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Crítica | Wynonna Earp – 1ª Temporada

por Ritter Fan
560 views (a partir de agosto de 2020)

Buffy, a Caça-Vampiros só que, no lugar de estacas, um revólver “mágico”. Essa é, basicamente, a definição de Wynonna Earp, série baseada na criação noventista em quadrinhos de Beau Smith que coloca a descendente do famoso pistoleiro Wyatt Earp como uma agente da Black Badge, divisão do governo americano, caçando toda a sorte de criaturas em Purgatório, sua cidade natal, e no chamado Ghost River Triangle, perto das montanhas rochosas do Canadá.

Estruturalmente, a 1ª temporada segue fundamentalmente o caminho de “monstro da semana”, mas sem perder de vista a história maior que lida com o passado de Wynonna, vivida por Melanie Scrofano, mais especificamente o trágico momento em que bandidos originalmente mortos por Wyatt Earp e devidamente ressuscitados, invadem sua casa e sequestram sua irmã, a efetiva herdeira da “maldição dos Earp” e seu pai, que é morto por um tiro errado da própria Wynonna, ainda muito jovem. Quando a série começa, vemos a protagonista, depois de anos, voltando para sua cidade para o enterro de seu tio, exatamente na virada do dia em que faz 27 anos, o que marca o gatilho (sem trocadilho) para que a tal maldição, nunca explicada em detalhes, transforme-a substancialmente em Wynonna, a Caçadora de Desmortos e Outras Criaturas Sobrenaturais Aleatórias, algo que ela tem prazer em fazer, empunhando o ridiculamente comprido revólver original de seu tataravó famoso.

Não demora para que sua irmã mais nova, a geninha Waverly (Dominique Provost-Chalkley) junte-se a ela nessa cruzada e para que o xerife federal Xavier Dolls (Shamier Anderson), da divisão Black Badge, recrute-as como suas agentes. Entre demônios caipiras variados que vivem na cidade há décadas sob a liderança de Bobo Del Rey (Michael Eklund), uma bruxa enlouquecida (Constance Clootie, vivida por Rayisa Kondracki), o misterioso retorno de Doc Holliday (Tim Rozon) do mesmo poço de onde Wynonna resgata o revólver mágico, o romance inicialmente hesitante entre Waverly e a policial Nicole Haught (Katherine Barrell) e o desvendamento lento do que exatamente aconteceu com Willa (Natalie Krill), a irmã Earp sequestrada há décadas e dada como morta, a temporada vai caminhando de maneira burocrática até seu encerramento semi-apoteótico cheio de pontas soltas sem respostas.

Com efeitos especiais muito ruins que se resumem aos olhos vermelhos dos demônios e as aberturas de buracos para o inferno (o efeito que cada tiro que Wynonna tem nos bandidos ressuscitados) que séries dos anos 80 já faziam melhor, o lado sobrenatural é claudicante no máximo e desinteressante por todo o tempo, com criaturas demoníacas que mais causam risos inadvertidos do que um mínimo grau de tensão ou ameaça. Claro que a culpa maior para isso não repousa sobre os efeitos, mas sim sobre os roteiros capitaneados pela desenvolvedora e showrunner Emily Andras que pega o já clichê material base e cria pseudo-complexos passados para Wynonna, Waverly, Doc, Dolls e Bobo que são apenas desculpas para chavões, salvamentos de última hora, lutas preguiçosas e surpresas completamente previsíveis.

A construção de personagens, especialmente a protagonista, é, pelo menos nesta primeira temporada, inexistente. Wynonna é tão unidimensional quanto sua contrapartida gostosona dos quadrinhos, com mais uma série que confunde papel feminino forte com papel feminino porradeiro, como se a presença física fosse determinante para tudo. E o pior é que Scrofano tem potencial. Ela não demora para encaixar-se em seu papel, mas os roteiros simplesmente não lhe dão oportunidade para ser mais do que uma ex-delinquente insegura que, de repente, transforma-se em uma caçadora de demônios. Com isso, ela pouco tem espaço para crescer e tudo o que aprendemos de seu passado escuso fora dos flashbacks nos é trazido por textos expositivos que dizem ao espectador o que devemos sentir em relação a ela. Não é muito diferente nos casos de Waverly, de Doc Holliday e de Dolls, que são personagens sem qualquer profundidade e que existem como sidekicks – e chefe, no caso de Dolls – sem nenhuma inspiração ou nenhum tentativa de serem mais do que artifícios narrativos carregados de clichê e estereótipos. O único que foge um pouco à regra muito mais pela vilania divertida é Bobo Del Rey, mas é um papel de uma nota só da mesma forma que os demais.

