgânica e memorável, sedimentando, de uma vez por todas, a qualidade de seu filme que tão bem une o cinema à música, nos deixando angustiados, empolgados e mais do que satisfeitos ao fim da projeção.

A busca pela perfeição de Andrew Neyman se estende para Damien Chazelle em relação a esta obra, que definitivamente ficará marcada de forma permanente na memória de quem assistir. Whiplash é um dos melhores filmes do ano e por mais que crie um evidente desconforto, consegue nos empolgar o suficiente para querermos, imediatamente, assisti-lo novamente. Ele merece ser visto e revisto, certamente, seja você apreciador do jazz ou não.

Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash – EUA, 2014)
Direção:
 Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Melissa Benoist, Paul Reiser, Austin Stowell, Jayson Blair, April Grace, Damon Gupton
Duração: 106 min.

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35 comentários

Vinicius Maestá 8 de maio de 2019 - 04:48

A sensação é que Chazelle já nasceu gênio. Apesar da pouca idade, já está no meu TOP 3 diretores favoritos.
É impressionante como uma obra pode causar diversos efeitos em uma pessoa. Esse filme me fez retomar a vontade de ir atrás dos meus sonhos, que eu já havia até mesmo me esquecido; me fez ter vontade de conhecer mais a música em geral, mas principalmente o Jazz; me fez querer me aprofundar ainda mais em técnicas cinematográficas; ME FEZ QUERER VIVER DE VERDADE!

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Daniel Plainview 23 de agosto de 2017 - 16:01

Filme excelente que só agora me dispus a assistir.
O Roteiro é bem simples mas não por isso o filme pode ser dito como simplório. O principal trunfo do filme está nas atuações e na mensagem que procura passar através dos dois personagens principais: qual o limite que as pessoas estão dispostas a chegar na busca pelo sucesso e o preço que se paga por isso.
Aquele diálogo do Fletcher no bar (SPOILERS À FRENTE), depois que ele é expulso, foi uma coisa genial e eu meio que compartilho da opinião dele e, embora seus métodos não fossem muito ortodoxos, eram bem eficientes.
Filmaço, vale a pena conferir!

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Eduardo Henrique Kroth 23 de janeiro de 2017 - 11:00

Somente um dúvida, a cena inicial é descrita como um “travelling”, porém sempre entendi que travelling é um movimento horizontal da câmera, já nesse caso a câmera se aproxima do objeto/protagonista, num movimento “vertical”, como um zoom. Isso também caracteriza-se como travelling?

Responder
Eduardo Henrique Kroth 23 de janeiro de 2017 - 11:00

Somente um dúvida, a cena inicial é descrita como um “travelling”, porém sempre entendi que travelling é um movimento horizontal da câmera, já nesse caso a câmera se aproxima do objeto/protagonista, num movimento “vertical”, como um zoom. Isso também caracteriza-se como travelling?

Responder
Guilherme Coral 23 de janeiro de 2017 - 13:02

Eduardo, a via de regra zoom é só quando é feito através da lente da câmera mesmo. Travelling pode ser em qualquer direção, como o nome sugere é quando a câmera se movimenta (e não apenas dentro de seu eixo, no caso isso é uma panorâmica)

Responder
Guilherme Coral 23 de janeiro de 2017 - 13:02

Eduardo, a via de regra zoom é só quando é feito através da lente da câmera mesmo. Travelling pode ser em qualquer direção, como o nome sugere é quando a câmera se movimenta (e não apenas dentro de seu eixo, no caso isso é uma panorâmica)

Responder
Bruna Luz 14 de janeiro de 2017 - 00:29

A única coisa que me incomodou neste filme foi SPOILER SPOILER SPOILER
.
.
.
.
.
justamente o final. Quando Terrence chama o Andrew para o concerto apenas para ferrar ele. Por que ele faria isso?? Ao longo de todo o filme percebemos o quão exigente Terrence é, e não parece combinar com o estilo do personagem chamar alguém já sabendo que ele não vai conseguir executar o trabalho e estragar a carreira de Fletcher.

Responder
Guilherme Coral 15 de janeiro de 2017 - 09:53

Então, Bruna, o Fletcher pega no pé do Andrew dessa forma justamente porque acredita nele. Por isso ele é tão duro assim com o rapaz.