A 1ª temporada de Wynonna Earp, apesar de ter apenas 13 episódios de tamanho regulamentar, parece estender-se eternamente em um ciclo repetitivo que cansa. O pouco de potencial que é possível entrever aqui e ali neste faroeste sobrenatural moderno infelizmente perde espaço em razão de roteiros básicos e preguiçosos que fazem até mesmo o elenco, apesar dos esforços, parecer que está no automático.

Wynonna Earp – 1ª Temporada (EUA/Canadá – 1º de abril a 24 de junho de 2016)
Desenvolvimento e showrunner: Emily Andras (baseado em quadrinhos de Beau Smith)
Direção: Paolo Barzman, Ron Murphy, Brett Sullivan, Peter Stebbings
Roteiro: Emily Andras, Brendon Yorke, James Hurst, Shelley Scarrow, Alexandra Zarowny, Caitlin D. Fryers, Amona Barckert
Elenco: Melanie Scrofano, Shamier Anderson, Tim Rozon, Dominique Provost-Chalkley, Katherine Barrell, Greg Lawson, Michael Eklund, Rayisa Kondracki, Kate Drummond, Natalie Krill, Shaun Johnston
Canal: SyFy
Duração: 560 min. (13 episódios)

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23 comentários

planocritico 21 de agosto de 2018 - 19:51

Tem gente que não sabe mesmo reagir quando encontra uma opinião contrária. Mas faz parte, infelizmente…

Abs,
Ritter.

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planocritico 21 de agosto de 2018 - 19:50

Pode deixar que eu continuarei assistindo e trazendo as críticas para o site!

Abs,
Ritter.

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pabloREM 20 de agosto de 2018 - 14:17

Entrei aqui de curioso porque acho o personagem Wyatt Earp interessante. Não sabia de nada do que se tratava a série e honestamente o tema não me atraiu e não assistirei. O que me leva a escrever aqui são os comentários, revoltados e infantis com quem tem uma opinião contrária a sua, algo que se tornou comum no nosso país, é só acompanhar qualquer discussão política. Agora, alguém mais já percebeu como ‘representatividade” se tornou uma espécie de muleta para justificar a qualidade de uma obra, seja série, filme, música, livro, etc? Parece que se torna automaticamente uma obrigação falar bem de algo se isso conter essa tal “representatividade”.

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Hannah 20 de agosto de 2018 - 14:08

Se nem Deus agradou todo mundo, imagine uma série canadense com efeitos meia boca com história clichê de faroeste..
Oq fez eu me apaixonar por essa série é q ela aborda assuntos sérios com simplicidade. Dê uma chance pra esse ícone, a série teve um crescimento incrível na segunda temporada e a terceira tá vindo com TD tbm.. espero ver futuramente uma crítica positiva sobre essa série maravilhosa 😉

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 14:07

Continuarei assistindo sim, pode deixar. Eu não desisto fácil e com comentários como o seu afirmando que ela melhora, fico mais animado.

Sobre os efeitos, sim, o orçamento certamente é o fator principal. Mas achei que ficaram abaixo da média.

Abs,
Ritter.

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Ana Clara 20 de agosto de 2018 - 12:58

Olá, gosto muito da série e respeito totalmente a sua opinião. Peço que continue assistindo pois da segunda temporada para frente as coisas só melhoram. E queria ressaltar que talvez a baixa qualidade dos efeitos tenham a ver com o orçamento limitado. Obrigada. 🙂

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Vanessa viana 20 de agosto de 2018 - 10:33

Eu entendo sua crítica, de fato os efeitos da série não foram bons na 1 temporada e teve um roteiro bem previsiveh e clichê, mais nessa nova temporada (3) eles melhoraram muito os efeitos especiais e o enredo, embora a questão dos demônios poderiam colocá-los como seres mais assustadores.
Mais o que realmente faz todos os fãs adorarem essa série, e que apesar de todas as falhas que ela tem ( que aliás todas as séries tem), ela tem como atriz principal uma mulher, que principalmente nessa 3 temporada teve que largar a filha dela para protegê-la e mesmo assim teve que continuar sendo uma mulher forte que não precisa de um homem necessariamente para conseguir fazer as coisas por ela. Temos também personagens LGBTs que não são mortos na primeira cena de tiroteio, esses personagens continuam firmes na série, ao contrário de muitas outras que matam os personagens LGBTs de forma ridícula que parece que o episódio foi escrito por uma criança.

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 10:41

Eu continuarei assistindo para ver como a série evolui. Se houver melhora, serei o primeiro a apontar isso.