Responder
Vinicius Lima 21 de janeiro de 2018 - 23:26

Existe um motivo pra essa “atitude maquiada” que até beira ao infantil a primeiro instante. Ele conta em um dos diálogos entre o Andrew que o Charlie Parker só treinou exaustivamente para criar o tão marcado “solo” quando ele foi humilhado e gerou risadas da plateia. Esse era o objetivo do Fletcher mas os resultados superaram as expectativas dele.

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Vinicius Lima 21 de janeiro de 2018 - 23:26

Existe um motivo pra essa “atitude maquiada” que até beira ao infantil a primeiro instante. Ele conta em um dos diálogos entre o Andrew que o Charlie Parker só treinou exaustivamente para criar o tão marcado “solo” quando ele foi humilhado e gerou risadas da plateia. Esse era o objetivo do Fletcher mas os resultados superaram as expectativas dele.

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Diego/SM 28 de janeiro de 2018 - 17:53

Assisti só hoje o filme, e, embora também tenha tentado justificar para mim mesmo com os argumentos que usaram o Vinicius e o Guilherme respondendo a ti, Bruna, achei também meio deslocado aquilo ali, já que, antes de começar a apresentação, o Fletcher chega para o guri e diz “Acha que sou idiota? Eu sei que foi você”, ou seja, sugerindo um deliberado ato de “vingança” – o que iria, como disseste, contra o espírito extremamente racional do cara (ainda mais exatamente em meio a uma apresentação daquele porte)…

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Reniton Cleiner 11 de outubro de 2019 - 09:32

Mas o cara é meio “cuzão”, acho até compreensível a atitude dele rs

Responder
Bruna Luz 14 de janeiro de 2017 - 00:29

A única coisa que me incomodou neste filme foi SPOILER SPOILER SPOILER
.
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justamente o final. Quando Terrence chama o Andrew para o concerto apenas para ferrar ele. Por que ele faria isso?? Ao longo de todo o filme percebemos o quão exigente Terrence é, e não parece combinar com o estilo do personagem chamar alguém já sabendo que ele não vai conseguir executar o trabalho e estragar a carreira de Fletcher.

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Fernando 21 de dezembro de 2016 - 10:41

Whiplash: Em Busca da Perfeição – A legitimação do Assédio Moral
Whiplash: Em Busca da Perfeição (Damien Chazelle), foi vencedor do Festival de Sundance em 2014 e bastante aclamado pela crítica em geral. Conta a história de um jovem estudante, interpretado por Miles Taller, de um consagrado conservatório que sonha em ser uma lenda da música. Após ensaiar muito, ele consegue o posto de baterista substituto na banda principal da escola, comandada pelo impetuoso Terence Fletcher (J.K Simmons).
No decorrer do filme, observa-se a tentativa do jovem baterista de conseguir ser um grande instrumentista e ganhar o aval do exigente e maníaco maestro Terence Fletcher. Este, nos ensaios de sua grande banda de jazz, humilha, constrange e em seus acessos de fúria, chega ao extremo de agredir fisicamente seus pupilos, como tapas na cara e arremessando cadeiras no baterista.
Porém, no transcorrer da história, o próprio protagonista, o baterista humilhado, tenta legitimar toda a agressividade do maestro. Entende o jovem que para ser tornar uma lenda da música, para transcender à mediocridade é necessário passar por as mais diversas superações. Mesmo ficando com raiva do maestro, sempre entende que no fundo o mesmo tem razão. Assim, deixa de lado relações familiares e afetivas.
O experiente ator J.K Simmons, conhecido por papeis menores, como o pai da Juno (Juno) e o patrão de Peter Packer (Homem Aranha) John Jonah Jameson, tem a possibilidade de mostrar seu grande talento dramático, sendo que sua atuação brilhante como o maestro ensandecido lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante.
O filme traz belas performances musicas, como da música título Whiplash e Caravan. Músicos e admiradores de música ficam encantado com as execuções da banda do maestro ditador.