Sobre a questão da protagonista e sua gravidez (na série e real) e a representatividade LGBT, isso é sempre bem-vindo, mas, em minha opinião, apenas isso não é suficiente. Na primeira temporada, como salientei,achei os roteiros muito fracos, apesar do esforço da atriz principal que considerei com potencial.

– Ritter

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 10:29

Sempre haverá quem gosta e quem não gosta de algo. Faz parte.

Eu só não entendi seu comentário sobre insultar pessoas. Quem é que eu insultei?

– Ritter

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Williane Macedo 20 de agosto de 2018 - 01:25

Wynonna Earp não é uma série para todo mundo, entendo não gosta, ver defeitos. É uma série canadence com uns efeitos especiais não hollywoodianos, mas acho que deve haver o respiros com os fans da série. Tem quem goste e tem quem não goste. Encanta o carrinho dos fans, o querer de um país que tá crescendo em produção, a produção da série que não desistiu. Eu gosto muito dela, respeito seu ponto de vista crítico, mas não deve insultar as pessoas que lutaram tanto para que essa série ainda esteja passando, obrigada.

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PatriciaAngel 20 de agosto de 2018 - 00:56

Bom gosto e quem nem …. cada um tem um certo?
Críticas ou não a parte, eu amo essa série do jeitinho que ela é❤️

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:59

Nada de errado com isso!

– Ritter

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:55

Você aparentemente não viu a primeira temporada. Lá, ela não está grávida ou pelo menos não há informação NO ROTEIRO de que ela esteja.

E sua acusação sobre eu não “aguentar” uma série feminista é hilária e me faz crer que você não tem ideia do que está falando de mim e nem do que já escrevi antes sobre séries inclusivas BOAS e não essa bobagem aí que você defende com unhas e dentes.

– Ritter

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:39

Falei mal da sua série favorita, foi?

– Ritter

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:37

Oi. Você reparou que a presente crítica é, APENAS, da primeira temporada, não? Aliás, obrigado pelo spoiler da próxima.

Mas então, como crítica da PRIMEIRA temporada, como é que eu poderia levar em consideração eventos futuros e, como isso não bastasse, ainda por cima situações de bastidores?

E só mais uma coisa: representatividade JAMAIS deveria ser desculpa para a baixa qualidade de algo. Afinal, há exemplos e mais exemplos de séries representativas e inclusivas que conseguem aliar uma coisa à outra.

– Ritter

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Gabi Miranda 20 de agosto de 2018 - 00:44

Oi? Em que parte eu fiz que era disculpa? Eu disse que COMPENSARIA. E procure a se informar um pouco antes de sair falando merda sobre uma série quando for comentar sobre uma em específica pra não passar vergonha . Por quê todo mundo que eu eu vejo falar sobre alguma em especial sabe sobre a vida dos protagonistas da série, por que simplesmente fizeram o seu DEVER DE CASA antes…
Mas enfim
Vocês só querem cagar a série por que ela é feminista e doi demais pra vocês quando uma série aborda que podemos sim ser iguais ou até melhores do que vocês .
E mesmo assim apesar da educação que você me mostrou não ter boa noite e Passar bem .

Em seg, 20 de ago de 2018 12:37 AM, Disqus escreveu:

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Luiz Santiago 20 de agosto de 2018 - 00:27

Com licença, senhor, já quero reservar aqui a minha cadeira (devidamente munido da minha pipoca, meu suquinho e meu bloquinho de notas para anotar xingamentos) para ver o povo ranger os dentes por conta dessa crítica.

Obrigado.

Luiz, o Observador Risonho, Domador de Choramingos em 3 Continentes e Adestrador de Siricuticos em 23 Países, Medalha de Bronze em Calmante de Piripaque Alheio, Medalha de Prata em Abilolamentos Mentais e Medalha de Ouro no Prêmio Internacional Irônico-Sandeu de Sumatra-e-Salomão, Recebido em Antananarivo Por Ocasião de Uma Tempestade de Lágrimas Internautas Revoltadas Com a Possibilidade de Não Lerem Uma Opinião Igualzinha à Sua Própria, Na Segunda Lua de Água e Sal do Hemisfério Sul.

S2

https://uploads.disquscdn.com/images/978649d6bdfebbb1698c6a96c080bff27da6ed6068b7386dff7cd0e4e8b4a173.jpg

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:48

Parece que minha crítica chegou à Associação Internacional da Criança Esperneante. Será muito divertido!

– Ritter

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Luiz Santiago 20 de agosto de 2018 - 00:56

Diversão garantida!

Responder
Reilla 20 de agosto de 2018 - 00:08

Primeiro ta achando a série cansativa NAO ASSISTE,segundo vc é retardado(a) pra um caralho em ficar comparando PODER FEMININO COM MULHER QUE DA PORRADA,pq o foco é a história da wynonna,como ela entra e como ela vai sair dessa situação(A maldição),ela dar porrada é só uma consequência disso td,ela passa por dificuldades inclusive a gravidez e nao desistiu,a série é tao cansativa que só la vai crescendo com as histórias de cada personagem sendo abordadas aos poucos,entrando em vários assuntos importantes e vc ta falando merda sem nem ver a segunda e a terceira temporada pra saber o que ia acontecer pelo contrario de vc que usa criticas escrotas e equivocadas contendo o total reconhecimento de que um efeito nao faz uma série,todavia entretanto a quarta temporada foi renovada e sua crítica não mudou nada,grata

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planocritico 20 de agosto de 2018 - 00:42

Sabe aquelas crianças que se jogam no chão da loja quando os pais se recusam a comprar o brinquedo ou bala que ela pede? Então. Esse seu comentário é exatamente igual.

Mas mande mais que eu gostei! Só que tem que ter mais xingamento, senão não vale!

– Ritter

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Carol Santiago 19 de agosto de 2018 - 22:37

Que escrita medíocre e infantil. Sua crítica parece que foi feita por escreve as chamadas para os filmes da sessão da tarde. Tu não assistiu a série. Não é possível que tenha visto e ainda usou termos abobados como “revolver magico”, “geninha” e”bruxa enlouquecida”. Dizer que a Wynonna Earp é uma persongem unidimensional é cretinice e falta de compressão do contexto da série. Os efeitos são toscos sim e é compreensível porque é uma série de baixo orçamento de um canal inferior. Não é HBO com recurso ilimitado desgraça. Em sua primeira temporada tu não queria que tivesse explicação para tudo né criatura. A “ponta solta” do final se chama cliffhanger caso você não esteja familiarizado com os termos adequados.

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Gabi Miranda 19 de agosto de 2018 - 21:39

Essa série é incrível! É claro que falha miseravelmente em efeitos especiais mas em compensação ha tanta representatividade que compensa! Em qual série uma mãe fodona grávida continua a combater demonios? Melhor ainda em qual série a protagonista abraça tanto o seu papel que da o seu maximo,trabalhando inclusive até os 9 meses de gestacao.Inclusive Melanie atriz que interpreta a Wynonna disse recentemente que sentiu contrações nas filmagens e mesmo assim não quis parar as gravações, mostrando que é tão durona quanto a sua personagem.( Esse esforço todo de Melanie a rendeu ainda um prêmio no ano passado como GIRL ON POWER”.) Sem falar que a série aborda sobre depressão,alcoolismo, agressão, racismo, relacionamento interracial, Girl on Power, cultura LGBT… Entre muitos outros… A primeira temporada é a mais parada sim , mas já começa mostrando de um jeito de como é a maldição dos Earps, e já começa na pegada de ” não toquem no meu bebê” já que Wynonna desde da 1 temporada demonstra que mesmo tendo vários caras e depois sendo mae ela nunca consegue parar de ser super protetora com a sua irma caçula Waverly o que começa a criar algo bem legal quando Waves começa a namorar Nicole que também não perde pra Wynonna em questão de proteger a Waverly, coisa que se encaixa muito bem ao ser notado o quão especial a Waverly é na 3 temporada ( sem spoilers eu sei).Wynonna comeca a série como uma vadia louca sem juízo mas no decorrer das temporadas a personagem passa por tantas batalhas que acaba a amadurecendo.
Na minha opinião Wynonna Earp vale muito a pena a ser assistido e acompanhado de perto mesmo pecando em alguns pontos, pelo simples fato de nós ensinar a ter mais respeito as pessoas LGBts ( quando umas das principais começa a namorar uma policial mesmo isso acontecendo em um lugar de “interior” nada mudou na vida dessa personagem. O que devia muito se tornar realidade) e não julgar uma mulher justamente por ela “agir como um homem” em seus relacionamentos.Alem do mais em Wynonna ,mostra que mulheres PODEM sim estar no comando tanto como em uma relação quanto em uma delegacia , sem falar também o quão bonito eles ensinam a como devemos cuidar dos nossos ( várias vezes ensinam isso em um jeito muito engraçado).
Enfim Emily merece receber não só os prêmios que Wynonna Earp já consiguiu mas muitos mais só pelo seu esforço de ter que dirigir uma série em uma emissora pequena 😘💪
Então venham conhecer a série por que vocês não sabem o que estão perdendo ! ❤
#Earps #WynonnaEarp #Wayhaught

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