Porém o aclamado título tem defeitos graves, não relatados pela crítica que o aclamou como grande filme. O jovem protagonista, sofre um grave acidente de carro e ao invés de procurar cuidados médicos comparece à uma apresentação e toca sua bateria. Situação pouco crível, visto a gravidade do acidente e do esforço necessário para a execução do instrumento de percussão.
Mas o mais deplorável é justamente a defesa da ideologia de que o assédio moral é legítimo quando se trata da descoberta de grandes talentos. Tal ideologia muito presente nas grandes empresas acaba por gerar humilhações e transtornos psicológicos em seus trabalhadores que são submetidos a pressões cada vez maiores por seus gerentes e coordenadores.
Dessa forma, em que pese o fato da atuação de J.K. Simmons ser brilhante, das belas sequências de números musicais, tem cenas pouco realistas e é carregado de uma ideologia quase fascista, não observada pela maioria da crítica que teceu loas à esse filme.

Crítica retirada (que concordo plenamente) daqui: http://blogodofranciscoaguas.blogspot.com.br/2015/07/whiplash-em-busca-da-perfeicao.html

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Bruna Luz 14 de janeiro de 2017 - 00:27

Mas é exatamente isso que o filme se propõe a retratar: até que ponto uma pessoa consegue chegar para atingir a perfeição. O protagonista me incomodou muito por essa questão de abandonar a família, se achar superior etc, mas não é isso que o filme está tratando. Você gostando ou não do personagem, o que está jogo ali é como esse desejo de perfeição é ao mesmo tempo doentio e “benéfico”, por justamente exigir tanto da pessoa, ela se transformar em um ícone. Achando ruim ou não o meio, isso é inquestionável. Não é à toa que o subtítulo é “Em Busca da Perfeição”.

Responder
Fernando 21 de dezembro de 2016 - 10:41

Whiplash: Em Busca da Perfeição – A legitimação do Assédio Moral
Whiplash: Em Busca da Perfeição (Damien Chazelle), foi vencedor do Festival de Sundance em 2014 e bastante aclamado pela crítica em geral. Conta a história de um jovem estudante, interpretado por Miles Taller, de um consagrado conservatório que sonha em ser uma lenda da música. Após ensaiar muito, ele consegue o posto de baterista substituto na banda principal da escola, comandada pelo impetuoso Terence Fletcher (J.K Simmons).
No decorrer do filme, observa-se a tentativa do jovem baterista de conseguir ser um grande instrumentista e ganhar o aval do exigente e maníaco maestro Terence Fletcher. Este, nos ensaios de sua grande banda de jazz, humilha, constrange e em seus acessos de fúria, chega ao extremo de agredir fisicamente seus pupilos, como tapas na cara e arremessando cadeiras no baterista.
Porém, no transcorrer da história, o próprio protagonista, o baterista humilhado, tenta legitimar toda a agressividade do maestro. Entende o jovem que para ser tornar uma lenda da música, para transcender à mediocridade é necessário passar por as mais diversas superações. Mesmo ficando com raiva do maestro, sempre entende que no fundo o mesmo tem razão. Assim, deixa de lado relações familiares e afetivas.
O experiente ator J.K Simmons, conhecido por papeis menores, como o pai da Juno (Juno) e o patrão de Peter Packer (Homem Aranha) John Jonah Jameson, tem a possibilidade de mostrar seu grande talento dramático, sendo que sua atuação brilhante como o maestro ensandecido lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante.
O filme traz belas performances musicas, como da música título Whiplash e Caravan. Músicos e admiradores de música ficam encantado com as execuções da banda do maestro ditador.

Porém o aclamado título tem defeitos graves, não relatados pela crítica que o aclamou como grande filme. O jovem protagonista, sofre um grave acidente de carro e ao invés de procurar cuidados médicos comparece à uma apresentação e toca sua bateria. Situação pouco crível, visto a gravidade do acidente e do esforço necessário para a execução do instrumento de percussão.
Mas o mais deplorável é justamente a defesa da ideologia de que o assédio moral é legítimo quando se trata da descoberta de grandes talentos. Tal ideologia muito presente nas grandes empresas acaba por gerar humilhações e transtornos psicológicos em seus trabalhadores que são submetidos a pressões cada vez maiores por seus gerentes e coordenadores.
Dessa forma, em que pese o fato da atuação de J.K. Simmons ser brilhante, das belas sequências de números musicais, tem cenas pouco realistas e é carregado de uma ideologia quase fascista, não observada pela maioria da crítica que teceu loas à esse filme.

Crítica retirada (que concordo plenamente) daqui: http://blogodofranciscoaguas.blogspot.com.br/2015/07/whiplash-em-busca-da-perfeicao.html

Responder
Goshu O Violoncelista Filme Download Torrent Legendado - Cult Cinema 3 de fevereiro de 2016 - 00:29

[…] maestro as vésperas de uma importante apresentação (mostrado  em uma cena inicial quase como um Whiplash leve e em animação). Durante seu solitário treinamento, a cada dia um animal diferente passa a […]

Responder
Kleber Junior 21 de junho de 2015 - 05:21

Bom, não tenho o costume de comentar (postagens, criticas e etc). Mas após ver esse belicismo filme, me bateu uma tremenda curiosidade em pesquisar mais sobre Whiplash, e tenho que dizer me apaixonei pelo filme e principalmente pelo Jazz.. Sou do tipo que só gosta de filmes de ação e futebol, sou daqueles que não se emociona vendo filmes.. . Só que esse filme em especial me fez derramar lagrimas. sem duvidas esse e um dois melhores filmes que já assistir… Bela critica Guilherme Coral.

Responder
Rilson Joás 2 de março de 2015 - 07:51

Até onde você está disposto a chegar para alcançar seu sonho?

Está disposto a sentir dor? Passar por humilhação? Abandonar sonhos menores? Ser atropelado pela vida? Correr pra alcançar eventos únicos? Sangrar e não parar de lutar? Ouvir gritos ensurdecedores que querem te fazem estremecer e desandar?

Se sim, você sabe, assim como o Andrew Neyman, que as provas virão assim como o sol vem toda manhã, mas em comparação ao prêmio, tem o valor de uma chuva matutina antes do clarão. Antes abrir do sol em pleno verão. Quando o mundo e você, em melodia poética, alucinante e eletrizante, entram em conexão.

Responder
Licinio Branco 19 de fevereiro de 2015 - 08:37

Parabéns pela sua crítica deste incomparável filme. Não sou de fazer isto, porém como gostei tanto do Whiplash, depois de assisti-lo fui procurar o que os críticos diziam, pois bem, de todas as diversas críticas que li a sua crítica foi a única em que eu concordei plenamente. – OFF TOPIC: Como eu adoro cinema e assisto uma média de um filme por dia, gostei tanto de sua visão crítica que vou acompanhar suas criticas vindouras. Hoje irei assistir Birdman que, por sinal, você avaliou bem.

Responder
Guilherme Coral 21 de fevereiro de 2015 - 15:10

Muito obrigado, Licinio! Depois de assistir volte e nos diga o que achou.

Responder
julio césar correia 28 de janeiro de 2015 - 15:09

Como eu queria que o J.K. Simmons ganhasse o óscar de coadjuvante, ele esta incrível no filme, mas como ainda não assisti o filme de todos os indicados não posso julgar

Responder
Rafael Oliveira 22 de janeiro de 2015 - 03:15

O filme tem algumas subtramas desnecessárias, como o romance com a garota ou a incômoda falta de valorização da família, que jamais são levados adiante. Fora isso, é um filme quase impecável no seu retrato sobre a busca pela perfeição. E como já disseram aqui, a cena final é paralisante!

Responder
Guilherme Coral 25 de janeiro de 2015 - 18:29

Gostei do romance e da falta de valorização, acho que ampliou o retrato de como ele larga tudo para trás a fim de focar na música!

Responder
Rafael Oliveira 28 de janeiro de 2015 - 10:39

Talvez o objetivo do diretor fosse esse, mas nesse caso, essa parte do filme não conseguiu me atingir. Esperava mais desenvolvimento. Mas de resto, o filme está de parabéns. Ainda não esqueci aquele clímax, hahaha

Responder
Vinícius Gama 28 de fevereiro de 2015 - 15:57

Rafael, o objetivo era realmente este: não ter desenvolvimento; Quando algo estava começando a acontecer, Neyman resolve desistir, pois percebeu que aquilo atrapalharia (e de fato atrapalha). Foi genial.

Responder
thor 26 de janeiro de 2015 - 12:33

Não concordo com VC
O romance com a garota retratou as decisões que temos que tomar e os sacrifios que temos que ter pra chegar à perfeição e sobre a família, só quem eh musico pra saber o que eh não ser apoiado! Excelente filme!

Responder
Alexandre Caetano 20 de janeiro de 2015 - 16:13

Ótimos atores! Dá para pensar nos métodos de estudo musical tb. Tem uma crítica em http://www.artigosdecinema.blogspot.com/2015/01/whiplash-em-busca-da-perfeicao.html

Responder
Eliza 20 de janeiro de 2015 - 14:00

Um dos melhores filmes que já assisti na vida, com certeza… e o final é simplesmente paralisante! fui assistir (e já fui tres vezes) graças à sua critica! Valeu!

Responder
Guilherme Coral 21 de janeiro de 2015 - 14:47

@disqus_yZGv3EKNki:disqus, fico muito feliz que minha crítica tenha te levado até esse filme incrível!

Responder
Gabriela Miranda 10 de janeiro de 2015 - 19:23

Fui ver Whiplash ontem e ainda não consegui me desligar. Eu me aproximei do jazz, desde bem cedo na vida, por conta do cinema. Então foi uma experiência louca ver esse filme. Já tinha vindo de um lançamento cheio de nuances em preto e branco com o jazz de Ida e agora isso… sensacional! Incrível a maneira como o diretor amadureceu como roteirista desde Toque de Mestre. Lá dava para sentir que ele tinha uma boa ideia, mas o roteiro sucumbiu a uma série de falhas que com certeza serviram para que ele se aprimorasse neste. Essa superação, à la Rock Graziano musical, pode muito bem estar carregada da vontade dele de ser um grande nome no cinema. Quem sabe ele vai se diferenciar por sempre envolver a música em suas histórias (porque parece que é aí que ele é mais sincero, desde já), o que parece ser algo plausível já que o próximo título dele será La La Land — novamente com o Miles Teller, que entrega uma performance marcante em Whiplash, contracenando desta vez com Emma Whatson. Isso me leva a outro ponto que achei fenomenal neste filme, o fato de trazer um ator que arregimenta fãs despretensiosos, para aproximar e diversificar a plateia. A personagem de J.K. Simmons já se tornou uma de minhas preferidas, feita de sutilezas e arroubos, assim como o jazz talvez seja. Achei incrível a maneira como eles fazem a música um protagonista que cerca todas as beiradas e aprisiona o olhar do espectador, junto com todos os outros sentidos, para extrair empatia e entrega tão intensas quanto a projeção dessa magnífica obra. Não consegui ficar parada na poltrona, sempre tendo que acompanhar a música com a cabeça, os pés, as mãos… e me debruçando no final memorável. Tem tanta coisa pra falar de Whiplash que é impossível espremer aqui.

Responder
Guilherme Coral 11 de janeiro de 2015 - 13:30

Estou quase deletando minha crítica e pedindo para você escrever a sua hahahah! Fico muito feliz que tenha gostado, Gabriela! O filme realmente é sensacional e assisti por acaso no festival do rio – entrei na sala, logo no início do festival, sem esperar nada. Simplesmente amei e olha que não tenho o costume de escutar jazz!!
Estou na torcida para ele ser, ao menos, indicado ao Oscar de Melhor Filme, direção, roteiro, ator e coadjuvante, edição (a harmonização entre a imagem e o som, os cortes ritmados são lindos!) e mixagem de som (é claro). Uma batelada hahaha.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2014 - 06:33

Que filme é esse, por todos os deuses do Olimpo? Inacreditáveis atuações, montagem, direção, fotografia e trilha sonora. É de literalmente aplaudir no final!

E magnífica crítica, @guilhermecoral:disqus!

Abs, Ritter.

Responder
timberlaker 27 de setembro de 2014 - 13:14

Nunca achei que o Miles poderia ser algo mais além de coadjuvante de filme de adolescente, mas depois de Whiplash, boto a minha mão no fogo por ele sem pensar duas vezes. Atuação impecável! Minhas expectativas para ve-lo no novo F4 aumentaram consideravelmente c:

Responder
Guilherme Coral 28 de setembro de 2014 - 01:21

Ele também me surpreendeu. E muito! Fiquei curioso para vê-lo em outro trabalho com boa direção.

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